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Atividade – Doenças Autoimunes e Tolerância Imunológica Instruções para a Atividade A turma será dividida em 8 grupos. Cada grupo receberá um caso clínico relacionado a uma doença autoimune. Os alunos deverão analisar o caso e responder aos seguintes tópicos em um único arquivo (formato .doc ou .pdf): 1. Diagnóstico provável; 2. Fisiopatologia da doença (incluindo o mecanismo de quebra da tolerância imunológica); 3. Relação entre os achados dos exames e a fisiopatologia; 4. Opções de tratamento e suas justificativas. Cada grupo deve postar sua resposta individualmente no AVA. A atividade será corrigida pelo professor e posteriormente os trabalhos serão compilados em um único documento. Mecanismo da Tolerância Imunológica A tolerância imunológica refere-se à capacidade do sistema imunológico de reconhecer e não reagir contra antígenos próprios. Esse mecanismo é fundamental para evitar doenças autoimunes. Existem dois tipos principais: - Tolerância central: ocorre durante o desenvolvimento de linfócitos T e B na medula óssea e no timo, onde células que reconhecem fortemente autoantígenos são eliminadas (deleção clonal); - Tolerância periférica: envolve mecanismos como anergia (inativação funcional), supressão por células T reguladoras e deleção clonal fora dos órgãos linfáticos primários. A quebra desses mecanismos resulta na ativação de linfócitos autoreativos, produção de autoanticorpos e inflamação dirigida contra tecidos do próprio organismo, culminando em doenças autoimunes. Casos Clínicos Grupo 1 Paciente feminina, 26 anos, refere fadiga, febre baixa vespertina, artralgias simétricas nas mãos e rash malar que piora com exposição solar. Há relato de queda de cabelo e úlceras orais indolores. Exames mostram: FAN positivo (padrão pontilhado fino), anti-DNA dupla-hélice positivo, leucopenia, anemia normocítica e proteinúria discreta. Grupo 2 Mulher de 45 anos com rigidez matinal em mãos e punhos por mais de 1 hora, dor simétrica nas articulações metacarpofalângicas e interfalângicas proximais. Exames: fator reumatoide positivo, anti-CCP positivo, VHS e PCR elevadas, e radiografia com erosões articulares. Grupo 3 Menino de 12 anos, emagrecimento importante em 3 meses, polidipsia, poliúria, fadiga, vômitos e respiração de Kussmaul. Exames: glicemia de 410 mg/dL, pH 7,1, cetonemia e cetonúria positivas, anti-GAD65 positivo. Grupo 4 Mulher de 30 anos com fraqueza muscular progressiva ao longo do dia, ptose palpebral e dificuldade para mastigar. Melhora com repouso. Exames: teste do edrofônio positivo, anticorpos anti-receptor de acetilcolina positivos, TC de tórax com timoma. Grupo 5 Mulher de 38 anos com cansaço, ganho de peso, intolerância ao frio, constipação e pele seca. Exames: TSH aumentado, T4 livre diminuído, anti-TPO positivo, USG com hipoecogenicidade difusa. Grupo 6 Paciente feminina, 34 anos, com perda de peso, taquicardia, sudorese e exoftalmia. Exames: TSH suprimido, T4 livre aumentado, TRAb positivo, cintilografia com captação difusa aumentada. Grupo 7 Homem de 28 anos com episódios de parestesias em membros inferiores e neurite óptica. Exames: RM com lesões periventriculares, bandas oligoclonais de IgG no líquor, potencial evocado visual com latência aumentada. Grupo 8 Mulher de 24 anos com manchas hipocrômicas simétricas em face, mãos e genitais. Exame com lâmpada de Wood revela fluorescência azul-branca. Anti-TPO moderadamente positivo.