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Setor: Nº: REVISÃO: 
Auditória de Contas Médicas ACM.37 03 
Tipo do Documento: PÁGINA: 
Protocolo de Instrução 1/18 
Título: 
Curativos Especiais/ Industrializados 
 
1. Anatomia e Fisiologia da Pele 
 
 
 
EPIDERME (1ª camada): é a camada mais externa da pele e consiste primariamente em 
queratinócitos, que a impermeabilizam. A epiderme está em constante renovação, as células 
mais antigas são substituídas por outras mais novas em uma renovação que ocorre em média 
a cada 12 dias. 
DERME (2ª camada): localizada entre a epiderme e a hipoderme, a derme é formada 
por tecido conjuntivo que contém fibras proteicas, vasos sanguíneos e linfáticos, terminações 
nervosas, órgãos sensoriais e glândulas. As fibras são produzidas por células chamadas 
fibroblastos, que permitem a elasticidade, tração e conferem maior resistência à pele. 
HIPODERME (3ª camada): a última camada da pele é basicamente formada por células 
de gordura e faz conexão entre a derme e a fáscia muscular; atuando como reservatório 
energético, isolante térmico, proteção contra-choques mecânicos, fixação dos órgãos e 
modelando a superfície corporal.1 
 
2. Funções da Pele 
 
 
 
A pele é formada por duas camadas 
primárias e uma camada de gordura subcutânea, 
cada camada com características e funções 
diferentes: derme, epiderme e a hipoderme 
subcutânea, além de órgãos anexos como 
folículos pilosos, glândulas sudoríparas, 
sebáceas e unhas. 
A pele desempenha muitas 
funções vitais, destacando-se a 
proteção das estruturas internas, 
percepção sensorial, regulação da 
temperatura corporal, excreção, 
metabolismo e absorção.1 
 
 
Setor: Nº: REVISÃO: 
Auditória de Contas Médicas ACM.37 03 
Tipo do Documento: PÁGINA: 
Protocolo de Instrução 2/18 
Título: 
Curativos Especiais/ Industrializados 
 
2. Feridas e as Classificações 
 
CLASSIFICAÇÃO 
CIRÚRGICAS 
Provocadas por instrumentos cirúrgicos, com 
finalidade terapêutica, podem ser: 
Incisivas: perda mínima de tecido; 
Excisivas: remoção de áreas de pele. 
TRAUMÁTICAS 
provocadas acidentalmente por agentes: 
Mecânicos: como um prego, espinho ou por pancadas; 
Físicos: como temperatura, pressão (ex.: fricção, cisalhamento, rasgadura), 
eletricidade; 
Químicos: ácidos ou soda cáustica, por exemplo; 
Biológicos: contato com animais ou penetração de parasitas. 
ULCERATIVAS 
Lesões escavadas, circunscritas, com 
profundidade variável, podendo atingir 
desde camadas superficiais da pele até 
músculos. Podem ter etiologia vascular, por 
pressão ou por doença pré-existente 
(ex.:diabetes, oncológicas). As úlceras são 
classificadas conforme as camadas de tecido 
atingido: 
Estágio I: pele avermelhada, não rompida, mácula eritematosa bem 
delimitada, atingindo epiderme; 
Estágio II: pequenas erosões na epiderme ou ulcerações na derme. 
Apresenta-se normalmente com abrasão ou bolha; 
Estágio III: afeta derme e tecido subcutâneo; 
Estágio IV: perda total da pele atingindo músculos, tendões e exposição 
óssea. 
CONTEÚDO BACTERIANO 
A ferida pode apresentar conteúdo 
bacteriano, sendo caracterizada em 
diferentes formas: 
Limpa: lesão feita em condições assépticas e que está isenta de 
microrganismos; 
Limpa contaminada: lesão com tempo inferior a 6 horas entre o trauma e 
atendimento, sem contaminação significativa, ex.: corte com faca; 
Contaminada: lesão com tempo superior a 6 horas entre o trauma e 
atendimento, com presença de contaminantes (ex.: fezes, terra etc.), mas 
sem processo infeccioso local; 
Infectada: presença de agente infeccioso local e lesão com evidência de 
intensa reação inflamatória e destruição de tecidos, podendo haver pus; 
Odor: produzido por bactérias e tecidos em decomposição. 
PRESENÇA DE EXSUDATO 
O exsudato é um material fluido, composto por células que escapam de um vaso sanguíneo e se depositam nos tecidos ou 
nas superfícies teciduais, usualmente como resultado de um processo inflamatório. Sua coloração depende do tipo de 
exsudato e pode ser característica do pigmento específico de algumas bactérias. 
CARACTERISTICAS DO EXSUDATO 
As colorações mais frequentes são 
esbranquiçadas, amareladas, avermelhadas, 
esverdeadas e acastanhada. 
Exsudato seroso é caracterizado por uma extensa liberação de líquido, com 
baixo conteúdo proteico. 
Exsudato sanguinolento é decorrente de lesões com ruptura de vasos ou de 
hemácias. 
Exsudato purulento é um líquido composto por células e proteínas, 
produzido por um processo inflamatório asséptico ou séptico. Alguns 
microrganismos produzem de forma característica, supuração local e por 
isso são chamados de bactérias piogênicas (produtoras de pus). 
Exsudato fibrinoso é o extravasamento de grande quantidade de proteínas 
plasmáticas, incluindo o fibrinogênio, e a participação de grandes massas de 
fibrina. 
 
 
Setor: Nº: REVISÃO: 
Auditória de Contas Médicas ACM.37 03 
Tipo do Documento: PÁGINA: 
Protocolo de Instrução 3/18 
Título: 
Curativos Especiais/ Industrializados 
 
 
LESÃO POR PRESSÃO3 
Dano localizado na pele e/ou tecidos moles subjacentes, geralmente sobre uma proeminência óssea ou relacionada ao uso 
de dispositivo médico ou a outro artefato. A lesão pode se apresentar em pele íntegra ou como úlcera aberta e pode ser 
dolorosa. A lesão ocorre como resultado da pressão intensa e/ou prolongada em combinação com o cisalhamento. A 
tolerância do tecido mole à pressão e ao cisalhamento pode também ser afetada pelo microclima, nutrição, perfusão, 
comorbidades e pela sua condição.3 
Estágio 1 
Pele íntegra com 
hiperemia 
Pele íntegra com área localizada de eritema que não 
embranquece. Presença de eritema que embranquece ou 
mudanças na sensibilidade, temperatura ou consistência 
(endurecimento) podem preceder as mudanças visuais. 
Mudanças na cor não incluem descoloração púrpura ou 
castanha; essas podem indicar dano tissular profundo. 
 
 
Estágio 2 
Perda da pele em 
sua espessura 
parcial com 
exposição da derme 
O leito da ferida é viável, de coloração rosa ou vermelha, úmido 
e pode também apresentar-se como uma bolha intacta 
(preenchida com exsudato seroso) ou rompida. O tecido 
adiposo e tecidos profundos não são visíveis. Tecido de 
granulação, esfacelo e escara não estão presentes. Essas lesões 
geralmente resultam de microclima inadequado e cisalhamento 
da pele. Esse estágio não deve ser usado para descrever as 
lesões de pele associadas à umidade, incluindo a dermatite 
associada à incontinência (DAI), a dermatite intertriginosa, a 
lesão de pele associada a adesivos médicos ou as feridas 
traumáticas (lesões por fricção, queimaduras, abrasões). 
Estágio 3 
 Perda da pele em 
sua espessura total 
Perda da pele em sua espessura total na qual a gordura é visível 
e, frequentemente, tecido de granulação e epíbole (lesão com 
bordas enroladas) estão presentes. Esfacelo e /ou escara pode 
estar visível. A profundidade do dano tissular varia conforme a 
localização anatômica; áreas com adiposidade significativa 
podem desenvolver lesões profundas. Podem ocorrer 
descolamento e túneis. Não há exposição de fáscia, músculo, 
tendão, ligamento, cartilagem e/ou osso. Quando o esfacelo ou 
necrose coagulativa prejudica a identificação da extensão da 
perda tissular, deve-se classificá-la como Lesão por Pressão Não 
Classificável. 
 
 
 
 
 
Setor: Nº: REVISÃO: 
Auditória de Contas Médicas ACM.37 03 
Tipo do Documento: PÁGINA: 
Protocolo de Instrução 4/18 
Título: 
Curativos Especiais/ Industrializados 
 
Estágio 4 
 Perda da pele em 
sua espessura total 
e perda tissular 
Perda da pele em sua espessura total e perda tissular com 
exposição ou palpação direta da fáscia, músculo, tendão, 
ligamento, cartilagem ou osso. Esfacelo e /ou necrose de 
coagulação pode estar visível. Epíbole (lesão com bordas 
enroladas), descolamento e/ou túneis ocorrem 
frequentemente. A profundidade varia conforme a localização 
anatômica. Quando o esfacelo ou necrose decoagulação 
prejudica a identificação da extensão da perda tissular, deve-se 
classificá-la como Lesão por Pressão Não Classificável. 
 
Não Classificável 
Perda da pele em 
sua espessura total 
e 
comprometimento 
tissular não visível. 
Perda da pele em sua espessura total e comprometimento 
tissular na qual a extensão do dano não pode ser confirmada 
porque está encoberta pelo esfacelo ou escara. Ao ser 
removido (esfacelo ou necrose de coagulação), Lesão por 
Pressão em Estágio 3 ou Estágio 4 ficará aparente. necrose de 
coagulação estável (isto é, seca, aderente, sem eritema ou 
flutuação) em membro isquêmico ou no calcâneo não deve ser 
removida. 
 
Relacionada a 
Dispositivo Médico 
A Lesão por Pressão Relacionada a Dispositivo Médico resulta do uso de dispositivos criados e 
aplicados para fins diagnósticos e terapêuticos. A lesão por pressão resultante geralmente apresenta 
o padrão ou forma do dispositivo. Essa lesão não deve ser categorizada usando o sistema de 
classificação de lesões por pressão 
 
Em Membranas 
Mucosas 
A lesão por pressão em membranas mucosas é encontrada quando há histórico de uso de 
dispositivos médicos no local do dano. Devido à anatomia do tecido, essas lesões não podem ser 
categorizadas. 
 
 
PREVENÇÃO: LESÃO POR PRESSÃO2 
Cuidando da Pele 
Identificar sinais precoces de lesões causadas por pressão. Identificar sinais de ressecamento, 
rachaduras, eritema, maceração, fragilidade, calor e endurecimento. Hidratar pele. Uso de 
sonda uretral/ retal (se necessário para desvio de efluente). 
Reduzindo a umidade 
Identificar e tratar causas de umidades. Realizar higiene íntima após cada troca de fralda. 
Incentivar o uso de comadre e dispositivos urinários (ex.: uropen), mantendo as roupas de 
cama sempre secas. 
Avaliando a Pressão 
Realizar reposicionamento de leito a cada 2-3 horas. Utilizar dispositivos de alívio de pressão 
tais como: colchões especiais (colchão pneumático), travesseiros, almofadas de gel. 
Aumentar a superfície de apoio na região onde está sendo exercida a pressão. Proteger 
calcâneo, manter os membros inferiores aquecidos. Necessidade de elevação dos MMII 
(descompressão dos calcâneos). Não utilizar almofadas tipo “donut” com furo no meio. 
Reduzindo a fricção e 
cisalhamento 
Realizar transferências e movimentações do paciente com o auxílio de coxins e apoios. 
Posicionar o paciente no leito de forma correta. 
Estimulando a 
Movimentação 
Estimular a movimentação ativa, no caso do paciente restrito ao leito, sob acompanhamento. 
Estimular o paciente a sentar no leito e/ou fora do leito com auxílio, minimizando o risco de 
quedas. Estimular a deambulação com auxílio, minimizando o risco de queda. 
 
 
Setor: Nº: REVISÃO: 
Auditória de Contas Médicas ACM.37 03 
Tipo do Documento: PÁGINA: 
Protocolo de Instrução 5/18 
Título: 
Curativos Especiais/ Industrializados 
 
 
MORFOLOGIA 
A morfologia descreve e detalha a localização, dimensões, números e profundidade das feridas. 
LOCALIZAÇÃO 
As feridas ulcerativas frequentemente 
acometem usuários que apresentam 
dificuldades de deambulação. 
Áreas de risco para pessoas que passam longos períodos sentados: Tuberosidades 
isquiáticas; Pés; Espinha dorsal torácica; Calcanhares. 
Áreas de risco para quem passa longos períodos acamado: Região sacrococcígea; 
Região trocantérica, isquiática espinha ilíaca; Joelhos (face anterior, medial e 
lateral); Cabeça (região occipital e orelhas); Tornozelos; Calcanhares; Cotovelos; 
Espinha dorsal. 
DIMENSÃO 
Extensão da ferida em área = cm² 
Pequena: menor que 50cm²; Média: > 50cm² e 150cm² e 250cm². 
PROFUNDIDADE 
Feridas planas ou superficiais: 
envolvem a epiderme, derme e tecido 
subcutâneo 
Feridas profundas: envolvem tecidos moles profundos, tais como músculos e 
fáscia; Feridas cavitárias: caracterizam-se por perda de tecido e formação de uma 
cavidade com envolvimento de órgãos ou espaços. Podem ser traumáticas, 
infecciosas, por pressão ou complicações pós-cirúrgica. 
MENSURAÇÃO 
Avalia comprimento x largura x 
profundidade. 
Medida simples: mensurar uma ferida medindo-a em seu maior comprimento e 
largura, utilizando uma régua em centímetros (cm). 
Medida cavitária: A técnica utilizada é através da introdução de uma espátula ou 
pinça na cavidade da ferida, para que seja marcada a profundidade. Após, verificar 
o tamanho com uma régua. 
CARACTERÍSTICAS DO LEITO DA 
FERIDA 
Tecidos viáveis compreendem: 
Granulação: de aspecto vermelho vivo, brilhante, úmido, ricamente vascularizado; 
Epitelização: revestimento novo, rosado e frágil. 
Tecidos inviáveis compreendem: Necrose de coagulação (necrose de coagulação): 
presença de crosta preta e/ou bem escura; 
Necrose de liquefação (amolecida): tecido amarelo-esverdeado e/ou quando a 
lesão apresenta infecção, secreção purulenta; 
Desvitalizado ou Fibrinoso: tecido de coloração amarela ou branca, que adere ao 
leito da ferida e se apresenta como cordões ou crostas grossas, podendo ainda ser 
mucinoso. 
 
 
 
Setor: Nº: REVISÃO: 
Auditória de Contas Médicas ACM.37 03 
Tipo do Documento: PÁGINA: 
Protocolo de Instrução 6/18 
Título: 
Curativos Especiais/ Industrializados 
 
3. Avaliação da Lesão 
A avaliação deve ser registrada de forma detalhada sobre a ferida, descrevendo: 
✓ Etiologia; 
✓ Localização (ex.: sacra, joelho, trocanter, calcâneo); 
✓ Tipo de tecido (ex.: epitelização, granulação, desvitalizado, necrose); 
✓ Presença de exsudato (ex.: aspecto, coloração, quantidade, consistência, odor); 
✓ Borda e pele ao redor da lesão (ex.: hiperemia, edema, calor, coloração, 
ressecamento, algia); 
✓ Dor (ex.:ausente, leve, moderada, intensa); 
✓ Tamanho e profundidade (ex.:extensão, profundidade em cm, presença de túnel 
e/ou fístula, descolamento). 
Também os aspectos relacionados às condições gerais do usuário, tais como: presença 
de fluidos corporais, estado nutricional, doenças crônicas concomitantes, entre outros. Este 
processo de avaliação também envolve o seu estadiamento, que poderá variar de acordo com 
a sua etiologia. Por exemplo, as lesões por pressão são classificadas por estágios, enquanto 
as lesões por pé diabético, em graus.1,2 
 
 
 
 
 
Setor: Nº: REVISÃO: 
Auditória de Contas Médicas ACM.37 03 
Tipo do Documento: PÁGINA: 
Protocolo de Instrução 7/18 
Título: 
Curativos Especiais/ Industrializados 
 
 
4. Escolha do Curativo Especial (cobertura) 
A seleção dos curativos é apenas um componente do tratamento de feridas e é baseada 
nas características da ferida: tipo de tecido no leito da ferida, quantidade/tipo de exsudatos, 
profundidade, a condição da pele ao redor do leito da ferida, entre outros fatores. 
Os curativos devem atender ao máximo as funções a seguir: 
✓ Promover desbridamento autolítico; 
✓ Regular a umidade; 
✓ Favorecer a angiogênese; 
✓ Aumentar a granulação; 
✓ Proteger terminações nervosas (diminui a dor); 
✓ Facilitar a reepitelização (sem machucar ou macerar a borda); 
✓ Proporcionar barreira bacteriana; 
✓ Impermeável à água; 
✓ Permeável à vapor (permite que a pele respire); 
✓ Fornecer isolamento térmico; 
✓ Fácil remoção, sem prejudicar os tecidos novos.1,2,3 
 
QUAL CURATIVO UTILIZAR? 
Situação Clínica 
Cuidados Locais 
com Feridas 
Considerações de Cuidados 
Exemplos de 
Produtos 
TIPO DE TECIDO 
Granulação 
Fibrina 
Necrose 
Otimizar o Leito da 
Ferida; 
Proteger o Tecido de 
Granulação; 
Remover o Tecido 
Necrótico. 
A seleção do curativo deve estar baseada 
no tipo de tecido do leito da ferida. 
Curativos que promovam desbridamento 
autolítico devem ser considerados como 
indicação quando houver tecido 
necrótico. 
Hidrogel, 
Hidrofibras, 
INFLAMAÇÃO E 
INFECÇÃO 
Localizada 
Difusa 
Sistêmica 
Providenciar o 
controle bacteriano. 
O manejo de feridas infectadas requer 
terapia antimicrobiana oral ou IV. Não 
utilizar curativos oclusivos em lesões 
infectadas.Antimicrobianos a 
base de prata ou 
pomada de iodo. 
EXSUDAÇÃO 
DE FERIDAS 
Nulo 
(feridas secas); 
Baixa Exsudação; 
Média 
Exsudação; 
Intensa 
Exsudação. 
Fornecer equilíbrio 
da umidade no leito 
da ferida; 
 Adicionar ou 
remover a umidade 
do leito da ferida. 
Selecionar curativo com base na 
quantidade de exsudato. Feridas secas 
requerem curativo que aumente 
umidade. A exsudação requer curativo 
que absorva umidade. 
Hidrogel, Alginato 
de Cálcio, 
Hidrofibra ou 
Espumas 
 
Setor: Nº: REVISÃO: 
Auditória de Contas Médicas ACM.37 03 
Tipo do Documento: PÁGINA: 
Protocolo de Instrução 8/18 
Título: 
Curativos Especiais/ Industrializados 
 
DOR 
Dor ao trocar 
o curativo; 
Dor contínua. 
Providenciar o 
controle da dor do 
paciente 
A seleção do curativo depende do tipo de 
dor do paciente. O curativo não deve ser 
aderente. 
Biatain IBU ou 
curativos não-
aderentes 
ODOR 
Feridas 
com odor 
Escolha de curativos 
que promovam a 
redução do odor. 
O odor pode ser causado por infecção, 
portanto, certifique-se sobre a causa do 
odor antes da escolha do curativo. 
Curativos com 
prata ou 
carvão ativado 
PROFUNDIDADE 
Cavidade 
Descolamento 
de bordos; 
Túneis 
Sinusais; 
Fístula. 
Ocupar os espaços 
mortos na ferida. 
O espaço morto deve ser preenchido, mas 
não tamponado; evite utilizar produtos 
que deixem resíduos em feridas 
profundas; o tamponamento pode causar 
necrose de tecido e ou causar mais danos 
à ferida. 
Espumas 
FERIDAS 
INALTERADAS 
(sem evolução 
em 10 dias) 
Sem evolução no 
leito da ferida; 
Refratárias ao 
tratamento. 
Estimular o tecido 
viável 
O leito da ferida deve ser estimulado; O 
leito da ferida deve estar livre de tecido 
necrótico, biofilme ou infeção. 
Observar questões 
de etnia. Doenças 
crônicas pré-
existentes. 
 
TIPOS DE COBERTURAS 
Exemplos de 
Produtos 
(nome comercial) 
Ação Indicação (Tratamento) 
Critérios para troca / 
Observação 
Ácidos Graxos 
Essenciais (AGE) 
 
Nome comercial: 
Dersani, Ativo - Derm, 
AGE Derm, AGE 
Curatec, Dermanutri, 
Promove quimiotaxia 
(atração de leucócitos) e 
angiogênese (formação de 
novos vasos sanguíneos), 
mantém o meio úmido e 
acelera o processo de 
granulação tecidual. 
Tratamento de lesão por 
pressão com A.G.E (conforme 
quadro de orientação) 
O volume (ml) utilizado será 
remunerado mediante relatório 
descrevendo localização, aspecto 
e extensão da lesão. 
Conforme prescrição. 
Antimicrobianos com 
prata. 
 
Nome comercial: 
Aquacel Extra Ag; 
Durafiber Ag; 
Biatan Ag; 
Alginato de Calcio Ag 
Auxilia na remoção de tecidos 
necróticos (desbridamento 
autolítico). A prata iônica 
incorporada no curativo mata 
microrganismos patógenos, 
tanto planctônicos quanto 
aqueles presentes no 
biofilme bacteriano, incluindo 
bactérias, leveduras e fungos. 
Além disso, o curativo rompe 
e absorve o biofilme. 
Feridas infectadas com grandes 
quantidades de exsudato 
Troca quando necessário 
mediante justificativa (analisar 
bula/descrição técnica da marca 
utilizada para avaliar o período 
de troca). 
 
Setor: Nº: REVISÃO: 
Auditória de Contas Médicas ACM.37 03 
Tipo do Documento: PÁGINA: 
Protocolo de Instrução 9/18 
Título: 
Curativos Especiais/ Industrializados 
 
Alginato de Cálcio 
 
Nome comercial: 
Biatan Alginato 
Curasorb 
O sódio presente no exsudato 
e no sangue interage com o 
cálcio presente no curativo de 
alginato. A troca iônica 
auxilia no desbridamento 
autolítico; tem alta 
capacidade de absorção; 
resulta na formação de um 
gel que mantém o meio 
úmido para cicatrização; 
induz a hemostasia. 
Feridas com exsudação 
moderada e intensa. 
Troca quando necessário 
mediante justificativa (analisar 
bula/descrição técnica da marca 
utilizada para avaliar o período 
de troca). 
Carvão ativado O carvão ativado absorve 
o exsudato e filtra o odor; a 
prata exerce ação bactericida. 
Feridas infectadas exsudativas, 
com ou sem odor. 
 
Troca quando necessário 
mediante justificativa (analisar 
bula/descrição técnica da marca 
utilizada para avaliar o período 
de troca). 
Cobertura não aderente 
estéril 
 
Nome comercial: 
Adaptic 
Raion 
Proporciona a não aderência 
da ferida e permite o livre 
fluxo de exsudatos. 
Lesões com necessidade da 
não-aderência do curativo à 
lesão. 
Troca quando necessário 
mediante justificativa (analisar 
bula/descrição técnica da marca 
utilizada para avaliar o período 
de troca). 
Colagenase 
 
Nome comercial: 
Iruxol 
 
Age seletivamente 
degradando o colágeno 
nativo da ferida. 
Desbridamento enzimático 
suave e não invasivo à lesão. 
 
Aplicação conforme prescrição 
médica. 
Curativo de Pressão 
Negativa 
 
Nome comercial: 
KCI (VAC); 
Smith& Nephew (Pico) 
Aplica a pressão negativa 
localizada na superfície e 
margens da ferida, 
removendo secreção, 
reduzindo o edema, 
estimulando a granulação e 
aumenta a perfusão tecidual. 
Liberado conforme DUT 148: 
Cobertura obrigatória para 
pacientes portadores de úlcera 
de pé diabético de grau ≥3 pela 
classificação de Wagner. 
Consiste em kit curativo de 
espuma de poliuretano poroso, 
equipamento de vácuo e sistema 
coletor de secreção. Troca 
quando necessário mediante 
justificativa. 
Espumas (com ou sem 
silicone) 
 
Nome comercial: 
Allevyn 
Aquacel 
Biatan 
 
Promovem o equilíbrio da 
umidade e reduzem a troca 
de curativos (bloqueiam o 
exsudado para evitar 
vazamento e maceração do 
leito e bordos da ferida). 
Obs: Allevyn tracheostomy 
9x9 cm: Indicado para lesões 
periostoma e hipersecretivas. 
Feridas com exsudato 
moderado ao intenso; 
permitem absorção de grandes 
quantidades de secreção. 
Troca quando necessário 
mediante justificativa (analisar 
bula/descrição técnica da marca 
utilizada para avaliar o período 
de troca). 
Hidrofibra / Fibra 
Gelificante 
 
Nome comercial: 
Aquacel; 
Aquacel Extra; 
Durafiber 
É altamente absorvente, 
absorve o exsudato da ferida 
e forma um gel macio que 
mantém o meio úmido, o qual 
favorece o processo de 
cicatrização da ferida e auxilia 
a remoção do tecido 
Feridas exsudativas agudas e 
crônicas com tecido de 
granulação, de espessura total, 
parcial ou superficial. 
Troca quando necessário 
mediante justificativa (analisar 
bula/descrição técnica da marca 
utilizada para avaliar o período 
de troca). 
 
Setor: Nº: REVISÃO: 
Auditória de Contas Médicas ACM.37 03 
Tipo do Documento: PÁGINA: 
Protocolo de Instrução 10/18 
Título: 
Curativos Especiais/ Industrializados 
 
desvitalizado (desbridamento 
autolítico), sem danificar o 
tecido recém-formado. 
Hidrogel 
 
Nome comercial: 
Dersani hidrogel 
Solosite hidrogel 
Safgel 
Intrasite gel 
Amolece e remove o tecido 
desvitalizado através de 
desbridamento autolítico; 
mantém o meio úmido; 
facilita a reidratação celular e 
o desbridamento; estimula a 
liberação do exsudato. 
Remover crostas e tecidos 
desvitalizados de feridas 
abertas. 
Troca quando necessário 
mediante justificativa (analisar 
bula/descrição técnica da marca 
utilizada para avaliar o período 
de troca). 
Membranas de 
Biocelulose 
 
Nome comercial: 
Membracel 
É uma membrana de celulose 
cristalina com porosidade 
desenvolvida artificialmente 
para permitir a drenagem do 
exsudato. 
alívio da dor, proteção da lesão, 
drenagem das secreções, 
redução da região exposta a 
agentes infecciosos e 
aceleração do processo 
cicatricial. 
Troca quando necessário 
mediante justificativa (analisar 
bula/descrição técnica da marca 
utilizada para avaliar o período 
de troca). 
Membranas ou filmes 
Semipermeáveis 
 
Nome comercial: 
Opsite 
Bioclusive 
Tegaderm, 
 
Proporciona ambientes 
úmidos, favoráveis à 
cicatrização; possui 
permeabilidades seletivas, 
permitindo a difusão gasosa e 
evaporação da água; 
impermeável a fluidos e 
microrganismos. 
Fixação de cateteres vasculares 
(CVC); cobertura de incisões 
cirúrgicas limpas com pouco ou 
nenhum exsudato; cobertura 
de queimadura de 1º e 2º 
graus; cobertura de áreas 
doadoras de enxerto. 
Trocaquando necessário 
mediante justificativa (analisar 
bula/descrição técnica da marca 
utilizada para avaliar o período 
de troca). 
 01 Curativo transparente após 
24hrs (se ausência de 
sangramento). 
Não remunerar para acesso 
venoso periférico. 
Placa de hidrocoloide 
 
Nome comercial: 
Duoderm 
Comfeel 
Askina Biofilm 
Estimula a angiogênese e o 
desbridamento autolítico. 
Acelera o processo de 
granulação tecidual. 
Feridas abertas não infectadas 
com exsudações baixa ou 
moderada. 
Troca quando necessário 
mediante justificativa (analisar 
bula/descrição técnica da marca 
utilizada para avaliar o período 
de troca). 
 
 
Protetores Cutâneos 
 
Nome comercial: 
Cavilon Spray e Creme 
Creme Barreira Comfeel 
Stomahesive pó 
É uma solução polimérica que 
forma uma película uniforme 
quando aplicado na pele 
lesionada, forma uma 
barreira protetora resistente 
de longa duração que atua 
como protetor entre a pele e 
os fluídos corporais, 
efluentes. 
Apresentação em spray devem 
ser usadas em áreas lesionadas 
perilesão e/ou periostomia. 
Apresentação em creme 
barreira, devem ser usadas no 
tratamento de DCI (dermatite 
de contato irritativa). 
Apresentação em pó, absorve a 
umidade provocada por 
escoriações, melhorando assim 
a fixação dos dispositivos para 
ostomia. 
Troca quando necessário 
mediante justificativa (analisar 
bula/descrição técnica da marca 
utilizada para avaliar o período 
de troca). 
Sulfadiazina de prata 
Nome comercial: 
Dermazine, Pratazine, 
Dermacerium, 
Íon prata causa precipitação 
de proteínas e age 
diretamente na membrana 
citoplasmática da célula 
bacteriana, exercendo ação 
Feridas com grande potencial 
de infecção e risco de evolução 
para sepse. 
Troca quando necessário 
mediante justificativa (analisar 
bula/descrição técnica da marca 
utilizada para avaliar o período 
de troca). 
 
Setor: Nº: REVISÃO: 
Auditória de Contas Médicas ACM.37 03 
Tipo do Documento: PÁGINA: 
Protocolo de Instrução 11/18 
Título: 
Curativos Especiais/ Industrializados 
 
Pratacerium bactericida pela liberação 
de pequena quantidade de 
prata iônica. 
 
 
5. Películas de Barreira e Loções para Recuperação Cutânea 
 
Cremes barreira são produtos que conferem um revestimento e impermeabilidade à ação 
irritativa da urina, fezes e outros efluentes corporais. São exemplos dessa categoria produtos 
que formam película polimérica, e cremes à base de óxido de zinco, petrolato e dimeticone8. 
Seu uso está indicado para proteção da pele exposta a efluentes corporais com lesão 
instalada, denominada Dermatite de Contato Irritativa (DCI)19, a qual favorece o 
desenvolvimento de lesões por pressão ou fricção e diminuição do potencial de fixação de 
adesivos para ostomias, com consequente aumento da frequência de troca dos dispositivos 
associados (bolsas para ostomias). Ao contrário da dermatite alérgica de contato, as DCIs não 
são imunomediadas. 
 
5.1 Patogênese das Dermatites de Contato Irritativas (DCIs) 
 
 
Williams &Wilkins, 2007;34(1):45-54 
 
Considera-se um evento iniciador da 
DCI a ruptura da barreira epidérmica (estrato 
córneo), resultando em aumento da 
permeabilidade da pele, perda de água 
transepidérmica e redução do fator 
hidratante natural22. 
 
 
Setor: Nº: REVISÃO: 
Auditória de Contas Médicas ACM.37 03 
Tipo do Documento: PÁGINA: 
Protocolo de Instrução 12/18 
Título: 
Curativos Especiais/ Industrializados 
 
5.2 Dermatite Associada a Incontinência 
 
 
 
 
 
5.3 Problemas de pele adjacente a ostomias, drenos e lesões exsudativas 
 
 
 
 
 
5.4 Tratamento da Dermatite de Contato Irritativa (DCI) 
O tratamento da DCI inclui18: 
✓ Identificação e prevenção do(s) irritante(s) agressor(es) 
✓ Tratamento da inflamação da pele 
✓ Restauração da função de barreira epidérmica 
BEECKMAN D et al., versão 1.0 Junho 2017 
DINIZ IV et al., v.7, n.2, (5/2018 a 8/2018). 
 
A dermatite associada à incontinência 
(DAI) é um tipo específico de DCI, causada 
pela fricção e/ ou exposição prolongada da 
pele a umidade e fluidos corporais 
irritantes24,25, sendo fator relevante para o 
aumento do risco de colonização bacteriana 
e infecção secundária19. 
O pH alcalino dos pacientes com 
incontinência urinária e fecal é o responsável 
pela ativação de lipases e proteases as quais 
quebram proteínas e contribuem para erosão 
da epiderme19. 
Uma complicação comum da pele exposta a 
fluidos corporais é a ruptura do tecido adjacente, 
com gravidades variadas, desde pequenos traumas 
na pele, dermatite, ulceração23. 
A irritação da pele (Dermatite) é ocasionada 
devido à natureza do efluente23, e pode resultar, 
também de trauma mecânico, reação alérgica a um 
produto de bolsa ou infecção fúngica. 
 
Setor: Nº: REVISÃO: 
Auditória de Contas Médicas ACM.37 03 
Tipo do Documento: PÁGINA: 
Protocolo de Instrução 13/18 
Título: 
Curativos Especiais/ Industrializados 
 
A recuperação da função de barreira é alcançada, aproximadamente, quatro semanas 
após a exposição ao irritante, enquanto a hiperreatividade da pele nas áreas afetadas pode 
persistir por até 10 semanas19. 
O tratamento consiste na aplicação de cremes de barreira24 devido ao mecanismo de ação 
destes produtos, conforme indicado no quadro abaixo: 
 
Ação Mecanismo de Ação 
Oclusivo Bloqueia a barreira de perda de água transepidérmica 
Umectante Atrai água para o estrato córneo 
Emoliente e hidratante Diminui a irritação e favorece a restauração da função de barreira da pele 
 
 
6. Terapia por Pressão Negativa (Curativo a Vácuo) 
 
O curativo a vácuo é um procedimento não invasivo que cria um ambiente de pressão 
negativa sub-atmosférica localizada e controlada, que varia de 50 a 200 mmHg. 
A reparação de feridas passa pelas seguintes etapas básicas: fase inflamatória, fase 
proliferativa (que incluem reepitelização, síntese da matriz e neovascularização) e fase de 
maturação. 
O curativo traz como benefícios: o controle drenagem das secreções, a redução do 
edema local, a redução da carga bacteriana e o desenvolvimento precoce de um tecido de 
granulação pela estimulação angiogênica. Mantendo a aspiração contínua com retirada 
constante de fluidos contendo fibrina, necrose e bactérias. 
A pressão negativa instituída promove trauma local determinando uma nova fase aguda 
na ferida com estímulo a neoangiogênese o qual é o processo de formação de novos vasos 
sanguíneos, necessário para manter o ambiente de cicatrização da ferida. Em todas as feridas, 
o suprimento sanguíneo dos fibroblastos responsáveis pela síntese de colágeno provém de 
um intenso crescimento de novos vasos, caracterizando a cicatrização por segunda intenção 
e o tecido de granulação. Os novos vasos formam-se a partir de brotos endoteliais sólidos, 
que migram no sentido da periferia para o centro da ferida, sobre a malha de fibrina depositada 
no leito da ferida. 
 
 
 
Setor: Nº: REVISÃO: 
Auditória de Contas Médicas ACM.37 03 
Tipo do Documento: PÁGINA: 
Protocolo de Instrução 14/18 
Título: 
Curativos Especiais/ Industrializados 
 
7. Critérios de Liberação 
 
Terapia por Pressão Negativa (Curativo a vácuo): Liberado conforme DUT 148: 
Cobertura obrigatória para pacientes portadores de úlcera de pé diabético de grau ≥3 pela 
classificação de Wagner. 
Classificação de Wagner: 
Grau 0 - Risco elevado, ausência de úlcera (não previsto remuneração); 
Grau 1 - Úlcera superficial, não infectado em termos clínicos (não previsto remuneração); 
Grau 2 - Úlcera profunda com ou sem celulite, ausência de abcesso ou osteomielite (não 
previsto remuneração); 
Grau 3 - Úlcera profunda com osteomielite ou formação de abcesso; 
Grau 4 - Gangrena localizada; 
Grau 5 - Gangrena em todo o pé. 
Para os demais curativos especiais/industrializados, películas de barreira e loções para 
recuperação cutânea: não necessita autorização prévia.5 
 
 
8. Critérios para remuneração. 
Necessário, prescrição,descrição e/ou evidências de utilização em prontuário. 
 
Curativos especiais/ industrializados. 
Quando evoluído lesão por pressão, verificar se houve as medidas de prevenção afim 
de sinalização ao prestador por parte da liderança. 
Ponto de Atenção: Previsto a remuneração quando utilizado com a indicação de 
tratamento. 
Para a remuneração necessário descrição da avaliação da lesão/ferida e evolução do 
tratamento e dos seguintes dados: 
✓ Indicação técnica do material de acordo com o tipo de lesão/ ferida; 
✓ Tipo de curativo realizado (ex.: oclusivo, aberto, compressivo); 
✓ Horário de realização, cobertura utilizada e número de trocas e justificativa da troca 
(coberturas que possuem prazo de troca pelo fabricante, e que eventualmente tenham 
substituição antes do prazo demandam justificativas); 
✓ Registro de medidas e ações de prevenção adotadas. 
 
Setor: Nº: REVISÃO: 
Auditória de Contas Médicas ACM.37 03 
Tipo do Documento: PÁGINA: 
Protocolo de Instrução 15/18 
Título: 
Curativos Especiais/ Industrializados 
 
 
Películas de barreira e loções para reparação cutânea. 
Será remunerado conforme dotação vigente (ml/ frasco/ g/ un), mediante evidência de 
utilização em prontuário, considerando as características da lesão descritas pelo profissional 
avaliador. 
A presença de fluidos corporais (secreção, exsudato, diarreia) é fator determinante para 
analisar indicações das películas de barreira e ou recuperação da pele. 
Procede remuneração de 01 quantidade (conforme apresentação) por internação, 
seguindo as indicações clínicas citadas neste protocolo. O excedente deve ser tecnicamente 
justificado e avaliado conforme características da lesão e indicação de bula referente a 
frequência de aplicação. Atentar para controle de cobrança em contas parciais. 
Ponto de atenção: Se evidenciado a função proteção/ prevenção da pele, não está 
prevista a remuneração. 
 
Terapia por Pressão Negativa (Curativo a Vácuo) 
Está prevista a remuneração quando evidenciado utilização nos critérios estabelecidos 
e registro em prontuário. 
 
 
9. Critérios Remuneração Intercâmbio 
 
Necessário descrição da avaliação da lesão/ferida e evolução do tratamento e dos 
seguintes dados em relatório de intercambio: 
 
Curativos especiais/ industrializados. 
✓ Indicação técnica do material de acordo com o tipo de lesão/ ferida; 
✓ Tipo de curativo realizado (ex.: oclusivo, aberto, compressivo); 
✓ Horário de realização, cobertura utilizada e número de trocas e justificativa da troca 
(coberturas que possuem prazo de troca pelo fabricante, e que eventualmente tenham 
substituição antes do prazo demandam justificativas); 
✓ Registro de medidas e ações de prevenção adotadas. 
 
 
Setor: Nº: REVISÃO: 
Auditória de Contas Médicas ACM.37 03 
Tipo do Documento: PÁGINA: 
Protocolo de Instrução 16/18 
Título: 
Curativos Especiais/ Industrializados 
 
Películas de barreira e loções para reparação cutânea. 
Remunerado para tratamento de problemas de pele periostomal. 
Quando evidenciado uso para tratamento em pele adjacente a ostomias, drenos e nas 
dermatites associadas a incontinência, necessário detalhamento da justificativa e 
características das lesões em relatório de intercâmbio. 
 
Terapia por Pressão Negativa (Curativo a Vácuo) 
A cobertura obrigatória para pacientes portadores de úlcera com de pé diabético de grau 
≥ 3 ela classificação de Wagner, seguindo os critérios de DUT 148. 
 
 
 
 
Referência 
 
1 - Secretaria Municipal de Saúde/SP - Manual de Padronização de Curativos Janeiro/2021. 
Disponível em Acesso em 05/12/22. 
 
2 – Portugal, L.B.A. Christovam, B.P. CARTILHA DE ORIENTAÇÕES SOBRE PREVENÇÃO E 
TRATAMENTO DE LESÃO POR PRESSÃO - 2022. Disponível em . Acesso em 05/12/22. 
 
3 – Sokem, J. A. Bergamaschi, F. P. R. Watanabe, E.A.M. Beeckman, D. Guia educativo para o 
cuidado ao cliente adulto com lesão por pressão e dermatite associada à incontinência: 
subsídios para atividades educativas - Dourados, MS: UEMS, 2018. Disponível em . Acesso em 06/12/22 
 
4 - 2017/006 - Parecer Técnico Coren/PR - Realização de curativos de grau II pelos técnicos e 
auxiliares de enfermagem. Disponível em Acesso em 22/11/22. 
5 - RES: Critérios de liberação para Curativos. Resp: Patricia Barbieri - ANÁLISES MÉDICAS E 
LIBERACOES em 06/12/2022. 
 
6 - RES: Criterios de remuenração para Curativos. Resp: Rosangela Schwanka Sanches - 
INTERCAMBIO em 12/12/2022. 
 
7 - MANUAL DE CONSULTAS DAS NORMAS DE AUDITORIA MÉDICA E ENFERMAGEM 
(M.A.M.E.). MB.007 - Versão 13. 
https://docs.bvsalud.org/biblioref/2021/04/1152129/manual_protocoloferidasmarco2021_digital_.pdf
https://docs.bvsalud.org/biblioref/2021/04/1152129/manual_protocoloferidasmarco2021_digital_.pdf
https://www.sobenfee.org.br/artigos
https://sobest.com.br/biblioteca/
https://www.corenpr.gov.br/portal/images/pareceres/PARTEC_17_006-Realizacao_curativos_grau_II_tecnicos_auxiliares_enfermagem.pdf
https://www.corenpr.gov.br/portal/images/pareceres/PARTEC_17_006-Realizacao_curativos_grau_II_tecnicos_auxiliares_enfermagem.pdf
mailto:rosangelas@unimedcuritiba.com.br
 
Setor: Nº: REVISÃO: 
Auditória de Contas Médicas ACM.37 03 
Tipo do Documento: PÁGINA: 
Protocolo de Instrução 17/18 
Título: 
Curativos Especiais/ Industrializados 
 
8 - HENRIQUE, T. S., PERFOLL, R. Função Barreira na Prevenção e Tratamentos das 
Dermatites Associadas à Incontinência: Revisão de Literatura. Revista Inova Saúde, Criciúma, 
Vol. 11, n. 1, fevereiro, 2021. Acesso em 13/05/22. Disponível em 
. 
 
9 - 3M Company. Estados Unidos. Importado e distribuído por 3M do Brasil Ltda. Intrução de Uso 
Cavilon Advanced Protector Skin. Farmacêutica Resp. Roberta F. F. Marsaioli, CRF-SP 15095. 
Atualizado em 15/08/2021, no Portal Anvisa. Disponível em 
. 
 
10 - Coloplast A/S. Dinamarca. Importado e distribuído Coloplast do Brasil Ltda.Instrução de Uso 
- Comfeel® creme barreira. Responsável téc.: Daniel F. P da Silva, CRF/SP 99504. Atualizado 
no Portal Anvisa em 30/10/2021. Disponível em 
. 
 
11 - BSN medical GmbH. Alemanha. Importado e distribuído por ESSITY Soluções Médicas do 
Brasil Comércio e Distribuição LTDA. Instrução de Uso - Cutimed® Protect Spray. Responsável 
Técnica: Juliana K. Schuh, CRF/SP 65.617. Atualizado no Portal Anvisa em 26/10/2021. 
Disponível em . 
 
12 - MEGALABS, Indústria brasileira. Indicações de Uso – Saniskin. Site do Fabricante, [2021]. 
Acesso em 13/05/22. Disponível em . 
 
13 - Cosmoderma Industria e Comércio Ltda. Instrução de Uso Dermilon – Creme Barreira. 
Atualização em 20/01/2022. Disponível no Portal Anvisa em 
. 
 
14 - Copeli Cosméticos e Perfumes Ltda. Instrução de Uso - Óleo Dermoprotetor A.G.E. 
Prote&Clean. Resp. Téc.: Vanessa da Silva Chacon, CRQ 04270236. Atualizado em 28/10/2021. 
Disponível no Portal Anvisa em 
. 
 
15 - Silvestre Labs Química e Farmacêutica Ltda. Instrução de Uso - Somixil® A.G.E. Loção. 
Farmacêutica Responsável Dra. Tatiana Siqueira de Lima Corrêa – CRF/RJ: 7426. Atualizado 
em 21/07/2021. Disponível no Portal Anvisa em 
. 
 
16 - ConvaTec Limited. Reino Unido.Instrução de Uso Sensi-Care Barreira Protetora Spray. 
Importado e distribuído por BMD – Comério de Produtos Médicos Ltda. Resp. Técnica Dra Carla 
Viotto Belli, CRF/SP: 16715. Atualizado em 04/10/2021. Disponível no Portal Anvisa em 
. 
17 - Catálogo de Produtos – Dermamon Free [s.n]. Farmacêutica responsável: Dra. Iolanda de 
Jesus Dias, CRF/SP 80.22. Publicado no site da Distribuidora Vita e Saúde, São Paulo [2021]. 
Disponível em . 
 
18 - Tabela de Produtos Ativos para Pagamento Unimed Curitiba. Atualizada em 22/04/22. 
Disponível para consulta Intranet Unimed Curitiba. 
 
http://periodicos.unesc.net/Inovasaude/article/view/5904/5627
https://consultas.anvisa.gov.br/#/saude/25351292747201862/
https://consultas.anvisa.gov.br/#/saude/253510069870054/
https://consultas.anvisa.gov.br/#/saude/25351328450201418/
https://e-megalabs.com.br/saniskin-original-loc-o-hidratante-corporal-200ml
https://e-megalabs.com.br/saniskin-original-loc-o-hidratante-corporal-200ml
https://consultas.anvisa.gov.br/#/saude/25351035208201828/
https://consultas.anvisa.gov.br/#/saude/25351327433201979/
https://consultas.anvisa.gov.br/#/saude/25351367896201687/
https://consultas.anvisa.gov.br/#/saude/25351692676201588/
https://www.vitaesaude.com.br/loja/quem-somos
 
Setor: Nº: REVISÃO: 
Auditória de Contas Médicas ACM.37 03 
Tipo do Documento: PÁGINA: 
Protocolo de Instrução 18/18 
Título: 
Curativos Especiais/ Industrializados 
 
19 - Anthony F Fransway, MDMargo J Reeder, MD. Dermatite de contato irritante em adultos 
Acesso em: 02/06/2022, Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/irritant-contact-
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20 - Beeckman D, Van den Bussche K, Alves P, et al. Rumo a uma linguagem internacional para 
dermatite associada à incontinência (IAD): desenho e avaliação das propriedades psicométricas 
da Ghent Global IAD Categorization Tool (GLOBIAD) em 30 países. Br J Dermatol 
2018; 178:1331. Acesso em: 02/06/2022 Disponível em: 
 
 
21 - DINIZ IV et al. Aspectos Sociodemográficos, Clínicos e Complicações de Pessoas 
Estomizadas por Câncer. Revista Saúde e Ciência online, v. 7, n. 2, (maio a agosto de 2018). 
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22 - Angelova-Fischer I, Stilla T, Kezic S, et al. Barrier Function and Natural Moisturizing Factor 
Levels After Cumula-tive Exposure to Short-chain Aliphatic Alcohols and Detergents: Results of 
Occlusion-modified Tandem Repeated Irritation Test. Acta Derm Venereol 2016; 96:880. 
 
23 - Ron G Landmann, MDA Lee Cashman, RN, CWON. Cuidados e complicações da ileostomia 
ou colostomia. Acesso em: 02/06/2022, Disponível em: 
. 
 
24 - Beele H, Smet S, Van Damme N, Beeckman D. Incontinence-Associated Dermatitis: 
Pathogenesis, Contributing Factors, Prevention and Management Options. Drugs Aging 2018; 
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25 - Black JM, Gray M, Bliss DZ, et al. MASD part 2: incontinence-associated dermatitis and 
intertriginous dermatitis: a consensus. J Wound Ostomy Continence Nurs 2011; 38:359. 
 
26 - CUNHA, CV; et al. Dermatite associada à incontinência em idosos: caracterização, 
prevenção e tratamento. Revista Estima, 2015, vol. 13, n.3. Disponível em: 
. 
 
 
Elaborado em: 
2020 
Finalizado em: 
12/2020 
Revisado em: 
12/2022 
Próxima revisão em: 
12/2023 
 
 
 
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