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Impresso por Jacques Rodrigues, E-mail jacques.sam2@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 25/09/2025, 21:10:03 COCOS PIOGÊNICOS Disciplina: Microbiologia Clínica Aluno: Jonas Lira do Nascimento Staphylococcus Geralmente estão dispostos em cachos irregulares; São gram positivos; São imóveis; Não esporulados; Facultativos (crescem de forma aeróbia ou anaeróbia); FATORES DE VIRULÊNCIA 1. Presentes na parede celular: Proteína A: É a proteína majoritária na parede celular; Tem ação antifagocitária: se liga a porção Fc da IgG no sítio de ligação ao complemento, dificultando a destruição da bactéria; Staphylococcus coagulase negativos não apresentam proteína A. Coagulase ligada ou fator de agregação (clumping factor): Promove agregação pela transformação do fibrinogênio em fibrina; Nem todos os S. aureus a possui; teste laboratorial é realizado em lâmina. 2. Enzimas Coagulase livre: Liberada extracelularmente; Todos os S. aureus produzem essa enzima; 0 teste laboratorial in vitro é realizado em tubo. Estafiloquinase ou fibrinolisina: 1Impresso por Jacques Rodrigues, E-mail jacques.sam2@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 25/09/2025, 21:10:03 Dissolve a rede de fibrina. DNase: A formação de pus indica a morte celular e consequentemente liberação de ácido nucléico, que é muito espesso; A bactéria, ao produzir DNase despolimeriza 0 ácido nucléico; No meio de cultura, a adição de HCl precipita 0 DNA íntegro. Onde houve despolimerização, forma-se um halo transparente; É um teste realizado para identificar S. aureus, porém algumas outras cepas de outras espécies também podem ser DNase positivas. Hialuronidase ou fator de dispersão: Age sobre 0 ácido hialurônico do tecido conjuntivo, permitindo maior dispersão da bactéria em tecidos. Lipase: Atua sobre os lipídios da pele. Beta-lactamase: Destrói 0 anel beta-lactâmico da penicilina; Apenas 10% dos S. aureus são sensíveis a antibióticos com anel beta-lactâmicos; Foram desenvolvidos, porém, penicilinas resistentes às beta-lactamases, como as meticilinas (oxacilina); Mais de 20% dos S. aureus já são resistentes à meticilina. São chamados de MRSA (meticilin resistentes Staphylococcus aureus) ou MARSA (sigla em português) ; Cepas MARSA apresentam-se, usualmente, resistentes a outros grupos de drogas indicadas para tratamento dos Staphylococcus, como clindamicina, eritromicina, tetraciclina e menos frequentemente, gentamicina e sulfametoxazol/trimetropina antibiograma deve ser realizado para determinar a sensibilidade a essas drogas. No entanto, todos os MARSA são considerados resistentes a todas as cefalosporinas, inclusive as de 4a geração, como os carbapênicos (imipenem), independente do resultado do antibiograma; Foram desenvolvidas ainda substâncias químicas que, associadas aos antibióticos inibem essas beta-lactamases como, por exemplo, 0 ácido clavulânico e 0 sulbactam; Outra opção para 0 tratamento de cepas MARSA é 0 uso da vancomicina; Já existe resistência à vancomicina (cepas VRSA). 2Impresso por Jacques Rodrigues, E-mail jacques.sam2@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 25/09/2025, 21:10:03 3. Toxinas (exotoxinas): Toxina esfoliativa: Causa a síndrome da pele escaldada em crianças; Impede a adesão das células epiteliais à superfície cutânea, dando impressão de queimadura. Enterotoxinas: 50% dos S. aureus produzem; Provocam intoxicação alimentar com incubação de 1-6 ou 1-8 horas; A toxina é produzida quando a bactéria cresce em alimentos protéicos que contém carboidratos; A toxina é termoestável (resiste a fervura durante 30 min); Sintomas: não há febre, apenas náuseas, vômitos e diarreia com convalescência rápida. Toxina da Síndrome do Choque Tóxico (TSST): Causa choque tóxico em mulheres menstruadas que utilizam absorventes internos, em pacientes com tampões nasais (para impedir sangramento pelo nariz) ou infecções de feridas; A toxina entra na corrente sanguínea, causando toxemia: febre, choque, envolvimento, de múltiplas sistemas orgânicos, incluindo erupção cutânea descamativa; As culturas de sangue geralmente não acusam 0 crescimento da bactéria; PATOLOGIA E PATOGENIA: Staphylococcus epidermidis: Faz parte da flora normal da pele e das mucosas (intestinal e GI); Pode causar infecções de cateteres intravenoso e de próteses ortopédicas e cardiovascular como, por exemplo de válvulas cardíacas (endocardite); Suas cepas que produzem glicocálice são mais propensas a aderir a materiais de implantes (próteses), formando biofilmes que as cepas não produtoras. Staphylococcus saprophyticus: Causa infecções no trato urinário em mulheres jovens sexualmente ativas; Depois da E. coli, este é 0 micro-organismos que mais causa infecções no trato 3Impresso por Jacques Rodrigues, E-mail para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 25/09/2025, 21:10:03 urinário. Staphylococcus aureus: Podem levar a quadros de portadores em 40-50% dos humanos; Causa infecções profundas, como: osteomielite, meningite, septicemia, pneumonia e endocardite. Também podem causar infecções cutâneas e superficiais, como: folículos, mastite, furunculose, abcessos, impetigo (bolhoso); Nessas infecções cutâneas a coagulase produz fibrina em torno da lesão e dentro dos linfócitos para delimitar 0 processo. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL: 1. Bacterioscopia (Gram); 2. Cultura: Em Ágar sangue; Em Ágar Chapman ou manitol salgado. 3. Testes de identificação: Catalase; Coagulase; DNase; Staphy test; Novobiocina. 4