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CADERNO DO APROVADO: Material protegido por direitos autorais, sendo proibida a sua reprodução, distribuição ou comercialização. O compartilhamento sujeitará os envolvidos à responsabilização civil e criminal. CONCEITO DE DIREITO DO TRABALHO - DT Conceito de Direito Individual do Trabalho, segundo Maurício Godinho Delgado: “Complexo de princípios, regras e institutos jurídicos que regulam, no tocante às pessoas e matérias envolvidas, a relação empregatícia de trabalho, além de outras relações laborais normativamente especificadas”. “Reconheça-se, porém, que a expressão não é perfeita. Afinal, a palavra trabalho refere-se a objeto mais amplo (trabalho autônomo, por exemplo) do que o objeto próprio ao ramo justrabalhista, que regula, basicamente, o trabalho empregaticiamente contratado. Sob esse enfoque, a expressão Direito Empregatício talvez fosse mais precisa.” *O trabalhador empregado NÃO é o único, mas é o que tem maior enfoque no Direito do Trabalho. FONTES DO DIREITO MATERIAL DO TRABALHO A origem do Direito do Trabalho e como surgiram as normas jurídicas A primeira divisão é: Fontes Materiais x Fontes Formais. Fontes Materiais Fatos sociais que culminaram na produção de normas Ligadas ao conteúdo do direito Decorrem de relações pré-jurídicas As fontes materiais precedem as fontes formais Conduzem à construção das regras do direito • Fatores Sociais (exemplo: movimentos sociais, greves...) • Econômicos (exemplo: pressão dos empregadores em face do governo) • Históricos • Sociológicos • Filosóficos Licensed to Gabriel calixto stefanel - gabriel.stefanel@gmail.com CADERNO DO APROVADO: Material protegido por direitos autorais, sendo proibida a sua reprodução, distribuição ou comercialização. O compartilhamento sujeitará os envolvidos à responsabilização civil e criminal. Fontes Formais Exteriorização das normas jurídicas Ligados à forma jurídica manuseada para regulamentar o fato social “Ingresso, instauração e cristalização da norma na ordem jurídica” Natureza de ato-regra: • Generalidade = dirigem-se a todos, indistintamente *Por isso, uma parte da doutrina NÃO considera o Contrato de Trabalho como uma fonte formal (pois é individual para cada trabalhador) • Abstração = incide sobre uma hipótese (não sobre um caso concreto) • Imperatividade = devem ser cumpridas obrigatoriamente Origem/Formação das Fontes Formais Dentro das Fontes Formais, podemos dividi-las quanto à origem/formação: Fontes Formais Autônomas Heterônomas Se originam da própria vontade das partes envolvidas São impostas por um terceiro, geralmente o Estado Negociações coletivas (ACT/CCT) CF Usos* e Costumes Leis federais Contrato de trabalho (cláusulas contratuais) Decretos do Poder Executivo Regulamento empresarial Portarias, instruções normativas e outros atos Sentenças normativas Laudo arbitral Tratados e Convenções Internacionais Licensed to Gabriel calixto stefanel - gabriel.stefanel@gmail.com CADERNO DO APROVADO: Material protegido por direitos autorais, sendo proibida a sua reprodução, distribuição ou comercialização. O compartilhamento sujeitará os envolvidos à responsabilização civil e criminal. Fontes Autônomas Derivam da vontade das partes (fontes voluntárias) Produção com imediata participação dos destinatários principais Autodisciplinamento pelos próprios interessados “Essa produção autônoma não pode ser contraditória ao núcleo essencial do Direito do Trabalho, devendo a ele se ajustar harmonicamente.” Negociações coletivas (ACT/CCT) • ACT = Acordo Coletivo de Trabalho • CCT = Convenção Coletiva de Trabalho • Prazo máximo = 2 anos Princípio da intervenção mínima na vontade coletiva CLT - Art. 8, § 3º - No exame de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, a Justiça do Trabalho analisará exclusivamente a conformidade dos elementos essenciais do negócio jurídico, respeitado o disposto no art. 104 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), e balizará sua atuação pelo princípio da intervenção mínima na autonomia da vontade coletiva. CC - Art. 104. A validade do negócio jurídico requer: I - agente capaz; II - objeto lícito, possível, determinado ou determinável; III - forma prescrita ou não defesa em lei. Essas fontes aderem permanentemente ao contrato? Ou até quando valeriam? 3 teorias: 1. Aderência IRRESTRITA = valeriam para sempre (NÃO se aplica atualmente) 2. Aderência limitada por REVOGAÇÃO (ultratividade relativa) Os dispositivos de ACT/CCT vigoram ATÉ que novo diploma os revogue Esta revogação pode se dar de forma expressa ou tácita Expressa = quando revoga expressamente Tácita = quando omite preceitos da antiga ACT/CCT Melhor opção, segundo a doutrina, pois incentiva a negociação → ERA a regra até vir a reforma trabalhista Licensed to Gabriel calixto stefanel - gabriel.stefanel@gmail.com CADERNO DO APROVADO: Material protegido por direitos autorais, sendo proibida a sua reprodução, distribuição ou comercialização. O compartilhamento sujeitará os envolvidos à responsabilização civil e criminal. SÚMULA 277 DO TST – antes (redação original): As condições de trabalho alcançadas por força de sentença normativa, convenção ou acordo coletivos vigoram no prazo assinado, não integrando, de forma definitiva, os contratos individuais de trabalho. SUMULA 277 DO TST - depois (declarada inconstitucional pelo STF - ADPF 323): As cláusulas normativas dos acordos coletivos ou convenções coletivas integram os contratos individuais de trabalho e somente poderão ser modificadas ou suprimidas mediante negociação coletiva de trabalho. Em 2025, o TST cancelou oficialmente essa súmula. 3. Aderência limitada pelo PRAZO Vale apenas durante o prazo (vedada a ultratividade) É a redação original da Súmula 277 Voltou a ser regra com a reforma trabalhista (Art. 614, § 3º) Art. 614, § 3º - Não será permitido estipular duração de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho superior a dois anos, sendo vedada a ultratividade. → Então a regra atual é essa! Vale o que está na CLT (vedação à ultratividade). Como já caiu em prova: Questão TRT-4 – Banca FCC: De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, no exame de uma convenção ou acordo coletivo, a Justiça do Trabalho balizará sua atuação pelo princípio da A) intervenção mínima na autonomia da vontade coletiva. B) interpretação mais favorável ao empregado. C) estrita legalidade, em detrimento da autonomia privada coletiva. D) condição mais benéfica ao empregado, hipossuficiente na relação. E) primazia da realidade. Licensed to Gabriel calixto stefanel - gabriel.stefanel@gmail.com CADERNO DO APROVADO: Material protegido por direitos autorais, sendo proibida a sua reprodução, distribuição ou comercialização. O compartilhamento sujeitará os envolvidos à responsabilização civil e criminal. Usos* e Costumes Conceito Usos = prática habitual no contexto de uma relação jurídica específica Costumes = contexto mais amplo, critério mais geral e imparcial (certa empresa, certa categoria, certa região...) Os costumes podem ser: - secundum legem (segundo a lei) - praeter legem (além da lei) - prática adotada na lacuna da lei (integração) - contra legem (contra a lei) - costume contrário à lei Também válido no DT Em razão do princípio da norma mais favorável Quando o costume é melhor que a lei, gera o “critério hierárquico especial” “Pirâmide flexível” = norma mais favorável no topo (estudaremos em breve) *Limite = normas proibitivas estatais Exemplo: prazo prescricional de 5 anos (não pode ser estendido por costume) Enquadramento como fonte Doutrina Majoritária = usos e costumes são sim fontes formais Doutrina Minoritária: “USOS” não seria fonte formal, pois não tem generalidade, logo não é ato-regra“COSTUMES” não se discute, é sim ato-regra e é sim fonte formal Sobre os COSTUMES, não tem briga. A briga é quanto aos USOS. Geralmente a banca não vai tocar nessa divergência, para se abster de recursos, etc. Veja como já foi cobrado: FCC em 2006 = os usos e costumes são uma importante fonte do Direito do Trabalho sendo que, muitas vezes, da sua reiterada aplicação pela sociedade, é que se origina a normal legal. FCC em 2013 = Fontes formais são as formas de exteriorização do direito, como por exemplo, as leis e costumes. FCC em 2014 classificou “usos e costumes” como fontes formais autônomas: Os acordos e convenções coletivas de trabalho que estipulam normas relativas à segurança e saúde do trabalho, assim como os usos e costumes sobre o tema, são classificados como fontes formais autônomas. FCC em 2015 classificou “costumes” como fonte integradora: A legislação trabalhista faz referência aos costumes como fonte integradora do Direito do Trabalho. Licensed to Gabriel calixto stefanel - gabriel.stefanel@gmail.com CADERNO DO APROVADO: Material protegido por direitos autorais, sendo proibida a sua reprodução, distribuição ou comercialização. O compartilhamento sujeitará os envolvidos à responsabilização civil e criminal. CESPE em 2016 classificou usos e costumes como fontes, sem especificar a espécie: Na falta de disposições legais ou contratuais, a justiça do trabalho ou as autoridades administrativas poderão decidir o caso de acordo com os usos e costumes, que são fontes do direito do trabalho. FCC em 2018, classificou “costumes” novamente como fonte formal autônoma, sem falar dos “usos dessa vez” (para não arrumar briga rsrs) No Direito do Trabalho, as sentenças normativas da Justiça do Trabalho, os costumes e a Convenção Coletiva de Trabalho são classificados, respectivamente, como fontes: “formal heterônima, formal autônoma e formal autônoma”. Contrato de trabalho (cláusulas contratuais) É mesmo uma fonte? • Uma parte da doutrina = SIM, é fonte formal autônoma • Outra parte da doutrina = NÃO, por 2 motivos: 1. Não é ato-regra - Ato-regra = geral, abstrato e impessoal - Contrato = específico, concreto e pessoal (tudo ao contrário) 2. A cláusula contratual adere ao contrato - Cláusula contratual = adere ao contrato (algo que foi melhorado não pode ser piorado) - Lei (uma das principais fontes formais) = não adere ao contrato CLT - Art. 468 - Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das respectivas condições por mútuo consentimento, e ainda assim desde que não resultem, direta ou indiretamente, prejuízos ao empregado, sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia. Doutrina: “Cláusulas contratuais tem efeito adesivo permanente nos contratos, não podendo ser suprimidas pela vontade que as instituiu. Fontes formais do direito (normas) não aderem permanentemente à relação jurídica, podendo ser revogadas.” Licensed to Gabriel calixto stefanel - gabriel.stefanel@gmail.com CADERNO DO APROVADO: Material protegido por direitos autorais, sendo proibida a sua reprodução, distribuição ou comercialização. O compartilhamento sujeitará os envolvidos à responsabilização civil e criminal. Regulamento empresarial São dispositivos gerais, abstratos e impessoais (logo, percebe-se a natureza de “ato-regra”, diferente do contrato de trabalho) A briga aqui é assim: • Se for Bilateral (com participação dos trabalhadores) há divergência se adere ou não ao contrato mas é sim fonte formal autônoma • Se for Unilateral (imposta pelo empregador) adere sim ao contrato e é também fonte formal, mas heterônoma (pois é imposta, sem participação do trabalhador) SÚMULA Nº 51 DO TST - NORMA REGULAMENTAR. VANTAGENS E OPÇÃO PELO NOVO REGULAMENTO. ART. 468 DA CLT. I - As cláusulas regulamentares, que revoguem ou alterem vantagens deferidas anteriormente, só atingirão os trabalhadores admitidos após a revogação ou alteração do regulamento. II - Havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa, a opção do empregado por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do sistema do outro. → Ou seja, essa súmula considera que a cláusula regulamentar adere ao contrato. Logo, não teria deveria ser fonte formal. Portanto, podemos dizer que o regulamento empresarial: Para FCC e CESPE = Já foi considerada como fonte formal Conforme jurisprudência consolidada do TST = Não seria fonte O que você precisa levar para a prova: que é classificada como fonte formal, a diferença entre bilateral e unilateral, e principalmente a redação da Súmula 51. Licensed to Gabriel calixto stefanel - gabriel.stefanel@gmail.com CADERNO DO APROVADO: Material protegido por direitos autorais, sendo proibida a sua reprodução, distribuição ou comercialização. O compartilhamento sujeitará os envolvidos à responsabilização civil e criminal. Fontes Heterônomas/Heterônimas Derivam da participação de um terceiro não-destinatário alheio à relação de trabalho (em geral pelo Estado) CF Constituição Federal, a norma suprema do nosso ordenamento jurídico Leis federais Pois é competência privativa da União legislar sobre DT. *Leis estaduais = só em casos de delegação de competência (exemplo: pisos salariais) CF - Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo. Decretos do Poder Executivo Regulamentam as leis Portarias, instruções normativas e outros atos Que detenham natureza de ato-regra (generalidade, abstração e imperatividade) O Art. 200 da CLT delega ao Ministério do Trabalho “estabelecer disposições complementares às normas” do capítulo sobre segurança e medicina do trabalho. Licensed to Gabriel calixto stefanel - gabriel.stefanel@gmail.com CADERNO DO APROVADO: Material protegido por direitos autorais, sendo proibida a sua reprodução, distribuição ou comercialização. O compartilhamento sujeitará os envolvidos à responsabilização civil e criminal. Sentenças normativas – SN É uma sentença, pois advém do Judiciário. Mas é normativa, pois estabelece uma regra geral, abstrata e impessoal. É o chamado “poder normativo do judiciário trabalhista” • Resultado de um dissídio coletivo • Prazo máximo = 4 anos A sentença normativa é a decisão proferida por um Tribunal do Trabalho em um dissídio coletivo, estabelecendo uma regra geral, abstrata e impessoal que vai reger as relações entre trabalhadores e empregadores de uma determinada categoria. CF/88, art. 114, § 2º: “Recusando-se qualquer das partes à negociação coletiva ou à arbitragem, é facultado às mesmas, de comum acordo, ajuizar dissídio coletivo de natureza econômica, podendo a Justiça do Trabalho decidir o conflito, respeitadas as disposições mínimas legais de proteção ao trabalho, bem como as convencionadas anteriormente” Laudo arbitral Conceito Antes de ir pro Judiciário (SN) Chama-se/elege-se um árbitro (terceiro imparcial) para dar um laudo arbitral Cabimento • Direito Coletivo do Trabalho = é possível e é fonte formal heterônoma • Direito Individual do Trabalho = antes não podia, mas hoje até pode Antes = não era possível Em razão da desigualdade entre as partes Princípio da indisponibilidade (estudaremos em breve) Após a reforma = existe a possibilidade Empregado Hiperssuficiente (2x RGPS) *Mas nesse caso não é fonte formal (pois não é ato-regra, e sim algo específico) CLT - Art. 507- A: “Nos contratos individuais de trabalho cuja remuneração seja superior a duas vezes o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social, poderá ser pactuadacláusula compromissória de arbitragem, desde que por iniciativa do empregado ou mediante a sua concordância expressa, nos termos previstos na Lei no 9.307, de 23 de setembro de 1996”. Doutrina: “O laudo arbitral fixado nas relações individuais de trabalho não possui natureza de ato-regra, razão pela qual não constitui fonte formal do Direito do Trabalho.” Licensed to Gabriel calixto stefanel - gabriel.stefanel@gmail.com CADERNO DO APROVADO: Material protegido por direitos autorais, sendo proibida a sua reprodução, distribuição ou comercialização. O compartilhamento sujeitará os envolvidos à responsabilização civil e criminal. Tratados e Convenções Internacionais *Se forem ratificados pelo Brasil, serão sim fontes nosso DT Exemplos: Algumas Convenções da OIT (Organização Internacional do Trabalho) Como já caiu em prova: Questão FCC: Dentre as fontes formais do Direito do Trabalho NÃO se incluem: A) a sentença que decide a ação civil pública e os fenômenos sociais, econômicos e políticos. B) as sentenças normativas e os tratados internacionais ratificados pelo Brasil. C) os acordos e as convenções coletivas de trabalho. D) as leis ordinárias e as leis complementares. E) os decretos e as medidas provisórias Questão FCC: A doutrina dominante classifica como fontes formais autônomas do Direito do Trabalho: A) a Constituição Federal e as Medidas Provisórias. B) as Portarias do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE. C) os fatos sociais e políticos que contribuíram para formação e a substância das normas jurídicas trabalhistas. D) os acordos coletivos de trabalho e as convenções coletivas de trabalho. E) as greves de trabalhadores em busca de melhores condições de trabalho. Questão FCC: O termo “fonte do direito” é empregado metaforicamente no sentido de origem primária do direito ou fundamento de validade da ordem jurídica. No Direito do Trabalho, o estudo das fontes é de relevada importância, subdividindo-se em algumas modalidades. Assim sendo, considera-se fonte formal heterônoma do Direito do Trabalho: A) As convenções coletivas de trabalho firmadas entre sindicatos de categorias profissional e econômica. B) Os acordos coletivos de trabalho firmados entre uma determinada empresa e o sindicato da categoria profissional. C) As greves de trabalhadores por reajuste salarial de toda a categoria. D) Os fenômenos sociais, políticos e econômicos que inspiram a formação das normas juslaborais. E) A sentença normativa proferida em dissídio coletivo. Questão FCC: No tocante as fontes do Direito do Trabalho considere: I. As fontes formais traduzem a exteriorização dos fatos por meio da regra jurídica. (CERTO) II. São fontes formais do Direito do Trabalho as portarias ministeriais e a Constituição Federal brasileira. (CERTO) III. A sentença normativa e as leis são fontes materiais autônomas. (ERRADO) Está correto o que se afirma APENAS em : A) I e II. B) I e III. C) II e III. D) III. E) I Licensed to Gabriel calixto stefanel - gabriel.stefanel@gmail.com CADERNO DO APROVADO: Material protegido por direitos autorais, sendo proibida a sua reprodução, distribuição ou comercialização. O compartilhamento sujeitará os envolvidos à responsabilização civil e criminal. Questão FCC: A sentença normativa é a decisão proferida por um Tribunal do Trabalho em um dissídio coletivo, estabelecendo uma regra geral, abstrata e impessoal que vai reger as relações entre trabalhadores e empregadores de uma determinada categoria, sendo classificada no Direito do Trabalho como, A) fonte material heterônoma. B) fonte formal autônoma. C) regra de hermenêutica e não fonte do direito. D) fonte formal heterônoma. E) fonte material profissional. Questão FCC: No Direito do Trabalho, as sentenças normativas da Justiça do Trabalho, os costumes e a Convenção Coletiva de Trabalho são classificados, respectivamente, como fontes: A) formal autônoma, material heterônima e formal autônoma. B) material autônoma, formal heterônima e formal autônoma. C) formal autônoma, material heterônima e material heterônima. D) material heterônima, formal autônoma e material heterônima. E) formal heterônima, formal autônoma e formal autônoma. Questão FCC: O tema relativo às fontes do ordenamento jurídico é nuclear da Filosofia Jurídica e da Teoria Geral do Direito, na medida em que examina as causas e fundamentos do fenômeno jurídico. Nessa seara, quanto às fontes justrabalhistas, é correto afirmar: A) As greves e pressões sociais realizadas por trabalhadores objetivando melhorias nas condições sociais e de trabalho são entendidas como fontes formais heterônimas. B) As Convenções da Organização Internacional do Trabalho - OIT ratificadas pelo Brasil classificam-se como fontes materiais autônomas. C) As sentenças normativas proferidas em dissídios coletivos econômicos junto aos Tribunais Regionais do Trabalho são consideradas como fontes formais e também materiais, ambas heterônimas. D) Os acordos e convenções coletivas de trabalho que estipulam normas relativas à segurança e saúde do trabalho, assim como os usos e costumes sobre o tema, são classificados como fontes formais autônomas. E) As medidas provisórias em matéria trabalhista, editadas pelo Presidente da República, são fontes materiais autônomas. Licensed to Gabriel calixto stefanel - gabriel.stefanel@gmail.com CADERNO DO APROVADO: Material protegido por direitos autorais, sendo proibida a sua reprodução, distribuição ou comercialização. O compartilhamento sujeitará os envolvidos à responsabilização civil e criminal. Ainda sobre Fontes, agora veremos OUTRAS classificações: Fontes Subsidiárias Já caiu em prova com o nome de: Fontes Integrativas/Fontes Supletivas/Fontes de Explicitação (Fontes Solidárias – tá errado) • São fontes que suprem lacunas de interpretação • Atuam no “vazio jurídico” “Se a resposta não está aqui (exemplo: na lei), preciso buscá-la em outro lugar” Quando a banca quer fazer uma questão bem letra de lei, vai usar o artigo 8º da CLT e você precisa saber: Art. 8º - As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público. § 1º O direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho. § 2 Súmulas e outros enunciados de jurisprudência editados pelo Tribunal Superior do Trabalho e pelos Tribunais Regionais do Trabalho não poderão restringir direitos legalmente previstos nem criar obrigações que não estejam previstas em lei. Portanto, para a CLT são fontes subsidiárias do Direito do Trabalho: → Jurisprudência Divergência se são ou não fontes formais (a maioria entende que não) *A exceção é a Súmula Vinculante (STF) = considerada fonte formal heterônoma Lembre que a jurisprudência não pode: Restringir direitos que estão na lei Criar obrigações que não estão da lei → Analogia e Equidade - Não são fontes formais → Princípios e normas gerais do direito - Há divergência se são ou não fontes formais → Usos e costumes - São fontes formais, como vimos → Direito comparado → Direito comum (pegadinha: “direito civil”) Licensed to Gabriel calixto stefanel - gabriel.stefanel@gmail.com CADERNO DO APROVADO: Material protegido por direitos autorais, sendo proibida a sua reprodução, distribuição ou comercialização. O compartilhamento sujeitará os envolvidos à responsabilização civil e criminal. Veja que a CLT, nesse artigo 8º, NÃO fala sobre: *Normas Coletivas (não são fontes subsidiárias, e sim fontes formais autônomas)*Doutrina (não é nem fonte do direito) Como já caiu em prova: Questão FCC: O artigo 8º da Consolidação das Leis do Trabalho elenca algumas fontes subsidiárias ou supletivas do Direito do trabalho, NÃO se incluindo A) direito comparado. B) jurisprudência. C) analogia. D) usos e costumes. E) convenção coletiva de trabalho. Questão Vunesp: Nos termos da Consolidação das Leis do Trabalho, A) o direito civil será fonte subsidiária e supletiva do direito do trabalho. B) as súmulas do Tribunal Superior do Trabalho podem criar obrigações não previstas em lei. C) as súmulas do Tribunal Superior do Trabalho não podem restringir direitos legalmente previstos. D) as súmulas dos Tribunais Regionais do Trabalho devem interpretar a lei de acordo com os costumes locais. E) as súmulas dos Tribunais Regionais do Trabalho podem criar obrigações não previstas em lei, desde que no exercício do Poder Normativo. Questão FCC: acerca das fontes do Direito do Trabalho, considere: I. As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou contratuais, decidirão, conforme o caso, apenas pela jurisprudência, por analogia, por equidade, pelo direito comparado e outros princípios e normas gerais de direito, admitindo-se, excepcionalmente, que um interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público. (ERRADO) II. Súmulas e outros enunciados de jurisprudência editados pelo Tribunal Superior do Trabalho e pelos Tribunais Regionais do Trabalho não poderão restringir direitos legalmente previstos nem criar obrigações que não estejam previstas em lei. (CERTO) III. No exame de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, a Justiça do Trabalho, além de analisar a conformidade dos elementos essenciais do negócio jurídico (agente capaz, objeto lícito, possível, determinado ou determinável e forma prescrita ou não defesa em lei), poderá anular cláusulas coletivas com base em juízos de valor sobre o pactuado, balizando sua atuação pelo princípio da intervenção adequada na autonomia da vontade coletiva. (ERRADO) Está correto o que se afirma APENAS em A) I. B) II. C) II e III. D) I e III. E) I e II. Licensed to Gabriel calixto stefanel - gabriel.stefanel@gmail.com CADERNO DO APROVADO: Material protegido por direitos autorais, sendo proibida a sua reprodução, distribuição ou comercialização. O compartilhamento sujeitará os envolvidos à responsabilização civil e criminal. Questão FCC: Considere: I. As convenções coletivas e os acordos coletivos de trabalho são exemplos de fontes formais autônomas do Direito do Trabalho. (CERTO) II. A legislação trabalhista faz referência aos costumes como fonte integradora do Direito do Trabalho. (CERTO) III. A jurisprudência não é considerada fonte formal de Direito do Trabalho, uma vez que não há previsão legal para sua utilização, bem como se refere apenas a casos concretos e específicos. (ERRADO) Está correto o que se afirma em: A) I e II, apenas. B) III, apenas. C) I, II e III. D) I e III, apenas. E) II, apenas. Outras classificações das fontes Não confunda com a classificação das fontes formais AUTÔNOMAS x HETERÔNOMAS! Por sorte, essas classificações abaixo não caem tanto em provas. Doutrinador Classificação Orlando Gomes Alice Monteiro de Barros • Fontes PRIMÁRIAS / DE CRIAÇÃO = Dependem da vontade das partes (para esse autor, apenas o Contrato de Trabalho – CT) • Fontes IMPERATIVAS = Não dependem – alheias à vontade - Fonte de produção ESTATAL: Lei - Fonte de produção PROFISSIONAL: ACT/CCT - Fonte de produção MISTA: Sentença Normativa – SN (o dissídio coletivo é iniciado pelas partes, mas o Judiciário decide) Sérgio Pinto Martins Quanto à vontade das partes: • Fontes VOLUNTÁRIAS = Dependem da vontade das partes (além do CT, o ACT/CCT, o regulamento empresarial bilateral...) • Fontes IMPERATIVAS = Não dependem – alheias à vontade (CF, Leis, SN...) Quanto à origem: • Fontes ESTATAIS = vindas do Estado (CF, Leis, SN...) • Fontes EXTRAESTATAIS = vindas de outros grupos (CT, ACT/CCT, costumes, regulamentos empresariais...) • Fontes PROFISSIONAIS = vindas dos empregados e empregadores interessados (ACT/CCT) Quanto à peculiaridade: • Fontes COMUNS = comuns a todos os ramos do direito (em outros ramos, também são fontes a CF, as Leis, etc) • Fontes PECULIARES = peculiares ao Direito do Trabalho (ACT/CCT/SN, regulamento empresarial, contrato de trabalho...) Licensed to Gabriel calixto stefanel - gabriel.stefanel@gmail.com CADERNO DO APROVADO: Material protegido por direitos autorais, sendo proibida a sua reprodução, distribuição ou comercialização. O compartilhamento sujeitará os envolvidos à responsabilização civil e criminal. Hierarquia das fontes No Direito Comum = pirâmide hierárquica rígida das normas No Direito do Trabalho: → Flexibilização da pirâmide normativa (pirâmide “plástica e variável”) → Princípio da norma mais favorável Não é pela especificidade da norma Mas sim se ela for mais favorável ao trabalhador Regras gerais: • Prevalece o + Favorável ao trabalhador Porém... • Negociado prevalece sobre o Legislado (mesmo menos benéfico) Art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre [...] • Acordo Coletivo sempre prevalece sobre a Convenção Coletiva - considerado uma mitigação ao princípio da norma + favorável - estudaremos mais no capítulo sobre negociações coletivas Art. 620. As condições estabelecidas em acordo coletivo de trabalho SEMPRE prevalecerão sobre as estipuladas em convenção coletiva de trabalho. E como eleger a norma mais favorável? 3 teorias: 1. Teoria da acumulação (ou atomista) Pega o melhor de cada norma *Muitas críticas doutrinárias, e o TST também não gosta “Conduz à liquidação da noção de Direito como sistema, visto que cada caso concreto poderá ter uma solução diferente, suprimindo o caráter universal do ordenamento jurídico. Acaba por transformar o juiz em legislador, pois é ele quem cria a norma para o caso apresentado.” Licensed to Gabriel calixto stefanel - gabriel.stefanel@gmail.com CADERNO DO APROVADO: Material protegido por direitos autorais, sendo proibida a sua reprodução, distribuição ou comercialização. O compartilhamento sujeitará os envolvidos à responsabilização civil e criminal. 2. Teoria do conglobamento Aplica-se a norma que, no conjunto, seja melhor para o empregado A norma é considerada em sua totalidade *Há precedentes no TST, mas não é a teoria majoritária 3. Teoria do conglobamento mitigado/orgânico/por instituto/parcial A comparação é feita não pela norma como um todo, Mas sim em virtude de cada instituto (Exemplo: Jornada, Férias, Regime de Dispensa...) *Teoria majoritária *Abraçada pela doutrina *Também tem vários precedentes no TST Foi o critério adotado na Lei 7.064/1982 (que regula a situação de trabalhadores contratados ou transferidos para prestar serviços no exterior.) Art. 3º, inciso II: “[...] a aplicação da legislação brasileira de proteção ao trabalho, naquilo que não for incompatível com o disposto nesta Lei, quando mais favorável do que a legislação territorial, no conjunto de normas e em relação a cada matéria.” *Empregado Hiperssuficiente Contrato de Trabalho não vai contrariar as Normas Coletivas (exceção: Empregado Hiperssuficiente) Art. 444 - As relações contratuais de trabalho podem ser objeto de livre estipulação das partes interessadas em tudo quanto não contravenha às disposições de proteção ao trabalho, aos contratos coletivos que lhes sejam aplicáveis e às decisões das autoridades competentes. Parágrafo único. A livre estipulação a que se refere o caput deste artigo aplica-se às hipóteses previstas no art. 611-A desta Consolidação, com a mesmaeficácia legal e preponderância sobre os instrumentos coletivos, no caso de empregado portador de diploma de nível superior e que perceba salário mensal igual ou superior a duas vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social. Não confunda: Cláusula de arbitragem (MACETE: 1 cláusula, 1 requisito) Livre estipulação de cláusulas contratuais (MACETE: mais cláusulas, mais requisitos) • Remuneração superior a 2x o limite do RGPS • Salário igual ou superior a 2x o limite do RGPS • Diploma de nível superior Licensed to Gabriel calixto stefanel - gabriel.stefanel@gmail.com CADERNO DO APROVADO: Material protegido por direitos autorais, sendo proibida a sua reprodução, distribuição ou comercialização. O compartilhamento sujeitará os envolvidos à responsabilização civil e criminal. ESPAÇO PARA ANOTAÇÕES O que mais você viu nas questões que merece ser revisado? 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