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PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO E DA APRENDIZAGEM
1º ENCONTRO
Professora Gizelle Garrido
https://www.google.com/search?q=imagem++gr%C3%A1tis+de+boas+vindas+em+portugu%C3%AA
Fonte da imagem:
Qual suas expectativas para esta disciplina?
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PRIMEIRO ENCONTRO
Psicologia Educacional: uma base para o ensino.
Desenvolvimento cognitivo.
Desenvolvimento social, moral e emocional.
METAS DE APRENDIZAGEM
Unidade 1 é dedicada a introduzir o acadêmico a identificar atributos de professores eficazes, a descrever o papel da pesquisa educacional em informar a prática de sala de aula e a discutir como você pode se tornar um professor intencional. falaremos sobre desenvolvimento cognitivo, você aprenderá as teorias de desenvolvimento humano de Piaget, Vygotsky e Bronfenbrenner e discutir como elas podem ser aplicadas em sala de aula, como os estágios do desneovlvimento social e emocional das crianças.
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Esta disciplina abordará as relações entre os processos de desenvolvimento e a aprendizagem humana.
Vídeo de Apresentação:
 https://youtu.be/FYIC-kSpB4c?si=Cd8dPsX1ulX_kAwu
A psicologia educacional envolve o estudo de como as pessoas aprendem, incluindo métodos de ensino, processos instrucionais e diferenças individuais na aprendizagem. O objetivo é entender como as pessoas aprendem e retêm novas informações. Esse ramo da psicologia envolve não apenas o processo de aprendizagem da primeira infância e adolescência, mas inclui os processos sociais, emocionais e cognitivos que estão envolvidos na aprendizagem ao longo de toda a vida.
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A psicologia educacional e da aprendizagem não pode dizer a você, como futuro professor, o que fazer, mas pode fornecer os princípios a serem usados para tomar uma boa decisão e uma linguagem para discutir suas experiências e pensamentos. 
Os psicólogos educacionais realizam pesquisas sobre a natureza dos alunos como aprendizes e sobre métodos eficazes de ensino, a fim de ajudar os educadores a compreenderem os princípios da aprendizagem e dar-lhes as informações de que precisam para pensar criticamente sobre seu ofício e tomar decisões de ensino que funcionarão para seus alunos. 
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O QUE FAZ UM BOM PROFESSOR?
https://www.google.com/search?sca_esv=fd576fc739a017e3&rlz
Conhecimento do desenvolvimento infantil e adolescente.
Competência emocional e empatia. 
Didática flexível e adaptativa.
Gestão de sala de aula.
Expectativas positivas e incentivo ao esforço.
Reflexão constante sobre a prática pedagógica.
Colaboração com outros profissionais e com a família
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Dentro da Psicologia Educacional, um bom professor é aquele que compreende e aplica princípios psicológicos para promover um ensino eficaz e um ambiente de aprendizagem saudável. Ele não apenas transmite conteúdos, mas também favorece o desenvolvimento integral dos alunos.
Conhecimento do desenvolvimento infantil e adolescente
Compreende as fases do desenvolvimento cognitivo, emocional e social, adaptando a abordagem pedagógica às necessidades e capacidades dos alunos em cada etapa.
Competência emocional e empatia
Sabe lidar com as próprias emoções e reconhecer as dos alunos, criando um ambiente acolhedor, seguro e motivador.
Didática flexível e adaptativa
Utiliza diferentes estratégias de ensino para atender aos variados estilos de aprendizagem e ritmos dos estudantes.
Gestão de sala de aula eficaz
Estabelece regras claras, promove o respeito mútuo e resolve conflitos de forma construtiva, favorecendo o clima escolar.
Expectativas positivas e incentivo ao esforço
Acredita no potencial dos alunos, estimula a autonomia, o pensamento crítico e valoriza o progresso individual.
Reflexão constante sobre a prática pedagógica
Avalia seu próprio desempenho, busca atualização constante e adapta suas estratégias com base em evidências e resultados.
Colaboração com outros profissionais e com a família
Trabalha de forma integrada com psicólogos, coordenadores, outros professores e os responsáveis para promover o bem-estar e o desenvolvimento dos alunos.
Essas características tornam o professor não apenas um transmissor de conhecimentos, mas também um facilitador do desenvolvimento humano.
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O QUE FAZ UM BOM PROFESSOR?
-CONHECIMENTO DO CONTEÚDO E HABILIDADES
 PEDAGÓGICAS
O conhecimento pedagógico do conteúdo é o conhecimento sobre como ensinar um conteúdo ou tópico a um grupo específico de estudantes em um específico contexto. Já as habilidades, no contexto educacional, dizem respeito a aptidões que devem ser aprendidas em cada componente curricular, que irão permitir a aplicação prática das competências descritas na BNCC.  
 
 
O QUE FAZ UM BOM PROFESSOR?
-DOMÍNIO DE HABILIDADES PEDAGÓGICAS 
O elo entre o que um professor deseja que os alunos aprendam e a aprendizagem real dos alunos é chamada de instrução ou pedagogia. 
A instrução eficaz não é uma simples questão de uma pessoa com mais conhecimento transmitir esse conhecimento para outra. Se apenas dizer algo fosse ensinar, o livro da disciplina seria desnecessário. Em vez disso, a instrução eficaz exige o uso de muitas estratégias. 
 
 
O QUE FAZ UM BOM PROFESSOR?
- O BOM ENSINO PODE SER ENSINADO?
Algumas pessoas pensam que bons professores nascem assim. Professores excelentes, às vezes, parecem ter uma magia, um carisma que meros mortais nunca poderiam esperar alcançar. Ainda assim, a pesquisa começou a identificar os comportamentos e habilidades específicas que tornam um professor “mágico”. Um professor excelente não faz nada que outro professor não possa fazer – é apenas uma questão de conhecer os princípios do ensino eficaz e como aplicá-los. 
 
 
VAMOS ANALISAR?
Os principais componentes do ensino eficaz. 
O bom ensino deve ser observado e praticado, mas existem princípios do bom ensino que os professores precisam saber e que podem ser aplicados em sala de aula. 
O bom professor tem conhecimento do conteúdo, tem habilidades e domínio pedagógico. 
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O QUE FAZ UM BOM PROFESSOR?
- O PROFESSOR INTENCIONAL
Intencionalidade significa fazer as coisas por uma razão, com um propósito. Os professores intencionais pensam constantemente sobre os resultados que desejam para seus alunos e sobre como cada decisão que tomam move as crianças em direção a esses resultados. Os professores intencionais sabem que o aprendizado máximo não acontece por acaso. Sim, as crianças aprendem de maneiras não planejadas o tempo todo, e muitas aprenderão até mesmo com a aula mais caótica. Mas para realmente desafiar os alunos, para obter seus melhores esforços, para ajudá-los a dar saltos conceituais e organizar e reter novos conhecimentos, os professores precisam ser intencionais: propositais, atenciosos e flexíveis, sem nunca perder de vista seus objetivos para cada criança. 
Os professores intencionais estão constantemente se perguntando quais objetivos eles e seus alunos estão tentando alcançar. Cada parte da aula é apropriada para o conhecimento, habilidades e necessidades dos alunos? Cada atividade ou tarefa está claramente relacionada a um resultado acadêmico valioso? Cada minuto de instrução é sabiamente bem utilizado? 
 
Os professores intencionais alcançam um senso de eficácia avaliando constantemente os resultados de sua instrução; tentando novas estratégias se sua instrução inicial não funcionar; e buscando continuamente ideias de colegas, livros, recursos on-line, revistas, workshops e outras fontes para enriquecer e solidificar suas habilidades pedagógicas. O senso de eficácia é um dos principais fatores por trás dos professores que são inovadores e abraçam a mudança (THURLINGS; EVERS; VERMEULEN, 2015). 
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HABILIDADES DO SÉCULO XXI 
Quando a nossa geração era criança, esperava-se que o século XXI fosse totalmente diferente do século XX. Os Jetsons (um desenho animado que foi lançado em 1962) por exemplo, projetaram uma imagem de carros voadores, robôs em todas as casas e todos os tipos de tecnologia incrível. Futurologistas sérios esperavam mais ou menos o mesmo. A realidade acabou se revelando umser estimulada por meio de metas claras, reforços positivos e relevância do conteúdo.
Tempo - relaciona-se ao tempo real disponível e utilizado pelos alunos para aprender, reforçando a ideia de que o tempo é um fator crucial para o sucesso da aprendizagem.
Slavin reforça que todos os componentes devem estar presentes simultaneamente para que o ensino seja realmente eficaz. A ausência de qualquer um deles pode comprometer significativamente a aprendizagem dos estudantes.
Para que o ensino seja eficaz, cada um desses quatro elementos deve ser adequado. Não importa quão alta é a qualidade do ensino, os alunos não aprenderão uma aula se não tiverem as habilidades ou informações prévias necessárias, se não tiverem motivação ou se não tiverem o tempo de que precisam para aprender o conteúdo. No entanto, se a qualidade do ensino for baixa, não faz diferença o quanto os alunos já sabem, o quão motivados eles estão ou quanto tempo eles têm.
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A qualidade do ensino refere-se ao conjunto de atividades que a maioria das pessoas imagina pela primeira vez quando pensa em ensinar: dar palestras, conversar com os alunos, discutir, ajudar os alunos com o trabalho nas carteiras, e assim por diante. Envolver colegas como tutores ou parceiros de aprendizagem cooperativa pode aumentar a qualidade do ensino. A tecnologia (como vídeos, gráficos de computador, lousas interativas ou outro conteúdo digital) pode contribuir para a qualidade do ensino, assim como experiências práticas, exercícios de laboratório ou simulações de computador. Quando o ensino é de alta qualidade, as informações apresentadas fazem sentido para os alunos, interessam-nos e são fáceis de lembrar e aplicar.
Para que o ensino seja eficaz, cada um desses quatro elementos deve ser adequado. Não importa quão alta é a qualidade do ensino, os alunos não aprenderão uma aula se não tiverem as habilidades ou informações prévias necessárias, se não tiverem motivação ou se não tiverem o tempo de que precisam para aprender o conteúdo. No entanto, se a qualidade do ensino for baixa, não faz diferença o quanto os alunos já sabem, o quão motivados eles estão ou quanto tempo eles têm. A Figura 1 ilustra a relação entre os elementos no modelo QAIT. Cada um dos elementos do modelo QAIT é como um elo de uma corrente, e a corrente é tão forte quanto o elo mais fraco.
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A qualidade do ensino refere-se ao conjunto de atividades que a maioria das pessoas imagina pela primeira vez quando pensa em ensinar: dar palestras, conversar com os alunos, discutir, ajudar os alunos com o trabalho nas carteiras, e assim por diante.
A adaptação às necessidades individuais pode exigir o ajuste do ritmo do ensino para que não seja nem muito rápido nem muito lento. Por exemplo, você deve fazer perguntas com frequência para determinar o quanto os alunos compreenderam. Se as respostas mostrarem que os alunos estão acompanhando a lição, você pode avançar um pouco mais rapidamente. Entretanto, se as respostas dos alunos mostrarem que eles estão tendo problemas para acompanhar, você pode revisar partes da aula e diminuir o ritmo ou fornecer instruções adicionais em outro momento para os alunos que não estão acompanhando.
AGRUPAMENTO DE HABILIDADES ENTRE TURMAS
Provavelmente, o meio mais comum de lidar com diferenças instrucionais importantes é distribuir os alunos em turmas de acordo com suas habilidades. Esse agrupamento de habilidades entre turmas pode assumir várias formas. Em muitas escolas de ensino fundamental, os alunos são agrupados separadamente por habilidade para cada matéria, portanto, um aluno pode estar em uma aula de matemática de alto desempenho e em uma aula de ciências de desempenho médio.
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REAGRUPAMENTO PARA LEITURA E MATEMÁTICA
O reagrupamento é uma forma de agrupamento por habilidade frequentemente usada nas séries do ensino fundamental. Nos planos de reagrupamento, os alunos ficam em turmas de habilidades mistas a maior parte do dia, mas são designados para aulas de leitura e/ou matemática com base em seu desempenho nessas matérias.
AGRUPAMENTO POR HABILIDADES DENTRO DA TURMA
O agrupamento por habilidades dentro da turma é uma estratégia pedagógica que consiste em organizar os alunos em grupos conforme seus níveis de conhecimento, competências ou estilos de aprendizagem, com o objetivo de personalizar o ensino e promover avanços mais significativos para todos.
Objetivos do Agrupamento por Habilidades
Atender à diversidade da sala de aula: reconhecer que os alunos aprendem em ritmos diferentes e possuem necessidades distintas.
Promover a aprendizagem personalizada: adaptar conteúdos e estratégias conforme o nível de cada grupo.
Oferecer desafios adequados: evitar que alunos mais avançados fiquem desmotivados e que os que têm dificuldades se sintam frustrados.
Estimular o protagonismo e a colaboração: incentivar a interação entre pares com habilidades complementares.
Cuidados Necessários
Evitar estigmatização: os grupos devem ser rotativos e dinâmicos para que nenhum aluno seja rotulado como "fraco" ou "forte".
Basear-se em diagnósticos pedagógicos: o agrupamento deve ser feito com base em avaliações criteriosas, não em percepções subjetivas.
Garantir equidade: todos os alunos devem ter acesso a experiências ricas de aprendizagem, independentemente do grupo em que estejam.
Acompanhar continuamente: o progresso dos alunos deve ser monitorado para permitir mudanças de grupo conforme a evolução das habilidades.
O agrupamento por habilidades é uma ferramenta valiosa para promover a inclusão, o respeito às diferenças e a efetividade do ensino. Quando bem planejado e com acompanhamento constante, contribui significativamente para que todos os alunos avancem em sua trajetória escolar.
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RETENÇÃO É BENÉFICA OU PREJUDICIAL?
A retenção escolar — quando o aluno repete um ano por não atingir os objetivos de aprendizagem — é um tema controverso na educação. Pesquisas e especialistas geralmente apontam que a retenção tende a ser mais prejudicial do que benéfica, especialmente quando é usada como única estratégia para lidar com dificuldades de aprendizagem.
Argumentos que apontam a retenção como prejudicial:
Impacto emocional negativo
Pode gerar baixa autoestima, sentimento de fracasso e desmotivação.
Aumenta o risco de abandono escolar, especialmente nos anos finais do Ensino Fundamental e Médio.
Estigma social
Alunos retidos frequentemente sofrem com o rótulo de "fracassados", o que prejudica o convívio social e o engajamento escolar.
Resultados acadêmicos insatisfatórios
Estudos indicam que repetir o ano raramente melhora o desempenho a longo prazo.
Muitos alunos voltam a apresentar dificuldades mesmo após a repetência.
Ineficácia como solução isolada
Repetir o ano não resolve, por si só, os problemas de aprendizagem, especialmente se as causas não forem diagnosticadas e enfrentadas com estratégias diferenciadas.
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QUANDO A RETENÇÃO PODE SER CONSIDERADA ÚTIL?
Quando há um plano de intervenção pedagógica bem estruturado, com acompanhamento individualizado.
Se for parte de um processo mais amplo, com apoio psicológico, envolvimento da família e reorganização das práticas pedagógicas.
Quando o próprio aluno demonstra imaturidade emocional ou cognitiva, e a retenção é vista como uma oportunidade de amadurecimento (ainda assim, com cuidado e suporte).
 
QUAIS SÃO ALGUMAS FORMAS DE DIFERENCIAR O
ENSINO? 
ENSINO DIFERENCIADO E PERSONALIZADO 
TUTORIA ENTRE PARES 
TUTORIA POR PROFESSORES 
 
TUTORIA ENTRE PARES
É uma estratégia pedagógica em que um aluno ajuda outro aluno no processo de aprendizagem, geralmente sob orientação do professor. Nessa abordagem, o aluno que domina melhor determinado conteúdo ou habilidade assume temporariamente o papel de tutor, orientando um colega (ou um pequeno grupo) que apresenta mais dificuldades. Ambos os envolvidos se beneficiam: o tutor reforça seus conhecimentos ao ensiná-los, e o tutelado recebe apoio mais individualizado e em linguagemacessível.
Existem dois tipos principais de tutoria entre pares: tutoria entre idades, em que o tutor é vários anos mais velho do que o aluno que está sendo ensinado, e tutoria entre pares da mesma idade, em que um aluno é tutor de um colega. A tutoria entre idades é recomendada por pesquisadores com mais frequência do que a tutoria da mesma idade – em parte porque os alunos mais velhos têm maior probabilidade de conhecer o material e em parte porque os alunos podem aceitar um aluno mais velho como tutor, mas se ressentem de ter um colega de classe nessa função. Às vezes, a tutoria entre pares é usada com alunos que precisam de assistência especial, caso em que alguns alunos mais velhos podem trabalhar com alguns alunos mais jovens. Outros esquemas de tutoria podem envolver, por exemplo, turmas inteiras do sexto ano dando aulas particulares para turmas inteiras do segundo ano .
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TUTORIA POR PROFESSORES
É uma estratégia educacional na qual o docente oferece acompanhamento individualizado ou em pequenos grupos, com o objetivo de atender às necessidades específicas dos alunos, promover a aprendizagem contínua e fortalecer o vínculo pedagógico. Ao contrário das aulas regulares, a tutoria é mais centrada no aluno, com foco no apoio, na escuta ativa e na orientação personalizada.
Formatos de tutoria por professores
Individual: para alunos que precisam de atenção específica.
Em pequenos grupos: quando há alunos com necessidades semelhantes.
Tutoria de classe: o professor atua como tutor de toda a turma, promovendo encontros coletivos e individuais.
Benefícios da tutoria docente
Melhora o desempenho escolar e reduz taxas de repetência e evasão.
Fortalece a autoestima e a motivação dos alunos.
Favorece a equidade educacional, atendendo alunos com diferentes ritmos de aprendizagem.
Amplia a percepção do professor sobre as realidades dos alunos.
Cuidados e desafios
Exige tempo, planejamento e formação docente para que seja eficaz.
Deve ser bem articulada com a gestão escolar e com a família.
Não deve se transformar em reforço apenas conteudista, mas sim em um espaço de formação integral.
A tutoria por professores é uma ação potente no contexto educacional, especialmente em ambientes que valorizam a aprendizagem inclusiva, o acolhimento e a personalização do ensino. Quando integrada ao projeto pedagógico da escola, pode transformar trajetórias escolares e fortalecer o papel do professor como orientador do desenvolvimento humano.
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O QUE É MOTIVAÇÃO...
Motivação é o impulso interno que leva uma pessoa a agir, persistir e direcionar seus comportamentos em busca de um objetivo. No contexto educacional, é o que estimula o aluno a aprender, a se envolver nas atividades e a superar desafios. Sem motivação, o esforço tende a diminuir, e o processo de aprendizagem se torna superficial ou até inexistente.
A motivação é um dos ingredientes mais importantes de um ensino eficaz. Os alunos que desejam aprender podem aprender quase tudo. 
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TIPOS DE MOTIVAÇÃO
Motivação intrínseca - Parte de dentro do indivíduo. O aluno estuda porque gosta de aprender, sente curiosidade ou deseja superar a si mesmo.
Exemplo: um aluno interessado em ciências porque se encanta com experimentos.
Motivação extrínseca - Vem de fora, através de recompensas, notas, elogios ou reconhecimento.
Exemplo: estudar para tirar uma boa nota ou ganhar um prêmio.
Quais fatores que influenciam a motivação na aprendizagem?
Interesse pelo conteúdo
Percepção de competência (sentir que é capaz)
Autonomia (ter certa liberdade de escolha)
Relacionamento com o professor e colegas
Clareza dos objetivos e relevância das tarefas
Ambiente acolhedor e seguro emocionalmente
Importância da motivação na educação
Aumenta o engajamento e a concentração.
Favorece a aprendizagem significativa e duradoura.
Desenvolve a autonomia e a autorregulação.
Reduz comportamentos de evasão ou desinteresse.
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NECESSIDADES MOTIVAÇÃO
PROGRAMAS EDUCACIONAIS PARA ALUNOS EM RISCO
São iniciativas planejadas para prevenir o fracasso escolar, a evasão e a exclusão social, atendendo estudantes que enfrentam vulnerabilidades como pobreza, defasagem idade-série, dificuldades de aprendizagem, histórico de repetência, violência ou negligência familiar. Esses programas buscam garantir o direito à aprendizagem com equidade, promovendo apoio pedagógico, emocional e social.
Características dos programas educacionais para alunos em risco
Atendimento individualizado ou em pequenos grupos
Ações interdisciplinares envolvendo professores, psicólogos, assistentes sociais, gestores e famílias
Enfoque preventivo e interventivo, com foco na permanência e no sucesso escolar
Apoio psicossocial, orientação vocacional e reforço pedagógico
Exemplos de programas (em contextos como o Brasil)
Programa Novo Mais Educação
Oferece jornada ampliada com atividades de reforço escolar em Língua Portuguesa e Matemática, além de práticas culturais e esportivas.
Programa de Apoio Pedagógico (PAP)
Desenvolvido por redes municipais ou estaduais, oferece atendimento específico para alunos com baixo desempenho, com foco em habilidades essenciais.
Salas de Apoio à Aprendizagem
Estruturas dentro da própria escola, com professores especializados para alunos com dificuldades persistentes de aprendizagem.
Programa de Correção de Fluxo (ou Aceleração da Aprendizagem)
Visa corrigir defasagens idade-série por meio de turmas específicas e currículos adaptados.
Projetos socioeducativos em contraturno
Parcerias com ONGs, igrejas ou centros comunitários que promovem reforço escolar, arte, esporte e formação humana.
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ELEMENTOS ESSENCIAIS DESSES PROGRAMAS
Diagnóstico pedagógico e socioemocional inicial.
Plano de intervenção individual ou grupal.
Monitoramento contínuo do progresso.
Envolvimento da família e da comunidade.
Formação dos professores e equipe técnica.
Programas educacionais para alunos em risco são fundamentais para a promoção da equidade e justiça social na escola. Eles reconhecem que nem todos os alunos partem do mesmo ponto e que é dever do sistema educacional oferecer suporte efetivo para garantir o direito de todos a aprender e se desenvolver.
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A MOTIVAÇÃO E A TEORIA DA ATRIBUIÇÃO
Essa teoria analisa as causas que o indivíduo atribui aos seus resultados (positivos ou negativos). 
Quando um aluno tira uma nota baixa, por exemplo, ele pode pensar que isso aconteceu porque:
Não estudou o suficiente (esforço),
Não tem facilidade na matéria (habilidade),
A prova estava muito difícil (fatores externos),
Teve azar ou não estava bem no dia (circunstâncias).
Essas interpretações são chamadas de atribuições causais e influenciam diretamente como ele se sente e como agirá da próxima vez.
A Teoria da Atribuição, proposta por Bernard Weiner, é uma explicação psicológica sobre como as pessoas interpretam as causas de seus sucessos e fracassos, e como essas interpretações afetam sua motivação para agir no futuro — especialmente em contextos como o escolar.
Dimensões das atribuições
Weiner identificou três dimensões principais:
Localização da causa -Interna (ex: esforço, capacidade) ou externa (ex: sorte, dificuldade da tarefa).
Estabilidade da causa- Estável (ex: "sou bom nisso") ou instável (ex: "hoje eu estava distraído").
Controlabilidade - Controlável (ex: "posso me esforçar mais") ou incontrolável (ex: "o professor não gosta de mim").
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COMO ISSO AFETA A MOTIVAÇÃO?
Quando os alunos atribuem o sucesso ao esforço (interna, instável e controlável), eles tendem a se manter motivados, pois acreditam que podem melhorar e controlar os resultados.
Já quando atribuem o fracasso à falta de capacidade (interna, estável e incontrolável), tendem a se sentir desmotivados e sem esperança, o que pode levar à desistência ou baixo desempenho contínuo.
Exemplo prático
Dois alunos tiram nota baixa. Um diz:
"Preciso estudar mais da próxima vez." → atribuição ao esforço → mantém a motivação.
Outro diz:
"Sou burro mesmo, nunca vou aprender isso." → atribuição à capacidade → desmotivação.
Implicaçõespara a educação
Professores podem ajudar os alunos a fazerem atribuições mais construtivas, focando no esforço, nas estratégias e no processo de aprendizagem.
Isso fortalece a autoeficácia, a resiliência e o desejo de aprender.
Também ajuda a combater o ciclo de desânimo e fracasso escolar comum em alunos que se julgam incapazes.
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O Quadro 1 mostra como os alunos muitas vezes procuram explicar o sucesso e o fracasso de maneiras diferentes. Quando os alunos têm sucesso, eles gostariam de acreditar que é porque eles são inteligentes (uma atribuição interna estável), não porque eles tiveram sorte ou porque a tarefa foi fácil ou mesmo porque eles tentaram muito (porque "tentar muito" diz pouco sobre sua probabilidade de sucesso no futuro). Em contrapartida, os alunos que fracassam gostariam de acreditar que tiveram azar (uma atribuição externa e instável), o que permite a possibilidade de sucesso na próxima vez. 
A Teoria da Atribuição é uma corrente de estudo da motivação que estuda a relação entre a motivação e as atribuições causais. Ela é uma teoria da Psicologia Social que explica como as pessoas atribuem causas a eventos e como isso afeta o seu comportamento. 
O Quadro 1 mostra como os alunos muitas vezes procuram explicar o sucesso e o fracasso de maneiras diferentes. Quando os alunos têm sucesso, eles gostariam de acreditar que é porque eles são inteligentes (uma atribuição interna estável), não porque eles tiveram sorte ou porque a tarefa foi fácil ou mesmo porque eles tentaram muito (porque "tentar muito" diz pouco sobre sua probabilidade de sucesso no futuro). Em contrapartida, os alunos que fracassam gostariam de acreditar que tiveram azar (uma atribuição externa e instável), o que permite a possibilidade de sucesso na próxima vez (WEINER, 2010). Claro, com o tempo, essas atribuições podem ser difíceis de manter. 
 
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O QUE É O LÓCUS DE CONTROLE E SEUS TIPOS?
Lócus de controle interno - a pessoa acredita que é responsável pelos seus sucessos ou fracassos.
Exemplo: "Tirei uma boa nota porque estudei bastante.“
Efeitos positivos: maior senso de autonomia, autoconfiança e motivação para agir.
Lócus de controle externo – a pessoa acredita que os acontecimentos são resultado de fatores externos, como sorte, destino, outras pessoas ou circunstâncias.
Exemplo: "Fui mal na prova porque o professor é injusto.“
Efeitos negativos: tendência à passividade, menor persistência diante das dificuldades.
Um conceito central para a teoria da atribuição é o lócus de controle . Lócus de controle é um conceito da psicologia que se refere à percepção que uma pessoa tem sobre as causas dos acontecimentos em sua vida — se essas causas estão sob seu próprio controle ou fora dele. O termo foi criado por Julian Rotter, em 1954, e é muito utilizado em contextos educacionais para entender a motivação e o comportamento dos alunos.
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RELAÇÃO COM A APRENDIZAGEM
Alunos com lócus de controle interno tendem a:
Ser mais persistentes e responsáveis por sua aprendizagem.
Acreditar que podem melhorar com esforço.
Desenvolver maior autonomia e autoestima.
Alunos com lócus de controle externo podem:
Acreditar que não têm controle sobre o próprio desempenho.
Desmotivar-se facilmente.
Culpar os outros por fracassos ou esperar que soluções venham de fora.
Como o professor pode influenciar positivamente?
Reforçar que o esforço, a organização e a estratégia fazem diferença.
Evitar reforçar a ideia de que só "alunos inteligentes" conseguem aprender.
Propor atividades em que os alunos percebam a relação entre ação e resultado.
Estimular a reflexão sobre as causas do sucesso e do fracasso com foco no que está sob controle deles.
O lócus de controle é fundamental para entender como os alunos se posicionam diante dos desafios escolares. Estimular um lócus interno saudável é uma das chaves para desenvolver alunos mais autônomos, resilientes e motivados.
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RELAÇÃO ENTRE MINDSET E MOTIVAÇÃO
A relação entre motivação e mindset (mentalidade) é central para compreender como os alunos encaram desafios, erros, e o processo de aprendizagem. O conceito de mindset foi desenvolvido pela psicóloga Carol Dweck, que identificou dois tipos principais de mentalidade que influenciam diretamente a motivação e o comportamento escolar.
O que é mindset?
Mindset é o conjunto de crenças que uma pessoa tem sobre suas habilidades e inteligência. Ele influencia como ela reage ao sucesso, ao fracasso e aos desafios.
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COMO O PROFESSOR PODE DESENVOLVER O MINDSET DE CRESCIMENTO DOS ALUNOS
Valorizar o processo, não apenas o resultado. Ex: elogiar o esforço, a estratégia e a superação.
Normalizar o erro como parte do aprendizado.
Ensinar sobre a plasticidade do cérebro, mostrando que podemos "ficar mais inteligentes" com prática.
Evitar rótulos, como "gênio" ou "inteligente demais", que podem induzir ao mindset fixo.
Estimular a autorreflexão: “O que você aprendeu com isso?” “Como pode melhorar da próxima vez?”
A motivação escolar é profundamente influenciada pelo tipo de mentalidade que o aluno desenvolve. Fomentar o mindset de crescimento é uma das formas mais eficazes de promover autonomia, perseverança e entusiasmo pela aprendizagem.
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Criar ambientes de aprendizagem eficazes envolve estratégias que os professores usam para manter o comportamento apropriado e responder ao mau comportamento na sala de aula.
Manter os alunos interessados e engajados e mostrar entusiasmo é
importante para prevenir o mau comportamento.
Criar um ambiente de aprendizagem eficaz é uma questão de conhecer um
conjunto de técnicas que os professores podem aprender e aplicar.
Os métodos de maximizar o tempo alocado incluem a prevenção de partidas tardias e encerramentos antecipados, evitando interrupções, lidando com procedimentos de rotina de maneira suave e rápida, minimizando o tempo gasto em disciplina e usando o tempo de engajamento de forma eficaz.
O tempo de engajamento, ou tempo na tarefa, é o tempo que cada aluno gasta realmente fazendo o trabalho designado. Os professores podem maximizar o tempo de engajamento ensinando aulas envolventes, sustentando o ímpeto, estabelecendo suavidade de instrução, gerenciando transições, mantendo o foco do grupo e sobreposição.
Em uma sala de aula centrada no aluno, o gerenciamento da sala de aula é mais participativo, com os alunos envolvidos no estabelecimento de padrões de comportamento; no entanto, as regras ainda são necessárias e devem ser comunicadas e aplicadas de forma consistente.
As práticas que contribuem para uma gestão eficaz da sala de aula 	incluem começar o ano de forma adequada e desenvolver regras e 	procedimentos. As regras e procedimentos da aula devem ser 	explicitamente apresentadas aos alunos e aplicadas de forma rápida e 	justa.
Um princípio da disciplina em sala de aula é o bom gerenciamento do mau comportamento rotineiro.
O princípio da intervenção mínima significa usar os métodos mais simples
que funcionarão.
lidar	com
Existe	um	continuum	de	estratégias	para comportamento de menos para o mais perturbador:
que	podem
prevenção do mau comportamento;
pistas	não	verbais,	como	contato	visual,
desencorajar um pequeno mau comportamento;
elogios de comportamento correto e incompatível;
elogios de outros alunos que estão se comportando bem;
lembretes	verbais	simples	dados	imediatamente	após	os
alunos se comportarem mal;
repetição de lembretes verbais; e aplicação de consequências
quando os alunos se recusam a cumprir.
OS INCENTIVOS
Os incentivos intrínsecos são aspectos de certas tarefas que, por si só, têm valor suficiente para motivar os alunos a fazerem as tarefas por conta própria.
 Os incentivos extrínsecos incluem notas, estrelas douradas e outras recompensas.
Você pode aumentar a motivação intrínseca, despertando o interesse dos alunos, alimentando a curiosidade, usando uma variedade de modos de apresentação e permitindo que os alunos estabeleçam suas próprias metas.
As maneiras de oferecer incentivosextrínsecos incluem declarar expectativas claras; dar feedback claro, imediato e frequente.
As recompensas em sala de aula incluem elogios, que são mais eficazes quando são contingentes, específicos e confiáveis.
A SALA DE AULA E SEUS ENCAMINHAMENTOS
Em uma sala de aula centrada no aluno, o gerenciamento da sala de aula é mais participativo, com os alunos envolvidos no estabelecimento de padrões de comportamento; no entanto, as regras ainda são necessárias e devem ser comunicadas e aplicadas de forma consistente.
As práticas que contribuem para uma gestão eficaz da sala de aula incluem
começar o ano de forma adequada e desenvolver regras e procedimentos. As regras e procedimentos da aula devem ser explicitamente apresentadas aos alunos e aplicadas de forma rápida e justa
PRINCÍPIO DA DISCIPLINA EM SALA DE AULA. 
Clareza de regras e expectativas
Diálogo e respeito mútuo
Prevenção de conflitos
Responsabilização e autonomia
Coerência e consistência
Relações afetivas e autoridade equilibrada
Valorização da convivência democrática
Os princípios da disciplina em sala de aula são fundamentos que orientam a criação de um ambiente de respeito, cooperação e aprendizagem. Disciplina, nesse contexto, não significa punição ou autoritarismo, mas sim a construção de regras claras, limites justos e uma convivência saudável que favoreça o ensino e o aprendizado de todos.
Principais princípios da disciplina em sala de aula
Clareza de regras e expectativas
As normas de convivência e os limites devem ser definidos de forma clara, objetiva e compartilhada com os alunos, preferencialmente no início do ano letivo.
Exemplo: combinar coletivamente que ouvir enquanto o outro fala é uma regra de respeito.
Coerência e consistência
O professor deve agir de forma previsível e justa, aplicando regras com equidade (sem favorecimentos) e sem autoritarismo, para gerar confiança.
Incoerência na aplicação das regras gera desmotivação e conflitos.
Diálogo e respeito mútuo
A disciplina deve estar baseada em relações de respeito, onde o professor escuta, acolhe e orienta, e os alunos se sentem valorizados.
O diálogo é sempre mais eficaz do que a punição imediata.
Prevenção de conflitos
Antecipar situações-problema e criar rotinas bem estruturadas ajudam a manter o foco e evitar indisciplina.
Aulas bem planejadas e envolventes reduzem significativamente comportamentos inadequados.
Responsabilização e autonomia
Ensinar os alunos a assumirem as consequências de seus atos e a resolverem conflitos de forma construtiva, desenvolvendo o autocontrole.
Isso fortalece a formação ética e cidadã.
Relações afetivas e autoridade equilibrada
A autoridade do professor não se impõe pelo medo, mas se conquista pelo exemplo, empatia e firmeza.
Ter autoridade não é ser autoritário, mas sim ser referência de segurança, justiça e liderança.
Valorização da convivência democrática
O ambiente deve permitir o diálogo, a escuta e a participação dos alunos nas decisões do cotidiano escolar, desenvolvendo senso de pertencimento.
130
 
COMO OS PROFESSORES PODEM AUMENTAR A MOTIVAÇÃO DOS ALUNOS PARA APRENDER? 
Criar um ambiente estimulante
O professor pode deixar a autoridade de lado, mostrar-se disponível para ouvir os alunos e permitir a participação deles nas atividades. 
Estabelecer metas claras
As metas devem ser alcançáveis e o professor pode oferecer feedback construtivo. 
Valorizar o esforço
O professor pode reconhecer e comemorar as conquistas dos alunos, por menores que elas sejam. 
131
 
COMO OS PROFESSORES PODEM AUMENTAR A MOTIVAÇÃO DOS ALUNOS PARA APRENDER? 
Utilizar diferentes metodologias
O professor pode adotar novas metodologias, como as ativas, que estimulam o aluno a buscar pelo próprio conhecimento. 
Conectar o conteúdo com a realidade
O professor pode aproximar as disciplinas do cotidiano da turma. 
 
Trabalhar com projetos e desafios
Os projetos podem ser desenvolvidos em grupo, o que estimula o trabalho colaborativo e a criatividade. 
 
Manter o bom humor
O bom humor deve fazer parte do dia a dia do professor para que ele consiga passar uma boa imagem e cativar os alunos. 
Acompanhar os alunos
O professor pode fazer um acompanhamento mais próximo dos alunos para compreender as dificuldades que eles enfrentam individualmente. 
132
AMBIENTES DE APRENDIZAGEM EFETIVA 
Um ambiente de aprendizagem eficaz estabelece objetivos claros e significativos para os alunos, onde tais objetivos devem ser compreendidos pelos alunos e relacionados ao seu contexto e interesses, pois isso aumenta a motivação e a eficácia da aprendizagem.
 
 TEMPO ALOCADO PARA O ENSINO - é o tempo estabelecido pelo professor para as aulas, de acordo com o planejamento, o ano letivo, o plano de curso e a quantidade e duração das aulas. 
 TEMPO DE ENGAJAMENTO - é o tempo em que os alunos se dedicam a atividades de aprendizagem, enquanto o tempo alocado é o tempo estabelecido pelo professor para uma tarefa ou assunto.
EXCESSO DE TEMPO - O excesso de tempo de estudo pode levar a sobrecarga, que pode ser sinalizada por: Baixa produtividade, Esgotamento mental, Pouco tempo de lazer, Distúrbios do sono, Oscilações de humor. 
 
“
Obrigada e até o
 4º Encontro!
Profª Gizelle Garrido
QUARTO ENCONTRO
Para refletir...
https://youtu.be/ulde8n7cC68?si=6BPIX0sOekKWG2we
Fonte da imagem:
Piper, uma pequena ave bebê que vive à beira-mar, sai pela primeira vez do ninho para ir atrás de comida e descobre um novo mundo. Piper é uma curta-metragem de animação estado-unidense realizada e escrita por Alan Barillaro e produzida pela Pixar Animation Studios. Vencedor do Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação de 2016. Estreou-se nos Estados Unidos a 17 de junho de 2016, junto com o filme Finding Dory. Em Portugal estreou-se a 23 de junho de 2016 e no Brasil a 30 de junho do mesmo ano. 
Piper somos nós, onde a realidade nos obriga a correr atrás de nossas necessidades e objetivos, com coragem e superação!
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Revisão de nossas temáticas. 
O cuidado com a saúde emocional do professor e dos alunos. 
Roda de conversa com psicólogo convidado . Tema: O papel do Psicólogo no espaço escolar”. 
METAS DE APRENDIZAGEM
 CUIDADO COM A SAÚDE EMOCIONAL DO PROFESSOR E DO ALUNO NO ESPAÇO ESCOLAR
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Fonte da imagem:
O ambiente escolar é um espaço de aprendizagem, convivência e formação humana. No entanto, para que esse espaço cumpra seu papel de forma plena, é essencial reconhecer a importância da saúde emocional — tanto dos professores quanto dos alunos. O bem-estar psicológico influencia diretamente no clima escolar, no rendimento acadêmico e na qualidade das relações interpessoais.
138
A SAÚDE EMOCIONAL DO PROFESSOR
O professor, muitas vezes, lida com altas demandas emocionais, como sobrecarga de trabalho, pressões por resultados, conflitos com alunos, famílias e gestão escolar. Quando não há espaços de escuta e apoio, isso pode levar a estresse crônico, ansiedade, esgotamento (burnout) e queda no desempenho.
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Fonte da imagem:
Cuidar da saúde emocional do educador significa:
Promover espaços de formação humanizada e acolhedora.
Incentivar redes de apoio entre colegas.
Respeitar limites e valorizar o trabalho docente.
Oferecer suporte psicológico institucional, quando possível.
Um professor emocionalmente equilibrado tem mais condições de inspirar, acolher e ensinar com empatia.
https://www.google.com/search?q=imagem+gratis+de+cuidado++da+sa%C3%BAde+emocional+doaluno
A SAÚDE EMOCIONAL DOS ALUNOS
Os estudantes também enfrentam desafios emocionais significativos: inseguranças, conflitos familiares, pressões sociais, dificuldades de aprendizagem e, em muitos casos, vivências de violência, negligência ou exclusão.
Quando a escola ignora esse aspecto, corre-se o risco de naturalizar comportamentos desafiadores, quedas de rendimento ou desistênciaescolar.
Fonte da imagem:
É papel da escola:
Criar espaços seguros e acolhedores
Desenvolver programas de educação socioemocional
Trabalhar a escuta ativa e o diálogo constante
Estimular a empatia, o respeito e o autoconhecimento
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UM AMBIENTE EMOCIONALMENTE SAUDÁVEL FAVORECE A APRENDIZAGEM
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Fonte da imagem:
Um ambiente emocionalmente saudável favorece a aprendizagem porque proporciona condições psicológicas e sociais que estimulam o interesse, a participação e a permanência dos alunos na escola. Quando professores e estudantes se sentem respeitados, acolhidos e seguros, o processo de ensinar e aprender torna-se mais eficaz, leve e significativo.
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Reduz o estresse e a ansiedade
Aumenta a motivação e o engajamento
Favorece a construção de relações positivas.
 Desenvolve habilidades socioemocionais.
Valoriza a diversidade e promove a inclusão.
Fortalece o vínculo professor - aluno.
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Como um ambiente emocionalmente saudável favorece a aprendizagem?
Fonte da imagem:
Como um ambiente emocionalmente saudável favorece a aprendizagem:
Reduz o estresse e a ansiedade
Emoções negativas, como medo ou insegurança, ativam mecanismos de defesa que dificultam a concentração e o raciocínio.
Um ambiente acolhedor permite que o aluno fique mais relaxado e receptivo ao novo conteúdo.
Aumenta a motivação e o engajamento
Alunos que se sentem ouvidos, valorizados e respeitados têm mais disposição para participar das aulas.
O sentimento de pertencimento à turma e à escola fortalece o vínculo afetivo com a aprendizagem.
Favorece a construção de relações positivas
Relações baseadas em empatia, respeito e cooperação estimulam o trabalho em grupo e o apoio mútuo.
Isso reduz conflitos e promove um clima de colaboração em vez de competição tóxica.
Desenvolve habilidades socioemocionais
A escola que trabalha com escuta, diálogo e autorregulação emocional contribui para que os alunos desenvolvam autoconhecimento, empatia, persistência e responsabilidade — competências essenciais para aprender e conviver.
Valoriza a diversidade e promove a inclusão
Um ambiente emocionalmente saudável reconhece e acolhe as diferenças individuais (cognitivas, sociais, culturais), gerando um espaço mais justo e acessível para todos aprenderem.
Fortalece o vínculo professor-aluno
Quando o professor estabelece uma relação de confiança com os alunos, o ensino se torna mais significativo e eficaz.
O aluno sente que o professor se importa com ele, o que aumenta sua autoestima e seu desejo de aprender.
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Cuidar da saúde emocional no espaço escolar não é um luxo, é uma necessidade urgente. É preciso romper com a lógica de que a escola deve se ocupar apenas de conteúdos e passar a valorizá-la como um espaço também de cuidado, acolhimento e desenvolvimento humano. Somente assim será possível formar pessoas mais conscientes, equilibradas e preparadas para viver em sociedade.
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Obrigada e até a próxima!
Profª Gizelle Garrido
Instagram: @profgigarrido
BÔNUS 
Psicologia da Educação e da Aprendizagem 
Resumo Unidades 1,2 e 3
UNIASSELVI
https://youtu.be/ckHQ57yEm5M?si=fItWsK-EaqHmpGsn
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image2.pngpouco mais prática, mas, no entanto, os desenvolvimentos na tecnologia e na globalização mudaram dramaticamente aspectos-chave de nossa economia e sociedade. Em particular, a segurança econômica, tanto para indivíduos quanto para nações, depende mais do que nunca de inovação, criatividade e design. A capacidade de trabalhar cooperativamente com outras pessoas, de ver muitas soluções para os problemas e de ser flexível e responsivo a mudanças rápidas estão se tornando a chave para o sucesso, à medida que os empregos tradicionais de "costas fortes" desaparecem e são substituídos por carreiras de "mente forte". Todas essas mudanças têm um significado profundo para a educação. Elas levam os educadores a valorizar as habilidades, atitudes e formas de trabalho que mais se assemelham às novas condições da força de trabalho. 
QUAL É O PAPEL DA PESQUISA EM PSICOLOGIA
EDUCACIONAL?
O papel da pesquisa em Psicologia Educacional é fundamental para compreender, explicar e melhorar os processos de ensino e aprendizagem. Por meio da investigação científica, a pesquisa permite identificar práticas pedagógicas eficazes, compreender as necessidades dos alunos, analisar o comportamento em contextos escolares e propor intervenções que promovam o desenvolvimento integral dos estudantes.
14
A finalidade principal da Psicologia da Educação é utilizar e aplicar os conhecimentos, os princípios e os métodos da Psicologia para construir e intervir no estudo destes processos educativos.
 
Principal papel e objetivo da Pesquisa na Psicologia Educacional
Compreender o desenvolvimento humano. 
Investigar métodos de ensino e aprendizagem. 
Identificar fatores que influenciam a aprendizagem. 
Apoiar a prática docente. 
Desenvolver intervenções e políticas educacionais. 
Avaliar o impacto de ações educacionais. 
https://www.google.com/search?q=imagem++do+papel+da+psicologia+na+pesquis
Fonte da imagem:
Fonte da imagem:
Principais funções da pesquisa em Psicologia Educacional:
Compreender o desenvolvimento humano
Estuda como crianças, adolescentes e adultos aprendem e se desenvolvem cognitivamente, emocionalmente e socialmente ao longo da vida escolar.
Investigar métodos de ensino e aprendizagem
Avalia estratégias pedagógicas, recursos didáticos, uso de tecnologias e outras abordagens para entender o que favorece ou dificulta a aprendizagem.
Identificar fatores que influenciam a aprendizagem
Analisa elementos como motivação, autoestima, relações interpessoais, estilos de aprendizagem, distúrbios de atenção e dificuldades escolares.
Apoiar a prática docente
Oferece aos professores embasamento teórico e prático para a tomada de decisões pedagógicas mais conscientes, fundamentadas em evidências.
Desenvolver intervenções e políticas educacionais
Contribui com dados e análises que ajudam na formulação de políticas públicas e programas de apoio psicológico e pedagógico nas escolas.
Avaliar o impacto de ações educacionais
Mede os resultados de projetos, métodos ou mudanças no ambiente escolar para verificar sua eficácia no desenvolvimento dos alunos.
A pesquisa em Psicologia Educacional serve como ponte entre teoria e prática, promovendo uma educação mais inclusiva, eficaz e humanizada.
O objetivo da pesquisa em Psicologia Educacional é compreender e aprimorar os processos de ensino e aprendizagem, investigando como os indivíduos se desenvolvem cognitivamente, emocionalmente e socialmente no contexto educacional. Ela busca gerar conhecimentos que sirvam de base para práticas pedagógicas mais eficazes, inclusivas e ajustadas às necessidades dos alunos.
16
 QUAL É O PAPEL DA PESQUISA EM PSICOLOGIA EDUCACIONAL? 
 
 
 
O objetivo da pesquisa em psicologia educacional é examinar cuidadosamente as questões que parecem "óbvias" e as menos que óbvias, usando métodos objetivos para testar ideias sobre os fatores que contribuem para a aprendizagem. Os produtos desta pesquisa são princípios, leis e teorias. 
Vejamos a seguinte situação hipotética. O professor Haroldo ministra aula de História no oitavo ano. Ele tem um problema com o aluno Thomas, que frequentemente se comporta mal. Hoje, quando o professor Haroldo virou as costas, Thomas fez um avião de papel e o atirou para voar pela sala de aula para o deleite de toda a turma. O que o professor Haroldo deve fazer? Como um professor intencional, ele considera uma série de opções para resolver esse problema, cada uma delas proveniente de uma teoria sobre por que Thomas está se comportando mal e o que o motivará a se comportar de maneira mais adequada. Veja, agora, o Quadro 1.
Um princípio explica a relação entre fatores, bem como os efeitos de sistemas alternativos de notas na motivação dos alunos. As leis são simplesmente princípios que foram exaustivamente testados e se aplicam a uma ampla variedade de situações. Uma teoria é um conjunto de princípios e leis relacionados que explica um amplo aspecto da aprendizagem, do comportamento ou outra área de interesse. Sem teorias, os fatos e princípios descobertos seriam como manchas desorganizadas em uma tela. As teorias unem esses fatos e princípios para nos dar uma visão geral. 
Cada uma dessas ações apresentadas no Quadro 1 é uma resposta comum ao mau comportamento. Mas qual teoria (e, portanto, qual ação) seria a correta? UNIDADE 1 — PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 18 
A chave pode estar no fato de que seus colegas riem quando Thomas se comporta mal. Essa resposta é uma pista de que Thomas está procurando sua atenção. Se o professor Haroldo repreender o aluno, isso pode aumentar o status dele aos olhos de seus colegas e, assim, recompensar seu comportamento. Ignorar o mau comportamento pode ser uma boa ideia se um aluno estiver agindo para chamar sua atenção, mas, neste caso, é aparentemente a atenção da turma que Thomas está procurando. Mandar este aluno para a sala da supervisora priva-o da atenção de seus colegas de classe e, portanto, pode ser eficaz. Mas, e se o Thomas estiver procurando uma maneira de sair da aula para evitar a tarefa? E se ele ficar ostentando que enfrentou os poderes constituídos, com a aprovação óbvia de seus colegas? Tornar toda a classe responsável pelo comportamento de cada aluno provavelmente privará Thomas do apoio de seus colegas e melhorará seu comportamento; mas alguns alunos podem pensar que é injusto puni-los pelo mau comportamento de outro aluno. Por fim, lembrar à turma (e ao Thomas) seu próprio interesse em aprender e seus padrões usuais de comportamento pode funcionar se a turma, de fato, valorizar o desempenho e o bom comportamento. 
A pesquisa em educação e em psicologia influencia diretamente na decisão que o professor Haroldo deve tomar. A pesquisa sobre desenvolvimento humano indica que, à medida que os alunos entram na adolescência, o grupo de pares torna-se muito importante para eles, e eles tentam estabelecer sua independência do controle adulto, muitas vezes desrespeitando ou ignorando as regras. Pesquisas básicas sobre teorias de aprendizagem comportamental mostram que, quando um comportamento é repetido muitas vezes, alguma recompensa deve encorajá-lo e que, para que o comportamento seja eliminado, a recompensa deve primeiro ser identificada e removida. 
17
 QUAL É O PAPEL DA PESQUISA EM PSICOLOGIA EDUCACIONAL? 
 
 
 
A pesquisa em psicologia educacional fornece evidências não apenas sobre os princípios da prática eficaz, mas também sobre a eficácia de programas ou práticas específicas. Como o caso do professor Haroldo ilustra, nenhuma teoria, nenhuma pesquisa, nenhum livro poderão dizer aos professores o que fazer em uma determinada situação. Tomar as decisões certas depende do contexto em que o problema surge, dos objetivos que você tem em mente e de muitos outros fatores, todos os quais devem ser avaliados à luz do bom senso. Por exemplo, pesquisas em ensino de matemática geralmente descobrem que um ritmo rápido de instrução aumenta o desempenho. Ainda assim, você pode legitimamente desacelerar e despender muito tempo em um conceito que é particularmente crítico ou podepermitir que os alunos descubram um princípio matemático por conta própria. Normalmente, leva menos tempo ensinar, diretamente, habilidades ou informações aos alunos do que deixá-los fazer descobertas por si próprios, porém, se você quiser que os alunos tenham uma compreensão mais profunda de um tópico ou aprendam como encontrar informações ou descobrir as coisas por si mesmos, as descobertas da pesquisa sobre o ritmo podem ser temporariamente arquivadas.
A questão é que, embora a pesquisa em psicologia educacional possa, às vezes, ser traduzida diretamente para a sala de aula, é melhor aplicar os princípios com uma boa dose de bom senso e uma visão clara do que está sendo ensinado a quem e com qual propósito. 
 O IMPACTO DA PESQUISA NA PRÁTICA EDUCACIONAL? 
 
 
 
A pesquisa tida como instrumento de reflexão e crítica apresenta uma estreita relação com a prática pedagógica dos professores, com isso o professor por intermédio da pesquisa consegue ter uma atitude reflexiva e crítica sobre sua própria prática pedagógica.
A pesquisa em psicologia educacional concentra-se nos processos pelos quais informações, habilidades, valores e atitudes são comunicados entre professores e alunos em sala de aula e nas aplicações dos princípios da psicologia às práticas de ensino. 
A pesquisa em psicologia educacional molda as políticas educacionais, os programas de desenvolvimento profissional e os materiais pedagógicos.
A pesquisa é uma prática educativa que tem um grande impacto na educação, pois: desenvolve conhecimento, forma pessoas curiosas, desenvolve habilidades, elabora atitudes críticos e reflexivas, facilita o trabalho pedagógico, essencial na formação do professor.
Começando a conversa...
Você já se questionou sobre como aprendemos? O que devemos aprender? O que ensinar? Como ensinar? 
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“Quem aprende modifica seu comportamento”. (CAMPOS, 1987, p. 36)
Cada criança se desenvolve de maneiras diferentes e em ritmos diferentes, e o desenvolvimento é influenciado pela biologia, cultura, parentalidade, educação e outros fatores. Todo professor precisa entender como as crianças crescem e se desenvolvem para poder entender como as crianças aprendem e como melhor ensiná-las.
Aprender significa adquirir novos conhecimentos, habilidades, atitudes ou valores. Esses aprendizados se manifestam de forma prática quando há uma mudança observável no comportamento da pessoa. Ou seja, a aprendizagem se concretiza quando ela provoca alguma transformação na maneira como o indivíduo age, pensa ou sente diante de uma situação.
Por exemplo:
Uma criança que aprende a somar passa a resolver problemas matemáticos simples (mudança cognitiva e comportamental).
Um estudante que entende a importância do respeito começa a tratar os colegas com mais empatia (mudança de atitude).
Alguém que aprende a dirigir passa a operar um veículo com autonomia (mudança prática e motora).
*parentalidade refere-se ao conjunto de práticas e responsabilidades envolvidas no cuidado, educação e desenvolvimento das crianças. Engloba não apenas a relação biológica com os pais, mas também outros cuidadores, adotivos, tutores legais, e qualquer pessoa que assuma um papel ativo na vida da criança. 
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Para ajudar na resposta, vamos brincar um pouco...
DINÂMICA DA CAIXA
Material necessário: uma caixa com um objeto dentro
Instruções: mostre para um aluno, o conteúdo da caixa. Ele deverá “explicar” para a turma o que tem na caixa, sem falar o que é, apenas por mímicas. Vá trocando de objetos, enquanto o grupo tiver disposto para brincar.
Reflexões sobre o desfecho da dinâmica: 
Provavelmente, você perceberá como cada um vê as coisas do seu jeito. De um mesmo objeto, virão várias percepções... Alguns acertarão, outros não. Assim também acontece com a aprendizagem. A mesma coisa, as pessoas aprendem de um jeito diferente. Assim como, também ensinam de outra forma. Ou seja, aprender ou ensinar é um processo bem pessoal.
Este processo será o foco de nossa disciplina: a compreensão do processo ensino-aprendizagem.
Aprendemos por meio da interação com o ambiente, com os outros e com nossas próprias experiências. O processo de aprendizagem envolve fatores cognitivos, emocionais, sociais e culturais, sendo influenciado por nossas motivações, interesses e contextos. Aprender não é apenas acumular informações, mas construir significados, desenvolver habilidades e transformar a maneira como vemos o mundo.
Devemos aprender aquilo que nos permite viver com consciência, responsabilidade e autonomia — desde conhecimentos científicos até competências socioemocionais e valores éticos. Nesse sentido, o que ensinar vai além dos conteúdos curriculares: é preciso formar cidadãos críticos, criativos e solidários.
Ensinar, portanto, é um ato intencional e reflexivo. O professor deve considerar os saberes prévios dos alunos, promover situações de aprendizagem significativas, respeitar os diferentes ritmos e estimular a participação ativa. Ensinar é mediar, provocar o pensamento e criar condições para que cada estudante construa seu próprio conhecimento de forma ativa e contextualizada.
Elaborado pela autora, 2025
	Aspecto	Vigotski	Piaget	Paulo Freire
	Como aprendemos	Pela mediação social e linguagem; na interação com o outro (zona de desenvolvimento proximal).	Pela ação do sujeito sobre o meio; assimilação e acomodação constroem o conhecimento.	Pelo diálogo, reflexão e conscientização a partir da realidade vivida.
	O que devemos aprender	Funções psicológicas superiores (atenção voluntária, pensamento abstrato, linguagem complexa).	Estruturas cognitivas que permitam o raciocínio lógico, moral e científico.	A leitura crítica da realidade, autonomia e participação cidadã.
	O que ensinar	Conceitos científicos mediados socialmente; conteúdos culturais.	Situações-problema que estimulem o raciocínio e o desenvolvimento de estruturas mentais.	Temas geradores, conhecimentos significativos e contextualizados.
	Como ensinar	Com mediação ativa; professor como facilitador; uso de ferramentas culturais (ex: linguagem).	Por meio de descobertas, experimentações e conflitos cognitivos; ensino centrado no aluno.	Por meio do diálogo, da escuta ativa e da problematização da realidade.
Fonte da imagem:
Depois desta experiência, vamos estudar um pouco sobre os tipos de aprendizagem, seu conceitos, características e as perspectivas teóricas sobre o tema.
Como as crianças se desenvolvem cognitivamente?
https://www.google.com/search?sca_esv=fd576fc739a017e3&rlz=
Fonte da imagem:
O desenvolvimento cognitivo das crianças é o processo pelo qual elas aprendem a pensar, compreender, raciocinar, lembrar, resolver problemas e usar a linguagem. Esse desenvolvimento ocorre em fases, influenciado tanto pela biologia (maturação do cérebro) quanto pelas interações sociais e experiências vividas.
27
 
O desenvolvimento cognitivo é o processo de evolução da capacidade de um indivíduo de processar informações, pensar e compreender. Ele está relacionado com a capacidade de aprender, reter informações e responder a desafios do dia a dia. 
O desenvolvimento cognitivo acontece junto com o amadurecimento do cérebro e o aumento da capacidade de percepção e comunicação. A infância e a adolescência são períodos em que esse desenvolvimento acontece de forma mais rápida. 
As crianças progridem por meio de um conjunto de estágios de desenvolvimento previsíveis e invariáveis. Nessa perspectiva, grandes mudanças acontecem quando as crianças avançam para um novo estágio de desenvolvimento. Acredita-se que todas as crianças adquirem habilidades na mesma sequência, embora as taxas de progresso difiram de criança para criança.
As habilidades que as crianças ganham em cada estágio subsequente não são simplesmente “mais do mesmo”. Em cada estágio, as crianças desenvolvem compreensões, habilidades e crenças qualitativamente diferentes. 
Teóricos do estágio, como Piaget e Vygotsky, compartilham a crença de que estágios distintos de desenvolvimento podem ser identificados e descritos.No entanto, suas teorias diferem significativamente no número de estágios e em seus detalhes (DEVRIES, 2008).
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO
https://www.google.com/search?q=imagens
 
QUEM É ELE?
Jean Piaget
Teoria construtivista
Fonte da imagem:
Jean Piaget, nascido na Suíça em 1896, é o psicólogo do desenvolvimento mais influente da história da psicologia (WADSWORTH, 2004). Depois de receber seu doutorado em biologia, ele se interessou mais por psicologia, baseando suas primeiras teorias na observação cuidadosa de seus próprios três filhos. Piaget pensava em seu contexto aplicando princípios e métodos biológicos ao estudo do desenvolvimento humano, e muitos dos termos que introduziu na psicologia foram extraídos diretamente da biologia.
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CONSTRUTIVISMO
A Teoria Construtivista surgiu no século XX, a partir das experiências do biólogo, filósofo e epistemólogo suíço Jean Piaget (1896-1980), o qual observando crianças desde o nascimento até a adolescência percebeu que o conhecimento se constrói na interação do sujeito com o meio em que ele vive. 
 
COMO PIAGET COMPREENDEU O DESENVOLVIMENTO
COGNITIVO? 
COMO OCORRE O DESENVOLVIMENTO: O que são ESQUEMAS? 
Para Jean Piaget, um esquema é uma estrutura mental ou padrão de ação que organizamos para compreender e interagir com o mundo. É como uma "base de conhecimento" que a criança (e o ser humano em geral) usa para interpretar situações, objetos, pessoas ou experiências.
Definição simples:
Esquema é a forma como pensamos ou agimos diante de algo com base no que já aprendemos.
31
 
COMO PIAGET COMPREENDEU O DESENVOLVIMENTO
COGNITIVO? 
 COMO OCORRE O DESENVOLVIMENTO: O que são ESQUEMAS? 
Piaget (1970) acreditava que todas as crianças nascem com uma tendência inata de interagir e dar sentido a seus ambientes. Crianças pequenas demonstram padrões de comportamento ou pensamento chamados de esquemas, que crianças mais velhas e adultos também usam ao lidar com objetos no mundo. Usamos esquemas para descobrir e agir no mundo e cada esquema trata todos os objetos e eventos da mesma maneira. Quando os bebês encontram um novo objeto, como eles podem saber do que se trata esse objeto? De acordo com Piaget, eles usarão os esquemas que desenvolveram e descobrirão se o objeto faz um som alto ou baixo quando é batido, qual é o gosto, se dá leite e se ele faz um baque quando cai, conforme podemos observar na Figura 3.
 
 
No olhar de Jean Piaget, adaptação, assimilação e acomodação são conceitos centrais para explicar como a criança constrói o conhecimento ao interagir com o mundo. Esses processos fazem parte do desenvolvimento cognitivo e são fundamentais na formação das estruturas mentais.
Adaptação
É o processo geral de ajuste ao ambiente. Para Piaget, a aprendizagem acontece quando o indivíduo se adapta — o que envolve assimilação + acomodação.
Assimilação
É o processo de incorporar novas informações aos esquemas mentais já existentes, ou seja, entender algo novo a partir do que já se conhece.
Exemplo:
Uma criança que já conhece cachorros vê um lobo pela primeira vez e diz: "Olha, um cachorro!". Ela assimilou o lobo ao esquema mental que tem de "cachorro".
Acomodação
Ocorre quando o esquema mental precisa ser modificado para incluir uma nova informação que não se encaixa no que a criança já sabia.
Exemplo:
Depois que alguém explica que o lobo não é um cachorro, mas um animal diferente, a criança ajusta seu pensamento e cria um novo esquema para "lobo". Isso é acomodação.
Para Piaget, aprender é um processo ativo: a criança pensa, testa, erra, corrige e reconstrói. Assimilação e acomodação são movimentos complementares que permitem essa constante adaptação ao mundo.
33
 
Esquemas: é uma ação de categorizar. Ex: a criança pega uma bola e olha para ela. 
A criança está usando seu ‘esquema de olhar’, seu ‘esquema de pegar’ e seu ‘esquema de segurar’; 
Assimilação: É o processo de incorporar novas informações aos esquemas mentais já existentes, ou seja, entender algo novo a partir do que já se conhece.
Exemplo: Uma criança que já conhece cachorros vê um lobo pela primeira vez e diz: "Olha, um cachorro!". Ela assimilou o lobo ao esquema mental que tem de "cachorro". Quando o bebê olha para um móbile acima de seu berço e depois estende a mão para ele. Para Piaget o bebê assimilou o móbile nos esquemas e olhar e alcançar; [...] a assimilação é um processo ativo;
 
Acomodação: Ocorre quando o esquema mental precisa ser modificado para incluir uma nova informação que não se encaixa no que a criança já sabia. É quando o indivíduo tem o primeiro contato ou conhece algo novo. A acomodação se realiza quando esse novo conhecimento assimilado desestrutura e reorganiza nossos esquemas mentais já formulados ou cria novos esquemas. O processo de acomodação é a chave para o desenvolvimento. 
Exemplo:Depois que alguém explica que o lobo não é um cachorro, mas um animal diferente, a criança ajusta seu pensamento e cria um novo esquema para "lobo". Isso é acomodação.
Ex: Quando aprendo novas palavras, eu gradualmente modifico (acomodo) meus conceitos e categorias..;
 
34
 
Equilibração: refere-se ao processo de acomodar os novos conhecimentos aos antigos ou formular novos esquemas mentais. Ex: uma criança conhecendo os animais. Uma criança pequena vê um gato (animal de estimação da família), percebe que o animal tem quatro patas, anda de quatro, tem pêlos, bigodes e rabo. Ela brinca com o gato, toca nele, sente seus pelos e unhas. Cria um esquema para esse conhecimento – esquema “gato”. Mas, um dia, essa criança é levada ao zoológico e vê um cavalo. Ora, o cavalo tem quatro patas, anda de quatro, tem pelos, rabo etc. Mas o cavalo não é um gato. Esse novo conhecimento exige que a criança assimile a informação que nem todo animal de quatro patas é gato;
 
 
PASSAGEM DE UM PERÍODO PARA OUTRO
A autora
AMADURECIMENTO
EXPERIÊNCIA
INTERAÇÃO SOCIAL
EQUILÍBRIO
Fonte da imagem:
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Veja na sua trilha de aprendizagem na Unidade 1 o vídeo de Piaget. Importante para melhor entendimento sobre os estágios de desenvolvimento da criança. 
Fonte da imagem:
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PERÍODOS DE DESENVOLVIMENTO
Fonte da imagem:
Sensório-Motor : a criança começa a administrar seus reflexos básicos, gerando ações de prazer e desenvolvendo a percepção de si mesma e dos objetos que estão a sua volta. Mama, suga, puxa, prende, pega um objeto e o leva à boca, afasta um objeto para pegar outro etc. É o período que antecede a linguagem. Seu vocabulário vai da repetição de algumas sílabas até a utilização da palavra-frase, representando seu desejo ou sentimento em relação ao objeto. 
Pré-operatório : Este é o período do surgimento da linguagem, do desenho, da imitação, da dramatização etc. A partir dos dois anos a criança cria imagens mentais do objeto ou da ação, o que chamamos de faz de conta, jogo simbólico ou período da fantasia. Assim, consegue transformar uma simples caixa de fósforos em um carrinho, um pedaço de madeira em um cavalinho etc. Neste período, costuma dar vida aos objetos, colocando a boneca para dormir, ou dizendo que ela está com fome. É a “idade dos porquês”, pois questiona tudo o tempo todo. Já consegue dramatizar a fantasia, mesmo que não acredite nela, distinguindo a fantasia do real 
operatório concreto : É o período em que a criança desenvolve a noção de tempo e espaço, casualidade, ordem, velocidade etc. Já conserva a noção de número, peso, volume e substância, conseguindo ordenar por tamanho e em conjuntos, compreendendo o mundo de forma lógica ou operatória. Socialmente, organiza-se em grupos onde pode ser o líder ou aceitar ser liderado. Consegue compreender e estabelecer regras, estabelecendo compromissos. Já consegue conversar socialmente, porém sem discutir pontos de vista para chegar a um consenso. 
operatório abstrato: Este período é o início da fase adulta, em termos cognitivos, em que o adolescente tem domínio do pensamento lógico/dedutivo, relacionando conceitos abstratos e criando hipóteses. A partir deste período, consegue discutirconceitos antes de chegar à conclusão sobre algum assunto .
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Sensório-motor- Do nascimento até os 24 meses de vida.
E a fase em que o bebê passa a conhecer o mundo que a cerca por meio de suas próprias ações que são controladas por informações sensoriais imediatas. 
Nessa fase uma criança enxerga a vida somente a partir de sua própria estrutura de referência, ou seja, é egocêntrica. O egocentrismo é diferente de egoísmo. O egocentrismo faz com que a criança pense que todos enxergam o mundo da sua maneira. 
Nesse estágio, a criança busca adquirir a habilidade verbal. Ela pode até nomear objetos, classificar e raciocinar figurativamente, mas ainda não consegue coordenar operações fundamentais. 
Nesse estágio, consegue lidar com coisas que experimentou, que conhece ou que pode ver e mexer, mas ainda não consegue manipular idéias abstratas ou possibilidades.
Pré-operatório- Do 24º. mês de vida a seis anos de vida.
Operatório concreto- Entre os seis e doze anos de vida.
 
Operatório formal- Dos doze aos dezesseis anos.
Nesse estágio, a criança tem capacidade de utilizar o raciocínio abstrato e sistemático. As deduções lógicas podem ser feitas sem o apoio de objetos concretos, significando que o pensamento dedutivo é muito presente na vida da criança nessa fase.
 
 
Um importante princípio piagetiano é que o desenvolvimento precede o aprendizado. Piaget sustentava que os estágios de desenvolvimento eram em grande parte fixos e que conceitos como conservação não podiam ser ensinados. No entanto, a pesquisa estabeleceu muitos casos em que as tarefas piagetianas podem ser ensinadas a crianças em estágios iniciais de desenvolvimento (FELDMAN, 2015). Vários pesquisadores descobriram que crianças pequenas podem ser ensinadas a ter sucesso em formas mais simples das tarefas de Piaget antes de atingirem o estágio em que essa tarefa é normalmente realizada (GELMAN, 2000). As teorias de Piaget tiveram um grande impacto nas práticas da educação (DEVRIES, 2008; SCHUNK, 2016). As teorias focalizaram a atenção na ideia de educação apropriada ao desenvolvimento – uma educação com ambientes, currículo, materiais e instrução que são adequados para os alunos em termos de suas habilidades físicas e cognitivas e suas necessidades sociais e emocionais. 
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QUEM É ELE?
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VIGOTSKI - VYGOTSKY
TEORIA HISTÓRICO - CULTURAL
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Lev Vygotsky criou a Teoria Histórico-Cultural, também conhecida como sociointeracionismo ou socioconstrutivismo. 
Esta teoria explica o desenvolvimento do psiquismo humano a partir da interação social e da relação com o meio. Vygotsky acreditava que o homem modifica o ambiente e o ambiente modifica o homem. 
A Teoria Histórico-Cultural de Vygotsky considera os seguintes fatores: 
Interação, Linguagem, Contexto histórico, Particularidades individuais, Vivências, Experiências, Aspectos biológicos, Condições materiais.
A teoria de Vygotsky tem como temas centrais o desenvolvimento humano e a aprendizagem. 
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A obra do psicólogo ressalta o papel da escola no desenvolvimento mental das crianças e é uma das mais estudadas pela pedagogia contemporânea.
O trabalho de Vygotsky é baseado em duas ideias-chave. Primeiro, ele propôs que o desenvolvimento intelectual pode ser entendido apenas em termos dos contextos históricos e culturais que as crianças vivenciam. Em segundo lugar, ele acreditava que o desenvolvimento depende dos sistemas de signos com os quais os indivíduos crescem, ou seja, a linguagem: os símbolos que as culturas criam para ajudar as pessoas a pensar, comunicar e resolver problemas. Os exemplos incluem o idioma de uma cultura, seu sistema de escrita e seu sistema de contagem. Focar apenas em sistemas de símbolos ocidentais, ele argumentou, subestima muito o desenvolvimento cognitivo em diversas culturas (TRAWICK-SMITH, 2014). 
A TEORIA DE VYGOTSKY
O papel do social no desenvolvimento mental, papel da educação, do professor e da aprendizagem. 
O conhecimento é socialmente construído e culturalmente transmitido. 
Vygotsky destaca o papel do contexto histórico e cultural nos processo de desenvolvimento e aprendizagem. (Teoria Histórico – cultural)
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IMPORTANTE...
Na teoria de Piaget, sugere-se que o desenvolvimento
precede a aprendizagem. Em outras palavras, estruturas cognitivas específicas precisam se desenvolver antes, para que certos tipos de aprendizagem possam ocorrer. 
Já na teoria de Vygotsky, é a aprendizagem que precede o
desenvolvimento. Para Vygotsky, a aprendizagem envolve a aquisição da linguagem. 
O desenvolvimento ocorre à medida que a criança internaliza as diferentes linguagens para poder pensar e resolver problemas sem a ajuda de outras pessoas, habilidade chamada de autorregulação. 
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Essas funções fazem parte das chamadas funções psicológicas superiores, que surgem com o desenvolvimento e a interação social, permitindo que o ser humano atue de forma intencional, consciente e organizada no mundo.
1. Controle consciente do comportamento
É a capacidade de regular as próprias ações de forma voluntária, pensando antes de agir e controlando impulsos.
Exemplo: Uma criança sente vontade de gritar, mas escolhe falar baixo porque está na biblioteca.
 2. Atenção voluntária
Capacidade de manter o foco em algo por escolha própria, mesmo diante de distrações.
Exemplo: Um aluno concentra-se na leitura de um livro mesmo com barulho ao redor.
3. Memória voluntária
É a capacidade de lembrar de algo intencionalmente, usando estratégias conscientes para recuperar informações.
 Exemplo: Alguém que lembra da lista do mercado repetindo os itens mentalmente.
4. Memorização ativa
Refere-se ao ato de memorizar algo com esforço e participação intencional, geralmente usando métodos como repetição, categorização ou associação.
Exemplo: Uma estudante usa mapas mentais para decorar os estados do Brasil.
5. Pensamento abstrato
Capacidade de raciocinar sobre ideias que não estão ligadas a objetos concretos ou situações presentes, como conceitos, teorias ou símbolos.
Exemplo: Entender o conceito de “democracia” ou “liberdade”, sem ver algo físico.
6. Raciocínio dedutivo
Forma de pensamento lógico em que se parte de uma regra geral para tirar conclusões específicas.
 Exemplo: Regra: "Todos os mamíferos têm coração."
Caso específico: "O cachorro é um mamífero."
Conclusão: "Logo, o cachorro tem coração."
7. Capacidade de planejamento
É a habilidade de prever ações futuras, organizar tarefas e prever consequências, com base em objetivos.
Exemplo: Um aluno organiza o tempo de estudo para se preparar para uma prova ao longo da semana.
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Vygostsky define a aprendizagem como um processo central no desenvolvimento humano, envolvendo a interação, em virtude de um processo de apropriação de conhecimentos, signos, valores, habilidades... 
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Vygotsky (2007) acreditava que a aprendizagem ocorre de maneira mais eficaz quando as crianças estão trabalhando em sua Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP). As tarefas dentro da zona de desenvolvimento proximal são aquelas que uma criança ainda não consegue realizar sozinha, mas poderia realizar com a ajuda de colegas ou adultos mais competentes. Ou seja, a zona de desenvolvimento proximal descreve tarefas que uma criança ainda não aprendeu, mas é capaz de aprender em um determinado momento. 
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Vygotsky acreditava, ainda, que o funcionamento mental superior geralmente existe na conversa e na colaboração entre os indivíduos, antes de existir dentro do indivíduo. Vygotsky acreditava que habilidades complexas, como raciocínio e resolução de problemas, são desenvolvidas por meio da mediação com adultos e colegas de alto desempenho (VYGOTSKY, 2007). Ou seja, crianças mais velhas e adultos ajudam os alunos explicando, modelando ou simplificando habilidades, conhecimentos ou conceitos complexos.50
FUNÇÃO DO PROFESSOR E DA ESCOLA
O papel do professor é o de interferir na Zona de Desenvolvimento Proximal, provocando avanços que não ocorrem de forma espontânea. A função da escola é fazer com que os conceitos da criança, em nível de senso comum, se transformem em conceitos científicos. 
https://www.google.com/search?q=imagens+gr%C3%A1tis+O+PAPEL+DO+PROFESSO
Fonte da imagem:
Você pode usar informações sobre a zona de desenvolvimento proximal de Vygotsky para organizar as atividades em sala de aula das seguintes maneiras:
• A instrução pode ser planejada para fornecer prática dentro da zona de desenvolvimento proximal para crianças individuais ou para grupos de crianças. Por exemplo, dicas e sugestões que ajudaram as crianças durante uma pré-avaliação podem formar a base das atividades de ensino.
• O andaime fornece dicas e sugestões em diferentes níveis. No andaime, o adulto não simplifica a tarefa, mas o papel do aluno é simplificado “através da intervenção graduada do professor”.
• Atividades de aprendizagem cooperativa podem ser planejadas com grupos de crianças em diferentes níveis que podem ajudar umas às outras a aprender.
O andaime permite que uma pessoa resolva um problema ou alcance uma meta que está um pouco além de suas habilidades atuais. Qualquer um pode se beneficiar desse processo, já que todos têm uma ZDP diferente. Vários estudos observaram o impacto do andaime no desenvolvimento infantil.
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COMO BRONFENBRENNER COMPREENDEU O
DESENVOLVIMENTO? 
Bronfenbrenner compreendeu o desenvolvimento humano como um processo dinâmico e contínuo, que acontece a partir das interações entre o indivíduo e os diferentes contextos sociais e culturais em que está inserido. Ele criou a Teoria Ecológica do Desenvolvimento Humano, também chamada de Modelo dos Sistemas Ecológicos, que mostra como o ambiente influencia o crescimento da pessoa ao longo do tempo.
Ideia central:
O desenvolvimento não depende só do que acontece dentro da pessoa (biologia ou vontade), mas principalmente das relações entre a pessoa e seu ambiente social — família, escola, comunidade, cultura, etc.
Os 5 sistemas do modelo ecológico:
Microssistema
 É o ambiente mais próximo da pessoa, onde ocorrem relações diretas e diárias.
➤ Exemplo: família, escola, amigos, professores.
Mesossistema
É a interação entre os elementos do microssistema.
➤ Exemplo: quando os pais se envolvem na escola ou conversam com os professores do filho.
Exossistema
São contextos que a pessoa não participa diretamente, mas que a afetam.
➤ Exemplo: o trabalho dos pais, políticas escolares, meios de comunicação.
Macrossistema
Refere-se à cultura, valores, crenças, leis e ideologias da sociedade.
➤ Exemplo: a forma como a sociedade valoriza a educação ou os papéis de gênero.
Cronossistema
Diz respeito à influência do tempo sobre o desenvolvimento, como mudanças pessoais ou sociais ao longo da vida.
➤ Exemplo: separação dos pais, mudança de escola, pandemia, avanços tecnológicos.
Para Bronfenbrenner, o desenvolvimento é resultado da interação entre o indivíduo e os múltiplos sistemas que o cercam ao longo do tempo. A qualidade e a consistência dessas interações determinam o crescimento saudável ou não da pessoa.
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FASES DESENVOLVIMENTO ERIKSON
As fases do desenvolvimento de Erik Erikson são caracterizadas como etapas psicossociais que todo ser humano atravessa ao longo da vida. Em cada uma delas, há um conflito central que precisa ser resolvido — e a forma como isso acontece influencia o desenvolvimento da personalidade e da saúde emocional da pessoa.
Erikson propôs 8 estágios, do nascimento à velhice, com base na interação entre o indivíduo e seu ambiente social.
Erikson acreditava que cada fase traz um desafio, e o modo como o indivíduo resolve esse conflito influencia seu desenvolvimento emocional e social. O crescimento pessoal é contínuo e dura a vida inteira.
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Vejamm o Vídeo com as etapas de maneira clara e objetiva. Unidade 1 de seu livro, na trilha de Aprendizagem. 
Fonte da imagem:
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TEORIA DO DESENVOLVIMENTO MORAL DE PIAGET
TEORIA DO DESENVOLVIMENTO MORAL DE PIAGET 
 
 
 
 
 
ESTÁGIOS DE RACIOCÍNIO MORAL DE KOHLBERG
Os estágios de raciocínio moral de Lawrence Kohlberg representam uma teoria sobre como os indivíduos desenvolvem o senso de certo e errado ao longo da vida. Ele acreditava que o desenvolvimento moral ocorre em três níveis principais, cada um com dois estágios, totalizando seis estágios.
Kohlberg baseou-se em dilemas morais (como o famoso Dilema de Heinz) para estudar como as pessoas justificam suas escolhas morais, mais do que o que elas escolhem. Ou seja, o importante é o raciocínio usado, não a decisão em si.
Pontos-chave:
O desenvolvimento moral não depende apenas da idade, mas do amadurecimento cognitivo e das experiências sociais.
Nem todos os adultos chegam aos níveis mais altos (nível pós-convencional).
A teoria foca no raciocínio usado para justificar escolhas morais, não nas ações em si.
Exemplo com o Dilema de Heinz (homem que rouba remédio caro para salvar a esposa):
Estágio 1: “Roubar é errado, ele será preso.”
Estágio 3: “Ele só queria salvar a esposa, é um bom marido.”
Estágio 5: “A vida é mais importante do que a lei sobre roubo.”
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ESTÁGIOS DE RACIOCÍNIO MORAL DE KOHLBERG 
DESENVOLVIMENTO SOCIOEMOCIONAL DURANTE OS
ANOS PRÉ-ESCOLARES 
Os comportamentos pró-sociais são ações voluntárias para com os outros, como cuidar, compartilhar, confortar e cooperar. A pesquisa sobre as raízes do comportamento prosocial contribuiu para o nosso conhecimento sobre o desenvolvimento moral e social das crianças. Vários fatores parecem estar associados ao desenvolvimento de comportamentos pró-sociais (EISENBERG, 2001), incluindo os seguintes:
• Técnicas disciplinares parentais que enfatizam as consequências do comportamento da criança para os outros e que são aplicadas dentro de uma
relação pais-filhos afetuosa e responsiva.
• Contato com adultos que indicam que esperam a preocupação com os outros, que informam às crianças que soluções agressivas para os problemas são inaceitáveis e que fornecem alternativas aceitáveis. 
DESENVOLVIMENTO SOCIOEMOCIONAL DURANTE OS
ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL 
 
Os anos iniciais do Ensino Fundamental dão a muitas crianças a primeira chance de se comparar com outras crianças e de trabalhar e brincar sob a orientação de adultos fora de sua família. Esses adultos devem proporcionar experiências que permitam às crianças ter sucesso, sentir-se bem consigo mesmas e manter seu entusiasmo e criatividade.
A palavra-chave em relação ao desenvolvimento pessoal e social é aceitação. O fato é que as crianças diferem em suas habilidades; não importa o que os professores façam, e os alunos terão descoberto no final dos anos iniciais do Ensino Fundamental quem é mais capaz e quem é menos capaz. No entanto, você pode ter um impacto substancial na maneira como os alunos se sentem sobre essas diferenças e no valor que os alunos com baixo desempenho atribuem
à aprendizagem, mesmo quando sabem que nunca serão as estrelas da classe. 
 
DESENVOLVIMENTO SOCIOEMOCIONAL DURANTE OS
ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO 
Com base no trabalho de Erikson (1976), James Marcia (1991) identificou, a partir de entrevistas com adolescentes, os quatro estados de identidade que refletem o grau em que os adolescentes assumem compromissos firmes com valores religiosos e políticos, bem como com uma ocupação futura.
1. Pré-fechamento. Indivíduos em estado de pré-fechamento nunca experimentaram uma crise de identidade. Em vez disso, eles estabeleceram prematuramente uma identidade com base nas escolhas de seus pais, e não nas suas próprias. Eles assumiram compromissos ocupacionais e ideológicos, mas esses compromissos refletem uma avaliação por parte dos pais ou figuras de autoridade mais do que um processo autônomo de autoavaliação. O pré- fechamentoindica um tipo de "pseudoidentidade" que geralmente é muito fixa e rígida para servir de base para enfrentar as crises futuras da vida.
2. Difusão de identidade. Os adolescentes que vivenciam a difusão de identidade não encontraram uma direção ocupacional nem um compromisso ideológico de qualquer tipo, e fizeram pouco progresso nessa direção. Eles podem ter passado por uma crise de identidade, mas não foram capazes de resolvê-la.
3. Moratória. Os adolescentes em estado de moratória começaram a experimentar escolhas ocupacionais e ideológicas, mas ainda não assumiram compromissos definitivos com nenhuma delas. Esses indivíduos estão diretamente no meio de uma crise de identidade e atualmente examinam opções alternativas de vida.
4. Identidade estabelecida. A identidade estabelecida significa um estado de consolidação da identidade no qual os adolescentes tomaram suas próprias decisões claras e conscientes sobre ocupação e ideologia. O indivíduo está convencido de que essas decisões foram tomadas de forma autônoma e livre e que refletem sua verdadeira natureza e seus profundos compromissos internos 
No final da adolescência (18 a 22 anos de idade), a maioria dos indivíduos desenvolveu um estado de identidade estabelecida. No entanto, o desenvolvimento emocional dos adolescentes parece estar ligado ao seu estado de identidade. Por exemplo, os níveis de ansiedade tendem a ser mais altos para adolescentes em moratória e mais baixos para aqueles em pré-fechamento. A autoestima também varia; adolescentes em identidade estabelecida e moratória relatam os níveis mais altos e aqueles em pré-fechamento e difusão de identidade relatam os níveis mais baixos (MARCIA, 1991). 
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Autoestima/ Ansiedade 
Relações Sociais (amizades, colegas, grupos, pares)
Saúde Emocional (emoções)
Bullying
Evasão Escolar
Substâncias Psicoativas (bebida, drogas
Delinquência
Gravidez
Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)
Diversidade Sexual 
ADOLESCENTES 
Em geral, os adolescentes precisam experimentar e permanecer flexíveis se quiserem encontrar sua própria identidade com sucesso. Ao experimentar maneiras de ser, depois testá-las e modificá-las, o adolescente pode escolher as características que são mais confortáveis e abandonar as outras. Para fazer isso, o adolescente deve ter autoconfiança para experimentar e declarar o término de um experimento, para variar o comportamento e para abandonar características que não se encaixam, mesmo que as características sejam apoiadas por outros. Ajuda ter um conjunto estável e receptivo de pais, professores e colegas que responderão positivamente à sua experimentação. 
Os adolescentes prestam atenção em como as outras pessoas os veem, pesquisam o passado, experimentam papéis, agem de acordo com sentimentos e crenças e, gradualmente, buscam maior autonomia e intimidade nas relações com os pares. 
• A exclusão ocorre quando o indivíduo escolhe um papel prematuramente, mas, no final da adolescência, a maioria dos indivíduos já desenvolveu um estado de identidade estabelecida. 
• Muitos fatores, como abandono escolar, abuso de substâncias e DST, colocam os adolescentes em risco.
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A diversidade sexual é um conceito amplo que engloba aspectos relacionados ao sexo biológico e à identidade de gênero. A identidade de gênero está relacionada com a relação da pessoa com o seu próprio corpo, enquanto a sexualidade diz respeito a com quem alguém se relaciona. Existem pessoas que nascem biologicamente mulheres, por exemplo, mas não se identificam com esse gênero desde a infância, o que gera um conflito interno. Adolescentes que não se identificam como heterossexuais, cisgêneros e binários, em nossa sociedade atual, podem vivenciar grande estresse e dificuldades com seus pais. Eles podem ter problemas especialmente com seus pares, que podem ter normas rígidas heteronormativas e podem sofrer insultos, rejeição ou até mesmo comportamento violento. Os professores precisam estar preparados, tanto no aspecto de compreensão da diversidade sexual, assim como atuação efetiva na educação sexual na escola para que o ambiente seja de fato inclusivo, acolhedor e respeitoso a todos. 
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“
Obrigada e até o nosso 2º encontro!
Bons estudos!
Profª Gizelle Garrido
INSTAGRAM: @PROFGIGARRIDO
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SEGUNDO ENCONTRO
 Definir o conceito de "aprendizagem" e descrever os princípios das teorias de aprendizagem comportamentais e suas implicações para a prática em sala de aula;
 Descrever teorias de aprendizagem social e suas implicações para a prática em sala de aula;
 explicar como as teorias comportamentais e sociais de aprendizagem influenciam o ensino intencional;
METAS DE APRENDIZAGEM
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TEORIAS COMPORTAMENTAIS E
SOCIAIS DE APRENDIZAGEM 
O objetivo desta unidade é definir a aprendizagem e, em seguida, apresentar teorias de aprendizagem comportamentais e sociais, explicações para a aprendizagem que enfatizam comportamentos observáveis. Veremos que as teorias de aprendizagem comportamental enfocam as maneiras como as consequências agradáveis ou desagradáveis do comportamento mudam
o comportamento dos indivíduos ao longo do tempo e as maneiras como os indivíduos modelam seu comportamento no comportamento de outras pessoas.
Vamos explorar também as teorias de aprendizagem social, elas enfocam os efeitos do pensamento sobre a ação e da ação sobre o pensamento.
As crianças são excelentes aprendizes. O que elas aprendem, no entanto, nem sempre é o que pretendemos ensinar. 
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O QUE É A APRENDIZAGEM?
Cada pessoa tem uma forma própria de aprender, o que é conhecido como estilo de aprendizagem. Por exemplo, algumas crianças aprendem melhor cantando músicas, enquanto outras preferem brincadeiras ou brinquedos pedagógicos. 
Aprendizagem é o processo pelo qual um indivíduo adquire, modifica ou reforça conhecimentos, habilidades, atitudes ou comportamentos por meio da experiência, da prática, do estudo ou da interação com o ambiente.
Em outras palavras:
Aprender é mudar de forma relativamente permanente como pensamos, sentimos ou agimos com base em experiências vividas.
Características da aprendizagem:
É ativa: exige participação e envolvimento do sujeito.
É contínua: acontece ao longo de toda a vida.
É influenciada por fatores internos e externos: como motivação, ambiente, cultura, afetividade e experiências.
Pode ser intencional ou não intencional: aprendemos tanto quando estudamos quanto quando convivemos.
A aprendizagem é o objetivo central do ensino. O professor atua como mediador entre o aluno e o conhecimento, promovendo situações significativas para que a aprendizagem aconteça de forma crítica, ativa e contextualizada.
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O QUE SÃO AS TEORIAS DA APRENDIZAGEM DO COMPORTAMENTO? 
As teorias da aprendizagem do comportamento, também conhecidas como teorias behavioristas (ou comportamentais), explicam a aprendizagem como resultado de estímulos e respostas observáveis. Ou seja, acreditam que o comportamento é aprendido por meio da repetição, reforço e associação com o ambiente, e não por processos mentais internos (como pensamento ou emoção).
Duas das figuras mais importantes desse campo são Ivan Pavlov e B.F. Skinner.
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IVAN PAVLOV - Condicionamento Clássico 
Descobriu que os animais (e pessoas) podem aprender a associar dois estímulos diferentes.
Sua pesquisa com cães mostrou que eles salivavam não só ao ver comida, mas também ao ouvir um som que era sempre apresentado antes da comida.
Exemplo:
Campainha (som neutro) + comida → salivação.
Depois de várias repetições: só a campainha → salivação.
Aprendizagem por associação entre estímulo e resposta.
Fonte da imagem:
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Pavlov: condicionamento clássico 
SKINNER - Condicionamento Operante
Skinner ampliou as ideias de Pavlov e mostrou que o comportamento é moldado por suas consequências.
Ele usou uma "caixa de Skinner" para demonstrar que reforços (positivos ou negativos) aumentam a chance de um comportamento acontecer novamente.
https://www.google.com/search?q=imagem+gratis+de+B.+F.+skinnerFonte da imagem:
Fonte da imagem:
 
Skinner: condicionamento operante 
O trabalho de Skinner focou em colocar os sujeitos em situações controladas e observar as mudanças em seu comportamento produzidas por mudanças sistemáticas nas consequências de seu comportamento (ALBERTO;
TROUTMAN, 2013).
 Skinner é famoso por seu desenvolvimento e uso da caixa
de Skinner, um dispositivo que contém um aparato muito simples para estudar o comportamento de animais, geralmente ratos e pombos. 
 
 
 
 
 
 
 
Skinner: condicionamento Operante 
Exemplo: Um rato aperta uma alavanca e recebe comida → aprende a repetir o comportamento.
Se a alavanca provoca um choque, ele aprende a evitar apertá-la.
Aprendizagem por reforço ou punição.
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O PAPEL DAS CONSEQUÊNCIAS
 
 
 
 
 
Consequências prazerosas fortalecem o comportamento; consequências desagradáveis enfraquecem-no. 
Em outras palavras, as consequências agradáveis aumentam a frequência com que um indivíduo se envolve em um comportamento, enquanto as consequências desagradáveis reduzem a frequência de um comportamento. Se os alunos gostam de ler livros, provavelmente lerão com mais frequência. Se acharem as histórias chatas ou não conseguirem se concentrar, podem ler com menos frequência, optando por outras atividades. Consequências prazerosas são chamadas de reforçadores; consequências desagradáveis são chamadas de punidores. 
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O que são os Reforçadores e seus tipos?
Primários: satisfazem necessidades básicas (comida, água, descanso).
Secundários: aprendidos culturalmente (dinheiro, notas boas, elogios).
Reforço positivo - é quando algo agradável é apresentado após um comportamento desejado, aumentando a chance de ele se repetir.
Reforço negativo – é quando algo desagradável é retirado após um comportamento, também aumentando a chance de repetição.
Fonte da imagem:
Os reforçadores, segundo B.F. Skinner, são estímulos que aumentam a probabilidade de um comportamento ocorrer novamente. Eles são parte fundamental do condicionamento operante, a teoria de Skinner que explica como aprendemos por meio das consequências de nossas ações.
 Importante: “Negativo” aqui não significa punição, mas remoção de algo ruim.
Exemplo de reforço positivo: Um aluno recebe elogios ao entregar a tarefa — tende a fazer novamente.
Exemplo de reforço negativo: Um aluno estuda para evitar bronca dos pais — ao estudar, a bronca é evitada.
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Esses termos são usados por Skinner no condicionamento operante para descrever os tipos de reforço — ou seja, como e quando uma recompensa é dada após um comportamento. Eles ajudam a entender como manter comportamentos por mais tempo.
Aqui vai uma explicação simples, com exemplos:
1. Razão fixa: Reforço acontece após um número fixo de respostas.
Exemplo: A cada 5 camisetas costuradas, a costureira recebe um bônus.
 A pessoa sabe quantas vezes precisa agir para receber o reforço.
 2. Razão variável - Reforço acontece após um número variável de respostas, com base em uma média.
Exemplo: Em um caça-níquel, você nunca sabe quantas vezes precisa jogar para ganhar.
 Isso mantém o comportamento por muito tempo, pois a recompensa pode vir a qualquer momento.
3. Intervalo fixo - Reforço acontece após um tempo fixo, independentemente de quantas vezes o comportamento ocorre.
Exemplo: Salário pago todo mês, mesmo que o ritmo de trabalho varie.
A pessoa sabe quando vai receber, então o comportamento pode se intensificar perto da data.
4. Intervalo variável - Reforço acontece em intervalos de tempo que mudam, sem aviso.
Exemplo: Um inspetor aparece aleatoriamente para avaliar o desempenho de um funcionário.
A pessoa tende a manter o comportamento de forma constante, já que não sabe quando será avaliada.
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COMO A APRENDIZAGEM COOPERATIVA É USADA NO ENSINO? 
 
 
A aprendizagem cooperativa é uma metodologia de ensino que se baseia na cooperação entre os alunos para aprender conteúdos acadêmicos e desenvolver habilidades socioemocionais. Ela é diferente dos métodos tradicionais, que estimulam o individualismo. 
A aprendizagem cooperativa pode trazer diversos benefícios para os alunos, como: Construção de relacionamentos, Integração com os colegas, Desenvolvimento de habilidades socioemocionais, Preparação para as mais diferentes áreas formativas. 
Para que a aprendizagem cooperativa seja eficaz, é importante que os alunos assumam suas responsabilidades e que o professor promova a interdependência pessoal, a participação igualitária, a interação simultânea e a responsabilidade individual.
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RODA DE CONVERSA NA PSICOLOGIA
 Tema: Bebê Reborn e a relação com a Pedagogia
ATIVIDADE PRÁTICA!
VAMOS RECEBER 
O 
NOSSO CONVIDADO 
JULIANO REIS LEAL 
(Psicologia – 5ºPeríodo - UniVassouras) 
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Como a Aprendizagem Cooperativa se relaciona com o modelo da imagem:
Entrada de múltiplos estímulos sensoriais (Registro Sensorial):
Em situações cooperativas, os alunos recebem informações visuais, auditivas e táteis ao interagir com colegas e com o material.
Quanto mais canais sensoriais forem ativados, maior a chance de a informação ser registrada com sucesso.
Memória de Trabalho (esforço ativo):
A aprendizagem cooperativa exige que os alunos discutam, expliquem, argumentem e resolvam problemas juntos — o que ativa fortemente a memória de trabalho.
A troca de ideias favorece o raciocínio e a construção ativa do conhecimento, essencial para mover informações à memória de longo prazo.
Memória de Longo Prazo (consolidação):
Quando os alunos explicam um conteúdo para o colega ou resolvem tarefas juntos, eles reforçam e organizam o conhecimento, facilitando sua retenção duradoura.
O feedback entre pares e o envolvimento ativo tornam a aprendizagem mais significativa.
Processos Executivos (controle e regulação):
Na aprendizagem cooperativa, os alunos precisam planejar, tomar decisões e resolver conflitos — habilidades relacionadas aos processos executivos.
Esses processos ajudam a gerenciar a atenção, a memória e as emoções durante o trabalho em grupo.
A aprendizagem cooperativa é uma estratégia poderosa que estimula todos os níveis de processamento da memória, como mostra o modelo de Atkinson e Shiffrin. Ela:
Enriquece a entrada de dados sensoriais,
Fortalece o processamento ativo,
Facilita a consolidação na memória de longo prazo,
E estimula habilidades cognitivas superiores (autorregulação, planejamento, tomada de decisão).
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O QUE É MEMÓRIA EPISÓDICA, SEMANTICA E PROCEDURAL
Fonte da imagem:
As memórias episódica, semântica e procedural são tipos de memória de longo prazo, cada uma com características e funções diferentes no modo como armazenamos e utilizamos informações:
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Memória Episódica
https://www.google.com/search?q=imagem+gratis+de+festa+de+anivers%C3%A1rio
Refere-se à memória de eventos vividos: experiências pessoais, com tempo e lugar específicos.
Está ligada à nossa autobiografia mental.
Envolve emoções e detalhes contextuais.
Exemplo: Lembrar do seu aniversário de 10 anos, com quem você estava, o bolo, o local.
Fonte da imagem:
Fonte da imagem:
Memória Semântica
Refere-se ao conhecimento geral sobre o mundo: fatos, conceitos e significados.
Não depende de quando ou onde você aprendeu.
 Exemplo: Saber que Brasília é a capital do Brasil ou que um triângulo tem três lados.
https://www.google.com/search?q=imagem+gratis+de+Bras%C3%ADlia
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Memória Procedural
Refere-se ao conhecimento de como fazer algo, especialmente habilidades motoras ou cognitivas automatizadas.
É muitas vezes inconsciente (você sabe fazer, mas não precisa pensar sobre como faz).
 Exemplo: Andar de bicicleta, digitar no teclado, escovar os dentes, tocar violão.
ttps://www.google.com/search?q=imagem+gratis+deandra+de+bicicleta
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Inibição e facilitação proativa e retroativa são conceitos da psicologia cognitiva que explicam como memórias antigas e novas interagem entresi — especialmente quando estamos tentando aprender ou lembrar algo.
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ENSINANDO ESTRATÉGIAS DE MEMÓRIA E METACOGNITIVAS
Ensinar estratégias de memória e metacognitivas significa ajudar os alunos a aprender melhor, lembrar com mais facilidade e pensar sobre o próprio processo de aprendizagem. Essas estratégias são essenciais para formar estudantes autônomos, eficientes e reflexivos.
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Estratégias de Memória
São técnicas que ajudam a codificar, armazenar e recuperar informações com mais facilidade.
Exemplos práticos:
Repetição: repetir informações várias vezes (ex: tabuada).
Associações: ligar algo novo a algo já conhecido (ex: "Fóssil" → parece com "fósforo" → fósforo é velho, seco e frágil → como restos de seres antigos).
Mapas mentais: organizar ideias visualmente.
Mnemônicos: usar siglas ou frases engraçadas para lembrar (ex: "Minha Vó Tem Muitas Joias" para os planetas).
Teste prático: fazer simulados e se autoavaliar (reforça a memória).
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Metacognição é “pensar sobre o próprio pensamento”. Ensinar isso ajuda o aluno a planejar, monitorar e avaliar seu processo de aprendizagem.
Exemplos práticos:
Planejamento: definir o que estudar, por quanto tempo e com quais materiais.
Monitoramento: perceber se está entendendo ou não durante a leitura ou a aula.
Avaliação: após o estudo, perguntar: “o que aprendi?”, “O que ainda preciso revisar?”.
Autoquestionamento: “o que já sei sobre isso?”, “O que preciso entender melhor?”.
Estratégias Metacognitivas
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Como aplicar em sala de aula:
Ensinar os alunos a refletirem sobre como aprendem.
Propor rotinas de pensamento ("O que sei? O que quero saber? O que aprendi?").
Estimular autocorreções, diários de aprendizagem, e estudos em pares com troca de estratégias.
Usar atividades guiadas que envolvam etapas de planejamento, execução e revisão.
Ensinar estratégias de memória ajuda a reter o conteúdo.
Ensinar estratégias metacognitivas ajuda a refletir e controlar a própria aprendizagem.
Essas práticas desenvolvem a autonomia intelectual dos alunos e favorecem o sucesso escolar a longo prazo.
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QUE ESTRATÉGIAS DE ESTUDO AJUDAM OS ALUNOS A APRENDER?
https://www.passeidireto.com/arquivo/79619329/mapa-mental-doencas
FAZER ANOTAÇÕES
SUBLINHAR OU DESTACAR
RESUMIR
MAPAS MENTAIS
DIAGRAMAS
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COMO ENSINAR RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS
Compreensão do problema - Ensinar o aluno a ler com atenção, identificar o que se pede e quais dados estão disponíveis.
Perguntas úteis: “O que o problema está pedindo?”, “Quais informações eu tenho?”
Planejamento da solução - Incentivar o aluno a pensar antes de agir.
Estratégias: fazer um desenho, montar um esquema, escrever uma hipótese, buscar um padrão, dividir o problema em partes menores.
Execução da estratégia - Aplicar o plano pensado, com calma e atenção.
O erro aqui não é um fracasso, mas uma oportunidade de reavaliar a abordagem.
Verificação e reflexão - Após a resolução, conferir o resultado e refletir: 
“A resposta faz sentido?”, “Existe outra forma de resolver?”
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Ensinar resolução de problemas vai muito além de aplicar exercícios prontos — trata-se de desenvolver no aluno a capacidade de pensar criticamente, analisar situações e construir soluções de forma ativa, criativa e reflexiva.
Estratégias didáticas para desenvolver essa habilidade:
Problemas abertos (com várias soluções possíveis).
Discussões em grupo (alunos explicam como pensaram, comparam métodos).
Modelagem pelo professor (mostrar em voz alta como ele pensa para resolver).
Uso de contextos reais (problemas ligados à vida cotidiana ou à comunidade escolar).
Ensino por investigação (o aluno parte de uma dúvida e pesquisa para encontrar respostas).
Benefícios:
Desenvolve autonomia.
Estimula pensamento crítico e criativo.
Promove aprendizagem significativa.
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ABORDAGENS DE ENSINO-APRENDIZAGEM CONSTRUTIVISTAS E CENTRADAS NO ALUNO 
QUAL É A VISÃO CONSTRUTIVISTA DE APRENDIZAGEM? 
A essência da teoria construtivista é a ideia de que os alunos devem descobrir e transformar individualmente informações complexas se quiserem torná-las suas (SLAVICH; ZIMBARDO, 2012). 
A teoria construtivista vê os alunos constantemente verificando novas informações em relação às regras antigas e, então, revisando as regras quando elas não funcionam mais. Essa visão tem implicações profundas para o ensino porque sugere um papel muito mais ativo para os alunos em sua própria aprendizagem do que é típico em muitas salas de aula. 
PROCESSAMENTO TOP-DOWN 
O termo de top-down significa que os alunos começam com problemas complexos para resolver e, então, elaboram ou descobrem (com sua orientação) as habilidades básicas necessárias. Por exemplo, os alunos podem ser solicitados a escrever redações e só mais tarde aprender sobre ortografia, gramática e pontuação. 
Essa abordagem de processamento de cima para baixo é contrastada com a estratégia tradicional de baixo para cima, na qual as habilidades básicas são gradualmente transformadas em habilidades mais complexas. 
No ensino top-down, as tarefas com as quais os alunos começam são complexas, completas e autênticas, o que significa que não são partes ou simplificações das tarefas que se espera que os alunos executem, mas são as tarefas reais.
 
AINDA TEMOS:
INTERAÇÃO ENTRE PARES
 APRENDIZAGEM POR DESCOBERTA
APRENDIZAGEM AUTORREGULADA
ANDAIME 
 
Obrigada! 
Até o próximo encontro!
“
TERCEIRO ENCONTRO
METAS DE APRENDIZAGEM
Agrupamentos e diferenciação.
Motivando os alunos para a aprendizagem.
Ambientes de aprendizagem efetiva.
MODELO DE APRENDIZAGEM ESCOLAR DE CARROLL
O modelo destaca cinco variáveis principais:
Aptidão: o tempo que o aluno necessita para aprender um conteúdo.
Capacidade de entender a instrução: relacionada à linguagem, conhecimentos prévios e habilidades cognitivas.
Qualidade da instrução: clareza, organização, motivação e adequação ao nível dos alunos.
Tempo disponível para aprendizagem: tempo efetivo que o aluno tem para estudar.
Perseverança do aluno: esforço e motivação pessoal.
Esse modelo enfatiza que o fracasso escolar não está necessariamente relacionado à falta de inteligência, mas muitas vezes à falta de tempo adequado, estratégias pedagógicas eficazes ou instrução personalizada.
Um dos artigos mais influentes já publicados no campo da psicologia educacional foi um artigo de John Carroll intitulado “Um Modelo de Aprendizagem Escolar” (1963). Nele, ele descreve o ensino em termos de gerenciamento de tempo, recursos e atividades para garantir a aprendizagem do aluno.
Carroll propõe que a aprendizagem é uma função de (1) tempo realmente gasto na aprendizagem e (2) tempo necessário para aprender. O tempo necessário é um produto da aptidão, conhecimento prévio e capacidade de aprender; o tempo gasto depende do tempo disponível para o aprendizado, da qualidade do ensino e da perseverança do aluno.
O modelo proposto por John B. Carroll, em 1963, busca explicar a aprendizagem escolar por meio de uma equação simples, mas poderosa: o grau de aprendizagem depende da razão entre o tempo que o aluno realmente utiliza para aprender e o tempo que ele necessita para atingir o objetivo de aprendizagem. Segundo Carroll, todos os alunos são capazes de aprender, desde que lhes seja oferecido tempo suficiente e condições adequadas.
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MODELO QAIT DE SLAVIN
Qualidade de ensino - refere-se à clareza, estrutura e envolvimento das atividades propostas. A boa instrução deve ser compreensível, motivadora e bem organizada.
Níveis adequados de ensino - significa que o conteúdo e as tarefas devem estar alinhados às habilidades e conhecimentos prévios dos alunos.
Slavin (1995) descreveu um modelo com foco nos elementos alteráveis do modelo de Carroll, aqueles que o professor ou a escola podem alterar diretamente. É chamado de modelo QAIT, para qualidade, adequação, incentivo e tempo.
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Incentivo - diz respeito à motivação dos estudantes, que pode

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