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Ciclo menstrual. ➔ O início do ciclo menstrual se dá quando o endométrio descama (menstruação). ➔ Fase folicular: no primeiro dia da menstruação, há a liberação pulsátil de GnRH pelo hipotálamo, estimulando a adenohipófise a liberar FSH. Este hormônio atua no no ovário, maturando o folículo pré ovulatório. Dentro desse folículo há o ovócito primário (já nascemos com ele) que é maturado em ovócito secundário. O FSH também faz o folículo liberar estrogênio (feedback positivo), promovendo o espessamento do endométrio. Quando o estrogênio está alto há a inibição do FSH (feedback negativo). Como o ovócito secundário está maturado e o FSH inibido, a hipófise libera um pico de LH, responsável pela liberação do ovócito cerca de 36h após a liberação desse hormônio, gerando a ovulação. Esse período é chamado de período fértil. ➔ Enquanto na fase folicular inicial os baixos níveis de estrogênio exercem retroalimentação negativa sobre o GnRH, FSH e LH, na fase folicular tardia os níveis elevados de estrogênio somados ao nível crescente de progesterona causam o pico de LH. O FSH é suprimido pela inibina. ➔ Fase lútea: O LH faz o folículo estourado mudar de cor devido à presença de luteína - esse folículo surge só depois da ovulação e é chamado de corpo lúteo (ou amarelo). Esse corpo lúteo libera principalmente progesterona (feedback positivo), que prepara o útero para a gravidez, mas também produz um pouco de estrogênio. Quando a progesterona está alta há a inibição do LH (feedback negativo) e sem LH o corpo amarelo atrofia (se tornando corpo albicans ou brando), diminuindo a taxa de progesterona, que por sua vez, promove a descamação do endométrio, chamada menstruação. ➔ Enquanto na fase lútea inicial a combinação de estrogênio e progesterona inibe o FSH e o LH, na fase lútea tardia o estrogênio e a progesterona decaem quando o corpo lúteo degenera. As gonadotrofinas iniciam o desenvolvimento de um novo ciclo. OBS1: quando não há fecundação, ocorre a produção de ocitocina que induz no ovário a produção de prostaglandinas para regredir o corpo lúteo, uma vez que, para voltar a produção de FSH é necessário a remoção do feedback negativo da progesterona produzida pelo corpo lúteo. Essas prostaglandinas são responsáveis pela vasoconstrição das arteríolas endometriais, diminuindo o fluxo sanguíneo das células. Então elas morrem, gerando a descamação. OBS2: é a queda da progesterona e do estrogênio que ditam o “reset” do útero, e não a ocitocina. Alterações do ciclo menstrual . ➔ Falha no trabalho conjunto das células da teca e granulosa no ovário: se algo atrapalha a interconversão de hormônios (por exemplo, deficiência de FSH, falha da aromatase, resistência da célula da granulosa, ou excesso de LH estimulando muita produção de andrógenos) os andrógenos se acumulam, causando anovulação, hirsutismo, acne, oleosidade, alopecia androgênica… ➔ Menopausa ou falência ovariana: o ciclo “para” porque sem estrógeno não existe fase folicular → sem maturação folicular, não tem ovulação. ➔ Sobrepeso: diversos fatores relacionados à obesidade afetam a ovulação: ● Resistência insulínica e hiperinsulinemia: o excesso de peso frequentemente gera resistência à insulina. Para compensar, o pâncreas secreta mais insulina. A insulina em excesso atua nos ovários, estimulando as células da teca → aumentam a produção de andrógenos. Esses andrógenos deveriam ser convertidos em estrógeno pelas células da granulosa (via aromatase + estímulo do FSH). Mas, no contexto de sobrepeso/obesidade, o excesso de insulina atrapalha a granulosa. O excesso de LH (muito comum em mulheres obesas/SOP) intensifica ainda mais a produção androgênica. Resultado: andrógenos se acumulam → atrapalham a maturação folicular → anovulação. ● Aromatização periférica no tecido adiposo: o tecido adiposo tem aromatase que converte andrógeno em estrona (um tipo de estrogênio mais fraco que o estradiol). Esse estrógeno em excesso e de forma “irregular” gera um feedback negativo errado no eixo hipotálamo-hipófise, inibindo o FSH de forma desregulada, assim, o folículo não amadurece. ➔ Alterações fisiológicas no ciclo ➔ Alterações hormonais: endocrinopatias, endometriose, falha ovariana ➔ Anabolizantes Tratamentos . ➔ ACO ➔ Progestágenos ➔ TTO cirúrgico Esteroidogênese. ➔ A esteroidogênese é o processo pelo qual o organismo produz hormônios esteroides a partir do colesterol. Na mulher, ela ocorre principalmente: ● Nos ovários (células da teca e da granulosa do folículo ovariano) ● Na suprarrenal (zona fasciculada e reticular do córtex adrenal) ● Durante a gestação, também na placenta FSH ➔ As células da teca são responsáveis pela produção de androgênios (sob ação do LH). Elas captam o colesterol e transforma-o em androstenediona e testosterona. Esses andrógenos não são secretados diretamente para o sangue em grande quantidade, mas sim passados para as células da granulosa. As células da granulosa, então, convertem esse androgênio em estrogênio, através da enzima aromatase P450 (ação estimulada pelo FSH). ● É essa competência de converter androgênio em estrogênio que é avaliada quando há queda do FSH. O melhor folículo será o que aromatiza mais em menores níveis de FSH, ele que é selecionado. LH ➔ Atua nas células da teca, produzindo androgênios. ➔ É responsável pela rotura folicular (ovulação) e formação do corpo lúteo, produtor de progesterona. Por que o FSH é liberado de maneira controlada enquanto o LH faz um pico no meio do ciclo? Como é feito o controle desses hormônios? Ambos são controlados através da concentração de estrogênio no sangue. Só que o FSH passa a receber um feedback negativo conforme há aumento de estrogênio. Em contrapartida, o LH é estimulado pelo estrogênio, então seus níveis vão aumentando e ele vai ficando armazenado na hipófise até a hora que ele vai ser liberado todo de uma vez. No momento do ciclo em que tenho um pico de estrogênio -> 12/ 24h depois ocorre o pico de LH sendo liberado -> 12/ 24 depois há ovulação.