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CITOPATOLOGIA 
 
Prof. Natália Helena Mendes 
DOENÇAS INFECCIOSAS – TRATO 
GENITAL FEMININO 
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjW5suBlsvKAhWHIpAKHWN6De4QjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fwww.cursogratisonline.com.br%2Ffaculdade-unip-universidade-paulista%2F&psig=AFQjCNF-LS0HkyOquas2EHgd0rmXaIynxQ&ust=1454024621241705
DOENÇAS INFECCIOSAS – TRATO 
GENITAL FEMININO 
 Etiologia: 
 Bacteriana, fúngica, parasitária ou viral; 
 Assintomáticas, discretas e sintomáticas; 
 Desequilíbrio hormonal: alteração pH vaginal 
(3,8-4,2); 
 
 Microbiota vaginal: G. vaginalis, leveduras, E. 
coli, lactobacilos, difteróides, estreptococos, S. 
coagulase negativa, ocasionalmente positiva, 
Neisseria spp. (não patogênica), anaeróbicos, 
Enterococcus spp. 
MICROBIOTA VAGINAL 
 Lactobacillus vaginalis (bacilos de Döderlein) - 
É um bacilo que representa a flora bacteriana normal, 
fisiológica. 
 As enzimas do micro-organismo induzem à destruição 
proteolítica (citólise) das células epiteliais escamosas 
intermediárias ricas em glicogênio. 
 Este é metabolizado com a produção de ácido lático, 
responsável pelo pH ácido da vagina. 
 Ocorre predomínio de lactobacilos na fase lútea do ciclo 
menstrual, na gravidez e no início da menopausa. 
 Frequentes na menarca, raros antes e após a menopausa. 
 
LACTOBACILLUS VAGINALIS (BACILOS DE 
DÖDERLEIN) 
 Vaginose citolítica: 
 Inflamação sem infiltração leucocitária; 
 Lactobacillus spp. 
 Swab vaginal 
LACTOBACILLUS VAGINALIS (BACILOS DE 
DÖDERLEIN) 
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http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjimJLknK3LAhVBIJAKHebyA4QQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Ftextbookofbacteriology.net%2Fnormalflora_2.html&psig=AFQjCNFeO6o_kjj01y8pJypiEUH1QVVh9w&ust=1457393627445856
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjilNiwna3LAhUDHZAKHZ4aDJIQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fslideplayer.es%2Fslide%2F4664703%2F&psig=AFQjCNEj9QbNOqrPjAer-vc-vv3pHRckig&ust=1457393859799901
 Cocos - Em 30% dos casos correspondem a estreptococos. 
Essas bactérias se desenvolvem em pH alcalino 
 Streptococcus beta-hemolítico – principal causa de sepse e 
meningite bacteriana; 
 Saprófita; 
 10-40% mulheres gestantes; 
 Swab vaginal / anal / perianal 
 S. aureus – Correlacionado em choque séptico em usuárias de 
absorventes internos. 
COCOS GRAM-POSITIVOS 
DIAGNÓSTICO - CULTURA 
https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiDr4fenq3LAhXFEZAKHeHuDMEQjRwIBw&url=https%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FInfec%25C3%25A7%25C3%25B5es_perinatais_por_estreptococos_do_grupo_B&psig=AFQjCNFM0QT37s9WMr5QtiEsiLDEoeSjGA&ust=1457394229848519
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&ved=0ahUKEwiImpK9oK3LAhVFx5AKHW60DXYQjRwIBQ&url=http%3A%2F%2Fwww.ufjf.br%2Fmicrobiologia%2Ffiles%2F2013%2F05%2FAula-03-Cocos-Gram-positivos-Modo-de-Compatibilidade.pdf&psig=AFQjCNFnJwQZHS6G5_hnyLyYQy69_QUWzg&ust=1457394682042420
 Vaginite: 
 Inflamação da mucosa vaginal 
 1- Secreção espessa – com aparência de leite 
coagulado e prurido: pH 4,3 
 Swab vaginal 
 1 - Candida albicans 
 
2 - Trichomonas vaginalis 
DOENÇAS INFECCIOSAS – TRATO 
GENITAL FEMININO 
INFECÇÃO FÚNGICA 
CANDIDÍASE 
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CANDIDA SP 
 Fungo mais comum nas infecções do trato genital 
inferior é a Candida sp. 
 Este micro-organismo pode se associar ou não a 
sintomas como prurido e corrimento vaginal 
esbranquiçado, espesso e “em pedaços”. 
 A Candida aparece nos esfregaços sob a forma de 
pseudo-hifas e esporos redondos ou ovais. 
 As pseudo-hifas muitas vezes se dispõem abaixo de 
conjuntos de células epiteliais. 
 Conveniente examinar as margens do 
esfregaço; 
 A infecção por Candida sp. é associada 
geralmente a altas concentrações de 
neutrófilos; 
 Habitualmente há alterações celulares 
degenerativas (pseudoeosinofilia, halos 
perinucleares e retração da borda nuclear) e 
reativas (tumefação nuclear). 
 
CANDIDA SP 
CANDIDÍASE 
 Mais comumente causada pelo fungo Candida 
albicans; 
 Patógeno Oportunista; 
 Não é considerada DST; 
 Diagnóstico clínico; 
 Normal da flora gastrointestinal e vaginal. 
FATORES PRÉ DISPONENTES 
 Antibióticos; 
 Gravidez; 
 Diabetes; 
 Outras infecções (vírus HIV); 
 Deficiência imunológica; 
 Medicamentos como anticoncepcionais e 
corticoides; 
 Relação sexual desprotegida; 
 Vestuário inadequado 
 Duchas vaginais em excesso. 
 
SINTOMAS 
 Corrimento esbranquiçado e espesso; 
 Coceira; 
 Escoriações na região vulvar; 
 Coloração vermelha na vagina; 
 Em casos extremos, a candidíase pode causar 
úlceras; 
 Ardência ou dor ao urinar; 
 Dor durante as relações sexuais 
 Microscopia direta: exame direto à fresco; 
 Coloração de Gram 
 
 Cultura: 
 Ágar Sabouraud; 
 Ágar sangue; 
 Ágar cromogênico 
 
 Papanicolaou 
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 
https://en.wikipedia.org/wiki/Candida_albicans
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjizc-I8urKAhVBGZAKHYXTBDUQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fmundoeducacao.bol.uol.com.br%2Fdoencas%2Fcandidaou-candidiase.htm&psig=AFQjCNHP4OkqBxQjGM5nh9fbXu2rrJlNzA&ust=1455114457580381
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwivp6OC8-rKAhVIHpAKHbT7CXYQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fmagicnumbers-parussolo.blogspot.com%2F2011_06_01_archive.html&bvm=bv.113943665,d.Y2I&psig=AFQjCNGnXqi7bgi91747jSR8kKfZCJyccQ&ust=1455114737853139
CANDIDA CORADA PELO MÉTODO PAPANICOLAOU 
 Nistatina; 
 Miconazol; 
 Cetoconazol; 
 Itraconazol; 
 Caspofungina; 
 Anfotericina B; 
 Voriconazol; 
 5-fluocitosina 
 
TRATAMENTO 
TRICOMONÍASE 
TRICHOMONAS VAGINALIS 
 Protozoário que aparece nos esfregaços como 
estruturas redondas ou ovais; 
 O citoplasma geralmente cora cinza-azulado e 
pode conter grânulos vermelho-amarronzados. O 
núcleo é excêntrico, semitransparente, levemente 
basofílico, mal definido; 
 É importante visualizar o núcleo do parasita para 
diferenciá-lo principalmente de restos de 
citoplasma, muco e neutrófilos degenerados. 
TRICHOMONAS VAGINALIS 
 
 Exsudato purulento, acúmulos de neutrófilos se 
sobrepondo às células epiteliais degeneradas 
conhecidos como “balas de canhão”. 
 As alterações celulares degenerativas 
consistem em pseudoeosinofilia, halos 
perinucleares e tumefação nuclear. Pode 
ocorrer necrose celular representada por 
cariorrexe e cariólise. 
 
TRICHOMONAS VAGINALIS 
 
TRICHOMONAS VAGINALIS 
 
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiClKn9ya_LAhXKDJAKHS--DHwQjRwIBQ&url=http%3A%2F%2Fbvsms.saude.gov.br%2Fbvs%2Fpublicacoes%2Fatlas_citopatologia_ginecologica.pdf&psig=AFQjCNFxh-XRDMuId__JEcYm0aHKAoYvXw&ust=1457474432856229
TRICHOMONAS VAGINALIS 
 
 Parasita eucariota, flagelado, anaeróbio 
facultativo; 
 Tem quatro flagelos desiguais e uma membrana 
ondulante - mobilidade; 
 Existe em apenas uma única forma (trofozoíto), 
que é simultaneamente infecciosa e ativa. 
Contudo formas arredondadas com flagelos 
internalizados muito semelhantes a cistos, 
porém sem apresentarparede cística são 
comumente encontradas. Estas formas são 
conhecidas como pseudocistos. 
TRICHOMONAS VAGINALIS 
 
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiQ0M6syq_LAhVIh5AKHbgpDb4QjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fwww.phsource.us%2FPH%2FHELM%2FPH_Parasites%2FTrichomoniasis.htm&psig=AFQjCNGjT1aDoWpRYOJtHrLuMa86RTLUDw&ust=1457474652437954
 DST 
 Mulheres – Assintomáticas / poucos sintomas; 
 Corrimento abundante, coceira vaginal, disúria. 
 A maioria dos homens não apresentam sintomas; 
quando existe consiste em uma irritação peniana 
ou uretral. 
TRICOMONAS VAGINALIS 
 
 
 
 
 
 Tratamento 
 Metronidazol / tinidazol 
TRICOMONAS VAGINALIS 
 
 
 
Diagnóstico Laboratorial 
Exame direto à fresco: secreção vaginal / urina 
PCR – caro 
Papanicolaou – baixa sensibilidade 
TRICOMONAS VAGINALIS 
 
http://3.bp.blogspot.com/-oAcoG3nQxpc/TZzuti3l2FI/AAAAAAAARvE/uEnynWq0U0Y/s1600/Tricomoniase.jpg
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http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjTrZ-98-vKAhVGTJAKHVo8Cn0QjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DUJ3yjJmBhY8&psig=AFQjCNHErpEtDxxJoTGQUQupIZRBjI-CSg&ust=1455147167531305
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwj908upzq_LAhUDWpAKHc-OArkQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fwww.pathologyoutlines.com%2Ftopic%2Fcervixcytologytrichomonasvaginalis.html&psig=AFQjCNEVE8SyU0daO5yf4hyc5Nl5u3JE2w&ust=1457475722218954
 Vaginose bacteriana; 
 Inflamação e irritação perivaginal com 
corrimento 
 pH > 4,5 
 Secreção fina e homogênia/branco-acinzentada, 
aderente 
 Swab vaginal 
DOENÇAS INFECCIOSAS – TRATO 
GENITAL FEMININO 
G. vaginalis, Mycoplasma hominis, micro-
organismos facultativos e anaeróbicos (ex: 
Mobiluncus spp.) 
GARDNERELLA VAGINALIS 
 Cocobacilo que tem a propriedade de aderir ao 
citoplasma das células superficiais e 
intermediárias (células-guia). 
 Frequentemente associada a outras bactérias, 
constituindo o quadro conhecido como vaginose 
bacteriana. 
 O esfregaço não contém bacilos de Döderlein e há 
escassez de neutrófilos. 
GARDNERELLA VAGINALIS 
Cocobacilo gram-lábel 
Clue cells 
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiF6az91uvKAhXEH5AKHRifDp8QjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fwww.uaz.edu.mx%2Fhisto%2Fpathology%2Fed%2Fch_9b%2Fc9b_clue.htm&psig=AFQjCNFfHjtNsmGlOpeGK3emL6zzfhoW2A&ust=1455141583663793
DOENÇAS INFECCIOSAS – TRATO 
GENITAL FEMININO 
 Cervicite: 
 Neisseria gonorrhoeae 
 Chlamydia trachomatis 
 Swab endocervical 
 
 Doença inflamatória Pélvica (DIP); 
 Sintomas: variados depende do estágio e do 
agente etiológico; 
 N. gonorrhoeae, C. trachomatis, anaeróbicos, 
BGN, estreptococos e micoplasmas; 
 Material de drenagem cirúrgica - DIU ou secreção 
 
DOENÇAS INFECCIOSAS – TRATO 
GENITAL FEMININO 
CHLAMYDIA 
 Família – Chlamydiaceae: 
 4 espécie: C. trachomatis, C. psittaci, C. 
pneumoniae e C. pecorum 
 Patógenos mais frequente no ser humano; 
 Tracoma, uretrite, pneumonia, linfoma venéreo, 
psitacose; 
 Intracelulares obrigatório 
 Imóveis e Gram-negativas 
CHLAMYDIA TRACHOMATIS 
 Patógeno exclusivamente humano; 
 Mais comum agente bacteriano transmitido 
sexualmente. 
 No homem é responsável por 50% dos casos de 
uretrite não gonocócica; 
 Pode causar também proctite em homosexuais, 
conjuntivite, em geral associada a infecção genital 
através do contato genital-manual-ocular, 
linfogranuloma venéreo e infecção assintomática. 
 
 A clamídia é uma das causas da infertilidade 
masculina e feminina; 
 Período de incubação é de aproximadamente 15 
dias, fase em que é possível o contágio. 
 Processo infeccioso pode ser responsável pela 
obstrução das trompas e impedir o encontro do 
óvulo com o espermatozoide, ou então dar origem 
à gravidez tubária (ectópica), se o ovo fecundado 
não conseguir alcançar o útero. 
 
CHLAMYDIA TRACHOMATIS 
 Na mulher pode causar cervicite, uretrite, endometrite, 
salpingite, proctite, conjuntivite e linfogranuloma venéreo 
e infecção assintomática. 
 No colo uterino a JEC e o epitélio endocervical são os 
mais acometidos. 
 Ardência ao urinar e aumento do número de micções. 
 O corrimento amarelado - se assemelha a pus. 
 A infecção endocervical leva a contaminação de 60% dos 
recém-nascidos por parto vaginal, ocasionando 
conjuntivite de inclusão em 18 a 50% e pneumonia em 3 a 
15% dos lactentes. 
 
CHLAMYDIA TRACHOMATIS 
CERVICITE FOLICULAR 
 Condição inflamatória caracterizada pela 
proliferação de folículos linfóides com centros 
germinativos no estroma do colo uterino. 
 Pode ocorrer em qualquer idade, porém é mais 
comum em mulheres pós-menopausadas. 
Aproximadamente metade dos casos é 
associada com infecção por Chlamydia 
trachomatis. 
 A cervicite folicular é diagnosticada em cerca 
de 0,5% dos esfregaços cervicais. 
 Amostras citológicas: linfócitos em diferentes 
estágios de maturação predominantemente 
inativados e podem apresentar mitoses. 
 
 Identificam-se ainda macrófagos de corpos 
tingíveis (contendo linfócitos degenerados 
intracitoplasmáticos) e às vezes capilares. 
 
CERVICITE FOLICULAR 
COLETA MATERIAL CLÍNICO 
CHLAMYDIA TRACHOMATIS 
 Não realizar em período menstrual; 
 Não usar pomadas vaginais em 48 hs; 
 Não ter relações sexuais em 24 hs; 
 Não realizar exame ultrassonográfico 
transvaginal em 24 hs 
 Colher pela manhã; 
 Banho 
 
 Teste rápido 
 Swab ponta algodão; 
 Alginato de cálcio; 
 Dacron 
 
 Cultura: coleta em meio específico (dulbecco) 
 Coleta com ou sem espéculo 
COLETA MATERIAL CLÍNICO 
CHLAMYDIA TRACHOMATIS 
COLETA - CHLAMYDIA TRACHOMATIS 
 É recomendado o teste seja realizado logo após a 
coleta. 
 Se não for possível, colocar o swab em tubo de 
transporte seco - armazenado de 4 a 6 hs em 
temperatura ambiente ou 24 a 72 horas em 
geladeira; 
 A urina - armazenada por 24 horas em geladeira (2 a 
8ºC), não congelar. 
 Toda amostra deverá estar em temperatura 
ambiente antes do teste. 
 
 
 
COLETA - CHLAMYDIA TRACHOMATIS 
https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiguo63z6_LAhVDF5AKHfBmCrwQjRwIBw&url=https%3A%2F%2Fwww.lookfordiagnosis.com%2Fmesh_info.php%3Fterm%3Dchlamydia%2Btrachomatis%26lang%3D3&psig=AFQjCNFwxtC6sr5gt6xJCp4YstL_aK-2vw&ust=1457475978532866
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 
 Pesquisa de antígeno: Técnica imunoenzimática 
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiA0anKw-rKAhVIvJAKHVfcBagQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fwww.interlabdist.com.br%2Fprodutos%2Fmostra_produto%2F484%2Ckit-para-detecaao-do-antageno-de-clamadia&psig=AFQjCNEH692mU85I7AhrwUrdH47Xq0f1zQ&ust=1455102017195163
 Cultura de células; 
 
 Sorologia; 
 
 Técnicas moleculares – PCR (Pesquisa de DNA) 
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 
NEISSERIA GONORRHOEAE 
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwi43uuG7OrKAhUHgZAKHZ2dC_4QjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fwww.sciencepicture.co%2Fimages%2F1523%2FNeisseria-gonorrhoeae-Bacteria.html&bvm=bv.113943665,d.Y2I&psig=AFQjCNGap6cU_qrNp2b2oZtjWvLmIKMSpA&ust=1455112868106098
 1879 – Albert Neisser; 
 Diplococo gram-negativo; 
 Sem cápsula; 
 Sensível a condições ambientais; 
 DST; 
 Único hospedeiro: homem; 
 Não fermentador 
 
 
NEISSERIA GONORRHOEAE / GONOCOCO 
 
 Múltiplos parceiros; 
 
 Jovens: 15-24 anos; 
 
 
 Rn: aplicação profilática: nitrato de prata / 
eritromicina 
NEISSERIA GONORRHOEAE / GONOCOCOhttp://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiYveDp6-rKAhULI5AKHRxRCeIQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fwww.cdc.gov%2Famd%2Fproject-summaries%2Ftreating-gonorrhea-threat.html&bvm=bv.113943665,d.Y2I&psig=AFQjCNEL7HXGEZoILQW7CHYFk2ogdnN0Vw&ust=1455110716901990
INFECÇÕES GONOCÓCICAS 
 Mulheres – cervicite (10 – 20% evolui para DIP), 
corrimento urinário, disúria (50% assintomáticas); 
 Homens – uretrite: corrimento purulento, disúria e 
algúria; 
 A infecção pode se estender para próstata, vesícula 
seminal e epidídimo; 
 RN: conjuntiva – oftamia neonatal 
 Proctite, faringite: assintomáticas ou infecções 
brandas 
 Bacterioscópico - coloração de Gram 
 Secreções: uretral, cervical, orofaríngea,retal 
ou conjuntival; 
 Homem: urina 1°jato 
 
 DGN: início da doença: fagocitados 
 
 Mulheres - material clínico presença de DGN. 
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 
NEISSERIA GONORRHOEAE / GONOCOCO 
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiAprbU4urKAhVJQ5AKHewUAlMQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fmicrobeonline.com%2Fneisseria-gonorrhoeae-properties-disease-pathogenesis-and-laboratory-diagnosis%2F&psig=AFQjCNFtwxePp5MjkpEgLn2TpD0C0J0clw&ust=1455110348735553
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjvooLr4urKAhXHIJAKHfNZD-gQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fwww.medscape.com%2Fviewarticle%2F804612&psig=AFQjCNFtwxePp5MjkpEgLn2TpD0C0J0clw&ust=1455110348735553
NEISSERIA GONORRHOEAE / GONOCOCO 
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjm-tuO5OrKAhWDfZAKHSv_CgYQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fhit-micrscopewb.hc.msu.edu%2FMicrobiology%2FLab%2FS2-Geni_Image_21.html&bvm=bv.113943665,d.Y2I&psig=AFQjCNEL7HXGEZoILQW7CHYFk2ogdnN0Vw&ust=1455110716901990
 Meio seletivo em Thayer-Martin (vancomicina, 
colistina e trimetropim / nistatina); 
 
 35 – 37°C; 
 
 5% CO2; 
 
 Colônias suspeitas 0,5 – 1 mm: Coloração de 
Gram, tiras de oxidase, catalase 
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 
NEISSERIA GONORRHOEAE / GONOCOCO 
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TRATAMENTO 
 Cefalosporinas amplo espectro; 
 
 Esquema duplo: fluoriquinolonas e eritromicina; 
 
 Ampicilina e tetraciclina: não são mais 
recomendadas 
VÍRUS HERPES GENITALIS 
 DST 
 Contato sexual (inclusive sexo oral), contato 
direto c/ lesões ou c/ objetos contaminados; 
 Vírus DNA 
 Agente etiológico: Herpes vírus tipo 2 (85%) 
 15% Herpes vírus tipo 1 
 Quadro infeccioso primário: assintomático, 
febre, mialgia e cefaléia; 
 
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VÍRUS HERPES GENITALIS 
 Exame clínico : 
 Fase aguda: Vulva: Lesões cutâneas e mucosas 
sob a forma de pápulas ou vesículas que se 
rompem na sua evolução, com consequente 
desenvolvimento de erosões. 
 Colo do útero as lesões são menos evidentes. 
 
ALTERAÇÕES CELULARES 
 Esfregaço: alterações nas células escamosas 
parabasais, metaplásicas imaturas e 
endocervicais; 
 
 Citomegalia (aumento da célula como um todo) e 
cariomegalia (aumento nuclear); 
 
 Núcleo: aspecto fosco, devido a alterações da 
estrutura cromatina e membrana nuclear espessa. 
 
VÍRUS HERPES GENITALIS 
 
 
 Multinucleação com amoldamento nuclear e às vezes 
inclusões intranucleares. O citoplasma é denso, 
opaco, devido a alterações do citoesqueleto e à 
necrose por coagulação. 
 
VÍRUS HERPES GENITALIS 
ALTERAÇÕES CELULARES 
VÍRUS HERPES GENITALIS 
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VÍRUS HERPES GENITALIS 
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CASO CLÍNICO - 1 
1 – Uma mulher 19 anos, procurou o 
ginecologista devido à ocorrência de dor na parte 
inferior do abdome de 2 dias de duração e 
corrimento vaginal amarelado e purulento há 4 
dias, por ocasião do último dia do período 
menstrual. Teve relação sexual com 2 parceiros 
no mês anterior, e um novo parceiro 10 dias 
antes de comparecer a consulta. Estado febril: 
37,5°C, hipersensibilidade no exame pélvico 
lado E e D, dor ao urinar. 
 O médico solicitou exame de cultura para 
bactérias de secreção vaginal que após 7 dias 
obteve-se resultado Negativo. 
 Cultura para Neisseria gonorrhoeae – 
NEGATIVA 
 Qual micro-organismo poderíamos suspteitar? 
 
CASO CLÍNICO - 1 
 RESPOSTA CASO 1 
 Cultura de células: Chlamydia trachomatis – 
POSITIVA 
 Diagnóstico: DIP – Salpingite – inflamação do 
útero, trompas uterinas e tecidos em anexos. 
CASO CLÍNICO 
 2 – Mulher 28 anos, corrimento vaginal 
abundante, coloração cinza-esbranquiçado, 
fina e homogênia, odor fétido há 6 dias. 
Paciente sexualmente ativa, único parceiro. 
Exame pélvico normal. 
 pH Vaginal: 5,5 (elevado) 
CASO CLÍNICO 
 O médico solicitou alguns exames laboratoriais 
e obteve os seguintes resultado: 
 Bacterioscópico: células epiteliaIs com a 
presença de clue cells 
 Ausência de polimorfonuclear 
 Ausência de flora bacteriana 
CASO CLÍNICO - 2 
Resposta: 
 Vaginose bacteriana 
 Gardnerella vaginalis 
 
CASO CLÍNICO - 2 
 Paciente com 29 anos procurou seu ginecologista 
com sintomas: corrimento esbranquiçado, 
espesso, prurido intenso, irritação vulvovaginal e 
disúria. 
 Relata usar calça apertada e anticoncepcional 
com frequência. 
 O médico solicitou cultura, bacterioscópico e 
exame direto á fresco. 
 Qual micro-organismo está associado com esses 
sintomas? O que se espera encontrar nesses 
exames pedido pelo médico? 
CASO CLÍNICO - 3