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RESUMO
TEMA 2. VETORES E ESPAÇOS VETORIAIS
Espaço vetorial
💡 O que é um Espaço Vetorial?
Um espaço vetorial é um conjunto de objetos (chamados vetores) que obedece a duas regras principais envolvendo:
1. Adição de vetores
2. Multiplicação de vetores por números reais (escalares)
✅ Condições para ser Espaço Vetorial
Um conjunto V é considerado um espaço vetorial se:
· Fechamento pela adição: Se você pegar dois vetores u e v que estão em V, a soma deles (u + v) também deve estar em V.
· Fechamento pela multiplicação por escalar: Se você pegar um vetor u em V e multiplicar por um número real k, o resultado (ku) também deve estar em V.
Isso quer dizer que ao fazer essas operações, você continua dentro do conjunto.
🌐 Exemplos de Espaços Vetoriais
· Vetores no plano ou espaço tridimensional:
· R² = todos os pares (x, y) onde x e y são reais
· R³ = todos os trios (x, y, z) onde x, y e z são reais
· Matrizes com elementos reais
· Funções reais de variável real
🧪 Exemplos Práticos
🟥 Exemplo 1 – NÃO é espaço vetorial
Conjunto C = {(x, 5) | x real}
Verificamos:
· Soma de dois vetores (por exemplo, (2,5) + (3,5) = (5,10)) → não está no conjunto
· Multiplicação por escalar (ex: 2 × (2,5) = (4,10)) → também não está no conjunto
👉 Não é fechado para adição nem multiplicação por escalar → C não é espaço vetorial
✅ Exemplo 2 – É espaço vetorial
Conjunto M = todas as matrizes 2x2 com elementos reais
Verificamos:
· Soma de duas matrizes ainda é uma matriz 2x2 com reais
· Multiplicação de uma matriz por um número real também resulta em outra matriz 2x2 com reais
👉 É fechado para ambas operações → M é espaço vetorial
Vetores e Operações Básicas
🔹 1. Tipos de Grandeza
· Grandeza Escalar
É definida apenas por um valor (módulo).
👉 Exemplos: Temperatura, massa, tempo.
· Grandeza Vetorial
Precisa de valor, direção e sentido para ser completamente definida.
👉 Exemplos: Velocidade, força, aceleração.
🔹 2. O que é um Vetor?
· Um vetor é representado como uma seta.
· Possui:
· Módulo (tamanho)
· Direção (linha de ação)
· Sentido (para onde aponta)
Dois vetores com mesmo módulo, direção e sentido são iguais (mesmo que estejam em lugares diferentes).
🔹 3. Como Representar Vetores?
· No plano (R²):
Representado como um par (x, y) de números reais.
👉 Exemplo: vetor (3, 4)
· No espaço (R³):
Representado como um trio (x, y, z) de números reais.
👉 Exemplo: vetor (1, 2, 5)
🔹 4. Segmento Orientado
· É uma seta que começa num ponto (origem) e termina em outro (extremidade).
· Vetores AB e BA têm:
· Mesmo módulo e direção
· Mas sentidos opostos ⇒ são vetores diferentes
Definição de espaço vetorial:
Um conjunto é um espaço vetorial (sobre os reais, por exemplo) se satisfaz as seguintes propriedades:
1. Fechamento para adição:
2. Fechamento para multiplicação por escalar:
3. Existe o vetor nulo
4. Para cada .
Essas condições garantem que a subtração também seja fechada, já que:
e como .
Operações Básicas com Vetores
🔹 O que são vetores?
Vetores são conjuntos de números reais organizados em ordem, que representam uma posição ou direção no espaço.
Exemplo:
No plano (R²): vetor u = (3, 2)
No espaço (R³): vetor v = (1, 4, 0)
🔹 1. Igualdade entre vetores
Dois vetores são iguais quando todos os seus elementos (componentes) são iguais.
Exemplo:
u = (4, 5, 0, 3)
v = (4, 5, 0, 3)
✅ u = v
🔹 2. Adição de vetores
Somamos cada componente de dois vetores.
Exemplo:
u = (1, 2), v = (3, 4)
u + v = (1+3, 2+4) = (4, 6)
🔹 3. Multiplicação por número real (escalar)
Multiplicamos cada componente do vetor por um número real.
Exemplo:
u = (2, 5), k = 3
k·u = (3·2, 3·5) = (6, 15)
🔹 4. Propriedades importantes
· Associativa da adição: (u + v) + w = u + (v + w)
· Comutativa da adição: u + v = v + u
· Elemento neutro (zero): u + 0 = u
· Elemento oposto: u + (–u) = 0
· Distributiva (vetor): k(u + v) = ku + kv
· Distributiva (número): (k + h)u = ku + hu
· Associativa da multiplicação: k(hu) = (kh)u
· Elemento neutro da multiplicação: 1·u = u
🔹 5. Subtração de vetores
Subtrair vetores é o mesmo que somar com o oposto: u – v = u + (–v)
🔹 6. Exemplo resolvido
Para u = v, os componentes devem ser iguais:
📌 Resolvendo:
Da equação (2):
Substitui na (1):
Agora:
Atenção: Este exercício só foi possível porque o primeiro componente, que vale 4, e o terceiro, que vale 0, eram iguais nos dois vetores. Se um dos dois fosse diferente, o exercício seria impossível.
O conceito de vetor no plano e no espaço
O que é um vetor no plano e no espaço?
· Vetores são setas que representam grandezas com direção e sentido, como força e velocidade.
· Eles são muito usados em Geometria Analítica e podem estar:
· No plano → R² (2 dimensões) – com dois valores: (x, y)
· No espaço → R³ (3 dimensões) – com três valores: (x, y, z)
🔹 Como os vetores são representados?
· Por um segmento de reta orientado (uma seta com início e fim).
· Para saber a posição e orientação do vetor, usamos o sistema cartesiano (eixos x, y, z).
🔹 Por que direção e sentido são importantes?
· Porque em muitas aplicações (como física e engenharia), é essencial saber para onde e em que direção algo está agindo.
· Por isso, usamos vetores unitários, que indicam apenas direção e sentido, com módulo igual a 1
✅ 2. Sistema de coordenadas
· Usamos o sistema cartesiano para localizar vetores:
· No R², temos os eixos x (horizontal) e y (vertical).
· No R³, usamos três eixos: x, y e z (profundidade).
· A origem (0,0) ou (0,0,0) é o ponto de referência inicial.
✅ 3. Coordenadas de um ponto
· Um ponto P(x, y, z) indica a posição no espaço, com base nas distâncias até os planos formados pelos eixos.
· Em R²: o ponto é P(x, y).
· Se estiver "antes" da origem, o valor da coordenada é negativo.
✅ 4. Coordenadas de um vetor
· Para encontrar as coordenadas de um vetor, segundo a notação de Grassmann, basta calcular:
· Extremidade – origem (extremidade menos a origem)
· Exemplo: se um vetor vai de A(2,3,−1) até B(0,2,1), então:
· Vetor u = B − A = (−2, −1, 2)
✅ 5. Projeções do vetor
· Um vetor pode ser "quebrado" em componentes ao longo dos eixos:
· No R²: (vx, vy)
· No R³: (vx, vy, vz)
· Se a projeção for contra o sentido do eixo, o valor será negativo.
✅ 6. Notação de Grassmann
· Usamos para calcular vetores com base nos pontos extremos:
·
· Se a origem for o ponto (0,0,0), o vetor é igual ao ponto final:
✅ 7. Representação em forma de matriz (coluna)
Podemos representar o vetor como:
No R², simplesmente tiramos a última linha (vz).
Exemplo 1. Represente no sistema cartesiano os pontos P(1,2),Q(−1,2) e R(1,−1).
Exemplo 2. Represente no sistema cartesiano os vetores:
a) com ponto inicial no ponto (1,2);
b) ) com ponto inicial no ponto (1,0);
c) com ponto inicial no ponto −1,2).
Exemplo 3. Determine as coordenadas do vetor u que tem origem no ponto A(2,3,−1) e extremidade no ponto B(0,2,1). Determine também o vetor v=−u.
Usando a notação de Grassmann:
Como poderia também se usar a propriedade de multiplicação por real.
Módulo ou norma de um vetor
🔹 O que é o módulo (ou norma) de um vetor?
É o tamanho do vetor, ou seja, o "comprimento" do segmento de reta que o representa. É indicado por ou simplesmente .
🔹 Como calcular o Módulo ou norma de um vetor?
Se um vetor v tem componentes vx, vy e vz, então usamos a fórmula do Teorema de Pitágoras:
No espaço (R³):
No plano (R²):
🔹 Exemplo:
Se , então:
Se , então:
🔹 Desigualdade Triangular
Diz que o tamanho da soma de dois vetores é sempre menor ou igual à soma dos tamanhos deles:
É como no triângulo: um lado nunca é maior que a soma dos outros dois.
Desta desigualdade podemos definir outras:
a) Se substituirmos por −
Então:
a) Se substituirmos por −
Operações básicas no plano ou no espaço
📌 Multiplicação de um vetor por um número real
· Quando multiplicamos um vetor por um número real (k), obtemos um novo vetor:
· Mesma direção;
· Mesmo sentido, se k > 0;
· Sentido oposto, se k 1;
· Menor, se |k|Para determinar o tamanho final da matriz resultante de uma multiplicação de matrizes, você precisa analisar o número de linhas da primeira matriz e o número de colunas da segunda matriz. A matriz resultante terá o mesmo número de linhas da primeira matriz e o mesmo número de colunas da segunda matriz.
Em outras palavras:
Matriz A (m x n): Tem m linhas e n colunas.
Matriz B (n x p): Tem n linhas e p colunas.
Matriz resultante (C): Será uma matriz de tamanho m x p.
Exemplo: Se você tem uma matriz A de tamanho 2x3 e uma matriz B de tamanho 3x2, então a matriz resultante (A x B) terá o tamanho 2x2.
Passos para calcular cada elemento pij:
1. Pegue a linha i da 1ª matriz e multiplique pela a coluna j da 2ª matriz.
2. Some os produtos.
Exemplo explicado passo a passo: Calcule P=M.N, sabendo que
Produto P=M.N → será 2x2
(1) Linha 1 × Coluna 1:
(2) Linha 1 × Coluna 2:
(3) Linha 2 × Coluna 1:
(4) Linha 2 × Coluna 2:
Resultado final:
🔁 5. Transposição de matriz
· Trocar linhas por colunas.
· Se M é m×n, então MT é n×m.
Exemplo:
Seja a Transposta será:
📌 6. Propriedades importantes
· (em geral, multiplicação de matrizes não é comutativa).
· , onde I é a matriz identidade.
· , onde 0 é matriz nula (resulta em uma matriz nula de mesma ordem que M)
· Distributiva:
· Associativa:
· Transposta do produto:
· Transposta da soma:
· Transposta de uma constante multiplicada por uma matriz: , com k real
· Transposta de transposta:
Exemplo (transposta do produto): Calcule , sabendo que e
1. Opção 1: Primeiro calcule P=MN, depois transponha:
Resultado:
2. Opção 2: Obter inicialmente as matrizes transposta e posteriormente executar a multiplicação:
Assim:
→ resultado será o mesmo!
3. Cálculo de determinantes de uma matriz
✅ Determinantes de uma Matriz
· Definição: O determinante é um número real associado a matrizes quadradas (mesmo número de linhas e colunas).
· Notação: Se a matriz é A, o determinante é escrito como det(A) ou |A|.
· Importância: Tem grande aplicação em Álgebra Linear e Geometria Analítica.
· Resultado possível: Pode ser positivo, zero ou negativo.
· Cálculo para ordem✅3. Inversa de um número vezes a matriz:
, com
💡 Exemplo:
Se: e
Então:
Logo:
✅4. Inversa da transposta:
💡 Exemplo:
Se: Calcule , sabendo que :
✅5. Inversa de uma matriz identidade:
💡 Exemplo:
Se:
✅ 6. Inversa da inversa
💡 Exemplo:
Se:
TEMA 6 - SISTEMAS DE EQUAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES LINEARES
1. Sistemas de equações lineares
Sistema de Equações Lineares
🔹 O que é uma equação linear?
· É uma equação que envolve variáveis (x₁, x₂, ..., xₙ) com expoente igual a 1.
· Forma geral:
· Onde:
· incógnitas (ou variáveis)
· : coeficientes reais
· b: termo independente
❗ O que NÃO é equação linear?
· Quando as variáveis têm expoente diferente de 1.
Exemplo:
· xy=3 → não são lineares
· → não são lineares
🔹 O que é um sistema de equações lineares?
· Sistema de equações lineares é um conjunto de equações, onde as incógnitas são lineares ou seja elevadas a expoentes iguais a 1 e representam retas no plano cartesiano.
· É um conjunto de equações lineares que compartilham as mesmas variáveis.
· Forma geral com m equações e n incógnitas:
· A solução de um sistema de equações lineares é o conjunto de valores reais ordenados que satisfazem simultaneamente todas as equações do sistema.
· Este conjunto é denominado de conjunto solução ou solução geral do sistema.
🔹 Representações do sistema:
· Forma matricial: O sistema linear pode ser representado por um produto matricial: , onde:
· A é a matriz dos coeficientes ou matriz incompleta ou matriz do sistema
· X é a matriz das variáveis ou das incógnitas
· B é a matriz dos termos independentes
· Quando todos os termos independentes do sistema forem nulos, o sistema é dito homogêneo.
· Matriz completa: É aquela que inclui os coeficientes das incógnitas e os termos independentes do sistema. (usada em métodos como escalonamento).
Exemplo: Considere o seguinte sistema de equações:
· A matriz dos coeficientes (matriz incompleta):
· A matriz completa:
🔹 Classificação dos sistemas de acordo com as suas soluções:
Tipo
Característica
Interpretação geométrica
Possível e Determinado
Uma única solução
Retas ou planos se cruzam num único ponto
Possível e Indeterminado
Infinitas soluções
Retas ou planos coincidem (infinitos pontos em comum)
Impossível
Nenhuma solução
Retas ou planos não se cruzam
Na solução de sistemas de :
· Duas variáveis: cada equação representa uma reta.
· Três variáveis: cada equação representa um plano.
🔹 Métodos básicos de resolução:
· Substituição: Isola uma variável em uma equação e substitui na outra.
· Adição (ou cancelamento): Soma ou subtrai equações para eliminar uma variável.
✅ Para sistemas simples (até 3 variáveis), esses métodos são rápidos e fáceis.
🔍 Exemplo: Analise o sistema:
· Passo 1: Isolar uma variável (método da substituição)
Escolhemos a 1ª equação para isolar o y:
· Passo 2: Substituir o valor de y na outra equação
Pegamos a 2ª equação:
Substituímos
· Passo 3: Encontrar o valor de y
Substituímos x=3 na fórmula que encontramos para y:
· Resposta Final:
A solução do sistema é:
📌 Tipo de sistema: possível e determinado
📌 Interpretação geométrica: duas retas que se cruzam em um único ponto.
🔍 Exemplo: Analise o sistema:
· Passo 1: Igualar os coeficientes de uma das variáveis
Para igualar os coeficientes, podemos multiplicar a equação (1) por 3:
(nova equação 1)
· Passo 2: Subtrair as equações para eliminar uma variável
· Passo 3: Substituir o valor de y em uma das equações para encontrar x
0/3
📌 Solução:
📌 Classificação do sistema: O sistema é possível e determinado (existe uma única solução).
🔍 Exemplo: Analise o sistema:
· Passo 1: Igualar os coeficientes de uma das variáveis
Escolhemos eliminar o y.
Note que:
· Na equação (1), o coeficiente de y é 1;
· Na equação (2), o coeficiente de y é 2.
Para igualar os coeficientes, podemos multiplicar a equação (1) por -2:
(nova equação 1)
Agora temos:
· Passo 2: Subtrair as equações para eliminar uma variável
Subtraímos (1') da (2):
🚨 Conclusão: A equação é falsa, o que significa que não existe solução para esse sistema.
Classificação do sistema: Esse é um sistema impossível — não possui solução.
2. Métodos de resolução para obter a solução dos sistemas de equações lineares
📌 Introdução
· Métodos como substituição e cancelamento funcionam bem apenas para sistemas pequenos (com duas variaveis).
· Para sistemas maiores, usamos métodos mais robustos:
· Eliminação de Gauss-Jordan
· Regra de Cramer
🎯 Método da eliminação de Gauss-Jordan
O método da eliminação de Gauss-Jordan é usado para resolver um sistema de equações lineares transformando a matriz aumentada do sistema em uma forma simplificada, chamada de matriz identidade (ou forma escalonada reduzida).
📌 Etapas do método:
Suponha que temos um sistema de equações. A ideia é escrever esse sistema como uma matriz aumentada e aplicar operações nas linhas até obter a solução.
✅ Passo 1: Escreva a matriz aumentada
Transforme o sistema de equações em uma matriz, onde a última coluna representa os resultados das equações.
Exemplo: Seja o sistema:
Matriz aumentada:
✅ Passo 2: Use operações nas linhas para formar a identidade na parte esquerda da matriz
As operações permitidas:
· Trocar duas linhas de lugar
· Multiplicar uma linha por um número diferente de zero
· Somar ou subtrair múltiplos de uma linha de outra
Objetivo: transformar a matriz aumentada em algo assim:
Assim, saberemos que:
✅ Passo 3: Comece com o pivô (o 1 no topo da primeira coluna)
· Deixe o pivô igual a 1 (se já não for)
· Zere os outros elementos na mesma coluna usando somas e subtrações de linhas
· Vá fazendo isso para as colunas seguintes
💡 Exemplo: Resolva o sistema:
· Matriz aumentada:
· Etapa 1: Usar a 1ª linha para zerar o 2 abaixo do pivô (coluna 1)
Subtrair 2 × L1 da L2: L2 = L2 - 2 × L1
· Etapa 2: Zerar o 1 acima do pivô da 2ª coluna (na L1)
Subtrair L2 da L1: L1 = L1 - L2
· Resultado: Matriz identidade na esquerda
✅ Vantagens do método Gauss-Jordan:
· Dá a solução direta do sistema
· Pode ser usado para resolver sistemas com muitas variáveis
· Funciona bem para implementação em computadores
✅ Resumo das Etapas do Método de Gauss-Jordan
1. Achar o primeiro pivô (primeiro número ≠ 0).
2. Trocar linhas, se necessário, para que o pivô fique na linha de cima.
3. Tornar o pivô igual a 1, dividindo a linha por ele.
4. Zerar os outros elementos da coluna do pivô com operações entre linhas.
5. Repetir o processo para as outras linhas (de cima para baixo).
6. Depois, voltar de baixo para cima para zerar elementos acima dos pivôs → vira escalonada reduzida.
🎯 Regra de Cramer
· Método usado para resolver sistemas lineares com o mesmo número de equações e incógnitas.
· Usa determinantes para encontrar os valores de x, y, z etc.
✅ Vantagens
· Resolve o sistema diretamente com fórmulas usando determinantes.
❌ Desvantagens
· Cálculo dos determinantes pode ser mais trabalhoso do que usar o método de Gauss-Jordan.
· Não fornece o conjunto de soluções quando o sistema é indeterminado.
🧩 Etapas da Regra de Cramer
1. Montar a matriz incompleta (só os coeficientes das variáveis).
2. Calcular o determinante dessa matriz → chama-se Δ
3. Criar uma nova matriz para cada variável, trocando a coluna correspondente pelos termos independentes.
4. Calcular os determinantes dessas novas matrizes: .
5. Calcular os valores das variáveis:
🔎 Classificação do Sistema
· 1º caso: → sistema possível e determinado (uma única solução).
· 2º caso: → sistema possível e indeterminado (infinitas soluções).
· 3º caso: e pelo menos um dos outros ou ou → sistema impossível (sem solução).
✏️ Exemplo: Resolva o sistema de equações:
🔹 Passo 1: Montar a matriz dos coeficientes
A=
🔹 Passo 2: Calcular o determinante principal Δ
Aplicando a regra de Sarrus (para 3x3):
🔹 Passo 3: Calcular Δx
Trocar a 1ª coluna pelos termos independentes [1,5,3]:
Fazendo o cálculo:
🔹 Passo 4: Calcular Δy
Trocar a 2ª coluna pelos termos independentes:
Fazendo ocálculo:
🔹 Passo 5: Calcular Δz
Trocar a 3ª coluna pelos termos independentes:
Fazendo o cálculo:
✅ Resposta final:
🔎 Observação sobre sistemas homogêneos
· Se todos os termos independentes forem zero, temos um sistema homogêneo.
· Se : única solução é trivial →
· Se : sistema possível e indeterminado (infinitas soluções)
3. Conceito de transformação linear no plano
· Transformação entre Espaços Vetoriais:
É uma função que relaciona vetores de um espaço vetorial V com vetores de outro espaço vetorial W.
· Notação: Uma transformação de V em W é escrita como:
· Transformação Linear:
É uma transformação que obedece duas propriedades importantes:
1. Aditividade:
Ou seja, aplicar a transformação na soma de dois vetores é o mesmo que somar as transformações de cada um separadamente.
2. Homogeneidade (ou multiplicação escalar):
Ou seja, aplicar a transformação em um vetor multiplicado por um escalar é o mesmo que multiplicar a transformação do vetor por esse escalar.
📌 Exemplos Explicados
🔹 Exemplo 1: Transformação Linear simples
Seja T : R2 → R2, definida por:
Passo a passo para verificar se é linear:
1. Verificando Aditividade
Tome dois vetores quaisquer:
✅ Aditividade satisfeita.
2. Verificando Homogeneidade
✅ Homogeneidade satisfeita.
🔎 Conclusão: Essa transformação é linear.
🔹 Exemplo 2: Transformação que não é linear
Seja
Vamos testar a aditividade com os mesmos vetores:
❌ Não são iguais → não é aditiva → não é linear.
Exemplo 1: Determine a imagem de , obtida por meio da Transformação , onde a Matriz canônica de T é dada por .
Objetivo: Determinar a imagem do vetor , por meio da transformação T.
· Passo 1: Entenda o que a matriz faz
A matriz associada a uma transformação linear nos diz como essa transformação age sobre qualquer vetor do plano.
Neste caso, a matriz é: .
Essa é uma matriz diagonal, onde os elementos da diagonal principal são todos iguais a 2. Isso significa que essa transformação multiplica todos os vetores por 2, ou seja, duplica seu tamanho sem mudar a direção.
Isso é chamado de expansão uniforme (ou homotetia) com fator 2.
· Passo 2: Usar multiplicação de matriz por vetor
Sabemos que a imagem de um vetor por T é dada por:
Substituímos a matriz A e o vetor :
· Passo 3: Fazer a multiplicação
Multiplicamos a matriz pelos componentes do vetor, da seguinte forma:
· Resposta final:
A transformação multiplicou x e y por 2:
· De (3,5) → para (6,10)
· O vetor ficou duas vezes maior, mantendo a mesma direção
Exemplo 2. Seja um triângulo no plano cartesiano com vértices nos pontos , e C(0,1). Determine a área da figura formada pelo triângulo após aplicarmos o operador linear representado pela matriz canônica .
· Passo 1: Área do triângulo original
· Passo 2: Entender o efeito da transformação
Multiplica todas as coordenadas por 2, ou seja, duplica o comprimento de qualquer vetor no plano.
· Calcular o determinante da matriz .
· Passo 4: Calcular a nova área
A nova área é:
· Resposta final:
A área do triângulo depois da transformação é: 2 unidades2
🎯 O que são transformações lineares no plano?
São regras que transformam pontos no plano cartesiano de uma forma matematicamente controlada, usando matrizes.
· Exemplo: Um ponto vira outro ponto após a aplicação da matriz.
🎯 Transformações Geométricas Especiais com Matrizes
a) Rotação anti-horária de um ângulo θ
Matriz:
🔄 Gira o ponto em torno da origem no sentido anti-horário.
b) Rotação horária de um ângulo θ
Matriz:
🔁 Gira o ponto no sentido horário.
c) Reflexão na origem – troca sinal de tudo:
Matriz:
🔄 É como virar o ponto 180° em torno da origem.
d) Reflexão no eixo x – troca o sinal do y:
Matriz:
🪞 Espelha o ponto em relação ao eixo x.
e) Reflexão no eixo y – troca o sinal do x:
Matriz:
Espelha o ponto em relação ao eixo y.
f) Reflexão na reta x = y – inverte as coordenadas:
Matriz:
g) Reflexão na reta x = –y – inverte e troca os sinais:
Matriz:
🎯 Transformações de Tamanho: Expansão e Contração
h) Expansão ou contração uniforme:
Matriz:
· Se : aumenta (expande)
· Se : diminui (contrai)
· Se : além de expandir/contrair, há reflexão na origem
i) Expansão/contração no eixo x:
Matriz:
j) Expansão/contração no eixo y:
Matriz:
🟨 Cisalhamento (Deformação)
k) Cisalhamento horizontal:
Matriz:
👉 Empurra o ponto para os lados.
l) Cisalhamento vertical:
Matriz:
👉 Empurra o ponto para cima ou para baixo.
🧩 Transformações Ortogonais
Uma matriz ortogonal é aquela em que:
E ela tem determinante ±1.
✨ O que isso significa?
· Mantém ângulos e comprimentos
· Não deforma a figura
· Rotações são sempre ortogonais.
Exemplos:
· ❌ A matriz não é ortogonal, pois o determinante é 4, e ela deforma a figura (como vimos com o triângulo que cresceu de área 0,5 para 2).
· ✅ Já a matriz de rotação: é ortogonal e mantém tamanhos e formas.
💡 DICA FINAL
· Se o determinante da matriz for ±1, ela é ortogonal.
· Se for diferente de ±1, ela deforma a figura.
4. Conceito de autovalores e autovetores em sistemas e transformações lineares
🔹 Conceito de Autovalores e Autovetores
· Uma transformação linear associada a uma matriz pode ter autovalores e autovetores .
· Um autovetor é um vetor não nulo que, ao ser transformado por ou multiplicado pela matriz , não muda de direção, apenas é escalado por um número real .
· Equação fundamental:
ou
· Esse número real é o autovalor associado ao autovetor .
🟡 Importante: Um mesmo autovalor pode ter vários autovetores associados.
🧮 Exemplo 1: Seja a transformação linear T: R2 → R2 definida por , para . Determine os autovetores e autovalores associados da transformação T.
· Transformação dada:
· Passo 1 – Supor que
Seja . Então:
· Passo 2 – Igualar os componentes:
· Passo 3 – Substituir y da 1ª equação na 2ª:
· Passo 4 – Eliminar o x (x ≠ 0):
· Para λ = 3:
· Para λ = -3:
✅ Conclusão:
· Autovalor 3 → autovetores do tipo , ex: (1, 3)
· Autovalor -3 → autovetores do tipo (a,-3a), ex: (1, -3)
🔹 Polinômio Característico
· O polinômio característico de uma matriz A é:
Onde I é a matriz identidade de mesma ordem de A.
🧮 Exemplo 2. Seja a matriz , determine o polinômio característico da matriz A.
Dada a matriz:
Passo 1 – Subtrair λ da diagonal principal:
Passo 2 – Calcular o determinante:
✅ Polinômio característico:
🔹 Como encontrar autovalores a partir do polinômio
· Basta resolver .
As raízes desse polinômio são os autovalores da matriz A.
🔹 Propriedades importantes dos autovalores
1. Determinante da matriz:
2. Traço da matriz (soma da diagonal):
3. Matriz triangular (ou diagonal):
Os autovalores são os elementos da diagonal.
4. Inversibilidade:
A matriz só é invertível se não for autovalor.
Se for um autovalor, então , e a matriz não tem inversa.
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image92.png· u + v = (xu + xv, yu + yv, zu + zv)
· Para subtrair, subtrai-se cada coordenada:
· u − v = (xu − xv, yu − yv, zu − zv)
· Geometricamente, a soma e subtração podem ser representadas pela regra do paralelogramo.
📌 Lei dos Cossenos para vetores
· Podemos calcular o módulo (tamanho) da soma ou diferença de vetores usando a Lei dos Cossenos:
📌 Exemplo
Sejam os vetores e :
Queremos o vetor :
·
Módulo de w:
·
Versor de um vetor
📌 O que é um versor?
· Versor é um vetor unitário (módulo igual a 1) que possui mesma direção e sentido de um vetor dado.
📌 Como calcular o versor de um vetor v?
Seja v = (x, y, z), o versor v̂ é dado por:
📌 Para que serve?
· Permite criar vetores com qualquer módulo, mas mantendo a direção e sentido de um vetor original.
· Exemplo: para um vetor w com módulo k e mesma direção de v, usamos w = k·v̂
📌 Versores canônicos (no sistema cartesiano):
· Plano (R²):
· ,
· Espaço (R³):
· , ,
Todo vetor pode ser escrito como combinação desses vetores.
📌 Exemplo:
Determine o versor de :
Produto escalar ou produto interno
🔹 O que é o produto escalar?
É uma operação entre dois vetores que resulta em um número real (escalar), isto é, um número que pode ser positivo, negativo ou zero, e não um vetor.
🔹 O produto escalar pode ser definido para vetores do Rn. Para n > 3, esta operação será denominada apenas de produto interno.
🔹 Fórmula no espaço tridimensional (ℝ³):
Se temos dois vetores:
· u = (x₁, y₁, z₁)
· v = (x₂, y₂, z₂)
O produto escalar entre u e v é:
Esse valor pode ser positivo, negativo ou zero.
🔹 Propriedades do produto escalar:
1. Comutatividade:
2. Multiplicação por escalar:
3. Distributividade:
🔹 Produto escalar de um vetor com ele mesmo:
Se fizermos:
Ou seja, o produto escalar de um vetor com ele mesmo dá o quadrado do seu módulo (comprimento).
🔹 Exemplo resolvido: Dados os vetores (2,2) e (−1,3), determine o produto escalar entre os vetores 3e−.
· = (2, 2)
· = (−1, 3)
· Queremos: 3e.(−)
Passo a passo:
1. Primeiro, calculamos :
2. Agora multiplicamos por 3 e por -1:
✅ Resultado: −12
🔹 O que é o produto vetorial?
É uma operação entre dois vetores no espaço tridimensional (R³) que resulta em um novo vetor.
Esse novo vetor:
· É perpendicular aos dois vetores originais.
· Tem direção ortogonal ao plano formado por u e v.
· O módulo (tamanho) do vetor resultante é: ,onde α é o ângulo entre u e v.
🔹 Regra da mão direita: Permite identificar o sentido do vetor
· Dedo indicador: aponta na direção do vetor u.
· Dedo médio: aponta na direção do vetor v.
· Polegar: aponta na direção do vetor u × v (o vetor resultante).
⚠️ Se inverter a ordem (v × u), o vetor aponta no sentido oposto, ou seja, aponta para baixo. Assim:. . Eles terão mesmo módulo e mesma direção, mas terão sentidos opostos.
🔹 O produto vetorial, de forma diferente do produto escalar, só é definido para o R³.
🔹 Propriedades do produto vetorial:
1. Multiplicação por escalar:
2. Distributiva:
3. Vetores paralelos ou iguais:
· Se v é paralelo a u:
· Também:
🔹 Como calcular na prática (método do determinante)
Se:
·
·
A fórmula do vetor resultante w = u × v é:
Ou, de forma visual com determinante:
🔹 Exemplo prático: Determine o vetor , sabendo que (1,2,−1) e (0,1,−2).
Dados:
· u = (1, 2, −1)
· v = (0, 1, −2)
Usando o determinante:
Calculando:
🔽 Resultado:
Produto Misto
🔹 O que é o produto misto?
É uma operação com três vetores no espaço tridimensional (R³).
O resultado do produto misto é um número real (escalar).
🔹 Notação e definição: Sejam os vetores:
· = (xᵤ, yᵤ, zᵤ)
· = (xᵥ, yᵥ, zᵥ)
· =(xw, yw, zw)
O produto misto é representado por:
Ou seja, é o produto escalar de um produto vetorial com outro vetor.
🔹 Como calcular na prática:
É feito por meio do determinante de uma matriz 3x3:
🔹 Interpretação geométrica:
O valor de representa o volume do paralelepípedo formado pelos vetores u, v e w.
📌 Se o resultado for zero, significa que:
· Os três vetores estão no mesmo plano (são coplanares).
· Um deles pode ser obtido como combinação linear dos outros dois.
🔹 Propriedades principais:
1. Multiplicação por escalar (k real):
2. Ciclicidade (troca circular dos vetores não muda o resultado): [u,v,w]=[v,w,u]=[w,u,v]
3. Troca de dois vetores inverte o sinal:
🔹 Exemplo: 1. Dados os vetores , e . Determine o produto misto entre os vetores , nesta ordem.
Dado:
· u = (0, 2, −5)
· v = (1, −1, 2)
· w = (2, 0, −1)
Montamos o determinante:
Calculando:
Diagonais principais:
· 0⋅(−1)⋅(−1)=0
· 1⋅0⋅(−5)=0
· 2⋅2⋅2=8
Soma: 0+0+8=8
Diagonais secundárias:
· −5⋅(−1)⋅2=10
· 2⋅0⋅0=0
· −1⋅2⋅1=−2
Soma: 10 + 0 + (−2) = 8
Determinante = soma das principais − soma das secundarias
8 – 8 = 0
🔽 Resultado: 0
Ângulo vetorial
🎯 Por que saber o ângulo entre vetores é útil?
Saber o ângulo entre dois vetores nos ajuda a identificar:
· Se são ortogonais (perpendiculares) → ângulo de 90°
· Se apontam para a mesma direção → ângulo de 0°
· Se são opostos → ângulo de 180°
· Se estão no mesmo plano → é possível analisar relações geométricas úteis
📐 Como encontrar o ângulo entre dois vetores?
A forma mais simples e direta de calcular o ângulo entre dois vetores é usando o produto escalar (também chamado de produto interno).
A fórmula é:
Onde:
· é o produto escalar dos vetores
· e são os módulos (comprimentos) dos vetores
· α é o ângulo entre eles
✅ Como saber o tipo de ângulo com base no produto escalar?
📊 Exemplo Prático: Determine o cosseno do ângulo entre os vetores u⃗= (2, 2) e v⃗= (−1, 3).
1. Produto escalar:
2. Módulos dos vetores:
3. Cosseno do ângulo:
✅ Conclusão:
1. Se você conhece as coordenadas dos vetores, basta:
1. Fazer o produto escalar
2. Calcular os módulos
3. Substituir na fórmula do cosseno
2. Isso te dá diretamente o ângulo entre eles (usando arco cosseno se quiser o valor em graus)
Projeção de um vetor sobre outro
📌 O que é projeção de um vetor sobre outro?
A projeção do vetor sobre é a sombra que projeta na direção de , como se estivesse iluminado por uma luz perpendicular.
Ela mostra quanto do vetor está na direção de .
🧠 Fórmula da projeção vetorial de sobre :
Se você quiser a projeção como vetor unitário, usa o versor :
🚀 Passo a passo para encontrar a projeção de sobre :
1. Calcule o produto escalar
2. Calcule o módulo de :
3. Encontre o versor
4. Use a fórmula da projeção com versor: .
📘 Exemplo prático: Determine a projeção de sobre :
1. Produto escalar:
2. Módulo de v⃗:
3. Versor v^\hat{v}v^:
4. Projeção:
✅ Resumo final:
· A projeção de sobre mostra a parte de que está na direção de :
· Você usa produto escalar, módulo e versor
· O resultado é um vetor na direção de :
📌 Condições de Paralelismo e Ortogonalidade entre Vetores
✅ Produto escalar e ângulo entre vetores
A relação entre dois vetores pode ser analisada com o produto escalar. A fórmula:
nos mostra o cosseno do ângulo α entre os vetores e .
🔹 Ortogonalidade (Vetores Perpendiculares)
Dois vetores são ortogonais (ou seja, formam um ângulo de 90° entre si) quando o produto escalar é zero:
📌 Exemplo 1:
Sejam e . Para saber se são ortogonais:
Para serem ortogonais:
🔹 Paralelismo (Vetores na Mesma Direção)
Dois vetores são paralelos se um for múltiplo do outro, ou seja:
Nesse caso, seus componentes são proporcionais:
📌 Exemplo 2: e . Para que sejam paralelos, precisamos ter:
Ou seja:
·
·
⚠️ Observação:
Essas regras também valem para vetores em qualquer dimensão (Rⁿ):
· São ortogonais se o produto escalar = 0
· São paralelos se suas coordenadas forem proporcionais
TEMA 3 - RETAS E PLANOS
1. Equação da reta no plano e no espaço
A Geometria Analítica permite descrever figuras da geometria usando equações matemáticas. Essas figuras são chamadas de lugares geométricos.
Uma das figuras mais importantes é a reta. Mesmo que ela possa ser determinada apenas por dois pontos, existem diferentes formas de escrever sua equação.
📌 Equação da reta no plano
· A reta no plano pode ser determinada por dois pontos com coordenadas.
· Para achar a equação da reta, escolhe-se um ponto genérico que pertence à reta e se determina a condição que ele deve satisfazer.
· A figura ao lado representa a reta r formada pelos pontos A e B:
· Existem vários tipos de equação da reta, todos equivalentes (ou seja, representam os mesmos pontos):
🔹 Equação vetorial
🔹 Equação paramétrica
🔹 Equação simétrica
🔹 Equação geral
🔹 Equação reduzida
Cada uma dessas formas pode ser transformada nas outras. A escolha depende da situação e da facilidade de uso.
📌 Equações da reta: Simétrica e Geral
🔹 1. Equação Simétrica da Reta
· Quando temos dois pontos podemos determinar a reta que passa por eles.
· Se um ponto genérico pertence à mesma reta, então o vetor (de A até P) é paralelo ao vetor (de A até B). Isso quer dizer que suas coordenadas são proporcionais.
✏️ Etapa 1: Vetores dos pontos
Se temos dois pontos A e B, podemos montar um vetor que vai de A até B:
Se tivermos outro ponto P sobre a reta, também podemos formar o vetor .
Agora, se os pontos A, B e P estão alinhados, então os vetores e são paralelos.
➡️ E vetores paralelos têm coordenadas proporcionais.
✏️ Etapa 2: Coordenadas proporcionais
Se:
·
·
·
Então:
·
·
Como os vetores são paralelos:
· Essa é a equação simétrica da reta! Ela representa todos os pontos (x, y) que pertencem à reta que passa por A e B e também pode ser expressa da seguinte forma:
· A equação simétrica da reta que passa por pontos e tem vetor diretor é:
💡 Dica prática: Você pode pensar que essa equação diz:
"A variação de x a partir de A tem que ter a mesma proporção que a variação de y a partir de A."
📌 Exemplo 2: Determine a equação simétrica da reta que passa pelos pontos A(1,2) e B(3,-1).
✅ Passo 1: Calcule o vetor diretor da reta
✅ Passo 2: Use a fórmula da equação simétrica
Substituindo:
🔽 Resultado: equação simétrica da reta que passa por A(1,2) e B(3,−1) é:
🔹 2. Equação Geral da Reta
A equação geral da reta tem a forma:
A equação geral da reta pode ser obtida a partir da equação simétrica com simples manipulação algébrica.
📌 Exemplo 1: Determine a equação simétrica da reta que passa pelos pontos A(1,2) e B(5,6).
🔽 Resultado: é a equação geral da reta nesse exemplo.
🔸 Transformar a equação simétrica da reta numa equação geral da reta.
A equação simétrica vem da ideia de que dois vetores são proporcionais:
Multiplicando em cruz:
Agora, distribuímos:
Passando tudo para um lado da equação:
Essa já é a forma ax + by + c = 0, com:
·
·
·
Essa é a equação geral da reta! 🎯
📌 Exemplo 2: Determine a equação da reta a partir da equação simétrica que passa pelos pontos A(1,2) e B(3,-1).
✅ Passo 1: Calcule o vetor diretor da reta
✅ Passo 2: Use a fórmula da equação simétrica
Substituindo:
✅ Passo 3: Multiplicação cruzada
🔽 Resultado: equação geral da reta da reta é:
🔹 Forma alternativa para encontrar a equação geral da reta usando a Determinante
Se tiver dois pontos , a equação geral da reta também pode ser obtida com um determinante:
Esse determinante garante que os pontos estão alinhados.
📌 Exemplo 2: 👉 Resolvendo exemplo anterior usando a determinante:
A=(1,2) e B=(3,-1)
✅ Passo 1: Usando a formula da determinante
🔽 Resultado: equação geral da reta da reta é:
✅ Resumo final:
Tipo de Equação
Forma
Pra quê serve?
Simétrica
Indica direção
Geral
Usada para testes e álgebra
Determinante
Determinante =0
Fórmula direta com 2 pontos
Verificar ponto
Substitui x, y na equação
Vê se o ponto está na reta
🔹 3. Equação Reduzida da Reta.
A equação reduzida da reta é uma forma mais simples e prática de escrever a equação de uma reta, isolando o y:
Onde:
· m é o coeficiente angular (a inclinação da reta). O coeficiente angular é igual à tangente do ângulo que a reta forma com o eixo x.
· n é o coeficiente linear (o ponto onde a reta corta o eixo y).
🧩 Como chegar nela na equação reduzida da reta:
Partimos da equação geral da reta:
Agora, isolamos o y:
Pronto! Chegamos à forma reduzida:
Com:
· (inclinação),
· (onde corta o eixo y).
· Quando m > 0 → tg θ > 0 → 0prático: Determine a equação geral da reta que passa no ponto (2, 3) e tem vetor normal (1,4).
Dado:
· Ponto: (2, 3) →
· Vetor normal: (1, 4) →
A equação será:
➡️Resposta: Equação da Reta:
✅ Observações importantes
· Qualquer múltiplo de um vetor normal também serve (ex: 2(1,4)=(2,8) também é normal).
· Se souber o vetor diretor , o vetor normal é , pois são perpendiculares.
Equação da reta no espaço
📌 O que é uma reta no espaço?
· No espaço, tudo tem 3 dimensões: os pontos, os vetores e as equações.
👉 Não existe "equação geral" da reta no espaço.
· Pois a equação da reta é representada apenas no plano.
Usamos formas diferentes para representá-la:
✏️ Como descrever uma reta no espaço?
✅ 1. Usando dois pontos da reta
Se você conhece dois pontos A e B, pode calcular o vetor diretor da reta:
✅ 2. Equações da reta no espaço
🔹 Equação Paramétrica (usa um parâmetro λ real):
Se o ponto A= e o vetor diretor é (c, d, f), então:
🔹 Equação Simétrica (forma única se nenhum dos componentes do vetor diretor for zero):
Se , podemos isolar o λ em cada equação:
📌 Importante:
· No espaço, não existe vetor normal da reta, porque vetores normais estão ligados a planos, não retas.
· Um ponto pertence à reta se suas coordenadas satisfazem a equação da reta.
📘 Exemplo prático 1: Determine a equação simétrica e paramétrica da reta que passa pelos pontos A (1, 2, −1) e B(0, 3, 1).
✅Passo 1. Vetor diretor:
✅Passo 1. Equações
🔹 Equação paramétrica:
🔹 Equação simétrica:
📘 Exemplo prático 2: Determine o valor de k e p para que o ponto P(0, k, p) pertença à reta que passa pelos pontos A(2, 3, 4) e B(1, 0, 3).
✅Passo 1. Vetor diretor:
✅Passo 1. Equação paramétrica:
Substitui x = 0:
Substituindo λ=2 nas outras:
k=y=3−3(2)=−3
p=z=4−2=2
P(0, -3, 2) pertence à reta.
2. Interseções, ângulos e posições relativas
Interseção entre duas retas
· Um ponto está na interseção de duas retas se ele satisfaz as duas equações ao mesmo tempo.
· Para encontrar o ponto de interseção, resolvemos um sistema de equações formado pelas duas retas:
· Sistema possível e determinado → As retas têm um ponto comum (retas concorrentes).
· Sistema possível e indeterminado → As retas são coincidentes (a mesma reta, infinitos pontos em comum).
· Sistema impossível → As retas não se cruzam (paralelas ou reversas).
Posições relativas entre retas
Retas Coplanares: São retas que pertencem ao mesmo plano. Ou seja, elas estão contidas em um único plano, o que significa que é possível desenhá-las de forma que todas estejam no mesmo plano.
No plano, duas retas podem ser:
· Concorrentes: cortam-se em um único ponto (vetores diretores não são paralelos). Se forem concorrentes, ainda podem ser perpendiculares se formarem 90°.
· Coincidentes: são a mesma reta (vetores diretores são paralelos).
· Paralelas: não se cruzam e têm vetores diretores paralelos.
Posições relativas entre retas no espaço (3D)
Retas Não Coplanares: São retas que não pertencem ao mesmo plano, ou seja, elas estão em planos diferentes do espaço tridimensional.
No espaço (3D), duas retas podem ser:
· Reversas: estão em planos diferentes, não se cruzam, não apresentam pontos de interseção e os vetores diretores não são paralelos. As retas reservas podem ser obliquas ou ortogonais.
Como identificar o tipo de reta
Uma forma de identificar o tipo de reta, é determinando os pontos de interseção, através da resolução de sistema e a partir daí pode-se avaliar as posições relativas entre as retas:
· Retas concorrentes: possuem apenas um ponto comum. Neste caso, apesar de não ser necessária a análise, os vetores diretores não são paralelos;
· Retas coincidentes: possuem infinitos pontos em comum. Neste caso, apesar de não ser necessária a análise, os vetores diretores são paralelos;
· Retas paralelas: não possuem nenhum ponto em comum e os vetores diretores são paralelos;
· Retas Reversas: não possuem nenhum ponto em comum e os vetores diretores não são paralelos, ou seja, as retas são reversas.
Verificação se os vetores diretores são paralelos ou não:
De acordo com os vetores, as retas podem ser:
· Vetores proporcionais → paralelas ou coincidentes.
· Vetores não proporcionais → concorrentes ou reversas.
Vetores diretores são paralelos se suas coordenadas forem proporcionais (no espaço):
Comparação das equações (no plano)
Dadas duas retas:
·
·
Então:
· Se → coincidentes.
· Se → paralelas.
· Se → concorrentes.
Ângulo entre retas
· O ângulo entre duas retas é o mesmo ângulo entre seus vetores diretores.
· Calcula-se o ângulo usando a fórmula:
· Por definição, como as retas não têm sentido, o ângulo entre elas será sempre o ângulo agudo, isto é, ≤ 90°.
· Também é possível usar vetores normais no lugar dos vetores diretores para calcular o ângulo:
· Se as retas forem paralelas ou coincidentes, o ângulo entre elas é considerado 0°.
· Para retas reversas (em planos diferentes), o ângulo é calculado entre uma reta e uma paralela à outra, ajustada ao mesmo plano — e a fórmula já contempla isso.
· No plano R2, pode-se usar o vetor normal em vez do vetor diretor para essa análise.
· No plano, pode-se usar o vetor diretor ou normal para determinar o ângulo. No espaço, é possível usar apenas o vetor diretor para determinar o ângulo.
Exemplo 1. Determine, caso exista, o ponto de interseção entres as retas 2x+y−1=0 e 3x−y+6 =0 verifique as posições relativas entre as retas. 2.
Passo 1: Resolver o sistema formado pelas duas equações.
Some as equações (1) e (2) para eliminar y:
Passo 2: Substituir x=−1 em uma das equações (vamos usar a primeira):
✅ Ponto de interseção: (−1,3)
Verificação das posições relativas: Como as retas têm um único ponto comum, elas são concorrentes.
✅ Posição relativa: Retas concorrentes (se cruzam em um ponto).
Exemplo 2. Determine o ângulo existente entre as retas do exercício anterior.
O ângulo entre as retas é o mesmo ângulo entre seus vetores normais.
Passo 1: Identificar os vetores normais:
Passo 2: Usar a fórmula do cosseno do ângulo:
Produto escalar:
Norma dos vetores:
Substituindo:
Sabemos que:
✅ Portanto, o ângulo entre as retas é: °
3. Equação do plano e nas posições relativas entre os planos
Equação do Plano no Espaço (𝑅³)
No 𝑅² (plano), não faz sentido falar de "equação do plano", pois o próprio 𝑅² já é um plano (xy) com equação z = 0. A equação de um plano é estudada no espaço 𝑅³.
Para definir um plano, precisamos de três pontos que não pertençam à mesma reta (não colineares).
Importante saber:
· Um ponto pertence a um plano, satisfaz a equação do plano.
· Um vetor pertence (ou é paralelo) ao plano se ele é paralelo ao plano.
· Uma reta pertence ao plano se dois de seus pontos distintos satisfazem a equação do plano.
Equação Geral do Plano
Para determinar a equação de um plano no espaço 𝑅³, deve-se conhecer no mímino:
· Um ponto e um vetor normal ao plano;
· Dois pontos e um vetor que esteja no plano;
· Três pontos não colineares;
· Um ponto e dois vetores não paralelos ao plano.
A equação geral do plano tem a forma:
onde a, b, c, e d são números reais.
📚Como encontrar a equação:
1. Com um ponto A(Xₐ, Yₐ, Zₐ) e um vetor normal :
· Considere um ponto genérico no plano.
· O vetor é paralelo ao plano.
· O vetor normal é perpendicular a qualquer vetor no plano:
· Desenvolvendo, chegamos à equação geral.
· O termo d é dado por:
(a
2. Multiplicar a equação por qualquer número real k não altera o plano.
✏️ Exemplo 1: Determine a equação geral e paramétrica do plano que passa pelos pontos A(1, 4, 2) e é perpendicular ao vetor (2, −1, 2).
➔ Passo 1: Ligar o ponto A com um ponto genérico P(x, y, z)
➔ Passo 2: Usar a condição de perpendicularidade
➔ Passo 3: Encontrar a equação paramétrica
📚Outras situações:
· Com dois pontos e um vetor do plano:
· Use os dois pontos para formar um vetor e aplique o produto vetorial com o vetor dado para encontrar o vetor normal.
· Com três pontos (A, B e C):
· Forme dois vetores ( e ) e calcule o vetor normal com o produto vetorial.
· Outra opção: use o produto mistoenvolvendo um ponto genérico para garantir que os vetores são coplanares.
✏️ Exemplo 2: Determine a equação geral do plano que passa pelos pontos A(1, 1, −1), B(2, 0, 3) e C(0, 4, 2).
➔ Passo 1: Formar dois vetores do plano
➔ Passo 2: Encontrar o vetor normal usando o produto vetorial
➔ Passo 3: Montar a equação geral
📚 Equação Vetorial e Paramétrica do Plano
Além da equação geral, podemos escrever o plano usando equações vetorial e paramétrica.
Para isso, precisamos:
· Um ponto no plano,
· Dois vetores e que estão no plano (e não são paralelos).
✏️ Equação Vetorial
Qualquer ponto do plano pode ser obtido assim:
onde α e β são números reais (variáveis).
✏️ Equação Paramétrica
Separando coordenada por coordenada:
com α e β reais.
🔄 Como passar de uma forma para outra:
· Da equação geral para a paramétrica: escolha x=α e y=β e calcule z usando a equação geral do plano.
· Da paramétrica para a geral: isole α e β nas equações de x e y, depois substitua em z.
✅ Resumo da ideia principal: Qualquer ponto do plano é o ponto dado A deslocado por uma combinação dos dois vetores.
Posições relativas entre planos
Dois planos no espaço podem ter três posições relativas que podem ser classificadas como:
1. Concorrentes: Os planos se cruzam e formam uma reta de interseção.
2. Coincidentes: Os planos são o mesmo, ou seja, têm infinitos pontos em comum.
3. Paralelos: Os planos não se cruzam e não têm pontos em comum.
Plano Ortogonal: Dois planos podem ser ortogonais (perpendiculares) quando fazem um ângulo de 90° entre si.
Análise dos Planos
A posição relativa entre dois planos pode ser determinada através dos vetores normais às equações dos planos. Cada plano tem uma equação geral da forma:
· Se os vetores normais dos planos forem proporcionais, os planos podem ser coincidentes ou paralelos:
· Se → os planos π e μ são coincidentes.
· Se → os planos π e μ são paralelos.
· Se não forem proporcionais, os planos são concorrentes.
· Demais casos, denotam que π e μ são concorrentes.
Exemplo: Determine a posição relativa, interseção e ângulo entre os planos 2x + 3y − z + 4 = 0 e
6x + 9y − 3z + 3 = 0.
Comparando os coeficientes das equações gerais dos planos :
· Logo, se , assim os planos π e μ são paralelos.
· Desta forma, não existe interseção entre os planos e o ângulo formado entre eles é zero.
Ângulo entre Planos
· O ângulo entre dois planos é o mesmo que o ângulo entre seus vetores normais.
· Para calcular o ângulo θ, usamos o produto escalar dos vetores normais.
· Sempre consideramos o ângulo agudo (menor ou igual a 90°).
Casos especiais:
· Se o produto escalar dos vetores normais for zero, os planos são ortogonais (ângulo de 90°).
· Se os planos forem paralelos ou coincidentes, o ângulo é 0°.
Exemplos 1: Determine a posição relativa, interseção e ângulo entre o plano 2y−4x−4z−2=0 e o
plano , com α e βreais.
➔ Passo 1: Encontrar a equação geral do segundo plano
➔ Passo 2: Comparando os vetores normais
➔ Passo 4: Conclusão
· Posição relativa: Planos coincidentes.
· Interseção: o próprio plano inteiro.
· Ângulo: 0° (pois são o mesmo plano).
Exemplo 2. Determine a posição relativa, interseção e ângulo entre o plano x+y−3=0 e o plano 2x−y+z−1=0.
➔ Passo 1: Identificar os vetores normais
➔ Passo 2: Verificar posição relativa
➔ Passo 3: Encontrar a reta de interseção
➔ Passo 4: Calcular o ângulo entre os planos
A fórmula para o cosseno do ângulo entre dois planos é:
4. Determinação de distância entre pontos, retas e planos
Distância entre Dois Pontos
Para calcular a distância entre dois pontos no espaço, usamos a fórmula da distância. Suponha que temos dois pontos:
· A com coordenadas
· B com coordenadas
A distância entre A e B é dada pela fórmula:
Essa fórmula vem do módulo do vetor AB, que representa o "tamanho" ou "comprimento" do vetor que vai de A até B.
Caso no plano (R²)
Se os pontos estiverem no plano, ou seja, não tiverem coordenada Z, usamos uma forma mais simples:
Exemplo: Determine a distância entre os pontos A(2,1,−2) e B(1,−1,0).
Resultado: A distância entre os pontos A e B é 3 unidades.
📌Distância entre um Ponto e um Plano
Para calcular a distância entre um ponto e um plano no espaço 3D, usamos uma fórmula simples que envolve as coordenadas do ponto e a equação do plano.
Dados:
· Um ponto P com coordenadas
· Um plano π com equação: ax + by + cz + d = 0
Fórmula da distância:
Explicação simples:
· O numerador calcula a altura do ponto até o plano (como se fosse uma “projeção” vertical).
· O denominador é o tamanho do vetor normal ao plano (que indica a inclinação do plano).
Exemplo: Calcule a distância do ponto A(3, 2, -2) ao plano 2x + y - z + 2 = 0.
Passos:
1. Identificar o vetor normal do plano: n = (2, 1, -1)
2. Aplicar a fórmula:
Resultado: A distância do ponto ao plano é unidades.
📌 Distância entre Ponto e Reta
Para calcular a distância entre um ponto e uma reta no espaço, usamos a ideia de que a menor distância é a de um segmento de reta perpendicular à reta e que liga o ponto até ela.
✏️ No Espaço (3D)
Se temos:
· Um ponto
· Uma reta que passa por um ponto e tem vetor diretor ,
A distância entre o ponto e a reta é:
Ou seja:
· Calculamos o vetor , que vai de um ponto da reta até o ponto P.
· Calculamos o produto vetorial ,
· Depois usamos o módulo desse vetor dividido pelo módulo de .
✏️ No Plano (2D)
Se temos:
· Um ponto
· Uma reta com equação ,
A distância do ponto à reta é dada por:
Essa fórmula também é baseada na projeção perpendicular do ponto sobre a reta.
🧠 Exemplo: Determine a distância entre os pontos P(1,3,−1) e a reta .
Dado o ponto e a reta:
Passos:
· Identificar vetor diretor
· Pegar um ponto qualquer da reta (pegamos os valores que anulam os numeradores): ,
· Calcular o vetor
· Calcular o produto vetorial
· Calcular módulos:
· Módulo de |
|=
· Módulo de |
|=
· Aplicar a fórmula da distância:
= =
✅ Resposta final: A distância entre o ponto P(1,3,−1) e a reta é aproximadamente:
e com o plano 2x-y+z-3=0
Considerado a reta e o plano . Determine a .
TEMA 4. SEÇÕES CÔNICAS
· Um conjunto particular de figuras que são analisadas na Geometria Analítica são chamadas de seções cônicas ou simplesmente cônicas.
· Estas seções são definidas através de uma interseção entre um plano e um cone, formando a parábola, elipse, hipérbole e suas degenerações.
Seções CônicasPrincipais Cônicas
· O que são seções cônicas (ou cônicas): São figuras obtidas pela interseção de um plano com um cone.
· Principais tipos de cônicas:
· Parábola
· Elipse (incluindo a circunferência como caso especial)
· Hipérbole
· Circunferência
· Cônicas degeneradas: Ocorrem em interseções especiais e podem resultar em:Cônicas Degeneradas
· Um ponto
· Uma reta
· Duas retas concorrentes
· Duas retas paralelas
· Importância prática:
· Usadas em aplicações modernas, como:
· Antenas
· Radares
· Telescópios
Parábola – Equação Reduzida
📌 Conceitos iniciais:
· O cone reto é uma figura espacial que apresenta uma abertura angular que parte de seu vértice.
· Ao cortarmos o cone reto por um plano perpendicular à sua base e passando bem pelo seu eixo central, forma-se um triângulo.
· As laterais deste triângulo são as retas denominadas de geratriz do cone e formam um ângulo α com seu eixo, que é denominado abertura do cone.
Cone Reto: Tem abertura angular que parte do seu vértice.
Triângulo: Formado quando cortamos o cone em um plano perpendicular à sua base e passando pelo seu eixo central.
·
· A parábola é uma seção cônica formada quando um plano corta o cone com ângulo igual à abertura do cone (ângulo α).
· O corte gera uma curva plana simétrica em relação a um eixo.
· O caso degenerativo será aquele em que este plano passa pelo vértice, assim, a figura formada será de apenas uma reta (duas retas coincidentes), que será a reta geratriz do cone.
· A parábola é uma curva plana com propriedades geométricas que ajudaram a definir a sua equação.
🧭 Definição geométrica da parábola:
· A parábola é o conjunto de pontos(lugar geométrico) do plano que possuem:
· Mesma distância ao foco (F) e à reta diretriz (r).
· O vértice fica no meio do caminho entre foco e diretriz.
· O parâmetro (2p) é a distância entre o foco e a diretriz.
📘 Equação Reduzida da Parábola
✏️ Elementos da parábola (com vértice na origem):
· Vértice: V(0, 0)
· Foco: F(p, 0)
· Diretriz: x = –p ou x + p = 0
· Eixo: y = 0
· Equação reduzida (horizontal, abertura positiva):
📘 Equações reduzidas gerais:
✅ Parábola horizontal:
· Vértice: V(x₀, y₀)
· Foco: (x₀ ± p, y₀)
· Diretriz: x = x₀ ∓ p
· Eixo: y = y₀
· Equações:
· Abertura para eixo x positivo:
· Abertura para eixo x negativo:
✅Parábola vertical:
· Vértice: V(x₀, y₀)
· Foco: (x₀, y₀ ± p)
· Diretriz: y = y₀ ∓ p
· Eixo: x = x₀
· Equações:
· Abertura para eixo y positivo:
· Abertura para eixo y negativo:
Dicas para identificar a parábola:
🎯 Para identificar se a diretriz de uma parábola é vertical ou horizontal, basta olhar para a equação da reta da diretriz:
✅ Regras simples:
Equação da Diretriz
Tipo de Reta (Diretriz)
Orientação
x = constante
Reta vertical
Vertical
y = constante
Reta horizontal
Horizontal
Exemplos:
· Diretriz: x = 3 → Vertical
· Diretriz: y = −2→ Horizontal
🔍 Dica rápida:
· A variável sozinha na equação da reta é fixa.
· Se a variável fixa for o x, a reta é vertical.
· Se a variável fixa for o y, a reta é horizontal.
🎯 Dicas para identificar o tipo da parábola
Equação
Tipo da parábola
Eixo da parábola
Diretriz
Abertura
Horizontal
Horizontal
x = (reta vertical)
→ Se p > 0: direita→ Se p 0: cima→ Se p 0 → concavidade para cima.
· Se a 0 → concavidade para a direita.
· Se a c > 0.
· Retas diretrizes: r1 e r2 retas associadas a cada foco, usadas na definição alternativa com excentricidade.
🧮 Relações Matemáticas Importantes
1. Relação fundamental:
a² = b² + c² , onde:
a: semi-eixo maior
b: semi-eixo menor
c: distância do centro ao foco
2. Excentricidade:
· Quanto maior for a excentricidade, mais achatada será a elipse.
· A excentricidade é a razão entre comprimento c e comprimento a:
, com 0 b
· Elipse vertical: eixo maior paralelo ao eixo y.
, com a > b
🔧 Outras Observações
· Caso degenerado: quando o plano passa pelo vértice do cone, a figura formada é um ponto.
· As equações das retas diretrizes são paralelas ao eixo menor e estão a uma distância de do centro.Exemplo: Determine as coordenadas do foco da elipse de equação:
Nosso objetivo é reescrever essa equação na forma padrão da elipse para depois determinar as coordenadas do centro e focos.
🟦 1. Agrupar termos semelhantes:
Agrupando os termos de x e de y:
🟦 2. Colocar 4 em evidência no segundo grupo:
🟦 3. Completar quadrados:
Vamos completar quadrado em cada grupo:
Agora adicionamos e subtraímos esses valores para completar quadrados:
🟦 4. Reescrever como quadrado perfeito:
Distribuindo os termos:
🟦 5. Isolar o lado direito:
🟦 6. Dividir tudo por 4:
✅ Agora temos a equação padrão da elipse!
🟩 8. Identificar os elementos da elipse
Essa é uma elipse com:
· Centro: (2, −3)
· Semi-eixo maior: a = 2 → porque a2 = 4
· Semi-eixo menor: b = 1 → porque b2 = 1
· Como a2 > b2 e está no denominador de x, a elipse é horizontal (eixo maior no eixo x)
🟩 9. Calcular c, a distância do centro ao foco:
Use a fórmula:
🟩 10. Coordenadas dos focos:
Como a elipse é horizontal, os focos ficam sobre o eixo x, a partir do centro (2,−3):
✅ Resposta final:
As coordenadas dos focos da elipse são:
Circunferência
· Circunferência é um caso especial da elipse, onde:
· Os eixos são iguais:
· O eixo focal é zero → excentricidade
🟢 Equação reduzida da circunferência:
,
· Onde:
· é o centro
· é o raio
📌 Definição geométrica:
· Conjunto de todos os pontos do plano que estão a uma distância constante r de um ponto fixo (o centro).
🧮 Exemplo: Determine a equação da circunferência de centro (3,−2) e raio 3.
🔄 Equação geral da circunferência:
· Forma geral:
· Características importantes:
· Coeficientes de x2 são iguais
· Não há termo xy
🧩 Para encontrar centro e raio a partir da equação geral:
· Usar o método de completar o quadrado em x e y
🧮 Exemplo: Determine as coordenadas do foco da elipse de equação:
✅ Passo 1: Agrupar os termos em x e em y
Agrupamos os termos que envolvem x e os que envolvem y:
O 8 que estava do lado esquerdo passa para o lado direito da equação com sinal trocado.
✅ Passo 2: Completar o quadrado
Agora, completamos o quadrado em cada agrupamento.
✅ Passo 3: Substituir na equação
Substituímos os quadrados completos na equação original:
✅ Passo 4: Simplificar
Somamos os termos constantes:
✅ Passo 5: Identificar o centro e o raio
A equação está na forma reduzida da circunferência:
Comparando:
· Centro: (−1,4)
· Raio:
✏️ Resposta final:
· Centro: (−1,4)
· Raio: 3
Ponto da elipse, interseções e tangências
🔹 Verificação de ponto na elipse ou circunferência
· Um ponto pertence à elipse/circunferência se suas coordenadas satisfazem a equação.
· Substitui-se x e y na equação para verificar.
🔹 Interseção entre curvas (elipse ou circunferência com reta ou outra curva)
· Usa-se um sistema de equações com as equações das curvas.
· O resultado pode indicar:
· Nenhuma interseção (não se cruzam);
· Tangência (1 ponto em comum);
· Secância (2 ou mais pontos em comum).
🔹 Tangência entre reta e elipse (ou circunferência)
· Se ao resolver o sistema der apenas uma solução, a reta é tangente.
Exemplo: Determine a posição relativa entre a reta e a elipse .
· Passo 1: Isolar x na equação da reta
· Passo 2: Substituir x na equação da elipse
· Passo 3: Expandir o quadrado
· Passo 4: Simplificar a equação
· Passo 5: Resolver a equação do 2º grau
Usamos a fórmula de Bhaskara:
✅ Conclusão: Como o Δ = 0, há apenas uma solução real → a reta é tangente à elipse.
🔹 Posição Relativa entre duas Circunferências: (usando distância entre centros e raios)
Para circunferências de centros C1 e C2, e raios r1 e r2:
· → circunferências são externas sem interseção;
· → circunferências sẫo tangentes exteriores;
· → circunferências são tangentes interiores;
· → circunferências secantes;
· → circunferências são internas sem interseção;
· → circunferências concêntricas.
🔹 Posição Relativa da Circunferência e reta:
Comparando a distância do centro da circunferência à reta com o raio:
· → circunferência e reta sem interseção;
· → circunferência e reta tangentes;
· → circunferência e reta secantes.
✅ Conclusão
· A análise de interseções e tangências segue resolução de sistemas e comparações geométricas simples.
· A posição relativa entre curvas pode ser verificada de forma algebraica (sistemas) ou geométrica (distâncias).
Exemplo: Determine a posição relativa entre a circunferência e a circunferência .
· Passo 1: Identificar centros e raios
· Passo 2: Calcular a distância entre os centros
Usamos a fórmula da distância entre dois pontos:
· Passo 3: Comparar com os raios
e
então:
→ As circunferências são secantes (possuem 2 pontos em comum)
SE QUISER: Para determinar os dois pontos comuns (interseção), deve ser resolvido o sistema entre as duas circunferências:
✅ Passo 1: Expandir as equações
Primeira:
Segunda:
✅ Passo 2: Subtrair a equação (1) da (2)
Subtraímos a equação (1) da (2):
✅ Passo 3: Isolar uma variável
Vamos isolar y da equação (3):
✅ Passo 4: Substituir em uma das equações iniciais
✅ Passo 5: Resolver a equação
✅ Passo 6: Resolver a equação do 2º grau
✅ Passo 7: Calcular os y correspondentes
✅ Resposta final: Pontos de interseção
As circunferências se cruzam nos dois pontos aproximados:
Exemplo: Determine a posição relativa entre a circunferência e a reta .
✅ Passo 1: Identificar o centro e raio da circunferência
A equação da circunferência está na forma:
Comparando com:
✅ Passo 2: Usar a fórmula da distância de um ponto a uma reta
Queremos saber a distância do centro da circunferência à reta. Se essa distância for:
· menor que o raio → reta secante à circunferência
· igual ao raio → reta tangente
· maior que o raio → reta externa
✅ Passo 3: Comparar com o raio
· Distância do centro à reta: 2.4
· Raio da circunferência: 2
Como a reta está fora da circunferência.
✅ Conclusão: A reta é externa à circunferência, ou seja, não possui nenhum ponto em comum com ela.
3. A equação da hipérbole
Hipérbole – Pontos Principais
· Definição geométrica:
· A hipérbole é formada pela interseção de um plano com um cone de duas folhas, quando o plano:
· Faz um ângulo menor que o ângulo de abertura do cone.
· Ou não é paralelo à geratriz do cone e corta suas duas folhas.
· Forma da figura:
· O plano corta as duas folhas do cone, formando duas curvas abertas e simétricas: a hipérbole.
· Caso degenerado:
· Quando o plano passa exatamente pelo vértice do cone, a hipérbole degenera em duas retas concorrentes.
· Propriedades:
· A hipérbole é uma cônica plana.
· Possui propriedades geométricas que são usadas para definir suas equações (reduzida e geral).
Definição da Hipérbole como Lugar Geométrico
· Dados dois pontos fixos F1 e F2 (focos), a hipérbole é o conjunto de pontos P tais que:
· Essa constante é igual a 2a, o tamanho do eixo real da hipérbole.
Elementos da Hipérbole
· Vértices: A1 – pontos mais próximos aos focos na curva.
· Centro: ponto médio entre os focos F1 e F2, encontro dos eixos real e imaginário.
· Eixo real (ou transverso): segmento , com .
· Eixo imaginário: segmento perpendicular ao eixo real, , com.
· Eixo focal: distância entre os focos, , com .
· Relação fundamental: .
· Excentricidade: , sempre maior que 1 para hipérboles.
Definição Alternativa da Hiperbole com Diretriz
· Uma hipérbole é o conjunto de pontos no plano onde a distância a um ponto fixo (foco) é igual à distância a uma reta fixa (diretriz) multiplicada por uma constante chamada excentricidade ( 𝑒 ). Assim:
· Cada foco está relacionado à sua reta diretriz, semelhante a elipse.
· Os vértices da hipérbole pertencem à própria curva, e por isso obedecem à definição da hipérbole.
· A distância da diretriz ao ponto A1 é relacionada à excentricidade e à distância até o foco.
· As retas diretrizes são paralelas ao eixo imaginário da hipérbole.
· A posição das diretrizes depende da distância do vértice ao foco e da excentricidade ( 𝑒 ).
· Quando a hipérbole está alinhada com os eixos cartesianos:
· Se o eixo real é paralelo ao eixo x → hipérbolehorizontal.
· Se o eixo real é paralelo ao eixo y → hipérbole vertical.
🔢 Fórmulas Importantes:
1. Excentricidade da hipérbole:
2. Distância da diretriz ao ponto A1:
3. Distância da diretriz ao eixo real (eixo maior):
4. Equações das retas diretrizes:
· Paralelas ao eixo imaginário, localizadas a do eixo real.
📌 Conceitos Básicos da Hipérbole
1. Definição de Hipérbole:
A hipérbole é o conjunto de todos os pontos do plano cuja diferença das distâncias a dois focos fixos é constante e igual a 2a.
🔷 Caso 1: Hipérbole Horizontal Com Centro Na Origem (0,0):
Seja a hipérbole com tamanho do eixo real 2a, imaginário 2b e focal 2c. Assim, os elementos da hipérbole terão as seguintes coordenadas:
📌 Elementos:
· Centro: C(0, 0)
· Vértices: A₁(−a, 0) e A2(a, 0)
· Focos: F₁(−c, 0) e F₂(c, 0)
· Eixo real (horizontal): y = 0
· Eixo imaginário (vertical): x = 0
· Retas diretrizes:
· Relação entre os parâmetros: c² = a² + b²
📌 Equação Reduzida:
🔷 Caso 2: Hipérbole Horizontal Com Centro Em (x₀, y₀)
Seja a hipérbole com eixo real 2a, imaginário 2b e focal 2c. Assim, os elementos da hipérbole horizontal, de centro C(x0,y0) terão as seguintes coordenadas:
📌 Elementos:
- Centro: C(x₀, y₀)
- Vértices: A₁(x₀-a, y₀) e A₂(x₀+a, y₀)
- Focos: F₁(x₀-c, y₀) e F₂(x₀+c, y₀)
- Eixo real (horizontal): x = x₀
- Eixo imaginário (vertical): y = y₀
- Retas diretrizes:
📌 Equação Reduzida:
🔷 CASO 3: Hipérbole Vertical Com Centro Em (x₀, y₀)
Seja a Hipérbole vertical com eixo real 2a, imaginário 2b e focal 2c. Assim, os elementos da hipérbole vertical de centro C(x0,y0) terão as seguintes coordenadas:
📌 Elementos:
- Centro: C(x₀, y₀)
- Vértices: A₁(x₀, y₀−a) e A₂(x₀, y₀+a)
- Focos: F₁(x₀, y₀−c) e F₂(x₀, y₀+c)
- Eixo real (vertical): x = x₀
- Eixo imaginário (horizontal): y = y₀
- Retas diretrizes:
📌 Equação Reduzida:
🔷 Dica Para Identificar O Tipo De Hipérbole:
· Se o termo com x está positivo → hipérbole horizontal
· Se o termo com y está positivo → hipérbole vertical
🔷 Hipérbole Equilátera:
- Chama-se de hipérbole equilátera a hipérbole com: e
- Excentricidade
🔷 Hipérboles inclinadas:
Quando os eixos cartesianos não são paralelos aos eixos da hipérbole, a hipérbole é inclinada.
➤ Nesse caso, não é possível usar a equação reduzida.
➤ A equação geral da cônica incluirá um termo do tipo.
🔹 Verificar se um ponto pertence à hipérbole:
➤ Basta substituir as coordenadas do ponto na equação da hipérbole.
➤ Se a igualdade for verdadeira, o ponto pertence à curva.
🔹 Interseção e tangência com outras curvas:
➤ Resolver um sistema de equações entre a hipérbole e a outra curva.
➤ Dependendo do resultado, pode haver:
· Nenhuma interseção,
· Uma tangência (1 ponto),
· Uma secante (2 ou mais pontos).
🔹 Assíntotas da hipérbole:
➤ São retas para as quais os ramos da hipérbole se aproximam quando .
➤ As equações das assíntotas dependem do tipo de hipérbole.
✏️ Fórmulas Fundamentais:
1. Hipérbole Horizontal: (Eixo real paralelo ao eixo x)
Equação das assíntotas:
2. Hipérbole Vertical: (Eixo real paralelo ao eixo y)
Equação das assíntotas:
✅ Exemplo 1: Determine a equação reduzida da hipérbole de focos nos pontos (2, 3) e (2, 13) e eixo real igual a 6.
🔷 Passo 1: Identificar o tipo da hipérbole
Os focos têm mesma coordenada (2, 3) e (2, 13) → mesma abscissa (x=2) e coordenada diferentes (y=3 e y=13) ⇒ hipérbole vertical (seu eixo real é paralelo ao eixo y).
🔷 Passo 2: Calcular o centro da hipérbole:
O centro da hipérbole é o ponto médio entre os focos:
🔷 Passo 3: Encontrar o valor de c (meia-distância entre os focos)
🔷 Passo 4: O eixo real tem comprimento
🔷 Passo 5: Usar a relação da hipérbole vertical
Para hipérboles:
c² = a² + b²
Substituindo:
🔷 Passo 6: Escrever a equação reduzida
Para hipérbole vertical com centro C(x0,y0) a equação é:
Substituindo x0 = 2, y0 = 8, a2 = 9, b2 = 16:
✅ Exemplo 2: Determine a equação da hipérbole vertical e de suas diretrizes, sabendo que tem o centro no ponto (1, −1), eixo real igual a 16 e excentricidade 2.
🔹Passo 1. Forma da equação da hipérbole vertical:
Substituindo x0 = 1, y0 = -1, e a = 8:
🔹Passo 2. Calcular b2 usando a excentricidade:
Sabemos que:
Agora usamos a relação:
🔷 Passo 3: Escrever a equação da hipérbole:
🔷 Passo 3: Diretrizes da hipérbole vertical:
As retas diretrizes serão:
e
Retas diretrizes: e
✅ Exemplo 3: Determine as coordenadas do foco da hiperbole de equação: .
🔷 Passo 1: Simplificar a equação
🔷 Passo 2: Isolar o termo 2y
🔷 Passo 3: Agrupar e completar quadrado
O primeiro termo pode ser completado para formar:
O segundo termo pode ser completado para formar:
Assim:
Que é uma hipérbole vertical de centro (1,−1), eixo real e
Usando a relação:
Coordenadas dos focos (1,−1−c) e (1,−1+c), desta forma os focos serão:
4. A equação geral das cônicas
📌 1. Equação Geral das Cônicas
· Todas as cônicas (circunferência, parábola, elipse e hipérbole) podem ser representadas por:
· a, b, c, d, e e g são constantes reais.
📌 2. Identificando o Tipo de Cônica pela Equação
· Se :
· A cônica não é inclinada.
· Os eixos de simetria são paralelos aos eixos x e y.
· Se :
· A cônica é inclinada em relação aos eixos cartesianos.
· Para encontrar a forma reduzida (mais simples), é necessário fazer uma rotação dos eixos.
📌 3. Caso Especial: e
· Isso indica que estamos diante de uma circunferência ou uma degeneração dela (um ponto ou nenhum ponto).
📌 4. Como Saber se é Circunferência, Ponto ou Vazio
1. Comece com a equação:
2. Complete os quadrados nos termos de x e y:
· Agrupe os termos:
· Complete os quadrados:
3. Interprete o lado direito da equação:
· Se positivo: representa uma circunferência de raio
· Se igual a zero: representa um ponto (circunferência degenerada).
· Se negativo: não existe ponto real que satisfaça → conjunto vazio.
📌 5. Centro da Circunferência ou do Ponto
· Sempre será:
💡 Dica Final:
· Não é necessário decorar fórmulas.
· Basta saber completar quadrados para identificar o tipo de cônica.
📌 Caso 2: Quando , ou seja, os coeficientes de e são diferentes.
✳️ Usa-se o discriminante (delta):
✅ Interpretação de Δ (delta):
Valor de Δ (
Tipo de Cônica
Possível Degeneração
Parábola
Duas retas paralelas ou coincidentes
Elipse
Um ponto ou conjunto vazio
Hipérbole
Duas retas concorrentes
💡 Resumo final:
Quando , use o delta para saber qual cônica está sendo representada.
Exemplo: Qual o lugar geométrico formado pela equação
🔷 Passo 1: Agrupar os termos de x e y
🔷 Passo 2: Completar quadrados
🔷 Passo 3: Substituir na equação original
🔷 Passo 4: Interpretar geometricamente
A equação final é:
· Soma de dois quadrados igual a zero só é possível se os dois forem zero.
· Isso ocorre apenas em um ponto:
🔷 Conclusão: O lugar geométrico representado pela equação é: Um ponto: (6,−6)
📌 Parábola e suas degenerações
1. Se :
· A equação representa obrigatoriamente uma parábola.
· Não pode ser uma degeneração (como retas).
2. Se :
· A equação precisa ser reescrita como uma equação do 2º grau em x ou em y.
· Com isso, calcula-se o discriminante da equação do 2º grau, chamado de Δ0 (delta zero).
🧠 Como usar o discriminante Δ0
Esse Δ0 segue a lógica das equações do segundo grau:
Valor de Δ0\Delta_0Δ0
Interpretação
Duas retas paralelas
Duas retas coincidentes
ou não real
Representa uma parábola
✅ Exemplo explicado passo a passo
Situação: Suponha que, ao reorganizar a equação geral da cônica, ela vire uma equação do tipo:
🔹 Passo 1: Identifique a, b e c.
🔹 Passo 2: Calcule o discriminante:
🔹 Passo 3: Interprete:
· Se : duas raízes reais → duas retas paralelas
· Se : uma raiz real dupla → duas retas coincidentes
· Se : não tem raízes reais → parábola
💡 Resumo final:
· b = 0: sempre é parábola.
· B ≠ 0: calcule Δ0 da equação do 2º grau.
· Resultado de Δ0 diz se a equação é parábola ou uma degeneração (retas).
Exemplo 1. Identifique o lugar geométrico representado por:
✅ Passo 1: Verificar se há termo cruzado xy
A equação tem otermo , ou seja, tem o termo misto. Isso indica que a cônica pode estar inclinada.
✅ Passo 2: Usar o discriminante da cônica para identificar o tipo
✅ Passo 3: Reescrever a equação como equação do 2º grau em x
✅ Passo 4: Calcular o discriminante dessa equação (em x)
🟩 Passo 5 – Interpretar o resultado
🎯 Conclusão final: A equação representa uma parábola inclinada (não paralela aos eixos cartesianos).
Exemplo 2. Identifique o lugar geométrico representado por:
✅ Passo 1: Identificar os coeficientes
✅ Passo 2: Reescrever a equação como uma equação do 2º grau em x
✅ Passo 3: Calcular o discriminante dessa equação em x
✅ Passo 4 – Interpretar o discriminante Δ0
✅ Passo 5 – Encontrar as equações das retas
🎯 Conclusão final: A equação representa duas retas paralelas:
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📌 Elipse e suas degenerações
1. Quando b = 0 (sem termo xy):
A equação pode ser escrita assim (completando quadrados):
Interpretação:
· 🔸 Se → Elipse de centro (x0,y0)
· 🔸 Se → Um ponto (degeneração da elipse)
· 🔸 Se → Conjunto vazio (nenhum ponto satisfaz a equação)
2. Quando b ≠ 0 (existe termo xy):
A equação representa uma elipse inclinada. Nesse caso:
1. Reescreve-se a equação como uma equação do 2º grau em x ou y.
2. Calcula-se o discriminante Δ0 dessa equação (forma univariada)
📌 Interpretação do discriminante Δ0 :
🔹 Se Δ0