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UNIDADE III Contextualização Definição e Descrição de Perfil de Cargos e Funções por Competências Recrutamento e Seleção por Competências Avaliação de Desempenho por Competências Plano de Desenvolvimento de Competências Treinamento e Desenvolvimento Coaching e Mentoria Competências em Plano e Planejamento de Carreira 3 | Ferramentas de Gestão de Pessoas por Competências na Prá�ca. Página 1 de 8 Contextualização Apesar dos altos índices de desemprego enfrentados pelo Brasil nos úl�mos anos, empresas estão retomando seu crescimento e afirmam haver vagas em aberto que não são preenchidas por falta de candidatos que tenham a qualificação profissional adequada. A Indústria 4.0 também vem trazendo mudanças significa�vas nos modelos de negócios e, para que profissionais estejam qualificados a este novo cenário, precisarão desenvolver novas competências. A tendência é que, em poucos anos, muitas profissões que conhecemos atualmente deixarão de exis�r e muitas novas profissões serão criadas. Diante disso, vamos analisar a afirmação de Cláudio Garcia para o Jornal Valor Econômico: - GARCIA, 2016 “Quando os recursos são escassos, a oportunidade reside na gestão desses recursos. Diante da expecta�va de uma retomada da economia em nosso país, as empresas têm a oportunidade de aprender com a crise a serem mais eficientes em sua gestão e, consequentemente, mais produ�vas. Em nosso caso, uma atenção especial deveria ser orientada à gestão daquilo que é bem escasso em nosso contexto como nação: talentos. Eles irão fazer falta quando quisermos prosperar.” Profissionais podem buscar essa qualificação para estarem adequados ao novo mercado e competências exigidas, mas parece também ser um fator de sustentabilidade e crescimento para as organizações o atrair, desenvolver e reter talentos humanos. Nesse sen�do, a Gestão de Pessoas por Competências provê ferramentas que podem ser u�lizadas visando preparar e aprimorar colaboradores e sustentar as empresas nesse movimento estratégico do mercado. Nesta Unidade, você as conhecerá de forma mais detalhada. Página 2 de 8 Definição e Descrição de Perfil de Cargos e Funções por Competências A clareza na descrição do perfil do colaborador ideal para uma função auxilia o departamento de Recursos Humanos em diversas de suas a�vidades, tais como Recrutamento e Seleção, Treinamento e Desenvolvimento, Avaliação de Desempenho, Polí�ca de Remuneração, Banco de Talentos e Sucessão, como veremos mais adiante. Na Gestão de Pessoas por Competências, as competências organizacionais e as competências necessárias ao cargo e função devem compor a descrição destes. De acordo com Rabaglio (2015), os cargos precisam de competências para desempenhar com eficácia todas as suas a�vidades, atribuições ou responsabilidades. Gramigna (2007) lista alguns pontos-chave a serem trabalhados no mapeamento de competências para definição do perfil e consequente descrição de uma função: Revisão da missão empresarial e das áreas de negócio; Elenco de competências que cada área coloca em uso para a�ngir os resultados do negócio; Importância de cada competência para que metas e obje�vos sejam a�ngidos; Ponderação de cada competência; Priorização das competências que vão compor o perfil a ser verificado nas a�vidades para o banco de iden�ficação de talentos; Exclusão das competências consideradas básicas e já incorporadas pela empresa – uma vez que são competências requeridas para todos os colaboradores da organização, não precisam necessariamente constar na descrição de todas as funções, desde que seja clara para toda a organização a necessidade de manifestar tais competências. Livro Recrutamento, Seleção e Competências BANOV, M. R. Recrutamento, Seleção e Competências. 4. ed. 2015. Para ler este livro é necessário acessar a Área do Aluno, seguindo os passos: Vida Acadêmica > Biblioteca > e-Books - Minha Biblioteca. (Lembre-se de manter atualizado o seu catálogo em Menu > Ferramentas > Atualizar Biblioteca) Explore Vagas – LinkedIn Você conhece o LinkedIn? Considerado hoje uma plataforma de network e currículo virtual, é também vitrine de vagas para as principais empresas. Explore Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE as vagas disponíveis no link a seguir e tente iden�ficar os conhecimentos, habilidades e a�tudes explícitos ou implícitos em algumas delas! Vamos? O que Evitar na Definição das Competências para um Perfil A fim de que a Gestão de Pessoas por Competências traga reais resultados para a empresa, é importante evitar algumas a�tudes durante a fase de mapeamento de competências por função. Segundo Rabaglio (2015), devem ser evitados: Deixar de usar uma base metodológica ou técnica para o mapeamento de competências; 1 Perguntar o que o gestor quer em um colaborador em vez de perguntar o que o cargo faz e quais são os seus desafios; 2 Considerar as competências dos colaboradores que já atuam na função em detrimento das necessidades da área para cumprimento de seus obje�vos e metas; 3 Priorizar o atendimento do volume de mapeamentos demandado em detrimento da organização do processo que, inclusive, poderá reduzir o tempo de entrega com asser�vidade; 4 https://bit.ly/2ccrG04 U�lizar apenas as competências organizacionais para todos os cargos. Faz sen�do que cada função tem suas próprias caracterís�cas e entregas, tendo necessidades diferentes de CHA e níveis de necessidade de manifestação desses conhecimentos, habilidades e a�tudes. 5 Página 3 de 8 Recrutamento e Seleção por Competências Recrutamento é o processo de atrair candidatos alinhados com a necessidade de uma vaga ou posição aberta na organização. Ter mapeada e descrita a função desejada é um excelente recurso para a escolha de bons candidatos alinhados à necessidade da empresa. Já a seleção é o processo de escolha do candidato mais apropriado entre os candidatos recrutados. De acordo com Rabaglio (2015), as ferramentas de Seleção por Competências também são desenvolvidas com base no mapeamento e mensuração das competências necessárias para o cargo, sendo elas: Entrevista comportamental com foco em competências; Jogos com foco em competências. A autora ainda discorre sobre a importância de a entrevista comportamental com foco em competências ser conduzida com um olhar para as experiências anteriores do candidato. Mas você pode estar se perguntando: como assim? É uma prá�ca comum em entrevistas de seleção que as perguntas sejam conduzidas com situações que o cargo enfrentará, para iden�ficar as respostas do candidato diante desses desafios. Já a pergunta sobre como o candidato conduziu situações em suas experiências anteriores traz um relato real de como ele se desenvolveu e usou seus conhecimentos, habilidades e a�tudes em uma situação específica, tornando a resposta mais completa. As dinâmicas e jogos em grupo permitem que o selecionador observe o comportamento do candidato no momento presente. Existem várias técnicas de jogos e dinâmicas criadas para avaliar competências específicas. O selecionador organiza o processo de acordo com o que precisa ser analisado. Ainda de acordo com Rabaglio (2015), oito passos para a seleção por competências podem auxiliar no processo, a saber: Preparar as ferramentas com antecedência: descrição do cargo, mapeamento e mensuração das competências necessárias para o cargo; 1 Ter os pré-requisitos do cargo bem definidos, para atrair os candidatos mais compa�veis com o cargo; 2 U�lizar várias fontes de recrutamento para encontrar candidatos de bom perfil; 3 Fazer a triagem dos candidatos que se apresentarem, por currículo virtual, �sico ou presencialmente, para iniciar o processo sele�vo; 4 Aplicar as ferramentas de avaliação das competências técnicas e definir quem con�nua no processo; 5 Aplicar os jogos com foco em competências para os que con�nuarem no processo; 6 Aplicar a Entrevista Comportamental para os candidatos mais próximos do perfil do cargo; 7 Encaminharpara a entrevista técnica com o gestor requisitante, os aprovados na úl�ma etapa, que é entrevista comportamental com foco em competências. 8 Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Explore Conheça as 6 melhores Ferramentas de Recrutamento e Seleção No ar�go a seguir Lud Fernandes discorre sobre algumas ferramentas disponíveis para avaliação de competências técnicas e comportamentais de candidatos em processos sele�vos. As ferramentas de seleção permitem a observação da evidência da competência inves�gada, bem como a atribuição do grau de manifestação dessas competências, a fim de saber se o candidato não apenas manifesta a competência, mas com o grau adequado para o exercício da função. https://www.rhportal.com.br/artigos-rh/conheca-as-6-melhores-ferramentas-de-recrutamento-e-selecao/ Livro Planejamento, Recrutamento e Seleção Pessoal CHIAVENATO, I. Planejamento, Recrutamento e Seleção Pessoal. 2014. Para ler este livro é necessário acessar a Área do Aluno, seguindo os passos: Vida Acadêmica > Biblioteca > e-Books - Minha Biblioteca. (Lembre-se de manter atualizado o seu catálogo em Menu > Ferramentas > Atualizar Biblioteca) Página 4 de 8 Avaliação de Desempenho por Competências A avaliação de desempenho é uma ferramenta da Gestão de Desempenho que auxilia o gestor a acompanhar e corrigir detalhes na rota a fim de que os obje�vos estabelecidos sejam cumpridos ao final do período estabelecido. Também serve de base de dados do histórico do desempenho do colaborador. Os obje�vos e metas constantes em uma avaliação de desempenho devem ser claros e específicos, mensuráveis, a�ngíveis, relevantes e temporais (Metas SMART) e, se estabelecidos em conjunto gestor com colaborador, farão ainda mais sen�do para o responsável por sua execução. O acompanhamento dos indicadores acontece periodicamente em sessões de autoavaliação e feedbacks. Na Gestão de Pessoas por Competências, as competências a serem desenvolvidas – GAPs de competências – por um colaborador também estão em sua Avaliação de Desempenho. A valiar a ampliação das competências de um colaborador pode ser um tanto quanto subje�vo por quem avalia e por isso é imprescindível que os critérios de avaliação sejam claros e que os gestores da organização estejam alinhados com os conceitos que compõe a competência. De acordo com Dutra (2014), o comportamento é o item mais sensível a ser analisado e por esse mo�vo os parâmetros de avaliação devem se basear em comportamentos observáveis, ou seja, deve ser possível visualizar o comportamento do colaborador por meio de a�tudes prá�cas, tais como: comprome�mento – visto por meio da assiduidade –, entrega de compromissos nas datas estabelecidas etc. Preferencialmente, nas sessões de acompanhamento, o colaborador faz uma autoavaliação a fim de iden�ficar por si caminhos a percorrer para a�ngir seus obje�vos. O gestor, nesse contexto, atua como um líder coach, tendo uma intenção verdadeira no desenvolvimento das pessoas, promovendo um encontro planejado e com tempo suficiente para que todos os pontos sejam analisados. Ao mencionar pontos de melhoria, o líder coach sempre fala da situação ocorrida e não da iden�dade do colaborador e dá a ele oportunidade de encontrar caminhos de correção. É importante que, ao final do encontro, o colaborador entenda e aceite os pontos de melhoria e que seja estabelecido um plano de ação prá�co, seguindo os mesmos critérios SMART mencionados anteriormente. Esse é um processo que fortalece a relação entre resultado e pessoa, e o desenvolvimento proposto das competências também favorece o colaborador pessoalmente. Ou seja, é um processo ganha-ganha para empresa e colaborador. Livro Avaliação de Pessoas na Empresa Contemporânea DUTRA, J. S. Avaliação de Pessoas na Empresa Contemporânea. 2014. Para ler este livro é necessário acessar a Área do Aluno, seguindo os passos: Vida Acadêmica > Biblioteca > e-Books - Minha Biblioteca. (Lembre-se de manter atualizado o seu catálogo em Menu > Ferramentas > Atualizar Biblioteca) Tipos de Avaliação Existem diversos �pos de avaliação de desempenho. Nessas avaliações, o colaborador pode ser avaliado apenas pelo líder, pode se autoavaliar ou ainda ter a avaliação de seus pares e clientes. São elas: Avaliação 360 graus: esta é uma avaliação u�lizada para líderes. Na avaliação 360 graus, o colaborador se autoavalia, é avaliado pelo líder imediato, por pares ou clientes internos e também por sua equipe. É também conhecida como Feedback 360 ou pode ter outros nomes a depender da organização. Este �po de avaliação necessita da maturidade e imparcialidade dos avaliadores para que possa trazer ao avaliado um retrato justo e real de suas competências e GAP de competências; Avaliação 270 graus: neste modelo, colaborador se autoavalia, é avaliado pelo líder imediato e por um par ou cliente interno de trabalho. Geralmente, o par tem o mesmo perfil organizacional do avaliado e os clientes internos precisam ter uma relação direta com ele; Avaliação 180 graus: colaborador se autoavalia e também é avaliado pela liderança imediata. É um modelo interessante que permite a troca de expecta�vas e acordos de desenvolvimento; Avaliação 90 graus: apenas o líder responde à avaliação do colaborador. As organizações não têm se valido muito deste modelo, por não avaliar completamente o desenvolvimento das competências necessárias para o colaborador. Lembrando que o processo de avaliação dos pares, clientes internos e equipe devem ser sigilosos para trazer informações mais verdadeiras, neutralidade e credibilidade ao processo! Clique no botão para conferir o vídeo indicado. ASSISTA Vídeo Avaliação 360 Graus: Desafios e Vantagens Que saber mais sobre a Avaliação 360? No vídeo a seguir, a jornalista Inácia Soares, do canal Pessoas de Negócios, coloca em debate a avaliação como uma forma de acompanhar os colaboradores após contratação. https://www.youtube.com/watch?v=Gk5XtU5xLWk Página 5 de 8 Plano de Desenvolvimento de Competências Você sabe o que é um Plano de Desenvolvimento? Após a iden�ficação dos gaps de CHA, o gestor traça com o colaborador um plano de desenvolvimento a fim de que sejam trabalhadas as competências que precisam ser adquiridas ou ter um maior grau de manifestação. De acordo com Rabaglio (2015), o plano de desenvolvimento é uma ferramenta de desenvolvimento de pessoas que esclarece: Quais competências estão dentro do perfil do cargo;1 Quais competências precisam de reforço;2 Quais a�vidades podem ser realizadas para esse reforço;3 A importância da par�cipação da liderança no desenvolvimento do avaliado. 4 As competências podem ser adquiridas de diversas formas, sendo por educação formal, cursos de especialização, durante a execução de um trabalho em que o colaborador precise u�lizar a competência, com trabalhos conjuntos com outros departamentos etc. O importante é que o liderado possa dar a sugestão de como pretende desenvolver a competência, sendo então apoiado pelo líder para obter os recursos necessários. Lembrando que os obje�vos de aquisição de novas competências idealmente precisam ter uma data estabelecida para execução e nova aferição do resultado. Clique no botão para conferir o vídeo indicado. ASSISTA Vídeo Como Estruturar um Plano de Ação com Odair Comin Quais os componentes de um Plano de Ação eficaz? No vídeo a seguir teremos essas respostas. Remuneração por Competências De acordo com os autores Dalmau e Tosta (2009), a remuneração por competências também leva em conta os componentes tradicionais de avaliação de cargos, tais como pesquisa de mercado e estruturação de cargos, mas a valorização das pessoas é o fator mais importante. Os autores ainda discorrem que o maior desafio na remuneração por competências é definir e estabelecer os critérios de evolução profissional, com consequências salariais obje�vas, sem implicar, necessariamente, na mudança de cargo. O foco deveria estar na pessoa e não a a�vidadeexercida, criando-se faixas salariais que se relacionam com a avaliação de competências. https://www.youtube.com/watch?v=CeyLRM6UTB4 Essa forma de remuneração pode mo�var o colaborador a desenvolver as suas competências e a valorizar ações de Treinamento e Desenvolvimento, mas deve ser feita de forma muito clara e obje�va pela organização, ou pode gerar o efeito contrário ao desejado, como desmo�vação e sen�mento de injus�ça em relação à remuneração de seus pares. Rabaglio (2015) sugere que os indicadores para u�lização das ferramentas de remuneração podem ser: obje�vos, metas, índice de produ�vidade e competências técnicas do colaborador. Indica ainda que outras ferramentas de remuneração podem ser u�lizadas em acordo com o modelo de competências, tais como: Par�cipação nos lucros e resultados; Remuneração variável; Prêmio por especializações adquiridas dentro do período e alinhadas com o cargo ou incen�vo para a realização dessas especializações; Programas de incen�vo: viagens, carros, par�cipação em ações, plano especial de saúde etc. Importante! Independente da ferramenta de remuneração que a organização escolha aplicar, tendo como variável a manifestação e evolução das competências, é importante haver critérios claros, obje�vos e disseminados entre os colaboradores, a fim de que a remuneração seja mo�vo de sa�sfação do colaborador e não o contrário. Página 6 de 8 Treinamento e Desenvolvimento De acordo com Dalmau e Tosta, Treinamento é o meio para adequar cada pessoa a seu cargo, alavancar o desempenho no cargo e desenvolver competências para que as pessoas se tornem mais produ�vas e inovadoras. O treinamento é um processo de curto prazo, já o desenvolvimento é de longo, cons�tuídos por etapas ao longo de sua carreira. Para realizar um processo de desenvolvimento baseado na Gestão por Competências, é necessário conhecer os talentos da organização. É preciso analisar as pessoas com base em sua individualidade, suas deficiências pessoais, efe�vidade dos planos e as ações propostas e, se necessário, adequá-las (DUTRA, 2011). De acordo com Dalmau e Tosta, Treinamento é o meio para adequar cada pessoa a seu cargo, alavancar o desempenho no cargo e desenvolver competências para que as pessoas se tornem mais produ�vas e inovadoras. O treinamento é um processo de curto prazo, já o desenvolvimento é de longo, cons�tuídos por etapas ao longo de sua carreira. Para realizar um processo de desenvolvimento baseado na Gestão por Competências, é necessário conhecer os talentos da organização. É preciso analisar as pessoas com base em sua individualidade, suas deficiências pessoais, efe�vidade dos planos e as ações propostas e, se necessário, adequá-las (DUTRA, 2011). Treinamento vs. Desenvolvimento Treinamento é uma ação com foco no presente, a fim de potencializar as caracterís�cas necessárias para o colaborador agora, em suas a�vidades atuais; Já desenvolvimento implica em ações de médio e longo prazo, preparando o colaborador para assumir desafios futuros alinhados com os obje�vos futuros da empresa. Para o desenvolvimento de uma ação de Treinamento, antes de mais nada, é preciso levantar as necessidades de treinamento na empresa. Esse processo é conhecido como LNT – Levantamento de Necessidades de Treinamento. Os GAPs de competências dos colaboradores em relação à necessidade de suas funções pode ser considerada uma das necessidades, mas a empresa pode apresentar necessidade de novas competências em ações como: lançamento de novos produtos, implantação de um novo sistema, disseminação para reforço de um processo ou procedimento, preparação em normas técnicas etc. Uma vez realizado o LNT, temos o diagnós�co do que é necessário ensinar e treinar nos colaboradores. A par�r daí, um especialista ou grupo de especialistas desenha o programa de treinamento. Para isso, é importante que o profissional tenha conhecimento em Andragogia, que é a ciência do aprendizado adulto. O programa precisa ter um público-alvo e obje�vos de aprendizados bem definidos. Com o programa desenhado, é momento de implementar a ação de treinamento. Toda ação de treinamento exige uma logís�ca dentro da empresa, como estabelecimento de local, data, instrutor adequado, recursos materiais, comunicação ao público alvo, envolvimento dos colaboradores por meio da divulgação dos bene�cios que o treinamento trará. Após a aplicação do treinamento, indica-se a realização de avaliações para mensurar se os obje�vos foram a�ngidos. Donald KirkPatrick foi um professor americano que criou um modelo de avaliação de treinamento em 4 níveis: Avaliação de Reação, de Aprendizagem, de comportamento no posto de trabalho e de Resultados no Negócio. A avaliação de reação mede a reação dos par�cipantes no que se refere à estrutura, programa de treinamento, instrutor, ambiente. Já a avaliação de aprendizagem mede o aumento ou a alteração do CHA – Conhecimentos, Habilidades e A�tudes – do colaborador após a ação de treinamento. Essa avaliação pode ser aplicada antes e depois da formação, justamente para medir o aumento ou alteração das competências. A avaliação de comportamento é realizada posteriormente, por meio da observação do colaborador em seu ambiente de trabalho, onde é possível iden�ficar se ele u�liza os novos conhecimentos adquiridos. A avaliação de Resultados no Negócio acontece acompanhando a evolução dos resultados dos indicadores de desempenho relacionados às competências entregues pelo treinamento. Como ações de Desenvolvimento, podemos citar: atuação em projetos com diversas áreas, Workshops, Palestras, Leitura de conteúdo relacionado às competências que deseja desenvolver, acompanhamento e feedback do líder, mentoria do líder ou de pessoas-chave na empresa; grupos de projetos pontuais etc. Na visão do líder coach, colaborador tem autonomia para propor suas ações de desenvolvimento e encontrar o caminho para potencializar suas competências. Livro Treinamento e Desenvolvimento Educação Corpora�va – Para as Áreas de Saúde, Segurança do Trabalho e Recursos Humanos MORAES, M. V. G. Treinamento e Desenvolvimento Educação Corpora�va – Para as Áreas de Saúde, Segurança do Trabalho e Recursos Humanos. 1. ed. 2011. Para ler este livro é necessário acessar a Área do Aluno, seguindo os passos: Vida Acadêmica > Biblioteca > e-Books - Minha Biblioteca. (Lembre-se de manter atualizado o seu catálogo em Menu > Ferramentas > Atualizar Biblioteca) Página 7 de 8 Coaching e Mentoria Coaching, segundo José Roberto Marques (2013), é um processo de desenvolvimento humano que tem várias ciências como base de suas ferramentas, tais como Psicologia, Programação Neurolinguis�ca (PNL), Administração de Empresas, Gestão de Pessoas e até técnicas do esporte, e tem como obje�vo apoiar pessoas e empresas no alcance de suas metas e na aceleração do processo de desenvolvimento das pessoas. Pode ser aplicado no âmbito profissional e também pessoal. O profissional habilitado para conduzir o programa é chamado de coach e o cliente do processo é chamado coachee. O líder coach é o gestor ou Líder que aplica as ferramentas de coaching no desenvolvimento de sua equipe. Não necessariamente dentro de um processo com começo, meio e fim, mas, diariamente, provendo autonomia e foco na solução dos problemas por meio de reflexões que levem o colaborador a pensar de forma mais abrangente sobre determinada situação ou processo e provendo feedbacks constru�vos para o desenvolvimento do profissional. Ferramentas do líder coach: Testes de Perfil Comportamental: existem no mercado diversos testes de perfil, que podem ser u�lizados pelo líder para conhecer o nível de energia do colaborador, influência do meio no desenvolvimento e competências comportamentais mais presentes nesta etapa de seu desenvolvimento. Esses testes de perfil auxiliam o líder a trabalhar com cada colaborador de sua equipe de forma singular e dentro de suas caracterís�cas; GROW: é uma ferramenta que traz quatropreceitos simples e prá�cos, levantando perguntas que ajudarão os colaboradores no estabelecimento e cumprimento de metas. A palavra grow em inglês significa crescimento. Os quatro preceitos são: • G (Goal) Meta: definição de obje�vos SMART; • R (Reality) Realidade: Conhecer o seu estado atual, ou seja, ponto de par�da e quais os desafios para se chegar ao estado desejado – realização da meta; • O (Op�ons) Opções: iden�ficar os recursos disponíveis, estratégias, ferramentas e alterna�vas para a solução dos problemas ou desafios apresentados; • W (What/When/Whom) O quê, quando e por quem: é a definição do que deve ser feito, quando, por quem e o que o colaborador vai fazer para mobilizar e colocar essas ações em prá�ca. Feedback: é o processo de dar um retorno ou devolu�va ao colaborador sobre o seu desempenho. Feito de forma constante, auxilia o colaborador a manter-se em linha com o a�ngimento de suas metas e obje�vos. O feedback pode ser neutro, posi�vo ou nega�vo e existem diversas técnicas que o Líder pode se valer para preparar essa conversa com o colaborador; Roda das Competências: consiste em levar o colaborador a refle�r sobre as competências de sua função, apontando em um nível de 0 a 10 o grau que ele considera manifestar de cada competência e posteriormente Clique no botão para conferir o vídeo indicado. ASSISTA apontar o nível que deseja manifestar, a fim de traçar planos de ação para o a�ngimento desses níveis. Vídeo Ferramenta de Coaching – Roda de Competências Faça a sua roda de competências na prá�ca! No vídeo a seguir, a coach Rosamaria Nogueira conduz a aplicação da ferramenta. Você pode aprender mais e refle�r sobre o seu autodesenvolvimento. Mentoring, ou mentoria, segundo Oliveira (2018), é uma abordagem de orientação profissional e pessoal com elevada amplitude, em que um profissional, com larga experiência e forte sustentação teórica e prá�ca – o mentor –, auxilia uma pessoa com menores experiência e conhecimento – o mentorado – em aspectos gerais e específicos para o seu desenvolvimento https://www.youtube.com/watch?v=wIHgEqfS1yQ&feature=youtu.be pessoal e profissional. Ainda segundo o autor, desde as suas origens, na Grécia An�ga, um mentor já era conceituado como professor, conselheiro, amigo com sabedoria, o qual pode ser externo ou interno à empresa ou grupo de trabalho considerado. Caracterís�cas do processo de mentoria: É um processo geralmente desenvolvido e aplicado em um período de tempo médio ou longo; 1 O mentorado aprende de forma prá�ca o “como fazer” algo;2 O mentoring envolve, nos seus debates e transferência de conhecimentos, principalmente as questões técnicas do assunto considerado; 3 Deve exis�r forte liderança e elevado conhecimento das a�vidades consideradas pelo mentor, com visão global e integrada das diversas a�vidades correlacionadas ao foco de análise; 4 Na prá�ca, percebe-se que o processo de mentoria necessita um nível de confiança mais forte do que o coaching, pois o mentorado tem que se “abrir plenamente” com o mentor, tem que saber ouvir, expor suas ansiedades e necessidades e até deixar o mentor “cuidar de sua agenda diária”; 5 O processo de desvinculação entre mentor e mentorado deve ser muito bem planejado – e avaliado –, sendo ideal que, a par�r deste momento, cada um saiba que ainda tem muito a aprender com o outro, em condição de plena igualdade; 6 Os locais de desenvolvimento dos processos de mentoring são, na maior parte das vezes, as empresas, pois nelas é mais fácil aprender a realizar as a�vidades consideradas no processo de orientação pessoal e profissional. 7 Diferente da abordagem coaching, em que o coachee chega às suas próprias conclusões e traça os seus planos de ação baseados em suas reflexões e recursos para a�ngir as metas, na mentoria, o processo é mais formal e a transferência de conhecimento acontece de mentor para mentorado. O mentor pode, ao contrário do coach, indicar como fazer determinada a�vidade ou como a�ngir determinada meta. Livro Coaching, Mentoring e Counseling: um Modelo Integrado de Orientação Profissional com Sustentação da Universidade Corpora�va OLIVEIRA, D. P. R. Coaching, Mentoring e Counseling: um Modelo Integrado de Orientação Profissional com Sustentação da Universidade Corpora�va. 2. ed. 2015. Para ler este livro é necessário acessar a Área do Aluno, seguindo os passos: Vida Acadêmica > Biblioteca > e-Books - Minha Biblioteca. (Lembre-se de manter atualizado o seu catálogo em Menu > Ferramentas > Atualizar Biblioteca) Página 8 de 8 Competências em Plano e Planejamento de Carreira Você sabe qual a diferença entre plano e planejamento de carreira? De acordo com Pontes (2011), plano de carreira é o instrumento que define as trajetórias de possibilidades de crescimento na empresa, bem como a definição das polí�cas para esse crescimento, e é de responsabilidade da empresa, o que significa que a empresa auxilia o colaborador a traçar um plano de crescimento dentro da organização com base no cargo ou nas competências, por meio das ferramentas de avaliação, treinamento e desenvolvimento, job rota�on etc. Glossário Job rota�on: é um processo em que o colaborador passa por diversas áreas da empresa por um período de tempo para que conheça os processos, a�vidades e especificidades de cada área, ganhando um olhar sistêmico sobre a empresa e sobre os processos. A intenção é que, com o olhar sobre o todo e relacionamentos em diversos departamentos, o colaborador possa desempenhar melhor suas funções e encontre mais facilmente soluções para os problemas apresentados no co�diano. O plano de carreira, quando elaborado entre colaborador e organização, precisa ser vantajoso para ambos. A empresa pode mo�var o colaborador a permanecer na organização, reduzindo custos com a rota�vidade de colaboradores – turn over. De acordo com Dutra (2014), o diálogo entre líder e liderado sobre o futuro da pessoa na organização, sobre seus projetos de aprimoramento profissional e de carreira devem ser es�mulados, pois, quando as pessoas não têm clareza da demanda sobre elas e têm sua atuação constantemente ques�onada pela liderança e pela organização, perdem o interesse por seu trabalho, sentem-se frustradas, perdem sua autoes�ma e passam a pensar em deixar a organização ou a se distanciar emocionalmente de seu trabalho (DUTRA, 2014). Já o planejamento de carreira, conforme Pontes (2011), é o estabelecimento do plano de desenvolvimento profissional de responsabilidade do indivíduo, o que significa que a pessoa determina o trabalho que deseja realizar, vai atrás das capacitações necessárias para o desenvolvimento das competências, realiza a promoção de seu trabalho para as organizações, em suma, está na responsabilidade de traçar seus próprios obje�vos profissionais. Vale ressaltar que tanto o planejamento quanto o plano de carreira levam um tempo para se concre�zarem na vida do indivíduo, já que vários fatores estão envolvidos no a�ngimento dos obje�vos profissionais. Como elaborar um plano de carreira O Master Coach e escritor José Roberto Marques disserta sobre alguns pontos importantes na elaboração de um plano ou planejamento de carreira: Definição de metas e obje�vos de forma realista, com obje�vos alcançáveis e que estejam em acordo com os valores e propósito do colaborador. Exemplos: mudança de empresa, de carreira, promoção, estudar ou trabalhar no exterior; 1 Avaliação das competências: iden�ficar as competências que já possui, bem como as competências relacionadas ao cargo ou à função desejada; 2 Levantamento de formações e cursos para eliminar o GAP de competências entre a situação atual e a desejadab 3 Criar um plano de ação: listar as a�vidades que precisam ser realizadas para a aquisição das competências. Lembrando que um bom plano de ação tem data para ser realizado e passa por avaliação periódica de seu progresso. 4 Tipos de Plano de Carreira Nas organizações, há três�pos de plano de carreira mais comuns, que são: Plano de carreira em linha: sem mudança de cargo, mas de função em relação ao cargo. Mudam-se as a�vidades ou a complexidade delas, com possível alteração de salário e bene�cios; Plano de carreira em Y: quando o colaborador precisa escolher entre ser especialista na sua área de atuação ou assumir um cargo de liderança. Ambos podem oferecer remunerações parecidas, mas requerem competências diferentes; Plano de carreira em W: quando o colaborador é preparado para ter uma visão sistêmica da empresa e atuar em diversas áreas. Neste modelo, o conhecimento do colaborador em diferentes áreas pode auxiliá-lo a ser um bom solucionador de problemas. Saiba Mais No modelo de Gestão de Pessoas por Competências, é possível u�lizar as competências como base para todos os subsistemas de Recursos Humanos. Com uma metodologia que tenha critérios claros de mapeamento das competências por organização e em cada cargo, obje�vidade em como elas serão u�lizadas nos processos relacionados e disseminação a todos os colaboradores da empresa, é possível criar um ambiente estratégico de desenvolvimento, produ�vidade e ganhos para todos os envolvidos. Muito bem, estudante! Você concluiu o material de estudos! Agora, volte ao Ambiente Virtual de Aprendizagem.