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UNIDADE II Contextualização Fases da Implementação de uma Gestão de Pessoas por Competências A Sensibilização O Mapeamento de Competências da Organização A Definição dos Perfis por Função A Mensuração das Competências A Relação Indicador/Competência A Disseminação 2 | Implantando a Gestão de Pessoas por Competências. A Capacitação A Gestão do Desempenho O Banco de Talentos e Potenciais Como a Organização se Aproveita do Modelo de Competências Página 1 de 12 Contextualização Agora, veremos as fases da implantação da Gestão de Pessoas por Competências em uma organização, a fim de que você compreenda quais os impactos de passar adequadamente por cada uma delas. A ideia aqui não é tornar rígida uma metodologia de implantação, uma vez que temos importantes autores que já discorreram sobre o tema e forneceram guias para suas metodologias – que estão indicadas em materiais complementares –, mas sim trazer a você um olhar sistêmico sobre o assunto. As experiências de grandes empresas mul�nacionais que já u�lizam a Gestão de pessoas por Competências de uma maneira bem sedimentada garantem: não importa o tamanho da organização, o modelo de Gestão de Pessoas por Competências traz bene�cios a todas as empresas que se dispuserem a trabalhar o capital humano dessa forma. Vamos começar? Página 2 de 12 Fases da Implementação de uma Gestão de Pessoas por Competências Olá aluno(a), antes de começarmos esta Unidade, vamos entender um pouco mais sobre as fases da implementação de uma Gestão de Pessoas por Competências dentro de uma empresa/ ins�tuição? Apresentar clareza nos conhecimentos e habilidades necessárias para a realização da estratégia do negócio; Ter uma equipe preparada para a�ngir os obje�vos da organização; Apresentar clareza nos obje�vos é um fator mo�vacional para as equipes; Recrutar, desenvolver, medir o desempenho das pessoas de forma mais asser�va e sustentável para o negócio; Ter um banco de talentos para promoções internas; Possibilitar redução de turnover por inserir as pessoas em suas áreas de ó�mo desempenho; Estabelecer o reconhecimento dos profissionais; Apresentar boa gestão do capital intelectual da organização; Manter pessoas valorizadas e mais sa�sfeitas em estar na organização. Apesar desses bene�cios, sabemos, por meio das obras de consultores e escritores da área como Maria Odete Rabaglio (2015) e Maria Rita Gramigna (2007), que algumas empresas acreditam trabalhar com Gestão de Pessoas por Competências quando, na realidade, não trabalham, ou o fazem apenas parcialmente, e, por esse mo�vo, não conseguem se beneficiar desse modelo, trazendo, assim, incredibilidade ao projeto. E de que forma isso acontece? Como é um assunto que está em pauta na ciência da Administração há algum tempo, as empresas acabam tendo contato com treinamentos sobre o tema ou ainda recebendo um modelo pronto de suas matrizes internacionais e implantando ações isoladas, como, por exemplo, descrição de função por competências para uso em processo de Recrutamento ou Avaliações de Desempenho, sem que, de fato, tenham observado, alinhado e executado todos os pontos necessários para o sucesso do projeto. Então, o indicado é que a empresa que pretende implantar a Gestão de Pessoas por Competências o faça com consistência, em base de uma metodologia que pode ser facilmente jus�ficada em processos prá�cos e que tenha um obje�vo em mente: de que forma minha empresa será beneficiada com a implantação dessa ferramenta? O que, de fato, será melhorado após o projeto ser entregue? O que estamos implantando está em acordo com a nossa cultura e realidade? Essas competências são as mais importantes para alavancar e sustentar o meu negócio? Essa visão sistêmica do negócio trará força para realização da implementação e prá�ca. Vale ressaltar também que a equipe de trabalho que ficar responsável por esse projeto precisa estar disposta a defender e pra�car o aperfeiçoamento con�nuo do modelo (RABAGLIO, 2015). Ainda segundo a autora, não é necessário que o grupo de trabalho seja composto apenas por colaboradores da área de Recursos Humanos. Uma equipe mul�disciplinar é interessante neste cenário, além de pessoas internas ou externas à organização que estejam capacitadas para realizar o mapeamento das competências organizacionais e individuais das funções. Uma úl�ma dica é começar um projeto desse porte apenas quando houver a certeza de entrega e con�nuidade, a fim de que a equipe de projeto tenha abertura para o trabalho e credibilidade nos bene�cios que trarão. Caso o projeto seja abandonado, será mais di�cil retomá-lo em um segundo momento. Vamos, então, às principais fases de implantação da Gestão de Pessoas por Competências. Página 3 de 12 A Sensibilização Antes de mais nada, é preciso vender a ideia. Para facilitar o endosso dela, é importante que estejam ao lado do projeto pessoas influentes na organização, como presidente, diretores, gestores. Aqueles que par�cipam do Planejamento Estratégico precisam enxergar que a implantação desse modelo de Gestão de Pessoas influenciará posi�vamente no alcance dos obje�vos da organização. Além disso, es�mulará a cooperação dos demais colaboradores da empresa. Vale lembrar que, para que essa venda se torne mais fácil, é necessário ter clareza dos obje�vos a serem alcançados após a implementação do modelo e ter definida a metodologia de Gestão por Competências que será u�lizada. Segundo Rabaglio (2017), a equipe para trabalhar nesse projeto pode ser mul�disciplinar, mas é preciso que haja uma equipe definida, com responsabilidades negociadas e definidas. Apesar de a Gestão de Pessoas por Competências ser algo perene na empresa após sua implantação, nas fases iniciais, deve ser trabalhada como um projeto e se beneficiar das ferramentas de Gestão de Projetos, tais como: planejamento, cronograma, controle dos entregáveis etc. Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Leitura Gestão de Projetos: o que é e Tudo o que Você Precisa Saber Quer saber mais sobre Gestão de projetos? Veja no material a seguir, os principais conceitos sobre o tema. Nessa fase de sensibilização, uma boa forma de envolver os gestores é promover na empresa reuniões, fóruns e workshops de apresentação dos conceitos de Gestão de Pessoas por Competências, esclarecendo quais os obje�vos da organização na implantação e permi�ndo a discussão do modelo que será adotado. É possível promover esses grupos de trabalho levando exemplos reais de aplicação do modelo de competências e enfa�zando conceitos sobre como os comportamentos impactam os resultados das pessoas e que, a par�r da definição das competências necessárias na organização e nas funções, torna-se mais clara a forma de avaliar, dar feedbacks, desenvolver, remanejar, promover, remunerar pessoas etc. Além disso, sabemos que, ao inves�r em comportamentos posi�vos esperados, naturalmente são reduzidos os comportamentos nega�vos não desejados. Outra maneira de tornar conhecida a Gestão de Pessoas por Competências na organização é enviando representantes da empresa, em especial os gestores, para cursos externos sobre o tema, ou ainda, levar à organização uma empresa terceira para treinar os colaboradores na metodologia escolhida e sistemas envolvidos. https://artia.com/blog/gestao-de-projetos-o-que-e-para-que-serve/ Não se esqueça também de divulgar os passos do projeto à medida que eles aconteçam, tornando claras as fases já cumpridas e, sempre que possível, os resultados já ob�dos. Sínteses do Processo de Sensibilização da implantação da Gestão de Pessoas por competências. Envolva pessoas influentes na empresa; Tenha clareza dos obje�vos a serem alcançados; Tenha uma equipe definida com obje�vos estabelecidos; Faça a gestão do projeto; Ensine, envolva e engaje os líderes da organização; Divulgue constantemente as fases já cumpridas e os bene�cios já ob�dos em cada uma delas. Página 4 de 12 O Mapeamento de Competências da OrganizaçãoSabendo que as competências organizacionais estão relacionadas à visão, missão, valores, planejamento estratégico, obje�vos e indicadores de negócio da organização, é possível defini-las com técnica e sem inferências aleatórias. Vale iden�ficar, como ressalta Rabaglio (2015), cada palavra-chave constante nesses documentos a fim de mapear quais as que mais aparecem e que competências elas evocam, a fim de listá-las todas, iden�ficar similaridades para agrupamento e, então, mapear as principais. Durante o mapeamento, poderão ser iden�ficadas como necessárias competências que sejam similares entre si. Ou ainda, uma competência macro, por exemplo, “Atendimento ao Cliente”, que englobe várias outras competências como: saber ouvir, empa�a, cortesia, resolução de problemas, senso de serviço, comunicação, proa�vidade e outras. Pode ainda acontecer de uma competência servir como ingrediente de duas ou mais competências macro. Quando iden�ficar uma situação assim, poderá inseri-la no contexto macro em que mais impacte o cliente interno ou externo. Já as palavras ou expressões-chave levantadas a par�r do mapeamento podem estar relacionadas e jus�ficar mais de uma competência. Veremos um exemplo a seguir para contextualização. Não há um número definido para as competências organizacionais, já que é algo bem customizado para a organização, mas, sabendo que, em determinados graus, todos os colaboradores precisarão manifestá-las, sugerimos que sejam entre cinco a dez. Para que o modelo tenha consistência, é preciso que as competências definidas sejam facilmente jus�ficáveis e que seja fácil responder para que a empresa precisa delas. O conceito de cada competência, ou seja, o que elas significam, também precisa estar claro para todos, a fim de que todos os colaboradores saibam o que é esperado de suas atuações. Vamos iden�ficar as competências organizacionais da empresa exemplo: Missão: ser uma empresa de grande credibilidade no mercado automo�vo, conhecida por estar próxima e oferecer as melhores soluções de mobilidade ao cliente; Visão: consolidar nossa qualidade dos produtos e serviços, mirando sempre a liderança do mercado e permanecendo na história do cliente por gerações; Valores: segurança, Qualidade, Inovação, Serviço ao Cliente, Trabalho em Equipe, Melhoria con�nua, Proteção ao Meio Ambiente, Responsabilidade. Indicadores de desempenho: % Par�cipação de Mercado; % Sa�sfação do Cliente; Aumento do Faturamento Anual em 15%. Os desafios do negócio – Obje�vos: Aumentar 5% par�cipação do mercado no fechamento do próximo ano, alcançando o terceiro lugar em volume de vendas no Brasil; isso significa vender em torno de 2500 veículos a mais todos os meses; Sair de 56% para 84% de sa�sfação do cliente nas pesquisas de qualidade de vendas de veículos novos em 3 anos, chegando à segunda colocação no ranking nacional. Vamos ao entendimento do mapeamento: Quais as palavras ou expressões-chave aparecem? Credibilidade; Proximidade; Soluções em Mobilidade; Qualidade; Liderança do mercado; Permanecer na História do Cliente; Segurança; Qualidade; Inovação; Serviço ao Cliente; Trabalho em Equipe; Melhoria Con�nua; Proteção ao Meio Ambiente; Responsabilidade; Aumentar Volume de Vendas; Sa�sfação do Cliente. Quais delas se relacionam e de que maneira? Para trabalhar nisso, podemos nos fazer algumas perguntas: O que gera credibilidade na visão do cliente? Oferecer informações com transparência, saber ouvir suas necessidades, focar em soluções, oferecer serviços de qualidade etc. Então podemos entender que credibilidade é um termo que cabe dentro de outros conceitos acima descritos. O que gera proximidade com o cliente? Novamente saber ouvi-lo, tratá-lo como uma pessoa e não como um negócio; estar à disposição para solucionar problemas quando ocorrerem, ter empa�a e cordialidade etc. Página 5 de 12 A Definição dos Perfis por Função Depois de mapeadas as competências organizacionais, é a vez de serem mapeadas as competências de cada função. Essas competências podem ser técnicas, ou seja, aquelas facilmente descritas no currículo por meio das formações ou treinamentos formais, ou competências comportamentais. Da mesma forma, os indicadores de desempenho dessas funções servirão de base para a iden�ficação das competências necessárias para cumpri-los. A lista de competências rela�vas a uma função é chamada de Matriz de Competências. Como aconteceu no exemplo anterior, durante o mapeamento da Matriz de Competências de uma função, poderão ser iden�ficadas como necessárias competências que sejam similares entre si. Novamente, é importante inseri-la no contexto macro em que mais impacte o cliente interno ou externo. O importante é ter uma metodologia clara e jus�ficável e evitar que as competências se repitam na Matriz de Competências da função. Esse trabalho de mapeamento pode ser realizado em conjunto com pessoas-chave da organização por meio de reuniões e workshops. Além da avaliação teórica dos documentos e indicadores de desempenho, é importante que os representantes do projeto façam análises in loco, ou seja, nos postos de trabalho, podendo realizar (entrevistas com os colaboradores que atuam na função e até com os seus pares), a fim de iden�ficar acertos e erros come�dos no cargo (RABAGLIO, 2015). Saiba Mais Uma boa ferramenta para essa entrevista é o Feedback 360 graus, que cons�tui da autoavaliação do É importante ressaltar que as competências para uma função não devem ser baseadas nas competências das pessoas que já trabalham na função e sim na necessidade da função em relação à entrega esperada dela. Outro ponto importante é que as pessoas envolvidas na fase de mapeamento, seja nas entrevistas ou avaliações, estejam seguras do obje�vo do trabalho e que, ao colaborarem, não corram riscos em seus empregos. Após o mapeamento da matriz de competências necessárias para uma função, é possível levantar os GAPs, ou seja, as lacunas entre o perfil ideal e as competências existentes atualmente. Com isso, a empresa pode desenvolver um plano de desenvolvimento de seus colaboradores para alinhá-los ao CHA necessário para sua função e, até mesmo, ou preferencialmente, prepará-los para os desafios e obje�vos futuros da organização. Relembrando que, quando as competências são definidas, é necessário que os conceitos que a definem também estejam claros e divulgados a todos os colaboradores, a fim de que tenham a referência do que é esperado. Como assim? A definição de uma competência não segue um padrão fechado? colaborador e uma avaliação de seus pares, superiores e até mesmo de seus clientes, sejam eles internos ou externos. Ao final desta Unidade, veremos exemplos das definições de competências do nosso case exemplo. De uma maneira geral, há vários guias com descrições do que é esperado em termos de CHA em cada competência. No entanto, a empresa é livre para descrevê-la dentro de seu próprio conceito, colocando exemplos reais de entregas esperadas. Relembrando As competências individuais são alavancas para a�ngir os obje�vos da função desempenhada e, por consequência, os obje�vos organizacionais. Página 6 de 12 A Mensuração das Competências Após iden�ficar as competências necessárias para uma função, é possível definir os graus de manifestação dessas competências para aquele cargo, ou seja, o quanto cada colaborador precisa manifestá-las dentro de sua função. De que forma podemos definir o grau de uma competência em determinada função? A par�r de quantas vezes, durante o processo de mapeamento, a competência aparece atrelada a a�vidades realizadas pela função (RABAGLIO, 2015). Na função Analista Interno de TI, a competência se manifestará em parte do tempo do colaborador, quando das negociações de prazo ou escopos de projetos com clientes internos. No entanto, para o Vendedor, essa competência se manifestará na maior parte do tempo, ou seja, sempre que ele es�ver frente a frente com o cliente realizando uma venda. ReflitaEm uma empresa, as funções Vendedor e Analista Interno de TI têm negociação como competência em sua matriz de competências por função. Para qual das duas funções a competência deve se manifestar em maior grau? #ParaTodosVerem: a Figura apresenta uma equação que indica que o "Peso indicador" é igual a divisão do "Nível máximo da escala" pela "Quan�dade de indicadores da competência". Fim da descrição. Nesse caso, para o Vendedor, a competência negociação é exigida em mais Indicadores de Desempenho do que para o Analista de TI. De acordo com Leme (2005), é sugerida a adoção de uma escala numérica que represente o percentual de relevância da competência para a função baseada em seus Indicadores de Desempenho. Segundo o autor, é possível usar qualquer escala, como no nosso exemplo, 1 a 5, sendo 5 o grau máximo de necessidade da manifestação da competência na função. O autor sugere uma fórmula para que seja possível iden�ficar o peso da competência dentro de um indicador de desempenho, que é a seguinte: Página 7 de 12 A Relação Indicador/Competência Relação Indicador/Competência Vamos ao nosso exemplo: o Vendedor tem como indicadores de Desempenho de sua função os seguintes: Tratamento de 90% dos clientes que enviam mensagens de interesse pela internet (leads); Vendas/mês = 15 veículos; Celebração de Entrega do Veículo = 100%; Pesquisa de Sa�sfação do cliente > 84%; Indicação do Cliente > 80%. Conforme iden�ficamos, suas competências são: Organizacionais: compromisso com a Excelência; Foco em Resultado; Inovação; Trabalho em Equipe; Responsabilidade Ambiental; Orientação para o Cliente; Da Função: negociação; Persuasão, Comunicação, Sistemas de Informá�ca; Liderança. Veja na Tabela 2 para quais indicadores as competências da função são alavancas. Tabela 2 A par�r da relação Indicador/Competência, de uma maneira simplificada, podemos iden�ficar o peso ou relevância da competência para a função exemplo Vendedor, conforme a Tabela a seguir. Tabela 3 Competência Nível Máximo Quan�dade de Indicadores Peso da Competência na Função Compromisso com a 5 5 1 Competência Nível Máximo Quan�dade de Indicadores Peso da Competência na Função Excelência Foco em Resultado 5 5 1 Inovação 5 3 0,6 Trabalho em Equipe 5 4 0,8 Responsabilidade Ambiental 5 2 0,4 Orientação para o cliente 5 5 1 Negociação 5 5 1 Persuasão 5 4 0,8 Comunicação 5 4 0,8 Sistemas de Informá�ca 5 2 0,4 Liderança 5 3 0,6 De forma prá�ca: várias funções dentro da organização compar�lharão das mesmas competências, mas, a par�r da classificação da relevância da competência para a função, é possível desenhar de forma asser�va um processo de recrutamento, desenvolvimento, avaliação de desempenho, promoção etc. Saiba Mais A fim de que tenha mais subsídios para aplicação dessa classificação, sugerimos a leitura do material complementar. Página 8 de 12 A Disseminação Depois de mapeadas as competências organizacionais e competências por função, é o momento de disseminar o projeto a todos os colaboradores da empresa. Vale realizar um trabalho de educação e engajamento, instruindo sobre quais são os conceitos, obje�vos e bene�cios da Gestão de Pessoas por Competências, quais as competências imprescindíveis na organização e por funções, para o a�ngimento de seus obje�vos estratégicos. Comunique também o que muda na ro�na de trabalho, quais as possibilidades de desenvolvimento que esse modelo trará e quais ferramentas poderão, inclusive, auxiliá-los na gestão de suas carreiras. É possível, nesse momento, u�lizar vários dos canais de comunicação interna disponíveis na organização, como, por exemplo, a Intranet, TV interna, Redes Sociais Corpora�vas, Palestras e Workshops, Reuniões entre líder e equipe etc., desde que se busque a intera�vidade e engajamento do colaborador. É interessante ter um especialista de fora da organização endossando o projeto e realizando a transferência de conhecimento à equipe. Caso o projeto já tenha resultados posi�vos, aproveite esse momento para já torná-los conhecidos por todos os colaboradores! Clique no botão para conferir o vídeo indicado. Página 9 de 12 A Capacitação Como vimos anteriormente, o mapeamento das competências por função indicará se há, na equipe, lacunas de CHA para o desenvolvimento de suas a�vidades com excelência e como alavanca para as metas. A área de Gestão de Pessoas em conjunto com os líderes da organização deve, nessa fase da implantação, criar planos de desenvolvimento para suprir essas lacunas, tanto das competências organizacionais como nas competências por função, por meio de ações como: par�cipação em cursos e seminários, mentoria com pessoas da empesa que tenham as competências desejadas, rodízio entre postos de trabalho, feedbacks constru�vos etc. Vídeo Como um Adulto Aprende – Mentes Mudando o Mundo ASSISTA Faz sen�do para você que, para fazer sen�do ao colaborador, o novo conhecimento precisa estar ligado às suas atuações prá�cas e ter um obje�vo claro de u�lização? https://www.youtube.com/watch?v=LX-yJ4RZkzM Página 10 de 12 A Gestão do Desempenho Gestão de desempenho é uma estratégia de desenvolvimento de pessoas que implica na comparação dos resultados de um Indicador em um determinado período de tempo. Segundo Gramigna (2007), é por meio da avaliação das performances individuais que o gestor verifica a evolução ou involução no desempenho das pessoas de sua equipe. A avaliação de desempenho é uma ferramenta da Gestão de Desempenho que auxilia o gestor a acompanhar e corrigir detalhes na rota a fim de que os obje�vos estabelecidos sejam cumpridos ao final do período estabelecido. Também serve de base de dados do histórico do desempenho do colaborador. Os obje�vos e metas constantes em uma avaliação de desempenho devem ser claros e específicos, mensuráveis, a�ngíveis, relevantes e temporais (Metas SMART) e, se estabelecidos em conjunto pelo gestor e pelo colaborador, farão ainda mais sen�do para o responsável por sua execução. O acompanhamento dos indicadores acontece periodicamente em sessões de autoavaliação e feedbacks. Na Gestão de Pessoas por competências, as competências a serem desenvolvidas por um colaborador também estão em sua Avaliação de Desempenho. Avaliar a ampliação das competências de um colaborador pode ser um tanto quanto subje�vo por quem avalia e, por isso, é imprescindível que os critérios de avaliação sejam claros e que os gestores da organização estejam alinhados com os conceitos que compõem a competência. Preferencialmente, nas sessões de acompanhamento, o colaborador faz uma autoavaliação a fim de iden�ficar por si caminhos a percorrer para a�ngir seus obje�vos. O gestor, nesse contexto, atua como um líder coach, tendo uma intenção verdadeira no desenvolvimento das pessoas, promovendo um encontro planejado e com tempo o suficiente para que todos os pontos sejam analisados. Ao mencionar pontos de melhoria, o líder coach sempre fala da situação ocorrida e não da iden�dade do colaborador e dá a ele oportunidade de encontrar caminhos de correção. É importante que, ao final do encontro, o colaborador entenda e aceite os pontos de melhoria e, que, seja estabelecido um plano de ação prá�co, seguindo os mesmos critérios SMART mencionados anteriormente. Alguns ingredientes são necessários em uma Avaliação de Desempenho: Apresentar imparcialidade; Manter o foco no período avaliado; Falar também dos pontos posi�vos; Evitar a subje�vidade; Não servir como exposição, punição ou promoção; Evitar fazer desse momento apenas mais uma obrigação formal da empresa. A avaliação de desempenho de um colaborador é levada em conta para promoções, remuneração variável, rodízio de funções, recrutamento interno etc. Um de seus principais obje�vos é a melhoria e o desenvolvimento con�nuo do colaborador. Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Leitura Entenda a Diferença entre Gestão de Desempenho e Avaliação de Desempenho https://blog.solides.com.br/gestao-de-desempenho-e-avaliacao-de-desempenho/Página 11 de 12 O Banco de Talentos e Potenciais O mapeamento de competências, de acordo com Rabaglio (2015) também permite à organização conhecer a sua força de trabalho, ter uma visão holís�ca do seu potencial humano, suas excelências e insuficiências para a tomada de decisões gerenciais, como: polí�ca de remuneração, retenção de talentos, promoções, remanejamento de colaborador entre funções, gestão de carreira, apontando horizontes profissionais possíveis, ampliação das competências já existentes, sucessão e outros. De acordo com Gramigna (2007), ao implantar o banco de talentos, o primeiro aspecto a ser considerado é o potencial das pessoas. A autora ainda afirma que iden�ficar potenciais é fundamental para que a organização possa realinhar suas estruturas de pessoal e que, para as pessoas, a vantagem é a possibilidade de planejar o autodesenvolvimento ao conhecer suas potencialidades e dificuldades e para a empresa fica a certeza de que a responsabilidade pelo desenvolvimento profissional é uma questão de parceria com o colaborador. Página 12 de 12 Como a Organização se Aproveita do Modelo de Competências Além de todos os processos impactados pela Gestão de Pessoas por Competências citados ao longo da Unidade, vale reforçar que ela traz clareza a respeito do potencial do capital humano da empresa e permite que a organização valorize o ex colaborador, que se sen�rá mais sa�sfeito e mo�vado em prestar os seus serviços à organização. Exemplos de Competências Para finalizarmos esta Unidade, u�lizamos da obra de Maria Rita Gramigna (2007) para a descrição do CHA das competências citadas em nosso exemplo. Reforçamos que a descrição da competência pode e deve ser adequada ao que é esperado de sua aplicação em cada organização. Competência 1: Compromisso com a Excelência A�tude: • Verificar a qualidade do trabalho executado; • Procurar a�vamente novas formas de trabalhar para melhorar a produ�vidade. Habilidade: • Sabe ouvir crí�cas, sugestões e solicitações de clientes; • Age com exa�dão e agilidade no atendimento às necessidades dos clientes; • Age de forma correta, deixando o cliente sa�sfeito; • Age com foco em resultados que favoreçam as partes; • Aprende con�nuamente. Conhecimento: • Ferramentas de qualidade adotadas pela empresa; • Funcionamento e a estrutura da empresa, compreendendo a relação e inter-relação entre as partes; • Básico de esta�s�ca; • As vantagens e o valor da cultura de qualidade tanto no ambiente interno quando em relação à fornecedores e clientes. Competência 2: Foco em Resultados A�tude: • Valoriza resultados; • Enxerga-se como dono do negócio; • Mantém o foco nas metas e nos resultados; • Apresenta posturas que indicam seu comprome�mento com os resultados. Habilidade: • Atua de acordo com os planos; • Obtém resultados; • Cumpre metas; • Persegue obje�vos; • Analisa contextos, iden�ficando indicadores favoráveis e resultados. Conhecimento: • Sobre o negócio; • Sobre o mercado; • Sobre os processos de trabalho; • Sobre as ferramentas de gestão disponíveis na empresa. Competência 3: Inovação A�tude: • Busca formas diferentes de trabalho; • Apresenta facilidade em gerar novas ideias; • Tem disponibilidade em ouvir e aproveitar as ideias dos outros; • Mantém a�tude espontânea; • Demonstra autoconfiança. Habilidade: • Usa a imaginação para resolver problemas; • Usa analogias, comparações ou metáforas; • Coloca as ideias em ação; • Estrutura as ideias novas de forma que outras pessoas a entendam; • Usa estratégias cria�vas para resolver problemas; • Adota métodos diferenciados para situações específicas; • Propõe novas formas de trabalho. Conhecimento: • Técnicas de Solução de Problemas; • Ferramentas de Cria�vidade. Competência 4: Trabalho em Equipe A�tude: • Demonstra disponibilidade para ajudar os outros; • Respeita os pontos de vista das pessoas e as diferenças culturais; • Sabe expor suas ideias sem desconsiderar as demais; • Tem interesse pela coesão do grupo; • Tem transparência de a�tudes; • Busca o comprome�mento do grupo em prol de um obje�vo comum. Habilidade: • Obtém a colaboração, a par�cipação e o comprome�mento do grupo na busca de resultados; • Par�cipa a�vamente dos trabalhos; • Integra novos membros da equipe; • Avalia sua par�cipação e a dos demais considerando o resultado esperado. Conhecimento: • Recorda ou reconhece informações ou ferramentas de trabalho em equipe. Competência 5: Responsabilidade Ambiental A�tude: • Apresenta posturas que indicam seu comprome�mento com o meio ambiente; • Sabe expor ideias de redução de uso dos recursos do meio ambiente; • Demonstra interesse pelo tema. Habilidade: • Par�cipa das ações ambientais es�puladas pela empresa; • Sugere melhorias de processo visando sustentabilidade do meio ambiente. Conhecimento: • Sobre as leis ambientais relacionadas ao negócio; • Sobre as formas de proteger o meio ambiente no dia a dia de trabalho; • Sobre a forma de reduzir uso de recursos do meio ambiente, como água, papel, energia. Competência 6: Orientação para o Cliente A�tude: • Apresentar um comportamento proa�vo, sinalizado para o cliente soluções ainda não demandadas, mas que elevem o nível de sa�sfação; • Buscar ou desenvolver soluções para atender as demandas SOS clientes, atendendo ou superando suas expecta�vas; • Contornar situações de conflito com o cliente, auxiliando no resgate da relação com a empresa; • Criar clima favorável para relacionamento com clientes, pautado na confiança, segurança e credibilidade, potencializando a retenção e fidelização do cliente; • Escutar e perceber as necessidades e desejos do cliente; • Estabelecer relacionamento com o cliente de forma cortês, empá�ca e respeitosa; • Mensurar e interpretar o nível de sa�sfação do cliente. Habilidade: • Capacidade de ouvir o explícito e o implícito; • Capacidade de perceber as necessidade e desejos dos clientes. Conhecimento: • Sobre os produtos e serviços; • Sobre comportamento e segmentação do consumidor; • Sobre comunicação; • Sobre retenção e fidelização de clientes; • Sobre marke�ng de relacionamento; • Sobre relacionamento intra e interpessoal; • Sobre visão de longo prazo; • Sobre temas de atualidade. Competência 7: Negociação A�tude: • Valoriza o planejamento e a organização de informações antes de iniciar a negociação; • Demonstra flexibilidade; • Interessa-se em conhecer estratégias e tá�cas de negociação; • Valoriza resultados ganha-ganha; • Inspira confiança. Habilidade: • Prepara antecipadamente os planos de negociação; • Informa-se sobre o conteúdo da negociação; • Ouve os argumentos da outra parte com tranquilidade e argumenta com propriedade; • Age com persuasão (ouve, percebe as nuances e acha a chave para ligar os fatos); • Reage com tranquilidade e argumentos comba�vos; • Diante de objeções, indica os bene�cios da negociação; • Obtém a melhor negociação para a empresa, com postura de empa�a. Conhecimento: • Técnicas de Negociação; • Sobre o produto ou serviço; • Sobre o mercado e concorrentes. Competência 8: Liderança A�tude: • Respeita as pessoas; • Demonstra sa�sfação com resultados alcançados em grupo; • Vibra e passa energia para o grupo; • Valoriza resultados e metas; • Incen�va o desenvolvimento das pessoas. Habilidade: • Consegue manter a equipe comprome�da com os resultados e metas; • Cria um clima de entusiasmo e envolvimento; • Tem facilidade para convencer o grupo a seguir suas orientações; • Obtém a atenção e o respeito das pessoas; • Acompanha e par�cipa do andamento dos trabalhos, colocando-se disponível caso haja necessidade; • Adota palavras de es�mulo reconhecendo resultados e desempenho; • Avalia e, se necessário, reorienta as ações, obtendo a colaboração das pessoas; • Age com foco nas a�vidades e projetos as equipes na busca dos obje�vos organizacionais. Conhecimento: • Acerca das funções e papéis da liderança:apoiar, acompanhar, orientar, delegar, treinar, etc; • Sobre es�los de liderança asser�vos; • A respeito do próprio trabalho; • Acerca do negócio com um todo; • Sobre as principais funções da liderança; • Sobre o que espera a empresa. Competência 9: Comunicação A�tude: • Adota postura de escuta e interesse pelo o que os outros falam; • Busca informações e pergunta quanto tem dúvida; • Nas discussões, esclarece seus pontos de vista quando os outros solicitam; • Reage de forma natural e feedback que inclui crí�ca; • Oferece feedback com propriedade, cortesia e respeito pela outra parte; • Busca aproximação com as pessoas e é recep�vo com os contatos; • Procura expressar-se com clareza e obje�vidade. Habilidade: • Apresenta a comunicação falada, escrita ou gráfica de forma organizada e correta; • Comunica-se por meio de fatos e dados coerentes; • Sabe ouvir, fornecer e receber feedback de forma educada e cortês; • Quando se comunica, os outros entendem; • Interpreta a comunicação com propriedade; • Não é prolixo. Conhecimento: • Sobre o processo de comunicação; • Técnicas de expressão verbal; • Sobre tecnologias de informação u�lizadas na empresa; • Sobre língua portuguesa. Muito bem, estudante! 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