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Caderno de Erros – DIREITO ADMINISTRATIVO
ESTADO, GOVERNO E ADMINISTRAÇÃO.
Conceito.
Atualmente, no Brasil, vigora a TEORIA DA PERSONALIDADE ÚNICA DO ESTADO. Por mais que atua em certos casos de modo privado, É SEMPRE PJ DE DIREITO PÚBLICO.
Critério NEGATIVISTA ou RESIDUAL: exclui do âmbito da administração pública as atividades legislativas e judiciais, restringindo-se a atividade administrativa.
Governo é a cúpula diretiva investida de Poder Político para consecução dos interesses públicos.
Fases da Administração Pública: PATRIMONIALISTA – BUROCRÁTICA – GERENCIAL.
ESTADO DE DIREITO: noção de que o mesmo Estado que cria as leis, deve se submeter a elas, ou seja, atuação dos governantes limitada pela lei.
O direito francês se notabiliza como a principal influência na formação do Direito Administrativo brasileiro, de onde importamos institutos importantes como o conceito de SERVIÇO PÚBLICO, a teoria dos ATOS ADMINISTRATIVOS, da RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO e da submissão da Administração Pública ao PRINCÍPIO DA LEGALIDADE.
Função de governo não se confunde com função administrativa.
DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCEITOS. ELEMENTOS. FONTES. NATUREZA. FINS.
Direito administrativo é o que dá mobilidade ao direito constitucional. 
As normas de arrecadação de tributos podem ser consideradas como de direito administrativo.
Sistema do CONTENCIOSO administrativo é de origem FRANCESA – não é adotado no Brasil. Considera que as decisões administrativas possuem definitividade, coisa julgada.
Sistema de jurisdição única (inglês) é herança da common law americana. Apenas as decisões judiciais possuem força definitiva e as administrativas podem ser levadas ao Judiciário.
O Brasil, durante o período da Emenda Constitucional nº. 07/77 adotou o sistema dos dois contenciosos administrativos, tanto o Inglês como o Francês.
Fontes do Direito Administrativo: A LEIS, A DOUTRINA, JURISPRUDÊNCIA, COSTUMES E OS PRINCÍPIOS GERAIS do direito.
CRITÉRIO SUBJETIVO, ORGÂNICO OU FORMAL: o conjunto de órgãos e de pessoas jurídicas aos quais a lei atribui o exercício da função administrativa do Estado.
CRITÉRIO OBJETIVO, FUNCIONAL OU MATERIAL: abrange as atividades exercidas pelas pessoas jurídicas, órgãos e agentes incumbidos de atender concretamente às necessidades coletivas; corresponde à função administrativa.
· AMPLO: função administrativa + função política.
· RESTRITO: apenas a função administrativa.
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO.
INTERESSE PÚBLICO PRIMÁRIO: identificado com o interesse social, o interesse da coletividade.
INTERESSE PÚBLICO SECUNDÁRIO: É a preocupação do Estado com si próprio. Nem sempre condiz com o interesse da coletividade.
Em tese, o que deve prevalecer é o INTERESSE PÚBLICO PRIMÁRIO, por mais que o Estado deseje atender seu interesse secundário.
PRINCÍPIOS.
Legalidade.
Para CESPE -> Princípio da legalidade precede os demais, ou seja, deve ser analisado em primeira esfera.
Impessoalidade.
Impessoalidade como VEDAÇÃO À PROMOÇÃO PESSOAL.
Impessoalidade como IGUALDADE DE TRATAMENTO.
Impessoalidade como TEORIA DO ÓRGÃO.
Princípio da Finalidade é aquele que a norma de direito indica, expressa ou virtualmente, como objetivo do ato.
Moralidade.
Súmula Vinculante nº 13 – Nepotismo não se aplica aos serviços extrajudiciais de notas e registros, por que esses possuem natureza privada, e seus titulares não exercem cargo público, o que torna viável a contratação de parentes a qualquer grau.
Nepotismo viola impessoalidade/moralidade = PARENTES ATÉ 3º GRAU.
Em sua atuação, a Administração Pública pauta-se na moralidade administrativa, e não na moralidade comum.
Demora no cumprimento de obrigações pela Adm. Pública configura violação ao princípio da MORALIDADE.
A noção de moralidade administrativa não está ligada a convicções subjetivas dos servidores públicos, mas sim À NOÇÃO OBJETIVA DE MORALIDADE, QUE PREVALECE NO MEIO SOCIAL, ainda que de forma indeterminada.
Publicidade.
Publicidade formal: é a mera publicação dos atos públicos nos veículos oficiais.
Publicidade material/real: garantir que todos tenham acesso aos documentos, é a publicização de tais atos.
Não viola a privacidade/intimidade, a divulgação dos salários de funcionários públicos, inclusive informando o nome de cada um dos servidores públicos.
Eficiência.
A duração do processo judicial ou administrativo que não se revelar razoável viola o princípio da EFICIÊNCIA.
Princípio da Eficiência é fruto da Reforma Administrativa promovida pela Edição da EC 19/98.
Implícitos.
RAZOABILIDADE NÃO É SINÔNIMO DE PROPORCIONALIDADE.
Razoabilidade é uma ATUAÇÃO ORDENADA, LÓGICA E PADRONIZADA da Adm. Já a Proporcionalidade é A ADEQUAÇÃO DOS MEIOS AO FIM, ponderação do excesso, análise do estritamente necessário.
Princípio da Razoabilidade demanda que o administrador escolha sempre a maneira mais correta de atender ao interesse público, descabendo a utilização de critérios subjetivos e pessoais – afastado de ideologias.
Subprincípios da RAZOABILIDADE:
· Necessidade – se precisa DISSO pra alcançar o resultado.
· Exigibilidade/Adequação – se isso é ADEQUADO pra alcançar o resultado.
· Proporcionalidade em sentido estrito – se ESSE tanto é bom.
Princípio da continuidade dos serviços públicos se estende, também, às demais funções administrativas (não apenas aos serviços prestados no âmbito do Poder Executivo).
A expectativa legítima, a acarretar a necessidade de proteção à confiança criada por uma conduta aparentemente legal da Administração, recebe a chancela do princípio da segurança jurídica e vem sendo aceita pelos tribunais brasileiros.
A teoria do venire contra factum proprium non potest É APLICÁVEL às relações que envolvam a administração pública (Dever de Lealdade e Proteção à Confiança).
Princípio do interesse público NÃO ESTÁ EXPRESSO NA CF, mas está na Lei 9.784.
A qualificação de determinado interesse como público é feita pelo DIREITO POSITIVO, e não por caracteres políticos ou sociológicos.
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA: CENTRALIZAÇÃO, DESCENTRALIZAÇÃO, CONCENTRAÇÃO E DESCONCENTRAÇÃO; ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DA UNIÃO; ADM. DIRETA E INDIRETA.
Órgãos Públicos.
Órgãos autônomos e independentes não possuem personalidade jurídica, mas possuem PERSONALIDADE JUDICIÁRIA, para defender seus interesses institucionais. (C.D, S.F e T.J).
Independentes Autônomos Superiores Subalternos.
Adm. Direta.
A OUTORGA de serviço só pode ser realizada para PJ DE DIREITO PÚBLICO DA ADM. INDIRETA.
Outorga não ocorre para particulares, nesse caso é DELEGAÇÃO e ocorre por meio de contrato/ato administrativo.
Se houve a criação de uma sociedade de economia mista com a transferência de um serviço, SÓ PODE TER OCORRIDO DELEGAÇÃO.
Defensoria Pública, Ministério Público e TCU compõem a Adm. Direta e são considerados órgãos INDEPENDENTES.
Adm. Indireta.
Autarquias.
Prerrogativa de duplo grau de jurisdição aplica-se às autarquias e às fundações de DIREITO PÚBLICO.
Autarquias e demais componentes da ADM INDIRETA não possuem capacidade POLÍTICA, que é característica dos entes federados.
Autarquias em regime especial não se submetem ao contingenciamento orçamentário.
INSS não está obrigado a fazer depósito prévio dos valores a título de preparo. Isso não significa isenção do preparo, mas sua POSTERGAÇÃO.
As anuidades cobradas pelos Conselhos Regionais (natureza de AUTARQUIA) têm natureza TRIBUTÁRIA.
A isenção de preparo nas demandas recursais NÃO SE APLICA AOS CONSELHOS DE FISCALIZAÇÃO DE PROFISSÃO, por mais que sejam considerados como autarquia.
OAB é considerada entidade autônoma e sui generis, não sendo classificada como autarquia, para fins de obrigações.
Conselhos Regionais de Profissão, por mais que sejam Autarquias, não se submetem ao REGIME DE PRECATÓRIO.
Fundações.
Ambas as fundações, de direito público ou privado submetem-se à imunidade tributária – naquilo que diz respeito às suas finalidades essenciais.
Tanto as de direito público e de direito privado, submetem-se à responsabilidade objetiva e primária.
Fundação Pública de DIREITO PRIVADO NÃO GOZA DE PRAZO EM DOBRO.
Empresas Públicas.É desnecessária a autorização específica para criação de cada uma das subsidiárias das empresas estatais. Por isso, BASTA PREVISÃO DE POSSIBILIDADE DE CRIAÇÃO NA LEI que institui tais estatais, dispensada lei específica para tal fim.
Imunidade recíproca atingem empresas públicas e sociedades de economia mista que prestem SERVIÇOS PÚBLICOS.
Regime de precatórios é aplicável à EP e SEM que prestem serviços públicos, mas não para as que exercem atividade econômicas.
Não visam lucro, mas podem ter superávit (ativo ultrapassa passivo).
Bens de empresa pública, em regra, SÃO PENHORÁVEIS, por que é pessoa jurídica de direito privado. 
Já os bens de empresa pública que são vinculados à prestação de SERVIÇO PÚBLICO não podem ser penhorados.
Correios possui tratamento diferenciado – é quase equiparado a AUTARQUIA e, por isso, seus bens, VINCULADOS OU NÃO à prestação de serviços, SÃO IMPENHORÁVEIS.
Empresa pública PRESTADORA DE SERVIÇO PÚBLICO goza de IMUNIDADE RELATIVA, desde que não repasse o valor dos tributos aos usuários (não haja contraprestação ou pagamento de tarifas pelos usuários). 
Empresa Pública x Funcionário do regime celetista – Justiça do TRABALHO.
Empresa pública pode ter regime específico de contratos e licitações, sujeitando-se os atos abusivos praticados no âmbito de tais procedimentos licitatórios ao controle por meio de mandado de segurança.
Sociedade de Economia Mista.
Sociedade de economia mista e empresa pública, mesmo possuindo personalidade de direito privado, são considerados ENTES ESTATAIS.
É constitucional a restrição imposta por lei editada por um ente federativo, vedando que outros entes federativos adquiram participação minoritária nas sociedades de economia mista sob seu controle.
 A participação de sociedade de economia mista em empresa privada não depende de licitação, eis que se trata de um contrato de natureza privada e não de um contrato administrativo.
As demandas que envolvam SEM são resolvidas na Justiça Comum ESTADUAL, excepcionalmente vão para Justiça Federal caso a União intervenha como assistente ou opoente.
OAB é entidade sui generis e não compõe a administração direta/indireta. NÃO ESTÁ OBRIGADA A REALIZAR CONCURSO.
Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) goza de imunidade tributária recíproca mesmo quando realiza o transporte de bens e mercadorias em concorrência com a iniciativa privada.
Correio goza de impenhorabilidade de seus bens, ainda que não tenham finalidade destinada à prestação de serviços, por que se assemelham às autarquias.
Agências Reguladoras.
Teoria da Captura: ocorre quando a agência reguladora passa a sucumbir aos interesses das empresas que regula. Ex: diretor da CLARO é nomeado Dirigente da ANATEL.
É para evitar ações como a da Captura que existe a QUARENTENA de SAÍDA.
Os atos normativos expedidos pelas agências, de natureza regulamentar, não podem modificar, suspender, suprimir ou revogar disposição legal, nem tampouco inovar.
Atuação normativa das agências reguladoras NÃO SE CONFUNDE com exercício do poder LEGISLATIVO – tem poder normativa, mas NÃO LEGISLAM.
Não é possível a interposição de recurso hierárquico impróprio em face de decisão de agência reguladora, em razão da maior autonomia conferida a elas.
Lembrar que há 3 correntes acerca da proibição, ou não, do recurso hierárquico – STF tem preferido a corrente da IMPOSSIBILIDADE DO RECURSO IMPRÓPRIO nas matérias eminentemente TÉCNICAS.
A IMPOSSIBILIDADE DO CONTROLE DA MATÉRIA DE ORDEM TÉCNICA tratada pela agência reguladora é característica de sua independência.
Admite-se a interposição de recurso hierárquico impróprio contra as decisões de agência reguladora que extrapolem suas atribuições. EXCEÇÃO!
Deslegalização, também chamada de delegificação, significa a retirada, pelo próprio Legislador, de certas matérias do domínio da lei passando-se ao domínio do regulamento – deixar a normatização para quem entende do assunto.
Cabe-lhes substituir o poder executivo relativamente às funções que o poder concedente exerce nos contratos de concessão ou permissão de serviços público.
Agência Executiva.
É uma espécie de qualificação concedida às AUTARQUIAS e FUNDAÇÕES que firmam contrato de gestão.
Autarquias e fundações que celebram CONTRATO DE GESTÃO com seu Ministério Supervisor pelo prazo MÍNIMO DE 01 ANO.
A qualificação se dá por meio de DECRETO presidencial.
Um dos requisitos necessários à qualificação de uma autarquia ou fundação pública como agência executiva é a celebração de contrato de gestão com o respectivo ministério supervisor ao qual se acha vinculada.
Qualificação de OS é ATO DISCRICIONÁRIO.
Às organizações sociais poderão ser destinados bens públicos, sendo dispensada licitação, mediante permissão de uso, consoante cláusula expressa de contrato de gestão celebrado com o poder público.
Também pode ocorrer cessão de servidores públicos, mantendo o ônus da remuneração com o ÓRGÃO DE ORIGEM.
Entidades Paraestatais.
OSCIP realiza atividade de NATUREZA PRIVADA.
Pode haver cessão de servidor público para Organização Social, desde que o Poder Público mantenha o ônus de seu pagamento.
Organização Social - PREVÊ RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL E SOLIDÁRIA dos dirigentes pelos danos ou prejuízos decorrentes de sua ação ou omissão, em caso de desqualificação da entidade pelo descumprimento das disposições contidas no contrato de gestão.
Qualificação de OSCIP É ATO VINCULADO.
OSCIP firma TERMO DE PARCERIA com o Poder Público.
Sistema S – Serviços Sociais Autônomos.
Ainda que sejam de âmbito NACIONAL, estão sujeitos à jurisdição estatal.
São criados mediante autorização legislativa.
Mesmo que não possuem natureza pública, SÃO SUJEITOS AO CONTROLE DO TRIBUNAL DE CONTAS.
Caso a administração pública promova a alienação de imóvel diretamente ao SESC, mediante dispensa de licitação, a venda será considerada irregular, por afrontar a regra da obrigatoriedade de licitação.
Não fazem licitação e nem concurso público, pois são PJ DE DIREITO PRIVADO, mas devem observar um procedimento simplificado que obedeça os princípios da ADM.
Consórcios Públicos/Convênios.
Consórcio Público apenas entre ENTES FEDERADOS.
NÃO POSSUI FINS ECONÔMICOS.
Consórcios públicos NÃO possuem caráter contratual.
Consórcio público com personalidade de pessoa jurídica de direito público- assume a forma de AUTARQUIA e INTEGRA A ADMINISTRAÇÃO INDIRETA dos entes consorciados
Cessão de servidores apenas para os entes consorciados ou com eles conveniados.
Consórcio pode prever a cessão de móveis dos municípios à associação pública, por força da gestão associada do serviço.
Consórcios públicos respondem de modo objetivo e direto pelos danos que causarem. Entre os entes consorciados a responsabilidade é subsidiária e objetiva.
RESPONSABILIDADE DOS ENTES CONSORCIADOS É SUBSIDIÁRIA.
A dispensa de licitação para contratar com o consórcio público é oferecida apenas para adm. direta ou indireta dos entes consorciados, e não para todo e qualquer ente da federação.
É NULA cláusula do consórcio que disponha sobre transferência econômica ou financeira dos entes consorciados ao consórcio público.
Autoridade Pública Olímpica – APO -, cujo protocolo foi ratificado pela Lei Federal nº 12.396, de 2011, constitui-se em modalidade de consórcio público;
Não há necessidade de realizar licitação para firmar CONVÊNIO, salvo se for firmado com ENTIDADE PARTICULAR, mesmo que sem fins lucrativos.
Não há necessidade de autorização legislativa para firmar CONVÊNIO, salvo na hipótese de repasse de verbas que não estejam previstas na Lei Orçamentária.
AGENTES PÚBLICOS.
Conceitos.
Agente de FATO: aquele que, mesmo sem ter uma investidura em cargo, exerce uma função pública em nome do Estado. 
A) NECESSÁRIOS: em situações excepcionais, como as de EMERGÊNCIAS EM COLABORAÇÃO COM O PODER PÚBLICO. 
B) PUTATIVOS: desempenham a atividade na presunção de que há legitimidade, embora NÃO TENHA HAVIDO A INVESTIDURA.
Quando um agente, em situação de calamidade pública, desempenha função pública, deve ser aplicada a Teoria da APARÊNCIA, pois sua atuação será imputávelao Estado.
Estado responde OBJETIVAMENTE pelos atos praticados pelos agentes de fato PUTATIVOS, pela teoria da aparência.
Pela teoria da institucionalização, determinados órgãos públicos, não obstante não tenham personalidade jurídica própria, EM VIRTUDE DE SUA ATUAÇÃO, PODEM GANHAR "VIDA PRÓPRIA", POR CONTA DE SUA HISTÓRIA EXISTENCIAL, como é o caso do EXÉRCITO Brasileiro.
Servidor que contratado em regime TEMPORÁRIO NÃO OCUPA CARGO PÚBLICO, por que esse é destinado para quem passa em concurso. 
Contratado temporariamente ocupa FUNÇÃO PÚBLICA – regido por LEI PRÓPRIA.
Conflita com o princípio da razoabilidade a eleição, como critério de desempate, do desempenho profissional anterior, relacionado com a titularidade do serviço para o qual se realiza o concurso.
INAPLICABILIDADE DA TEORIA DO FATO CONSUMADO a casos nos quais se pleiteia a permanência em cargo público, cuja posse tenha ocorrido de forma precária, em razão de decisão judicial não definitiva.
Caso o servidor se aposente no cargo, em que foi empossado por decisão precária, A APOSENTADORIA DEVE SE MANTER, ainda que a decisão seja posteriormente revogada.
A função administrativa é a única passível de ser exercida também por particulares, como os que recebem uma delegação para a prestação de serviços públicos.
Atualmente está valendo a ADOÇÃO DO REGIME JURÍDICO ÚNICO, contudo a CF não estabelece qual deva prevalecer, se estatutário ou celetista, cabendo ao ente federado a adoção do que lhe convém.
Agentes Honoríficos: são cidadãos requisitados/ designados para colaborarem com o Estado (mesários e jurados).
Agentes Credenciados: são os que recebem a INCUMBÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO PARA REPRESENTÁ-LA (professores).
Agentes Políticos: São os políticos mesmo. Eles ingressam no cargo através de NOMEAÇÃO, ELEIÇÃO, DESIGNAÇÃO. Divergência se Juiz e MP se enquadram aqui.
São os cargos do alto escalão, responsáveis pela tomada de decisões políticas – há a TEORIA AMPLA e a TEORIA RESTRITA.
Agentes Delegados: São os particulares QUE EXECUTAM ALGUM SERVIÇO POR SUA CONTA E RISCO (concessionárias e permissionárias).
Agentes Administrativos: São aqueles que estão SUJEITOS A UMA HIERARQUIA CONSTITUCIONAL, independentemente de a administração pública ser direta ou indireta (servidores públicos, empregados públicos e temporários).
Cargo/Emprego Público.
Critérios para criação de CARGO EM COMISSÃO:
* o exercício de funções de DIREÇÃO, CHEFIA E ASSESSORAMENTO, não se prestando ao desempenho de atividades burocráticas, técnicas ou operacionais;
* pressupor a NECESSÁRIA RELAÇÃO DE CONFIANÇA entre a autoridade nomeante e o servidor nomeado;
* NÚMERO DE CARGOS comissionados criados deve GUARDAR PROPORCIONALIDADE COM A NECESSIDADE que eles visam suprir e com o número de servidores ocupantes de cargos efetivos no ente federativo que os criar; e
*as atribuições devem estar descritas, de forma clara e objetiva, na própria lei que os instituir.
Provimento / Aposentadoria.
Para que o servidor seja REINTEGRADO deve ser ESTÁVEL.
Após a reintegração de servidor por invalidação de sua demissão, o NÃO ESTÁVEL que ocupava sua vaga deve ser EXONERADO, uma vez que a Lei 8.112 autoriza a recondução ou disponibilidade apenas do SERVIDOR ESTÁVEL.
Doutrina majoritária sustenta que, até nos casos de SERVIDOR NÃO ESTÁVEL, deve ocorrer a recondução do servidor que ocupa cargo do agente a ser reintegrado.
Fixação de idade para a aposentadoria compulsória aos setenta anos não está sujeita à atuação inovadora do legislador constituinte estadual, ou mesmo do legislador municipal – NORMA DE REPRODUÇÃO OBRIGATÓRIA.
Reconhecido o desvio de função, o servidor faz jus ao recebimento das diferenças salariais entre um cargo e outro. NÃO HÁ REENQUADRAMENTO no CARGO DE FATO.
Direitos e Vantagens.
A Remoção a pedido, por motivo de saúde de dependente é VINCULADO, ou seja, independe do interesse da Administração.
Remoção para acompanhar cônjuge, também servidor, que foi transferido INDEPENDE da existência de vagas.
As hipóteses de REMOÇÃO são taxativas, logo não configura abuso a conduta do agente que indefere pedido fora dos parâmetros da Lei 8.112/90.
Pode acumular, no máximo, 2 PERÍODOS DE FÉRIAS.
Ainda que a deficiência do candidato NÃO DIGA RESPEITO às atribuições do cargo, ele pode concorrer às vagas destinadas aos portadores de deficiência.
A garantia da irredutibilidade dos vencimentos não veda a redução de parcelas que compõem a remuneração ou mesmo a alteração no modo de cálculo de gratificações e outras vantagens, DESDE QUE PRESERVADO O VALOR DA REMUNERAÇÃO TOTAL – NOMINAL.
Aos servidores públicos é garantido o recebimento de auxílio-alimentação durante as FÉRIAS e LICENÇAS – não vale para INATIVIDADE, após sair do serviço público.
Servidor Público não tem direito adquirido ao Estatuto que o rege.
Lei pode alterar o regime de trabalho, desde que garantida a irredutibilidade de vencimentos.
Pode aumentar carga horária do servidor, desde que haja aumento proporcional da remuneração oferecida.
É cabível a concessão de licença a servidor público para acompanhamento de cônjuge na hipótese em que se tenha constatado o preenchimento dos requisitos legais para tanto, AINDA QUE O CÔNJUGE A SER ACOMPANHADO NÃO SEJA SERVIDOR PÚBLICO e que o seu deslocamento não tenha sido atual.
VANTAGEM é G A I – GRATIFICAÇÃO; ADICIONAL E INDENIZAÇÃO.
INDENIZAÇÃO é D A T A – diárias; auxilio moradia; transporte e ajuda de custo.
Os vencimentos dos servidores públicos, titulares de cargos efetivos, se pagos em atraso pelo Poder Público, dará ensejo a incidência de correção monetária e juros, ostentando este natureza indenizatória.
Concurso Público.
Servidor público que sofra de DOENÇA CONGÊNITA DO PÉ TORTO concorre às vagas destinadas à pessoa com deficiência.
Não é razoável exigir que candidato acompanhe, no Diário Oficial, toda publicação referente ao seu nome durante a vigência do procedimento do concurso público. 
Exigência de Exame Psicotécnico: LEI + critérios para avaliação + possibilidade recurso.
Vagas eventualmente criadas no curso do prazo do concurso público NÃO GARANTEM, POR SI SÓ, O DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO dos candidatos aprovados fora dos nº de vaga.
Não viola a exigência de prévia aprovação em concurso público, segundo o STF, o aproveitamento de ocupantes de cargos extintos em outros recém-criados, desde que presentes a identidade substancial entre os cargos examinados, a compatibilidade funcional e remuneratória e a equivalência dos requisitos exigidos para o ingresso.
Candidato aprovado dentro do número de vagas possui DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO, salvo situações excepcionais devidamente motivadas e que possuam as características da SUPERVENIÊNCIA, da IMPREVISIBILIDADE, da GRAVIDADE e da NECESSIDADE.
Desistência de candidatos DENTRO das vagas faz surgir direito subjetivo aos candidatos posteriores.
Inscrição em cadastro restritivo de crédito NÃO É MOTIVO A JUSTIFICAR REPROVAÇÃO na fase de investigação social.
A omissão de informações, que possam ser obtidas por outros meios, em investigação social É MOTIVO QUE JUSTIFICA REPROVAÇÃO DO CANDIDATO.
Conclusão do concurso não induz à perda do objeto das medidas judicias e administrativas tomadas ao longo do certame.
A pontuação em prova de títulos em razão do simples exercício pelo candidato de função pública viola a isonomia.
Demonstrada a existência de vagas e a necessidade de serviço, não pode a Administração deixar transcorrer o prazo de validade a seu bel prazer para nomear outras pessoas que não aquelas já aprovadas em concurso válido.
PAD.
Instauração.
Portaria de instauração do PAD prescinde de descrição pormenorizada.
Já o indiciamento deve ser detalhado.
Procedimento.
Na fase de INSTRUÇÃO DO INQUÉRITO administrativo ocorre a colheita de provas, inquirição de testemunhas e interrogatório do servidor.
Penalidades.
Desídia/insubordinação grave em serviço/incontinência pública/revelação de segredo são causas de DEMISSÃO.
Conclusão.
Após relatório conclusivo do procedimento administrativo, NÃO É OBRIGATÓRIA a intimação do servidor para apresentaçãode alegações finais.
Relatório da comissão processante é peça meramente OPINATIVA.
Prazos.
AFASTAMENTO PREVENTIVO: 60 + 60 DIAS.
3º grau o impedimento para participar de comissão de inquérito ou sindicância.
Dois ou mais indiciados - prazo para defesa é COMUM e de 20 dias.
Prazo para finalizar PAD comum = Prazo para finalizar REVISÃO PAD: 60 dias.
Prazo para interposição de recurso: 10 DIAS DA PUBLICAÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA. 
Há alguns poucos entendimentos de que seria cabível o prazo de 30 dias com base em previsão da lei 8.112.
Responsabilidade do Agente Público.
Há entendimentos de que o agente possui responsabilidade SEXTÛPLA.
PODERES ADMINISTRATIVOS: PODER VINCULADO; PODER DISCRICIONÁRIO; PODER HIERÁRQUICO; PODER DISCIPLINAR; PODER REGULAMENTAR; PODER DE POLÍCIA; USO E ABUSO DO PODER.
Abuso de Poder.
Nem toda conduta que se verifique abuso de poder merece anulação. 
EXCESSO – é possível a convalidação // DESVIO – não cabe a convalidação.
· Excesso de poder: vício de competência.
· Usurpação de função: ato é inexistente.
· Função de fato: ato é válido, se praticado com boa fé com manutenção do efeito.
Poder Vinculado.
Poder Discricionário.
Ato praticado com EXCESSO de poder pode ser convalidado pela autoridade competente para o ato, DESDE QUE NÃO SE TRATE DE COMPETÊNCIA EXCLUSIVA.
Intensidade da vinculação e da discricionariedade é variável, havendo graus diversos de autonomia, que variam caso a caso – ou seja, é possível limites mais amplos ou mais restritos de legalidade, depende de como o legislador vai aplica-los.
O poder normativo do Executivo é informado pela discricionariedade, na medida em que a lei, ao não descer às minúcias da solução em determinada matéria, permite à Administração pública escolher a melhor solução dentre as possíveis, não se confundindo, contudo, essa liberdade de atuação com liberalidade.
Nem toda discricionariedade administrativa advém da utilização de conceitos indeterminados ou lacunas propositalmente deixadas na lei.
Mérito administrativo reside nos elementos MOTIVO e OBJETO – Judiciário não pode substituir as escolhas legítimas feitas pela Administração Pública. 
Apenas os ATOS DISCRICIONÁRIOS possuem mérito, pois são os que tem margem de liberdade nos elementos motivo e objeto.
Controle judiciário PODE RECAIR SOBRE O MÉRITO DO ATO ADMINISTRATIVO, desde que desde que se restrinja a aspectos de LEGALIDADE/JURIDICIDADE.
A análise da RAZOABILIDADE e PROPORCIONALIDADE pode ser usada para que o Judiciário adentre o mérito do ato administrativo.
Remoção de servidor público é exercício de poder discricionário e se praticado fora das hipóteses legais ocorre DESVIO DE FINALIDADE.
Poder hierárquico.
Hierarquia é exclusiva no exercício da FUNÇÃO ADMINISTRATIVA, não sendo possível sua aplicação nas funções típicas judiciais e legislativas.
As sanções decorrem INDIRETAMENTE / MEDIATA do poder hierárquico.
Poder disciplinar.
As sanções decorrem DIRETAMENTE / IMEDIATA do poder disciplinar.
No julgamento de revisão administrativa, o poder disciplinar é limitado pela Lei 9.784, pois não permite o agravamento da sanção imposta.
Aplicação de demissão decorre do poder DISCIPLINAR (punição de servidores públicos e de pessoas que possuam vínculo com a ADM), e não do poder hierárquico.
VINCULADO para punir – DISCRICIONÁRIO quanto à gradação.
Anulação de pena de suspensão imposta, por vício de legalidade e posterior condenação à pena de demissão não configura bis in idem.
Poder regulamentar.
A EDIÇÃO DE REGIMENTO INTERNO é expressão do poder NORMATIVO e, não se confunde, com poder hierárquico. JOSÉ CARVALHO SANTOS FILHO.
Decreto expedido pelo Governador estabelecendo os pontos facultativos de 2020 configura exercício do PODER REGULAMENTAR.
Poder normativo não é exclusivo do Chefe do executivo, podendo ser exercido, também, por agências reguladoras ou órgãos colegiados da administração direta ou indireta.
Regulamentar é exclusivo do Chefe do Executivo.
A competência das agências reguladoras para editar atos normativos visando à organização e à fiscalização das atividades por elas reguladas está inserida dentro do poder geral de polícia da Administração – PREVENTIVO e NORMATIVO.
Edição de decreto AUTÔNOMO pode ser delegada ao PGR + AGU + Ministro de Estado.
Se a interpretação administrativa da lei, que vier a consubstanciar-se em decreto executivo, divergir do sentido e do conteúdo da norma legal que o ato secundário pretendeu regulamentar, quer porque tenha este se projetado ULTRA LEGEM, CITRA LEGEM, CONTRA LEGEM, a questão caracteriza CRISE DE LEGALIDADE, E NÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE.
Não extrapola o pode regulamentar a edição de regulamento, pelo chefe do poder executivo, dispondo sobre obrigações diversas das previstas em lei, se forem OBRIGAÇÕES SECUNDÁRIAS/DERIVADAS/DECORRENTES.
Poder de Polícia.
Conceito CLÁSSICO: limita direitos individuais em prol da SEGURANÇA.
Conceito MODERNO: limita direitos individuais em prol do COLETIVO.
Poder de polícia NÃO RETIRA DIREITOS PESSOAIS do administrado, apenas limita ou disciplina a forma de fruição de tais direitos.
Em regra, a competência para exercício do poder de polícia recai sobre o ente competente para legislar sobre aquele tema.
Amplo: Toda e qualquer ação restritiva do Estado em relação a direitos fundamentais.
Restrito: Poder de condicionar ou restringir o uso de bens, o exercício de direitos e a prática de atividades privadas, visando a proteger os interesses gerais da coletividade.
Poder de polícia decorre da relação de SUPREMACIA GERAL (interesse público sobre o privado) e não da supremacia especial (Adm. Pública + agente público ou administrado).
Uma das vertentes de atuação do poder de polícia pode se dar por meio da edição de atos normativos gerais e abstratos (ORDEM no ciclo do poder de polícia).
A generalidade do poder de polícia não gera indenização em face do particular.
A exigência de certos requisitos e condições para o exercício de profissão, como inscrição em Conselho de Fiscalização mostra-se como exercício do PODER DE POLÍCIA, de forma preventivo.
A atividade de poder de polícia administrativa não apresenta natureza inovativa, mas meramente regulamentar, pelo que lhe é defesa a introdução de limitação ou constrangimento não autorizado no ordenamento positivo;
Atributos do poder de polícia: DI-C-A Discricionariedade + Coercibilidade + Auto-executoriedade.
Potencial poder de polícia disponibilizado ao cidadão NÃO AUTORIZA a cobrança de taxa / Para poder de polícia deve haver a efetiva prestação.
Poder de POLÍCIA DELEGADO NÃO AUTORIZA INSTITUIÇÃO DE TAXA – apenas o ORIGINÁRIO.
Poder de polícia no âmbito das agências reguladoras admite a tipificação inédita de condutas passíveis de sanção, segundo o STJ.
Demolição de casa habitada depende de autorização judicial – rara exceção à auto executoriedade.
Exercício de poder de polícia por entidades administrativas não as transforma em órgãos de segurança pública / polícia judiciária.
Prazo de 5 anos contra atos exercidos pelo poder de polícia possui previsão na Lei nº 9.873/99.
Atividade de consentimento, uma das que compõe o ciclo do poder de polícia, É DISCRICIONÁRIA.
Admite-se a existência do poder de polícia inter federativo, o que possibilita que um ente federado estabeleça e exija taxas de outro ente federativo em decorrência do exercício do poder de polícia, ressalvando-se as isenções legais.
Delegação para 3º/particulares: STF e STJ.
Pessoa jurídica de direito privado: S.E.M e E.P não podem aplicar sanções com base no poder de polícia.
STF: só pessoa jurídica de DIREITO PÚBLICO pode exercer poder de polícia. (exceção: delegação de atividades materiais aos particulares – ex: instalação dos radares de velocidade)
STJ: consentimento e fiscalização podem ser delegados à PJ de DIREITO PRIVADO.
É constitucional a delegação do poder de polícia, por meio de lei, a pessoas jurídicas de direito privado integrantes da Administração Pública indireta de capital social majoritariamente público que prestem exclusivamente serviço público de atuação própria do Estado e em regimenão concorrencial – NOVA JURISPRUDÊNCIA 2021.
Liberação de veículo retido / Multas
MULTAS OBRIGATÓRIAS (já vencidas e notificadas): devem ser pagas para liberação do veículo.
MULTAS NÃO OBRIGATÓRIAS (tem prazo pra recurso ou pagamento): não precisam ser pagas para liberação do veículo retido.
A despeito de a multa não ser autoexecutória, é possível que seu pagamento se configure como condição para que a Administração pratique outro ato em favor do interessado. Exige-se, contudo, que tal condição tenha expressa previsão em lei.
No processo administrativo, para imposição de multa de trânsito, são necessárias as notificações da autuação e da aplicação da pena decorrente da infração
ATO ADMINISTRATIVO: CONCEITO, REQUISITOS; PERFEIÇÃO, VALIDADE, EFICÁCIA; ATRIBUTOS; EXTINÇÃO, DESFAZIMENTO E SANATÓRIA; CLASSIFICAÇÃO, ESPÉCIES E EXTERIORIZAÇÃO; VINCULAÇÃO E DISCRICIONARIEDADE.
Conceitos.
Competência também é conhecida como SUJEITO.
Silêncio administrativo, em regra, não é considerado como um ATO. Terá essa característica caso haja previsão em lei de que a NÃO MANIFESTAÇÃO da ADM configura anuência da pretensão do particular.
Ato administrativo pode ser praticado por quem não componha a estrutura formal/subjetiva da Administração, mas que esteja investido da função estatal (ex: concessionária/permissionária/delegatários).
Ato administrativo em sentido AMPLO: declaração do Estado (ou de quem lhe faça as vezes – como, por exemplo, um concessionário de serviço público), no exercício de prerrogativas públicas, manifestada mediante providências jurídicas complementares da lei a título de lhe dar cumprimento, e sujeitas a controle de legitimidade por órgão jurisdicional.
Fatos administrativos são materializações da função administrativa, atos materiais. Nem sempre resultam de ato administrativo prévio / Não tem presunção de legitimidade / Não são anulados nem revogados.
Fato administrativo: SURTE EFEITOS. / Fato da administração: NÃO SURTE EFEITOS.
Para Di Pietro, atos impróprios são: meros atos administrativos - atos que não produzem efeitos jurídicos. Há mera declaração de opinião (parecer), conhecimento (certidão) ou desejo (voto em algum órgão colegiado). Nessa vertente ela inclui o que os demais doutrinadores chamam de atos enunciativos.
Móvel do ato administrativo: É a intenção, o propósito do agente que praticou o ato, ou melhor, a representação subjetiva, psicológica, interna do agente.
CAUSA é a correlação de adequação entre pressuposto do ato e seu objeto – é a relação de PERTINÊNCIA ENTRE MOTIVO e O ATO.
Classificação.
Quanto à intervenção da vontade da Administração: Simples/Complexo/Composto.
Atos compostos resultam da manifestação de dois ou mais órgãos, quando a vontade DE UM É INSTRUMENTAL EM RELAÇÃO À DO OUTRO. Nesse caso, praticam-se dois atos: um principal e outro acessório.
Atos compostos não se compõem de vontades autônomas, embora múltiplas. Há uma só vontade autônoma, sendo as demais meramente instrumentais, porque se limitam à verificação de legitimidade do ato de conteúdo próprio.
Informativo 967: O Tribunal de Contas tem o prazo de 5 ANOS PARA JULGAR A LEGALIDADE DO ATO DE CONCESSÃO INICIAL DE APOSENTADORIA, reforma ou pensão, prazo esse contado da chegada do processo à Corte de Contas.
Passado o prazo de 5 anos e não tendo sido feita a análise, CONSIDERA-SE CONCEDIDA A APOSENTADORIA.
Se o TCU analisa o ato de concessão de aposentadoria e não o concede, NÃO HÁ FORMAÇÃO DO ATO, que por ser COMPLEXO depende da conjugação de vontades autônomas e distintas.
Atos ORDINATÓRIOS: são aqueles que visam a disciplinar o funcionamento da Administração e a conduta funcional dos seus agentes, representando exercício do poder hierárquico do Estado. Ex: as portarias, as instruções, os avisos, as circulares, as ordens de serviço, os ofícios e os despachos.
Vícios.
Ilicitude do OBJETO do ato administrativo nem sempre condiz com a ilicitude CÍVEL.
Se o ato é praticado visando interesse público, MAS COM OBJETO DIVERSO DO PREVISTO EM LEI, ainda assim caracteriza-se DESVIO DE FINALIDADE.
Vício de competência na PESSOA pode ser convalidado, SALVO SE FOR EXCLUSIVA / MATÉRIA.
Já o vício de competência sobre a MATÉRIA competente NÃO PODE SER CONVALIDADO.
Vícios no procedimento autorizam a convalidação, quando não vulnerem a finalidade do ato.
A incapacidade civil absoluta do agente nem sempre acarreta na anulação do ato.
Atos praticados por USURPADOR DE FUNÇÃO não se equiparam aos do FUNCIONÁRIO DE FATO, nunca podendo ser convalidados ou produzir efeitos.
Helly Lopes adota a teoria monista, pela qual não há diferença entre ato nulo e anulável e, por esse motivo, ambos devem ser extraídos, não se aceitando convalidação em nenhum caso.
Delegação e Avocação.
Órgão colegiado pode delegar parte de competência a seu presidente, se for conveniente e não houver causa de impedimento.
Delegar competência é diferente de transferir. Na delegação, se repassa a execução/serviço. Na transferência, se repassa a TITULARIDADE.
ATRIBUTOS DO ATO ADMINISTRATIVO.
Presunção de tipicidade/veracidade.
A presença desse atributo presume a incidência do ato enquanto não for declarada sua invalidade, bem como a inversão do ônus da prova.
Autoexecutoriedade.
As MULTAS impostas pela Administração NÃO SÃO AUTOEXECUTÁVEIS, estando SUJEITAS À EXIGIBILIDADE e, por essa razão, devem ser executadas via judicial.
A auto executoriedade é decorrência da presunção de legalidade dos atos administrativos / Não é regra, é exceção e cabe apenas para alguns atos.
Cabível por previsão expressa em lei ou em casos de urgência/emergência.
Tipicidade.
Efeitos do ato administrativo.
Ato pode ser válido e ineficaz, produzindo efeitos até que seja declarada a sua nulidade.
Enquanto não publicado, ato não pode ser considerado EFICAZ, por que não está em condições de produzir efeitos (publicidade é requisito de eficácia).
Efeitos PRODÔMICOS/PRELIMINARES dos atos: se mostram enquanto perdurar a pendência do ato (aparece durante a sua formação).
Efeitos REFLEXOS: atingem terceiros não objetivados pelo ato.
É possível a existência de ATO IMPERFEITO MAS EFICAZ, como nos casos da teoria do fato consumado, em que mesmo não estando o ato completo, já surte efeitos.
Formas de convalidação:
a.      Ratificação – quando provém DA MESMA AUTORIDADE QUE EMANOU O ATO VICIADO ou de seu superior hierárquico – vício na COMPETÊNCIA – PESSOA.
b.     Reforma – quando um novo ATO SUPRIME A PARTE INVÁLIDA do anterior, de forma a manter sua parte válida. (reformo apenas o que está estragado)
Ex: após a concessão de férias e licença a um servidor, percebe-se que este não fazia jus à licença. Permanece o conteúdo relativo às férias e retira o deferir da licença;
c.      Saneamento – ocorre quando a convalidação se dá por iniciativa do particular.
Ex: publicação de exoneração a pedido, sem a existência do pedido, porém, depois o servidor pede sua exoneração.
A CONFIRMAÇÃO, que somente é possível quando não há prejuízo para terceiros, implica A RENÚNCIA DA ADMINISTRAÇÃO AO PODER DE ANULAR ATO ILEGAL.
Ato executado com excesso de poder pode ser convalidado pelo agente competente para prática do ato. 
VÍCIO DE FORMA e COMPETÊNCIA PODE SER CONVALIDADO.
Convalidação tem efeitos retroativos.
Vício de forma/procedimento são, em regra, convalidáveis.
Em caso de ato praticado com VÍCIO DE COMPETÊNCIA, se estiverem presentes os requisitos que autorizam a convalidação, essa deve ser OBRIGATORIAMENTE REALIZADA.
Extinção.
A Caducidade que permite a extinção do ato administrativo não se confunde com a caducidade que opera a extinção das concessões a do ato administrativo diz respeito à superveniência de lei que conflita com o ato, impedindo seu prosseguimento.
Prazo de 5 anos para anular ato com vício de legalidade NÃO SE APLICA QUANDO O VÍCIO É RELACIONADO À CONSTITUIÇÃO. Ex: não incinde prazo quinquenal para anular ato de transferência ou ascendência de servidor público.
Contraposição é a extinção de um ato ADMINISTRATIVO EM RAZÃO DA PRÁTICA DE UM NOVO ATO COM EFEITOS OPOSTOS ao ato anterior.
O RESPEITOAOS DIREITOS ADQUIRIDOS, na Súmula 473 do STF, refere-se apenas às hipóteses de ANULAÇÃO.
Atos INEFICAZES, porque ainda não implementada condição deflagradora de sua eficácia, ESTÃO SUJEITOS À REVOGAÇÃO.
Atos que não podem ser revogados: vinculados; consumados; declaratórios; enunciativos; direitos adquiridos; procedimento administrativo.
A validade da revogação é passível de análise pelo Judiciário.
A AB-ROGAÇÃO de um ato administrativo extingue apenas seus EFEITOS PRÓPRIOS.
Controle pelo Judiciário.
O exame, pelo Poder Judiciário, da legalidade do ato administrativo compreende os ASPECTOS FORMAIS E MATERIAIS, neste incluindo-se OS MOTIVOS E PRESSUPOSTOS que o determinaram.
NÃO ESTÃO EXCLUÍDOS DE CONTROLE JURISDICIONAL AS NOMEAÇÕES POLÍTICAS EM QUE SE EXIGEM REQUISITOS ALTAMENTE SUBJETIVOS, como “notório saber jurídico, reputação ilibada, idoneidade moral”, devido à discricionariedade do Poder Executivo em efetivá-las, segundo critérios de conveniência e oportunidade administrativas.
A apreciação pelo Judiciário dos motivos determinantes do ato vinculado não caracteriza invasão do juízo discricionário do Executivo.
O CONTROLE JURISDICIONAL SE RESTRINGE AO EXAME DE LEGALIDADE DO ATO administrativo, mas, por legalidade e legitimidade, se entende não só a conformação DO ATO COM A LEI, MAS TAMBÉM A MORAL ADMINISTRATIVA E O INTERESSE PÚBLICO.
SERVIÇOS PÚBLICOS: CONCEITO, CLASSIFICAÇÃO, REGULAMENTAÇÃO E CONTROLE; FORMA, MEIOS E REQUISITOS; DELEGAÇÃO: CONCESSÃO, PERMISSÃO, AUTORIZAÇÃO
Atividade ECONÔMICA prestada pelo Estado EM REGIME DE CONCORRÊNCIA NÃO É CONSIDERADA SERVIÇO PÚBLICO.
Poder de POLÍCIA NÃO É SERVIÇO PÚBLICO.
Loteria FEDERAL e ESPORTIVA é de monopólio da UNIÃO.
Classificação.
GERAIS/UTI UNIVERSI: indivisíveis e retribuídos por IMPOSTOS.
INDIVIDUAIS/UTI SINGULI: divisíveis e retribuídos por TAXA e TARIFA (concessionária).
Para que haja a cobrança de taxas – regime TRIBUTÁRIO.
· Serviço público: EFETIVO OU POTENCIAL;
· Poder de polícia: só EFETIVO.
Serviços públicos propriamente ditos: NÃO ADMITEM DELEGAÇÃO (ex: polícia, defesa nacional).
Quanto à utilização: UTI UNIVERSI e UTI SINGULI.
Quanto à execução: PRIVATIVOS e NÃO PRIVATIVOS (do Estado)
Os que são PRIVATIVOS podem ser prestados pela ADM DIRETA e INDIRETA.
Quanto à essencialidade: PROPRIAMENTE DITOS e UTILIDADE PÚBLICA (por particular).
Quanto à adequação: PRÓPRIOS e IMPPRÓPRIOS (regulamenta e fiscaliza)
Serviços próprios do Estado: são aqueles que se relacionam intimamente com as atribuições do Poder Público (segurança, polícia, higiene, saúde pública, judiciário etc.) e para a execução dos quais a Administração usa da sua supremacia sobre os administrados. Só devem ser prestados POR ÓRGÃOS OU ENTIDADES PÚBLICAS, em regra sem delegação a particulares – DEFINIÇÃO DE HELY LOPES MEIRELLES.
Serviços essenciais podem ser prestados indiretamente pela iniciativa privada, diferentemente dos Serviços Propriamente Ditos.
Os serviços públicos uti UNIVERSI NÃO podem ser dados em CONCESSÃO
NEM remunerados pela cobrança de TAXAS.
Os serviços públicos uti singuli, ou serviços individuais, são prestados de modo a
criar benefícios individuais a cada usuário, podendo ser concedidos e custeados pela cobrança de taxa.
Entre concessionária de serviço público e servidor HÁ RELAÇÃO DE CONSUMO. 
Princípios.
Princípio da Generalidade: o serviço público deve ser prestado a todos que satisfaçam as condições de seu exercício, venda qualquer discriminação = UNIVERSALIDADE.
Delegação.
Delegação de serviço ocorre para empresas PRIVADAS, não para empresas estatais (nesse caso é DESCENTRALIZAÇÃO).
Delegação só por ATO/CONTRATO – repassa para PARTICULAR apenas a execução.
Se a delegação de serviço público NÃO É PRECEDIDA DA DEVIDA LICITAÇÃO NÃO HÁ QUE SE FALAR EM EQUILÍBRIO FINANCEIRO em face de defasagem das tarifas.
Para que haja a subdelegação é necessário PREVISÃO NO EDITAL + LICITAÇÃO na modalidade concorrência + anuência do poder concedente (dispensado decreto).
Concessão Comum.
Concessão COMUM é por conta e risco do CONCESSIONÁRIO.
Concessão COMUM: é simples ou precedida de obra pública.
COMUM: responsabilidade SUBSIDIÁRIA – Poder concedente só responde caso concessionária não consiga arcar com a obrigação.
Concessão Especial / Parceria Público-Privada.
Atividades com possível rentabilidade ao parceiro privado, geralmente, não seriam objeto de uma parceria público privada.
Concessão: somente PJ ou Consórcio de PJ.	
Obrigação do concessionário de serviço público:
· continuar a prestação dos serviços públicos mesmo diante de inadimplência por parte do poder concedente – só interrompe após trânsito da sentença.
· bem como a vedação para que aquele promova a rescisão unilateral do contrato, que nesse caso depende de decisão judicial.
Os riscos da atividade são compartilhados entre o Poder Público e o Parceiro Privado, ainda que essa divisão NÃO SEJA IGUALITÁRIA.
É patrocinada ou administrativa.
ESPECIAL: responsabilidade SOLIDÁRIA.
Haverá uma contraprestação pecuniária do ente público ao parceiro privado. 
A multiplicidade do objeto é OBRIGATÓRIA.
Não pode PPP que tenha como objeto único o fornecimento de mão-de-obra, o fornecimento e instalação de equipamentos ou a execução de obra pública.
Patrocinada.
Além das tarifas pagas pelo usuário, há CONTRAPRESTAÇÃO PECUNIÁRIA DO PODER CONCEDENTE AO CONCESSIONÁRIO.
Possibilidade de complementação financeira por parte do concessionário ao utilizar, por exemplo, fundo do ônibus como veículo de propaganda – FONTE R$ ALTERNATIVA.
Administrativa.
Nesse caso, não é possível o recebimento de tarifa como forma de contraprestração.
Administração pública é a própria beneficiária/consumidora do serviço público.
Se não há cobrança de taxa ou tarifa dos usuários, logo a CONCESSÃO deve ser na modalidade ADMINISTRATIVA, que permita a remuneração da concessionária.
Permissão.
Não há direitos ao permissionário quanto ao período de exploração, já que a permissão é dotada de precariedade – NÃO GERA EXCLUSIVIDADE.
Permissão de USO DE BEM PÚBLICO é diferente de Permissão de SERVIÇO PÚBLICO
USO é ato precário – não precisa de licitação // SERVIÇO precisa de licitação.
Caso a permissão seja estipulada por prazo determinado, a sua extinção antes do termo gera dever de indenizar, ainda mais se houver gastos extraordinários e bens não amortizados pelo poder concedente.
Formas de extinção.
Encampação: lei autorizativa + indenização prévia + interesse público.
Pagamento de indenização não é requisito que condiciona a retomada do serviço ao poder público, no caso de decurso do prazo da concessão ou declaração de nulidade.
Em casos de encampação há indenização pelos gastos, mas não pelos lucros cessantes.
Encampação depende de prazo para concessionária se adequar + procedimento administrativo prévio (PAD EM 30 DIAS E FINALIZA EM 180 DIAS).
Em caso de caducidade há indenização pelos bens reversíveis.
TESES SOBRE SERVIÇO PÚBLICO:
1) LEGÍTIMO o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais quando inadimplente pessoa jurídica de direito público, desde que precedido de notificação e a interrupção não atinja as unidades prestadoras de serviços indispensáveis à população;
2) ILEGÍTIMO o corte no fornecimento de energia elétrica, quando puder afetar o direito à saúde e à integridade física do usuário.
3) ILEGÍTIMO o corte no fornecimento de energia elétrica em razão de débito irrisório, por configurar abuso de direito e ofensa aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade, sendo cabível indenização por danos morais.
4) ILEGÍTIMO o corte no fornecimento de serviços públicos essências quando a inadimplência do usuário decorrer de débitos pretéritos, uma vez que a interrupção pressupõe o inadimplemento de conta regular relativa ao mês de consumo.
5) ILEGÍTIMO o corte no fornecimento de serviços públicos essências quando o débito decorrer de irregularidade no hidrômetro ou no medidor de energia elétrica, apurada unilateralmente pela concessionária.
Administração temporária NÃO ACARRETA RESPONSABILIDADE perante financiadores e garantidoresem relação à tributação, encargos, ônus, sanções, obrigações ou compromissos com terceiros, poder concedente ou empregados.
Princípio da segurança: deve ser prestado de forma a não colocar em perigo a vida ou integridade física do usuário.
Desestatização é a retirada da presença do Estado de atividades reservadas constitucionalmente à iniciativa privada.
Desestatização é o gênero do qual são espécies a privatização, a concessão e a permissão e a terceirização.
A privatização, por outro lado, é a mera alienação de direitos que assegurem ao Poder Público, diretamente ou através de controladas, preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores da sociedade. Privatiza-se o que não deve permanecer com o Estado, quer por violar o princípio da livre iniciativa (CF, art. 173), quer por contrariar o princípio da economicidade (CF, art. 70)."
Majoração do imposto de renda é EXCEÇÃO ao dever de revisão do valor das tarifas. Aumento de outros impostos e encargos: SIM // Imposto de renda: NÃO.
Desapropriação pode ser feita pela concessionária, desde que haja previsão no edital. Declaração de utilidade – Poder CONCEDENTE / Indenizações: CONCESSIONÁRIA.
Não se aplica à Lei 8.987 as limitações quanto ao poder da administração alterar os contratos de concessão, como por exemplo 25% de aumento de obras (Lei 8.666/93).
Mais de 90 dias sem pagamento: 
· 8666 – Pode interromper a prestação do serviço.
· 8987 – Só interrompe após trânsito em julgado de sentença judicial.
Serviços públicos SOCIAIS: admitem a atuação, por direito próprio, dos particulares, SEM QUE PARA TANTO SEJA NECESSÁRIA DELEGAÇÃO PELO PODER PÚBLICO sob regime de concessão ou permissão – ex: saúde, educação, ciência, desporto e lazer na CF – são livres à iniciativa privada.
CONTROLE E RESPONSABILIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO: CONTROLE ADMINISTRATIVO, CONTROLE JUDICIAL, CONTROLE LEGISLATIVO.
Parte Geral.
Controle prévio, concomitante e posterior podem ser exercidos pelos 3 PODERES.
Órgãos de controle são apenas aqueles previstos na CF, não podendo outros serem criados por mero diploma legal.
Os atos normativos, enquanto regras gerais e abstratas, NÃO ATINGEM DIREITOS INDIVIDUAIS e são inatacáveis por ações ordinárias ou por mandado de segurança (NÃO CABE MS contra LEI EM TESE).
Tanto MS como LIA possuem prazo para serem intentados.
Controle INTERNO tem caráter OPINATIVO – gestor atende ou não as propostas.
Tanto o título executivo judicial quanto o extrajudicial formado no âmbito do Tribunal de contas são instrumentos hábeis para o ressarcimento ao erário, podendo ambos coexistir.
Todo aquele que ACOMPANHA A REALIZAÇÃO DO ATO PARA VERIFICAR A REGULARIDADE DE SUA FORMAÇÃO, como, p. ex., a realização de auditoria durante a execução do orçamento, o seguimento de um concurso pela corregedoria competente, a fiscalização de um contrato em andamento. – SUCESSIVO.
CONTROLE ADMINISTRATIVO
-representação
-reclamação
-pedido de reconsideração
-recurso hierárquico próprio
-recurso hierárquico impróprio
CONTROLE JUDICIAL
-Habeas corpus
-habeas data
-ação popular
-ação civil pública
-mandado de injunção
-mandado de segurança indiv. e colet.
CONTROLE LEGISLATIVO
-Cpi
-Pedido de informações / Pedido escrito de informações.
Administrativo.
Controle realizado pela administração direta sobre a indireta é hipótese de CONTROLE INTERNO.
Legislativo.
CPI investiga FATOS DETERMINADOS, não investigando PESSOAS DETERMINADAS.
O controle que o Poder Legislativo exerce sobre a administração pública limita-se às hipóteses previstas na Constituição Federal de 1988 (CF) e abrange aspectos de LEGALIDADE E DE MÉRITO DO ATO administrativo.
O Tribunal de Contas da União não dispõe, constitucionalmente, de poder para rever decisão judicial transitada em julgado, nem para determinar a suspensão de benefícios garantidos por sentença transitada em julgado, ainda que o direito reconhecido pelo Poder Judiciário não tenha o beneplácito da jurisprudência prevalente no âmbito do Supremo Tribunal Federal.
Legislativo e Judiciário não REVOGAM atos administrativos. 
LEGISLATIVO SUSTA atos do executivo, mas NÃO REVOGA.
TCU, em suas atribuições, pode apreciar a constitucionalidade das leis e atos do poder público – de modo INCIDENTAL.
TCU não pode realizar exame prévio de validade dos contratos públicos. Mas pode fazer avaliação prévia dos editais de licitação firmados pelo Poder Público.
Fiscalização do TCU sobre as aplicações de recursos repassados pela União aos demais entes, por qualquer forma de repasse, é tido como VINCULADO, pois decorre de previsão da própria CF.
TCU só julga as contas de quem dá causa, perda ou extravio de dinheiro público nos casos em que haja lesão ao erário.
Mesmo após emissão de parecer sobre as contas, TCU pode reanalisá-las, em caso de apurar NOVAS IRREGULARIDADES.
TCU não susta nem anula contrato, mas pode comunicar ao órgão/autarquia para que promova a anulação.
Caso não sejam pagas, as multas imputadas pelo TCE podem ser cobradas pela Procuradoria Geral do Estado.
Judicial.
Controle do poder judiciário não se limita apenas à verificação de aspectos formais e procedimentais.
Uso correto da discricionariedade não pode ser corrigido pelo Poder. Já o uso incorreto pode ser corrigido pelo Judiciário.
Sentença judicial NÃO SE SUBMETE A CONTROLE INTERNO.
CNJ não faz controle de jurisdição é CONTROLE INTERNO / ADMINISTRATIVO.
CNMP é comparado a órgão de controle EXTERNO.
Mandado de Injunção coletivo pode ser proposto pelo MP, em caso de violação à ordem jurídica, regime democrático, interesses sociais e individuais indisponíveis.
Para ter acesso aos autos de processo disciplinar em curso na OAB, o MP PRECISA DE PRÉVIA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL.
Na inicial de Ação Popular não se pode exigir menção e nem prova do prejuízo material aos cofres públicos.
RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO
Teorias.
Irresponsabilidade Estatal;
Responsabilidade com Culpa (Teoria CIVILISTA): Falta do serviço (ausente-atraso-falha).
Civilista: Pelos atos de IMPÉRIO o Estado não responde (age em situação de superioridade), já pelos atos de gestão (em igualdade com o particular) tem dever de indenizar.
Publicista: O marco histórico do início das teorias publicistas foi o caso Blanco, ocorrido em 1873 na França, a partir do qual interpretou-se que a responsabilidade do Estado não pode reger-se pelos princípios do Código Civil.
Objetiva.
Responsabilidade por PARECER:
· PARECER OBRIGATÓRIO + VINCULANTE: Há uma partilha do poder de decisão entre o administrador e o parecerista, já que a decisão do administrador deve ser de acordo com o parecer.
Logo, o parecerista responde solidariamente com o administrador pela prática do ato, não sendo necessário demonstrar culpa ou erro grosseiro.
· NOS DEMAIS TIPOS DE PARECER (leia-se: facultativo E parecer obrigatório + NÃO VINCULANTE), Em regra, o parecerista não tem responsabilidade pelo ato administrativo.
Contudo, o parecerista pode ser responsabilizado se ficar configurada a existência de culpa ou erro grosseiro.
Por danos ambientais, a responsabilidade civil é objetiva / Há quem diga INTEGRAL.
Inversão do ônus da prova para o Estado. Estado é quem deve comprovar a existência de alguma causa que exclua ou atenue sua responsabilidade.
Responsabilidade do Estado por atos legislativos:
Leis inconstitucionais; Lei de efeitos concretos; Omissão do poder de legislar; Atos normativos com vícios de inconstitucionalidade ou ilegalidade.
Ressarcimento do Estado ao preso por DANO MORAL: responsabilidade objetiva com base no RISCO INTEGRAL – se provar que não tinha condições de evitar o dano, NÃO RESPONDE.
Há alguns entendimentos que o Estado pode ser responsabilizado por morte de detento, ainda que em decorrência de SUICÍDIO, com base na teoria do risco administrativo.
Ainda que haja revista correta À visitante de sistema prisional, caso esse consiga entrar com arma de fogo e mate detento Responsabilidade OBJETIVA do Estado.
Se a fuga do detento ocorre e o delito cometido por ele se dá bem distante do presídio ou muito tempo após a fuga, nãohá nexo causal com a situação do risco, logo, não há motivo para se mencionar responsabilidade objetiva do Estado.
Furto de veículo estacionado em VIA PÚBLICA, porém em” área da zona azul” não atrai a responsabilidade estatal.
Subjetiva.
Apuração de responsabilidade dos agentes se dá de forma SUBJETIVA.
Se Estado comprova causa impeditiva de sua atuação + não conseguiria evitar morte do detento – NÃO HÁ RESPONSABILIDADE ESTATAL.
Estado responde por ato da natureza se, devendo impedi-lo, sua atuação é insuficiente.
Nos casos de omissão do poder estatal não se faz necessário a individualização da culpa que resultou no dano ao particular, uma vez que a FALTA DO SERVIÇO PODER SER ESTABELECIDA GENERICAMENTE
Excludentes / Atenuantes da Responsabilidade.
Por mais que o DETRAN ou outro órgão tenha realizado registro/vistoria de automóvel, não podem ser responsabilizados pelas eventuais práticas ilícitas vinculadas ao carro, por que não há vínculo entre a conduta estatal e os danos experimentados pelo autor.
Equipe de policiais não pode ser responsabilizada em ação de regresso SE NÃO TIVER AGIDO COM DOLO ou COM CULPA.
Culpa EXCLUSIVA da empresa contratada para OBRA: responsabilidade só da empresa nos termos do CC.
Dano decorrente da obra por culpa de “ninguém”: Estado responde
Elisão/exclusão da responsabilidade estatal: CULPA EXCLUSIVA DA VÍTIMA.
Excludente de ilicitude na conduta do agente público NÃO AFASTA A RESPONSABILIDADE ESTATAL.
Estado não se responsabiliza por ROUBO cometido em via pública, já que não concorreu para o dano ocorrido.
O Estado não deve indenizar prejuízos oriundos de alteração de política econômico-tributária caso não se tenha comprometido previamente por meio de planejamento específico.
Estado não responde por ROUBO ou SEQUESTRO ocorrido nas dependências de pedágio cedido à concessionário – é caso de FORÇA MAIOR que afasta a responsabilidade estatal.
STF já afastou a responsabilidade civil do Estado pela ocorrência de SUÍCIDIO de paciente em hospital público, alegando CULPA EXCLUSIVA DA VÍTIMA.
Somente haverá responsabilidade do emissor do parecer se ele tiver atuado de forma dolosa, ou com erro grosseiro, ao emanar o ato de opinião.
Reparação do Dano.
Nas ações de indenização por danos morais propostas contra a Fazenda Pública, a correção monetária incide desde a data do arbitramento e os juros de mora, desde o evento danoso.
Se a obrigação de reparar o dano for fundada em atuação LÍCITA, o dano causado deve ser ANTIJURÍDICO, ANORMAL e ESPECIAL.
Não cabe reparação de dano pelo Estado por fraude ocorrida no Registro de Imóveis enquanto NÃO DECLARA A NULIDADE DO REGISTRO.
Em ações de indenização fundadas na responsabilidade objetiva do Estado, não é obrigatória a denunciação à lide de empresa contratada pela administração para prestar serviço de conservação de rodovias, ainda que o dano tenha sido causado em decorrência de má conservação da via.
Em caso de ato ilícito cometido por agente público, o termo inicial do prazo prescricional para ajuizamento de ação indenizatória em face do Estado se dá a partir do trânsito em julgado da sentença penal condenatória ou DATA DO ARQUIVAMENTO DO INQUÉRITO POLICIAL, caso a ação penal não seja deflagrada.
Prazo de 5 anos para ingressar com a ação de reparação NÃO SE APLICA à Administração Indireta que se dedique ao exercício de atividade econômica.
Prazo para o ESTADO requerer reparação de danos ERA DE 20 ANOS, mas com alteração do Código Civil passou a ser prescricional de 3 anos – Para ação de ressarcimento NÃO HÁ PRAZO, são imprescritíveis.
Em caso de falecimento de servidor que tenha sido o autor do ato danoso em razão de conduta culposa ou dolosa, a ação de regresso será proposta em relação a seus sucessores (na medida do patrimônio deixado a título de herança).
Em ação de indenização por ilícito penal praticado por agente do Estado, o termo inicial da prescrição é o trânsito em julgado da ação penal condenatória OU DATA DO ARQUIVAMENTO DO INQUÉRITO POLICIAL, caso ação não prossiga.
Morte de paciente internada no hospital por falta de energia e ausência de gerador de energia - a situação ocorrida está no horizonte de previsibilidade da atividade, ensejando a responsabilidade subjetiva da entidade municipal, que tinha o dever de evitar o evento danoso.
RESPONSABILIDADE CIVIL E SISTEMA PENITENCIÁRIO
É responsabilidade do Estado ressarcir os danos em decorrência da FALTA ou INSUFICIÊNCIA das condições legais de encarceramento.
É responsabilidade do Estado ressarcir os danos inclusive MORAIS causados ao detento em decorrência da FALTA ou INSUFICIÊNCIA das condições do encarceramento.
Estado não pode alegar RESERVA DO POSSÍVEL no caso de insuficiência de recurso financeiro para eliminar o grave problema do sistema prisional.
STJ: uma pessoa fora imobilizada pela polícia militar e morre após violenta agressão de terceiro, há dever especial do Estado de assegurar a integridade e a dignidade daqueles que se encontram sob sua custódia.
INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE.
Requisição Administrativa.
União detém competência privativa para legislar sobre requisições civis e militares, mas lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas relacionadas ao instituto.
Direito PESSOAL da Administração Pública – É TEMPORÁRIA.
Servidão Administrativa.
Salvo se instituída por lei, as servidões administrativas não são autoexecutáveis, dependendo a sua instituição de acordo ou decisão judicial.
Na servidão administrativa não é vedada a indenização. Ela é
devida sempre que o uso do bem pelo Poder Público causar algum prejuízo. 
Direito REAL da Administração Pública – É PERMANENTE.
U pode instituir servidão sobre todos os bens dos entes federados – E e M não podem instituir servidor sobre os bens da U.
Desapropriação.
Exigir que na desapropriação se inclua a parte restante do bem expropriado, que se tornou inútil ou de difícil utilização: Direito de EXTENSÃO.
É forma de intervenção SUPRESSIVA.
Tombamento.
A ordem de preferência para aquisição de bem tombado é
União, Estado e Município.
Pode ser cancelado – DESFAZIMENTO ou DESTOMBAMENTO.
Em regra NÃO CABE INDENIZAÇÃO, salvo se houver TOTAL ESVAZIAMENTO DO DIREITO DE PROPRIEDADE.
Se ocorrer de OFÍCIO, não respeita hierarquia e Município pode determinar tombamento de bem estadual.
Limitações Administrativas.
Em regra, não dão ensejo à indenização.
LICITAÇÕES – LEI 8.666/93.
É possível o fracionamento do objeto da licitação, DESDE QUE SE ADOTE O PROCEDIMENTO LICITATÓRIO CONSIDERANDO O VALOR TOTAL.
Sanção de declaração de idoneidade se estende em todo o TERRITÓRIO NACIONAL.
Administração Pública suspende pagamento por mais de 90 dias – pode ocorrer SUSPENSÃO das atividades da empresa contratada.
Porém, a RESCISÃO CONTRATUAL depende de DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA.
Licitação DESERTA - nenhum interessado - pode ser feita a dispensa, mantidas todas as condições
Licitação FRACASSADA - nenhum interessado atendeu os requisitos mínimos - propostas desclassificadas – 8 dias ÚTEIS para novas propostas.
MNEMÔNICO para lembrar a ordem de preferência:
“PRODUZIDOS – POR EMPRESAS – QUE INVISTAM – E RESERVEM ACESSIBILIDADE”
Sanções:
1 - MULTA - não tem um valor determinado (é o quanto estiver no contrato);
2 - DECLARAÇÃO DE IDONEIDADE - não tem um tempo determinado;
· Atinge todo o território nacional;
· Aplicada apenas pelo Ministro ou Secretário.
3 - SUSPENSÃO PARA CONTRATAR COM A ADM - prazo determinado (até 2 anos);
· Atinge apenas o ente federativo que tiver aplicado a sanção;
4 - REABILITAÇÃO - só pode ser requerida após 2 anos da declaração de idoneidade.
Modalidades:
LEILÃO: 
· QUAISQUER INTERESSADOS
· BENS MÓVEIS- INSERVÍVEIS para a AP ou LEGALMENTE APREENDIDOS ou PENHORADOS
· IMÓVEIS- ALIENAÇÃO, quando a AP é credora de acordo com o artigo 19.
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – LEI 8.429/92.
· Ação de improbidade administrativa típica: pedido de aplicação de sanções político-civis, de caráter punitivo e pessoal. Possuem CARÁTER REPRESSIVO.
· Ação de improbidade administrativa atípica: pedidode anulação de atos danosos ao erário e de ressarcimento de danos. Possuem CARÁTER INDENIZATÓRIO.
Logo, o rito da Lei 8.429 deve ser aplicado apenas às ações de TÍPICAS da Lei de Improbidade Administrativa.
O Ministério Público estadual possui legitimidade recursal para atuar como parte no Superior Tribunal de Justiça nas ações de improbidade administrativa, reservando-se ao Ministério Público Federal a atuação como fiscal da lei.
VIII - frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para celebração 
Em regra, exige-se a presença do efetivo dano ao erário.
Exceção: no inciso VIII do art. 10, não se exige a presença do efetivo dano ao erário. Isso porque, neste caso, o dano é presumido (dano in re ipsa). 
O ressarcimento não constitui sanção propriamente dita, mas sim consequência necessária do prejuízo causado. 
Deve vir acompanhada de pelo menos uma das sanções legais que, efetivamente, visam a reprimir a conduta ímproba e a evitar o cometimento de novas infrações.
 É possível a decretação da indisponibilidade de bens em ação de improbidade administrativa INDEPENDENTEMENTE DA DEMONSTRAÇÃO DO RISCO DE DILAPIDAÇÃO DO PATRIMÔNIO DO DEMANDADO.
DECRETAÇÃO DE INDISPONIBILIDADE de bens pode recair sobre aqueles adquiridos anteriormente ao suposto ato, além de levar em consideração, o valor de possível multa civil como sanção autônoma.
NÃO CABE TENTATIVA: Enriquecimento ilícito e Lesão ao erário.
CABE TENTATIVA: Atentado contra os princípios da Adm. pública.

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