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Leucemias mielocíticasLeucemias mielocíticasLeucemias mielocíticasLeucemias mielocíticas
Prof. Prof. Prof. Prof. Jéssica Zirondi CaitanoJéssica Zirondi CaitanoJéssica Zirondi CaitanoJéssica Zirondi Caitano
IntroduçãoIntroduçãoIntroduçãoIntrodução
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O hemograma é um exame que realiza as análises morfológica e quantitativa das células 
sanguíneas, admitindo a triagem de determinadas doenças, incluindo as leucemias. As 
leucemias, também chamadas de neoplasias hematológicas, acontecem quando uma 
célula encontrada na medula óssea ou no sangue periférico sofre mutação (somática ou 
cromossômica), levando a perda do controle da divisão celular, da maturação ou da 
apoptose, resultando em um clone maligno de células que se acumulam no sangue 
periférico, na medula ou em outros tecidos.
As leucemias podem ser classificadas, de acordo com a linhagem mutada, em leucemia 
mieloide ou leucemia linfoide. Podem, também, ser classificadas de acordo com o grau de 
maturação da célula mutada, o que reflete na capacidade proliferativa e, 
consequentemente, no tempo de instalação da doença. Nesse caso, há as seguintes 
classificações: leucemia aguda e leucemia crônica.
Nas leucemias agudas, as células mutadas são células bem imaturas/jovens. Essas células 
apresentam alta capacidade de proliferação, o que torna a doença agressiva. Contudo, os 
pacientes com leucemia aguda apresentam alta taxa de cura quando tratados. Nesse 
caso, há o predomínio de células denominadas “blastos”. Os blastos são células 
precursoras/imaturas presentes na medula óssea e recebem nomes diferentes, de acordo 
com as linhagens com as quais estão comprometidos. Eles podem ser chamados de 
mieloblastos (célula jovem comprometida com a linhagem granulocítica), linfoblastos 
(célula jovem comprometida com a linhagem linfocítica), megacarioblastos (célula jovem 
comprometida com a linhagem megacariocítica), monoblastos (célula jovem 
comprometida com a linhagem monocítica) e eritroblastos (célula jovem comprometida 
com a linhagem granulocítica). 
Os blastos, apesar de terem comprometimento com linhagens específicas, apresentam 
características morfológicas semelhantes, como: núcleo grande e cromatina frouxa. 
Podem apresentar nucléolos, citoplasma agranular e basofilia. No entanto, como o 
hemograma visa uma análise citológica do sangue periférico, não é possível definir a qual 
linhagem essa célula jovem pertence, sendo chamado de blasto qualquer célula que 
apresente esse conjunto de características. Como os blastos não são diferenciados 
morfologicamente (a partir do exame hemograma), um exame denominado 
imunofenotipagem pode ser realizado, a fim de identificar a qual linhagem essa célula 
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imunofenotipagem pode ser realizado, a fim de identificar a qual linhagem essa célula 
pertence.
Nas leucemias tipo crônica, as células mutadas apresentam determinados estágios de 
maturação ou já são células adultas. Essas células se proliferam de forma mais lenta, o que 
torna a doença incurável. No entanto, o controle é essencial. Nesse caso, é possível 
observar, na citologia do sangue periférico, o predomínio de linfócitos, neutrófilos, 
monócitos ou eosinófilos já maduros e até mesmo células já diferenciadas, como pró-
linfócitos, metamielócitos, mielóciotos, pró-mielócitos etc.
Dessa forma, as leucemias podem ser divididas em quatro grandes grupos: leucemia 
mieloide aguda (LMA), leucemia mieloide crônica (LMC), leucemia linfoide aguda (LLA) e 
leucemia linfoide crônica (LLC). 
Predominantemente, nas leucemias, é possível observar quadros de leucocitose, uma vez 
que toda célula nucleada é entendida como leucócito. Em alguns casos, o valor de 
leucócitos totais pode estar dentro da normalidade ou até mesmo abaixo do valor de 
referência. Nesse caso, a medula óssea geralmente apresenta uma alta taxa de células 
leucêmicas. 
Nas leucemias do tipo mieloide, as células mutadas pertencem a uma linhagem mieloide: 
linhagem eritrocítica, linhagem monocítica, linhagem eosinofílica, linhagem megacariocítia, 
linhagem basofílica e linhagem neutofílica. A LMA compreende um grupo de doenças que 
apresentam características clínicas e laboratoriais semelhantes. Contudo, as células 
mutadas podem pertencer a linhagens diferentes (neutrofílica, basofílica, eosinofílica, 
monocitica, megaciocítica ou eritrocítica). Esse grupo de doenças tem, como células 
mutadas, os precursores mieloides, sendo possível observar o predomínio de blastos de 
origem mieloide no sangue periférico ou na medula óssea. 
Associado às alterações de leucócitos, nas LMA, é possível observar a presença de 
anemia, neutropenia e plaquetopenia, muitas vezes, em estágio moderado à acentuado, 
devido ao fato de a infiltração da medula óssea ser provocada por células leucêmicas 
(medula óssea hipercelular). 
Os mieloblastos, em alguns estágios de maturação e dependendo da linhagem a qual 
pertencem, originam células granulares, tais como eosinófilo, basófilo e neutrófilo. 
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Contudo, nesse estágio de célula imatura, é possível apresentar, no citoplasma, estruturas 
que darão origem aos futuros grânulos. Quando a célula está mutada, assim como ocorre 
nas leucemias mieloide agudas, as estruturas citoplasmáticas que dariam origem aos 
grânulos se fundem, formando bastões que podem ser visualizados no citoplasma de 
blastos, indicando a origem mieloide dessa célula. São denominados bastonetes de Auer e, 
quando visualizados, devem ser relatados no laudo.
A LMC É uma doença mieloproliferativa clonal decorrente da transformação entre o braço 
longo do cromossomo 9 e o braço longo do cromossomo 22. O cromossomo 22 
translocado se chama cromossomo Philadelphia (Ph). A LMC pode apresentar três fases: 
fase cônica, fase acelerada e crise blástica. Geralmente, no momento do diagnóstico da 
LMC, as alterações observadas no sangue periférico são: leucocitose, desvio nuclear a 
esquerda não escalonado, baixo valor de mieloblastos (inferior a 10%, normalmente, não 
ultrapassa 3%), intensa basofilia, eosinofilia e plaquetose. Essas alterações são 
compatíveis com a fase crônica da doença. Nesse momento, a medula óssea não é mais 
expressiva que o sangue periférico, refletindo o resultado. 
As pesquisas relativas ao cromossomo Philadelphia (por citogenética) e ao gene BCR-ABL 
(por biologia molecular) apresentam um papel fundamental para o diagnóstico dessa 
doença. Entretanto, nessa fase, é possível confundir a doença com reação leucemoide. 
Para isso, o laboratorista deve se atentar às alterações, como corpos de Döhle, 
vacuolização citoplasmática, granulação tóxica e desvio nuclear a esquerda escalonado. 
Quando presentes, essas modificações indicam um processo infeccioso bacteriano 
agudo. Essa doença pode evoluir para uma fase intermediária e, posteriormente, a crise 
blástica. 
Durante a fase acelerada, é possível observar alterações no sangue periférico, tais como: 
aumento do número de blastos (acima de 10%), redução da contagem de plaquetas, 
elevação do número de basófilos (fica próximo de 20%) e intensificação da anemia. Essas 
alterações mostram que a doença está evoluindo para a crise blástica. Na crise blástica, é 
possível ter alterações que podem confundir a doença com uma leucemia aguda, como 
número de blastos elevado (superior a 20%, podendo chegar a 90%) e aumento de 
basófilos.
A LMC com variantes morfológicas também pode acontecer: 
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Página 5 de 23https://sites.google.com/unicesumar.com.br/leucemias-mielociticas/página-inicialA LMC com variantes morfológicas também pode acontecer: 
leucemia eosinofílica crônica (eosinofilia persistente, com eosinófilo maduro e 
precursores), leucemia basofílica crônica (extrema elevação na contagem de basófilos), 
leucemia monocítica crônica (aumento de monócitos) e leucemia neutrofílica crônica 
(aumento de neutrófilos maduros no sangue periférico, sem aumento de neutrófilos 
imaturos). Essas variações são consideradas raras. 
Dessa forma, o objetivo desta aula é avaliar os esfregaços sanguíneos de pacientes com 
LMA e LMC, em microscopia tradicional, a fim de expor as principais alterações e as 
células envolvidas na patologia.
Materiais eMateriais eMateriais eMateriais e
EquipamentosEquipamentosEquipamentosEquipamentos
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Lâmina corada de LMA e LMC
Óleo de imersão
Papel absorvente
Microscópio
Atlas hematológico
Contador de leucócitos
POPPOPPOPPOP
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Ajustar o esfregaço sanguíneo na mesa do microscópio
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Regular a luz do microscópio: intensidade no máximo, diafragma aberto, condensador 
alto (não encostar o condensador na lâmina)
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Focalizar o esfregaço sanguíneo em objetiva de 100x (começando pela objetiva de menor 
aumento até de maior aumento)
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Escolher a região da lâmina em que será realizada a análise (campo bom no final do corpo 
e começo da cauda do esfregaço)
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Para a contagem diferencial de leucócitos, o esfregaço deve ser percorrido em zigue-
zague. A lâmina deve ser atravessada pelo menos uma vez (assim como é feito na 
avaliação dos eritrócitos). Em caso de intensa leucocitose, assim como ocorre na maioria 
dos casos de leucemia, a contagem diferencial de leucócitos pode chegar a 200, 300 ou 
mais células, ao contrário da análise 100 leucócitos diferentes
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Com o auxílio de um contador hematológico, realizar a contagem diferencial de 100 
leucócitos
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Durante a contagem diferencial de leucócitos, averiguar se não há a presença de células 
jovens com características sugestivas de blastos
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Caso haja a presença de células jovens, associar o achado com o valor de leucócitos 
totais, plaquetas e hemoglobina
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Pesquisar alterações, como corpos de Döhle, vacuolização citoplasmática e granulação 
tóxica
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Interpretar os resultados e emitir o laudo
Imagem 1 - Esfregaço sanguíneo de paciente com LMAImagem 1 - Esfregaço sanguíneo de paciente com LMAImagem 1 - Esfregaço sanguíneo de paciente com LMAImagem 1 - Esfregaço sanguíneo de paciente com LMA
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Fonte: a autora.
Mieloblastos presentes em sangue periférico de paciente com LMA, com predomínio de 
blastos (99%) que apresentam origem mieloide, confirmado a partir do exame de 
imunofenotipagem, sendo, portanto, mieloblastos. Os mieloblastos carregam as seguintes 
características: núcleo grande e cromatina frouxa. Também podem apresentar nucléolos, 
citoplasma e basofílico.
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Imagem 2 - Esfregaço sanguíneo de paciente com LMA-M4Imagem 2 - Esfregaço sanguíneo de paciente com LMA-M4Imagem 2 - Esfregaço sanguíneo de paciente com LMA-M4Imagem 2 - Esfregaço sanguíneo de paciente com LMA-M4
Fonte: a autora.
Mieloblastos presentes em sangue periférico de paciente com LMA (subtipo M4 
confirmado por imunofenotipagem). É possível observar o núcleo grande, a cromatina 
frouxa e os nucléolos, que são características de células jovens, blastos (nesse caso, 
mieloblastos).
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Imagem 3 - Mieloblasto com bastonete de AuerImagem 3 - Mieloblasto com bastonete de AuerImagem 3 - Mieloblasto com bastonete de AuerImagem 3 - Mieloblasto com bastonete de Auer
Fonte: a autora.
Nesta leucemia, é possível observar, no citoplasma de alguns mieloblastos, a presença de 
bastonetes de Auer, que são estruturas citoplasmáticas derivadas dos grânulos. Essa 
estrutura apresenta forma de bastões que se coram em púrpura.
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Imagem 4 - Mieloblasto presente em sangue periférico e que apresenta vários bastonetes Imagem 4 - Mieloblasto presente em sangue periférico e que apresenta vários bastonetes Imagem 4 - Mieloblasto presente em sangue periférico e que apresenta vários bastonetes Imagem 4 - Mieloblasto presente em sangue periférico e que apresenta vários bastonetes 
de Auerde Auerde Auerde Auer
Fonte: a autora.
Em alguns tipos de LMA, como a LMA do tipo pró-mielocítica (LMA-M3), é possível 
observar a presença de vários bastonetes de Auer no citoplasma. Essa célula pode ser 
chamada de Faggot cell.
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Imagem 5 - Esfregaço sanguíneo de paciente com LMCImagem 5 - Esfregaço sanguíneo de paciente com LMCImagem 5 - Esfregaço sanguíneo de paciente com LMCImagem 5 - Esfregaço sanguíneo de paciente com LMC
Fonte: a autora.
Na imagem, é possível observar o predomínio de células granulares (linhagem mielóide) em 
diferentes estágios de maturação. Também é possível observar eosinófilos e basófilos.
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Na PráticaNa PráticaNa PráticaNa Prática
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Veri!que seu AprendizadoVeri!que seu AprendizadoVeri!que seu AprendizadoVeri!que seu Aprendizado
1) Ao realizar a análise laboratorial do sangue periférico pertencente a um paciente de 54 
anos, do sexo masculino, Cleiton identificou que a amostra apresentava leucocitose, 
plaquetopenia acentuada, anemia acentuada, com contagem diferencial de 80% de 
blastos contendo, na grande maioria, bastonetes de Auer. Defina as características de um 
blasto e cite a provável patologia que o paciente apresenta.
Orientação de respostaOrientação de respostaOrientação de respostaOrientação de resposta
ReferênciasReferênciasReferênciasReferências
SILVA, P. H. da et al. Hematologia laboratorial: teoria e procedimentos. Porto Alegre: 
Artmed, 2016.
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