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APRENDIZAGEM DE BANDURA

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Teoria Cognitiva Social da Aprendizagem
As contribuições de Bandura.
Introdução
Bandura nasceu no Canadá em 1925 e doutorou-se em 1952 na Universidade do Lowa, exercendo a partir de então a atividade de professor na Universidade de Stanford. No início da década de 1960 Bandura propôs a Teoria da Aprendizagem Social, segundo a qual, uma boa parte das aprendizagens que um indivíduo adquire decorre da imitação ou modelagem. O ponto forte da Teoria da Aprendizagem Social é o facto de ela reconhecer e combinar elementos das teorias comportamentalistas e cognitivistas. Para Bandura, as estruturas cognitivas, o comportamento e o meio interagem entre si, sendo cada uma destas influenciadas e influentes sobre as outras. Nesta perspectiva, as pessoas são o produto do seu meio, mas escolhem e moldam este meio por um processo de interações que tem influências recíprocas. Nesta teoria emerge o conceito de Modelagem, segundo o qual, as pessoas podem aprender através da imitação do comportamento dos outros. Esta teoria é ainda hoje algo consensual nomeadamente no desenvolvimento infantil.
As contribuições de Bandura
Albert Bandura adotava uma forma de behaviorismo diferente da de Skinner. Ele questionava a total negação dos processos cognitivos e mentais e propõe um aprendizagem social ou uma abordagem sociobehaviorista. A teoria de aprendizagem social marca o terceiro estágio (o estágio neo-neobehaviorista) no desenvolvimento da escola de pensamento behaviorista.
Como já foi visto, a teoria cognitiva social de Bandura é uma forma menos radical de behaviorismo que a de Skinner, entretanto Bandura ainda era behaviorista. Sua pesquisa tinha como objetivo observar o comportamento das pessoas durante a interação, o que antes era sempre enquadrado em comportamentos adquiridos por condicionamento operante.
Bandura enfatiza que a influência dos esquemas de reforço externo dos processos de pensamento, tais como crenças, expectativas e instrução. Para ele, as reações aos estímulos são autoativadas, entretanto iniciadas pelo próprio indivíduo. Quando um reforço externo altera um comportamento, é porque a pessoa tem consciência da resposta que está sendo reforçada e antecipa a recepção do mesmo reforço ao repetir o comportamento da vez em que a situação novamente ocorrer.
Embora ele concordasse com Skinner sobre a mudança de comportamento por meio do reforço. Bandura afirma que não é necessário receber sempre um reforço para se aprender algo. A aprendizagem também ocorre através do reforço vicário (Ideia de que a aprendizagem pode ocorrer por observação dos comportamentos de outros e das consequências deles decorrentes e não apenas experimentando o reforço diretamente), com isso ele diz que é possível controlar o próprio comportamento, ainda que não experimentado, observando as consequências e fazendo uma opção consciente de agir ou não da mesma forma. A partir daí, Bandura, começa a reconhecer a importância do nosso processo cognitivo, o que antes era determinado apenas em E-R por Skinner.
Auto Eficácia
Auto eficácia: senso de uma pessoa de ser capaz de lidar efetivamente com uma tarefa particular. Bandura realizou muitas pesquisas sobre a auto eficácia, descrita como o senso de autoestima ou valor próprio, o sentimento de adequação, eficácia e competência para enfrentar os problemas (Bandura, 1982). Seu trabalho demonstrou que as pessoas com grau elevado de auto eficácia acreditam ser capazes de lidar com os diversos acontecimentos da vida. Elas imaginam ser capazes de vencer obstáculos, procuram desafios, persistem e mantêm um alto grau de confiança na sua capacidade de obter êxito e de controlar a própria vida.
 As pessoas com baixo grau de auto eficácia sentem-se inúteis, sem esperança, acreditam que não conseguem lidar com as situações que enfrentam e que têm poucas chances de mudá-las. Diante de um problema, tendem a desistir na primeira tentativa frustrada. Não acreditam que sua atitude faça alguma diferença nem que controlam e podem mudar o próprio destino.
    
 A pesquisa de Bandura mostrou que a crença no nível de auto eficácia influencia vários aspectos da vida. Por exemplo: pessoas com elevado grau de auto eficácia tendem a obter notas altas, a analisar mais opções de carreira, a obter maior sucesso profissional, a estabelecer metas pessoais mais altas e a apreciar mais a saúde mental e física do que as com baixa auto eficácia.
 Além de ser uma teoria behaviorista, o sistema de Bandura era cognitivo. Ele enfatizava a influência dos esquemas de reforço externo dos processos de pensamento, tais como crenças, expectativas e instrução. Para Bandura, respostas comportamentais não são disparadas automaticamente por um estímulo externo, como em uma máquina ou em um robô. Ao contrário, as reações aos estímulos são auto-ativadas, iniciadas pela própria pessoa. Quando um reforço externo altera o comportamento, é porque a pessoa tem consciência da resposta da resposta que está sendo reforçada e antecipa a recepção do mesmo reforço ao repetir o comportamento da próxima vez em que a situação ocorrer.
A Teoria Social Cognitiva de Albert Bandura
A capacidade de aprender por meio de exemplos e por meio de reforço vicário parte do princípio de que somos capazes de antecipar e avaliar as consequências que observamos nas outras pessoas, mesmo não passando pela mesma experiência. É possível controlar o próprio comportamento, observando as consequências, ainda que não experimentadas, de determinado comportamento e fazendo uma opção consciente de agir ou não da mesma forma. Bandura acredita não existir uma ligação direta entre estímulo e resposta, ou entre comportamento e reforço, como afirmava Skinner. Para ele, há um mecanismo interposto entre o estímulo e a resposta, que nada mais é do que o processo cognitivo do indivíduo.
Desse modo, o processo cognitivo exerceu um papel importante na teoria social cognitiva de Bandura, diferenciando a sua visão da de Skinner. Na opinião de Bandura, não é o esquema de reforço em si que produz efeito na mudança do comportamento de uma pessoa, mas o que ela pensa desse esquema. A aprendizagem ocorre não pelo reforço direto, mas por meio de "modelos", observando o comportamento de outras pessoas e nele fundamentando os próprios padrões. Para Skinner, o controlador do reforço regula o comportamento. Para Bandura, o controlador do modelo social regula o comportamento.
A abordagem de Bandura consiste em uma teoria de aprendizagem "social", porque estuda a formação e a modificação do comportamento nas situações sociais. Bandura criticou Skinner por usar apenas um único sujeito na observação (na maioria das vezes, ratos e pombos) em vez de pessoas interagindo umas com as outras. Poucas pessoas vivem isoladas socialmente. Bandura afirmava que os psicólogos não devem considerar relevantes para o mundo moderno as descobertas de pesquisas que ignorem as interações sociais.

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