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NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 64 
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GRADUAÇÃO 
UNEC/EAD 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA 
DISCIPLINA: COOPERATIVISMO 
 
 
 
 
5. O papel das cooperativas no desenvolvimento regional 
 
A cooperação é sinônimo de desenvolvimento. O cooperativismo é uma doutrina lastreada 
por princípios e valores, com uma ética básica que tem os mesmos objetivos de qualquer 
governo democrático sério: justiça social, equidade, distribuição de renda, defesa do 
meio ambiente e garantia da segurança alimentar. 
Mesmo tratando-se de empresas bastante novas, a maioria gira em torno de 50 anos 
de existência, conseguiram, observando-se sempre os princípios e valores norteadores 
do sistema, o que se configura um desafio adicional no mercado produtivo em que 
vivemos. 
Através do desenvolvimento histórico, pode-se notar que aconteceram vários ciclos de 
desenvolvimento econômico durante este período em que as cooperativas estão 
atuando, oportunizando ao sistema cooperativo, crescer, contribuindo fortemente 
para a melhoria de qualidade de vida das comunidades onde estão inseridas. 
 
5.1 As cooperativas e o desenvolvimento 
O Brasil, pelas suas dimensões territoriais, é amplo e diverso e o cooperativismo não foge à 
regra. No sul, existe um grande número de fortes cooperativas, no nordeste a realidade é 
diferente, muitas vezes estas cooperativas precisam de ajuda do governo para manterem-
se vivas. 
Por outro lado, as diferenças garantem criatividade e se complementam. Nos treze ramos 
do cooperativismo brasileiro são encontrados incontáveis exemplos de impulso à economia 
das comunidades, de aproveitamento das potencialidades locais e de superação de crises 
econômicas ou de problemas climáticos. 
Esses casos se multiplicam. Em 1995, 3,5 milhões de brasileiros estavam ligados ao 
cooperativismo. Dez anos após, esse número havia dobrado. Em 2005, havia 6,8 milhões 
de cooperados, acreditando e valorizando princípios como a responsabilidade social, a 
educação e a gestão democrática. 
O modelo de negócio cooperativo, além de incentivar o empreendedorismo, gera milhares 
de empregos. Para ninguém achar que estamos exagerando: em âmbito mundial, as 
AULA 9 
 
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cooperativas são responsáveis por empregar mais de 250 milhões de pessoas. Além do 
impacto global, o cooperativismo gera mais de 376 mil empregos no Brasil. 
O cooperativismo está presente no nosso dia a dia. No Rio Grande do Sul, as cooperativas 
envolvem mais de 70% da população. Além disso, geram mais de 61,8 mil empregos 
formais diretos. A valorização das pessoas em cooperativas é reconhecida formalmente. 
Das 150 empresas listadas pelo Great Place to Work, 22 são cooperativas. 
Além do ambiente de trabalho saudável, as cooperativas valorizam os trabalhadores de 
forma financeira, oferecendo remuneração superior em comparação às empresas privadas. 
Segundo dados da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (FEE), 
divulgados na Expressão do Cooperativismo Gaúcho, os salários em cooperativas são, em 
média, 20% maiores que a remuneração oferecida em empresas tradicionais. 
Em 2017, por exemplo, o salário médio dos empregados nas cooperativas gaúchas foi de 
R$ 2.171,00, enquanto que empregados do setor privado tiveram a média salarial de R$ 
1.810,00. 
De acordo com o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2021, com foco no fechamento 
de 2020, houve um aumento no número de cooperados no país. Enquanto em 2019 a 
quantia era de 15,5 milhões, em 2020 esse número pulou para 17,2 milhões. Ou seja, 
um crescimento de cerca de 11% mesmo durante a pandemia, segundo afirma o estudo 
publicado pelo Sistema OCB (Organização das Cooperativas do Brasil). 
Destes, 40% são mulheres e os outros 60% são homens. No ramo de saúde, 53% dos 
cooperados são mulheres. No Ceará, em termos gerais, 56% do quadro social é 
representado pelo público feminino. 
Outro excelente dado está relacionado à geração de trabalho. Enquanto o Mundo convivia 
com a pandemia de covid-19 e crescente aumento do desemprego, o cooperativismo 
somou no ano passado 455.095 empregos diretos no Brasil, um aumento de 6% em 
relação ao ano anterior. 
O estado do Paraná é o que mais se destacou neste quesito, com quase 118 mil 
empregados. Em seguida vem Santa Catarina, com mais de 74 mil, acompanhado por São 
Paulo, com cerca de 66 mil. 
Confira abaixo os números de cada um dos sete ramos do cooperativismo no Brasil em 
2020. Trata-se de um apanhado geral quanto ao número de cooperativas, de cooperados e 
de empregados: 
 
 
https://anuario.coop.br/
https://www.ocb.org.br/
 
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5.2 A geração de tributos e o impacto regional 
Se o cooperativismo fosse um estado brasileiro, teria a quarta maior economia do país, 
atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Juntas, as cooperativas 
brasileiras produziram R$656 bilhões em receitas e ganhos em 2022, segundo os dados 
mais recentes do setor, divulgados no AnuárioCoop 2023. 
A soma dos ativos – total de bens e direitos das cooperativas – chega a R$ 996,7 bilhões, e 
mostra o tamanho e a relevância das cooperativas para a economia brasileira. 
Os resultados são impressionantes, mas a melhor parte é que eles vão muito além dos 
números. Cada real produzido pelo cooperativismo representa uma melhora verdadeira na 
vida das pessoas e também na economia. Afinal, onde tem cooperativa há mais trabalho, 
mais renda e mais prosperidade. 
Um estudo inédito realizado pelo Sistema OCB e pela Fundação Instituto de Pesquisas 
Econômicas (FIPE) para avaliar os impactos do cooperativismo na economia brasileira 
confirma o que já sabíamos: o cooperativismo impacta positivamente a realidade do país 
nos mais diversos indicadores econômicos. 
Entre os impactos calculados na pesquisa, o estudo revela que a presença de cooperativas 
em uma cidade leva a um aumento médio de R$ 5,1 mil no Produto Interno Bruto (PIB) por 
habitante, além de impactos na geração de empregos formais, na abertura de 
estabelecimentos comerciais e nas exportações. 
De acordo com o estudo, para cada R$ 1 real investido no cooperativismo há um 
incremento de R$1,65 em termos de produção na economia brasileira. Além disso, cada 
R$1 real movimentado pelas cooperativas gera um acréscimo de R$0,06 em impostos 
arrecadados. 
“Neste estudo do Sistema OCB e da FIPE, os dados evidenciam o que nós sempre 
https://www.somos.coop.br/conheca-o-coop/#oquee
https://www.ibge.gov.br/explica/pib.php
https://anuario.coop.br/
https://anuario.coop.br/brasil/indicadores-financeiros-do-cooperativismo
https://anuario.coop.br/brasil/o-impacto-do-cooperativismo-na-economia-brasileira
 
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defendemos, que o cooperativismo é um importante gerador de impacto positivo na 
economia e na sociedade brasileira. Onde tem cooperativa, há geração de valor e mais 
prosperidade para as pessoas”, afirma o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de 
Freitas. 
Na prática, os números da pesquisa podem ser vistos de perto em várias partes do país, 
em municípios onde boa parte da população trabalha em uma cooperativa, consome 
alimentos produzidos por cooperados e tem conta em cooperativa de crédito. Até mesmoa 
energia da casa dessas pessoas é gerada e distribuída por uma cooperativa. E tudo isso é 
possível porque o cooperativismo está presente em diferentes setores da economia, da 
agricultura ao transporte de cargas. E tudo isso gera riqueza. 
Em Mato Grosso do Sul, a economia do município de S. Gabriel do Oeste começou a 
crescer a partir da expansão da fronteira agrícola nos anos 1970, e se consolidou como 
pólo agropecuário e agroindustrial do estado, setores liderados pelas cooperativas. 
Impulsionada pelo cooperativismo em vários setores, a cidade hoje é uma referência de 
como nosso modelo de negócio pode transformar todo o panorama produtivo e econômico 
de uma região. 
As cooperativas da cidade trabalham de forma integrada. As de grãos, como 
a Cooperoeste, vendem para a Cooasgo, de suinocultores, que fabrica rações para seus 
cooperados e vende os suínos para a Aurora Coop, que tem uma planta na cidade. As 
cooperativas de transporte e as cooperativas de crédito atuam com todas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vá ao tópico, 
MATERIAL COMPLEMENTAR em sua sala virtual e acesse: 
UMA CIDADE IMPULSIONADA POR COOPERATIVAS 
https://www.somos.coop.br/conheca-o-coop/#ondeestamos
https://cooperoestesc.com.br/
https://cooasgo.com.br/
https://auroracoop.com.br/?gclid=CjwKCAjwwb6lBhBJEiwAbuVUSnlaebC8qJF836GuDjup31qmTbv-o0Irb8voI4JP3uk2rWKUfQXAzhoC_mIQAvD_BwE
 
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BIBLIOGRAFIA 
KOSLOVSKI, João Paulo. Autogestão nas cooperativas: liberdade com responsabili-
dade. Curitiba, PR: SESCOOP-PR, 2004. 
 
MACHADO FILHO, C. A. P.; MARINO, M.K.; CONEJERO, M.A. Gestão estratégica 
em cooperativas agroindustriais. Disponível em, 2003. 
 
NORONHA, Adolfo Vasconcelos. Cooperativismo. São Paulo: Cupolo, 1976. 
 
OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Manual de gestão das cooperativas: uma 
abordagem prática. São Paulo: Atlas, 2001. 
 
MANUAL do Cooperativismo. Pensamento cooperativo e o cooperativismo brasileiro. 
Bases operacionais do cooperativismo. Administração de Cooperativas. Tipologia 
Cooperativista. São Paulo: CNPq, 1984. v.1. 
 
MANUAL do Cooperativismo. Pensamento cooperativo e o cooperativismo brasileiro. 
Bases operacionais do cooperativismo. Administração de Cooperativas. Tipologia 
Cooperativista. São Paulo: CNPq, 1984. v.2. 
 
CHIAVENATO, I. Teoria Geral da Administração. 7 ed. Vol. I. São Paulo: Elsevier, 
2004. 
 
- Lei nº 5.764, de 16 de dezembro de 1971.

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