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SAE na administração de medicamentos psicotrópicos Assistência de Enfermagem na administração de medicamentos psicotrópicos. Prof.ª Carolina Guizardi Polido 1. Itens iniciais Propósito Conhecer a farmacologia e outras questões gerais relacionadas aos efeitos dos psicotrópicos permite o exercício seguro dos profissionais da Enfermagem na administração e orientação acerca desses medicamentos, proporcionando melhor assistência e adesão ao tratamento. Objetivos Identificar a assistência de Enfermagem na administração de medicamentos ansiolíticos e antipsicóticos. Reconhecer a assistência de Enfermagem na administração medicamentosa de antidepressivos, anticonvulsivantes e estabilizadores de humor. Introdução Os medicamentos psicotrópicos interferem no sistema nervoso central e alteram os processos mentais, incluindo a percepção, as emoções e o comportamento de quem os consome. São substâncias que envolvem riscos relacionados ao abuso, e cujo consumo, no entanto, aumentou de forma surpreendente nas últimas décadas. No exercício da Enfermagem, as medicações psicotrópicas fazem parte da rotina diária, e constantemente precisamos estar atentos aos sinais e sintomas apresentados pelos usuários desses medicamentos para poder distinguir as situações de uso/abuso, a fim de diferenciar esses quadros dos processos patológicos gerais. A correta utilização dos psicotrópicos envolve assistência direta da Enfermagem, tanto para a conscientização do uso adequado quanto para a orientação dos efeitos causados pelo abuso, passando pelos riscos associados e finalidade do uso de cada droga. Orientação sobre unidade de medida Em nosso material, unidades de medida e números são escritos juntos (ex.: 25km) por questões de tecnologia e didáticas. No entanto, o Inmetro estabelece que deve existir um espaço entre o número e a unidade (ex.: 25 km). Logo, os relatórios técnicos e demais materiais escritos por você devem seguir o padrão internacional de separação dos números e das unidades. • • 1. Assistência de enfermagem na administração de medicamentos ansiolíticos e antipsicóticos Ansiedade Você já ouviu falar que os casos de ansiedade estão subindo assustadoramente no mundo? E sobre o aumento de pessoas que ouvem vozes ou veem vultos? É cada vez mais comum que tenhamos contato com transtornos mentais no mundo atual, então é necessário que você, como enfermeiro, esteja preparado para reconhecer sinais e sintomas associados ao uso e ao abuso dos medicamentos utilizados nos tratamentos de saúde mental. Neste módulo, você vai entender um pouco mais sobre essas situações e sobre os medicamentos utilizados para contribuir na regressão dos casos de depressão e de psicose. Vamos começar? A ansiedade é um processo fisiológico do nosso organismo, que ocorre quando estamos na expectativa de que algo aconteça, envolvendo sentimentos como o medo, a preocupação e o nervosismo. Também envolve fenômenos físicos mediados por substâncias químicas, podendo apresentar uma diversidade de sintomas que ocorrem juntos ou de forma separada. Veja, a seguir, a lista de sintomas que uma pessoa pode apresentar quando fica ansiosa. Lista de sintomas insônia; suor frio; enxaqueca; nervosismo; irritabilidade; fala acelerada; enjoo e vômito; tensão muscular; braço dormente; medo constante; preocupação excessiva; palpitação e dor no peito; agitação de pernas e braços; dificuldade de concentração; desequilíbrio dos pensamentos; tontura e sensação de desmaio; respiração ofegante e falta de ar; boca seca e hipersensibilidade de paladar; sensação de tremor e vontade de roer as unhas; sentir-se desconectado de seus ambientes (desrealização); sensação de que vai perder o controle ou que algo ruim vai acontecer; sensação de ser um observador externo da própria vida (despersonalização). Esses sintomas, como dissemos, podem ocorrer juntos ou separados, em maior ou menor grau. Os sintomas mais comuns são aumento na frequência cardíaca, respiração rápida e ofegante, sudorese e sensação de cansaço. Se todos esses sintomas são normais para as pessoas, por que então a ansiedade é considerada um problema? Você consegue pensar um pouquinho sobre essa pergunta? Comentário A resposta para essa questão é que nem todos os indivíduos conseguem controlar a sua ansiedade o tempo todo, gerando complicações para a sua própria vida. Assim, a ansiedade passa a ser um quadro patológico, carecendo de intervenção. Uma das intervenções possíveis é a medicamentosa. No entanto, para a escolha dos medicamentos adequados, também é necessário entender o ponto mais difícil quando falamos de ansiedade: quando é que ela passa de um estado fisiológico para um estado patológico? • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Para entender essa diferença, precisamos conversar rapidamente sobre os cinco principais tipos de ansiedade patológica. São eles: Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) Este é o tipo mais comum de ansiedade patológica. Combina preocupação excessiva com estresse recorrente, e a ansiedade passa a interferir na rotina da pessoa. Em geral, além dos sintomas emocionais, provoca sintomas físicos como enxaquecas constantes, úlceras estomacais, indisposição física e mental, irritabilidade, insônia crônica e tensão muscular. Fobia Este tipo de ansiedade se caracteriza pelo medo intenso e exagerado de algo que não existe ou que nem mesmo representa perigo – como multidões (agorafobia), por exemplo – podendo se expressar como medo de sair de casa. Transtorno do Pânico É um dos principais agravos e pode ser desencadeada por diversos fatores, mesmo não identificados e sem nenhum motivo aparente. Os sintomas são intensos e afetam o funcionamento dos órgãos do corpo, gerando, de forma mais comum, falta de ar ou dificuldade para respirar, batimentos cardíacos acelerados, tonturas, dores torácicas e sensação de que a morte se aproxima. Para esse sentimento, dá-se o nome de crise de pânico. Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) Caracterizado por ações repetitivas, rituais compulsivos e/ou ideias obsessivas, que não fazem sentido – como, por exemplo, lavar as mãos a cada toque em objetos ou pessoas, testar o fechamento de portas repetidamente em número exato etc. Os indivíduos com esse perfil têm consciência de que esse comportamento não faz sentido, mas não conseguem evitar esses pensamentos. Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT) Resultam da ocorrência de flashbacks e sensações decorrentes de evento traumático no passado, provocando intenso sofrimento. Agora que você já conhece um pouco mais sobre ansiedade, vamos conversar sobre os medicamentos utilizados para o controle dos quadros patológicos desse mal. Os medicamentos utilizados para o controle desses quadros são chamados de ansiolíticos, e os mais comuns são os benzodiazepínicos, os fenobarbitais e os agonistas dos receptores de serotonina. Vamos explorá-los isoladamente? Benzodiazepínicos Esse é o grupo mais utilizado para o tratamento da ansiedade patológica. Nesse grupo, as substâncias são tanto ansiolíticas quanto hipnóticas. E o que isso quer dizer? Ansiolíticas Nesta função, elas são capazes de diminuir a ansiedade. Hipnóticas Nesta funçãos, elas são capazes de provocar sonolência. Esses medicamentos se caracterizam por sua composição química, responsável por seu nome: um anel de benzeno com um anel de diazepina. Você pode ver o nome desse grupo de substâncias identificado em diversas literaturas como BZD, embora essa abreviação não seja adotada como padrão internacional. Os principais fármacos utilizados que pertencem a esse grupo são o alprazolam, bromazepam, clonazepam, diazepam, estazolam, lorazepam, midazolam e nitrazepam. Os benzodiazepínicos atuam de modo seletivo sobre os receptores do neurotransmissor GABA (ácido gama- aminobutírico), potencializando a sua resposta por aumento da afinidade da ligação molécula-receptor. Isso facilita a abertura de canais de cloreto, o que provoca a hiperpolarizaçãoda membrana neuronal, reduzindo a sua excitabilidade, sem afetar outros neurotransmissores como a glicina e o glutamato. Veja a imagem a seguir: Receptores de GABA. Assim, surgem os seus efeitos esperados: redução da ansiedade e da agressividade, sedação e indução do sono, redução do tônus muscular e da coordenação, além do efeito anticonvulsivante. Talvez você já tenha visto diversas pessoas dizerem que precisam de um calmante, porque estão muito nervosas, ou não conseguem dormir. Geralmente, essas pessoas estão consumindo ansiolíticos. Rivotril (Clonazepam). Atenção É importante salientar que o seu uso não deve ser feito sem orientação de um médico e de outro profissional de saúde, como o enfermeiro, devido aos riscos envolvidos – principalmente o de dependência do medicamento. Entenda, também, que a sonolência é um efeito secundário, e não está presente em todas as pessoas, principalmente quando se faz abuso dessas medicações; logo, esses medicamentos não devem ser utilizados como indutores do sono isoladamente. Os efeitos colaterais relacionados aos benzodiazepínicos incluem toxicidade aguda na superdosagem, sonolência, confusão, amnésia, comprometimento da coordenação motora, tolerância e dependência. Ademais, quando ocorre consumo concomitante de álcool, o efeito depressor sobre o sistema nervoso central é potencializado. Além dos riscos relacionados ao abuso e à dependência, o uso prolongado dessas substâncias (mais do que seis semanas) pode levar a quadros de dificuldade de cognição e de memória. A eficácia terapêutica e o amplo espectro de ação foram pontos cruciais para que os benzodiazepínicos se tornassem, hoje, uma das classes de drogas mais prescritas no mundo todo, principalmente o clonazepam. Há grande evidência de que pessoas com transtorno de personalidade e com histórico de abuso de outras substâncias, como álcool, tenham maior propensão a fazer abuso dos benzodiazepínicos. Esse grupo tem um antagonista farmacológico: o Flumazenil. Ele bloqueia os receptores benzodiazepínicos, bloqueando o efeito dessas substâncias, especificamente por inibição competitiva. Barbitúricos Os barbitúricos são uma classe de ansiolíticos com funcionamento bem semelhante ao dos benzodiazepínicos. Eles exercem atividade sedativa diretamente sobre o sistema nervoso central, aumentando a atividade do GABA. Como induzem a inibição do sistema nervoso central de forma potencializada, acabam produzindo efeitos semelhantes aos dos anestésicos inalatórios. Saiba mais O seu uso está em declínio atualmente devido a mortes por ingestão acidental, tentativas de homicídios e suicídios e, principalmente, pelo aparecimento de novas drogas – como os benzodiazepínicos. Vale salientar ainda que essa classe de medicamentos possui alto grau de tolerância e dependência, podendo induzir o aumento do citocromo P450 hepático. Dessa forma, outras substâncias que são metabolizadas pelo citocromo 450 são degradas mais rapidamente, causando interações farmacológicas indesejadas. Estrutura química do barbital. Estrutura química da Buspirona. Os barbitúricos são comumente utilizados como potencializadores de anestésicos, analgésicos, antiepilépticos, e como coadjuvantes anestésicos. Os seus principais representantes são o barbital, fenobarbital, tiopental e o pentobarbital. Dentre os seus efeitos colaterais, destacam-se sonolência, dificuldades de concentração, raciocínio prejudicado e relaxamento com sensação de calma intensos. Os sinais e sintomas da superdosagem podem-se confundir com os efeitos adversos de outros medicamentos, e o indivíduo vai se apresentar comatoso, com a respiração lenta ou rápida e curta, a pressão sanguínea baixa, pulso fraco e rápido, volume urinário diminuído e pupilas mióticas reativas à luz. Dentre as principais complicações que podem ocorrer, estão insuficiência renal e complicações pulmonares (atelectasia, edema e broncopneumonia). Não há antídoto conhecido; por isso, o tratamento nos casos de superdosagem é de suporte, incluindo controle rigoroso de sinais vitais e reatividade reflexa. Agonistas dos Receptores de Serotonina Os agonistas dos receptores de serotonina são os ansiolíticos de segunda geração. Essas medicações atuam ao ativar os receptores de serotonina, reduzindo estados depressivos e de ansiedade. Essa classe é representada pela buspirona, ipsapirona e gepirona. A buspirona, medicamento mais utilizado dentre os citados, não tem ação anticonvulsivante, hipnótica ou sedativa, e nem proporciona relaxamento muscular. Não piora as habilidades motoras, interage pouco com depressores do sistema nervoso central, não altera a respiração, tem ação mínima sobre cognição, memória e condução de veículos, possui baixo potencial para abuso ou adição e, quando interrompida, não provoca síndrome de retirada, abstinência ou dependência. No entanto, o seu tempo para efeito satisfatório é prolongado, podendo demorar até 20 dias para que a droga atinja o seu nível plasmático ideal e ocorra o controle inicial dos sintomas. Assistência de Enfermagem nos Transtornos de Ansiedade Os fármacos ansiolíticos estão entre os mais prescritos na atualidade, gerando diversas complicações, principalmente em relação ao consumo abusivo ou errôneo. Compete à Enfermagem estar atenta, portanto, a diversos cuidados gerais, tais como: Verificação do uso correto dos medicamentos e reconhecimento dos sinais e sintomas associados aos efeitos colaterais e ao abuso; Orientação acerca do risco de dirigir e operar máquinas, devido à sonolência causada por esses fármacos; Indicação de outros atendimentos para suporte, visando reduzir o tempo de uso desses medicamentos; • • • Orientação a familiares sobre a possibilidade de perturbação de conduta e sobre os sinais e riscos do abuso; Acompanhamento do paciente que utiliza esses medicamentos, no sentido de prevenir abuso e dependência; Checagem contínua, em ambiente hospitalar, dos sinais e sintomas de efeitos colaterais relacionados à administração dos medicamentos; Adoção de medidas educativas e sociais, em Saúde Coletiva, para alertar a comunidade acerca dos riscos envolvidos com o uso dessa classe de medicamentos e das consequências da dependência e do abuso; Desaconselhamento do consumo de álcool e demais depressores em conjunto com esses medicamentos, devido ao risco de depressão profunda do sistema nervoso central e ao risco de morte; Conferência, junto ao médico e ao farmacêutico, das receitas de psicotrópicos dispensadas na unidade sob a sua supervisão, incluindo as notificações de uso das medicações tipo B1, conforme a Portaria nº 344, de 12 de maio de 1998; Realização de consulta de Enfermagem para orientação acerca do uso correto dessa classe de medicamentos e para rastreamento de problemas potenciais, como alergias e interações medicamentosas, uma vez que essas medicações fazem parte do grupo de substâncias mais passíveis de abuso e consumo errôneo. Atenção Importante salientar que, de acordo com a legislação profissional, essas ações de orientação e acompanhamento são exclusivas do enfermeiro e integram a consulta de Enfermagem. Isso nos coloca entre os responsáveis pelo cuidado humanizado, individualizado e integral do paciente. Essa mesma legislação impede que o profissional de Enfermagem administre medicamentos sem o conhecimento da ação do fármaco e dos seus riscos. Portanto, devemos sempre estar atentos às prescrições medicamentos para usuários do sistema de saúde e ter o conhecimento adequado sobre eles. Psicose Chama-se psicose o transtorno mental que faz com que as pessoas percebam ou interpretem a realidade ou fatos e acontecimentos de maneira diferente das pessoas que as rodeiam, o que ocorre em diversos transtornos psiquiátricos. Pode envolver alucinações, delírios, perda do contato com a realidade, fala incoerente e mesmo agitação ou agressividade. • • • • • • • A psicose pode ocorrer em indivíduos portadores de esquizofrenia ou depressivos graves, pode ser resultante desíndromes de abstinência ou mesmo estar relacionada ao consumo de substâncias psicoativas, como álcool e outras drogas. Em todas as situações, empregam-se, para o controle da psicose, os medicamentos chamados de antipsicóticos. Os antipsicóticos, que são classificados como de primeira ou de segunda geração, podem ser de uso diário ou de depósito. Veja a seguir. Primeiro geração Também podem ser chamados de convencionais ou típicos, foram os primeiros medicamentos. Segunda geração Os de segunda geração também podem ser chamados de atípicos. Todos os antipsicóticos agem sobre os receptores de dopamina, e os seus efeitos surgem quando cerca de 80% dos receptores de dopamina estão bloqueados pelo antagonista. É importante salientar que, ao mesmo tempo em que a redução de dopamina é desejada – pois seu excesso é uma das explicações para sintomas como delírios e alucinações –, a sua falta gera apatia, desânimo e desinteresse. Esses fármacos têm a sua absorção prejudicada quando utilizadas em conjunto com café, nicotina e antiácidos, resultando em efeitos menores do que os esperados. Antipsicóticos Típicos Os antipsicóticos típicos atuam no bloqueio do receptor de dopamina do tipo D2, diminuindo a sua ativação pela dopamina endógena. Como resultado, a dopamina circulante é reduzida. Essa classe tem vários efeitos adversos, como sedação, embotamento cognitivo, distonia e rigidez muscular, tremores, aumento dos níveis de prolactina (causando galactorreia), ganho ponderal, diminuição do limiar convulsivo nos pacientes com convulsões ou em risco de convulsões. Pode ocorrer também discinesia tardia e hipercinética, com movimentos involuntários mais facilmente observados no rosto e nas extremidades. A maior parte desses eventos – incluindo a rigidez, bradicinesia e tremor – é chamada de acatisia, representando os efeitos colaterais extrapiramidais. A acatisia ocorre com frequência em pacientes que fazem uso prolongado, exigindo a utilização de fármacos que reduzam esses efeitos, da classe dos antiparkisonianos – como o biperideno e a associação de levodopa + cloridrato de benserazida. Dentre os fármacos de primeira geração mais utilizados geração mais utilizadas, citamos neste momento haloperidol, clorpromazina, pimozida, tioridazina, trifluoperazina, loxapina. Antipsicóticos Atípicos Os antipsicóticos atípicos bloqueiam os receptores de dopamina de maneira mais seletiva do que os antipsicóticos convencionais, tendo menor probabilidade de causar efeitos adversos extrapiramidais (motores) ou discinesia tardia. Saiba mais No entanto, a síndrome metabólica (excesso de gordura abdominal, resistência à insulina, dislipidemia e hipertensão arterial) é um efeito adverso importante de muitos desses medicamentos, exigindo controle clínico rigoroso, pois há grande impacto sobre a qualidade e sobrevida dos pacientes em uso dessas medicações; e, além de aumento na circunferência da cintura, a maioria dos distúrbios associados à síndrome metabólica não apresenta sintomas. Os principais representantes são o aripiprazol, clozapina, olanzapina, paliperidona, quetiapina e a risperidona. Antipsicóticos de Depósito A diferença dos antipsicóticos de depósito para os demais está na sua formulação e no seu modo de administração. Enquanto as outras duas classes exigem uso diário por via oral, os medicamentos de depósito podem ser administrados a cada 15, 21 ou 28 dias, sempre com técnica intramuscular profunda, e a critério médico para indicação do intervalo. Nas medicações de depósito os efeitos colaterais são muito semelhantes aos dos fármacos utilizados por via oral, acrescidos dos problemas que podem advir da administração do medicamento por via profunda. Atualmente, estão disponíveis no mercado brasileiro os seguintes antipsicóticos para administração por via de depósito: Primeira geração A pipotiazina, o haloperidol e a flufenazina. Segunda geração A paliperidona e a risperidona. É muito relevante ter em mente que a prescrição dos antipsicóticos de depósito envolve uso anterior dos análogos utilizados por via oral, uma vez que, se houver reação alérgica à substância, não há antídotos disponíveis no mercado. Portanto, os danos podem ser incalculáveis, uma vez que essas formulações são feitas para ação contínua por até 28 dias. Atenção A formulação do haloperidol para depósito é o decanoato de haloperidol. A sua formulação injetável na forma de haloperidol é utilizada somente em emergências, por possuir rápida absorção e não ter efeito cumulativo. Ainda sobre o haloperidol, deve-se atentar para a interação medicamentosa com guanetidina, medicamento anti-hipertensivo que reduz a liberação de catecolaminas, pois o haloperidol apresenta grande efeito antagonista com esse agente anti-hipertensivo. Assistência de Enfermagem no uso de antipsicóticos Como você percebeu, a maioria dos antipsicóticos irá apresentar sintomas fáceis de serem reconhecidos diante do olhar atento do enfermeiro. Apesar de compartilhar muitos cuidados com os ansiolíticos, os antipsicóticos não são drogas passíveis de tanto abuso, mas sim de uso inadequado, uma vez que a redução dos sintomas faz os pacientes acreditarem que podem deixar de tomar os medicamentos. Veja a seguir: Verificação do uso correto de medicamentos e reconhecimento dos sinais e sintomas associados aos efeitos colaterais e ao abuso; Orientação a familiares sobre a possibilidade de perturbação de conduta e identificação de efeitos colaterais; Administração, em ambiente hospitalar, dos medicamentos e acompanhamento pós-medicação; Atenção para a interação medicamentosa com antiácidos e antidiarreicos, por inibirem a absorção dos antipsicóticos; Conferência das receitas dispensadas, junto ao médico e ao farmacêutico, para se certificar do uso correto das medicações; Adoção, em Saúde Coletiva, de medidas educativas e sociais para estimular o uso adequado e o reconhecimento de sintomas psicóticos; Desaconselhamento do consumo de álcool e demais depressores em conjunto com esses medicamentos, devido à redução da absorção e ao metabolismo hepático desses medicamentos; Cuidado na administração concomitante de epinefrina, devido à interação medicamentosa e ao risco de hipotensão, queda devido à hipotensão ortostática, convulsões e visão turva; Realização de consulta de Enfermagem para orientação acerca do uso correto dessa classe de medicamentos e rastreamento de problemas potenciais, como alergias e interações medicamentosas, relacionadas principalmente ao uso de haloperidol e risperidona; Atenção especial aos sintomas extrapiramidais, distonia, hipotensão ortostática, discinesia tardia, acatisia, convulsões, rash cutâneo, náusea, vômito, aumento do apetite, aumento de peso corpóreo, obstipação e disfagia, que são os sintomas mais comuns relacionados ao uso desses medicamentos. Transtornos de Ansiedade e Psicose: Estudos de Casos Neste vídeo, a partir do relato de casos clínicos, a especialista irá relatar a caracterização de quadros de ansiedade e de psicose, discutir a conduta terapêutica e a aplicação da assistência em Enfermagem. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Vem que eu te explico! Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar. Ansiedade Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Benzodiazepínicos Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. • • • • • • • • • • Psicose Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 (IBADE – 2018) Os fármacos ansiolíticos são aqueles utilizados no tratamento dos sintomas de ansiedade, enquanto os hipnóticos são aqueles utilizados no tratamento da insônia. As condições clínicas relacionadas com a ansiedade incluem a ansiedade fóbica e o distúrbio do pânico, e a distinção entre essas condições e os distúrbios generalizados pode não ser muito nítida, sendo muitos os agentes ansiolíticosutilizados para tratar ambas as afecções. Os agentes ansiolíticos e hipnóticos são classificados em grupos de drogas, dentre os quais estão os: A benzodiazepínicos, agentes utilizados no tratamento de ansiedade e insônia que atuam seletivamente nos receptores de GABA, que medeiam a resposta sináptica inibitória produzida pela atividade nos neurônios GABAérgicos, potencializando a resposta ao GABA e facilitando a abertura dos canais de sódio. B agonistas dos receptores 5-HT (buspirona, por ex.), que são utilizados como sedativos e inibem a atividade dos neurônios noradrenérgicos do locus ceruleus, interferindo desse modo nas reações de reatividade. C barbitúricos – em grande parte obsoletos, com uso limitado à anestesia e ao tratamento de epilepsia –, os quais atuam por ligação em sítio específico no receptor de GABA, aumentando a afinidade desse neurotransmissor inibitório do SNC. D agonistas dos receptores adrenérgicos (propranolol, por exemplo), que são utilizados para a redução dos sintomas físicos da ansiedade (como tremor e palpitação) e cuja eficácia depende mais do bloqueio das respostas simpáticas periféricas. E antagonistas competitivos do GABA – os "agonistas inversos", como o flumazenil, por exemplo –, que propiciam a conformação mais estável do receptor nas subunidades a e b, potencializando o estado de seletividade aniônica e, assim, deprimindo a função sináptica (transmissor inibitório). A alternativa C está correta. Os barbitúricos aumentam a ação do GABA em nível de sistema nervoso central. Essa atividade central potencializada faz com que esses fármacos apresentem atividade farmacológica semelhante à dos anestésicos inalatórios. Por isso, são bastante empregados em anestesias. Eles também são capazes de elevar o limiar de convulsão, sendo empregados para prevenir convulsões em pacientes com epilepsia ou com outras origens. Sobre os benzodiazepínicos, é correto dizer que eles potencializam a ação do GABA por mecanismo que envolve a abertura dos canais de cloreto, e não de sódio. Já antagonistas da serotonina não são utilizados como sedativos. Quanto ao propranolol, é correto afirmar que ele é utilizado como coadjuvante nos sintomas simpáticos, mas não é um benzodiazepínico. Já o flumazenil é antídoto para os benzodiazepínicos. Questão 2 (Residência em Enfermagem - EESP-BA - ADAPTADA) Sobre o uso de ansiolíticos, avalie as asserções a seguir. I - Os benzodiazepínicos são a subclasse mais frequentemente prescrita de agentes ansiolíticos. II - Estudos com animais indicam que os benzodiazepínicos podem reforçar o uso, produzir dependência física e tolerância. III - Os efeitos verdadeiramente prejudiciais em longo prazo dos benzodiazepínicos já foram suficientemente descritos de forma convincente por vários estudos. IV - Os fatores de proteção para o abuso de benzodiazepínicos incluem uma história de abuso de álcool ou de outra substância, além da presença de transtorno de personalidade. É correto o que se afirma em: A I e II, apenas. B I, III e IV, apenas. C I, apenas. D II e III, apenas. E III e IV, apenas. A alternativa A está correta. As afirmativas I e II estão corretas. As afirmativas III e IV não estão corretas, pois não há evidências suficientes dos prejuízos gerados pelo consumo de benzodiazepínicos em longo prazo. Além disso, os fatores de proteção para o abuso de benzodiazepínicos citados na afirmativa IV não são protetivos, e sim predisponentes. 2. Administração medicamentosa de antidepressivos, anticonvulsivantes e estabilizadores de humor Depressão Agora que você já aprendeu um pouco sobre ansiedade e psicose, precisamos continuar a nossa trilha por meio dos fármacos mais utilizados na saúde mental. Neste módulo, vamos conhecer um pouco sobre medicamentos utilizados na depressão, nos quadros convulsivos e epilépticos e nos transtornos de humor. É importante que você tenha em mente que os medicamentos apresentados podem ser associados para o tratamento dos problemas relacionados à saúde mental. Portanto, esteja atento ao conteúdo e vamos iniciar nossa jornada! A depressão é um distúrbio mental caracterizado por sensação persistente de tristeza e/ou angústia com perda de interesse em atividades, prejudicando significativamente o dia a dia, incluindo alterações no sono, apetite, nível de energia, concentração, comportamento diário ou autoestima, podendo incorrer tanto em sintomas físicos quanto comportamentais. Comumente, está associada a pensamentos suicidas, ideação e planejamento de morte. O tratamento medicamentoso da depressão é dividido em três fases: aguda, de continuação e de manutenção. Veja mais sobre elas a seguir. Fase aguda Visa à remissão dos sintomas e à retomada da recuperação do funcionamento psicossocial. A sua duração varia de seis a doze semanas, e o paciente assintomático por seis meses é considerado como recuperado do episódio atual. Fase de continuação O tratamento visa à prevenção de recaídas (retorno dos sintomas do episódio índice), com duração que varia de quatro a nove meses. Fase de manutenção O tratamento de manutenção está indicado para os pacientes com grande risco de recorrência ao longo da vida, como aqueles com: depressões crônicas - duração acima de dois anos; episódios graves - com tentativas de suicídio ou com sintomas psicóticos; depressões resistentes a tratamento - mais de dois episódios em dois anos; depressões recorrentes - três ou mais episódios ao longo da vida; depressão na velhice - acima dos 65 anos. Antidepressivos Esses medicamentos, como o próprio nome diz, são utilizados no combate aos quadros depressivos. São muito eficazes para quadros moderados e graves, tendo pouco efeito para quadros leves, nos quais mudanças comportamentais são mais efetivas (associadas ou não a medicações). Podem ser divididos em muitas classes, sendo cinco as maiores divisões: inibidores da MAO; antidepressivos atípicos; antidepressivos tricíclicos; inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS); inibidores seletivos da recaptação da serotonina e da noradrenalina (Duais, ISRSN ou SNRI). Inibidores Seletivos Da Recaptação De Serotonina (ISRS) Esse grupo age inibindo o transportador de serotonina, o que gera acúmulo desse neurotransmissor na fenda sináptica, aumentando a sua disponibilidade. Os ISRS representam as drogas mais comuns de uso clínico, sendo considerados como a primeira linha no tratamento da depressão devido à facilidade do seu uso, à segurança em superdosagem, à tolerabilidade relativa, ao custo baixo e ao amplo espectro de uso. As principais drogas nesse grupo são a fluoxetina, sertralina, citalopram, paroxetina, fluvoxamina e escitalopram. Apresentam como principais efeitos colaterais náuseas, anorexia, insônia, perda da libido e frigidez. Alguns desses efeitos adversos são resultantes do aumento da estimulação dos receptores de serotonina pós-sinápticos. Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina e da Noradrenalina (ISRSN) Esses medicamentos são conhecidos como Duais, pois atuam na inibição da recaptação de serotonina e norepinefrina. Todos ligam-se aos transportadores de serotonina (SERT) e de norepinefrina (NET), de forma reversível e com pouca afinidade. Porém, por terem ação em dois receptores, • • • • • • • • • • podem apresentar sintomas mais intensos quando comparados aos ISRS. Além disso, podem potencializar a síndrome serotoninérgica quando combinados com iMAO (veremos adiante), e, portanto, essa combinação é contraindicada. Esses medicamentos também são mais caros quando comparados os ISRS. As principais drogas nesse grupo são a duloxetina, venlafaxina, desvenlafaxina, levomilnaciprana e milnaciprana. Quanto aos efeitos colaterais, nas primeiras duas semanas de uso os pacientes tendem a se queixar de náuseas intensas, boca seca e dor de cabeça. Pode também ocorrer discreto aumento na pressão arterial. Após esse período, podem ocorrer com mais frequência alterações gastrintestinais que vão desde diarreia a constipação,permanência da náusea, alterações da libido, tonturas, espasmos musculares e alterações do apetite. Tricíclicos Os antidepressivos tricíclicos (ADTs) eram a classe dominante de antidepressivos até a introdução dos ISRS nas décadas de 1980 e 1990. Atualmente, os ADTs são usados principalmente na depressão que não responde aos antidepressivos de uso mais comum. Possuem menor tolerabilidade em comparação com agentes mais recentes, além da dificuldade no uso e da sua letalidade em superdosagem. Atuam em nível pré-sináptico, com o bloqueio da recaptação de monoaminas, principalmente norepinefrina e serotonina e, em menor proporção, no receptor de dopamina. Os principais representantes dessa classe são imipramina, desipramina, amitriptilina, doxepina, nortriptilina, protriptilina, clomipramina e trimipramina. Os efeitos colaterais dos ADTs estão associados com sua afinidade pelos receptores muscarínicos, histaminérgicos, serotoninérgicos, noradrenérgicos e α-1 adrenérgicos. E os principais efeitos colaterais são boca seca, visão turva, retenção urinária e constipação, ganho de peso, confusão mental, sonolência, fadiga, tontura, vertigens e disfunções sexuais. Atenção São sinais de intoxicação: a presença de confusão mental, convulsões, alterações de concentração, sonolência grave, alargamento de pupilas, alteração da frequência cardíaca, febre, alucinações, inquietação ou agitação, respiração curta ou difícil, cansaço, fraqueza intensa e vômitos. O tratamento da intoxicação consiste em diminuição da absorção do medicamento (esvaziamento gástrico com lavagem), aumento da sua eliminação (administração de pasta de carvão ativado seguida de estimulação catártica) e tratamento específico das intercorrências cardiopulmonares. Inibidores da Monoaminoxidase (iMAO) Nessa classe, estão as drogas que foram as primeiras a serem introduzidas clinicamente para o tratamento da depressão. Elas surgiram nos anos 1950 e regulam a concentração intraneuronal de noradrenalina e serotonina, produzindo aumento na concentração de noradrenalina, dopamina e serotonina na fenda sináptica. Foram retiradas do mercado devido à alta incidência de hepatotoxicidade e ao aumento na pressão arterial, que levava a crises hipertensiva. Isso porque uma vez inibida, a enzima monoaminoxidase deixa de degradar a tiramina, uma monoamina vasotensora e precursor de catecolaminas. Por essa razão, é necessário adotar uma dieta pobre em tiramina de modo a evitar uma crise hipertensiva potencialmente fatal. Pode ocorrer ainda a Síndrome Serotoninérgica quando há associação com outros antidepressivos (amitriptilina, clomipramina, doxepina, imipramina, ISRSs ou trazodona) e na substituição entre substâncias, quando não se observa período de wash-out completo. Wash-out Tempo de adequado para a total eliminação da substância e dos seus metabólitos. Nessa síndrome, foram descritas alterações da cognição e do comportamento (confusão, hipomania e agitação), do sistema nervoso autônomo (diarreia, febre, diaforese, efeitos na pressão arterial, náuseas e vômitos) e do sistema neuromuscular (mioclonias, hiperreflexia, incoordenação e tremores). A melhora é rápida com a retirada das substâncias que estão interagindo e mantendo-se wash-out adequado. As principais drogas em uso nessa classe são a fenelzina, iproniazida, isocarboxazida, pargilina, clorgilina, tranilcipromina, selegilina e moclobemida. Os principais efeitos colaterais são sedação, confusão, perda da coordenação motora fina, tremores, excitação, convulsões, ganho de peso, hipotensão postural – este costuma ser o efeito mais grave e perigoso, podendo levar a quedas da própria altura –, lesões, boca seca, constipação e retenção urinária. Saiba mais Devido à inibição da MAO e à inibição também do metabolismo da tiramina, é exigida do paciente uma dieta pobre em alimentos que contenham tiramina. Os alimentos que devem ser evitados são: queijo envelhecido, vinho, chope, pão de queijo, casca de banana, embutidos e alimentos fermentados em geral, incluindo molho de soja. Alguns medicamentos também devem ser evitados, como descongestionantes, antigripais, dolantina, anestésicos com adrenalina, anfetaminas e inibidores do apetite. Eles são ainda mais perigosos que os alimentos proibidos. Atenção especial deve ser dada a usuários de drogas, pois a cocaína também tem esse efeito. Antidepressivos Atípicos Os antidepressivos atípicos são aqueles que não se encaixam em nenhuma das classes mais comuns, que foram citadas até agora. Não são Tricíclicos, iMAO e nem ISRS. São a principal classe medicamentosa atual para o tratamento da depressão, sendo chamados de antidepressivos de segunda geração. Os Duais (ISRSN) pertencem a essa classe, mas foram apresentados separadamente por terem grande importância clínica. Também pertencem a essa classe os antidepressivos inibidores da recaptação de noradrenalina (ISRN). Esses medicamentos atuam sobre a noradrenalina, aumentando a disponibilidade desse neurotransmissor no cérebro, regulando funções como o aprendizado, memória e humor. A sua atividade é serotoninérgica e, especialmente em combinação com outros agentes serotoninérgicos, tem o potencial de produzir a síndrome serotoninérgica, sobretudo em combinação com iMAO e outros agentes de alta potência. A maioria não inibe significativamente os canais iônicos de sódio, cálcio ou potássio, com um risco menor de toxicidade cardíaca, o que, em grande parte, explica a sua maior segurança em comparação com os antidepressivos tricíclicos. As principais drogas nessa classe são a bupropiona, mirtazapina, trazodona, reboxetina, mianserina e a tianeptina. Os principais efeitos colaterais nas dosagens terapêuticas são leves e incluem boca seca, tontura, agitação, náusea, cefaleia, constipação, tremor, ansiedade, confusão, visão turva e aumento da atividade motora. A toxicidade não é um quadro comum devido à segurança dessa classe. Porém, quando ela ocorre, os sintomas mais comumente relatados incluem agitação, tontura, tremor, náusea e vômito, sonolência e taquicardia. Hipertermia leve é relatada ocasionalmente. Assistência de Enfermagem na administração de antidepressivos O cuidado de Enfermagem na administração de antidepressivos é muito semelhante aos cuidados já vistos no primeiro módulo para os ansiolíticos e antipsicóticos. Porém, são acrescidos dos cuidados em relação aos iMAO. Vamos relembrar os cuidados gerais e listar os específicos? Verificação do uso correto dos medicamentos e orientação alimentar por escrito para familiares e usuários de iMAO; Diferenciação dos sintomas habituais e dos de toxicidade em função das classes e reconhecimento dos sinais e sintomas associados aos efeitos colaterais e ao abuso; Indicação de outros atendimentos para suporte, visando reduzir o tempo de uso desses medicamentos; Acompanhamento das condições do paciente em maior risco de suicídio relacionado a quadros depressivos; Orientação a familiares sobre a possibilidade de perturbação de conduta, além dos sinais e riscos do abuso de tricíclicos e iMAO; Realização de consulta de Enfermagem para orientação acerca do uso correto dessa classe de medicamentos e rastreamento de problemas potenciais, como alergias e interações medicamentosas, uma vez que fazem parte do grupo de substâncias com uso inadequado; Atenção ao uso de iMAO concomitante com peptinas (dolantina), que pode causar coma, depressão respiratória e morte. Os iMAO também aumentam os efeitos hipoglicemiantes da insulina e de fármacos que tratam a diabetes e, quando há consumo de cafeína, pode gerar taquicardia; 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. Mãos com convulsão e espasmos musculares. Atenção ao quadro “Reação do Queijo”, que acontece pelo fato de a tiramina ser degradada pela MAO no intestino e no fígado, e, em uso de iMAO, o consumo de queijos envelhecidos pode causar o aumento dos efeitos simpaticomiméticos, como a elevação da pressão arterial, cefaleia e até mesmo hemorragia intracraniana. AnticonvulsivantesOs anticonvulsivantes ou antiepiléticos são uma classe de fármacos utilizada para a prevenção e o tratamento das crises convulsivas/epiléticas e neuralgias, além de auxiliar no tratamento de transtornos de humor, como transtorno bipolar e ciclotimia. As crises convulsivas são anormalidade da atividade elétrica cortical causada pela hipersincronização neuronal. Representam uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos e se expressa por crises epilépticas repetidas. As crises convulsivas podem ser parciais ou generalizadas. Veja a seguir. Parciais Quando afetam pequenas partes do cérebro, e os sintomas dependem da região do córtex afetada. Generalizadas Caracterizadas como grande mal (tônico- clônicas) ou pequeno mal (crises de ausência). Duram poucos minutos, e em geral o indivíduo se recupera subitamente. Um anticonvulsivante é um fármaco que tem como função principal a supressão do excesso de disparo acelerado dos neurônios, ou então evita que esse excesso se propague no cérebro. Atua no Sistema Nervoso Central por meio do bloqueio da função dos canais de sódio, potencialização da função do GABA, bloqueio da função dos canais de cálcio ou inibição dos receptores de glutamato, mas pode possuir mais do que um mecanismo de ação e muitos ainda são desconhecidos, dificultando nosso entendimento completo acerca desse tipo de substância. Quando associados a benzodiazepínicos, o potencial sedativo desses medicamentos é exacerbado, podendo incorrer em sintomas potencialmente fatais. Saiba mais A neuralgia ou nevralgia é uma dor excruciante, aguda, intensa e incessante que ocorre pelo acometimento de um ou mais nervos do nosso corpo. Para o seu controle, são utilizadas as medicações anticonvulsivantes, devido ao efeito específico dessas medicações, que é a lentificação das sinapses. 8. Estrutura molecular da Gabapentina. Anticonvulsivantes Potencializadores do GABA Esses medicamentos potencializam a ativação dos receptores GABA, inativam a ação da enzima GABA transaminase (que inativa o GABA) ou inibem a captação do GABA. Em todos os casos, a ação do GABA é potencializada. Dentre esses medicamentos, damos destaque à Gabapentina, droga que foi desenvolvida para o tratamento da epilepsia e passou também a ser utilizada para o tratamento de dores ocasionadas pelos nervos periféricos. Provoca uma série de reações adversas, sobretudo fadiga, tontura e sonolência. Anticonvulsivantes que bloqueiam canal de sódio O uso desses medicamentos faz com que os canais de sódio voltagem-dependentes, que levam a corrente elétrica da função cerebral para dentro dos neurônios, sejam bloqueados. Dessa forma, o neurônio não ficará excitado e não transmitirá o impulso elétrico. Esses medicamentos conseguem diferenciar os três estados dos canais de sódio (aberto, em repouso e inativo) e se ligam, preferencialmente, aos canais inativos, impedindo que entrem em estado de repouso (quando poderiam gerar um novo impulso). A sua ação é uso-dependente. Isso significa que não possui efeito cumulativo no organismo e, quando fora da janela terapêutica, a condução do estímulo por meio dos neurônios se normaliza (e as convulsões podem voltar). Nessa classe, têm destaque a fenitoína, carbamazepina, lamotrigina e ácido valproico, fármacos que aumentam a inibição das sinapses por meio de sua ação direta sobre o canal de sódio. Esses agentes exibem uma acentuada especificidade para o tratamento das convulsões parciais e generalizadas secundárias. Porém, todos têm especificidades, como você verá a seguir: Fenitoína É um fármaco de escolha para o tratamento das convulsões parciais e das convulsões tônico-clônicas, apresenta farmacocinética complexa. Pequenos aumentos na dose podem proporcionar aumentos imprevisíveis na concentração plasmática, pois quase a sua totalidade fica ligada às proteínas plasmáticas, dependendo do fígado para metabolização e inativação. Isso eleva o risco de efeitos adversos, incluindo ataxia, nistagmo, incoordenação, confusão, hiperplasia gengival, anemia megaloblástica, hirsutismo, traços faciais mais grosseiros e exantema cutâneo sistêmico. O uso prolongado de fenitoína ainda causa redução dos reflexos tendinosos nos membros inferiores e, durante a gestação, leva a malformação fetal com a ocorrência de fenda palatina. Na sua forma injetável, a administração em bolus (administração rápida) pode gerar hipotensão e choque, depressão do sistema nervoso central e arritmia. Carbamazepina É um fármaco de escolha para as convulsões parciais simples e complexas, devido à sua ação supressora dos focos convulsivos e preventiva da propagação da atividade sináptica. Os efeitos adversos estão relacionados com a dose e se apresentam na forma de sonolência, tontura, ataxia, retenção hídrica, hiponatremia, distúrbios severos mentais e motores, distúrbios gastrintestinais e cardiovasculares. Além disso, podem ocorrer graves sintomas de hipersensibilidade à droga. Pode ocorrer ainda depressão da medula óssea, que se mostrará na forma de neutropenia, agranulocitose e discrasias sanguíneas ao hemograma. Ácido Valproico Em baixas doses, possui efeito sobre os canais de sódio; em doses maiores, inibe o transportador do GABA, aumentando a sua concentração nas fendas sinápticas. Inibe a absorção de outros antiepilépticos, não podendo, portanto, ser usado em conjunto com outras drogas. Causa náuseas, vômito e dores abdominais, sendo contraindicado na gestação por ser causador de defeitos do tubo neural, como espinha bífida. Topiramato Tem ação complexa e não muito bem esclarecida, com suposições sobre a sua ação como inibidor dos canais de sódio. É muito utilizado em terapia coadjuvante, sendo os seus efeitos colaterais principais sedação, retardo psicomotor, fadiga, problemas de fala ou de linguagem, cálculos renais e hipersensibilidade ao topiramato. É bastante utilizado também no tratamento da enxaqueca e da nevralgia. Saiba mais Nistagmo é o movimento involuntário e em vários sentidos dos olhos. Como você percebeu, é bastante difícil elucidar claramente as drogas anticonvulsivantes. Algumas destas drogas ainda serão vistas junto aos estabilizadores de humor. Assistência de Enfermagem nos anticonvulsivantes Devido às diferenças no mecanismo de ação dos anticonvulsivantes, além dos cuidados já discutidos nos outros tópicos, é necessário que os cuidados sejam bastante específicos para esses medicamentos. No entanto, alguns cuidados são universais para essa classe e incluem: Atenção a possíveis alterações do sistema gastrintestinal, uso correto do medicamento e atenção às interações medicamentosas. Reconhecimento dos sinais e sintomas associados aos efeitos colaterais. Orientação sobre o risco de dirigir e operar máquinas, devido à sonolência. Orientação aos pacientes e familiares sobre a possibilidade de perturbação de conduta. 1. 2. 3. 4. Prevenção da ocorrência de alterações sistêmicas ocasionadas por alterações sanguíneas, exigindo consulta de rotina e com solicitação de exames laboratoriais de sangue. Saiba mais A consulta de Enfermagem é a melhor e mais eficaz ferramenta do enfermeiro para a individualização do cuidado e para o controle das condições de saúde. Portanto, use-a sempre! Estabilizadores de humor Os transtornos de humor, também chamados de transtornos afetivos, são quadros de tristeza ou euforia excessivamente intensa, acompanhados por determinados sintomas típicos, que comprometem a capacidade funcional, física, social e de trabalho. O transtorno afetivo mais comum é a depressão, que já foi vista anteriormente. Em seguida, temos o Transtorno Afetivo Bipolar, que envolve quadro alternado de mania (euforia intensa) e depressão, e é chamado também de Bipolaridade. Bipolaridade É uma alteração mental grave em que a pessoa apresenta oscilações de humor que podem variar entre: Depressão Em que há profunda tristeza. Mania Em que há euforia extrema. Hipomania É umaversão mais leve da mania. A fase depressiva não difere da depressão moderada ou grave. Na fase maníaca, ocorre aumento de energia, agitação, inquietação, mania de grandeza e menor necessidade de sono, podendo até causar agressividade, delírios e alucinações. 5. Os principais fármacos para o tratamento da bipolaridade são a carbamazepina, a oxcarbazepina, o carbonato de lítio, o ácido valproico, o divalproato de sódio e a lamotrigina. Os medicamentos considerados de primeira linha são os mais utilizados, sendo eles o carbonato de lítio, o ácido valproico e a carbamazepina. Vamos entendê-los individualmente? Carbonato de lítio Indicado no tratamento de episódios maníacos nos transtornos afetivos bipolares, esse fármaco possui ação que normaliza os sintomas num período que varia de uma a três semanas, exigindo controle da dosagem sanguínea de lítio para certificação da dosagem correta do fármaco (litemia sanguínea). É a droga de primeira escolha para tratamento da bipolaridade. O lítio pode simular o papel do sódio (Na+) em tecidos excitáveis, sendo capaz de penetrar canais de Na+ controlados por voltagem que são responsáveis pela geração de potenciais de ação. Entretanto, não participa do bombeamento pela bomba Na+/K+ATPase, tendendo a se acumular no espaço intracelular. Saiba mais Também pode ser usado no tratamento da depressão, sendo indicado para os casos em que os pacientes não obtiveram resposta total após uso de inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS) ou tricíclicos por um período entre quatro e seis semanas, com doses efetivas. O lítio é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade, com doença renal ou cardiovascular significativa. Também se recomenda que não seja utilizado concomitantemente com tratamento diurético ou em pacientes com quadro de depleção de sódio. Os principais efeitos colaterais são náusea, poliúria, polidipsia, diarreia e tremor fino postural indistinguível do tremor essencial. A depleção de Na+ reduz a taxa de eliminação do fármaco ocasionado pelo aumento da reabsorção do lítio pelo túbulo proximal, elevando a probabilidade de toxicidade. Pode ocorrer ainda aumento do volume da tireoide associado a hipotireoidismo, ganho de peso e queda de cabelo. A toxicidade aguda pelo lítio também resulta em vários efeitos neurológicos, como confusão, comprometimento motor, coma, convulsões e morte. Ácido valproico Também conhecido como valproato de sódio, atua primariamente como um fármaco anticonvulsivante, potencializando a ação do GABA. Apresenta eficácia equivalente à do lítio durante as primeiras semanas do tratamento, embora não se tenha certeza de que a sua eficácia seja equivalente à do lítio como tratamento de manutenção. Tem sido efetivo em alguns pacientes que não responderam à terapia com o lítio, e o seu perfil de efeitos colaterais é pequeno, de modo que é possível aumentar rapidamente a dose sem causar excesso de sintomatologia. Na superdosagem, o paciente pode apresentar coma, com hipotonia muscular, hiporreflexia, miose, problemas respiratórios e problemas de metabolismo, hipotensão e colapso/choque circulatório, além de hipernatremia. As reações adversas mais comuns são anemia, trombocitopenia, tremor, distúrbios extrapiramidais, torpor, sonolência, convulsão, comprometimento da memória, dor de cabeça, nistagmo, diminuição da audição, náusea, vômito, distúrbios da gengiva (principalmente hiperplasia gengival), estomatite, dor na parte superior do abdômen e diarreia. Carbamazepina Também da classe dos anticonvulsivantes. Surge como alternativa razoável para o lítio quando ele não tem eficácia ideal, e, como já vimos, bloqueia de forma específica os canais de sódio mais ativos e utilizados durante o processo de despolarização e propagação do estímulo entre os neurônios, potencializando a ação do GABA. É um medicamento extremamente lipossolúvel. Na superdosagem, os pacientes podem apresentar depressão do sistema nervoso central, com desorientação, sonolência, agitação, alucinação e coma; visão turva, distúrbio da fala, disartria, nistagmo, ataxia, discinesia, hiperreflexia inicial, hiporreflexia tardia, convulsões, distúrbios psicomotores, mioclonia e hipotermia, seguindo com depressão respiratória e edema pulmonar. Também pode haver taquicardia, hipotensão, vômito, esvaziamento gástrico retardado e motilidade intestinal reduzida, além de alterações da função renal. Hiponatremia e hiperglicemia são achados laboratoriais comuns. Assistência de Enfermagem nos estabilizadores de humor Especificamente em relação aos estabilizadores de humor, atente-se para os seguintes cuidados, que devem ser acrescidos aos demais já discutidos neste módulo: orientação aos familiares para atenção ao comportamento do indivíduo, que pode sofrer alterações; atenção a exames laboratoriais, interações medicamentosas, sinais e sintomas de intoxicação; orientação quanto à terapêutica e à necessidade de estabilização orgânica da medicação para efeito apropriado. Depressão e Bipolaridade: Estudos de Casos Neste vídeo, a partir do relato de casos clínicos, a especialista irá relatar a caracterização de quadros de depressão e bipolaridade, discutir a conduta terapêutica e a aplicação da assistência em Enfermagem. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Vem que eu te explico! Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar. Depressão Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Anticonvulsivantes Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Bipolaridade Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 • • • Um exemplo de antidepressivo que pertence ao grupo dos inibidores seletivos de serotonina e noradrenalina (ISRSN) é: A a fluoxetina. B a paroxetina. C a sertralina. D o citalopram. E a duloxetina. A alternativa E está correta. A duloxetina pertence ao grupo chamado de duais ou inibidores seletivos de serotonina e noradrenalina (ISRSN). Todos os demais medicamentos pertencem ao grupo dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina. Questão 2 (PREFEITURA DE BAURU – 2021 – ADAPTADA) O medicamento de primeira escolha para um idoso que apresente quadro de transtorno de humor é: A o carbonato de lítio. B a sertralina. C a carbamazepina. D a amitriptilina. E a venlafaxina. A alternativa A está correta. O carbonato de lítio deve ser o fármaco de primeira escolha no tratamento dos quadros de transtornos de humor. Quando não tem efeito satisfatório, deve ser seguido pela carbamazepina. Sertralina, amitriptilina e venlafaxina são antidepressivos. 3. Conclusão Considerações finais Como você pôde perceber, em nenhum dos psicofármacos a terapêutica medicamentosa deve ser isolada. É necessário que a assistência aos pacientes seja realizada por equipe multiprofissional e que o seu plano terapêutico envolva investimento em mudanças comportamentais e reabilitação psicossocial, além de envolvimento da família no cuidado. A melhor estratégia para a promoção do cuidado em Enfermagem sempre será a consulta de Enfermagem com a definição de diagnósticos pertinentes e o planejamento, junto ao paciente, das intervenções e resultados esperados, de modo a garantir a assistência individualizada e integral aos usuários do sistema de saúde. Esteja atento aos medicamentos vistos neste conteúdo e, em suas anotações, elenque as principais diferenças entre eles, uma vez que muitos efeitos colaterais são comuns a muitas classes. Podcast Neste podcast, a especialista irá apresentar as principais características dos transtornos mentais discutidos no conteúdo, bem como a importância da assistência de Enfermagem na administração dos medicamentos relacionados a essas patologias e no estabelecimento da saúde mental dos pacientes e das suas famílias. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para ouvir o áudio. Explore + Leia oartigo A eficácia de diferentes tratamentos em pacientes com transtorno de humor: um estudo comparativo, publicado por Rosiberton Pereira da Cruz e Isabelle Patriciá Freitas Soares Chariglione na revista Ciência & Cognição, e perceba a importância de outros tratamentos terapêuticos para as terapias medicamentosas nos transtornos de humor. Leia o artigo A dispensação de psicofármacos em um município de pequeno porte: considerações acerca da medicalização da vida, publicado por Suely Teodora da Silveira et al. na revista Psicologia em Pesquisa, e entenda os problemas relacionados ao abuso de psicofármacos. Leia o artigo Consumo do benzodiazepínico clonazepam (Rivotril®) no estado do Rio de Janeiro, Brasil, 2009-2013: estudo ecológico, publicado por Rafaela Teixeira Zorzanelli et al. na revista Ciência & Saúde Coletiva, para entender um pouco mais sobre o abuso dos benzodiazepínicos e discutir com os seus colegas e professores os resultados dos pesquisadores. Leia o artigo Predição da adesão ao tratamento e qualidade de vida de pacientes com transtorno bipolar, publicado por Clarice de Lourdes Enes et al. na Revista de Enfermagem do Centro-Oeste Mineiro, para se aprofundar na comunhão entre a terapêutica psicofarmacológica e a reabilitação psicossocial. Leia o artigo Terapia Comunitária como cuidado complementar a usuários de drogas e suas contribuições sobre a ansiedade e a depressão, publicado por Alisséia Guimarães Lemes et al. na Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, e entenda mais sobre a necessidade de se envolver a comunidade quando há abuso de psicofármacos. Referências STHAL, S. M. Psicofarmacologia – Bases Neurocientíficas e Aplicações Práticas. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2014. GRAEFF, F. G.; GUIMARÃES, F. S. Fundamentos da psicofarmacologia. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 2021. PIVELLO, V. L. Farmacologia: como agem os medicamentos. São Paulo: Atheneu, 2014. VIANA, D. L.; SILVA, E. de S. Guia de Medicamentos e Cuidados de Enfermagem. 2 ed. São Paulo: Yendis, 2015. PORTO, L. A. et al. O papel dos canais iônicos nas epilepsias e considerações sobre as drogas antiepilépticas: uma breve revisão. J. epilepsy clin. neurophysiol., v. 13, n. 4, p. 169-175, 2007. SAE na administração de medicamentos psicotrópicos 1. Itens iniciais Propósito Objetivos Introdução Orientação sobre unidade de medida 1. Assistência de enfermagem na administração de medicamentos ansiolíticos e antipsicóticos Ansiedade Lista de sintomas Comentário Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) Fobia Transtorno do Pânico Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT) Benzodiazepínicos Ansiolíticas Hipnóticas Atenção Barbitúricos Saiba mais Agonistas dos Receptores de Serotonina Assistência de Enfermagem nos Transtornos de Ansiedade Atenção Psicose Primeiro geração Segunda geração Antipsicóticos Típicos Antipsicóticos Atípicos Saiba mais Antipsicóticos de Depósito Primeira geração Segunda geração Atenção Assistência de Enfermagem no uso de antipsicóticos Transtornos de Ansiedade e Psicose: Estudos de Casos Conteúdo interativo Vem que eu te explico! Ansiedade Conteúdo interativo Benzodiazepínicos Conteúdo interativo Psicose Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 2. Administração medicamentosa de antidepressivos, anticonvulsivantes e estabilizadores de humor Depressão Fase aguda Fase de continuação Fase de manutenção Antidepressivos Inibidores Seletivos Da Recaptação De Serotonina (ISRS) Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina e da Noradrenalina (ISRSN) Tricíclicos Atenção Inibidores da Monoaminoxidase (iMAO) Saiba mais Antidepressivos Atípicos Assistência de Enfermagem na administração de antidepressivos Anticonvulsivantes Parciais Generalizadas Saiba mais Anticonvulsivantes Potencializadores do GABA Anticonvulsivantes que bloqueiam canal de sódio Fenitoína Carbamazepina Ácido Valproico Topiramato Saiba mais Assistência de Enfermagem nos anticonvulsivantes Saiba mais Estabilizadores de humor Bipolaridade Depressão Mania Hipomania Carbonato de lítio Saiba mais Ácido valproico Carbamazepina Assistência de Enfermagem nos estabilizadores de humor Depressão e Bipolaridade: Estudos de Casos Conteúdo interativo Vem que eu te explico! Depressão Conteúdo interativo Anticonvulsivantes Conteúdo interativo Bipolaridade Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 3. Conclusão Considerações finais Podcast Conteúdo interativo Explore + Referências