Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Aperfeiçoamento da 
Prática em Coordenação 
do Cuidado a partir da 
Atenção Primária à 
Saúde - APS 
Ferramentas de Saúde 
Digital no Apoio à Gestão 
da Clínica na APS
MÓDULO IV | USO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA 
GESTÃO CLÍNICA
DISCIPLINA 10
Brasília (DF) 
2026
Ferramentas de Saúde 
Digital no Apoio à Gestão 
da Clínica na APS
DISCIPLINA 10
Tiragem: 1ª edição – 2026 – versão eletrônica
2026 Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. A.C Camargo Câncer Center.
Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons – Atribuição – Não 
Comercial – Compartilhamento pela mesma licença 4.0 Internacional. É permitida a 
reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte.
A coleção institucional da Oferta de Aperfeiçoamento da Prática em Coordenação do Cuidado a partir 
da Atenção Primária à Saúde pode ser acessada, na íntegra, na Biblioteca Virtual em Saúde do 
Ministério da Saúde: http://bvsms.saude.gov.br
Elaboração, distribuição e 
informações:
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria de Atenção Primária à 
Saúde - SAPS
Esplanada dos Ministérios Bloco G, 
Edifício Sede
CEP: 70058-900 – Brasília/DF
CONSELHO NACIONAL DE 
SECRETARIAS
MUNICIPAIS DE SAÚDE - 
CONASEMS
Esplanada dos Ministérios, Bloco G, 
Anexo B, Sala 144
Zona Cívico-Administrativo
CEP: 70058-900 – Brasília/DF
A.C CAMARGO CANCER CENTER
R. Prof. Antônio Prudente, 211 – 
Liberdade
CEP: 01509-010 - São Paulo/SP - 
Brasil
Colaboração:
Adriana Kitajima - SAPS/MS
Michael Luiz Diana de Oliveira - 
CONASEMS
Samara Carolina Rodrigues - SAPS/MS
Stanley Mendes Fonseca - CONASEMS
Vania Priamo - SAPS/MS
Designer educacional:
Gustavo Henrique Faria Barra - CONASEMS
Coordenação de desenvolvimento gráfico:
Cristina Perrone - CONASEMS
Diagramação e projeto gráfico:
Luciana Monteiro Campello - CONASEMS
Júlia Gutierrez Souza Carmo - CONASEMS
Revisão Linguística:
Camila Miranda Evangelista - CONASEMS
Fotografias e ilustrações:
Biblioteca do Banco de Imagens do 
Conasems
Imagens:
Fototeca do CONASEMS
Flickr Ministério da Saúde
Flickr CONASEMS
Flickr Secretaria de Saúde do Distrito 
Federal
Envato Elements
https://elements.envato.com
Freepik
https://br.freepik.com
Pexels
https://www.pexels.com/pt-br/
Coordenação-geral:
Ana Cláudia Cardozo Chaves - SAPS/MS
Ana Luiza Ferreira Rodrigues Caldas - 
SAPS/MS
Ana Paula Neves Marques de Pinho - A.C. 
Camargo
Cristiane Martins Pantaleão - CONASEMS
Hisham Mohamad Hamida - CONASEMS
Mauro Junqueira - CONASEMS
Patricia da Silva Campos - CONASEMS
Verônica Savatin Wottrich - CONASEMS
Organização:
Núcleo Pedagógico do CONASEMS
Coordenação técnica e pedagógica:
Beatriz Zocal da Silva - SAPS/MS
Jacirene Gonçalves Lima Franco - SAPS/MS
Kelly Cristina Santana - CONASEMS
Maria da Penha Marques Sapata - 
CONASEMS
Marta de Sousa Lima - CONASEMS 
Patricia da Silva Campos - CONASEMS
Soane Cristina Almeida dos Santos - 
CONASEMS
Thaís Coutinho de Oliveira - SAPS/MS
Valdívia França Marçal - CONASEMS
Elaboração de conteúdo:
Verineida Sousa Lima
Revisão técnica de conteúdo:
Beatriz Zocal da Silva - SAPS/MS
Jacirene Gonçalves Lima Franco - SAPS/MS
Maria da Penha Marques Sapata - 
CONASEMS
Michael Luiz Diana de Oliveira - 
CONASEMS
Patricia da Silva Campos - CONASEMS
Soane Cristina Almeida dos Santos - 
CONASEMS
Thais Coutinho de Oliveira - SAPS/MS
Stanley Mendes Fonseca - CONASEMS
COMO NAVEGAR NESTE 
E-BOOK
Antes de iniciar a leitura do material, veja, 
aqui, algumas dicas para aproveitar ao 
máximo os recursos disponíveis.
SUMÁRIO: uma forma rápida de acessar 
facilmente as temáticas. 
Quer retornar à lista das temáticas? 
Basta clicar no ícone, no canto superior da página.
Sempre que surgir o QR CODE, 
aponte a câmera do seu celular 
para acessar o conteúdo. Você, 
também, pode clicar sobre ele, 
com o botão direito do mouse, 
para abrir em uma nova aba ou 
navegador. 
QR CODE
Caso tenha dificuldade para 
visualizar os elementos visuais, 
utilize a função de zoom do 
PDF. 
ZOOM
 
Este é o e-book da Disciplina 10 – Ferramentas de Saúde Digital 
no Apoio à Gestão da Clínica na APS, que marca o início do 
Módulo IV – Uso de Sistemas de Informação na Gestão Clínica.
Ao longo dos seus estudos, você vai compreender como os 
Sistemas de Informação em Saúde (SIS) apoiam o trabalho na 
Atenção Primária à Saúde (APS), especialmente na organização do 
cuidado e na gestão clínica. 
Vamos acompanhar o percurso dos dados no Sistema Único de 
Saúde (SUS), desde o registro realizado no serviço até sua 
transformação em informações utilizadas para o planejamento, a 
tomada de decisão e o acompanhamento dos usuários.
Nesse processo, será destacada a importância de realizar registros 
com qualidade, completude e padronização, entendendo como 
essas informações impactam diretamente a continuidade do 
cuidado, a produção de indicadores e o fortalecimento da APS.
BEM-VINDO!
Também serão apresentados os principais sistemas de informação 
em saúde, com destaque para o e-SUS APS, enquanto ferramenta 
estruturante do Sistema de Informação para a Atenção Primária à 
Saúde (Siaps). Você vai conhecer suas funcionalidades e como 
utilizá-las no cotidiano do seu trabalho.
Além disso, será possível entender como os dados produzidos na 
APS se articulam com outros sistemas e pontos da Rede de 
Atenção à Saúde (RAS), contribuindo para a coordenação do 
cuidado ao longo da trajetória dos usuários.
Ao concluir este estudo, espera-se 
que você reconheça o valor dos 
dados que produz na sua prática e 
utilize os sistemas de informação 
como aliados no planejamento 
das ações, na qualificação da 
gestão clínica e no cuidado em 
saúde no território.
AB | Atenção Básica
ACS | Agente Comunitário de Saúde
ACWY | Vacina Meningocócica Conjugada Quadrivalente
AIH | Autorização de Internação Hospitalar
APS | Atenção Primária à Saúde
BPA | Boletim de Produção Ambulatorial
CADSUS | Cadastro Nacional de Usuários do Sistema Único de 
Saúde
CAPS | Centro de Atenção Psicossocial
CBO | Classificação Brasileira de Ocupações
CDS | Coleta de Dados Simplificada
CEO | Centro de Especialidades Odontológicas
CGIAD | Coordenação-Geral de Inovação e Aceleração Digital
CIAP | Classificação Internacional de Atenção Primária
CID | Classificação Internacional de Doenças
CNS | Cartão Nacional de Saúde
CNES | Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde
CPF | Cadastro de Pessoas Físicas
DEAPS | Departamento de Estratégias, Acreditação e Componentes 
da Atenção Primária
DNV | Declaração de Nascido Vivo
DO | Declaração de Óbito
eAP | equipe de Atenção Primária
eMulti | equipe Multiprofissional na Atenção Primária à Saúde
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
ERF-CS | Escala de Risco Familiar de Coelho e Savassi
eSF | equipe de Saúde da Família
ESF | Estratégia Saúde da Família
GAL | Gerenciador de Ambiente Laboratorial 
IBGE | Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
INE | Identificador Nacional de Equipe
IVCF | Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional
LACENs | Laboratório Central de Saúde Pública
LGPD | Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais
M-CHAT-R/F™ | Modified Checklist for Autism in Toddlers – 
Revised with Follow-Up (Lista de Verificação Modificada para 
Autismo em Crianças Pequenas – Revisada com Entrevista de 
Seguimento)
MIAI | Modelo de Informação de Atendimento Individual
MIAOI | Modelo de Informação de Atendimento Odontológico 
Individual
MICDT | Modelo de Informação de Cadastro Domiciliar e Territorial
MICI | Modelo de Informação de Cadastro Individual
MIMCA | Modelo de Informação de Marcadores de Consumo 
Alimentar
MIP | Modelo de Informação de Procedimentos
MIVDT | Modelo de Informação de Visita Domiciliar e Territorial
MS | Ministério da Saúde
NCI | Notificação Compulsória Imediata 
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
NCN | Notificação Compulsória Negativa
NCS | Notificação Compulsória Semanal
PTS | Projeto Terapêutico Singular
RAS | Rede de Atenção à Saúde
RAAS | Registro das Ações Ambulatoriais de SaúdeMenstrual: funcionalidade que 
viabiliza a solicitação de acesso ao programa.
Essas e outras funcionalidades fazem parte da evolução da 
estratégia e-SUS APS e podem ser consultadas no Manual do 
e-SUS APS. Com todos os serviços utilizando o Prontuário 
Eletrônico e-SUS APS, é possível que um usuário atendido no 
Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) seja avaliado e ter sua 
contrarreferência, e todo atendimento realizado, compartilhado 
com a equipe da APS. 
91
Nesse contexto, seria fundamental que o profissional de saúde 
desse serviço tivesse acesso aos dados clínicos dos atendimentos 
realizados na Atenção Primária e em outros serviços pelos quais o 
usuário já passou.
Essa integração também é possível em outros contextos, como no 
Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), compartilhando o 
Plano Terapêutico Singular com a equipe de saúde bucal da APS, 
ou em policlínicas e centros de especialidades, realizando 
teleinterconsultas por videoconferência. 
São inúmeras possibilidades que conectam os diferentes serviços e 
redes de atenção, permitindo que o registro clínico seja 
compartilhado, compreendido e continuado em um cuidado 
longitudinal e integrado. Assim, todos os profissionais atuam de 
forma articulada em benefício do usuário, fortalecendo a 
qualidade da atenção e efetivando a gestão clínica do cuidado.
92
Agora, veja outro exemplo: imagine 
um usuário com diabetes que precisa 
procurar uma Unidade de Pronto 
Atendimento (UPA) em uma situação 
de urgência. 
Para verificar como o e-SUS APS se atualizou ao longo do tempo, 
com novas funcionalidades, observe a Figura 11:
Figura 11 ─ Linha do tempo do e-SUS APS
Fonte: Brasil [s. d.].
Pronto, agora que já conhecemos 
melhor nossa área, estamos 
atualizando e organizando os 
cadastros, utilizados adequadamente 
os módulos de agendamento e 
garantia de acesso.
93
Mas existem no e-SUS APS possibilidades de 
monitorar melhor nossas ações e identificar o 
impacto das boas práticas novas?
Para esse monitoramento é possível utilizar os RELATÓRIOS. Já 
aprendemos sobre os relatórios consolidados de cadastro, e 
acompanhamento, agora vamos falar sobre os relatórios 
GERENCIAIS e de PRODUÇÃO:
Gerenciais: relatórios mais dinâmicos, que permitem 
personalizar as variáveis conforme a necessidade da 
consulta. Estão disponíveis relatórios de absenteísmo 
(usuário faltou ou não aguardou atendimento), 
atendimentos, cuidado compartilhado, vacinação e exames.
Produção: relatórios que apresentam os diferentes tipos de 
produção realizados nas unidades de saúde. Também 
permitem filtrar as informações de acordo com os critérios 
mais relevantes para a consulta.
Interessante esses relatórios gerenciais, 
mas toda vez que vou usar, preciso montar 
esses dados entre as colunas e linhas.
94
Tem alguma forma mais fácil? 
Sim, nos relatórios gerenciais é possível fazer o seu próprio 
relatório customizado. Isso permite que um padrão de relatório 
fique salvo com acesso público e restrito, possibilitando que não 
seja mais necessário montar o relatório, mas apenas aplicar o 
padrão que foi customizado.
Para entender melhor, observe a tela do sistema e-SUS APS com 
um relatório gerencial de vacinação:
Figura 12 ─ Relatório gerencial de vacinação
Fonte: adaptado de Brasil [s. d.].
*Tela extraída do e-SUS APS em 11 jun. 2026.
Na Figura 12, acima, é possível identificar um ícone denominado 
“Cadastrar modelo”. Nesse ícone podemos montar um modelo de 
relatório e sempre que necessário extrair os dados sem ter que 
retornar para a estrutura principal do relatório e refazer. 
Essa mesma ação pode ser feita nos demais relatórios gerenciais, 
lembrando que esses relatórios retornam quantidade de 
atendimentos, vacinação, etc.
95
Para realizar a avaliação com base na identificação dos usuários, é 
necessário retornar ao relatório de ACOMPANHAMENTO, 
apresentado no início desta temática. Nele, você encontrará 
informações relevantes sobre todos os indicadores, além da 
possibilidade de exportar uma planilha para apoiar o 
monitoramento e a análise dos dados junto à sua equipe.
E depois de tudo isso...
Com todas essas possibilidades, a equipe foi pontuando as ações 
que precisam ser realizadas e distribuídas entre os diversos 
profissionais.
96
Nesse processo, compreendeu 
que o avanço da qualidade do 
trabalho realizado depende do 
empenho e da contribuição 
coletiva, e que todos precisam 
estar juntos nesse momento, 
compartilhando seus saberes 
e suas práticas.
No entanto, à medida que estudavam os novos indicadores, o 
Manual do Prontuário Eletrônico e os cadernos e portarias da APS, 
a equipe começou a refletir sobre como esses dados chegam à 
esfera federal e se correspondem às informações registradas na 
base local do e-SUS APS.
Diante disso, surgiu uma pergunta:
Agora que a Equipe de Bento Feliz já compreendeu a importância 
do registro qualificado, dos padrões e terminologias em saúde, dos 
diferentes sistemas de informação e do funcionamento do e-SUS 
APS, está preparada para explorar a base federal de dados.
Mas, afinal, como os registros realizados na Unidade de Saúde 
chegam à base federal? Existem relatórios que permitem 
acompanhar esse processo?
Para responder a essas e outras questões, conheceremos, 
na próxima temática, o Sistema de Informação da 
Atenção Primária à Saúde (Siaps).
97
Como podemos acessar essas informações?
04
O Sistema de 
Informação para a 
Atenção Primária à 
Saúde (Siaps)
Quando os dados são enviados para a base federal inicia-se outro 
processo de organização e avaliação. Aqui os dados são 
qualificados para depois serem disponibilizados no acesso restrito 
para gestores e equipes e no acesso público para toda população.
Nosso objetivo nesta temática é 
entender como o Siaps organiza 
os dados e disponibiliza, bem 
como a função desses dados na 
gestão clínica da APS.
Os resultados dos indicadores estão diretamente relacionados ao 
cuidado prestado e à qualidade do registro realizado pelas equipes 
nos sistemas de informação. Desta forma, é necessário atentar-se à 
completude e consistência das informações preenchidas no e-SUS 
APS.
Para que toda produção que você executa na APS seja aprovada na 
base federal, é importante cumprir todas as regras, que vão desde 
a identificação do profissional (quando disponível) e a identificação 
do usuário até as regras relacionadas a cada um dos modelos de 
informação ou dos indicadores descritos em fichas específicas.
99
É como um grande filtro, tudo que você e sua 
equipe envia por meio dos e-SUS APS é 
recebido no Siaps e analisado.
Mas o mesmo acontece nos mais diversos Sistemas de Informação 
em Saúde (SIS), buscando qualificar o dado em saúde, evitando 
disponibilizar dados incoerentes e que não sejam confiáveis.
O Sistema de Informação para a Atenção 
Primária em Saúde (Siaps) foi instituído 
pela Portaria GM/MS nº 7.639, de 18 de 
julho de 2025, que altera a Portaria de 
Consolidação n.1/2017, determinando que 
todos os dados coletados pela estratégia 
e-SUS APS devem ser operacionalizados 
por esse sistema.
100
Vale lembrar que antes tínhamos o Sistema de Informação em 
Saúde para Atenção Básica (SISAB), que trazia os dados da APS e 
foi atualizado e substituído pelo Siaps. Confira, no Quadro 2, as 
principais diferenças entre eles:
Fonte: elaborado pela autora, 2026.
Quadro 2 ─ Quadro comparativo entre o SISAB e o Siaps
Nome 
completo
Sistema de Informação em Saúde 
para a Atenção Básica.
Sistema de Informação para a 
Atenção Primária à Saúde.
Função 
principal
Centralizar e organizar dados da 
APS para fins de financiamento, 
monitoramento e indicadores da 
Atenção Básica; disponibilizar 
relatórios de produção, cobertura 
e situação de saúde.
Renovação e substituição do 
SISAB com foco em gestão de 
informação clínica e populacional 
integrada, oferecendo um 
repositório unificado de dados da 
APS, comnavegação mais fluida 
e recursos ampliados de análise.
Relação 
histórica
Implantado em 2013 como 
principal sistema de informação 
da APS; base de dados nacional 
para relatórios e indicadores.
Instituído como 
evolução/renovação do SISAB 
para alinhar ao processo de 
transformação digital do SUS.
Foco 
principal 
de uso
Relatórios, monitoramento por 
indicadores, dados de produção e 
financiamento da APS.
Concretizar um novo modelo de 
gestão de informação que apoie 
os municípios e os serviços de 
saúde na gestão efetiva da APS e 
na qualificação do cuidado dos 
usuários.
Usuários 
típicos
Gestores municipais/estaduais, 
equipes da APS e analistas que 
consultam relatórios e 
indicadores. 
Gestores, equipes de APS, 
profissionais que necessitam de 
análises mais completas e 
detalhadas de dados. 
SiapsSISABCritério
101
O Siaps representa um marco importante para a disponibilização 
de um sistema que traga o processo de transformação digital do 
SUS, alinhada a uma gestão de informação mais efetiva para as 
necessidades dos municípios.
SA
IB
A
 M
A
IS
Você sabe qual o prazo de envio da produção 
para o Siaps?
A Portaria GM/MS nº 7.639, de 18 de julho de 2025 
que altera a Portaria de Consolidação n.1/2017 
descreve que:
"Art. 308 - Os envios das informações pelas equipes 
da atenção primária para as bases de dados do Siaps 
terão cronogramas publicados em atos específicos da 
Secretária de Atenção Primária à Saúde (Brasil, 
2025)."
102
Normalmente, esses registros são enviados 
conforme o cronograma de envio vigente, 
publicado em ato específico da SAPS.
Para saber mais, clique aqui ou escaneie ou QR 
Code, ao lado, e acesse a “Nota Técnica 
Explicativa Relatório de Validação” nos 
materiais complementares da disciplina.
Isso garante que a produção das diversas Unidades de Saúde do 
nosso país sejam recebidas em tempo oportuno no Siaps para 
passarem por um processo de validação, que verifica se o dado 
está correto, completo e de acordo com as regras necessárias para 
ser aceito e confiável.
Ao acessar no navegador da internet 
por meio do Siaps, você tem acesso aos 
relatórios públicos do Cofinanciamento 
da APS e também ao módulo de 
Vigilância de Práticas Assistenciais que 
traz análise dos atendimentos e 
atividades registradas pelas equipes da 
APS de todo o Brasil. 
103
Nessa tela, de acesso público, é possível verificar as produções 
enviadas para o Siaps e que passam por um processo de avaliação.
É importante ressaltar que, caso haja necessidade de avaliar 
melhor os dados, tem-se também o acesso restrito pelo Gov.br, que 
traz informações mais detalhadas.
https://egestorab.saude.gov.br/image/?file=20210302_I_Notatecnicav01_7664308789255114454.pdf
https://mais.conasems.org.br/
Figura 13 ─ Tela e-Gestor APS
Fonte: Brasil [s. d.].
Os dados reprovados nos remetem a algo que já abordamos: as 
regras, terminologias e especificidades de cada campo dos 
sistemas de informação. Como vimos, a maioria dos documentos e 
modelos de registro exige a identificação do profissional, do 
estabelecimento, da equipe e do CBO correspondente.
Esses primeiros dados são avaliados pela base federal. Por isso, é 
essencial manter os dados dos profissionais e equipes atualizados 
no e-SUS APS e no CNES, garantindo que a produtividade seja 
inicialmente aprovada.
Mas a verificação não para por aí: após essa etapa, os dados do 
usuário também são avaliados. Essa segunda análise é 
fundamental para os componentes do novo financiamento da APS, 
como vínculo, acompanhamento e indicadores das equipes.
104
Vocês lembram que a equipe de 
Bento Feliz já estava cadastrando 
e atualizando a sua população? 
Como eles vão saber que estão 
cumprindo as regras para essa 
validação?
A NOTA TÉCNICA Nº 30/2025 - CGESCO/DESCO/SAPS/MS traz 
o componente de Vínculo e acompanhamento territorial e no Siaps 
é possível acompanhar a evolução da equipe. O que essa nota 
técnica nos diz sobre a validação dos dados?:
Serão considerados cadastros de pessoas únicas identificadas corretamente, 
e enviadas dentro do período de recebimento de dados estabelecido pelo 
SISAB. São necessárias a indicação de CNS ou CPF e Data de Nascimento 
idêntica ao registro do CADSUS. Além disso, são realizadas validações 
específicas para o SISAB, sendo necessária a indicação correta de CNS e CBO 
válidos e associados ao profissional que realizou o cadastro/atendimento, e a 
indicação do CNES e INE válidos, ativos e associados ao estabelecimento e 
equipe qual o profissional e usuário são vinculados. Estas informações são 
verificadas e validadas uma única vez, e, se aprovadas, contabilizam para o 
custeio do componente.
Fonte: NOTA TÉCNICA Nº 30/2025 - CGESCO/DESCO/SAPS/MS.
105
É importante que o profissional que está cadastrando no Modelo 
de Informação de Cadastro Individual (MICI) e no Modelo de 
Informação de Cadastro Domiciliar e Territorial (MICDT) esteja 
corretamente cadastrado no CNES e que os dados do usuário 
também sejam corretos. 
Assim, quando as informações de identificação do profissional, 
da equipe e do usuário forem enviadas para a base federal, o 
registro será aprovado.
Então, a primeira etapa é manter o CNES do município atualizado 
com os dados dos estabelecimentos de saúde, as equipes e os 
profissionais. 
Além disso, ter cuidado ao cadastrar o 
usuário, verificando o documento e data de 
nascimento, bem como as demais 
informações de identificação e para os 
usuários da área de abrangência utilizar os 
Modelos de Informação de Cadastro. 
106
E nos indicadores, também tem 
processos de validação?
Para os indicadores precisamos conhecer as particularidades de 
cada ficha técnica que traz todos os detalhes, as regras de cada 
indicador e das boas práticas, os códigos, os profissionais que 
podem executar os serviços e até mesmo onde cada uma das ações 
podem ser registradas.
Lembrando que para além dos indicadores, é importante prezar 
pela qualidade dos registros, inserindo não apenas os campos 
obrigatórios, mas garantindo que todas as informações importantes 
estejam no prontuário.
A Figura 14, a seguir, apresenta um fluxo que mostra de uma forma 
bem simples como tudo acontece. Imagine que aquela consulta ou 
procedimento que você registrou no sistema, passará em todas 
essas etapas para então ser considerado dos diversos programas e 
serviços que compõem o SUS na APS. 
Figura 14 ─ Fluxo de validação e processamento de dados no Siaps
Fonte: elaborado pela autora, 2026.
107
E por isso é tão importante que você e sua equipe conheçam como 
os dados são coletados e a qualidade das informações que 
inserimos nos sistemas de informação, ou seja, existem regras que 
precisam ser cumpridas para alinhar as diretrizes dos modelos de 
informação e consequentemente para ter um dado clínico com 
qualidade que integre a Rede Nacional de Dados em Saúde 
(RNDS).
Vamos para um exemplo 
prático?
João, usuário cadastrado na 
Unidade de Saúde Bento Feliz, 
procurou a unidade para um 
atendimento com o dentista. 
Ele foi acolhido pela equipe, realizou um primeiro atendimento, em 
seguida o procedimento, foi ainda orientado sobre o retorno e vai 
continuar o cuidado de saúde bucal até a conclusão.
108
Como esse atendimento segue todas as regras de 
validação que aprendemos?
Posteriormente, ao ser atendido, foi registrado no Modelo de 
Informação de Atendimento Odontológico Individual (MIAOI), 
com:
 
● CNS e CBO do profissional; 
● CPF ou CNS do usuário; 
● CIAP-2 ou CID-10 (situação clínica); e 
● Códigos da SIGTAP (procedimentos realizados).
Pronto, os dados do João foram registrados adequadamente 
cumprindo todas as regras e normas, seguindo as terminologias, 
foi enviado em tempo oportuno e recebido pelo Siaps, que 
processou e aprovou. 
Depois de processado, o atendimento de João será disponibilizado 
como um dado quantitativo, junto com todos os atendimentos 
realizados,sendo possível reconhecer quantas consultas e 
procedimentos de saúde bucal foram feitos.
João era cadastrado na Unidade 
de Saúde por meio do Modelo de 
Informação de Cadastro 
Individual (MICI), que exigia os 
códigos: CNES e INE (Unidade e 
equipe), CNS e CBO (profissional 
responsável pelo cadastro). 
109
Exatamente. Além da aprovação da produção e das atividades 
coletivas, o Siaps apresenta a avaliação mensal dos componentes. 
Essas informações, no acesso restrito, são organizadas em três 
abas: Equidade, Vínculo e Acompanhamento Territorial e 
Qualidade.
Maria, enfermeira da equipe 
de Bento Feliz perguntou: 
isso quer dizer que depois de 
todo o processamento dos 
nossos registros podemos ter 
acesso a essas informações?
Equidade
Vínculo e 
Acompanhamento 
Territorial
Qualidade
Analisa o 
cadastro e o 
acompanhame
nto dos 
usuários no 
território.
Detalha os 
resultados de 
cada indicador.
Exibe as 
equipes 
válidas e 
pagas.
110
Figura 15 ─ Tela inicial do Siaps
Fonte: Brasil [s. d.].
Assim, ao acessar o componente Vínculo e 
Acompanhamento Territorial, é possível 
visualizar informações por competência, 
equipe ou variável, além de consultar as 
regras estabelecidas na NOTA TÉCNICA nº 
30/2025-CGESCO/DESCO/SAPS/MS, já 
abordada neste material.
111
Figura 16 ─ Siaps (Equipe)
Fonte: Brasil [s. d.].
*Tela extraída do Siaps em 11 jun. 2026.
Na Figura 16, é possível acompanhar a evolução de uma equipe 
conforme os meses, o que é importante para identificar pontos de 
melhorias e alinhamento no território.
Para melhorar a análise basta pegar aquele relatório do seu e-SUS 
APS, seja o de cidadão vinculado, território e acompanhamento e 
conferir os dados, ajustando as necessidades, para que na próxima 
avaliação a equipe possa avançar ainda mais.
A seguir, vamos aprender como usar esses dados.
112
FI
CA
 A
 D
IC
A
Identifique os usuários que ainda não 
possuem cadastro domiciliar vinculado. Nesse 
relatório do Siaps, é possível verificar quantos 
usuários possuem apenas cadastro individual, 
permitindo planejar ações para a 
regularização dessas informações.
Verifique se os usuários da unidade que 
recebem benefícios sociais estão devidamente 
cadastrados, com CPF registrado, dados 
atualizados e acompanhamento pelas equipes 
de saúde. Essas informações impactam 
diretamente o componente Vínculo e 
Acompanhamento Territorial.
Entre outras possibilidades, incentive os usuários a avaliar 
os atendimentos por meio do aplicativo Meu SUS Digital, 
considerando que essa ação acrescenta pontuação ao 
componente Vínculo e Acompanhamento Territorial, 
conforme as regras vigentes.
113
Interessante, pois assim 
podemos verificar se as 
ações que estamos inserindo 
no e-SUS APS da unidade 
estão melhorando os nossos 
resultados no Siaps para o 
vínculo e acompanhamento, 
mas será que é possível 
também ter dados dos 
indicadores?
O Siaps também traz uma aba com todos os resultados dos 
indicadores, seja da eSF/eAP, saúde bucal ou equipe multi, todos 
também com a visão por competência, equipe e visão do indicador. 
Com esses dados a equipe pode acompanhar como está avançando 
nos indicadores e planejar ações considerando os pontos 
necessários de ajustes. Vamos verificar um exemplo de como são 
os dados dos indicadores da eSF no Cuidado de Desenvolvimento 
Infantil, na Figura 16.1, a seguir.
114
Sim!
Figura 16.1 ─ Siaps (Indicadores)
Fonte: Brasil [s. d.].
*Tela extraída do Siaps em 11 jun. 2026.
115
Com esses dados é possível acompanhar se as práticas executadas 
na APS estão avançando no alcance dos indicadores, e, se associar 
esse relatório ao relatório de condições do e-SUS APS que mostra 
cada um dos públicos dos indicadores, a equipe pode planejar 
melhor as ações. 
A mesma visão de resultados também é atribuída a saúde bucal, e 
ainda traz lista com o nome dos usuários, o que potencializa na 
busca ativa, como mostra a Figura 16.2.
Figura 16.2 ─ Siaps (Saúde bucal)
Fonte: Brasil [s. d.].
*Tela extraída do Siaps em 11 jun. 2026.
116
E como temos acesso a esses dados? 
Isso ajudaria muito a equipe a entender 
desde o processo de validação da produção 
até os resultados dos indicadores!
O acesso ao sistema é liberado pela gestão 
municipal por meio do cadastro dos 
profissionais. 
Avaliar esses resultados permite ter uma 
visão mais ampla de todo o processo de 
cuidado desenvolvido no território.
Além dos relatórios do e-SUS APS, que já oferecem diversas 
possibilidades de análise da produção e dos indicadores da equipe, 
consultar os relatórios do Siaps proporciona uma compreensão 
ainda mais completa da organização do serviço, do desempenho, 
das equipes e da efetividade das ações realizadas.
Lembra quando falamos sobre as 
regras, a qualidade do dado, as 
funcionalidades dos sistemas de 
informação e, por fim, as regras de 
validação do Siaps?
117
Pois bem, agora surgem duas nova questão:
● Para onde vão todos esses dados?
● Será que também conseguimos acessar outras possibilidades 
para acompanhar ainda melhor a nossa população?
118
Para responder a essas e outras questões, veja, na próxima 
temática, a grande transformação tecnológica do SUS:
 a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).
05
A Rede Nacional de 
Dados em Saúde 
(RNDS)
Nesta temática vamos 
abordar a RNDS e como 
todos os registros se unem 
para trazer uma visão geral 
da assistência em saúde.
A Unidade de Bento Feliz recebeu um novo usuário na área. Um 
ACS realizou o cadastramento e identificou que a criança fazia 
acompanhamento de uma condição de saúde importante no 
município onde morava anteriormente. 
Ele informou a equipe, e já foi direcionado o atendimento e a 
vacinação. No entanto, ao abrir o prontuário do usuário na Unidade 
de Saúde, o sistema não apresentou nenhum histórico de 
atendimento nem registro de vacinas. 
Diante disso, surgem duas questões:
● Por que isso acontece? 
● E como a equipe poderia acompanhar melhor esse usuário sem 
acesso a essas informações?
120
Primeiro, é importante compreender que o e-SUS APS apresenta 
apenas os dados registrados na base local do sistema. Por isso, 
atendimentos realizados em outros municípios ou em sistemas 
diferentes nem sempre ficam visíveis no prontuário eletrônico.
É nesse momento que entram os conceitos de qualidade do 
registro e interoperabilidade dos sistemas.
A RNDS conecta dados clínicos de 
diferentes sistemas de saúde. Essa 
integração só é possível porque os 
profissionais realizam seus registros 
seguindo padrões e regras 
estabelecidos.
Como mostra a Figura 17, a RNDS 
reúne informações de toda a rede de 
atendimentos do SUS — além de 
serviços privados e planos de saúde — 
e as disponibiliza aos profissionais pelo 
SUS Digital Profissional e aos usuários 
pelo aplicativo Meu SUS Digital.
121
Mas como ocorre o compartilhamento 
dessas informações entre diferentes 
serviços de saúde?
Fonte: Brasil, 2020, p. 21.
Figura 17 ─ Representação da Rede Nacional de Dados em 
Saúde como Plataforma Nacional de Inovação, Informação 
e Serviços Digitais em Saúde 
Até 2028, a RNDS tem como meta consolidar-se como a 
plataforma digital de inovação, informação e serviços de saúde para 
todo o Brasil, em benefício de usuários, cidadãos, pacientes, 
comunidades, gestores, profissionais e organizações de saúde 
(Brasil, 2020).
122
Outro ponto essencial é garantir a informatização das unidades de 
saúde e a integração do e-SUS APS com a RNDS, responsabilidade 
da gestão municipal. Quando essa integração está ativa e o recurso 
foi habilitado pelo administrador do sistema, durante o 
atendimento de um usuário surge o ícone SUS Digital Profissional.
Com ele, médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas podem 
acessar, por meio da conta Gov.br, informações como histórico de 
atendimentos, vacinas e outros dados do usuário em diferentes 
serviços do SUS.
No entanto, paraque essa transformação digital aconteça, 
conectando e padronizando vários sistemas, é necessário que cada 
profissional faça sua parte no momento do registro clínico. É 
necessário ter atenção desde o cadastramento do usuário até o 
envio dos dados dos atendimentos.
123
Trata-se de uma ferramenta poderosa para assegurar a 
integralidade do registro clínico e apoiar a tomada de decisões 
sobre o tratamento ou plano terapêutico. 
Além disso, a integração reduz a fragmentação dos dados clínicos, 
permitindo que diferentes profissionais tenham acesso ao histórico 
do usuário e possam dar continuidade ao cuidado em todos os 
níveis de atenção à saúde no país.
Além disso, o profissional pode incentivar o usuário a baixar o 
aplicativo Meu SUS Digital, no qual todas essas informações 
também estarão disponíveis. Essa ferramenta permite inclusive que 
o usuário avalie o atendimento prestado.
Confira, nas figuras à seguir, os sistemas do SUS Digital 
Profissional e do aplicativo Meu SUS Digital:
Figura 18 ─ SUS Digital Profissional
Fonte: adaptado de Brasil [s. d.].
O ícone SUS Digital 
profissional aparece no seu 
sistema e-SUS APS? 
Então, isso quer dizer que 
seu sistema está integrado à 
RNDS. 
124
No cotidiano da assistência, a equipe de saúde pode utilizar o SUS 
Digital Profissional como uma ferramenta estratégica para apoiar o 
plano de cuidado do usuário, acessando de maneira ágil e segura 
informações já registradas em outros pontos da rede, como 
exames laboratoriais, imagens, prescrições e laudos clínicos. 
Esse acesso qualificado permite compreender melhor o histórico 
assistencial do paciente, fundamentar decisões clínicas, evitar 
repetição desnecessária de procedimentos e prevenir a solicitação 
de exames duplicados, contribuindo para um cuidado mais 
integrado, resolutivo, eficiente e centrado nas necessidades do 
usuário.
É através dessa ferramenta que 
temos acesso às informações 
de atendimentos e vacinas fora 
do nosso município. 
Isso ajuda a entender melhor o 
percurso clínico do usuário e 
quais ações devem ser 
continuadas e ajustadas no 
plano terapêutico ou 
tratamento.
125
Mas, somente o profissional de saúde tem 
acesso a essas informações?
Quando o registro realizado está 
aprovado, o usuário também 
recebe uma notificação no seu 
aplicativo Meu SUS Digital e 
pode acompanhar seus 
atendimentos realizados no SUS.
Dessa forma, todos os sistemas 
se integram e permitem a 
disponibilização de uma visão 
longitudinal e compartilhada dos 
dados integrados à RNDS.
Figura 19 ─ Aplicativo 
Meu SUS Digital
Fonte: adaptado de Brasil [s. d.].
126
A resposta é: Não.
Agora tem 
especialistas
Aplicações Conteúdo
Quero que nossa unidade 
também esteja integrada à 
RNDS. 
Como podemos fazer isso?
Para apoiar esse processo, consulte o 
Manual do e-SUS APS, especialmente 
a seção de apoio à implementação.
Nela, você encontrará orientações 
sobre a integração do sistema, 
garantindo que os registros estejam 
alinhados às diretrizes e boas práticas 
de interoperabilidade com a RNDS.
127
06
Finalizando
Nossa jornada sobre o caminho dos dados em saúde e a 
importância dos sistemas de informação chegou ao fim. 
Aprendemos o quanto o registro é importante, sendo 
imprescindível que todos os profissionais tenham conhecimento e 
atenção na hora de realizar.
Somente com registros qualificados os sistemas podem 
representar de forma precisa a realidade de uma comunidade e 
orientar políticas públicas que previnam situações de risco e 
promovam melhores condições de saúde.
129
É igualmente por meio de registros adequados que se assegura um 
acompanhamento eficaz, possibilitando que cada profissional 
contribua com sua percepção clínica. Juntos, compõem um cuidado 
integrado e alinhado às necessidades do usuário.
Vamos juntos alinhar ideias, qualificar os registros e assegurar que 
o seu trabalho se some ao de milhares de profissionais de saúde de 
todo o país, unindo-se na RNDS em prol de um cuidado mais 
humano, integral e contínuo.
Contamos com você!
130
07
Bibliografia
BRASIL. Ministério da Saúde. Estratégia de Saúde Digital para o 
Brasil 2020-2028 [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da 
Saúde, 2020. 128 p. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estrategia_saude_digit
al_Brasil.pdf. Acesso em: 13 de mai. de 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual PEC – Capítulo 10: 
Acompanhamentos – Condições de Saúde. Brasília: SISAPS, 2024. 
Disponível em: 
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/esusaps/docs/manual/PEC/PE
C_10_acompanhamento_condicoes_saude/. Acesso em: 13 de mai. 
de 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Passo a passo para os profissionais 
da assistência – PEC CEO. Brasília: Ministério da Saúde, [s. d.]. 
Disponível em: 
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/brasil-sorridente
/publicacoes/passo-a-passo-para-os-profisisonais-da-assistencia-
pec-ceo.pdf. Acesso em: 13 de mai. de 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria de Consolidação GM/MS nº 
4, de 28 de setembro de 2017. Consolidação das normas sobre os 
sistemas e os subsistemas do Sistema Único de Saúde. Brasília: 
Ministério da Saúde, 2017. Disponível em: 
https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/copy_of_portar
ias/2017/portaria_consolidacao_no_4_28_09_2017.pdf. Acesso 
em: 23 jul. de 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 635, de 22 de 
maio de 2023. Institui, define e cria incentivo financeiro federal de 
implantação, custeio e desempenho para as modalidades de 
equipes multiprofissionais na Atenção Primária à Saúde. Diário 
Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 22 maio 2023. Disponível 
em: 
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-635-de-22
-de-maio-de-2023-484773799. Acesso em: 13 de mai. de 2026.
132
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estrategia_saude_digital_Brasil.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estrategia_saude_digital_Brasil.pdf
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/esusaps/docs/manual/PEC/PEC_10_acompanhamento_condicoes_saude/
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/esusaps/docs/manual/PEC/PEC_10_acompanhamento_condicoes_saude/
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/brasil-sorridente/publicacoes/passo-a-passo-para-os-profisisonais-da-assistencia-pec-ceo.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/brasil-sorridente/publicacoes/passo-a-passo-para-os-profisisonais-da-assistencia-pec-ceo.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/brasil-sorridente/publicacoes/passo-a-passo-para-os-profisisonais-da-assistencia-pec-ceo.pdf
https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/copy_of_portarias/2017/portaria_consolidacao_no_4_28_09_2017.pdf
https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/copy_of_portarias/2017/portaria_consolidacao_no_4_28_09_2017.pdf
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-635-de-22-de-maio-de-2023-484773799
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-635-de-22-de-maio-de-2023-484773799
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 7.639, de 22 de 
julho de 2025. Altera a Portaria de Consolidação GM/MS nº 1, de 
28 de setembro de 2017. Brasília: Ministério da Saúde, 2025. 
Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2025/prt7639_22_
07_2025.html. Acesso em: 13 de mai. de 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 10.175, de 23 de 
janeiro de 2026. Altera o Anexo 1 do Anexo V da Portaria de 
Consolidação GM/MS nº 4, de 28 de setembro de 2017, que dispõe 
sobre a Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, 
Agravos e Eventos de Saúde Pública. Diário Oficial da União: seção 
1, Brasília, DF, 26 jan. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Atenção Básica. 
Acolhimento à demanda espontânea: Cadernos de Atenção 
Básica, n. 28, v. 1. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. 56 p. 
Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/acolhimento_demanda
_espontanea_cab28v1.pdf. Acesso em: 13 de mai. de 2026.
BRASIL.Ministério da Saúde. Departamento de Atenção Básica. A 
Saúde Bucal no Sistema Único de Saúde [recurso eletrônico]. 
Brasília: Ministério da Saúde, 2018. 350 p. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_bucal_sistema_
unico_saude.pdf. Acesso em: 13 de mai. de 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Nota Técnica Explicativa nº 01/2021 
– Atenção Primária à Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. 
Disponível em: 
https://egestorab.saude.gov.br/image/?file=20210302_I_Notatecni
cav01_7664308789255114454.pdf. Acesso em: 13 de mai. de 
2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à 
Saúde. e-SUS APS. Brasília: Ministério da Saúde, [s. d.]. Disponível 
em: https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/esusaps/. Acesso em: 23 
jul. de 2026.
133
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2025/prt7639_22_07_2025.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2025/prt7639_22_07_2025.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/acolhimento_demanda_espontanea_cab28v1.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/acolhimento_demanda_espontanea_cab28v1.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_bucal_sistema_unico_saude.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_bucal_sistema_unico_saude.pdf
https://egestorab.saude.gov.br/image/?file=20210302_I_Notatecnicav01_7664308789255114454.pdf
https://egestorab.saude.gov.br/image/?file=20210302_I_Notatecnicav01_7664308789255114454.pdf
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/esusaps/
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à 
Saúde. Ficha de Atendimento Individual: e-SUS APS. Brasília: 
Ministério da Saúde, [s. d.]. Disponível em: 
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/esusaps/assets/files/ficha_de_
atendimento_individual_v2_1-103faa2b8f292133a9d12477aa64
7afe.pdf. Acesso em: 23 jul. de 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à 
Saúde. Nota metodológica C1 – Mais acesso. Brasília: Ministério 
da Saúde, 2025. Disponível em: 
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/publicacoes/fich
as-tecnicas/equipe-de-atencao-primaria-e-saude-da-familia/nota-
metodologica-c1-mais-acesso/view. Acesso em: 23 jul. de 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à 
Saúde. Departamento de Estratégias e Políticas de Saúde 
Comunitária. Nota Técnica nº 
30/2025-CGESCO/DESCO/SAPS/MS. Brasília: Ministério da 
Saúde, 2025. Disponível em: 
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/
notas-tecnicas/2025/nota-tecnica-no-30-2025-cgesco-desco-sap
s-ms.pdf/view. Acesso em: 23 jul. de 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. 
Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual 
de normas e rotinas do SINAN. 2. ed. Brasília: Ministério da 
Saúde, 2016. Disponível em: 
https://portalsinan.saude.gov.br/images/documentos/Aplicativos/si
nan_net/Manual_Normas_e_Rotinas_2_edicao.pdf. Acesso em: 13 
de mai. de 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Vírus Zika no Brasil: a resposta do 
SUS [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da Saúde, 2017. 136 
p. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/virus_zika_brasil_resp
osta_sus.pdf. Acesso em: 13 de mai. de 2026.
134
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/esusaps/assets/files/ficha_de_atendimento_individual_v2_1-103faa2b8f292133a9d12477aa647afe.pdf
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/esusaps/assets/files/ficha_de_atendimento_individual_v2_1-103faa2b8f292133a9d12477aa647afe.pdf
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/esusaps/assets/files/ficha_de_atendimento_individual_v2_1-103faa2b8f292133a9d12477aa647afe.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/publicacoes/fichas-tecnicas/equipe-de-atencao-primaria-e-saude-da-familia/nota-metodologica-c1-mais-acesso/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/publicacoes/fichas-tecnicas/equipe-de-atencao-primaria-e-saude-da-familia/nota-metodologica-c1-mais-acesso/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/publicacoes/fichas-tecnicas/equipe-de-atencao-primaria-e-saude-da-familia/nota-metodologica-c1-mais-acesso/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2025/nota-tecnica-no-30-2025-cgesco-desco-saps-ms.pdf/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2025/nota-tecnica-no-30-2025-cgesco-desco-saps-ms.pdf/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2025/nota-tecnica-no-30-2025-cgesco-desco-saps-ms.pdf/view
https://portalsinan.saude.gov.br/images/documentos/Aplicativos/sinan_net/Manual_Normas_e_Rotinas_2_edicao.pdf
https://portalsinan.saude.gov.br/images/documentos/Aplicativos/sinan_net/Manual_Normas_e_Rotinas_2_edicao.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/virus_zika_brasil_resposta_sus.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/virus_zika_brasil_resposta_sus.pdf
SENNA, Mônica de Castro Maia. Sistema de Informação sobre 
Mortalidade. In: BRASIL. Ministério da Saúde. A experiência 
brasileira em sistemas de informação em saúde: falando sobre os 
sistemas de informação em saúde no Brasil. Brasília: Ministério da 
Saúde, 2009. p. 87-105. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/experiencia_brasileira_
sistemas_saude_volume2.pdf. Acesso em: 13 de mai. de 2026.
SILVA, Dayde Lane Mendonça da. Método clínico: acolhimento e 
coleta de dados. In: BRASIL. Ministério da Saúde. Método clínico: 
acolhimento e coleta de dados. Brasília: Ministério da Saúde, 2020. 
p. 16-51. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/metodo_clinico_acolhi
mento_coleta_dados_v3.pdf. Acesso em: 13 de mai. de 2026.
135
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/experiencia_brasileira_sistemas_saude_volume2.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/experiencia_brasileira_sistemas_saude_volume2.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/metodo_clinico_acolhimento_coleta_dados_v3.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/metodo_clinico_acolhimento_coleta_dados_v3.pdfRNDS | Rede Nacional de Dados em Saúde
SAPS | Secretaria de Atenção Primária à Saúde
SCNES | Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de 
Saúde
SCPA | Sistema de Cadastro e Permissão de Acessos
SIAPS | Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde
SIES | Sistema de Informação de Insumos Estratégicos
SIGTAP | Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, 
Medicamentos e OPM (Órteses, Próteses e Materiais Especiais) do 
SUS
SIH | Sistema de Informações Hospitalares
SIM | Sistema de Informação de Mortalidade
SINAN | Sistema de Informação de Agravos de Notificação
SINASC | Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos
SIS | Sistema de Informação em Saúde
SISAB | Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica
SISCAN | Sistema de Informação do Câncer
SISVAN | Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional
SUS | Sistema Único de Saúde
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
TEA | Transtorno do Espectro Autista
UBS | Unidade Básica de Saúde
UPA | Unidade de Pronto Atendimento
VS | Vigilância em Saúde
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
FIGURA 01
A trajetória dos dados da APS
22
FIGURA 02
Registro de dados em saúde
26
LISTA DE FIGURAS
FIGURA 03
Relatórios consolidados do e-SUS APS
52
FIGURA 04
Unificação de cadastros no e-SUS APS
57
FIGURA 05
Tipo de atendimento na ficha de atendimento individual
63
FIGURA 06
Dados do usuários na ficha de atendimento individual
71
FIGURA 07
Folha de rosto do e-SUS APS
71
FIGURA 08
Dados do atendimento na ficha de atendimento individual
72
FIGURA 09
Tela do módulo SOAP do e-SUS APS
72
LISTA DE FIGURAS
FIGURA 10
Odontograma
87
FIGURA 10.1
Odontograma (Tecidos moles e duros)
87
FIGURA 10.2
Odontograma (Periodontia)
88
FIGURA 11
Linha do tempo do e-SUS APS
93
FIGURA 12
Relatório gerencial de vacinação
95
FIGURA 13
Tela e-Gestor APS
104
FIGURA 14
Fluxo de validação e processamento de dados no Siaps
107
LISTA DE FIGURAS
FIGURA 15
Tela inicial do Siaps
111
FIGURA 16
Siaps (Equipe)
112
FIGURA 16.1
Siaps (Indicadores)
115
FIGURA 16.2
Siaps (Saúde bucal)
116
FIGURA 17
Representação da Rede Nacional de Dados em 
Saúde como Plataforma Nacional de Inovação, 
Informação e Serviços Digitais em Saúde 
122
FIGURA 18
SUS Digital Profissional
124
FIGURA 19
Aplicativo Meu SUS Digital
126
LISTA DE FIGURAS
QUADRO 01
Registro em saúde nos Sistemas de Informação em 
Saúde (SIS)
36
QUADRO 02
Quadro comparativo entre o SISAB e o Siaps
101
LISTA DE QUADROS E TABELAS
O Registro em Saúde
Os Sistemas de Informação (SIS)
SU
M
Á
R
IO
01
02
03
17
33
44O Sistema e-SUS APS
O Sistema de Informação para a 
Atenção Primária à Saúde (Siaps)04 98
A Rede Nacional de Dados 
em Saúde (RNDS)
Finalizando
SU
M
Á
R
IO
05
06
07
119
128
131Bibliografia
01
O Registro em Saúde
Como discutido na Aula Interativa desta disciplina, 
uma frase bastante conhecida ajuda a compreender 
a importância do registro em saúde:
O que não é registrado, não existe.
Pois bem, nesta temática, veremos que, além da ausência de 
registros, há outro desafio importante: a baixa qualidade das 
informações registradas, seja pela inserção incompleta de dados, 
seja pelo não cumprimento de regras essenciais.
É nesse contexto que se inicia o 
nosso estudo: compreender como 
realizar um registro de qualidade, 
alinhado aos padrões exigidos e 
capaz de garantir a integração 
entre os diferentes sistemas de 
informação em saúde.
18
Antes de responder a essas perguntas, vamos conceituar o que é 
dado e o que é informação. Para isso, utilizaremos o glossário do 
Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica 
(SISAB), segundo o qual:
o Já parou para pensar nos dados 
que são produzidos durante os 
atendimentos?
o Onde eles são armazenados?
o E como eles podem ajudar na 
gestão clínica do seu território?
Para refletir!
Dados são representações formalizadas de informações, 
estruturadas de maneira que possam ser comunicadas, 
interpretadas ou processadas, por exemplo, números, palavras ou 
símbolos organizados em um sistema.
Já a informação vai além: é o conhecimento gerado a partir 
desses dados, que nos permite compreender fatos, conceitos, 
objetos, eventos ou ideias (SISAB, 2024). 
19
Podemos perceber que tudo o que produzimos em termos de 
dados em saúde é apenas o começo; é como iniciar uma viagem 
com um destino já traçado. Esse dado é o ponto de partida.
Ao longo do percurso, ele vai se combinando com outros dados, e, 
no final, esse conjunto nos revela um panorama mais amplo: a real 
situação de saúde daquela comunidade, município, estado ou até 
mesmo do país. É assim que o dado se transforma em informação 
em saúde. 
Portanto, os DADOS são os registros formais que podem ser 
processados, e a INFORMAÇÃO é o conhecimento que se obtém 
desses registros para compreender fatos, eventos e a situação de 
saúde.
20
Para saber mais sobre as nomenclaturas 
utilizadas em saúde, clique aqui ou 
escaneie o QR Code, ao lado, e acesse o 
Glossário do SISAB.
Mas como tudo isso acontece?
Tudo começa com o seu registro, seja de um atendimento, de um 
procedimento, de uma vacina ou de qualquer outra atividade 
realizada na Unidade de Saúde. Esse registro é armazenado nos 
sistemas de informação e, a partir daí, passa por etapas 
fundamentais de avaliação, como demonstra a Figura 1.
Após o envio, os dados percorrem um fluxo técnico de validação: 
são submetidos a regras automáticas que verificam consistência, 
duplicidade, preenchimento de campos obrigatórios, vínculos entre 
usuários, profissionais e estabelecimentos, além da aderência aos 
modelos nacionais de informação, entre outros critérios.
21
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/sisab/docs/modelos/glossario/
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/sisab/docs/modelos/glossario/
Fonte: elaborado pela autora, 2026.
Figura 1 ─ A trajetória dos dados da APS
Somente os registros que passam por essas validações são 
aprovados e incorporados às bases oficiais do sistema. É assim que 
os dados se transformam em informação disponível, essencial para 
a construção de indicadores, seja de financiamento, de gestão 
clínica ou de continuidade do cuidado.
Por isso, é fundamental que você e sua equipe compreendam não 
apenas como os dados são coletados, mas também a importância 
da qualidade dessas informações inseridas nos sistemas. Existem 
regras que precisam ser seguidas para que os registros estejam 
alinhados às diretrizes dos modelos nacionais de informação, 
garantindo, assim, dados clínicos de qualidade que possam 
integrar a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).
22
Na prática, isso significa que o registro em saúde deve ser 
completo, legível e respeitar regras básicas, como: a correta 
identificação do profissional, o cadastro adequado do usuário e o 
preenchimento padronizado dos detalhes do atendimento, 
utilizando siglas e códigos compreendidos por todos os 
sistemas. É esse cuidado que assegura a integração e a 
confiabilidade da informação em saúde. 
Antes de pensar em indicadores, 
validação ou resultados federais, 
é aqui que tudo realmente 
começa: no cuidado com a forma 
como você registra o que faz.
23
Lembre-se: inconsistências podem ocasionar rejeição, não 
processamento ou redução da qualidade e da utilidade do dado, 
de acordo com as regras de validação aplicáveis. Por isso, a 
qualidade do registro é muito importante.
Para garantir a padronização dos registros em saúde nessa viagem 
dos dados pelos sistemas de informação, usamos terminologias 
padronizadas:
“Os serviços de terminologia viabilizam a interoperabilidade entre 
sistemas, promovem a qualidade da informação – sobretudo a 
clínica – e resultam em melhor atendimento ao paciente, maior 
capacidade de gestão da qualidade da saúde, em benefício de 
cidadãos, profissionais e gestores (Brasil, 2020)”. 
Assim, utilizamos sistemas de classificação padronizados, como a 
Classificação Internacionalde Doenças (CID-10), a Classificação 
Internacional de Atenção Primária (CIAP-2) e a Classificação 
Brasileira de Ocupações (CBO), entre outras, para uniformizar a 
linguagem utilizada nos serviços de saúde. 
Dessa forma, a informação se torna mais precisa e compreensível, 
garantindo registros mais qualificados, maior integração entre os 
sistemas e um atendimento mais seguro, organizado e eficiente, 
tanto para os profissionais, quanto para os gestores e usuários.
24
N
A
 P
R
Á
TI
CA
Para facilitar a sua compreensão, imagine uma 
conversa entre profissionais de uma equipe da 
Estratégia Saúde da Família (ESF) chamada Bento 
Feliz:
Atendi a Senhora Maria, 
mas... qual código eu uso?
O que significa esse CIAP?
Essa é a Classificação Internacional 
de Atenção Primária, um tipo de 
terminologia que usamos.
Com esse código, você descreve a 
situação de saúde da usuária de 
maneira padronizada, permitindo 
que todos entendam o registro de 
forma uniforme.
25
Percebeu o quanto as 
terminologias fazem parte do 
nosso dia a dia? 
Elas garantem que todos os 
documentos de registro de dados 
em saúde tenham o mesmo padrão, 
seja na ficha de procedimentos ou 
mesmo em uma ficha de requisição 
de exame citopatológico, os padrões 
de classificação vão estar inseridos, 
como mostra a Figura 2, a seguir.
Fonte: adaptado de Brasil [s. d.].
Figura 2 ─ Registro de dados em saúde
26
Identificação da Unidade de 
Saúde e profissional que 
executou o procedimento.
Identificação do usuário.
Para acessar o Repositório de Terminologias 
em Saúde, clique aqui ou escaneie o QR Code 
ao lado.
Portanto, um registro com qualidade é aquele que cumpre 
adequadamente as regras estabelecidas. Em um país do tamanho 
do Brasil, essa padronização, ou seja, o uso de terminologias 
comuns nos sistemas, é fundamental. 
Ela garante que o registro feito em qualquer Unidade de Saúde do 
território nacional seja compreendido por todas as outras, 
justamente porque seguem as mesmas regras, normas e 
terminologias. Veja outro exemplo a seguir:
Quando uma criança nasce, é preenchida 
a Declaração de Nascido Vivo (DNV). 
Cada campo desse documento possui 
critérios e informações essenciais que 
precisam ser observados com atenção. 
Posteriormente, esses dados são 
digitados no Sistema de Informações 
sobre Nascidos Vivos (SINASC), onde 
passam a compor a base oficial de 
nascimentos do país.
27
https://rts.saude.gov.br/#/
https://rts.saude.gov.br/#/
Depois, a criança é acompanhada pela Unidade Básica de Saúde 
(UBS) e, durante os atendimentos de puericultura, os marcadores 
são registrados conforme o Modelo de Informação de Marcadores 
de Consumo Alimentar (MIMCA). Esses registros são digitados no 
Prontuário Eletrônico e-SUS APS.
Cada um desses documentos de registro possui regras importantes 
que precisam ser conhecidas pelos profissionais de saúde. 
São essas regras que garantem não apenas a qualidade do dado 
em saúde, mas também o acompanhamento longitudinal do 
usuário, ou seja, a capacidade de identificá-lo ao longo do tempo e 
reconhecer todos os serviços e ações de saúde realizados, bem 
como o itinerário terapêutico percorrido com o apoio dos diversos 
profissionais envolvidos na assistência.
E tudo isso se torna muito 
mais compreensível e efetivo 
quando o registro é feito de 
forma qualificada, seja no 
Prontuário Eletrônico e-SUS 
APS ou no campo apropriado 
em outro sistema de 
prontuário eletrônico. 
28
SA
IB
A
 M
A
IS
Para aprofundar e ampliar sua compreensão 
sobre os temas abordados até aqui, acesse 
os materiais complementares a seguir.
Clique nos títulos ou escaneie os QR Codes:
Modelo de Informação de Marcadores de 
Consumo Alimentar (MIMCA).
29
Orientações para Avaliação de Marcadores 
de Consumo Alimentar na Atenção Básica.
Declaração de Nascido Vivo: 
Manual de Instruções para 
Preenchimento.
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/esus/ficha_marcadores_alimentar_v3_2.pdf
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/esus/ficha_marcadores_alimentar_v3_2.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/marcadores_consumo_alimentar_atencao_basica.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/marcadores_consumo_alimentar_atencao_basica.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/marcadores_consumo_alimentar_atencao_basica.pdf
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/esus/ficha_marcadores_alimentar_v3_2.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/vigilancia/declaracao-de-nascido-vivo-manual-de-instrucoes-para-preenchimento/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/vigilancia/declaracao-de-nascido-vivo-manual-de-instrucoes-para-preenchimento/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/vigilancia/declaracao-de-nascido-vivo-manual-de-instrucoes-para-preenchimento/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/vigilancia/declaracao-de-nascido-vivo-manual-de-instrucoes-para-preenchimento/view
Para que todo esse compartilhamento de informações aconteça de 
forma segura, existe a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), 
Lei nº 13.709/2018, alterada pela Lei nº 13.853/2019.
Ela estabelece as diretrizes de proteção dos dados, garantindo que 
cada informação de saúde seja utilizada apenas para finalidades 
legítimas, com acesso controlado e proteção adequada dos dados 
sensíveis dos usuários.
Como abordado anteriormente, quando usamos terminologias e 
padrões, a qualidade do registro é ampliada, permitindo a conexão 
dos dados produzidos, conectando sistemas e chegando à Rede 
Nacional de Dados em Saúde (RNDS).
30
Nesse contexto, o profissional de saúde tem papel fundamental: 
precisa conhecer a LGPD, compreender suas implicações no 
cotidiano do trabalho e agir com responsabilidade no registro, uso 
e compartilhamento das informações. 
Mesmo quando os sistemas se conectam e trocam dados entre si, é 
a atuação ética e consciente dos profissionais, alinhada à LGPD, 
que assegura que essa circulação aconteça com privacidade, 
segurança e respeito ao cidadão. 
31
Percebeu que não adianta apenas registrar o que 
fazemos, é preciso ter qualidade nesse registro, 
entender as regras e terminologias que integram os 
diversos sistemas de informação?
Isso vai garantir a produção de um dado em saúde que possa ser 
compartilhado e ajude você e sua equipe a entender melhor as 
necessidades do território para o planejamento e 
acompanhamento da comunidade e a longitudinalidade do 
cuidado.
Essa integração permite que, em síntese, o registro em saúde seja 
o ponto de partida para a produção de informação qualificada no 
SUS. Quando realizado de forma completa, padronizada e 
responsável, utilizando terminologias oficiais e respeitando 
critérios técnicos e a LGPD, ele permite que os dados circulem com 
segurança entre os sistemas, integrem-se à Rede Nacional de 
Dados em Saúde e se transformem em conhecimento útil para a 
gestão clínica, o planejamento em saúde e a continuidade do 
cuidado no território. 
Essa base é essencial para compreender as necessidades 
da população e qualificar as políticas públicas.
32
02
Os Sistemas de 
Informação em 
Saúde (SIS)
Agora que você já aprendeu que os dados registrados possuem 
padrões e normas importantes, chegou o momento de entender 
melhor como esses padrões interagem com os Sistemas de 
Informação em Saúde (SIS) e como reconhecer os dados e 
utilizá-los na prática da gestão clínica.
Desde antes da criação do SUS, observou-se que a quantidade de 
registros produzidos precisava ser sistematizados, ou seja, 
organizados para possibilitar a compreensão do cenário em saúde 
e auxiliar na tomada de decisão. Assim, em 1975, surgiu o primeiro 
sistema de informação em saúde:
Sistema de Informação 
de Mortalidade (SIM)
Atualmente, todos os municípios brasileiros registram as 
declarações de óbitopor meio do Sistema de Informação de 
Mortalidade (SIM). 
Com isso, é possível identificar as principais causas de morte em 
cada localidade e, a partir destes dados, direcionar ações 
estratégicas para reduzir os óbitos por determinadas causas.
34
Além disso, essas informações são fundamentais para fortalecer a 
vigilância em saúde, orientar o planejamento das ações e aprimorar 
o cuidado oferecido na Atenção Primária à Saúde (APS). Elas 
também permitem avaliar o impacto das políticas de saúde e 
contribuem para a melhoria contínua da assistência prestada à 
população.
Com o passar dos anos, especialmente após a criação do SUS e o 
desenvolvimento de suas políticas e programas de saúde, diversos 
sistemas de informação foram criados. Cada um deles tem uma 
finalidade específica e conta com fichas de registro próprias, sejam 
elas para registrar nascimentos, óbitos, cadastros, atendimentos ou 
notificações de doenças e agravos.
O que precisamos compreender, 
portanto, é que cada registro em 
saúde é feito em um documento 
específico e deve seguir regras 
adequadas para alimentar 
corretamente os SIS. 
A seguir, veremos alguns 
exemplos práticos.
35
Quadro 1 ─ Registro em saúde nos Sistemas 
de Informação em Saúde (SIS)
Prontuário Eletrônico 
e-SUS APS / Fichas do 
e-SUS APS.
Siaps
• registro da Atenção Primária; 
• produção das equipes;
• indicadores de saúde;
• base para financiamento e 
avaliação da APS.
Declaração de Nascido 
Vivo (DNV). SINASC
• monitoramento da natalidade;
• análise de saúde 
materno-infantil;
• planejamento de políticas de 
pré-natal e atenção ao 
nascimento.
Declaração de Óbito (DO). SIM
• estatística de mortalidade;
• causas de morte;
• vigilância epidemiológica;
• planejamento de ações de 
prevenção e assistência.
Ficha de Notificação / 
Investigação. SINAN
• notificação e monitoramento de 
agravos de notificação 
compulsória;
• vigilância epidemiológica;
• respostas rápidas a surtos.
Autorização de Internação 
Hospitalar (AIH). SIH/SUS
• registro de internações 
hospitalares;
• avaliação de perfil assistencial.
Formulário de Requisição e 
Resultado do Exame 
Citopatológico do Colo do 
Útero e do Formulário de 
Requisição e Resultado do 
Exame Histopatológico.
SISCAN
• monitoramento do rastreamento 
e diagnóstico de câncer de colo 
de útero e mama;
• acompanhamento de fluxos de 
linha de cuidado.
Documento de Origem Utilidade / Finalidade no SUS
Sistema de 
Informação 
em Saúde 
(SIS)
Fonte: elaborado pela autora, 2026.
36
O SINAN foi desenvolvido em 1993, mas só em 1998 passou a 
ser um sistema regulamentado e utilizado em todo território 
nacional (Brasil, 2007). 
Esse sistema faz parte da Vigilância em Saúde (VS), área 
responsável por coletar, sistematizar e analisar os dados sobre 
eventos relacionados à saúde e, entre esses, os agravos. 
Atualmente, temos vários SIS que permitem a identificação do 
perfil epidemiológico da população, bem como norteiam as ações 
realizadas pelos diversos serviços do SUS. Nesta temática vamos 
conhecer alguns sistemas importantes, iniciando pelo: Sistema de 
Informação de Agravos de Notificação (SINAN).
A APS desempenha um papel fundamental na notificação de 
agravos e doenças, sendo uma importante ferramenta para 
identificação e acompanhamento desses casos.
Por isso, é essencial que os profissionais de saúde conheçam quais 
são os agravos e doenças de notificação compulsória. 
37
VOCÊ
SABIA?
As doenças, agravos e eventos de saúde pública de notificação 
compulsória estão relacionados no Anexo 1 do Anexo V da 
Portaria de Consolidação GM/MS nº 4, de 2017, atualizado pela 
Portaria GM/MS nº 10.175, de 2026, que estabelece a Lista 
Nacional de Notificação Compulsória.
As notificações podem ser classificadas como imediatas, 
semanais ou negativas, sendo:
Notificação Compulsória Imediata (NCI): realizada em até 
24 (vinte e quatro) horas, a partir do conhecimento da 
ocorrência de doença, agravo ou evento de saúde pública, 
pelo meio de comunicação mais rápido disponível.
Notificação Compulsória Semanal (NCS): realizada em até 7 
(sete) dias, a partir do conhecimento da ocorrência de 
doença, agravo ou evento de saúde pública.
Notificação Compulsória Negativa (NCN): comunicação 
semanal realizada pelo responsável do estabelecimento de 
saúde à autoridade sanitária, informando que, na semana 
epidemiológica, não foi identificado nenhum caso de doença, 
agravo ou evento de saúde pública constante da Lista 
Nacional de Notificação Compulsória.
(Fonte: Anexo 1 do Anexo V da Portaria de Consolidação GM/MS 
nº 4/2017, atualizado pela Portaria GM/MS nº 10.175/2026).
38
Observe o caso a seguir:
Assim, os dados de registros do SINAN também possuem regras e 
cada ficha de notificação tem campos específicos que devem ser 
preenchidos, de acordo com os padrões determinados.
Dona Antônia procurou a Unidade 
de Saúde Bento Feliz relatando 
que mora na zona rural e que 
sentia muita dor no dedo da mão 
direita após ser picada enquanto 
tirava roupas do varal. Ela 
informou ter visto uma aranha 
marrom no momento do acidente. 
Por se tratar de um acidente com animal peçonhento, que é um 
evento de notificação compulsória imediata, a profissional de saúde 
precisava registrar o caso no SINAN, preenchendo a Ficha de 
Notificação Individual. 
No entanto, ela teve dúvidas sobre algumas 
perguntas e pensou em deixá-las em branco. 
Será que essa seria a conduta correta?
39
A resposta é: 
Não, essa não seria a conduta correta.
40
Isso porque cada ficha de notificação possui campos importantes 
que devem ser preenchidos adequadamente. Caso você tenha 
dúvidas sobre como preencher algum campo, basta clicar aqui e 
acessar o site do SINAN no portal do Ministério da Saúde. 
Nele, você encontra todos os agravos, as fichas de notificação e 
investigação, o instrucional de preenchimento, o dicionário de 
dados e também o caderno de análises. 
Dessa forma, é possível garantir que os dados registrados na 
notificação tenham qualidade, e possam, de fato, contribuir para o 
entendimento, o monitoramento e a tomada de decisões em 
relação à situação notificada.
Por meio das notificações é possível identificar as necessidades de 
uma comunidade e planejar as ações necessárias. Por exemplo, se 
temos muitas notificações de arboviroses, é possível direcionar 
vacinas da dengue, organizar ações de prevenção e até mesmo dar 
suporte à rede assistencial para ampliar os atendimentos.
https://portalsinan.saude.gov.br/
Outro exemplo que ilustra bem a importância das notificações são 
os casos de Microcefalia ocorridos em 2015. À medida que as 
notificações aumentavam, despertou-se a necessidade de 
investigar o que estava acontecendo. 
Foi assim que se chegou à associação com o vírus Zika e, 
posteriormente, à distribuição de repelentes para gestantes como 
parte das estratégias de controle. Se você não conhece essa 
história, recomendamos a leitura do livro "Vírus Zika no Brasil: A 
Resposta do SUS". 
É uma excelente obra que mostra, na prática, como a notificação 
qualificada e o olhar atento ao território são fundamentais para a 
saúde pública.
41
Clique aqui ou escaneie o 
QR Code, ao lado, para 
acessá-lo.
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/virus_zika_brasil_resposta_sus.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/virus_zika_brasil_resposta_sus.pdf
Outro sistema que muitos municípios utilizam e até mesmo de 
forma descentralizada nas unidades de saúde é o Sistema de 
Informação do Câncer (SISCAN). Esse sistema registra 
solicitações e laudos de exames citopatológicos, histopatológicos e 
mamografias, sendo um recurso importante para o 
acompanhamento dos resultados de exames realizados pelas 
usuárias do território.
Para utilizar é necessário fazer um cadastro no Sistema de 
Cadastro e Permissão de Acessos (SCPA), que após a liberação 
do responsável pela Unidade de Saúde, passa a ter todasas 
funcionalidades para o cadastro do exame, bem como o 
acompanhamento dos resultados. Essa disponibilidade para a 
Unidade de Saúde ajuda a agilizar o acesso dos profissionais da 
APS ao resultado, evitando perda de resultados e possibilitando 
uma intervenção mais rápida. 
Assim, os profissionais da APS 
utilizam o e-SUS APS para 
registrar todo atendimento e 
procedimentos relacionados, e, o 
SISCAN, para acompanhar os 
resultados dos exames e 
seguimento das usuárias.
42
Outros sistemas utilizados no âmbito da APS são: o Sistema de 
Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) que acompanha 
peso, altura, estado nutricional e consumo alimentar, o Sistema 
Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), que reúne 
solicitação, recebimento e acompanhamento de exames 
laboratoriais, realizados pelos Laboratórios Centrais de Saúde 
Pública (LACENs), o Sistema de Informação de Insumos 
Estratégicos (SIES) que auxilia na organização do movimento de 
vacinas, entre outros.
Como vimos, há diversos sistemas de informação que são 
utilizados na APS. Além disso, deve-se destacar a estratégia 
e-SUS APS, que tem o objetivo de reestruturar as informações da 
APS em nível nacional. 
Para conhecer mais detalhes 
sobre Sistema de Informação do 
Câncer (SISCAN), clique aqui ou 
escaneie o QR Code, ao lado.
43
Essa estratégia é voltada à organização do processo de trabalho 
das equipes e à qualificação das informações produzidas no 
cuidado em saúde, e será apresentada no próximo tópico. 
https://www.inca.gov.br/publicacoes/manuais/manual-do-sistema-de-informacao-do-cancer-siscan-modulos-1-2-3-e-4
https://www.inca.gov.br/publicacoes/manuais/manual-do-sistema-de-informacao-do-cancer-siscan-modulos-1-2-3-e-4
03
O Sistema 
e-SUS APS
Até aqui, vimos a importância de fazer registros com qualidade e 
conhecemos diversos sistemas de informação relacionados ao 
trabalho dos profissionais de saúde. Agora, vamos abordar o 
sistema e-SUS APS, que é uma ferramenta fundamental para a 
Atenção Primária à Saúde. 
Nesta temática, vamos explorar as várias ferramentas que o e-SUS 
APS oferece para apoiar a gestão clínica do cuidado, conhecer todo 
o ecossistema que compõe esse sistema e entender como você 
pode utilizar essas funcionalidades na prática do dia a dia para 
qualificar o atendimento e o acompanhamento dos usuários.
45
Algumas ações de educação permanente em saúde já foram 
realizadas, mas ainda existem dúvidas sobre como fazer os 
registros corretamente e como utilizar todos os módulos 
disponíveis no sistema. Além disso, a equipe percebeu que o 
sistema passa por atualizações com frequência. 
Para isso, a equipe de Bento 
Feliz irá nos ajudar nessa 
jornada!
O município está passando por 
um processo de informatização 
das equipes de saúde, migrando 
da Coleta de Dados Simplificada 
(CDS) para o Prontuário 
Eletrônico e-SUS APS. 
Mas, afinal, por que isso acontece?
O sistema e-SUS APS passa por atualizações constantes para se 
manter alinhado às novas regras e diretrizes do SUS. Essas 
mudanças podem ocorrer por diversos motivos, como a inclusão ou 
substituição de uma vacina no calendário vacinal, a alteração de 
um código de atendimento ou a implantação de um novo módulo 
de acompanhamento. 
46
FI
CA
 A
 D
IC
A
Cabe à gestão municipal 
realizar essas atualizações 
de forma ágil, garantindo 
que o sistema permaneça 
plenamente funcional, em 
conformidade com as 
regras vigentes e apto a 
registrar corretamente 
todas as ações de saúde 
realizadas pelas equipes.
47
Sempre verifique a versão do seu sistema. A 
atualização é necessária para garantir registros de 
qualidade. Na tela inicial, será exibida a versão 
instalada. Em seguida, acesse o site do e-SUS APS 
clicando aqui.
Depois, confira na página principal qual é a versão 
mais atual. Clique aqui para assistir ao vídeo “Como 
saber a versão do seu e-SUS APS”, no qual o 
procedimento é demonstrado.
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/esusaps/
https://vimeo.com/1141886271?share=copy&fl=sv&fe=ci
Outra informação importante sobre esse assunto pode ser 
encontrada nas notas Nº 12/2025 e Nº 13/2025, ambas publicadas 
pela CGIAD/DEAPS/SAPS/MS. Elas abordam a importância da 
atualização do sistema. 
A nota técnica Nº 12/2025 menciona: “os dados enviados por meio 
do Sistema e-SUS APS com versões disponibilizadas por um 
período superior a 12 (doze) meses serão invalidados, com o 
motivo de reprovação descrito como: versão do sistema 
disponibilizada por período superior a 12 meses”, enquanto que a 
nota informativa Nº 13/2025 apresenta um cenário nacional sobre 
o uso dessas versões desatualizadas.
Clique nos títulos ou escaneie os QR Codes para acessá-las:
Nota Técnica Nº 12/2025.
Nota Informativa Nº 13/2025.
48
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/esusaps/assets/files/NT_12-2025_criterio_validacao_dados_siaps-0394bed57dc6efcddaa83dab337f9533.pdf
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/esusaps/assets/files/NI_13-2025_cenario_versoes_incompativeis-90647909abe17697641f1a44b859e48a.pdf
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/esusaps/assets/files/NI_13-2025_cenario_versoes_incompativeis-90647909abe17697641f1a44b859e48a.pdf
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/esusaps/assets/files/NT_12-2025_criterio_validacao_dados_siaps-0394bed57dc6efcddaa83dab337f9533.pdf
Inicialmente, o e-SUS APS era voltado apenas para as equipes da 
APS. No entanto, a partir de 2023, com a versão 5.2, o sistema 
passou a permitir o uso do Prontuário Eletrônico por outros 
serviços de saúde, com o objetivo de favorecer a integralidade do 
registro clínico em saúde e auxiliar no acompanhamento 
longitudinal do usuário.
Para saber mais sobre o uso do e-SUS APS 
nos demais estabelecimentos de saúde, 
clique aqui ou escaneie o QR Code, ao lado, 
para consultar o manual do sistema.
49
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/esusaps/docs/manual/PEC/PEC_06_atendimentos/#610-e-sus-ampliado
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/esusaps/docs/manual/PEC/PEC_06_atendimentos/#610-e-sus-ampliado
Reunião de equipe
A equipe de Bento Feliz 
olhou para o e-SUS APS e 
começou a pensar em como 
aquele sistema poderia 
ajudar, principalmente em 
relação aos novos 
indicadores da APS.
Como sabemos, um dos primeiros registros que temos na nossa 
unidade é o cadastro do território. O preenchimento adequado 
dessas informações e registro, seja via Prontuário Eletrônico 
e-SUS APS, aplicativos ou nas Fichas de Coleta de Dados 
Simplificada (CDS) digitadas pode ajudar você a entender melhor 
as características da população da sua área de abrangência.
Em reunião, eles resolveram explorar 
melhor os dados que já existiam no 
sistema, mas por onde iniciar?
50
Além disso, o aplicativo conta com funcionalidade de 
georreferenciamento, o que permite conhecer melhor o território e 
a distribuição da população. 
Outro potencial importante é a possibilidade de cadastrar também 
os domicílios, oferecendo uma visão mais ampla do território e dos 
diversos espaços que o compõem — fundamentais para o 
planejamento das ações de saúde.
Quando falamos de cadastramento, 
um dos grandes avanços do e-SUS 
APS é o aplicativo utilizado pelos 
Agentes Comunitários de Saúde 
(ACS). 
Por meio dele, é possível atualizar 
os dados das famílias e realizar todo 
o acompanhamento necessário de 
forma prática e integrada.
Agora que já conhecemos a importância da 
avaliação da população, a seguir, vamos explorar 
as informações disponíveis no sistema.
51
Vamos exercitar uma atividade para analisar 
o cadastramento da população no território.
Para isso, você deve:
A
G
O
R
A
 É
 S
U
A
 V
EZ
01
Acessar o sistema e-SUS APS do seu 
município.
Caso sua Unidade de Saúde ainda não 
esteja informatizada, solicite os dados à 
Secretaria Municipal de Saúde.
02
Com o sistema aberto, acessar o menu 
lateral e clicar em RELATÓRIOS e, em 
seguida, em CONSOLIDADOS.
52
Fonte: adaptado de Brasil [s.d.].
*Tela extraída do e-SUS APS em 11 jun. 2026.
Figura 3 ─ Relatórios consolidados do e-SUS APS
03 Localizar e analisar os seguintes relatórios:
1. Relatório de cadastro domiciliar e territorial: observe as 
características do território, os tipos de domicílios e as condições 
de moradia. Essas informações permitem identificar áreas de 
vulnerabilidade e aspectos relacionados ao processo 
saúde-doença.
2. Relatório de cadastro individual: verifique a quantidade de 
cidadãos cadastrados, o perfil sociodemográfico e as principais 
condições de saúde. 
Reflita se esses dados correspondem à realidade do território e 
como podem contribuir para a organização dos atendimentos.
3. Relatório consolidado da situação do território: analise o 
resumo das informações e a série histórica, observando a evolução 
da comunidade ao longo do tempo.
04 A partir da análise, identifique:
● Principais vulnerabilidades do território.
● Perfil epidemiológico da população.
● Possíveis necessidades de atualização ou correção dos cadastros.
53
A partir desse levantamento, foram identificados pontos 
importantes:
Vamos observar por meio de 
um exemplo como fazer essa 
avaliação?
Ana, profissional da equipe de 
Bento Feliz, baixou os relatórios 
em formato de planilha e, com o 
apoio dos demais integrantes da 
equipe, elaborou alguns gráficos 
que ajudaram a compreender 
melhor o perfil da comunidade.
Presença de registros com dados “não informados”.
Informações desatualizadas, como um caso de tuberculose 
que não estava mais presente no território.
Necessidade de qualificar o cadastro dos pontos estratégicos 
da área.
Identificação de vulnerabilidades no território.
Distribuição dos usuários por condição clínica, permitindo um 
planejamento mais direcionado das ações de saúde.
54
Clique aqui ou escaneie o QR Code, ao lado, e 
veja como a equipe de Ana fez esse relatório 
consolidado.
Vale reforçar que o cadastro é o primeiro passo para o 
reconhecimento das condições de vida, saúde e 
vulnerabilidade das pessoas. Ele permite o 
planejamento de ações e a estratificação de riscos de 
forma mais precisa, sendo este, papel de todos os 
profissionais atuantes na APS. 
Portanto, o cadastro e o reconhecimento da população são 
responsabilidade de todos os profissionais da equipe de saúde, 
devendo ser pauta para os momentos de educação permanente, 
avaliação, monitoramento e planejamento das ações. 
Considere que, quando não conhecemos adequadamente o espaço 
que atuamos, não conseguimos propor soluções assertivas para a 
necessidade do território.
55
https://docs.google.com/spreadsheets/d/1S5hywTitsBpxGKU_-u1sQn1sL6-0KIg3OYzGcIuQ2dY/edit?gid=163964673#gid=163964673
https://docs.google.com/spreadsheets/d/1S5hywTitsBpxGKU_-u1sQn1sL6-0KIg3OYzGcIuQ2dY/edit?gid=163964673#gid=163964673
Um dos potenciais problemas que podem 
ser encontrados com essa avaliação é a 
existência de cadastros desatualizados, 
ou mesmo as duplicidades de cadastro, 
que é quando um usuário é inserido no 
sistema com dois ou mais cadastros 
(normalmente, um cadastro com Cadastro 
de Pessoa Física (CPF) e outro com Cartão 
Nacional de Saúde (CNS)).
Mas, afinal, o que fazer com 
cadastros duplicados?
O e-SUS APS conta com uma funcionalidade chamada Unificação 
de Cadastros, que permite reunir cadastros duplicados de um 
mesmo usuário. Ela está disponível no módulo GESTÃO DE 
CADASTROS, na barra lateral do sistema.
É importante saber que essa funcionalidade não aparece para 
todos os profissionais da Unidade de Saúde, pois se trata de um 
processo que exige atenção e cuidado redobrados. 
56
Fonte: adaptado de Brasil [s. d.].
*Tela extraída do e-SUS APS em 11 jun. 2026.
Figura 4 ─ Unificação de cadastros no e-SUS APS
Como mostra a Figura 4, também é possível exportar uma planilha 
com todos os cadastros duplicados. No entanto, atenção: esse 
arquivo contém informações de toda a base municipal. Por isso, 
antes de realizar qualquer unificação, é fundamental ter cautela e 
certeza dos dados que serão alterados.
Para saber mais sobre o processo de 
unificação, clique aqui ou escaneie o QR Code, 
ao lado, para acessar o Manual e-SUS APS.
57
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/esusaps/docs/manual/PEC/PEC_09_gestao_cadastros
https://sisaps.saude.gov.br/sistemas/esusaps/docs/manual/PEC/PEC_09_gestao_cadastros
Além disso, o e-SUS APS traz um módulo chamado de 
ACOMPANHAMENTO. A seguir, reunimos as principais 
informações que podemos extrair desse módulo.
Acompanhamento de condições de saúde: 
esse é um relatório muito importante, pois nele é 
possível extrair listas com informações sobre o 
atendimento dos usuários, principalmente 
crianças, gestantes, idosos, usuários com doenças 
crônicas, acompanhamento geral e de saúde 
bucal, bem como acompanhamentos mais 
específicos com filtros de idade, sexo, identidade 
de gênero, entre outros.
 
58
Busca ativa de vacinação:
esse relatório é útil para pesquisa da situação 
vacinal da comunidade, podendo ser, assim, 
utilizado para identificar usuários com vacinas 
atrasadas e no prazo de aplicação, sendo um 
instrumento importante para o planejamento da 
equipe em relação à imunização.
Isso quer dizer que vários dados já estavam disponíveis no próprio 
sistema e-SUS APS e que, se utilizado pela equipe, poderia ajudar 
muito a organizar todo processo de trabalho, garantindo um 
atendimento com mais qualidade. 
59
Cidadão vinculado: 
traz uma lista com os nomes dos usuários 
vinculados à equipe, sendo possível identificar 
até mesmo a última atualização do cadastro do 
usuário, o que seria muito útil para o 
planejamento considerando que o cadastro é um 
dos pilares para o componente de vínculo e 
acompanhamento do novo financiamento da APS.
Território: 
esse relatório traz uma visão geral de todo 
território, sendo possível filtrar as informações 
sobre as características do domicílio e até mesmo 
ter a localização desses domicílios, conforme o 
ACS tenha realizado o cadastro com o aplicativo 
e-SUS Território e inserido essa informação.
Como já utilizavam ferramentas de mapeamento, como Google 
Maps, QGIS, OpenStreetMap ou similares, e estavam 
implementando a Escala de Risco Familiar de Coelho e Savassi 
(ERF-CS), aproveitaram a geolocalização dos relatórios territoriais 
para identificar famílias com risco médio e máximo, observando a 
LGPD, as normas locais de governança, o acesso institucional 
controlado e a anonimização ou pseudonimização dos dados.
Mas como Ana e sua 
equipe poderiam relacionar 
aquele primeiro relatório 
de cadastramento com 
esse de acompanhamento?
A partir do cadastramento da 
população, a equipe de Bento 
Feliz identificou áreas com maior 
vulnerabilidade no território. 
Além disso, também sinalizaram no mapa outros grupos 
prioritários, como:
Gestantes de alto risco.
Idosos com IVCF-20 (Índice de Vulnerabilidade 
Clínico-Funcional) classificado como moderado ou alto.
Demais condições de saúde consideradas relevantes para o 
planejamento do cuidado.
60
Para saber onde fica a geolocalização dos 
imóveis/domicílios, clique aqui ou escaneie o 
QR Code, ao lado, para assistir um vídeo 
tutorial. 
Lembre-se que essa geolocalização somente está disponível 
quando o cadastro é realizado por meio do aplicativo e-SUS 
Território com o mapa ativado.
A partir dessa primeira análise, foi possível identificar pontos de 
melhoria no cadastramento e no acompanhamento da população. 
Além disso, o relatório de acompanhamento de condições — que 
apresenta o nome dos usuários do território e os respectivos 
motivos de acompanhamento — mostrou-se uma ferramenta 
valiosa para organizar os fluxos de trabalho de acordo com a 
realidade local.
61
https://vimeo.com/1141887716?share=copy&fl=sv&fe=ci
https://vimeo.com/1141887716?share=copy&fl=sv&fe=ci
"E como ficam os atendimentos? 
Quais módulos do sistema 
podemos utilizar para organizaro fluxo e a demanda da equipe?"
Enquanto parte da equipe ficou responsável pela atualização e 
organização do cadastro da população da área de abrangência, 
além da revisão do mapa do território, Caio, que atua na recepção 
da unidade, levantou uma questão importante:
A equipe lembrou que, 
anteriormente, recebiam modelos 
de informação para coleta de 
dados, preenchiam os formulários 
e, depois, precisavam digitar todas 
as informações no sistema para 
envio.
62
Fonte: adaptado de Brasil [s. d.].
Figura 5 ─ Tipo de atendimento na ficha 
de atendimento individual
Refletindo sobre a questão dos indicadores, começaram a pensar 
em como iriam registrar os atendimentos, tanto os agendados, 
quanto os espontâneos. Isso porque, no Modelo de Informação de 
Atendimento Individual (MIAI), essa diferenciação era feita apenas 
por meio da marcação no campo "tipo de atendimento", como 
mostra a Figura 5.
63
Caio ainda leu os conceitos de demanda programada e 
espontânea, que eram descritos na Nota Metodológica C1 - Mais 
acesso do Ministério da Saúde:
Demanda programada: consiste no atendimento à 
pessoa com necessidade de ações programáticas 
individuais, direcionadas para os ciclos de vida, doenças 
e agravos prioritários e que necessitam de 
acompanhamento contínuo (consulta agendada 
programada; cuidado continuado; e consulta agendada).
Demanda espontânea: consiste no atendimento à 
pessoa com necessidade de saúde que exige atenção 
imediata, no mesmo dia, sem consulta previamente 
agendada (escuta inicial/orientação; consulta no dia; e 
atendimento de urgência). Essa necessidade se refere a 
um quadro de sofrimento agudo, com evolução de risco 
ou potencialidade de prevenção.
64
Vale lembrar que, para a organização do fluxo 
de atendimento, é possível se orientar pelo 
Caderno de Acolhimento à Demanda 
Espontânea, que você pode acessar clicando 
aqui ou escaneando o QR Code ao lado.
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/acolhimento_demanda_espontanea_cab28v1.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/acolhimento_demanda_espontanea_cab28v1.pdf
Agora, vamos abordar os módulos que auxiliam na organização dos 
FLUXOS DE ATENDIMENTO NA UNIDADE, que são:
Agenda: 
nesse módulo é possível agendar uma consulta na 
Unidade de Saúde ou fora dela, reservar tempo de 
agenda para atividades como reuniões, Programa 
Saúde na Escola (PSE), entre outros, bem como 
agendar com outros profissionais de saúde de 
forma presencial ou online com ou sem a 
participação do usuário. 
Ainda sobre a agenda, é possível registrar a falta 
do usuário ao atendimento, gerando um relatório 
de absenteísmo, que representa uma importante 
fonte de informação para a equipe.
Lista de atendimento: 
traz a lista de usuários para atendimento na 
Unidade de Saúde, seja aqueles vindos da agenda, 
ou mesmo aqueles que serão inseridos como 
demanda espontânea, permite ainda filtrar 
informações importantes do atendimento.
65
 
Registro tardio: 
é um modelo útil para registrar um atendimento 
que já aconteceu e não foi inserido no sistema, seja, 
por que foi realizado no domicílio do usuário e 
somente será inserido após o retorno à Unidade de 
Saúde ou mesmo quando o Prontuário Eletrônico 
e-SUS APS apresenta um problema e não é 
possível realizar o registro pela lista de 
atendimento. 
Nesse módulo, tanto usuários vindos da agenda 
são apresentados como pode-se realizar a inserção 
manual do usuário para o registro. Destaca-se que 
há um prazo de 7 dias para esse registro.
Garantia do acesso: 
esse módulo é como uma “fila virtual de espera”, 
quando não é possível mais o atendimento naquele 
momento e não há espaço para agendamento, 
assim, a garantia do acesso permite listar os 
usuários e suas necessidades para que no 
momento que houver possibilidade do atendimento 
o mesmo seja informado. Ressalta-se que 
demandas urgentes não entram na garantia do 
acesso, pois precisam ser atendidas de forma mais 
rápida.
66
Agora, eles precisavam entender como explorar as funções do 
Prontuário Eletrônico e-SUS APS no atendimento dos 
profissionais.
Ele funciona como uma verdadeira “caixa de ferramentas”, repleta 
de funcionalidades que se adaptam às características e 
necessidades de cada usuário atendido. 
Isso significa que, durante o atendimento, o sistema apresenta 
apenas as opções relevantes para aquele perfil específico — por 
exemplo, no atendimento de uma criança, surgem ferramentas 
como o acompanhamento de puericultura ou a triagem com o 
M-CHAT-R/F™, que não aparecem no atendimento de usuários de 
outras faixas etárias.
A equipe de Bento Feliz percebeu 
que as funcionalidades eram 
inúmeras. Então, resolveram fazer a 
leitura do caderno de Acolhimento 
à Demanda Espontânea e, junto 
com o conhecimento desses 
módulos do e-SUS APS, organizar 
melhor o fluxo de atendimento.
67
SA
IB
A
 M
A
IS O M-CHAT-R/F™ (Modified Checklist for 
Autism in Toddlers – Revised with Follow-Up), 
disponível no e-SUS APS a partir da versão 5.4, é 
uma ferramenta gratuita e de fácil aplicação 
destinada à triagem de sinais precoces do 
Transtorno do Espectro Autista (TEA) em crianças 
de 16 a 30 meses de idade.
A ferramenta pode ser utilizada por pais, responsáveis e 
profissionais de saúde e está estruturada em duas etapas: um 
questionário inicial sobre o comportamento da criança e, quando 
necessário, uma entrevista de seguimento para aprofundar a 
avaliação das respostas.
Caso a triagem indique risco elevado, a criança deve ser 
encaminhada para avaliação especializada. É importante destacar 
que o M-CHAT-R/F™ não substitui o diagnóstico clínico, mas 
atua como um importante instrumento de identificação precoce e 
apoio à tomada de decisão pelos profissionais de saúde.
68
Quando um usuário é inserido para o atendimento podem 
aparecer as seguintes opções:
Escuta inicial: é o atendimento do usuário que entrou por 
demanda espontânea. Tem-se a possibilidade de 
classificar o risco e assim direcionar o atendimento ou 
seja, sinalizar se o mesmo deve ser realizado no dia, ser 
agendado, ir para a garantia do acesso ou mesmo já ser 
resolvido na escuta. É possível também o registro de 
sinais vitais e outras informações também nos casos de 
demanda programada.
Atender: possibilita o atendimento do usuário de forma 
direta, sem escuta inicial.
Vacinação: utilizado para realizar o registro de vacinação, 
podendo também ser útil caso haja necessidade de fazer 
uma transcrição de caderneta.
69
Agora, a equipe de Bento Feliz já 
compreende a importância do 
cadastro e dos relatórios para o 
acompanhamento da população, 
além de ter identificado como 
funciona o processo de 
acolhimento e a organização da 
demanda no sistema. 
Assim, é possível realizar todo registro de forma adequada, 
seguindo os protocolos do Ministério da Saúde, adequando as 
características da população do território e garantindo que, desde o 
acolhimento até o atendimento, a equipe possa acompanhar todo o 
processo.
o No entanto, surgiu uma nova dúvida: e na hora do 
atendimento? 
o O que deve ser registrado em cada um dos campos 
que aparecem na tela? 
Afinal, antes eles apenas marcavam nas fichas, que 
depois eram digitadas no sistema.
70
O que acontece é que, no Prontuário Eletrônico e-SUS APS, a parte 
de atendimento é bem mais completa do que nas fichas dos modelos 
de informação, permitindo que os registros possam trazer qualidade 
e detalhes necessários para o acompanhamento do usuário.
Vamos comparar um atendimento feito nos Modelos de Coleta de 
Dados com um atendimento realizado no Prontuário Eletrônico 
e-SUS APS:
Figura 6 - Dados do usuários na ficha de atendimento individual
71
Figura 7 - Folha de rosto do e-SUS APS
Fonte: adaptado de Brasil [s. d.].
Fonte: Brasil [s. d.].
*Tela extraída do e-SUS APS em 11 jun. 2026.
Perceba que, quando comparamos com os modelos de informação, 
vocêvai ter o mesmo padrão: acima a identificação do 
profissional, do estabelecimento de saúde, da equipe e o CBO e 
abaixo a identificação do usuário. Lembre-se de sempre conferir 
essas informações antes de iniciar o atendimento.
72
Figura 8 - Dados do atendimento na ficha de atendimento individual
Fonte: adaptado de Brasil [s. d.].
Figura 9 - Tela do módulo SOAP do e-SUS APS
Fonte: Brasil [s. d.].
*Tela extraída do e-SUS APS em 11 jun. 2026.
O restante do modelo de informação traz dados mais simples, onde 
podemos marcar e colocar poucas informações. No entanto, o 
Prontuário Eletrônico e-SUS APS já traz várias possibilidades, 
oferecendo ferramentas mais interativas que vão aparecendo 
conforme vamos alimentando os dados.
Folha de rosto
A tela traz as principais informações do usuário, com destaque para 
os últimos atendimentos realizados. 
É possível visualizar gráficos com medições importantes para o 
acompanhamento da saúde, além de alertas sobre vacinas em 
atraso, problemas e condições ativas, resultados de exames, 
medicamentos em uso e até lembretes registrados por você ou por 
outro profissional durante algum atendimento.
O registro das informações 
apresenta muitas possibilidades 
para a equipe. Vamos simplificar, 
abaixo, os itens possíveis de 
preenchimento.
Na tela principal temos:
73
SOAP
Na lateral traz as informações principais (que estão na folha de 
rosto), mas é no centro, na parte de subjetivo, objetivo, avaliação e 
plano que o atendimento daquele momento deve ser inserido e 
são registrados dados de medidas antropométricas/resultados de 
exames/CIAPs/CIDs e SIGTAPs.
Histórico
Traz todos os atendimentos, visitas e atividades já realizadas e 
registradas, permitindo filtrar por tipo de atendimento, por 
diagnóstico, profissional, período e até mesmo imprimir o 
prontuário para entrega física ao usuário.
Vacinação
Campo para verificação da situação vacinal do usuário.
Cadastro do cidadão
Traz as informações principais de cadastramento do usuário.
Agendamentos
Permite identificar por período os agendamentos anteriores 
realizados para esse usuário.
74
A equipe de Bento Feliz está realizando todo 
movimento de organização de fluxo de 
atendimento, os cadastros já estão 
atualizados e eles tiveram uma reunião 
sobre os novos indicadores da APS.
Na reunião, falaram sobre preencher 
corretamente os dados, ressaltaram que 
existem códigos importantes, tais como o 
CIAP-2, CID-10, SIGTAP, entre outros.
A equipe ficou confusa, mas como entender melhor sobre esse 
assunto?
Lembra que falamos de terminologias e padrões, então, até aqui a 
equipe já realizou várias ações usando essas padronizações, 
considerando que cada registro tem uma estrutura que precisa ser 
preenchida e enviada. 
Assim, quando um profissional abre o prontuário eletrônico para 
atendimento, ou mesmo um aplicativo da estratégia e-SUS APS 
para enviar seus registros, toda estrutura daquele documento ou 
sistema tem padrões estabelecidos. 
75
Vamos para um exemplo 
prático. Imagine o indicador de 
Cuidado da pessoa com diabetes 
na APS. 
Conforme a Nota Metodológica 
C4 - Cuidado da pessoa com 
Diabetes do Ministério da 
Saúde, considera-se como boas 
práticas de acompanhamento:
Ter pelo menos 01 (uma) consulta presencial ou remota realizadas 
por médica(o) ou enfermeira(o), nos últimos 06 (seis) meses.
A
Ter pelo menos 01 (um) registro de aferição de pressão arterial 
realizado nos últimos 06 (seis) meses.
B
Ter pelo menos 01 (um) registro simultâneos de peso e altura 
realizado nos últimos 12 (doze) meses.
C
Ter pelo menos 02 (duas) visitas domiciliares realizadas por 
ACS/TACS, com intervalo mínimo de 30 (trinta) dias, nos últimos 
12 (doze) meses.
D
Ter pelo menos 01 (um) registro de solicitação de hemoglobina 
glicada realizada ou avaliada, nos últimos 12 (doze) meses.
E
Ter pelo menos 01 (uma) avaliação dos pés realizada nos últimos 
12 (doze) meses. 
F
76
A equipe de Bento Feliz lembrou 
como era o trabalho antes da 
informatização: eles utilizavam o 
Modelo de Informação de 
Atendimento Individual (MIAI) para 
registrar as consultas, marcando 
frequentemente no campo rápido a 
condição de diabetes do usuário. 
Indicadores envolvem várias ações que devem ser desenvolvidas 
por todos os integrantes da equipe. No caso do indicador de 
acompanhamento à pessoa com diabetes, há ações de 
atendimento, procedimentos e visitas, vamos relacionar essas 
ações a estratégia e-SUS APS.
Também registravam os exames de hemoglobina glicada. Já no 
Modelo de Informação de Procedimentos (MIP), inseriam 
procedimentos como aferição de peso, altura, pressão arterial e 
avaliação dos pés. 
Por sua vez, os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) utilizavam o 
Modelo de Informação de Visita Domiciliar e Territorial (MIVDT) 
para registrar as visitas domiciliares. Agora, com o prontuário 
eletrônico, surge a dúvida: como fazer tudo isso de forma 
integrada no novo sistema? 
77
Na realidade, com o Prontuário Eletrônico e-SUS APS, o registro 
clínico da equipe tende a se tornar muito mais completo. Antes, 
limitava-se à marcação em campos rápidos ou à inserção de 
códigos. 
Agora, é possível descrever com mais detalhes a situação clínica 
do usuário, registrar resultados de exames e compará-los ao longo 
do tempo, além de detalhar o exame físico e o plano de cuidados. 
Esses campos estão organizados dentro da estrutura do SOAP. 
Observe a seguir o que significa SOAP:
S
O
A
P
Subjetivo (Sintomas relatados pelo paciente, 
percepções, queixas).
Objetivo (Dados mensuráveis e observáveis pelo 
profissional: sinais vitais, resultados de exames 
físicos, laboratoriais, etc).
Avaliação (Diagnóstico ou análise do profissional 
de saúde sobre os dados Subjetivos e Objetivos).
Plano (Conduta, tratamento, próximos passos, 
orientações, encaminhamentos).
78
Antecedentes: importante campo para descrever os 
antecedentes pessoais e familiares relacionados aos 
problemas e condições de saúde, sejam esses ativos, 
resolvidos ou latentes.
Assim, cada campo do SOAP tem sua funcionalidade e, 
juntos, eles têm o objetivo de proporcionar uma 
conduta de avaliação coerente e técnica para que o 
profissional possa acompanhar de forma adequada a 
continuidade da assistência ao usuário. 
Além disso, no SOAP temos:
Subjetivo: compreende o primeiro contato da consulta, aqui 
descreve-se o motivo do atendimento do usuário, bem como 
as evidências de anamnese do profissional.
Objetivo: tem como foco principal o exame físico e o 
recebimento de outros exames, sejam, laboratoriais, 
imagem, etc. Aqui também registra-se a avaliação de sinais 
vitais, antropometria, marcadores de consumo alimentar e 
dependendo da faixa etária e condição clínica do usuário 
aparecerá cards interativos com mais informações como a 
puericultura, o pré-natal, o Índice de Vulnerabilidade Clínico 
Funcional (IVCF), entre outros.
79
Plano: é possível definir as metas de cuidado para o 
usuário, prescrever medicamentos, solicitar exames, 
encaminhamentos, imprimir atestados, orientações e até 
mesmo compartilhar o cuidado com a eMulti APS.
Avaliação: aqui classifica-se os problemas e condições de 
saúde detectados, os quais são importantes para definir o 
plano de cuidados.
E por fim, tem-se a finalização do atendimento.
80
No caso do indicador de acompanhamento da pessoa com 
diabetes, vamos utilizar o método SOAP para registrar a consulta 
da seguinte forma:
Subjetivo (S): registrar os sintomas, queixas e demais 
informações relatadas pelo usuário, incluindo percepções 
sobre a saúde dos pés.
Objetivo (O): registrar os achados do exame dos pés, 
além dos dados de pressão arterial, peso, altura e 
resultado da hemoglobina glicada nos campos 
correspondentes.
Avaliação (A): identificar que o atendimento se refere a 
um usuário com Diabetes, é necessário inserir o CIAP ou 
CID-10 neste campo, conforme oscódigos estabelecidos 
na nota metodológica C4 – Cuidado da Pessoa com 
Diabetes do Ministério da Saúde.
Plano (P): registrar a solicitação da hemoglobina glicada 
no campo solicitação de exames e a avaliação dos pés 
utilizando o código correspondente da SIGTAP, ambos 
inseridos neste campo. 
Lembrando que a descrição detalhada da situação do exame dos 
pés deve constar no campo Objetivo, garantindo o registro da 
evolução para acompanhamento nas consultas seguintes.
81
Esse mecanismo de sequenciamento lógico do atendimento 
também favorece a comunicação entre os profissionais de saúde. 
Ao adotarem a mesma estrutura de registro, a equipe adquire 
familiaridade com a dinâmica e a evolução dos atendimentos, o que 
facilita a compreensão compartilhada do histórico do usuário. 
Como resultado, promove-se um cuidado mais longitudinal, 
integrado e colaborativo.
Lembrando que o Técnico de enfermagem, ou o Auxiliar de 
Enfermagem, também tem acesso a algumas dessas ferramentas e 
deve utilizá-las conforme as atribuições da sua categoria.
A visita do ACS pode ser registrada no aplicativo e-SUS Território e 
sincronizada com o Modelo de Informação de Visita Domiciliar e 
Territorial (MIVDT), sendo posteriormente processada e enviada 
pelo sistema.
82
Não, o registro das vacinas não é feito no SOAP. Quando a 
vacinação é realizada por um profissional na unidade de APS, o 
registro deve ser feito por meio do tipo de serviço "vacinação", 
identificado pelo ícone da seringa na lista de atendimento.
A vacinação pode ser citada no SOAP quando pertinente, como no 
campo S, em casos de hesitação vacinal, e no campo P, quando 
houver orientação para vacinação.
Caso a vacina seja aplicada e não seja possível registrá-la no 
mesmo dia, o procedimento deve ser realizado posteriormente no 
módulo Coleta de Dados Simplificada (CDS), disponível no 
Prontuário Eletrônico e-SUS APS. Nesse caso, é necessário 
preencher a ficha específica desse módulo, pois somente ali é 
possível inserir corretamente a data de aplicação da vacina.
Realmente, são muitas 
possibilidades, comentou o 
técnico de enfermagem da 
equipe de Bento Feliz. 
Mas me diga uma coisa: e o 
registro das vacinas, como 
funciona? Também deve ser 
feito no SOAP? Questionou. 
83
Assim, as vacinas aplicadas e registradas no mesmo dia na 
Unidade de Saúde devem constar na lista de atendimento com o 
tipo de serviço vacinação. 
Já nas ações de vacinação extramuros, também é possível utilizar o 
aplicativo e-SUS Vacinação para registrar as doses aplicadas, 
conforme orientações a seguir:
A data da aplicação da 
vacina deve ser igual 
entre a caderneta física 
e o envio pelo sistema 
de informação.
Lista de atendimento e aplicativo e-SUS 
vacinação: a data da aplicação fica no dia que 
você está realizando o registro.
FIQUE
ATENTO!

Mais conteúdos dessa disciplina