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18/08/2026
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Insuficiência 
cardíaca congestiva 
e principais doenças 
cardíacas
Considerações iniciais
CORAÇÃO
funções mecânicas 
essenciais
Bombear sangue com força 
suficiente pela artéria 
pulmonar e aorta
Receber o sangue das veias 
pulmonares e sistêmicas
Falha no bombeamento Insuficiência cardíaca
Conceitos
Cardiopatia
◦ Anormalidade anatômica ou funcional que pode ou não resultar no 
comprometimento da função cardíaca
Insuficiência cardíaca
◦ Órgão incapaz de manter a adequada perfusão tecidual. Resultado da 
restrição do enchimento ventricular, do comprometimento da 
contratilidade ou sobrecarga de volume e pressão
Insuficiência cardíaca congestiva
◦ Síndrome ocasionada pelo aumento da pressão venosa e capilar, em 
razão da falha cardíaca, resultando em órgãos com vasos congestos 
podendo ocorrer edema e efusões
Pré-carga e pós-carga 
Pré-carga: Representa o estresse da parede 
cardíaca no final da diástole (pressão diastólica 
final) máximo estresse da parede do 
ventrículo, quando cheio de sangue.
Pós-carga: É a resistência enfrentada durante a 
ejeção do ventrículo; o sangue enfrenta 
dificuldades de seguir no momento em que ele 
é expelido para as respectivas artérias. 
Dificuldade em ejetar o sangue das câmaras
Efeitos simpáticos
 FC
 força contração
 vasoconstrição periférica
Efeito inicial  pressão arterial
 débito cardíaco
Efeito longo prazo
 pós-carga
 requerimento O2 no 
miocárdio
Dano celular
Fibrose miocárdica
Potencial para arritmias
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Efeitos do sistema renina angiotensina 
aldosterona
Redução perfusão renal
Angiotensina II ECA
 vasocontrição
 liberação aldosterona
 sede
 liberação ADH
 secreção epinefrina
Conversão do 
angiotensinogênio em 
angiotensina I
Liberação renina
Aldosterona
 reabsorção Na e Cl
 secreção K e H
 reabsorção água
ADH 
(vasopressina)
 vasocontrição
 reabsorção água
Respostas cardíacas
Remodelamento 
cardíaco
Tamanho Forma Rigidez 
Forças mecânicas (sobrecarga 
de volume e pressão) Ação neuro-hormonal
Degeneração mixomatosa valvar
Doença valvar degenerativa, endocardiose.
A causa mais comum de insuficiência cardíaca em cães (>70%).
Pode ser assintomática durante muitos anos.
Ocorre principalmente na valva mitral.
Cães meia idade a idosos de raças de pequeno porte (2/3 dos casos) ou segmentar; ser 
simétrica ou assimétrica
Fonte: Chetboul, 2017
Fonte: Booswood, 2023
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Testes diagnósticos
Marcadores cardíacos: 
troponinas, peptídeos 
natriuréticos 
e seus precursores
Exame radiográfico do 
tórax e abdome Eletrocardiograma (ECG)
Exame ultrassonográfico 
(ecocardiografia)
Hemograma, bioquímicos 
e outros testes 
laboratoriais
Principais estratégias no tratamento na 
insuficiência cardíaca
Controle do edema e das efusões.
Redução da carga cardíaca.
Melhora do débito cardíaco.
Suplementação com oxigênio
Manejo das arritmias.
Classificação da severidade 
Grau de severidadeClassificaçãoSintomas
Paciente assintomático e sem anormalidades estruturais, 
porém considerado “de risco”
A
Assintomático Anormalidade estrutural presente (p.e. murmúrio), mas 
assintomático.
Sem alterações ou alterações discretas (RX/US) 
Com alterações importantes (RX/US)
B
B1
B2
Anormalidade estrutural presente com sinais clínicos de 
falência cardíaca presentes (passado ou presente)
1- Apresentação clínica aguda/requer hospitalização
2- Apresentação clínica crônica/não requer hospitalização
C
Sintomático
Sinais de falência cardíaca persistentes ou quadros 
terminais, refratários a terapia convencional.
D
Sistema de classificação modificado da AHA/ACC American Heart Association and American 
College of Cardiology.
Classificação da severidade –
Diferenciar B1 do B2
B2Variável
 3/6 grausIntensidade do sopro 
 1,6
 1,7
Achados ecocardiográficos
- Relação AE/Ao
- Diâmetro interno do VE na diástole (ajustado para o 
peso corporal)
 10,5
 3 vértebras
Achado radiográfico
- VHS 
- Sinais claros de cardiomegalia
- Tamanho atrial esquerdo vertebral (VLAS)
GORDON et al. 2022 GORDON et al. 2022
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GORDON et al. 2022
Tratamento
Paciente assintomático (estágio A).
◦ Orientação do proprietário sobre a doença e os primeiros sinais 
clínicos.
◦ Evitar sobrepeso/obesidade e tratar se presente.
◦ Não há recomendações farmacológicas nem dietéticas específicas.
◦ Retorno para reavaliação (anualmente).
Tratamento
Paciente assintomático (estágio B1).
◦ Não há recomendações farmacológicas nem dietéticas específicas.
◦ Retorno para reavaliação clínica (6 a 12 meses).
◦ Importante: exame radiográfico e ecocardiográfico
Tratamento
Paciente assintomático (estágio B2).
◦ Pimobedan (0,25-0,3 mg/kg VO BID)
◦ Modificação da dieta: leve restrição de sódio, bem palatável com 
adequada concentração de calorias e proteínas para manutenção.
◦ IECA (enalapril ou benazepril)
Tratamento
ICC discreta a moderada (tratamento domiciliar)
◦ Furosemida (p.e.: 2 mg/kg BID – manter menor dose efetiva).
◦ Espironolactona (0,5-2 mg/kg BID/SID)
◦ Inibidor ECA: Enalapril ou benazepril (0,5 mg/kg SID ou BID).
◦ Pimobendan (0,25-0,3 mg/kg VO, BID)
◦ Dieta:
◦ Manter adequada ingestão calórica e proteica
◦ Restrição moderada de sódio
◦ Suplementação com ômega 3
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Tratamento
ICC grave. (tratamento no hospital)
◦ Suplementação com oxigênio e repouso.
◦ Sedação para controlar ansiedade.
◦ Butorfanol 0,2-0,25 mg/kg IM
◦ Acepromazina com morfina
◦ Furosemida (2 mg/kg, IV/IM, a cada hora até reduzir FR. 0,5-1 
mg/kg/h).
◦ Inotrópicos
◦ Pimobendan 0,25-0,3 mg/kg VO BID.
◦ Dobutamina 2,5-10 µg/kg/min
Tratamento
ICC grave.
◦ Vasodilatadores
◦ Nitroprussiato (1-15 µg/kg/min), Hidralazina (0,75 a 1 mg/kg, 
VO , a cada 3 horas), Nitroglicerina gel 2%
◦ Inibidor ECA: Enalapril ou benazepril 0,5 mg/kg VO BID
◦ Paracentese abdominal / toracocentese se necessário.
◦ Conforto ambiental
Tratamento
ICC grave refratária. (estágio D)
◦ Elevar a dose da furosemida
◦ + Espironolactona
◦ Torsemida (0,1-0,2 mg/kg ou 5-10% da dose atual da 
furosemida)
◦ Enalapril BID
◦ Pimobendan
◦ Manejar arritmias quando presente
◦ Avaliar a necessidade de vasodilatadores
◦ Considerar supressores de tosse.
Monitoramento e reavaliação do 
paciente
Educar o tutor quanto a progressão da doença e sinais 
clínicos.
Monitoramento contínuo da função renal e da 
concentração sérica de eletrólitos.
Ajustes de doses e medicamentos.
Manejo dietético
Estadiamento da cardiomiopatia 
hipertrófica em felinos
ComentáriosClassificação
Raças predispostasA
Subclínicos
Normal ou leve aumento atrial (baixo risco de ICC)
Moderado a severo aumento atrial (elevado risco de ICC)
B
B1
B2
Gatos que desenvolveram sinais de ICC ou TEA ou que 
apresentam as condições
C
Gatos com ICC refratários ao tratamentoD
Tratamento
Estágio B
◦ Ainda há contradição sobre o benefício de iniciar o tratamento 
nessa fase.
◦ Vários estudos realizados com diferentes fármacos, mas sem 
benefícios claros
◦ Betabloqueador – Atenolol (seletivo B1) – quando há evidencia de 
arritmias ventriculares ou obstrução dinâmica do fluxo do VE.
◦ Antiplaquetários – Clopidogrel - quando há aumento importante 
do AE
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Tratamento 
Estágio C
◦ Objetivos: melhorar o enchimento ventricular, diminuir a 
congestão, controlar as arritmias, minimizar a isquemia e prevenir 
o tromboembolismo.◦ ICC – Furosemida, O2, sedação (butorfanol), toracocentese, 
repouso, etc.
◦ Clopidogrel
◦ IECA
◦ Atenolol e diltiazem
◦ Ivabradina
◦ Pimobendan
Tratamento 
Estágio D
◦ Semelhante ao estágio C, porém com aumento das doses dos 
fármacos, adicionar novos fármacos
◦ Comum complicações como azotemia e distúrbios eletrolíticos
Outras enfermidades 
importantes
Outras enfermidades 
importantes
Cardiopatias congênitas.
◦ Persistência do ducto arterioso
◦ Estenose aórtica e pulmonar.
Endocardite
Doença tromboembólica.
Dirofilariose.
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