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direito do trabalho prepara av1 - slides de aula - Resumo

Esse resumo é do material:

direito do trabalho prepara av1 - slides de aula
33 pág.

Direito Trabalhista Universidade Estácio de SáUniversidade Estácio de Sá

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## Resumo sobre Direito do Trabalho I – Princípios, Relações e Sujeitos da Relação de EmpregoO conteúdo abordado na disciplina de Direito do Trabalho I, ministrada por Emmanuel Abrante, apresenta uma visão ampla e detalhada dos princípios fundamentais do Direito do Trabalho, das características da relação de trabalho e emprego, dos sujeitos envolvidos, bem como das especificidades de categorias trabalhistas como o trabalhador temporário e doméstico. A aula inicia com a exposição dos **princípios do Direito do Trabalho**, que orientam a interpretação e aplicação das normas trabalhistas, destacando o caráter protetivo e imperativo dessas regras. Entre os princípios mais relevantes estão o **princípio protetivo**, que inclui a máxima "in dubio pro operario" (na dúvida, a favor do trabalhador), a aplicação da norma mais favorável e a garantia da condição mais benéfica ao empregado. Outros princípios essenciais são a **indisponibilidade dos direitos trabalhistas**, que impede a renúncia ou negociação em prejuízo do trabalhador, a **imperatividade das normas**, que assegura a obrigatoriedade das regras trabalhistas, a **integridade ou intangibilidade salarial**, que protege o salário do trabalhador contra descontos indevidos, a **continuidade da relação de emprego**, que valoriza a estabilidade do vínculo, e a **primazia da realidade**, que privilegia a verdade dos fatos sobre formalismos.Na sequência, a aula aprofunda a **caracterização da relação de emprego**, conforme o artigo 3º da CLT, que define empregado como toda pessoa física que presta serviços não eventuais a um empregador, sob sua dependência e mediante salário. A partir dessa definição, são explorados os sujeitos da relação de emprego: o empregado e o empregador. O empregado pode ser classificado em diversas categorias, como o trabalhador subordinado típico, o subordinado atípico e o empregado hipersuficiente, este último definido pela Lei nº 13.467/2017 (Reforma Trabalhista) como aquele com diploma superior e salário mensal igual ou superior a duas vezes o teto do Regime Geral de Previdência Social (atualmente R$ 11.291,60). Além disso, são apresentados outros tipos de trabalhadores que não se enquadram na relação típica de emprego, como o trabalhador autônomo (profissionais liberais que atuam por conta própria), o trabalhador eventual (que presta serviços esporádicos), o trabalhador avulso (intermediado por sindicato e com direitos específicos) e o trabalhador temporário, regulado pela Lei nº 6.019/74 e suas alterações, que trata da contratação para substituição transitória ou demanda complementar.O tema do **trabalho temporário** é detalhado com base na legislação atualizada, destacando que o contrato deve ser escrito e conter informações essenciais como qualificação das partes, motivo da contratação, prazo, valor e condições de segurança e saúde do trabalhador. A empresa tomadora é responsável por garantir condições adequadas de trabalho e estender benefícios como atendimento médico e alimentação aos temporários. O contrato pode abranger tanto atividades-meio quanto atividades-fim da empresa tomadora, e o trabalhador temporário tem assegurados direitos como remuneração equivalente à dos empregados da mesma categoria, jornada de oito horas, férias proporcionais, repouso semanal remunerado, adicional noturno, indenização por dispensa e seguro contra acidentes. O prazo máximo do contrato é de 180 dias, prorrogável por mais 90 dias, e a legislação prevê regras específicas para evitar vínculo empregatício indevido, como o intervalo mínimo de 90 dias para nova contratação temporária pela mesma empresa. A fiscalização do trabalho pode exigir a apresentação dos contratos e comprovantes de recolhimento previdenciário, e a empresa tomadora é solidariamente responsável em caso de falência da empresa de trabalho temporário.Por fim, a aula aborda o **trabalhador doméstico**, regulado pela Lei Complementar nº 150/2015, que define empregado doméstico como aquele que presta serviços contínuos, subordinados, onerosos e pessoais no âmbito residencial de pessoa ou família, por mais de dois dias por semana. A legislação estabelece limites para a jornada de trabalho (8 horas diárias e 44 semanais), regras para pagamento de horas extras (mínimo de 50% a mais que a hora normal), e permite a compensação de horas mediante acordo escrito. Também são vedados descontos no salário por fornecimento de alimentação, vestuário, higiene ou moradia, exceto em casos específicos e mediante acordo. O fornecimento de moradia não gera direito de posse ou propriedade ao empregado. A lei protege ainda o trabalhador doméstico contra a contratação de menores de 18 anos, em conformidade com normas internacionais da OIT.### Destaques- Os princípios do Direito do Trabalho são protetivos, imperativos e garantem a proteção do trabalhador, como o princípio "in dubio pro operario" e a primazia da realidade.- A relação de emprego é caracterizada pela prestação de serviços não eventual, sob dependência e mediante salário, abrangendo diversas categorias de trabalhadores, incluindo o hipersuficiente e o temporário.- O contrato de trabalho temporário deve ser formalizado por escrito, com direitos assegurados e prazos máximos, e a empresa tomadora tem responsabilidade solidária em caso de falência da empresa temporária.- O trabalhador doméstico tem jornada limitada, direito a horas extras, vedação a descontos indevidos e proteção contra trabalho infantil, conforme a Lei Complementar nº 150/2015.- A legislação trabalhista busca equilibrar a proteção do trabalhador com a flexibilidade necessária para diferentes formas de contratação e prestação de serviços.

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