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1 UNIPLAN CENTRO UNIVERSITARIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL BACHARELADO EM ENFERMAGEM ADAIANA LOPES SOARES - UL23300214 CONSULTA AO PACIENTE COM HIV ALTAMIRA-PÁ 2026 2 ADAIANA LOPES SOARES CONSULTA AO PACIENTE COM HIV Trabalho avaliativo referente ao ESTAGIO CURRICULAR II, contendo roteiros referente aos temas propostos dentro da disciplina no portal academico, utilizado para obtenção de notas da mesma, orientado pela enfermeira docente do curso, Joelma Santos de Oliveira Souza. Altamira-Pa 2026 3 SUMÁRIO 1. Introdução .................................................................................4 2. Objetivo geral ............................................................................5 2.1 Objetivos especificos ....................................................................................5 3. Desenvolvimento .......................................................................6 3.1 4 1. INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é um retrovírus capaz de comprometer progressivamente o sistema imunológico, especialmente por atingir os linfócitos T CD4+, células fundamentais para a coordenação da resposta imunológica. A evolução da infecção apresenta diferentes manifestações clínicas e, quando não há tratamento adequado, pode ocorrer deterioração da imunidade, aumentando a suscetibilidade a infecções oportunistas, neoplasias e outras complicações. Com a expansão do diagnóstico e da terapia antirretroviral (TARV), entretanto, a infecção pelo HIV passou a ser manejada como uma condição crônica, permitindo maior expectativa e qualidade de vida às pessoas que mantêm acompanhamento e tratamento adequados (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2026; BRASIL, 2024). A evolução das estratégias terapêuticas modificou significativamente o prognóstico das pessoas vivendo com HIV. A terapia antirretroviral tem como principais objetivos reduzir a replicação viral, promover a supressão da carga viral, preservar a função imunológica e diminuir a ocorrência de complicações relacionadas à infecção. O tratamento eficaz também possui importante repercussão na prevenção da transmissão sexual do HIV, reforçando a necessidade de diagnóstico precoce e vinculação das pessoas aos serviços de saúde (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025; BRASIL, 2024). No Brasil, a assistência às pessoas vivendo com HIV está integrada ao Sistema Único de Saúde (SUS) e é orientada por Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT). O PCDT para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos estabelece recomendações relacionadas ao tratamento, acompanhamento clínico e laboratorial, manejo de situações específicas e prevenção de complicações, constituindo importante instrumento para a organização da assistência às pessoas vivendo com HIV (BRASIL, 2024). 5 A consulta ao paciente com HIV constitui uma importante ferramenta para o acompanhamento integral da saúde. O atendimento não deve limitar-se à dispensação dos medicamentos antirretrovirais, mas compreender avaliação clínica, investigação de comorbidades, acompanhamento da carga viral, avaliação do estado imunológico, identificação de infecções oportunistas, vacinação, prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (IST), saúde sexual e reprodutiva, saúde mental, alimentação, hábitos de vida e condições sociais (SILVA et al., 2014; BRASIL, 2024). Estudos brasileiros demonstram que aspectos clínicos, adesão ao tratamento e qualidade de vida estão diretamente relacionados. Silva et al. (2014) identificaram associação entre adesão à terapia antirretroviral, carga viral indetectável e melhores indicadores de qualidade de vida, evidenciando que o acompanhamento profissional deve contemplar tanto os aspectos biomédicos quanto as necessidades psicossociais da pessoa vivendo com HIV. A Organização Mundial da Saúde recomenda uma abordagem centrada na pessoa, integrada aos serviços de saúde e orientada para o início oportuno e a manutenção do tratamento antirretroviral. As estratégias de cuidado também devem considerar intervenções de apoio à adesão, saúde mental, doenças crônicas e outros fatores capazes de interferir na continuidade do acompanhamento (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). Dessa forma, a consulta ao paciente com HIV deve ser compreendida como uma prática longitudinal, humanizada e multiprofissional. A avaliação clínica e laboratorial, a adesão terapêutica, a prevenção de infecções oportunistas, a promoção da saúde, a redução do estigma e o fortalecimento da autonomia constituem elementos fundamentais para a qualidade da assistência (CECILIO et al., 2019; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 2. OBJETIVO GERAL Analisar os principais aspectos relacionados à consulta ao paciente com HIV, enfatizando a avaliação clínica e laboratorial, a terapia antirretroviral, a adesão ao tratamento, a prevenção de infecções oportunistas e IST, o 6 acompanhamento das comorbidades, a promoção da saúde e a atuação da equipe de enfermagem no cuidado integral às pessoas vivendo com HIV (BRASIL, 2024; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Descrever o conceito, as características e a evolução clínica da infecção pelo HIV; Apresentar os principais aspectos que devem ser investigados durante a consulta; Identificar a importância da avaliação física e laboratorial; Abordar a função da carga viral e dos linfócitos T CD4+ no acompanhamento clínico; Descrever os princípios da terapia antirretroviral; Discutir fatores relacionados à adesão ao tratamento; Abordar a identificação e prevenção das infecções oportunistas; Apresentar os cuidados relacionados à tuberculose, IST e vacinação; Discutir aspectos relacionados à saúde sexual, reprodutiva e mental; Analisar a influência do estigma, das condições sociais e da rede de apoio na continuidade do cuidado; Descrever as ações de educação em saúde; Destacar a atuação da enfermagem no acompanhamento das pessoas vivendo com HIV (SILVA et al ., 2014; MATOS; TORRES; LUZ, 2024; BRASIL, 2024). 3. DESENVOLVIMENTO 3.1 Conceito e características da infecção pelo HIV O HIV é um vírus que infecta células do sistema imunológico, principalmente os linfócitos T CD4+, comprometendo progressivamente a capacidade do organismo de responder a determinados agentes infecciosos. A infecção pode permanecer assintomática durante determinado período, embora a replicação viral e o comprometimento imunológico possam continuar 7 ocorrendo na ausência de tratamento (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2026). A manifestação clínica da infecção apresenta ampla variabilidade. Durante a fase aguda, algumas pessoas podem apresentar febre, cefaleia, erupções cutâneas, dor de garganta, linfonodomegalia e outros sintomas semelhantes a uma síndrome viral, enquanto outras permanecem assintomáticas. Com a progressão da imunodeficiência, podem surgir perda de peso, febre persistente, diarreia, tosse e infecções graves (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2026). Sem tratamento, a infecção pelo HIV pode evoluir para doença avançada, caracterizada por comprometimento importante da imunidade e maior risco de doenças oportunistas. Atualmente, a OMS define doença avançada pelo HIV em adultos e adolescentes, entre outros critérios, pela contagem de CD4 inferior a 200 células/mm³ ou pela presença de doença clínica nos estágios 3 ou 4 da classificação da OMS (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). A terapia antirretroviral modificou profundamente a história natural da infecção. A utilização adequada dos medicamentos reduz a replicação viral, favorece a recuperação ou manutençãoda função imunológica e diminui o risco de complicações, permitindo que muitas pessoas vivendo com HIV tenham vida longa e saudável (BRASIL, 2024; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 3.2 Importância da consulta ao paciente com HIV A consulta da pessoa vivendo com HIV deve ser realizada de maneira integral, individualizada, humanizada e livre de preconceitos. O acompanhamento precisa considerar a condição clínica, o tratamento, a saúde mental, as relações sociais, a sexualidade, as condições econômicas e outros determinantes que possam influenciar a saúde e a permanência no cuidado (CECILIO et al., 2019). Entre os principais objetivos da consulta estão: 8 avaliar o estado geral de saúde; identificar sinais e sintomas; avaliar o estágio clínico da infecção; acompanhar a carga viral; avaliar a contagem de linfócitos T CD4+ quando indicada; avaliar a adesão à terapia antirretroviral; identificar possíveis eventos adversos; investigar infecções oportunistas; avaliar comorbidades; verificar a situação vacinal; avaliar saúde sexual e reprodutiva; investigar outras IST; avaliar saúde mental; orientar hábitos de vida saudáveis; identificar barreiras sociais; fortalecer a autonomia do paciente (BRASIL, 2024; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). O PCDT brasileiro recomenda uma avaliação abrangente, incluindo aspectos clínicos, epidemiológicos e psicossociais. Informações relacionadas à rede de apoio, saúde mental, comorbidades, vacinação, sexualidade, identidade e condições de vida podem contribuir para uma assistência mais individualizada (BRASIL, 2024). A qualidade de vida também deve ser considerada como um indicador importante no acompanhamento. Cecilio et al. (2019) observaram que fatores clínicos, sociodemográficos e relacionados ao tratamento podem influenciar a percepção de qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV, reforçando a necessidade de uma assistência que ultrapasse o controle exclusivamente virológico. 3.3 Acolhimento e humanização O acolhimento representa uma etapa essencial da consulta, uma vez que o diagnóstico e a vivência com o HIV podem estar relacionados a 9 sentimentos de medo, ansiedade, insegurança, preconceito e preocupação com a possibilidade de discriminação. O estabelecimento de uma relação terapêutica baseada na confiança, respeito, privacidade e confidencialidade favorece a construção do vínculo entre paciente e equipe de saúde (CECILIO et al., 2019). A consulta deve ocorrer em ambiente que preserve a privacidade e a confidencialidade das informações relacionadas à condição sorológica. A comunicação profissional deve utilizar linguagem clara e respeitosa, evitando julgamentos relacionados à sexualidade, orientação sexual, identidade de gênero, uso de álcool ou outras substâncias e condições socioeconômicas (BRASIL, 2024). A humanização do cuidado pode favorecer a permanência no serviço e a adesão às estratégias terapêuticas. Estudos sobre qualidade de vida demonstram que a relação com os profissionais de saúde, a confiança e a percepção de segurança no atendimento estão associadas a melhores experiências de cuidado entre pessoas vivendo com HIV (SILVA et al., 2014). 3.4 Anamnese A anamnese deve ser detalhada e individualizada, permitindo compreender a história clínica e social do paciente. A investigação deve incluir dados de identificação, histórico da infecção, tratamento atual, tratamentos anteriores, adesão, intercorrências clínicas, doenças associadas e aspectos relacionados à saúde sexual e mental (BRASIL, 2024). Identificação Devem ser registrados dados como: nome; idade; sexo; profissão; endereço; 10 contatos; composição familiar; informações relevantes para o acompanhamento. Essas informações contribuem para a organização do cuidado e para a compreensão das características sociais e clínicas da pessoa atendida (BRASIL, 2024). História da infecção pelo HIV A investigação deve contemplar: data do diagnóstico; circunstância em que o HIV foi diagnosticado; início do tratamento; esquema antirretroviral atual; tratamentos anteriores; interrupções do tratamento; histórico de falha virológica; histórico de resistência aos antirretrovirais; histórico de infecções oportunistas (BRASIL, 2024). O conhecimento da trajetória clínica permite identificar dificuldades relacionadas ao tratamento e situações que podem exigir investigação ou acompanhamento especializado. A análise longitudinal também contribui para reconhecer mudanças na resposta terapêutica e possíveis barreiras à continuidade do cuidado (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). Sintomas atuais Devem ser investigados sintomas como: febre; perda de peso; sudorese noturna; tosse; 11 falta de ar; diarreia persistente; náuseas; vômitos; cefaleia; alterações neurológicas; lesões cutâneas; alterações visuais; dor; fadiga; aumento de linfonodos. A presença desses sinais e sintomas deve ser avaliada de acordo com o contexto clínico, uma vez que determinadas manifestações podem estar relacionadas à progressão da infecção, infecções oportunistas ou outras doenças concomitantes (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2026). 3.5 Investigação das comorbidades A consulta deve investigar doenças prévias e condições concomitantes, considerando que as pessoas vivendo com HIV apresentam necessidades de saúde que vão além do controle da infecção viral. Hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemias, doenças cardiovasculares, renais, hepáticas, tuberculose, hepatites virais, IST e transtornos de saúde mental devem fazer parte da avaliação conforme o perfil clínico do paciente (BRASIL, 2024). Entre os principais aspectos a serem investigados estão: hipertensão arterial; diabetes mellitus; dislipidemias; doenças cardiovasculares; doenças renais; doenças hepáticas; tuberculose; 12 hepatites virais; sífilis; outras IST; doenças respiratórias; alterações psiquiátricas; uso de álcool; tabagismo; uso de outras substâncias. A integração do cuidado às doenças crônicas é particularmente importante diante do aumento da expectativa de vida das pessoas vivendo com HIV. A OMS recomenda a integração dos serviços relacionados a hipertensão, diabetes, saúde mental e suporte à adesão ao tratamento dentro dos serviços de atenção ao HIV (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 3.6 Avaliação física O exame físico deve ser realizado de maneira sistemática e adaptado às condições clínicas apresentadas pelo paciente. A avaliação pode incluir pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória, temperatura, peso, altura, índice de massa corporal, estado nutricional, pele, mucosas, linfonodos, cavidade oral, sistemas respiratório e cardiovascular e avaliação neurológica quando indicada (BRASIL, 2024). A avaliação física também deve considerar sinais sugestivos de infecções, alterações nutricionais, efeitos adversos de medicamentos e manifestações relacionadas às comorbidades. A identificação precoce de alterações permite a adoção de medidas terapêuticas e encaminhamentos apropriados (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 3.7 Avaliação laboratorial A avaliação laboratorial é importante para acompanhar a resposta ao tratamento, o estado imunológico, possíveis toxicidades e condições associadas. Conforme indicação clínica e protocolo vigente, podem ser solicitados carga viral, contagem de linfócitos T CD4+, hemograma, função 13 renal, função hepática, glicemia, perfil lipídico, exames para hepatites virais, testes para sífilis e outras investigações necessárias (BRASIL, 2024). A interpretação dos exames deve ocorrer de forma integrada ao quadro clínico. A carga viral é utilizada principalmente para acompanhara resposta virológica ao tratamento, enquanto o CD4 contribui para a avaliação do estado imunológico e para a identificação de pessoas com doença avançada (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 3.8 Carga viral A carga viral corresponde à quantidade de material genético do HIV detectada no sangue e constitui um dos principais marcadores utilizados para avaliar a resposta à terapia antirretroviral. A redução da carga viral demonstra o efeito do tratamento sobre a replicação do vírus e, quando mantida, está relacionada a melhores resultados clínicos (BRASIL, 2024). A supressão viral possui importância individual e coletiva. No âmbito individual, está associada à manutenção da saúde e à redução do risco de progressão da doença. Em relação à transmissão sexual, evidências científicas e recomendações internacionais sustentam o conceito de Indetectável = Intransmissível (I=I), segundo o qual pessoas vivendo com HIV que mantêm carga viral indetectável de forma sustentada não transmitem o HIV por via sexual (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). A manutenção da supressão viral depende da utilização adequada da terapia antirretroviral e do acompanhamento contínuo. Estudos brasileiros também identificam associação entre adesão adequada, supressão viral e melhores indicadores de qualidade de vida (SILVA et al., 2014). 3.9 Contagem de linfócitos T CD4+ Os linfócitos T CD4+ desempenham papel fundamental na organização da resposta imunológica e são uma das principais populações celulares afetadas pelo HIV. A contagem dessas células auxilia na avaliação do estado imunológico e na identificação de pessoas que apresentam maior risco de 14 determinadas infecções oportunistas (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). A contagem de CD4 inferior a 200 células/mm³ é utilizada pela OMS como um dos critérios para caracterizar doença avançada pelo HIV em adultos e adolescentes. Nessa situação, a pessoa apresenta maior risco de morbidade e mortalidade, sendo necessária avaliação ampliada para identificação e prevenção de infecções oportunistas (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). Apesar da importância do CD4, a interpretação deve ser realizada conjuntamente com a avaliação clínica e a carga viral. O acompanhamento individualizado permite definir estratégias preventivas e terapêuticas conforme o estado clínico e imunológico da pessoa vivendo com HIV (BRASIL, 2024). 3.10 Terapia antirretroviral A terapia antirretroviral constitui o principal recurso terapêutico para o controle da infecção pelo HIV. Seu objetivo é inibir a replicação viral, reduzir a carga viral, preservar ou recuperar a função imunológica e diminuir a ocorrência de complicações relacionadas à infecção (BRASIL, 2024). O PCDT brasileiro estabelece recomendações para escolha, início, manutenção e alteração dos esquemas terapêuticos, considerando características clínicas, laboratoriais, interações medicamentosas e situações específicas. O tratamento deve ser individualizado e acompanhado de forma longitudinal (BRASIL, 2024). As recomendações internacionais também enfatizam a necessidade de otimizar os esquemas antirretrovirais, priorizando eficácia, segurança, simplicidade, tolerabilidade e possibilidade de adesão. A atualização contínua das recomendações acompanha a evolução das evidências científicas e dos medicamentos disponíveis (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 15 3.11 Adesão ao tratamento A adesão constitui um dos principais fatores relacionados ao sucesso da terapia antirretroviral. Durante a consulta, o profissional deve investigar a utilização dos medicamentos de forma acolhedora e não julgadora, procurando compreender as dificuldades enfrentadas pelo paciente (SILVA et al., 2014). Devem ser investigados: esquecimento de doses; dificuldade de manter horários; efeitos adversos; dificuldade para retirar medicamentos; problemas de transporte; alterações na rotina; dificuldades financeiras; uso de álcool ou outras substâncias; depressão; ansiedade; falta de apoio social; dificuldades relacionadas à revelação do diagnóstico. A adesão não deve ser compreendida exclusivamente como responsabilidade individual. Fatores sociais, psicológicos, econômicos, relacionais e estruturais podem interferir na capacidade de manter o tratamento. Por isso, intervenções de apoio devem considerar as necessidades específicas de cada pessoa (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). Estudos brasileiros também apontam relação entre adesão, qualidade de vida e indicadores clínicos. Pessoas com adesão mais adequada apresentam melhores resultados relacionados à supressão viral e à percepção de qualidade de vida (SILVA et al., 2014; SANTOS et al., 2020). 16 3.12 Efeitos adversos dos medicamentos A consulta deve investigar possíveis eventos adversos associados aos medicamentos antirretrovirais. O paciente deve ser orientado a comunicar alterações clínicas que tenham surgido após o início ou a modificação do tratamento, evitando interromper a terapia por conta própria (BRASIL, 2024). A avaliação pode incluir: sintomas gastrointestinais; cefaleia; alterações cutâneas; alterações metabólicas; alterações renais; alterações hepáticas; alterações neurológicas; outros sintomas relacionados ao esquema utilizado. A conduta diante de eventos adversos deve considerar a gravidade, o medicamento envolvido, as condições clínicas do paciente e as recomendações estabelecidas no protocolo terapêutico. Quando necessário, o esquema pode ser ajustado pela equipe responsável pelo tratamento (BRASIL, 2024). 3.13 Infecções oportunistas A imunossupressão provocada pelo HIV pode aumentar o risco de infecções oportunistas, principalmente em pessoas com doença avançada. Entre as condições associadas à imunodeficiência grave encontram-se tuberculose, pneumocistose, candidíase esofágica, criptococose, toxoplasmose cerebral, citomegalovirose e infecções bacterianas graves (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). A presença de sintomas sugestivos de infecção oportunista exige avaliação clínica imediata e investigação complementar quando indicada. O reconhecimento precoce dessas condições pode reduzir complicações e 17 mortalidade entre pessoas vivendo com HIV (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). A OMS recomenda que pessoas com doença avançada pelo HIV recebam um conjunto de intervenções que inclua rastreamento, prevenção ou tratamento de infecções oportunistas, início ou retomada rápida da terapia antirretroviral e suporte intensificado à adesão (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 3.14 Tuberculose e HIV A tuberculose merece atenção especial na consulta da pessoa vivendo com HIV, pois a imunossupressão aumenta a vulnerabilidade ao desenvolvimento da doença. A coinfecção HIV-tuberculose exige integração das estratégias de diagnóstico, tratamento e prevenção (BRASIL, 2024). Durante a consulta, devem ser investigados sintomas como tosse persistente, febre, perda de peso e sudorese noturna, além de histórico de contato com pessoas com tuberculose e antecedentes de tratamento da doença. A investigação deve ser adaptada à situação clínica e epidemiológica de cada paciente (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). A prevenção e o manejo da tuberculose integram as estratégias recomendadas para pessoas vivendo com HIV. O diagnóstico oportuno das duas condições e o tratamento adequado são fundamentais para reduzir morbimortalidade associada à coinfecção (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 3.15 Vacinação A vacinação constitui componente importante da assistência integral à pessoa vivendo com HIV. Durante a consulta, deve-se verificar a situação vacinal e identificar as vacinas indicadas conforme idade, condições clínicas, situação imunológica e recomendações do Programa Nacional de Imunizações (BRASIL, 2024). 18 A atualizaçãodo calendário vacinal deve considerar as especificidades das pessoas vivendo com HIV e possíveis situações de imunossupressão. A equipe de saúde deve orientar o paciente sobre a importância da vacinação e registrar adequadamente as doses realizadas (BRASIL, 2024). 3.16 Saúde sexual e prevenção das IST A consulta deve abordar a saúde sexual de forma respeitosa, individualizada e livre de julgamentos. O profissional deve criar ambiente que permita ao paciente discutir práticas sexuais, prevenção de IST, uso de preservativos, relacionamentos e planejamento reprodutivo com segurança e confidencialidade (BRASIL, 2024). Devem ser investigados: uso de preservativos; parceiros sexuais; histórico de IST; realização de testes; vacinação contra hepatites e HPV quando indicada; planejamento reprodutivo; desejo de gravidez; prevenção de outras IST. A abordagem deve considerar as necessidades e características individuais do paciente. O cuidado sexual não deve ser reduzido à prevenção de doenças, mas incluir direitos sexuais, autonomia, planejamento reprodutivo e qualidade de vida (CECILIO et al., 2019). 3.17 Saúde reprodutiva e transmissão vertical A pessoa vivendo com HIV deve receber assistência relacionada à saúde sexual e reprodutiva, incluindo informações sobre planejamento familiar, contracepção, desejo de gestação e estratégias de prevenção da transmissão vertical. Quando ocorre gestação, o acompanhamento deve seguir protocolos específicos e envolver equipe multiprofissional (BRASIL, 2024). 19 A utilização adequada da terapia antirretroviral durante a gestação, associada às demais medidas recomendadas pelos protocolos nacionais, desempenha papel fundamental na redução do risco de transmissão do HIV para a criança. O acompanhamento deve ser iniciado oportunamente e mantido durante todo o período indicado pelos protocolos (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 3.18 Saúde mental A saúde mental deve integrar a consulta das pessoas vivendo com HIV. O diagnóstico e o tratamento podem estar acompanhados de ansiedade, depressão, medo, estigma, isolamento social, alterações da autoestima e preocupações relacionadas à sexualidade e ao futuro (CECILIO et al., 2019). A identificação de sinais de sofrimento psicológico deve ser realizada de maneira cuidadosa. Quando necessário, o paciente deve ser encaminhado para profissionais especializados, mantendo-se a integração entre os diferentes componentes do cuidado (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). A integração entre os serviços de HIV e os cuidados em saúde mental é recomendada pela OMS, especialmente porque depressão, ansiedade e uso de substâncias podem interferir na adesão ao tratamento e na continuidade do acompanhamento (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 3.19 Aspectos sociais e rede de apoio A consulta deve considerar as condições sociais em que a pessoa vive. Moradia, trabalho, renda, transporte, relações familiares, rede de apoio e acesso aos medicamentos podem interferir diretamente na continuidade do tratamento (BRASIL, 2024). Devem ser investigados: condições de moradia; situação profissional; disponibilidade de renda; rede familiar; 20 pessoas que conhecem o diagnóstico; acesso aos medicamentos; dificuldades de deslocamento; presença de discriminação; apoio social. A identificação das barreiras sociais permite que a equipe desenvolva estratégias específicas para favorecer a continuidade do cuidado. A OMS recomenda modelos de atenção que reduzam barreiras de acesso e favoreçam a permanência das pessoas vivendo com HIV nos serviços de saúde (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 3.20 Estigma e discriminação O estigma relacionado ao HIV continua sendo uma importante barreira ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento. O medo da discriminação pode levar algumas pessoas a ocultarem sua condição, evitarem serviços de saúde ou apresentarem dificuldades para manter a terapia antirretroviral (MATOS; TORRES; LUZ, 2024). Estudo brasileiro publicado recentemente identificou associação entre diferentes dimensões do estigma relacionado ao HIV e dificuldades na adesão ao tratamento, demonstrando que o preconceito pode produzir consequências concretas sobre o cuidado e os resultados terapêuticos (AZEVEDO; COSTA; WENDT, 2026). A equipe de saúde deve, portanto, garantir confidencialidade, respeito à diversidade e atendimento livre de preconceitos. O cuidado humanizado deve reconhecer a autonomia da pessoa e combater concepções moralizantes relacionadas à infecção pelo HIV (MATOS; TORRES; LUZ, 2024). 3.21 Educação em saúde A educação em saúde constitui parte essencial da consulta. O paciente deve receber informações adequadas ao seu nível de compreensão sobre HIV, 21 tratamento, adesão, carga viral, CD4, prevenção de IST, vacinação, saúde mental e acompanhamento periódico (BRASIL, 2024). A comunicação deve utilizar linguagem acessível e permitir que o paciente expresse dúvidas, medos e dificuldades. O profissional deve verificar se as informações foram compreendidas e estimular a participação ativa da pessoa nas decisões relacionadas ao próprio cuidado (CECILIO et al., 2019). Entre os conteúdos importantes estão: funcionamento do HIV; importância da terapia antirretroviral; adesão; carga viral; CD4; I=I; prevenção de IST; vacinação; alimentação saudável; atividade física; saúde mental; prevenção de infecções; consultas periódicas. A educação em saúde também deve contribuir para reduzir estigmas e fortalecer a autonomia da pessoa vivendo com HIV, favorecendo maior participação no tratamento e nas estratégias de autocuidado (SILVA et al., 2014). 3.22 Alimentação e estilo de vida A promoção de hábitos saudáveis deve fazer parte do acompanhamento das pessoas vivendo com HIV. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso, cessação do tabagismo, redução do consumo de álcool, sono adequado e acompanhamento da saúde 22 cardiovascular constituem medidas relevantes para a promoção da saúde (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). A atenção às doenças crônicas tornou-se especialmente importante diante do aumento da expectativa de vida das pessoas vivendo com HIV. Hipertensão, diabetes, alterações metabólicas e doenças cardiovasculares podem coexistir com a infecção e devem ser acompanhadas de maneira integrada (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). Estudos brasileiros também demonstram associação entre condições socioeconômicas, atividade física, sono, adesão terapêutica e qualidade de vida, reforçando a importância de uma abordagem que considere o indivíduo de forma integral (SILVA et al., 2023). 3.23 Atuação da enfermagem A enfermagem possui papel fundamental no acompanhamento das pessoas vivendo com HIV, participando de ações de acolhimento, consulta, educação em saúde, acompanhamento terapêutico, avaliação clínica, orientação sobre medicamentos, monitoramento de exames e prevenção de complicações (SILVA et al., 2014). Entre as atividades desenvolvidas pela enfermagem podem estar: acolhimento; consulta de enfermagem; educação em saúde; avaliação clínica; acompanhamento da adesão; orientação sobre TARV; acompanhamento de exames; identificação de sinais de infecções oportunistas; atualização vacinal; prevenção de IST; aconselhamento; acompanhamento de condições crônicas; 23 identificação de necessidades psicossociais; encaminhamento para outros profissionais; registro das informações; busca ativa de pessoas que interromperam o acompanhamento. A assistência de enfermagem deve ser individualizada e articulada com os demais profissionais da equipe de saúde. A atuação multiprofissional favorece uma abordagem ampliada das necessidades clínicas, sociais e psicológicasdas pessoas vivendo com HIV (BRASIL, 2024). A enfermagem também pode contribuir para a melhoria da adesão ao tratamento por meio de acompanhamento sistemático, educação em saúde, identificação de barreiras e fortalecimento do vínculo com o serviço. Estudos da área de enfermagem demonstram a relação entre adesão, qualidade de vida e indicadores clínicos em pessoas vivendo com HIV (SILVA et al., 2014). O cuidado de enfermagem deve, portanto, ultrapassar a dimensão medicamentosa e considerar aspectos relacionados à autonomia, sexualidade, saúde mental, relações sociais, estigma e qualidade de vida. Essa perspectiva é compatível com os modelos contemporâneos de cuidado centrado na pessoa recomendados para os serviços de HIV (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 4.3 CONCLUSÃO A consulta ao paciente com HIV constitui estratégia fundamental para garantir assistência integral, humanizada, contínua e baseada em evidências às pessoas vivendo com o vírus. A evolução da terapia antirretroviral transformou significativamente o prognóstico da infecção, permitindo que o HIV seja manejado como uma condição crônica e proporcionando melhores perspectivas de sobrevida e qualidade de vida para as pessoas que realizam acompanhamento e tratamento adequados (BRASIL, 2024; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). A consulta deve ultrapassar a avaliação exclusivamente relacionada à presença do vírus. É necessário realizar abordagem ampla, incluindo 24 anamnese, exame físico, avaliação laboratorial, acompanhamento da carga viral e do estado imunológico, investigação de infecções oportunistas, identificação de comorbidades, vacinação, prevenção de IST, saúde sexual e reprodutiva e avaliação da saúde mental (CECILIO et al., 2019; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). A adesão ao tratamento constitui um dos principais elementos para alcançar a supressão viral e manter bons resultados clínicos. Entretanto, a adesão não deve ser interpretada apenas como responsabilidade individual, pois fatores sociais, econômicos, psicológicos, familiares e estruturais podem interferir na continuidade do tratamento. Por essa razão, o cuidado deve identificar barreiras e construir estratégias individualizadas de apoio (SILVA et al., 2014; MATOS; TORRES; LUZ, 2024). A relação entre adesão, qualidade de vida e resultados clínicos evidencia a importância de um acompanhamento longitudinal. Pessoas que conseguem manter tratamento adequado e supressão viral tendem a apresentar melhores resultados relacionados à saúde e à qualidade de vida, reforçando a necessidade de acompanhamento contínuo pela equipe multiprofissional (SILVA et al., 2014; CECILIO et al., 2019). A enfermagem desempenha papel relevante nesse processo, participando do acolhimento, consulta, educação em saúde, acompanhamento terapêutico, identificação de complicações, prevenção de doenças, avaliação das necessidades psicossociais e articulação com os demais profissionais. A atuação da enfermagem contribui para fortalecer o vínculo com o serviço e ampliar a autonomia das pessoas vivendo com HIV (SILVA et al., 2014). Outro aspecto fundamental é o combate ao estigma e à discriminação. Evidências recentes demonstram que o estigma relacionado ao HIV pode estar associado a dificuldades na adesão ao tratamento, tornando indispensável uma assistência baseada na confidencialidade, respeito, diversidade, autonomia e direitos humanos (AZEVEDO; COSTA; WENDT, 2026). 25 Conclui-se, portanto, que a consulta ao paciente com HIV deve ser compreendida como uma prática integral, longitudinal e multiprofissional. O diagnóstico precoce, o início oportuno da terapia antirretroviral, a adesão ao tratamento, a supressão viral, o acompanhamento clínico e laboratorial, a prevenção de infecções oportunistas, a promoção da saúde e a redução do estigma constituem elementos fundamentais para melhorar os resultados individuais e contribuir para o controle da epidemia de HIV (BRASIL, 2024; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AZEVEDO, Lia Beatriz Henke de; COSTA, Angelo Brandelli; WENDT, Guilherme Welter. Stigma in people living with HIV/AIDS in Brazil: implications for treatment adherence. AIDS and Behavior, v. 30, n. 3, p. 810-817, 2026. DOI: 10.1007/s10461-025-04930-5. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos: Módulo I – Tratamento. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024. BRASIL. Ministério da Saúde. Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos: Módulo 2 – Coinfecções e Infecções Oportunistas. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024. CECILIO, Hellen Pollyanna Mantelo et al. Qualidade de vida de pessoas vivendo com HIV. Ciência, Cuidado e Saúde, v. 17, n. 4, 2019. DOI: 10.4025/ciencuidsaude.v17i4.45032. HIPOLITO, Rodrigo Leite et al. Quality of life of people living with HIV/AIDS: temporal, socio-demographic and perceived health relationship. Revista Latino-Americana de Enfermagem, 2017. DOI: 10.1590/1518-8345.1258.2874. MATOS, Victor C.; TORRES, Thiago S.; LUZ, Paula M. Adherence to antiretroviral therapy among cisgender gay, bisexual and other men who have sex with men in Brazil: evaluating the role of HIV-related stigma 26 dimensions. PLOS ONE, v. 19, n. 8, e0308443, 2024. DOI: 10.1371/journal.pone.0308443. SILVA, Ana Cristina de Oliveira e et al. Quality of life, clinical characteristics and treatment adherence of people living with HIV/AIDS. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 22, n. 6, p. 994-1000, 2014. DOI: 10.1590/0104-1169.3534.2508. SANTOS, et al. Qualidade de vida, adesão e indicadores clínicos em pessoas vivendo com HIV. Acta Paulista de Enfermagem, v. 33, 2020. DOI: 10.37689/acta-ape/2020AO0141. WORLD HEALTH ORGANIZATION. HIV and AIDS. Geneva: WHO, 2026. WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO guideline on HIV service delivery: updated guidance on the integration of diabetes, hypertension and mental health services, and interventions to support adherence to antiretroviral therapy. Geneva: WHO, 2025. WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO guidelines on the management of advanced HIV disease. Geneva: WHO, 2025. WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO updated recommendations on HIV clinical management: recommendations for a public health approach. Geneva: WHO, 2025. BACHARELADO EM ENFERMAGEM Trabalho avaliativo referente ao ESTAGIO CURRICULAR II, contendo roteiros referente aos temas propostos dentro da disciplina no portal academico, utilizado para obtenção de notas da mesma, orientado pela enfermeira docente do curso, Joelma Santos de O... 1. INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO 2. OBJETIVO GERAL 2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 3. DESENVOLVIMENTO 3.1 Conceito e características da infecção pelo HIV 3.2 Importância da consulta ao paciente com HIV 3.3 Acolhimento e humanização 3.4 Anamnese Identificação História da infecção pelo HIV Sintomas atuais 3.5 Investigação das comorbidades 3.6 Avaliação física 3.7 Avaliação laboratorial 3.8 Carga viral 3.9 Contagem de linfócitos T CD4+ 3.10 Terapia antirretroviral 3.11 Adesão ao tratamento 3.12 Efeitos adversos dos medicamentos 3.13 Infecções oportunistas 3.14 Tuberculose e HIV 3.15 Vacinação 3.16 Saúde sexual e prevenção das IST 3.17 Saúde reprodutiva e transmissão vertical 3.18 Saúde mental 3.19 Aspectos sociais e rede de apoio 3.20 Estigma e discriminação 3.21 Educação em saúde 3.22 Alimentação e estilo de vida 3.23 Atuação da enfermagem 4.3 CONCLUSÃO 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS