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1 
UNIPLAN 
CENTRO UNIVERSITARIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL 
BACHARELADO EM ENFERMAGEM 
 
 
 
 
ADAIANA LOPES SOARES - UL23300214 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONSULTA AO PACIENTE COM HIV 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALTAMIRA-PÁ 
2026
2 
 
ADAIANA LOPES SOARES 
 
 
 
 
 
CONSULTA AO PACIENTE COM HIV 
 
 
 
Trabalho avaliativo referente ao 
ESTAGIO CURRICULAR II, 
contendo roteiros referente aos 
temas propostos dentro da 
disciplina no portal academico, 
utilizado para obtenção de 
notas da mesma, orientado pela 
enfermeira docente do curso, 
Joelma Santos de Oliveira 
Souza. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Altamira-Pa 
 2026
3 
SUMÁRIO 
 
1. Introdução .................................................................................4 
2. Objetivo geral ............................................................................5 
2.1 Objetivos especificos ....................................................................................5 
3. Desenvolvimento .......................................................................6 
3.1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
1. INTRODUÇÃO 
INTRODUÇÃO 
O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é um retrovírus capaz de 
comprometer progressivamente o sistema imunológico, especialmente por 
atingir os linfócitos T CD4+, células fundamentais para a coordenação da 
resposta imunológica. A evolução da infecção apresenta diferentes 
manifestações clínicas e, quando não há tratamento adequado, pode ocorrer 
deterioração da imunidade, aumentando a suscetibilidade a infecções 
oportunistas, neoplasias e outras complicações. Com a expansão do 
diagnóstico e da terapia antirretroviral (TARV), entretanto, a infecção pelo HIV 
passou a ser manejada como uma condição crônica, permitindo maior 
expectativa e qualidade de vida às pessoas que mantêm acompanhamento e 
tratamento adequados (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2026; BRASIL, 
2024). 
A evolução das estratégias terapêuticas modificou significativamente o 
prognóstico das pessoas vivendo com HIV. A terapia antirretroviral tem como 
principais objetivos reduzir a replicação viral, promover a supressão da carga 
viral, preservar a função imunológica e diminuir a ocorrência de complicações 
relacionadas à infecção. O tratamento eficaz também possui importante 
repercussão na prevenção da transmissão sexual do HIV, reforçando a 
necessidade de diagnóstico precoce e vinculação das pessoas aos serviços de 
saúde (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025; BRASIL, 2024). 
No Brasil, a assistência às pessoas vivendo com HIV está integrada ao 
Sistema Único de Saúde (SUS) e é orientada por Protocolos Clínicos e 
Diretrizes Terapêuticas (PCDT). O PCDT para Manejo da Infecção pelo HIV em 
Adultos estabelece recomendações relacionadas ao tratamento, 
acompanhamento clínico e laboratorial, manejo de situações específicas e 
prevenção de complicações, constituindo importante instrumento para a 
organização da assistência às pessoas vivendo com HIV (BRASIL, 2024). 
5 
A consulta ao paciente com HIV constitui uma importante ferramenta 
para o acompanhamento integral da saúde. O atendimento não deve limitar-se 
à dispensação dos medicamentos antirretrovirais, mas compreender avaliação 
clínica, investigação de comorbidades, acompanhamento da carga viral, 
avaliação do estado imunológico, identificação de infecções oportunistas, 
vacinação, prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (IST), saúde 
sexual e reprodutiva, saúde mental, alimentação, hábitos de vida e condições 
sociais (SILVA et al., 2014; BRASIL, 2024). 
Estudos brasileiros demonstram que aspectos clínicos, adesão ao 
tratamento e qualidade de vida estão diretamente relacionados. Silva et al. 
(2014) identificaram associação entre adesão à terapia antirretroviral, carga 
viral indetectável e melhores indicadores de qualidade de vida, evidenciando 
que o acompanhamento profissional deve contemplar tanto os aspectos 
biomédicos quanto as necessidades psicossociais da pessoa vivendo com HIV. 
A Organização Mundial da Saúde recomenda uma abordagem centrada 
na pessoa, integrada aos serviços de saúde e orientada para o início oportuno 
e a manutenção do tratamento antirretroviral. As estratégias de cuidado 
também devem considerar intervenções de apoio à adesão, saúde mental, 
doenças crônicas e outros fatores capazes de interferir na continuidade do 
acompanhamento (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
Dessa forma, a consulta ao paciente com HIV deve ser compreendida 
como uma prática longitudinal, humanizada e multiprofissional. A avaliação 
clínica e laboratorial, a adesão terapêutica, a prevenção de infecções 
oportunistas, a promoção da saúde, a redução do estigma e o fortalecimento 
da autonomia constituem elementos fundamentais para a qualidade da 
assistência (CECILIO et al., 2019; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
2. OBJETIVO GERAL 
Analisar os principais aspectos relacionados à consulta ao paciente com 
HIV, enfatizando a avaliação clínica e laboratorial, a terapia antirretroviral, a 
adesão ao tratamento, a prevenção de infecções oportunistas e IST, o 
6 
acompanhamento das comorbidades, a promoção da saúde e a atuação da 
equipe de enfermagem no cuidado integral às pessoas vivendo com HIV 
(BRASIL, 2024; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
 Descrever o conceito, as características e a evolução clínica da infecção 
pelo HIV; 
 Apresentar os principais aspectos que devem ser investigados durante a 
consulta; 
 Identificar a importância da avaliação física e laboratorial; 
 Abordar a função da carga viral e dos linfócitos T CD4+ no 
acompanhamento clínico; 
 Descrever os princípios da terapia antirretroviral; 
 Discutir fatores relacionados à adesão ao tratamento; 
 Abordar a identificação e prevenção das infecções oportunistas; 
 Apresentar os cuidados relacionados à tuberculose, IST e vacinação; 
 Discutir aspectos relacionados à saúde sexual, reprodutiva e mental; 
 Analisar a influência do estigma, das condições sociais e da rede de 
apoio na continuidade do cuidado; 
 Descrever as ações de educação em saúde; 
 Destacar a atuação da enfermagem no acompanhamento das pessoas 
vivendo com HIV (SILVA et al ., 2014; MATOS; TORRES; LUZ, 2024; 
BRASIL, 2024). 
3. DESENVOLVIMENTO 
3.1 Conceito e características da infecção pelo HIV 
O HIV é um vírus que infecta células do sistema imunológico, 
principalmente os linfócitos T CD4+, comprometendo progressivamente a 
capacidade do organismo de responder a determinados agentes infecciosos. A 
infecção pode permanecer assintomática durante determinado período, embora 
a replicação viral e o comprometimento imunológico possam continuar 
7 
ocorrendo na ausência de tratamento (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 
2026). 
A manifestação clínica da infecção apresenta ampla variabilidade. 
Durante a fase aguda, algumas pessoas podem apresentar febre, cefaleia, 
erupções cutâneas, dor de garganta, linfonodomegalia e outros sintomas 
semelhantes a uma síndrome viral, enquanto outras permanecem 
assintomáticas. Com a progressão da imunodeficiência, podem surgir perda de 
peso, febre persistente, diarreia, tosse e infecções graves (WORLD HEALTH 
ORGANIZATION, 2026). 
Sem tratamento, a infecção pelo HIV pode evoluir para doença 
avançada, caracterizada por comprometimento importante da imunidade e 
maior risco de doenças oportunistas. Atualmente, a OMS define doença 
avançada pelo HIV em adultos e adolescentes, entre outros critérios, pela 
contagem de CD4 inferior a 200 células/mm³ ou pela presença de doença 
clínica nos estágios 3 ou 4 da classificação da OMS (WORLD HEALTH 
ORGANIZATION, 2025). 
A terapia antirretroviral modificou profundamente a história natural da 
infecção. A utilização adequada dos medicamentos reduz a replicação viral, 
favorece a recuperação ou manutençãoda função imunológica e diminui o 
risco de complicações, permitindo que muitas pessoas vivendo com HIV 
tenham vida longa e saudável (BRASIL, 2024; WORLD HEALTH 
ORGANIZATION, 2025). 
3.2 Importância da consulta ao paciente com HIV 
A consulta da pessoa vivendo com HIV deve ser realizada de maneira 
integral, individualizada, humanizada e livre de preconceitos. O 
acompanhamento precisa considerar a condição clínica, o tratamento, a saúde 
mental, as relações sociais, a sexualidade, as condições econômicas e outros 
determinantes que possam influenciar a saúde e a permanência no cuidado 
(CECILIO et al., 2019). 
Entre os principais objetivos da consulta estão: 
8 
 avaliar o estado geral de saúde; 
 identificar sinais e sintomas; 
 avaliar o estágio clínico da infecção; 
 acompanhar a carga viral; 
 avaliar a contagem de linfócitos T CD4+ quando indicada; 
 avaliar a adesão à terapia antirretroviral; 
 identificar possíveis eventos adversos; 
 investigar infecções oportunistas; 
 avaliar comorbidades; 
 verificar a situação vacinal; 
 avaliar saúde sexual e reprodutiva; 
 investigar outras IST; 
 avaliar saúde mental; 
 orientar hábitos de vida saudáveis; 
 identificar barreiras sociais; 
 fortalecer a autonomia do paciente (BRASIL, 2024; WORLD HEALTH 
ORGANIZATION, 2025). 
O PCDT brasileiro recomenda uma avaliação abrangente, incluindo 
aspectos clínicos, epidemiológicos e psicossociais. Informações relacionadas à 
rede de apoio, saúde mental, comorbidades, vacinação, sexualidade, 
identidade e condições de vida podem contribuir para uma assistência mais 
individualizada (BRASIL, 2024). 
A qualidade de vida também deve ser considerada como um indicador 
importante no acompanhamento. Cecilio et al. (2019) observaram que fatores 
clínicos, sociodemográficos e relacionados ao tratamento podem influenciar a 
percepção de qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV, reforçando a 
necessidade de uma assistência que ultrapasse o controle exclusivamente 
virológico. 
3.3 Acolhimento e humanização 
O acolhimento representa uma etapa essencial da consulta, uma vez 
que o diagnóstico e a vivência com o HIV podem estar relacionados a 
9 
sentimentos de medo, ansiedade, insegurança, preconceito e preocupação 
com a possibilidade de discriminação. O estabelecimento de uma relação 
terapêutica baseada na confiança, respeito, privacidade e confidencialidade 
favorece a construção do vínculo entre paciente e equipe de saúde (CECILIO 
et al., 2019). 
A consulta deve ocorrer em ambiente que preserve a privacidade e a 
confidencialidade das informações relacionadas à condição sorológica. A 
comunicação profissional deve utilizar linguagem clara e respeitosa, evitando 
julgamentos relacionados à sexualidade, orientação sexual, identidade de 
gênero, uso de álcool ou outras substâncias e condições socioeconômicas 
(BRASIL, 2024). 
A humanização do cuidado pode favorecer a permanência no serviço e a 
adesão às estratégias terapêuticas. Estudos sobre qualidade de vida 
demonstram que a relação com os profissionais de saúde, a confiança e a 
percepção de segurança no atendimento estão associadas a melhores 
experiências de cuidado entre pessoas vivendo com HIV (SILVA et al., 2014). 
3.4 Anamnese 
A anamnese deve ser detalhada e individualizada, permitindo compreender a 
história clínica e social do paciente. A investigação deve incluir dados de 
identificação, histórico da infecção, tratamento atual, tratamentos anteriores, 
adesão, intercorrências clínicas, doenças associadas e aspectos relacionados 
à saúde sexual e mental (BRASIL, 2024). 
Identificação 
Devem ser registrados dados como: 
 nome; 
 idade; 
 sexo; 
 profissão; 
 endereço; 
10 
 contatos; 
 composição familiar; 
 informações relevantes para o acompanhamento. 
Essas informações contribuem para a organização do cuidado e para a 
compreensão das características sociais e clínicas da pessoa atendida 
(BRASIL, 2024). 
História da infecção pelo HIV 
A investigação deve contemplar: 
 data do diagnóstico; 
 circunstância em que o HIV foi diagnosticado; 
 início do tratamento; 
 esquema antirretroviral atual; 
 tratamentos anteriores; 
 interrupções do tratamento; 
 histórico de falha virológica; 
 histórico de resistência aos antirretrovirais; 
 histórico de infecções oportunistas (BRASIL, 2024). 
O conhecimento da trajetória clínica permite identificar dificuldades 
relacionadas ao tratamento e situações que podem exigir investigação ou 
acompanhamento especializado. A análise longitudinal também contribui para 
reconhecer mudanças na resposta terapêutica e possíveis barreiras à 
continuidade do cuidado (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
Sintomas atuais 
Devem ser investigados sintomas como: 
 febre; 
 perda de peso; 
 sudorese noturna; 
 tosse; 
11 
 falta de ar; 
 diarreia persistente; 
 náuseas; 
 vômitos; 
 cefaleia; 
 alterações neurológicas; 
 lesões cutâneas; 
 alterações visuais; 
 dor; 
 fadiga; 
 aumento de linfonodos. 
A presença desses sinais e sintomas deve ser avaliada de acordo com o 
contexto clínico, uma vez que determinadas manifestações podem estar 
relacionadas à progressão da infecção, infecções oportunistas ou outras 
doenças concomitantes (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2026). 
3.5 Investigação das comorbidades 
A consulta deve investigar doenças prévias e condições concomitantes, 
considerando que as pessoas vivendo com HIV apresentam necessidades de 
saúde que vão além do controle da infecção viral. Hipertensão arterial, diabetes 
mellitus, dislipidemias, doenças cardiovasculares, renais, hepáticas, 
tuberculose, hepatites virais, IST e transtornos de saúde mental devem fazer 
parte da avaliação conforme o perfil clínico do paciente (BRASIL, 2024). 
Entre os principais aspectos a serem investigados estão: 
 hipertensão arterial; 
 diabetes mellitus; 
 dislipidemias; 
 doenças cardiovasculares; 
 doenças renais; 
 doenças hepáticas; 
 tuberculose; 
12 
 hepatites virais; 
 sífilis; 
 outras IST; 
 doenças respiratórias; 
 alterações psiquiátricas; 
 uso de álcool; 
 tabagismo; 
 uso de outras substâncias. 
A integração do cuidado às doenças crônicas é particularmente importante 
diante do aumento da expectativa de vida das pessoas vivendo com HIV. A 
OMS recomenda a integração dos serviços relacionados a hipertensão, 
diabetes, saúde mental e suporte à adesão ao tratamento dentro dos serviços 
de atenção ao HIV (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
3.6 Avaliação física 
O exame físico deve ser realizado de maneira sistemática e adaptado às 
condições clínicas apresentadas pelo paciente. A avaliação pode incluir 
pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória, temperatura, 
peso, altura, índice de massa corporal, estado nutricional, pele, mucosas, 
linfonodos, cavidade oral, sistemas respiratório e cardiovascular e avaliação 
neurológica quando indicada (BRASIL, 2024). 
A avaliação física também deve considerar sinais sugestivos de 
infecções, alterações nutricionais, efeitos adversos de medicamentos e 
manifestações relacionadas às comorbidades. A identificação precoce de 
alterações permite a adoção de medidas terapêuticas e encaminhamentos 
apropriados (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
3.7 Avaliação laboratorial 
A avaliação laboratorial é importante para acompanhar a resposta ao 
tratamento, o estado imunológico, possíveis toxicidades e condições 
associadas. Conforme indicação clínica e protocolo vigente, podem ser 
solicitados carga viral, contagem de linfócitos T CD4+, hemograma, função 
13 
renal, função hepática, glicemia, perfil lipídico, exames para hepatites virais, 
testes para sífilis e outras investigações necessárias (BRASIL, 2024). 
A interpretação dos exames deve ocorrer de forma integrada ao quadro 
clínico. A carga viral é utilizada principalmente para acompanhara resposta 
virológica ao tratamento, enquanto o CD4 contribui para a avaliação do estado 
imunológico e para a identificação de pessoas com doença avançada (WORLD 
HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
3.8 Carga viral 
A carga viral corresponde à quantidade de material genético do HIV 
detectada no sangue e constitui um dos principais marcadores utilizados para 
avaliar a resposta à terapia antirretroviral. A redução da carga viral demonstra o 
efeito do tratamento sobre a replicação do vírus e, quando mantida, está 
relacionada a melhores resultados clínicos (BRASIL, 2024). 
A supressão viral possui importância individual e coletiva. No âmbito 
individual, está associada à manutenção da saúde e à redução do risco de 
progressão da doença. Em relação à transmissão sexual, evidências científicas 
e recomendações internacionais sustentam o conceito de Indetectável = 
Intransmissível (I=I), segundo o qual pessoas vivendo com HIV que mantêm 
carga viral indetectável de forma sustentada não transmitem o HIV por via 
sexual (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
A manutenção da supressão viral depende da utilização adequada da 
terapia antirretroviral e do acompanhamento contínuo. Estudos brasileiros 
também identificam associação entre adesão adequada, supressão viral e 
melhores indicadores de qualidade de vida (SILVA et al., 2014). 
3.9 Contagem de linfócitos T CD4+ 
Os linfócitos T CD4+ desempenham papel fundamental na organização 
da resposta imunológica e são uma das principais populações celulares 
afetadas pelo HIV. A contagem dessas células auxilia na avaliação do estado 
imunológico e na identificação de pessoas que apresentam maior risco de 
14 
determinadas infecções oportunistas (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 
2025). 
A contagem de CD4 inferior a 200 células/mm³ é utilizada pela OMS 
como um dos critérios para caracterizar doença avançada pelo HIV em adultos 
e adolescentes. Nessa situação, a pessoa apresenta maior risco de morbidade 
e mortalidade, sendo necessária avaliação ampliada para identificação e 
prevenção de infecções oportunistas (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 
2025). 
Apesar da importância do CD4, a interpretação deve ser realizada 
conjuntamente com a avaliação clínica e a carga viral. O acompanhamento 
individualizado permite definir estratégias preventivas e terapêuticas conforme 
o estado clínico e imunológico da pessoa vivendo com HIV (BRASIL, 2024). 
3.10 Terapia antirretroviral 
A terapia antirretroviral constitui o principal recurso terapêutico para o 
controle da infecção pelo HIV. Seu objetivo é inibir a replicação viral, reduzir a 
carga viral, preservar ou recuperar a função imunológica e diminuir a 
ocorrência de complicações relacionadas à infecção (BRASIL, 2024). 
O PCDT brasileiro estabelece recomendações para escolha, início, 
manutenção e alteração dos esquemas terapêuticos, considerando 
características clínicas, laboratoriais, interações medicamentosas e situações 
específicas. O tratamento deve ser individualizado e acompanhado de forma 
longitudinal (BRASIL, 2024). 
As recomendações internacionais também enfatizam a necessidade de 
otimizar os esquemas antirretrovirais, priorizando eficácia, segurança, 
simplicidade, tolerabilidade e possibilidade de adesão. A atualização contínua 
das recomendações acompanha a evolução das evidências científicas e dos 
medicamentos disponíveis (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
 
15 
3.11 Adesão ao tratamento 
A adesão constitui um dos principais fatores relacionados ao sucesso da 
terapia antirretroviral. Durante a consulta, o profissional deve investigar a 
utilização dos medicamentos de forma acolhedora e não julgadora, procurando 
compreender as dificuldades enfrentadas pelo paciente (SILVA et al., 2014). 
Devem ser investigados: 
 esquecimento de doses; 
 dificuldade de manter horários; 
 efeitos adversos; 
 dificuldade para retirar medicamentos; 
 problemas de transporte; 
 alterações na rotina; 
 dificuldades financeiras; 
 uso de álcool ou outras substâncias; 
 depressão; 
 ansiedade; 
 falta de apoio social; 
 dificuldades relacionadas à revelação do diagnóstico. 
A adesão não deve ser compreendida exclusivamente como 
responsabilidade individual. Fatores sociais, psicológicos, econômicos, 
relacionais e estruturais podem interferir na capacidade de manter o 
tratamento. Por isso, intervenções de apoio devem considerar as necessidades 
específicas de cada pessoa (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
Estudos brasileiros também apontam relação entre adesão, qualidade de vida e 
indicadores clínicos. Pessoas com adesão mais adequada apresentam 
melhores resultados relacionados à supressão viral e à percepção de qualidade 
de vida (SILVA et al., 2014; SANTOS et al., 2020). 
 
 
16 
3.12 Efeitos adversos dos medicamentos 
A consulta deve investigar possíveis eventos adversos associados aos 
medicamentos antirretrovirais. O paciente deve ser orientado a comunicar 
alterações clínicas que tenham surgido após o início ou a modificação do 
tratamento, evitando interromper a terapia por conta própria (BRASIL, 2024). 
A avaliação pode incluir: 
 sintomas gastrointestinais; 
 cefaleia; 
 alterações cutâneas; 
 alterações metabólicas; 
 alterações renais; 
 alterações hepáticas; 
 alterações neurológicas; 
 outros sintomas relacionados ao esquema utilizado. 
A conduta diante de eventos adversos deve considerar a gravidade, o 
medicamento envolvido, as condições clínicas do paciente e as 
recomendações estabelecidas no protocolo terapêutico. Quando necessário, o 
esquema pode ser ajustado pela equipe responsável pelo tratamento (BRASIL, 
2024). 
3.13 Infecções oportunistas 
A imunossupressão provocada pelo HIV pode aumentar o risco de 
infecções oportunistas, principalmente em pessoas com doença avançada. 
Entre as condições associadas à imunodeficiência grave encontram-se 
tuberculose, pneumocistose, candidíase esofágica, criptococose, toxoplasmose 
cerebral, citomegalovirose e infecções bacterianas graves (WORLD HEALTH 
ORGANIZATION, 2025). 
A presença de sintomas sugestivos de infecção oportunista exige 
avaliação clínica imediata e investigação complementar quando indicada. O 
reconhecimento precoce dessas condições pode reduzir complicações e 
17 
mortalidade entre pessoas vivendo com HIV (WORLD HEALTH 
ORGANIZATION, 2025). 
A OMS recomenda que pessoas com doença avançada pelo HIV 
recebam um conjunto de intervenções que inclua rastreamento, prevenção ou 
tratamento de infecções oportunistas, início ou retomada rápida da terapia 
antirretroviral e suporte intensificado à adesão (WORLD HEALTH 
ORGANIZATION, 2025). 
3.14 Tuberculose e HIV 
A tuberculose merece atenção especial na consulta da pessoa vivendo 
com HIV, pois a imunossupressão aumenta a vulnerabilidade ao 
desenvolvimento da doença. A coinfecção HIV-tuberculose exige integração 
das estratégias de diagnóstico, tratamento e prevenção (BRASIL, 2024). 
Durante a consulta, devem ser investigados sintomas como tosse 
persistente, febre, perda de peso e sudorese noturna, além de histórico de 
contato com pessoas com tuberculose e antecedentes de tratamento da 
doença. A investigação deve ser adaptada à situação clínica e epidemiológica 
de cada paciente (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
A prevenção e o manejo da tuberculose integram as estratégias 
recomendadas para pessoas vivendo com HIV. O diagnóstico oportuno das 
duas condições e o tratamento adequado são fundamentais para reduzir 
morbimortalidade associada à coinfecção (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 
2025). 
3.15 Vacinação 
A vacinação constitui componente importante da assistência integral à 
pessoa vivendo com HIV. Durante a consulta, deve-se verificar a situação 
vacinal e identificar as vacinas indicadas conforme idade, condições clínicas, 
situação imunológica e recomendações do Programa Nacional de Imunizações 
(BRASIL, 2024). 
18 
A atualizaçãodo calendário vacinal deve considerar as especificidades das 
pessoas vivendo com HIV e possíveis situações de imunossupressão. A equipe 
de saúde deve orientar o paciente sobre a importância da vacinação e registrar 
adequadamente as doses realizadas (BRASIL, 2024). 
3.16 Saúde sexual e prevenção das IST 
A consulta deve abordar a saúde sexual de forma respeitosa, 
individualizada e livre de julgamentos. O profissional deve criar ambiente que 
permita ao paciente discutir práticas sexuais, prevenção de IST, uso de 
preservativos, relacionamentos e planejamento reprodutivo com segurança e 
confidencialidade (BRASIL, 2024). 
Devem ser investigados: 
 uso de preservativos; 
 parceiros sexuais; 
 histórico de IST; 
 realização de testes; 
 vacinação contra hepatites e HPV quando indicada; 
 planejamento reprodutivo; 
 desejo de gravidez; 
 prevenção de outras IST. 
A abordagem deve considerar as necessidades e características individuais 
do paciente. O cuidado sexual não deve ser reduzido à prevenção de doenças, 
mas incluir direitos sexuais, autonomia, planejamento reprodutivo e qualidade 
de vida (CECILIO et al., 2019). 
3.17 Saúde reprodutiva e transmissão vertical 
A pessoa vivendo com HIV deve receber assistência relacionada à 
saúde sexual e reprodutiva, incluindo informações sobre planejamento familiar, 
contracepção, desejo de gestação e estratégias de prevenção da transmissão 
vertical. Quando ocorre gestação, o acompanhamento deve seguir protocolos 
específicos e envolver equipe multiprofissional (BRASIL, 2024). 
19 
A utilização adequada da terapia antirretroviral durante a gestação, associada 
às demais medidas recomendadas pelos protocolos nacionais, desempenha 
papel fundamental na redução do risco de transmissão do HIV para a criança. 
O acompanhamento deve ser iniciado oportunamente e mantido durante todo o 
período indicado pelos protocolos (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
3.18 Saúde mental 
A saúde mental deve integrar a consulta das pessoas vivendo com HIV. 
O diagnóstico e o tratamento podem estar acompanhados de ansiedade, 
depressão, medo, estigma, isolamento social, alterações da autoestima e 
preocupações relacionadas à sexualidade e ao futuro (CECILIO et al., 2019). 
A identificação de sinais de sofrimento psicológico deve ser realizada de 
maneira cuidadosa. Quando necessário, o paciente deve ser encaminhado 
para profissionais especializados, mantendo-se a integração entre os diferentes 
componentes do cuidado (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
A integração entre os serviços de HIV e os cuidados em saúde mental é 
recomendada pela OMS, especialmente porque depressão, ansiedade e uso 
de substâncias podem interferir na adesão ao tratamento e na continuidade do 
acompanhamento (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
3.19 Aspectos sociais e rede de apoio 
A consulta deve considerar as condições sociais em que a pessoa vive. 
Moradia, trabalho, renda, transporte, relações familiares, rede de apoio e 
acesso aos medicamentos podem interferir diretamente na continuidade do 
tratamento (BRASIL, 2024). 
Devem ser investigados: 
 condições de moradia; 
 situação profissional; 
 disponibilidade de renda; 
 rede familiar; 
20 
 pessoas que conhecem o diagnóstico; 
 acesso aos medicamentos; 
 dificuldades de deslocamento; 
 presença de discriminação; 
 apoio social. 
A identificação das barreiras sociais permite que a equipe desenvolva 
estratégias específicas para favorecer a continuidade do cuidado. A OMS 
recomenda modelos de atenção que reduzam barreiras de acesso e favoreçam 
a permanência das pessoas vivendo com HIV nos serviços de saúde (WORLD 
HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
3.20 Estigma e discriminação 
O estigma relacionado ao HIV continua sendo uma importante barreira 
ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento. O medo da discriminação pode 
levar algumas pessoas a ocultarem sua condição, evitarem serviços de saúde 
ou apresentarem dificuldades para manter a terapia antirretroviral (MATOS; 
TORRES; LUZ, 2024). 
Estudo brasileiro publicado recentemente identificou associação entre 
diferentes dimensões do estigma relacionado ao HIV e dificuldades na adesão 
ao tratamento, demonstrando que o preconceito pode produzir consequências 
concretas sobre o cuidado e os resultados terapêuticos (AZEVEDO; COSTA; 
WENDT, 2026). 
A equipe de saúde deve, portanto, garantir confidencialidade, respeito à 
diversidade e atendimento livre de preconceitos. O cuidado humanizado deve 
reconhecer a autonomia da pessoa e combater concepções moralizantes 
relacionadas à infecção pelo HIV (MATOS; TORRES; LUZ, 2024). 
3.21 Educação em saúde 
A educação em saúde constitui parte essencial da consulta. O paciente 
deve receber informações adequadas ao seu nível de compreensão sobre HIV, 
21 
tratamento, adesão, carga viral, CD4, prevenção de IST, vacinação, saúde 
mental e acompanhamento periódico (BRASIL, 2024). 
A comunicação deve utilizar linguagem acessível e permitir que o 
paciente expresse dúvidas, medos e dificuldades. O profissional deve verificar 
se as informações foram compreendidas e estimular a participação ativa da 
pessoa nas decisões relacionadas ao próprio cuidado (CECILIO et al., 2019). 
Entre os conteúdos importantes estão: 
 funcionamento do HIV; 
 importância da terapia antirretroviral; 
 adesão; 
 carga viral; 
 CD4; 
 I=I; 
 prevenção de IST; 
 vacinação; 
 alimentação saudável; 
 atividade física; 
 saúde mental; 
 prevenção de infecções; 
 consultas periódicas. 
A educação em saúde também deve contribuir para reduzir estigmas e 
fortalecer a autonomia da pessoa vivendo com HIV, favorecendo maior 
participação no tratamento e nas estratégias de autocuidado (SILVA et al., 
2014). 
3.22 Alimentação e estilo de vida 
A promoção de hábitos saudáveis deve fazer parte do acompanhamento 
das pessoas vivendo com HIV. Alimentação equilibrada, prática regular de 
atividade física, controle do peso, cessação do tabagismo, redução do 
consumo de álcool, sono adequado e acompanhamento da saúde 
22 
cardiovascular constituem medidas relevantes para a promoção da saúde 
(WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
A atenção às doenças crônicas tornou-se especialmente importante 
diante do aumento da expectativa de vida das pessoas vivendo com HIV. 
Hipertensão, diabetes, alterações metabólicas e doenças cardiovasculares 
podem coexistir com a infecção e devem ser acompanhadas de maneira 
integrada (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
Estudos brasileiros também demonstram associação entre condições 
socioeconômicas, atividade física, sono, adesão terapêutica e qualidade de 
vida, reforçando a importância de uma abordagem que considere o indivíduo 
de forma integral (SILVA et al., 2023). 
3.23 Atuação da enfermagem 
A enfermagem possui papel fundamental no acompanhamento das 
pessoas vivendo com HIV, participando de ações de acolhimento, consulta, 
educação em saúde, acompanhamento terapêutico, avaliação clínica, 
orientação sobre medicamentos, monitoramento de exames e prevenção de 
complicações (SILVA et al., 2014). 
Entre as atividades desenvolvidas pela enfermagem podem estar: 
 acolhimento; 
 consulta de enfermagem; 
 educação em saúde; 
 avaliação clínica; 
 acompanhamento da adesão; 
 orientação sobre TARV; 
 acompanhamento de exames; 
 identificação de sinais de infecções oportunistas; 
 atualização vacinal; 
 prevenção de IST; 
 aconselhamento; 
 acompanhamento de condições crônicas; 
23 
 identificação de necessidades psicossociais; 
 encaminhamento para outros profissionais; 
 registro das informações; 
 busca ativa de pessoas que interromperam o acompanhamento. 
A assistência de enfermagem deve ser individualizada e articulada com 
os demais profissionais da equipe de saúde. A atuação multiprofissional 
favorece uma abordagem ampliada das necessidades clínicas, sociais e 
psicológicasdas pessoas vivendo com HIV (BRASIL, 2024). 
A enfermagem também pode contribuir para a melhoria da adesão ao 
tratamento por meio de acompanhamento sistemático, educação em saúde, 
identificação de barreiras e fortalecimento do vínculo com o serviço. Estudos da 
área de enfermagem demonstram a relação entre adesão, qualidade de vida e 
indicadores clínicos em pessoas vivendo com HIV (SILVA et al., 2014). 
O cuidado de enfermagem deve, portanto, ultrapassar a dimensão 
medicamentosa e considerar aspectos relacionados à autonomia, sexualidade, 
saúde mental, relações sociais, estigma e qualidade de vida. Essa perspectiva 
é compatível com os modelos contemporâneos de cuidado centrado na pessoa 
recomendados para os serviços de HIV (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 
2025). 
4.3 CONCLUSÃO 
A consulta ao paciente com HIV constitui estratégia fundamental para 
garantir assistência integral, humanizada, contínua e baseada em evidências 
às pessoas vivendo com o vírus. A evolução da terapia antirretroviral 
transformou significativamente o prognóstico da infecção, permitindo que o HIV 
seja manejado como uma condição crônica e proporcionando melhores 
perspectivas de sobrevida e qualidade de vida para as pessoas que realizam 
acompanhamento e tratamento adequados (BRASIL, 2024; WORLD HEALTH 
ORGANIZATION, 2025). 
A consulta deve ultrapassar a avaliação exclusivamente relacionada à 
presença do vírus. É necessário realizar abordagem ampla, incluindo 
24 
anamnese, exame físico, avaliação laboratorial, acompanhamento da carga 
viral e do estado imunológico, investigação de infecções oportunistas, 
identificação de comorbidades, vacinação, prevenção de IST, saúde sexual e 
reprodutiva e avaliação da saúde mental (CECILIO et al., 2019; WORLD 
HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
A adesão ao tratamento constitui um dos principais elementos para 
alcançar a supressão viral e manter bons resultados clínicos. Entretanto, a 
adesão não deve ser interpretada apenas como responsabilidade individual, 
pois fatores sociais, econômicos, psicológicos, familiares e estruturais podem 
interferir na continuidade do tratamento. Por essa razão, o cuidado deve 
identificar barreiras e construir estratégias individualizadas de apoio (SILVA et 
al., 2014; MATOS; TORRES; LUZ, 2024). 
A relação entre adesão, qualidade de vida e resultados clínicos 
evidencia a importância de um acompanhamento longitudinal. Pessoas que 
conseguem manter tratamento adequado e supressão viral tendem a 
apresentar melhores resultados relacionados à saúde e à qualidade de vida, 
reforçando a necessidade de acompanhamento contínuo pela equipe 
multiprofissional (SILVA et al., 2014; CECILIO et al., 2019). 
A enfermagem desempenha papel relevante nesse processo, 
participando do acolhimento, consulta, educação em saúde, acompanhamento 
terapêutico, identificação de complicações, prevenção de doenças, avaliação 
das necessidades psicossociais e articulação com os demais profissionais. A 
atuação da enfermagem contribui para fortalecer o vínculo com o serviço e 
ampliar a autonomia das pessoas vivendo com HIV (SILVA et al., 2014). 
Outro aspecto fundamental é o combate ao estigma e à discriminação. 
Evidências recentes demonstram que o estigma relacionado ao HIV pode estar 
associado a dificuldades na adesão ao tratamento, tornando indispensável uma 
assistência baseada na confidencialidade, respeito, diversidade, autonomia e 
direitos humanos (AZEVEDO; COSTA; WENDT, 2026). 
25 
Conclui-se, portanto, que a consulta ao paciente com HIV deve ser 
compreendida como uma prática integral, longitudinal e multiprofissional. O 
diagnóstico precoce, o início oportuno da terapia antirretroviral, a adesão ao 
tratamento, a supressão viral, o acompanhamento clínico e laboratorial, a 
prevenção de infecções oportunistas, a promoção da saúde e a redução do 
estigma constituem elementos fundamentais para melhorar os resultados 
individuais e contribuir para o controle da epidemia de HIV (BRASIL, 2024; 
WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 AZEVEDO, Lia Beatriz Henke de; COSTA, Angelo Brandelli; WENDT, 
Guilherme Welter. Stigma in people living with HIV/AIDS in Brazil: 
implications for treatment adherence. AIDS and Behavior, v. 30, n. 3, p. 
810-817, 2026. DOI: 10.1007/s10461-025-04930-5. 
 BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia, 
Inovação e Complexo da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e 
Ambiente. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da 
Infecção pelo HIV em Adultos: Módulo I – Tratamento. Brasília, DF: 
Ministério da Saúde, 2024. 
 BRASIL. Ministério da Saúde. Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos: 
Módulo 2 – Coinfecções e Infecções Oportunistas. Brasília, DF: 
Ministério da Saúde, 2024. 
 CECILIO, Hellen Pollyanna Mantelo et al. Qualidade de vida de pessoas 
vivendo com HIV. Ciência, Cuidado e Saúde, v. 17, n. 4, 2019. DOI: 
10.4025/ciencuidsaude.v17i4.45032. 
 HIPOLITO, Rodrigo Leite et al. Quality of life of people living with 
HIV/AIDS: temporal, socio-demographic and perceived health 
relationship. Revista Latino-Americana de Enfermagem, 2017. DOI: 
10.1590/1518-8345.1258.2874. 
 MATOS, Victor C.; TORRES, Thiago S.; LUZ, Paula M. Adherence to 
antiretroviral therapy among cisgender gay, bisexual and other men who 
have sex with men in Brazil: evaluating the role of HIV-related stigma 
26 
dimensions. PLOS ONE, v. 19, n. 8, e0308443, 2024. DOI: 
10.1371/journal.pone.0308443. 
 SILVA, Ana Cristina de Oliveira e et al. Quality of life, clinical 
characteristics and treatment adherence of people living with HIV/AIDS. 
Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 22, n. 6, p. 994-1000, 
2014. DOI: 10.1590/0104-1169.3534.2508. 
 SANTOS, et al. Qualidade de vida, adesão e indicadores clínicos em 
pessoas vivendo com HIV. Acta Paulista de Enfermagem, v. 33, 2020. 
DOI: 10.37689/acta-ape/2020AO0141. 
 WORLD HEALTH ORGANIZATION. HIV and AIDS. Geneva: WHO, 
2026. 
 WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO guideline on HIV service 
delivery: updated guidance on the integration of diabetes, hypertension 
and mental health services, and interventions to support adherence to 
antiretroviral therapy. Geneva: WHO, 2025. 
 WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO guidelines on the 
management of advanced HIV disease. Geneva: WHO, 2025. 
 WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO updated recommendations on 
HIV clinical management: recommendations for a public health 
approach. Geneva: WHO, 2025. 
	BACHARELADO EM ENFERMAGEM
	Trabalho avaliativo referente ao ESTAGIO CURRICULAR II, contendo roteiros referente aos temas propostos dentro da disciplina no portal academico, utilizado para obtenção de notas da mesma, orientado pela enfermeira docente do curso, Joelma Santos de O...
	1. INTRODUÇÃO
	INTRODUÇÃO
	2. OBJETIVO GERAL
	2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
	3. DESENVOLVIMENTO
	3.1 Conceito e características da infecção pelo HIV
	3.2 Importância da consulta ao paciente com HIV
	3.3 Acolhimento e humanização
	3.4 Anamnese
	Identificação
	História da infecção pelo HIV
	Sintomas atuais
	3.5 Investigação das comorbidades
	3.6 Avaliação física
	3.7 Avaliação laboratorial
	3.8 Carga viral
	3.9 Contagem de linfócitos T CD4+
	3.10 Terapia antirretroviral
	3.11 Adesão ao tratamento
	3.12 Efeitos adversos dos medicamentos
	3.13 Infecções oportunistas
	3.14 Tuberculose e HIV
	3.15 Vacinação
	3.16 Saúde sexual e prevenção das IST
	3.17 Saúde reprodutiva e transmissão vertical
	3.18 Saúde mental
	3.19 Aspectos sociais e rede de apoio
	3.20 Estigma e discriminação
	3.21 Educação em saúde
	3.22 Alimentação e estilo de vida
	3.23 Atuação da enfermagem
	4.3 CONCLUSÃO
	5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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