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1 
UNIPLAN 
CENTRO UNIVERSITARIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL 
BACHARELADO EM ENFERMAGEM 
 
 
 
 
DARLLIN ROCHA DA SILVA – UL23202615 
 
 
 
 
 
 
Conceito e Importância do Pré-Natal do Parceiro 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALTAMIRA-PÁ 
2026
2 
 
DARLLIN ROCHA DA SILVA 
 
 
 
 
 
 
Conceito e Importância do Pré-Natal do Parceiro 
 
 
Trabalho avaliativo de 
conclusão do estágio curricular 
II em enfermagem, servindo 
como obtenção de nota para 
conclusão de curso, orientado 
pela enfermeira docente do 
curso, Joelma Santos de 
Oliveira Souza. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Altamira-Pa 
 2026
3 
SUMÁRIO 
 
1. Introdução ................................................................................4 
2. Objetivo geral ...........................................................................5 
2.1 Objetivos especificos ...................................................................................5 
3. Desenvolvimento ......................................................................6 
3.1 Conceito e importancia do pré-natal do parceiro .........................................6 
3.2 O homem como sujeito do cuidado ..............................................................7 
3.3 Ações desenvolvidas durante o pré-natal do parceiro .................................8 
3.4 Prevenção das infecções sexualmente transmissiveis ................................9 
3.5 Paternidade ativa e fortalecimento de vinculos familiares ..........................10 
3.6 Pré-natal do parceiro como estrategia de promoção da saúde do 
homem...............................................................................................................11 
3.7 Papel dos profissionais de saúde ...............................................................12 
3.8 Desafios para a implementação do pré-natal do parceiro ..........................13 
4. Conclusão ................................................................................14 
5. Referencias bibliograficas ......................................................16 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
1. INTRODUÇÃO 
O pré-natal constitui uma importante estratégia de acompanhamento da 
gestação, tendo como finalidade promover a saúde materna e fetal, identificar 
precocemente possíveis complicações e proporcionar orientações para uma 
gestação, parto e nascimento mais seguros. Tradicionalmente, esse 
acompanhamento esteve concentrado na mulher gestante; entretanto, a 
literatura e as políticas públicas de saúde vêm reconhecendo progressivamente 
a importância da participação ativa do parceiro durante o período gestacional, 
no parto, no puerpério e nos cuidados com a criança. A inclusão masculina 
nesse processo amplia a perspectiva do cuidado e contribui para uma 
abordagem mais integral da saúde da família (BRASIL, 2025; GOMES et al., 
2016; SILVA; PINTO; MARTINS, 2021). 
Nesse contexto, foi desenvolvida a Estratégia Pré-Natal do Parceiro 
(EPNP), que busca incluir o homem nas ações de planejamento reprodutivo, 
gestação, parto, puerpério e cuidados com o recém-nascido. A estratégia 
também representa uma oportunidade para ampliar o acesso da população 
masculina aos serviços de saúde, especialmente à Atenção Primária à Saúde 
(APS), utilizando o período gestacional como uma possibilidade concreta de 
aproximação dos homens com as ações de promoção, prevenção e cuidado. O 
Ministério da Saúde destaca que essa participação pode favorecer o 
autocuidado masculino, a corresponsabilização familiar e a construção de uma 
paternidade mais participativa (BRASIL, 2025; BRASIL, 2026; MELO; LEAL; 
SOARES, 2023). 
A inclusão do homem no pré-natal também está relacionada à Política 
Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), que estabelece a 
necessidade de ampliar o acesso masculino às ações e aos serviços de saúde 
e reconhece a paternidade e o cuidado como possibilidades importantes de 
aproximação dos homens com a Atenção Primária. Dessa forma, o pré-natal do 
parceiro não deve ser compreendido apenas como a presença física do homem 
nas consultas da gestante, mas como uma estratégia de cuidado integral, 
prevenção de doenças, promoção da saúde e fortalecimento da participação 
paterna (BRASIL, 2009; BRASIL, 2025; RIBEIRO; GOMES; MOREIRA, 2017). 
5 
A participação masculina durante o ciclo gravídico-puerperal também 
deve considerar que os homens apresentam diferentes formas de vivenciar a 
masculinidade, a sexualidade, a reprodução e a paternidade. Por essa razão, 
as ações de saúde precisam superar modelos tradicionais que compreendem o 
homem exclusivamente como provedor financeiro ou acompanhante da mulher, 
reconhecendo-o como sujeito de direitos, com necessidades próprias de saúde 
e capacidade de participação ativa no cuidado familiar (GOMES et al., 2016; 
RIBEIRO; GOMES; MOREIRA, 2017; SILVA; PINTO; MARTINS, 2021). 
Nesse sentido, o Pré-Natal do Parceiro representa uma estratégia 
relevante para aproximar os homens dos serviços de saúde, favorecer o 
diagnóstico precoce de condições clínicas, ampliar ações de prevenção e 
estimular a corresponsabilização pelo cuidado da gestante e do recém-nascido. 
A literatura demonstra, entretanto, que ainda existem barreiras culturais, 
institucionais e relacionadas ao trabalho que dificultam a participação 
masculina, sendo necessária a qualificação das equipes e a reorganização dos 
serviços para garantir maior acessibilidade (MELO; LEAL; SOARES, 2023; 
BRASIL, 2025). 
2. OBJETIVO GERAL 
Analisar a importância do Pré-Natal do Parceiro como estratégia de 
promoção da saúde do homem, de prevenção de doenças e de fortalecimento 
da participação paterna durante o ciclo gravídico-puerperal, considerando a 
atuação da Atenção Primária à Saúde, a participação familiar, a prevenção das 
infecções sexualmente transmissíveis e a necessidade de cuidado integral e 
humanizado (BRASIL, 2025; GOMES et al., 2016). 
2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
 Descrever o conceito e a importância do Pré-Natal do Parceiro como 
estratégia de inclusão dos homens nas ações de saúde sexual, 
reprodutiva e familiar (GOMES et al., 2016; BRASIL, 2025). 
6 
 Identificar as principais ações de promoção, prevenção e assistência 
que podem ser desenvolvidas durante o acompanhamento do parceiro 
na Atenção Primária à Saúde (BRASIL, 2017; BRASIL, 2025). 
 Discutir os fatores socioculturais e institucionais que podem dificultar a 
participação masculina nos serviços de saúde e no acompanhamento 
pré-natal (RIBEIRO; GOMES; MOREIRA, 2017; MELO; LEAL; SOARES, 
2023). 
 Abordar a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento das 
infecções sexualmente transmissíveis durante o acompanhamento do 
parceiro (BRASIL, 2018; BRASIL, 2025). 
 Analisar a contribuição do Pré-Natal do Parceiro para o fortalecimento 
da paternidade ativa e dos vínculos familiares (GOMES et al., 2016; 
SILVA; PINTO; MARTINS, 2021). 
 Evidenciar a importância da Atenção Primária à Saúde na ampliação do 
acesso dos homens às ações de promoção da saúde e prevenção de 
agravos (BRASIL, 2009; MELO; LEAL; SOARES, 2023). 
 Discutir o papel dos profissionais de saúde na implementação de ações 
acolhedoras, humanizadas e livres de julgamentos para a população 
masculina (BRASIL, 2025; GOMES et al., 2016). 
 Identificar os principais desafios para a efetivação do Pré-Natal do 
Parceiro e apontar a necessidade de estratégias que favoreçam sua 
continuidade e integralidade (MELO; LEAL; SOARES, 2023). 
3. DESENVOLVIMENTO 
3.1 Conceito e importância do Pré-Natal do Parceiro 
O Pré-Natal do Parceiro consiste em uma estratégia de cuidado voltada 
à inclusão consciente e ativa do homem durante o ciclo gravídico-puerperal. 
Seu propósito ultrapassa o simples acompanhamento da gestante, buscando 
proporcionar ao parceiro oportunidades de participar dasconsultas, receber 
informações, realizar avaliação do estado geral de saúde, atualizar a 
vacinação, realizar exames indicados e desenvolver conhecimentos 
relacionados à paternidade e aos cuidados com a gestante e o bebê (BRASIL, 
2025; GOMES et al., 2016). 
7 
A estratégia permite que homens adolescentes, jovens, adultos e idosos 
sejam envolvidos nas ações relacionadas ao planejamento sexual e reprodutivo 
e à gestação, constituindo também uma oportunidade de acesso aos serviços 
da Atenção Primária à Saúde. Dessa maneira, o período gestacional pode ser 
utilizado para identificar necessidades de saúde que muitas vezes 
permanecem sem acompanhamento devido à baixa procura masculina pelos 
serviços preventivos (BRASIL, 2025; MELO; LEAL; SOARES, 2023). 
A proposta amplia a compreensão tradicional da gravidez, deixando de 
considerá-la exclusivamente como uma experiência feminina. A gestação 
envolve diferentes sujeitos e relações familiares, sendo importante que os 
serviços de saúde desenvolvam ações que favoreçam a participação do 
parceiro, respeitando as diferentes configurações familiares e formas de 
exercer a parentalidade (GOMES et al., 2016; BRASIL, 2025). 
Além disso, a transição para a paternidade constitui um período de 
mudanças pessoais, emocionais e relacionais. Estudos qualitativos 
demonstram que tornar-se pai envolve um processo de adaptação e 
desenvolvimento de novas responsabilidades, sendo o período pré-natal uma 
fase importante para preparação e construção desse novo papel (SILVA; 
PINTO; MARTINS, 2021). 
3.2 O homem como sujeito do cuidado 
Historicamente, muitos homens apresentam menor utilização dos 
serviços de saúde quando comparados às mulheres. Fatores relacionados às 
construções sociais da masculinidade, à valorização da autossuficiência, ao 
papel tradicional de provedor e à ideia de que procurar assistência seria sinal 
de fragilidade podem contribuir para o distanciamento masculino das práticas 
de cuidado e prevenção (GOMES; NASCIMENTO; ARAÚJO, 2007; RIBEIRO; 
GOMES; MOREIRA, 2017). 
O período gestacional pode representar uma importante oportunidade 
para modificar essa realidade. O pré-natal possibilita que o homem seja 
acolhido como usuário do serviço de saúde e não apenas como acompanhante 
8 
da gestante, favorecendo a realização de consultas, exames, vacinação, 
orientações preventivas e acompanhamento de condições clínicas (BRASIL, 
2025; MELO; LEAL; SOARES, 2023). 
A literatura sobre saúde do homem demonstra que ações vinculadas à 
sexualidade, reprodução e paternidade podem constituir estratégias para 
ampliar a presença masculina na Atenção Primária à Saúde. Para isso, é 
necessário que os serviços reconheçam diferentes formas de masculinidade e 
desenvolvam práticas que não reduzam o homem ao papel de provedor ou de 
acompanhante da mulher (GOMES et al., 2016; RIBEIRO; GOMES; MOREIRA, 
2017). 
Assim, o parceiro deve ser reconhecido como sujeito de direitos e 
necessidades próprias de saúde, recebendo atendimento individualizado, 
adequado e humanizado. Essa perspectiva contribui para transformar o contato 
com o serviço durante a gestação em uma possibilidade de cuidado 
longitudinal do homem, inclusive após o nascimento da criança (BRASIL, 2025; 
MELO; LEAL; SOARES, 2023). 
3.3 Ações desenvolvidas durante o Pré-Natal do Parceiro 
O Pré-Natal do Parceiro pode envolver diversas ações de promoção, 
prevenção e assistência à saúde. O Guia do Pré-Natal do Parceiro orienta que 
a participação masculina seja aproveitada para ampliar o acesso aos serviços, 
realizar avaliação de saúde e desenvolver ações relacionadas à prevenção de 
doenças, vacinação, saúde sexual e reprodutiva e paternidade responsável 
(BRASIL, 2025). 
Entre as principais ações desenvolvidas durante o acompanhamento do 
parceiro, destacam-se: 
 acolhimento do parceiro na unidade de saúde; 
 avaliação do estado geral de saúde; 
 verificação e atualização da situação vacinal; 
 solicitação e realização de exames conforme indicação clínica; 
 testagem para infecções sexualmente transmissíveis; 
9 
 orientações sobre prevenção das ISTs; 
 orientações sobre saúde sexual e reprodutiva; 
 incentivo à adoção de hábitos de vida saudáveis; 
 orientação sobre alimentação adequada e atividade física; 
 discussão sobre paternidade responsável e participativa; 
 preparação para o parto e nascimento; 
 orientação sobre os cuidados com o recém-nascido; 
 incentivo à participação do parceiro no aleitamento materno; 
 orientações sobre planejamento reprodutivo; 
 identificação de situações de violência; 
 incentivo ao acompanhamento da criança após o nascimento (BRASIL, 
2025; GOMES et al., 2016). 
A consulta do parceiro também possibilita a identificação de fatores de risco e 
condições de saúde que podem estar sem acompanhamento. A Portaria nº 
1.474/2017 incorporou o procedimento de Consulta Pré-Natal do Parceiro à 
tabela de procedimentos do SUS e estabeleceu a possibilidade de avaliação do 
estado geral de saúde do pai ou parceiro, com solicitação de exames de rotina 
conforme os protocolos estabelecidos (BRASIL, 2017). 
Dessa maneira, o acompanhamento deve ser compreendido como uma 
oportunidade de cuidado integral e não apenas como uma ação complementar 
ao pré-natal feminino. A estratégia pode favorecer a construção de vínculo 
entre o homem e a equipe de saúde e estimular a continuidade do 
acompanhamento após o nascimento da criança (BRASIL, 2025; MELO; LEAL; 
SOARES, 2023). 
3.4 Prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis 
Um dos componentes importantes do Pré-Natal do Parceiro é a prevenção, o 
diagnóstico e o tratamento das infecções sexualmente transmissíveis. A 
abordagem das ISTs deve fazer parte das ações de saúde sexual e reprodutiva 
desenvolvidas pela equipe, considerando que o diagnóstico e o tratamento 
adequado do parceiro podem contribuir para a proteção da saúde do casal e da 
criança (BRASIL, 2018; BRASIL, 2025). 
10 
A realização de testes e o tratamento adequado do parceiro são 
relevantes para a saúde da gestante e do bebê. Infecções como sífilis e HIV 
apresentam importantes implicações durante a gestação e podem estar 
relacionadas à transmissão vertical. Dessa forma, o acompanhamento do 
parceiro pode contribuir para reduzir o risco de transmissão e reinfecção da 
gestante, especialmente quando associado ao diagnóstico oportuno e à adesão 
ao tratamento recomendado (BRASIL, 2018; BRASIL, 2025). 
As recomendações do Ministério da Saúde incluem a oferta de testagem 
para HIV, sífilis, hepatite B e hepatite C ao parceiro, além da avaliação da 
situação vacinal e da adoção das medidas preventivas indicadas. Essas ações 
demonstram que o Pré-Natal do Parceiro possui também importante dimensão 
de prevenção das infecções e promoção da saúde sexual (BRASIL, 2018; 
BRASIL, 2025). 
Nesse sentido, o pré-natal do parceiro constitui importante ferramenta de 
prevenção e educação em saúde, favorecendo a responsabilidade 
compartilhada dentro do relacionamento e ampliando a compreensão de que a 
saúde sexual e reprodutiva deve ser assumida de forma corresponsável pelos 
envolvidos (GOMES et al., 2016; BRASIL, 2025). 
3.5 Paternidade ativa e fortalecimento dos vínculos familiares 
A participação do parceiro durante a gestação pode contribuir para o 
fortalecimento dos vínculos afetivos entre pai, mãe e bebê. A paternidade ativa 
envolve não apenas o acompanhamento das consultas, mas também a 
participação nas decisões, nos cuidados cotidianos e na preparação para a 
chegada da criança, constituindo um processo de construção de 
responsabilidades compartilhadas (BRASIL, 2025; SILVA; PINTO; MARTINS, 
2021). 
O Ministério da Saúde reconhece a participação do parceiro como 
importante estratégia para o fortalecimento dos vínculos familiares e para a 
construção de práticas de cuidado mais participativas. A presença masculinadurante a gestação pode favorecer a preparação para o parto, o 
11 
acompanhamento do puerpério, o apoio à amamentação e a participação nos 
cuidados com o recém-nascido (BRASIL, 2025; BRASIL, 2026). 
A paternidade participativa também está relacionada às transformações 
nas relações familiares e nas formas contemporâneas de exercer o cuidado. A 
literatura aponta a necessidade de compreender a paternidade e a 
parentalidade como questões relacionadas à saúde, considerando as 
mudanças nos papéis de gênero e a necessidade de maior compartilhamento 
das responsabilidades familiares (RIBEIRO; GOMES; MOREIRA, 2017). 
Além disso, o envolvimento paterno durante o período gestacional pode 
favorecer uma divisão mais compartilhada das responsabilidades relacionadas 
ao cuidado da criança. Essa participação pode contribuir para uma experiência 
familiar mais equilibrada e para o estabelecimento de vínculos afetivos desde o 
período pré-natal (SILVA; PINTO; MARTINS, 2021; BRASIL, 2025). 
3.6 Pré-Natal do Parceiro como estratégia de promoção da saúde do 
homem 
Outro aspecto fundamental é que o Pré-Natal do Parceiro funciona como 
uma importante porta de entrada do homem para os serviços de saúde. A 
estratégia permite utilizar um momento já estabelecido no acompanhamento da 
gestação para oferecer ao parceiro ações próprias de cuidado, prevenção e 
promoção da saúde (BRASIL, 2025; MELO; LEAL; SOARES, 2023). 
A estratégia permite que o profissional identifique fatores de risco e 
necessidades de saúde que muitas vezes não são percebidos pelo próprio 
usuário. O contato com a equipe durante a gestação pode ser aproveitado para 
avaliação clínica, atualização vacinal, realização de exames, prevenção de 
ISTs e orientação sobre hábitos de vida saudáveis (BRASIL, 2017; BRASIL, 
2025). 
O Ministério da Saúde apresenta o Pré-Natal do Parceiro como uma 
estratégia de promoção da saúde do homem na Atenção Primária, 
possibilitando que o contato estabelecido durante a gestação seja utilizado 
12 
para ampliar o acesso masculino aos cuidados preventivos e fortalecer a 
continuidade da assistência (BRASIL, 2025; BRASIL, 2026). 
Estudo realizado em Recife demonstrou que a estratégia pode favorecer 
a criação de vínculo entre homens e equipes de saúde, embora sua 
implementação ainda enfrente dificuldades estruturais, culturais e relacionadas 
ao processo de trabalho das unidades. Os autores destacam que a estratégia 
apresenta potencial para ampliar o cuidado masculino, mas necessita de 
organização, capacitação profissional e maior integração com as demais ações 
da Atenção Primária (MELO; LEAL; SOARES, 2023). 
Essa perspectiva é importante porque transforma um momento 
relacionado à saúde reprodutiva em uma oportunidade de cuidado integral do 
homem. Assim, o pré-natal pode deixar de ser percebido como um serviço 
exclusivamente destinado à gestante e tornar-se uma oportunidade de 
promoção da saúde de toda a família (GOMES et al., 2016; RIBEIRO; GOMES; 
MOREIRA, 2017). 
3.7 Papel dos profissionais de saúde 
Os profissionais de saúde desempenham papel fundamental na 
implementação do Pré-Natal do Parceiro. Para isso, é necessário oferecer 
acolhimento adequado, linguagem acessível, escuta qualificada e atendimento 
livre de julgamentos, considerando as necessidades individuais e as diferentes 
formas de vivenciar a masculinidade, a sexualidade e a paternidade (BRASIL, 
2025; GOMES et al., 2016). 
O Guia do Pré-Natal do Parceiro orienta os trabalhadores a acolher e 
envolver os pais ou parceiros desde o início da gestação, estimulando uma 
visão ampliada da paternidade que ultrapasse a concepção tradicional do 
homem apenas como provedor financeiro. A proposta envolve reconhecer o 
homem como participante ativo do cuidado e usuário dos serviços de saúde 
(BRASIL, 2025). 
A equipe multiprofissional pode atuar por meio de consultas individuais, 
atividades educativas, rodas de conversa, orientações sobre parto e 
13 
nascimento, vacinação, prevenção de ISTs, planejamento reprodutivo e 
cuidados com o recém-nascido. A abordagem interdisciplinar permite que 
diferentes necessidades sejam identificadas e acompanhadas de maneira 
integrada (GOMES et al., 2016; BRASIL, 2025). 
A Atenção Primária à Saúde apresenta papel estratégico nesse 
processo por constituir importante porta de entrada do SUS e possibilitar 
acompanhamento longitudinal dos usuários e das famílias. A inserção do 
parceiro na rotina da unidade pode contribuir para o estabelecimento de vínculo 
e para a continuidade do cuidado após o nascimento da criança (BRASIL, 
2017; MELO; LEAL; SOARES, 2023). 
A capacitação das equipes também é fundamental para a efetividade da 
estratégia. Estudo realizado com profissionais da Estratégia Saúde da Família 
identificou que dificuldades relacionadas ao conhecimento do protocolo, à 
formação profissional, à disponibilidade de materiais e à organização do 
processo de trabalho podem limitar a implementação do Pré-Natal do Homem 
(MELO; LEAL; SOARES, 2023). 
3.8 Desafios para a implementação do Pré-Natal do Parceiro 
Apesar dos avanços observados nas políticas públicas, ainda existem 
desafios para garantir a participação efetiva dos homens no pré-natal. Entre 
esses desafios estão os horários de funcionamento das unidades de saúde, 
dificuldades relacionadas às atividades profissionais, barreiras culturais, falta 
de informação e a percepção de que o pré-natal é exclusivamente destinado à 
mulher (MELO; LEAL; SOARES, 2023; RIBEIRO; GOMES; MOREIRA, 2017). 
As dificuldades relacionadas ao trabalho são especialmente relevantes 
porque muitos homens possuem jornadas de trabalho incompatíveis com o 
horário tradicional de funcionamento das unidades de saúde. Dessa forma, 
estratégias de ampliação do acesso, flexibilização dos horários e organização 
de fluxos específicos podem favorecer a participação masculina (MELO; LEAL; 
SOARES, 2023). 
14 
Além disso, os próprios serviços de saúde precisam estar preparados para 
acolher o homem e reconhecer suas necessidades específicas. A inclusão 
masculina não deve ocorrer apenas de forma ocasional ou quando existe 
suspeita de uma infecção sexualmente transmissível, mas deve contemplar 
ações de promoção, prevenção, diagnóstico e acompanhamento contínuo 
(BRASIL, 2025; MELO; LEAL; SOARES, 2023). 
Estudos sobre a inclusão masculina no pré-natal identificam 
experiências que utilizam o período gestacional como momento de 
aproximação dos homens com os serviços de saúde. Entretanto, também 
demonstram que ainda existem dificuldades para que o homem deixe de 
ocupar uma posição secundária e passe a ser reconhecido como sujeito do 
cuidado e das políticas de saúde (RIBEIRO; GOMES; MOREIRA, 2017). 
Outro desafio está relacionado às construções culturais de 
masculinidade. A ideia do homem forte, autossuficiente e provedor pode 
dificultar a procura por cuidados preventivos e fazer com que os serviços sejam 
utilizados principalmente quando existe doença ou necessidade imediata. A 
superação dessas barreiras exige ações educativas, mudanças na organização 
dos serviços e qualificação permanente dos profissionais (GOMES; 
NASCIMENTO; ARAÚJO, 2007; MELO; LEAL; SOARES, 2023). 
Portanto, a efetividade da estratégia depende tanto da participação dos 
homens quanto da capacidade dos serviços de saúde de criar condições 
favoráveis para essa participação. A organização dos fluxos, a capacitação das 
equipes, a divulgação da estratégia e a construção de ambientes acolhedores 
são elementos importantes para fortalecer o Pré-Natal do Parceiro e ampliar 
seu impacto na saúde masculina e familiar (BRASIL, 2025; MELO; LEAL; 
SOARES, 2023). 
4. CONCLUSÃO 
O Pré-Natal do Parceiro constitui uma importante estratégia de 
promoção da saúde, prevenção de doenças e fortalecimento da paternidade 
ativa. Sua proposta amplia o conceito tradicional de pré-natal ao reconhecer 
15que a gestação é um processo que envolve não apenas a mulher, mas também 
o parceiro, o bebê e a família, favorecendo uma abordagem mais integral e 
compartilhada do cuidado (BRASIL, 2025; GOMES et al., 2016). 
A estratégia possibilita ao homem ter acesso a consultas, exames, 
vacinação, prevenção das infecções sexualmente transmissíveis, orientações 
sobre saúde sexual e reprodutiva e informações relacionadas à paternidade e 
aos cuidados com o recém-nascido. Dessa forma, o período gestacional pode 
representar uma importante oportunidade para aproximar os homens da 
Atenção Primária à Saúde e estimular a continuidade do acompanhamento 
após o nascimento da criança (BRASIL, 2017; BRASIL, 2025). 
Além dos benefícios relacionados à saúde masculina, a participação do 
parceiro pode contribuir para o fortalecimento dos vínculos familiares, para o 
apoio à gestante, para a preparação para o parto e para uma maior 
participação paterna nos cuidados com a criança. A literatura sobre a transição 
para a paternidade reforça que esse período envolve mudanças significativas e 
que o acompanhamento durante a gestação pode contribuir para a preparação 
do homem para seu novo papel familiar (SILVA; PINTO; MARTINS, 2021; 
BRASIL, 2026). 
Entretanto, a consolidação do Pré-Natal do Parceiro ainda depende da 
superação de barreiras culturais, institucionais e organizacionais. Horários 
incompatíveis com o trabalho, falta de divulgação, ausência de capacitação 
profissional e permanência de concepções tradicionais sobre masculinidade 
podem dificultar a adesão dos homens. Por isso, é necessário fortalecer as 
ações de educação em saúde e qualificar os processos de trabalho das 
equipes da Atenção Primária (RIBEIRO; GOMES; MOREIRA, 2017; MELO; 
LEAL; SOARES, 2023). 
Conclui-se, portanto, que o Pré-Natal do Parceiro deve ser 
compreendido como uma estratégia de cuidado integral, humanizado e 
compartilhado, capaz de beneficiar o homem, a mulher e o bebê. Para que 
seus objetivos sejam alcançados, é fundamental que os profissionais de saúde 
estejam preparados para acolher os parceiros e que os serviços desenvolvam 
16 
ações que facilitem sua participação durante todo o ciclo gravídico-puerperal, 
garantindo que o homem seja reconhecido não apenas como acompanhante, 
mas como sujeito ativo do cuidado (BRASIL, 2025; GOMES et al., 2016; 
MELO; LEAL; SOARES, 2023). 
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia do pré-natal do parceiro para 
profissionais de saúde. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2018. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia do pré-natal do parceiro para 
profissionais de saúde. 2. ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025. 
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do Homem: princípios e diretrizes. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2009. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.474, de 8 de setembro de 2017. 
Inclui e altera procedimento na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, 
Órteses/Próteses e Materiais Especiais do SUS. Brasília, DF: Ministério da 
Saúde, 2017. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas 
para Prevenção da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites Virais. 
Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2018. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Pré-Natal do Parceiro fortalece o cuidado 
com a saúde da família e amplia acesso dos homens aos serviços do 
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GOMES, Romeu et al. Linhas de cuidados masculinos voltados para a saúde 
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GOMES, Romeu; NASCIMENTO, Elaine Ferreira do; ARAÚJO, Fábio Carvalho 
de. Por que os homens buscam menos os serviços de saúde do que as 
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17 
ensino superior. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 23, n. 3, p. 
565-574, 2007. DOI: 10.1590/S0102-311X2007000300015. 
MELO, Risia Raphaely do Rêgo Barros; LEAL, Ana Suerda Leonor Gomes; 
SOARES, Gabriella Barreto. Possibilidades e limites do Pré-Natal do Homem 
em um município do Nordeste brasileiro. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de 
Janeiro, v. 28, n. 8, 2023. DOI: 10.1590/1413-81232023288.06472023. 
RIBEIRO, Cláudia Regina; GOMES, Romeu; MOREIRA, Martha Cristina 
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Physis: Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 2017. 
SILVA, Catarina; PINTO, Cândida; MARTINS, Cristina. Transição para a 
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81232021262.41072020. 
 
	BACHARELADO EM ENFERMAGEM
	Trabalho avaliativo de conclusão do estágio curricular II em enfermagem, servindo como obtenção de nota para conclusão de curso, orientado pela enfermeira docente do curso, Joelma Santos de Oliveira Souza.
	1. INTRODUÇÃO
	2. OBJETIVO GERAL
	2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
	3. DESENVOLVIMENTO
	3.1 Conceito e importância do Pré-Natal do Parceiro
	3.2 O homem como sujeito do cuidado
	3.3 Ações desenvolvidas durante o Pré-Natal do Parceiro
	3.4 Prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis
	3.5 Paternidade ativa e fortalecimento dos vínculos familiares
	3.6 Pré-Natal do Parceiro como estratégia de promoção da saúde do homem
	3.7 Papel dos profissionais de saúde
	3.8 Desafios para a implementação do Pré-Natal do Parceiro
	4. CONCLUSÃO
	5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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