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QUESTIONÁRIO – BENS PÚBLICOS E PROCESSO ADMINISTRATIVO 
ALUNA: Maria Eduarda Torres Felix da Silva – 40088411. 
 
1. Conceitue bens públicos. 
R: São bens públicos os pertencentes à União, aos Estados, ao Distrito 
Federal, aos Municípios, bem como os das Autarquias e Fundações Públicas de 
Direito Público. Todos os demais são particulares. 
 
2. Classifique os bens públicos quanto a titularidade. 
R: Os bens públicos, quanto à natureza da pessoa titular, podem ser federais, 
estaduais, distritais ou municipais, conforme pertençam, respectivamente, à 
União, aos Estados, ao Distrito Federal ou aos municípios, ou a suas autarquias 
ou fundações de direito público. 
 
3. Classifique os bens públicos quanto a destinação. 
R: Os bens públicos, quanto à destinação, classificam-se em bens de uso 
comum do povo, bens de uso especial e bens dominicais. 
Bens de uso comum do povo - São aqueles destinados à utilização geral e 
gratuita pela coletividade, sem necessidade de autorização individual. 
Bens de uso especial -São os bens utilizados pela Administração Pública para a 
prestação de serviços públicos ou para o funcionamento da máquina estatal. 
Bens dominicais (ou dominiais) - São os bens pertencentes ao Poder Público 
que não possuem destinação pública específica, integrando o patrimônio 
disponível do Estado. Podem ser utilizados para obtenção de renda, alienação ou 
futura destinação pública. 
4. Classifique os bens públicos quanto à disponibilidade. 
R: Quanto a disponibilidade, os bens públicos se classificam em 
Indisponíveis por natureza - não podem ser alienados enquanto mantiverem sua 
destinação pública. 
Patrimoniais indisponíveis - pertencem ao patrimônio público, mas estão 
vinculados a uma finalidade administrativa, dependendo de desafetação para 
alienação. 
Disponíveis - não possuem destinação pública específica e podem ser 
alienados, observadas as exigências legais. 
 
5. Cite e explique as principais características dos bens públicos. 
R: As principais caracteristicas dos bens públicos são: a Inalienabilidade: os 
bens públicos não podem ser vendidos livremente. Alguns somente podem ser 
alienados após desafetação e autorização legal. 
Imprescritibilidade: não podem ser adquiridos por usucapião, conforme a 
Constituição Federal. 
Impenhorabilidade: não podem ser penhorados para pagamento de dívidas da 
Administração Pública. 
Não onerabilidade: os bens públicos não podem ser dados como garantia 
real, como hipoteca ou penhor. 
Afetação: muitos bens públicos possuem destinação específica ao interesse 
público ou ao serviço público. 
6. Conceitue afetação e desafetação do bem público. 
R: Afetação: é o ato pelo qual o bem público passa a ter uma destinação 
pública específica, sendo utilizado para o interesse coletivo ou para a prestação 
de serviço público. 
Desafetação: é a retirada da destinação pública do bem, fazendo com que ele 
deixe de servir ao uso público ou ao serviço público, podendo tornar-se bem 
dominical e, eventualmente, ser alienado. 
 
7. Cite e explique as principais espécies de bens públicos. 
R: Terras devolutas: são terras públicas sem destinação específica e que não 
pertencem legitimamente a particulares. Integram o patrimônio público e podem 
ser destinadas à reforma agrária, preservação ou outras finalidades públicas. 
Terrenos de marinha e seus acrescidos: são bens da União localizados na faixa 
de 33 metros medidos da posição da maré cheia de 1831, ao longo da costa, 
margens de rios e lagoas sujeitos à influência das marés. Os “acrescidos” são as 
áreas que se formam naturalmente ou artificialmente para o lado do mar ou das 
águas públicas. 
Terrenos reservados: são faixas de terras públicas localizadas às margens de 
rios navegáveis e correntes públicas, destinadas à proteção, fiscalização e 
utilização de interesse público. Normalmente pertencem ao Poder Público e 
possuem finalidade administrativa e de preservação das margens dos cursos 
d’água. 
Terras tradicionalmente ocupadas pelos indígenas: são bens da União 
destinados à posse permanente e ao usufruto exclusivo dos povos indígenas, 
conforme art. 231 da Constituição Federal. 
Essas terras são inalienáveis, indisponíveis e os direitos sobre elas são 
imprescritíveis. 
 Plataforma continental: é a extensão do território submarino da União 
localizada abaixo do mar, rica em recursos naturais minerais e biológicos. 
Pertence à União, conforme art. 20 da Constituição Federal. 
 Ilhas: podem pertencer à União, aos Estados ou aos particulares, dependendo 
de sua localização e destinação. As ilhas oceânicas e costeiras, em regra, 
pertencem à União, salvo exceções previstas na Constituição. 
 Faixa de fronteira: é a área interna de até 150 km de largura ao longo das 
fronteiras terrestres do Brasil. É considerada fundamental para a defesa do 
território nacional e possui regime jurídico especial, conforme a Constituição 
Federal. 
 Águas públicas: são as águas pertencentes ao Poder Público, como rios, 
mares, lagos e correntes d’água de interesse público. Podem pertencer à União 
ou aos Estados, conforme sua localização e extensão. 
 
8. Cite os princípios constantes no art. 2º da Lei 9784/1999. 
R: Os princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, 
proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, 
interesse público e eficiência. 
 
9. O princípio do bom-senso, como discutido em sala, abrange dois 
princípios aplicáveis ao processo administrativo, quais são? Explique-os. 
R: Os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. 
 Razoabilidade - exige que a Administração Pública atue com lógica, 
coerência e equilíbrio, evitando decisões absurdas ou sem justificativa 
adequada. 
 Proporcionalidade - determina que os atos administrativos sejam adequados 
e necessários, mantendo equilíbrio entre os meios utilizados e a finalidade 
pretendida, sem excessos. 
 
10. Como se dá a contagem dos prazos processuais no âmbito 
administrativo? 
R: A contagem dos prazos processuais no âmbito administrativo ocorre da 
seginte forma: exclui-se o dia do começo, inclui-se o dia do vencimento, e os 
prazos começam a correr a partir da ciência oficial, se o vencimento cair em dia 
sem expediente, prorroga-se para o próximo dia útil.

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