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pré-teste 1. Maria de Jesus, 42 anos procura atendimento por apresentar, há aproximadamente dois meses, aumento de um gânglio na região supraclavicular esquerda. Ao exame, observa-se linfonodo de cerca de 2,5 cm, endurecido, pouco móvel e indolor. A paciente não apresenta febre, odinofagia ou sinais de infecção recente, mas relata perda involuntária de 5 kg nas últimas semanas. Não são identificados focos infecciosos na avaliação clínica. Diante desse quadro, qual deve ser a abordagem mais adequada? A) Manter acompanhamento clínico e aguardar mais 6 a 8 semanas, considerando a possibilidade de uma adenomegalia reacional. B) Iniciar antibioticoterapia empírica e programar nova avaliação apenas caso ocorra aumento do linfonodo. C) Encaminhar para investigação especializada com obtenção de material para análise histopatológica, diante dos achados sugestivos de possível malignidade. D) Solicitar sorologia para Epstein-Barr (EBV), pois a apresentação clínica é típica de mononucleose infecciosa. 2. João José, 44 anos, com histórico de tabagismo e trabalho prolongado em área rural, apresenta tosse produtiva persistente há cerca de 8 meses, associada a perda de peso, rouquidão e dor ao engolir. Na avaliação, são observadas lesões ulceradas e infiltrativas na mucosa oral, além de linfonodomegalias cervicais endurecidas. A radiografia de tórax evidencia alterações pulmonares bilaterais, com predomínio peri-hilar e em terços médios, incluindo imagens cavitárias. A primeira baciloscopia para tuberculose não identificou bacilos. Considerando o conjunto de manifestações clínicas, epidemiológicas e radiológicas, qual é a estratégia diagnóstica mais apropriada? A) Iniciar imediatamente o esquema para tuberculose, pois a presença de cavitações pulmonares permite estabelecer o diagnóstico mesmo com baciloscopia negativa. B) Realizar investigação microbiológica e/ou histopatológica a partir de material obtido das lesões acessíveis, sem deixar de considerar tuberculose e neoplasias no diagnóstico diferencial. C) Considerar o quadro como carcinoma de cabeça e pescoço e encaminhar o paciente diretamente para tratamento oncológico, sem necessidade de confirmação histológica. D) Solicitar somente sorologia para paracoccidioidomicose, pois um resultado reagente é suficiente para confirmar a doença. 3. Carlo de Jesus, 62 anos, trabalhador rural, com histórico de tabagismo e consumo frequente de álcool, apresenta tosse persistente, perda de peso e lesões ulceradas na cavidade oral. Ao exame, observam-se também linfonodos cervicais aumentados e alterações pulmonares bilaterais nos exames de imagem. Diante desse conjunto de achados, levanta-se a possibilidade de paracoccidioidomicose (PCM). Considerando o diagnóstico e o manejo da doença, assinale a alternativa CORRETA: A) O diagnóstico pode ser estabelecido exclusivamente pela sorologia. Nas formas leves, indica-se anfotericina B, enquanto nas formas graves utiliza-se itraconazol por período prolongado. B) A confirmação deve priorizar a identificação do Paracoccidioides em material clínico por exame micológico, histopatológico e/ou cultura. Nas formas leves, o itraconazol é uma opção de primeira escolha, enquanto quadros graves podem necessitar de anfotericina B inicialmente. C) A ausência de febre e a evolução crônica praticamente excluem uma micose sistêmica. Caso a PCM seja suspeitada, o tratamento deve ser iniciado com antibióticos até a confirmação por cultura. D) A presença de lesões pulmonares e orais é suficiente para confirmar clinicamente a PCM. O tratamento é feito exclusivamente com itraconazol, independentemente da gravidade ou extensão da doença. 4. Um adolescente de 17 anos apresenta febre persistente, intensa dor de garganta, fadiga importante e aumento de linfonodos cervicais posteriores. Ao exame, observa-se discreta esplenomegalia. O hemograma evidencia linfocitose com presença de linfócitos atípicos, e as transaminases estão discretamente elevadas. Inicialmente, foi prescrito amoxicilina por suspeita de faringite bacteriana. Após alguns dias de uso, surgiu um exantema maculopapular difuso. Com base nesse quadro, assinale a alternativa CORRETA: A) O quadro é mais compatível com faringite estreptocócica associada a uma reação alérgica imediata à amoxicilina, devendo-se considerar o paciente definitivamente alérgico às penicilinas. B) A presença de esplenomegalia e linfócitos atípicos torna improvável uma infecção viral, sendo necessária investigação imediata de doença hematológica. C) A associação entre febre, faringite, linfadenopatia cervical posterior, fadiga, esplenomegalia e linfócitos atípicos sugere mononucleose infecciosa por EBV; o exantema após aminopenicilina é uma manifestação reconhecida dessa associação e, isoladamente, não comprova alergia IgE-mediada à penicilina. D) O exantema após amoxicilina confirma alergia IgE-mediada, independentemente do contexto clínico, sendo desnecessária qualquer avaliação posterior da história da reação. 5. JCS, feminina, 21 anos apresenta febre, odinofagia e aumento de linfonodos cervicais posteriores há uma semana. Ao exame, os linfonodos são bilaterais, móveis, elásticos e dolorosos. A ultrassonografia demonstra estruturas ovais, com hilo ecogênico preservado e sem áreas de necrose. Com base nesses achados, qual interpretação é mais adequada? A) O padrão é sugestivo de linfonodomegalia neoplásica, principalmente pela presença de dor à palpação. B) Os achados são compatíveis com linfonodos reacionais, provavelmente relacionados a processo infeccioso agudo. C) A presença de linfonodos cervicais bilaterais indica necessariamente tuberculose ganglionar. D) A ausência de necrose confirma que o processo é exclusivamente bacteriano. 6. Um paciente apresenta febre, mal-estar e aumento de linfonodos cervicais. O hemograma demonstra linfocitose com presença de linfócitos atípicos, enquanto as transaminases estão discretamente elevadas. O teste para estreptococo é negativo. Qual mecanismo fisiopatológico melhor explica esse conjunto de alterações? A) Proliferação predominantemente de neutrófilos no linfonodo, característica das infecções bacterianas piogênicas. B) Hiperplasia da região paracortical dos linfonodos, com resposta de linfócitos T reativos, característica da infecção pelo EBV. C) Necrose caseosa provocada pela disseminação hematogênica de bactérias piogênicas. D) Infiltração neoplásica da medula óssea, responsável diretamente pela linfocitose reacional. 7. Um adulto apresenta linfonodos cervicais aumentados, móveis e dolorosos, associados a quadro infeccioso de vias aéreas superiores. Não há sinais de abscesso, instabilidade clínica ou características sugestivas de neoplasia. Diante desse cenário, um estudante sugere iniciar antibiótico imediatamente, sem investigação adicional. Qual é a conduta mais adequada? A) Prescrever antibiótico para todos os pacientes com linfonodomegalia cervical, independentemente da etiologia provável. B) Evitar qualquer tratamento sintomático e solicitar biópsia de todos os linfonodos aumentados. C) Avaliar a probabilidade etiológica e, quando houver quadro compatível com infecção bacteriana, utilizar antimicrobiano direcionado; nos demais casos, pode-se adotar conduta expectante e medidas de suporte. D) Utilizar antibiótico de amplo espectro por pelo menos 14 dias sempre que houver linfonodo palpável.