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UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA BACHARELADO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO RODRIGO CORREIA LIMA DA SILVA Orçamentos e Custos AVA 2 RIO DE JANEIRO-RJ 2026 RODRIGO CORREIA LIMA DA SILVA AVA 2 Trabalho avaliativo referente a disciplina: Orçamentos e Custos ORIENTADOR: ROBERTO FRANCISCO DE SOUZA RIO DE JANEIRO-RJ 2026 RELATÓRIO DE GESTÃO E ANÁLISE DE CUSTOS: CLASSIFICAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO DE PREÇOS NA INDÚSTRIA ABC 1. Introdução A adequada mensuração, classificação e gestão dos custos constituem a espinha dorsal para a sobrevivência e a rentabilidade das organizações industriais. A determinação do preço de venda não deve fundamentar-se exclusivamente nas pressões de mercado, sob o risco de comprometer a viabilidade financeira da empresa. É imprescindível que o preço cobrado cubra integralmente os custos fabris, as despesas administrativas e comerciais, os tributos incidentes e, ainda, proporcione a margem de lucro desejada pelos acionistas. Para alcançar uma gestão estratégica de custos eficaz, a contabilidade exige a segregação rigorosa entre custos (gastos incorridos no processo produtivo) e despesas (gastos associados às áreas administrativas, comerciais e financeiras), bem como a identificação da variabilidade desses elementos (fixos ou variáveis) em relação ao volume de atividades. O presente relatório analisa a estrutura operacional da Indústria ABC, efetuando a correta segregação de seus gastos para fundamentar a tomada de decisão gerencial e a apuração da sua margem de contribuição. 2. Classificação dos Gastos e Memória de Cálculo Com base nos preceitos da Contabilidade de Custos, no Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC 16 - Estoques) e na literatura especializada (MEGLIORINI, 2012; PADOVEZE, 2013), os gastos totais de R$ 25.400,00 incorridos pela Indústria ABC foram alocados conforme a sua destinação operacional e o seu comportamento em relação ao volume produzido e vendido: Tabela 1: Segregação Operacional dos Gastos Incorridos (em R$) Item / Gastos Incorridos Custo Fixo Custo Variável Despes a Fixa Despes a Variável Total (R$) Matéria-prima - 10.500,0 0 - - 10.500,0 0 Mão de obra sazonal - 5.600,00 - - 5.600,00 Energia elétrica da fábrica - 1.400,00 - - 1.400,00 Água da fábrica - 1.100,00 - - 1.100,00 Aluguel da fábrica 1.600,0 0 - - - 1.600,00 Salário da administraçã o - - 1.300,00 - 1.300,00 Comissão sobre vendas - - - 1.200,00 1.200,00 Impostos sobre vendas - - - 2.700,00 2.700,00 SUBTOTAIS 1.600,0 0 18.600,0 0 1.300,00 3.900,00 25.400,0 0 3. Análise dos Resultados e Considerações Gerenciais A análise da estrutura de gastos da Indústria ABC permite extrair os seguintes totais requeridos para o diagnóstico financeiro: • Total de Custos Fixos: R$ 1.600,00 (referente ao Aluguel da fábrica) • Total de Custos Variáveis: R$ 18.600,00 (Matéria-prima, Mão de obra sazonal, Energia e Água fabris) • Total de Despesas Fixas: R$ 1.300,00 (Salários da administração) • Total de Despesas Variáveis: R$ 3.900,00 (Comissões e Impostos sobre vendas) Diagnóstico Operacional: 1. Custos Industriais (R$ 20.200,00): Representam 79,53% do montante global consumido. A predominância expressiva dos custos variáveis (R$ 18.600,00) evidencia uma estrutura operacional altamente flexível, em que o custo do produto se ajusta diretamente ao volume fabricado. O custo fixo fabril reduzido (R$ 1.600,00) minimiza os riscos de subabsorção em períodos de eventual retração de demanda. 2. Despesas Operacionais (R$ 5.200,00): Representam 20,47% dos gastos totais, sendo direcionadas em sua maioria ao esforço comercial e tributário (R$ 3.900,00 em despesas variáveis), que flutuam proporcionalmente ao faturamento bruto. Implicações para a Formação do Preço de Venda: Para a correta aplicação das técnicas de markup (multiplicador ou divisor), a gestão da Indústria ABC deve considerar que a Receita Bruta acumulada precisa cobrir, prioritariamente, os gastos variáveis totais de R$ 22.500,00 (R$ 18.600,00 de custos variáveis + R$ 3.900,00 de despesas variáveis). A diferença resultante constituirá a Margem de Contribuição Global, cuja finalidade é absorver a estrutura fixa de R$ 2.900,00 (R$ 1.600,00 de custos fixos + R$ 1.300,00 de despesas fixas) e gerar o Lucro Operacional líquido projetado. Referências CREPALDI, Silvio Aparecido; CREPALDI, Guilherme Simões. Contabilidade de Custos. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2019. MARION, José Carlos; RIBEIRO, Osni Moura. Contabilidade de Custos Fácil. 2. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2018. MEGLIORINI, Evandir. Custos. 1. ed. São Paulo: Pearson Education, 2012. PADOVEZE, Clóvis Luís. Orçamento Empresarial: Planejamento e Controle Financeiro. 1. ed. São Paulo: Pearson Education, 2013.