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Imunidade a Parasitas

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Imunidade a Parasitas
ProtozoProtozoáários e Helmintosrios e Helmintos
Características Gerais
PARASITISMO X DOENÇA PARASITÁRIA
Parasitismo: é a associação entre seres vivos onde existe 
unilateralmente benefícios, sendo um dos associados (o de 
maior porte ou hospedeiro) prejudicado pela associação.
FATORES INERENTES AO PARASITOFATORES INERENTES AO HOSPEDEIRO X
AscarisAscaris lumbricoideslumbricoides
NNúúmero de exemplaresmero de exemplares NNúúmero de exemplaresmero de exemplares
ANCILOSTOMIDEOS
tamanho
Taenia sp
Localização e Virulência
CISTICERCO CISTICERCO T. T. soliumsolium Toxoplasmose
FATORES INERENTES AO HOSPEDEIROFATORES INERENTES AO HOSPEDEIRO
idade
nutrição
hábitos e costumes
medicamentos
imunidade
TRANSMISSÃO DAS DOENÇAS 
PARASITÁRIAS
VIA ORAL
Entamoeba, Ascaris, Taenia, etc
VIA PER CUTEM
Ex. Strongyloides stercoralis, Schistosoma mansoni, 
Leishmania, Trypanosoma, etc
TRANSMISSÃO POR CONTATO DIRETO
Trichomonas vaginalis, Pediculus capitis, Sarcopes
scabiei, etc
MECANISMO DE AÇÃO DO PARASITO 
SOBRE O HOSPEDEIRO
AÇÃO MECÂNICA OBSTRUTIVA
Ascaris Giardia
AÇÃO MECÂNICA COMPRESSIVA
AÇÃO TRAUMÁTICA
Lesão de células ou tecido por meios 
mecânicos ou químicos do parasito
Plasmodium Entamoeba histolytica
AÇÃO ESPOLIATIVA
O parasito absorve nutrientes ou sangue 
do hospedeiro
Ex. Taenia; Ascaris (açúcares e vitaminas), 
Plasmodium (oxigênio, ferro), 
ancilostomideos (ferro)
AÇÃO TÓXICA
Liberação de metabólitos que lesam o 
hospedeiro
Ex. Plasmodium(metabólitos provocam 
febre)
AÇÃO IRRITATIVA
Lesão provocada pela constante 
presença do parasito em um tecido ou 
órgão através de seus órgãos de 
fixação.
Ex. Giardia, Ascaris, Taenia
MECANISMO DE DEFESA DO 
HOSPEDEIRO
barreiras naturais:
Pele; pH ácido
IMUNIDADE
IMUNIDADE NATURAL
IMUNIDADE ADQUIRIDA
LOCALIZAÇÃO X IMUNIDADE
Respostas Imunológicas de Vertebrados a 
Protozoários
Imunidade Inata
Reconhecimento dos PAMPs (padrões moleculares 
associado ao patógeno) pelos TLRs (receptore toll-like). 
Os TLRs induzem a transcrição dos genes para 
citocinas e quimiocinas (atuam conjuntamente para 
recrutar mais fagócitos aos locais de infecção) e 
moléculas co-estimuladoras necessárias para a ativação 
da resposta imune adaptativa.
Forte interação com células APC glicococonjugados de membrana 
ligantes a Toll (Tolls 4 e 2), ácidos nucleicos ligantes a Toll 9 (CpG não 
metilados), algumas proteínas ligantes a Toll 11 (flagelina)
TLR8
TLR7
Respostas Imunológicas de Vertebrados a 
Protozoários
Imunidade Inata
Macrófagos ativados produzem reativos intermediários do oxigênio 
(ROI) após fagocitose.
O NO contribui para resistência do hospedeiro na maioria das 
infecções parasitárias.
Respostas Imunológicas de Vertebrados a 
Protozoários
Imunidade Inata
Ativação do complemento promove a destruição dos 
microrganismos, a fagocitose (ligação covalente de C3b) e 
estimulam a infamação (C3a e C5a).
APC
IL-12 IL-15
IL-18
IFN-
NKNK
TOLLR-4
LPS DE GRAM -
FLAGELINA
TOLLR-5
PAREDE DE GRAM +
TOLLR-2
DNA NÃO METILADO
TNF-
IFN-
TOLLR-9
IMUNIDADE 
INATA
Papel dos anticorpos nas infecções 
parasitárias
ProduProduçção de ão de 
citocinascitocinas
Expressão Expressão 
de B7de B7
CCéélulas lulas 
dendrdendrííticasticas, , 
macrmacróófagosfagos
Imunidade InataImunidade Inata
MicrorganismosMicrorganismos
ProliferaProliferaçção e ão e 
diferenciadiferenciaçção dos ão dos 
linflinfóócitos T citos T 
Imunidade AdquiridaImunidade Adquirida
ParticipaParticipaçção da imunidade inata na ão da imunidade inata na 
induinduçção da imunidade adquiridaão da imunidade adquirida
Imunidade celularImunidade celular
LinfLinfóócito T cito T 
virgemvirgem
Th1Th1
IFN-
TNF-
DIFERENCIADIFERENCIAÇÇÃO PARA TH1 e TH2ÃO PARA TH1 e TH2
IL-4
T CD4
NK1.1CD4
MASTÓCITO
Th2 Th2 
IL-4
IL-4
IL-10
IL-5
IL-13
IL-15
IL-12
IL-18
IFN-NKNK
IFN , 
M 
ThTh 0 0 
ThTh 0 0 
IL-2
M 
RNIROI
REGULAÇÃO POSITIVA E NEGATIVA DE CITOCINAS 
SOBRE A ATIVAÇÃO DE MACRÓFAGOS
IFN-
TNF-
Th1Th1
Th2Th2
IL-4
IL-13
IL-10
TGF-
IL-10
ThTh 0 0 
IFN-
TNF-
IL-2 Th1
LBLB
PLASMÓCITO
IL-4
Th2
CD4+IL-15
IL-12
IL-18
IFN , 
M 
RESPOSTA IMUNERESPOSTA IMUNE
IMUNIDADE CELULAR
IMUNIDADE HUMORAL
IL-4
NO
ROI
H2O2
IgM
Importância do Interferon Gamma
Macrófagos infectados
com L. Donovani
e tratados com IFNIFN--
Macrófagos crescem
L. Donovani em meio 
sem IFNIFN--
Imunidade a Helmintos
Baseada principalmente em mecanismos desencadeados por Linfócitos T 
do Tipo Th2 (protetora).
Importantíssima a ação de eosinófilos e de IgE Os anticorpos IgE se 
ligam á superfície dos helmintos; os eosinófilos aderem por meio dos 
receptores FceRII e secretam grânulos com enzimas que destroem os 
parasitas.
A subpopulação Th2 de células T auxiliadoras CD4+ secretam IL-4 e IL-5
A IL-4 estimula a troca de isótipo para IgE em linf. B e a IL-5 estimula o 
desenvolvimento e ativação dos eosinófilos.
O hospedeiro desenvolve inflamação e hipersensibilidade na infecção por 
alguns nematódeos gastrointestinais .
Dependente de histamina similar a reações alérgicas (Hipersensibilidade 
Tipo I) 
ThTh 0 0 
LBLB
PLASMÓCITO
IL-4
Th2
IMUNIDADE HUMORAL
IL-4
IgM
IMUNIDADE A HELMINTOS
Respostas Imunológicas de Vertebrados a 
Helmintos
O hospedeiro desenvolve inflamação e hipersensibilidade na 
infecção por alguns nematódeos gastrointestinais .
Dependente de histamina similar a reações alérgicas 
(Hipersensibilidade Tipo I) 
Algumas infecAlgumas infecçções por helmintos ões por helmintos 
importantesimportantes
Respostas Imunológicas de Vertebrados a 
Helmintos
Reações ADCC características, i.e. Células natural 
killer (NK) agem por intermédio de anticorpos 
específicos ligados na membrana do helminto
E.x. Morte de larvas por células NK ativadas através 
de IgE específica. 
Possíveis respostas efetoras contra 
esquistossômulos
IgE
A IgE e eosinófilos são importantes 
mecanismos de defesa contra Schistosoma
Destruição de esquistossômulos
de S. mansoni
Quimiocinas
Receptores Fc
Resposta Th2 é protetora nas infecções 
por helmintos que vivem na luz intestinal
Citocinas
Liberação de 
mediadores
ApresentaApresentaççãoão do Agdo Ag ProduProduççãoão IgEIgE AtivaAtivaççãoão de de LiberaLiberaççãoão dos dos grânulosgrânulos EfeitosEfeitos
mastmastóócitoscitos
EfeitosEfeitos farmacolfarmacolóógicosgicos
VasodilataVasodilataççãoão, , perdaperda
de de llííquidosquidos e e ccéélulaslulas, , 
aumentoaumento dada produproduççãoão
de de mucomuco emem viasvias aaééreasreas
e e fluidofluido intestinalintestinal
EfeitosEfeitos ClClíínicosnicos
AsmaAsma
RiniteRinite
AnafilaxiaAnafilaxia
ExpulsãoExpulsão de de vermesvermes dada
luzluz intestinalintestinal
Antígenos Superfície mucosa
GM-CSF, 
TNF- , IL-8
Mecanismos de escape
Mascaramento
O parasita adsorve na sua superfície 
anticorpos que se ligam pela porção Fc 
prevenindo o reconhecimento imune. 
Mimetismo
O parasita sintetiza antígenos idênticos ao 
do hospedeiro
Evasão Imune por Protozoários
1- Reclusão anatômica no 
hospedeiro
Ex Plasmodium dentro de 
eritrócitos quando infectados, 
não são reconhecidos por 
células NK e TC. Também a 
forma intracelular hepática 
apresenta essa opção.
Leishmania spp e Trypanosoma 
cruzi dentro de macrófagos 
escape para citoplasma evita 
digestão
Localização intracelular
Evasão Imune por Protozoários
2 - variação antigênica 
Ex. Em Plasmodium, 
diferentes estágios do ciclo 
de vida do parasito 
expressam diferentes 
antígenos.
Variação antigênica também 
no protozoário extracelular
Giardia lambliaGiardia lamblia..
Evasão Imune por Protozoários
3. Imunosupressão manipulação da resposta imune do hospedeiro 
ex. Leishmania inibe a produção de IL-12 (indutora de celulas Th1) 
e expressão de moléculas MHC II.
O T. gondii inibe a translocação do NF-k pela inibição da 
fosforilação de p65/RelA consequentemente M não produzem 
IL12 e TNF (efeito transitório); inibe expressão de MHC classe II e 
MHC classe I; indução de apoptose das