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APOSTILA PARASITOLOGIA exames

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período de 3 dias, como manda as dietas em geral. 
Ingerir uma cápsula de Carmim 0,3 g ao iniciar a dieta, a fim de facilitar o reconhecimento das 
fezes. 
Deve-se coletar todo o material da evacuação normal ( a mais próxima da prova) em frasco de 
boca larga limpo e seco remetendo imediatamente para o laboratório, ou colocar em geladeira 4 
oC para exame posterior. 
A maioria dos autores critica a utilização de purgantes para acelerar as evacuações. 
PESQUISA DE SANGUE OCULTO NAS FEZES 
PROCEDIMENTO: 
Espalhar pequena quantidade de fezes sobre o papel de filtro limpo e colocar duas gotas de água 
oxigenada sobre o esfregaço. Adicionar duas gotas de solução de benzidina. 
Observar imediatamente a cor. 
Leitura: 
A reação de benzidina é sensível, mas as gorduras podem torná-la positiva. 
Nenhuma mudança de cor: Negativo 
Cor esverdeada: Traços 
Cor verde claro: + 
Cor vede escuro: ++ 
Cor verde azulado: +++ 
Azul intenso: ++++ 
 
ASPECTOS GERAIS DA MATÉRIA FECAL: 
Aspectos do material fecal como, consistência, forma, cor, odor, viscosidade e pH, são fatores de 
grande relevância para o diagnóstico coprológico, como um todo, sendo considerados desde uma 
simples indução diagnóstica, até mesmo a alterações de caracteres patológicos de malignidade. 
Ex.: 
Fezes em formato típico de fita pode ser indício de algum estreitamento do reto sigmóide. 
Fezes com odor típico de cola de carpinteiro, fala a favor de infecção por ameba. 
Fezes com presença de sangue podem induzir a simples diagnósticos de processos 
hemorroidários ou câncer. 
EXAME MICROSCÓPICO 
 
Resíduos alimentares de origem animal 
 
Tecido conjuntivo, fibras musculares, gorduras e sabões. 
RESÍDUOS ALIMENTARES DE ORIGEM VEGETAL 
Amido intracelular, amido extracelular (amido amorfo), amido cru, celuloses, fibras e pêlos 
vegetais, vasos espiralados e células vegetais. 
ELEMENTOS DE ORIGEM INTESTINAL DE NATUREZA NÃO PARASITÁRIA: 
Muco, eritrócitos, leucócitos, piócitos, células epiteliais, cristais. 
ELEMENTOS DE ORIGEM INTESTINAL DE NATUREZA PARASITÁRIA E/OU 
PUROS COMENSAIS 
Protozoários, helmintos, artrópodes, Blastocystis, Meloidogyne e leveduras. 
CONCLUSÃO DE ESTUDO COPROLÓGICO COM DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 
DAS LÂMINAS 
L1: leucócitos + eritrócitos + piócitos (raros/ausentes) + cristal de Charcot Leyden = diagnóstico 
sugestivo de Amebíase (Disenteria amebiana). 
 
L2: leucócitos + eritrócitos + piócitos (inúmeros) + ausência de cristal de Charcot Leyden = 
diagnóstico sugestivo de um processo bacilar (disenteria bacilar). 
Nestes casos em particular, o cristal e os piócitos foram elementos diferenciadores do diagnóstico 
laboratorial em lâmina. 
O diagnóstico diferencial em lâmina fecal é muito importante quando o médico necessita intervir 
com urgência, seja com relação ao tipo específico de exame que deva se requisitar ou mesmo 
com relação à terapêutica, principalmente quando se trata de paciente de baixa idade ou idosos. 
EXAME PARASITOLÓGICO DAS FEZES 
O exame parasitológico de fezes constitui na prática médica providência de fundamental 
importância para o diagnóstico das parasitoses intestinais. 
Sua execução envolve a utilização de vários métodos que objetivaram a pesquisa de protozoários 
intestinais nas suas formas císticas e vegetativas, como também de ovos, larvas e por vezes 
vermes adultos de helmintos. 
Além da possível presença de formas infectantes ou infestantes, de enteroparasitos, há também a 
possibilidade de que o material em exame contenha bactérias e vírus patogênicos. Portanto, deve 
ser observada uma série de cuidados não só na manipulação, como também na limpeza da 
vidraria e na destinação da amostra examinada. O emprego de substâncias desinfetantes se faz 
necessário. 
COLETA DE MATERIAL: 
Geralmente a colheita do material é feita em casa, portanto é necessário algumas recomendações, 
uma vez que sua coleta adequada é de fundamental importância. 
As amostras não devem ser colhidas durante uma semana depois que o paciente tenha tomado 
substâncias que deixam resíduos cristalinos, tais como compostos antidiarréicos, antiácidos, 
bismuto e bário. Além disso, laxativos oleosos tais como óleo mineral pode interferir no exame. 
Antibióticos e meios de contraste reduzem os números de organismos, particularmente 
protozoários, nas fezes durante 2 a 3 semanas. As amostras devem ser isentas de urina e não 
devem estar contaminadas por água do vaso sanitário ou pelo solo, pois estes podem conter 
 
protozoários e helmintos livres ou podem destruir trofozoítos. Água armazenada no laboratório 
também podem tornar-se contaminadas com estes organismos. 
Como os números de formas diagnosticados de alguns parasitos podem variar, é aconselhável 
examinar os espécimes obtidos em dias alternados ou de 3 em 3 dias, com um total de três 
espécimes sendo o mínimo para assegurar ausência de infecção. 
As fezes para exame coprológico devem ser colhidas em recipientes de boca larga 
cuidadosamente limpos, sem necessidade de esterilização. Colher o material correspondente à 
parte intermediária da evacuação, que é em geral de maior uniformidade. 
Quando o exame seriado obtido normalmente é examinado e não identifica parasito, podem ser 
conseguidos espécimes purgados, particularmente quando se suspeitam de infecções por 
protozoários. Deve-se usar purgativos salinos, como sulfato ou fosfasoda tamponada em vez de 
compostos de óleo mineral ou de magnésia, que podem interferir com o exame por causa dos 
glóbulos de óleo ou detritos cristalinos. 
ASPECTO MACROSCÓPICO DO MATERIAL FECAL 
Deve-se fazer um exame macroscópico das fezes, porque permite observar: 
a) Consistência: moldada, pastosa, diarréica. 
b) Presença de sangue e muco 
c) cor 
d) Helmintos adultos ou partes dos mesmos 
Quando se tratar de material moldado, ou mesmo pastoso, são indicados os métodos de 
concentração, ao passo que em se tratando de material diarréico, liquefeito ou com muco ou 
sangue, impõe-se os exames diretos a fresco ou após fixação pela hematoxilina férrica. Esta 
conduta é explicada pelo fato de que, geralmente, nas enteroprotozooses, as formas vegetativas 
são encontradas no material diarréico, enquanto cistos estão presentes em fezes pastosas e 
moldadas. Evidentemente, as formas vegetativas muito frágeis não resistem aos trâmites dos 
métodos de concentração. 
Todavia, também estes devem ser aplicados ao material liquefeito, portanto nas helmintoses 
intestinais podem sobrevir, muitas vezes, crises diarréicas. 
 
PROTOZOÁRIOS DE VIDA LIVRE 
TIPOS DE MOVIMENTO 
Movimento Amebóide: 
Processa-se por meio da emissão de prolongamentos do protoplasma, que são os pseudópodes. É 
o movimento das amebas, pode ser lento ou rápido. (amebídeos de vida livre) 
Movimento Flagelar: 
Processa-se as custas de flagelos, são filamentos longos, delgados e flexíveis. O número de 
flagelos nos animais varia de 01 a 08. É um movimento tipo saltitante, helicoidal, chicoteando o 
meio líquido (Euglena). 
Movimento Ciliar: 
Processa-se por meio de cílios, que são filamentos curtos e numerosos, envolvendo todo corpo do 
animal. É um movimento ondulante, oscilatório (Paramecium, Opalina, etc.) 
Algumas formas que são de vida livre ou saprozóicas no interior de animais: 
Rhizopoda 
 
Amoeba proteus 
Mastigophora 
 
Trichomonas, Chilomastix, Euglena 
Ciliophora - Paramecium, Opalina, Zeleriella, Nyctotherus 
OBSERVAÇÃO DO MATERIAL 
Exame Direto 
1. colocar uma gota do material a ser examinado numa lâmina, cobrindo com uma lamínula. 
2. Usando a objetiva de 45X, observar a presença de formas móveis dos protozoários 
(trofozoítos) 
3. Procurar focalizar o protozoário, que é facilmente reconhecido pelo seu movimento típico 
OBSERVAÇÃO DE FLAGELADOS E CILIADOS 
1. Preparar a lâmina com o material a observar 
2. Levar ao microscópio,