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LEGITIMA DEFESA

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CENTRO UNIVERSITARIO DO NORTE PAULISTA 
Victória Antonieto Pimentel
 
 
 
LEGÍTIMA DEFESA, O QUE É E SEUS TIPOS
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO JOSE DO RIO PRETO SP
2015
Victória Antonieto Pimentel
LEGÍTIMA DEFESA
Trabalho do 4º Bimestre, da disciplina de Direito Penal.
São José do Rio Preto SP
2015
 Espécies de Legítima Defesa
Algumas espécies de legítima defesa são, em regra, segundo a maior parte da doutrina:
a) legítima defesa sucessiva;
b) legitima defesa putativa e;
c) legitima defesa subjetiva.
a) Legítima defesa sucessiva – é a repulsa ao excesso, aquele que se opõe ao excesso eventualmente constatado em legítima defesa. Suponha, por exemplo, que “A” agride “B”, que reage. No entanto, a reação é excessiva. Mesmo já tendo afastado a agressão de “A”, “B” persiste nos golpes. A partir do momento em que há excesso, “A” passa a poder agir em legítima defesa ao excesso de “B”, a que se dá o nome de legítima defesa sucessiva. Veja a jurisprudência abaixo:
TJDF: “Legítima defesa sucessiva (contra excesso) – o seu excesso importa agressão injusta, ensejando sucessiva situação de legítima defesa por parte do agressor inicial.” (RJEDFT 11/145)
TJMS: “Legítima defesa sucessiva (contra excesso) – se diante de troca de palavras entre o casal, a vítima excede a justa medida, ofendendo a dignidade do agente, a reação por parte deste se torna legítima, pois contra o excesso voluntário ofensivo deve-se admitir o exercício da defesa.” (649/311)
b) Legítima defesa putativa – supondo o agente, por erro, que está sendo agredido, e repelindo a suposta agressão configura-se a legítima defesa putativa, considerada na lei como erro de tipo sui generis. Tendo em vista os comentários realizados a respeito do tema, seguem exemplos relacionados ao reconhecimento da legítima defesa putativa nos fragmentos jurisprudenciais abaixo colacionados:
STJ: “Legítima defesa putativa em suposto furto – Vítima que, ao tentar abrir, por equívoco, porta de carro alheio, induziu o proprietário com auxilio de outrem, a reagir violentamente, supondo tratar-se de furto. Legítima defesa putativa do patrimônio, excludente de dolo, em relação à acusação de lesão corporal. Ausência de resíduo culposo.” (RSTJ 47/472)
TACRSP: “Na legítima defesa putativa também é indeclinável que o agente se contenha dentro dos limites da reação que seria necessária contra a imaginária agressão.” (JTACRIM 59/171)
c) Legítima defesa subjetiva – é aquela derivada do erro de tipo escusável. É aquela em que há excesso exculpante, como foi abordado anteriormente.
Em se tratando de aberratio ictus, isto é, quando o sujeito reage contra agressão injusta e erro na execução (erro de pontaria), reconhece-se a legítima defesa. Isto porque, aplicam-se as regras do próprio art. 73, ou seja, o agente que errou responde como se tivesse acertado a vítima virtual que, no caso da legítima defesa, seria o agressor inicial. Analise a jurisprudência:
“Se o agente estava procedendo em legítima defesa e houve erro na execução, nem por isso deixa a justificativa invocada de ser admissível, se comprovada. Em relação ao terceiro atingido haverá mero acidente ou erronia no uso dos meios de execução. E quem diz acidentalidade diz causa independente da vontade do agente.” (TJSP – Rec. – Rel. Adriano Marrey – RT 393/129)
d)Legítima Defesa Recíproca: Na verdade, este tipo de legítima defesa praticamente não existe, mas ocorre sim a agressão entre ambas as partes, e como não tem como saber quem iniciou a agressão, o juiz aplica que ocorreu a legítima defesa. Assim quando ocorre entre A e B começam uma briga, mas não se sabe quem iniciou esta briga, o juiz, irá reconhecer a absolvição por falta de provas, e não a própria legítima defesa recíproca em si.
e)Legítima Defesa Real: A legítima defesa real é aquela em que a pessoa se defende de alguma reação ilegal que a outra pessoa tem para com si. Assim sendo, para que seja este tipo de legítima defesa, a pessoa tem que usar de mecanismos que tenham a mesma proporção daquele ataque previsto pelo agressor. Quando acontecer de existirem duas pessoas A e B, e A se aproximar de B com um punhal na mão, e se aproximar de B, com o intuito de matar, B pode usar de outros recursos para se defender, gerando os mesmos efeitos que iria acontecer, caso A que lhe agredisse. Se A chegou perto de B com o intuito de matar, B pode se defender também com a mesma razoabilidade que A, ou seja, também tendo a liberdade de ferir, ou até mesmo matar A. .
f) Legítima Defesa Própria ou de Terceiros: Para o titular do bem jurídico que está sujeito à agressão, há duas formas de legítima defesa, as duas formas estão prevista no art.25 do CP. . 
“(a) legítima defesa própria: ocorre quando o autor da repulsa é o próprio titular do bem jurídico atacado ou ameaçado; .
b) legítima defesa de terceiros: ocorre quando a repulsa visa a defender interesse de terceiro".
A agressão pode ser dirigida contra qualquer bem jurídico, não existe mais a limitação à defesa da vida ou da incolumidade física. O direito a ser tutelado pode ser próprio ou de terceiros.
Qualquer bem, portanto é suscetível de ser protegido pela legítima defesa. O bem ou o interesse defendido pode ser próprio ou alheio – outrem pode ser pessoa física ou jurídica, inclusive o Estado. Quando a intervenção for a favor de terceiro independerá de sua vontade ou de seu conhecimento.
O Código Penal brasileiro não restringe a legítima defesa apenas à vida ou a integridade corporal, estende-se também aos direitos suscetíveis de ofensa imaterial exemplo: a honra à liberdade. .
g)E por fim temos a Legitima Defesa Defensiva: quando o agente se limita a defender-se da injusta agressão, não constituindo, sua reação, fato típico. .

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