PROCESSO DO TRABALHO
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PROCESSO DO TRABALHO


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Curso de Direito
DISCIPLINA: DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO I
PLANO DE AULA \u2013 2009.2
AUTODEFESA \u2013 
É a própria parte procede à defesa de seus interesses, impondo a solução à outra parte.
Técnicas autodefensivas: Greve e Lockout
AUTOCOMPOSIÇÃO
A solução dos conflitos trabalhistas é realizada pelas próprias partes, sem a intervenção de um terceiro.
Técnicas autocompositivas: Acordo e convenção coletivas (art. 611 da CLT
Heterocomposição:
A solução dos conflitos é determinada por um terceiro
Técnicas heterocompositivas:
 Mediação
Arbritragem 
Jurisdição
MEDIAÇÃO : É realizada por um terceiro, que propõe a solução às partes.
Pode ser qualquer pessoa que atua como intermediário entre as partes.
Art. 616, parágrafo 1º , CLT \u2013 Delegado Regional do Trabalho \u2013 conflito coletivo;
Portaria 3.097/88 \u2013 estabelece as regras para a mediaçãoDecreto 1.572/95 \u2013 sobre mediação nas negociações coletivas
Portaria 817/95 do Ministro do Trabalho \u2013 critérios para a participação do mediador nos conflitos de negociação coletiva de natureza trabalhista
Portaria 818/95 do Ministro do Trabalho \u2013 critérios para o credenciamento de mediador perante as DRTs
. Comissão de conciliação prévia- Arts. 625-A a 625-H da CLT
ARBITRAGEM
A solução do conflito é feita por um terceiro estranho à relação das partes ou por um órgão, que é escolhido por elas, impondo a solução do litígio.
Árbitro - Sentença arbitral
Natureza jurídica de justiça privada
Lei 9307/96
JURISDIÇÃO
É a forma de solucionar os conflitos por meio da interveniência do Estado, gerando o processo judicial
I \u2013 INTRODUÇÃO
1 - Denominação
	Conflito, do latin conflictus, tem o significado de combates, lutar.
	Do ponto de vista trabalhista, os conflitos são também denominados controvérsias ou dissídios, tendo sido utilizados, na prática, de forma indistinta.
	
2 \u2013 Classificação
	INDIVIDUAIS \u2013 conflitos existentes entre uma ou mais pessoas, de um lado, e uma ou mais pessoas, de outro, postulando direitos relativos ao próprio indivíduo. Aqui são discutidos interesses concretos, decorrentes de normas já existentes; COLETIVOS \u2013 não tratam de interesses concretos, mas abstratos, pertinentes a toda categoria. Tais conflitos são aplicáveis a pessoas indeterminadas, representadas por um sindicato da categoria profissional. Aqui, busca-se a criação de norma jurídica ou a sua interpretação
	
II \u2013 FORMAS DE SOLUÇÃO DOS CONFLITOS TRABALHISTAS
				- Autotutela \u2013 ex.: greve \u2013 lock-out
				- Autocomposição : renúncia \u2013 aceitação e transação	
				- Heterocomposição --- jurisdição
							--- arbitragem
							--- conciliação 
							--- mediação
	
Autotutela
	Ocorre quando o próprio sujeito busca afirmar, unilateralmente, seu interesse, impondo-o (e impondo-se) à parte contestante e à própria comunidade que o cerca.
	Trata-se do exercício de coerção por um particular, em defesa de seus interesses - justiça privada. É de se notar, todavia, que a cultura contemporânea tem restringido ao máximo as formas de exercício da autotutela. Ex.: legítima defesa, esbulho possessório, etc.
	Exemplo no Direito do Trabalho.: Greve e o Lock-out. Cabe ressaltar, entretanto, que esses institutos raramente completam seu ciclo autotutelar.
Autocomposição
	Ocorre quando o conflito é solucionado pelas próprias partes, sem intervenção de outros agentes no processo de pacificação da controvérsia. Este é, realmente, o melhor meio de solução dos conflitos, pois ninguém melhor do que as próprias partes para solucionar suas pendências, porque conhecem os problemas existentes em suas categorias.
	RENÚNCIA
TRANSAÇÃO 
ACEITAÇÃO
Heterocomposição
\u2013 Mediação - Conduta pela qual um terceiro aproxima as partes conflituosas, auxiliando e, até mesmo, instigando sua composição, que há de ser decidida, porém, pelas próprias partes.
		
		\u2013 Comissões de conciliação prévia
			A criação da comissões de conciliação prévia (CCP) foi forma de tentar desafogar a Justiça do Trabalho.
			A Lei n. 9.958/2000 acrescentou os arts. 625-A a 625-H à CLT.
			CONSTITUIÇÃO DA CCP \u2013 as CCP podem ser: 
de empresa, quando constituídas na empresa, valendo para seus empregados; 
de grupo de empresas, na qual a conciliação é feita para todos os empregados pertencente ao grupo de empresas, mesmo que cada empresa tenha atividade distinta; 
(c) sindical, quando estabelecida por acordo coletivo entre o sindicato da categoria profissional e empresa ou empresas interessadas, valendo apenas no âmbito da empresa ou empresas acordantes; 
(d) intersindical, quando criada pelo sindicato dos trabalhadores e pelo sindicato dos empregadores mediante convenção coletiva; 
(e) núcleos de conciliação intersindical, que podem ser criadas mediante negociação coletiva entre sindicatos pertencentes a categorias diversas, como metalúrgicos, bancários, vigilantes, etc.
			A CCP tem atribuição para tentar conciliar os conflitos individuais de trabalho. (art. 625-A).
			COMPOSIÇÃO (652-B) \u2013 a composição será paritária (625-A), isto é, terá representantes de empregados e empregadores.
			Será composta de no mínimo 2 e no máximo 10 membros. (652-B).
			Metade dos membros será indicada pelo empregador e a outra metade eleita pelos empregados, em escrutínio secreto, fiscalizado pelo sindicato da categoria profissional (forma semelhante à da CIPA).
			Os membros do empregador não precisam ser, necessariamente, empregados.
			Haverá tantos suplentes quantos forem os representantes titulares.
			Mandato de 1 ano, permitida uma recondução.
			Garantia provisória de emprego até 1 ano após o fim do mandato.
			NORMAS DE CONSTITUIÇÃO E FUNCIONAMENTO \u2013 deverão ser definidas em CCT ou ACT, quando a CCP for instituída no âmbito do sindicato.
			CONDIÇÃO DA AÇÃO \u2013 determina o art. 625-D da CLT que qualquer demanda de natureza trabalhista \u201cserá\u201d submetida à CCP, caso esta tenha sido criada. O §2º do mesmo dispositivo declara que o empregado \u201cdeverá\u201d juntar à eventual reclamação trabalhista cópia da declaração fornecida pela comissão de tentativa de conciliação frustrada.
			Com isso vozes ergueram-se afirmando que tais exigências estariam a macular o princípio da inafastabilidade da tutela jurisdicional, abergado no art. 5º, XXXV da CRFB/88. Assim, duas correntes digladiam-se acerca do tema:
			1º) TST-Sampa, Súmula n. 2 - entende inconstitucional a exigibilidade em foco por ferir a garantia constitucional de acesso ao Judiciário. A Súmula do TRT-2 (n. 2) fica em cima do muro, diz que não é condição da ação, nem pressuposto consitucional, não atestando contudo sua inconstitucionalidade.
2ª co) AS, VC, MGD, SPM, AMN, Amador \u2013 afirmam que a passagem pela CCP desponta como verdadeira condição para futura ação trabalhista. Assim, o art. 625-D da CLT não afronta a garantia constitucional de acesso do cidadão ao Judiciário (art. 5º, XXXV, CRFB/88). O exaurimento prévio da via conciliatória, constitui autêntica condição da ação, como tal entendido o conjunto de requisitos que a ação deve atender para que o Estado-Juiz nela profira sentença de mérito. Trata-se, portanto, de uma condição da ação específica. Assim como a negociação coletiva é pressuposto específico do dissídio coletivo, a tentativa prévia de conciliação, onde instituída CCP, é requisito particular da ação trabalhista individual ou plúrima. Tal condicionamento é razoável, não afrontando a garantia da inafastabilidade do Judiciário.
O preceito criado pelo art. 625-D não é inconstitucional, pois as condições da ação devem ser estabelecidas em lei e não se está privando o empregado de ajuizar ação, desde que tente a conciliação.
Ada Pelegrine Grinover, alias, menciona não ser inconstitucional a proposta que estabelecesse a tentativa obrigatória da conciliação prévia, que não iria contrariar o inciso XXXV do art. 5º da CRFB/88, pois o \u201cdireito de ação