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SISTEMA DE ENSINO
DIREITO 
PROCESSUAL 
DO TRABALHO
Formas de Solução de Conflitos 
Trabalhistas
Livro Eletrônico
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Formas de Solução de Conflitos Trabalhistas
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Sumário
Formas de Solução de Conflitos Trabalhistas .......................................................................... 3
Formas de Solução de Conflitos Trabalhistas .......................................................................... 3
Mediação ........................................................................................................................................... 6
Arbitragem...................................................................................................................................... 14
Jurisdição .........................................................................................................................................19
Fontes do Direito Processual do Trabalho ................................................................................21
Fontes Materiais ............................................................................................................................21
Fontes Formais .............................................................................................................................. 22
Organização da Justiça do Trabalho ..........................................................................................31
Resumo ............................................................................................................................................43
Exercícios ........................................................................................................................................ 45
Gabarito ........................................................................................................................................... 77
Referências ..................................................................................................................................... 78
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Formas de Solução de Conflitos Trabalhistas
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
FORMAS DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS TRABALHISTAS
Olá, parceiro(a) de caminhada até a aprovação.
Eu sou Priscila Rocha Margarido Mirault, atualmente juíza do trabalho da 24ª região. Eu 
passei no concurso do TRT da 2ª Região (São Paulo) em 2013 e em 2015 me removi para a 
24 ª Região. Antes de ser aprovada no concurso da magistratura, fui aprovada nos cargos de 
analista judiciária do TRT/24 e analista do Ministério Público Estadual e do Tribunal de Justiça 
de Mato Grosso do Sul. Sou professora universitária e possuo pós-graduação em direito do 
trabalho e processo do trabalho.
Estou preparando para você um material de processo do trabalho didático, simples e com-
pleto, que é o que eu gostaria de ter encontrado quando estava me preparando para concur-
sos. O objetivo do material é ser um verdadeiro bate-papo jurídico sobre os temas constantes 
do edital.
Muitas vezes a conversa com o doutrinador é mais complicada do que, de fato, precisaria 
ser. A ideia aqui é facilitar, explicar tudo o que precisa ser explicado e ir sempre direto ao ponto, 
fazendo conexão com a forma como a matéria vem sendo cobrada nos concursos.
Estude o material com concentração e foco, e não deixe de estudar os comentários às 
questões. Muitas vezes o conteúdo acaba sendo aprofundado apenas nos exercícios.
Ao longo do material você verá que as questões de concurso são muito parecidas entre 
si, o que nos leva à conclusão de que os examinadores não são muito criativos. Sendo assim, 
quanto mais empenho você dedicar ao estudo das questões e de todo o material do GRAN 
CURSOS, mais perto você estará da sua aprovação.
A repetição é a grande ferramenta para assimilação do conteúdo. É ela quem impede que a 
matéria estudada seja esquecida pouco tempo após o estudo. Assim, sugiro que após a leitura 
de cada tema, você analise detidamente o mapa mental e, ainda, resolva os exercícios apresen-
tados e leia todos os comentários.
Você não está sozinho(a) nesta caminhada. Vamos juntos?
Priscila
(pity_margarido@hotmail.com)
Formas de solução de ConFlitos trabalhistas
Não há uma unanimidade na doutrina, mas, majoritariamente, se elenca três formas de 
solução de conflitos trabalhistas: a autodefesa, a autocomposição e a heterocomposição.
Vamos analisar cada um dos métodos de solução citados:
1) Autodefesa: (também chamada por alguns de autotutela): é quando a solução para o 
conflito surge sem a intervenção de um terceiro; é obtida pelas próprias partes. Mas não é uma 
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
conciliação; a solução surge pela imposição de uma das partes à outra (uma das partes do 
litígio impõe à outra um sacrifício não consentido1).
Na autodefesa, a solução para o conflito surge pela imposição da vontade do mais forte 
sobre o mais fraco (é o popular “fazer justiça com as próprias mãos”).
A doutrina cita como exemplo a greve. No entanto, é preciso ter em mente que a greve, por 
si só, não soluciona o conflito. Ela é um meio de pressão obreira (ou seja, utilizada pelos traba-
lhadores) para forçar o empregador a sentar para conversar e, juntos, chegarem à autocompo-
sição (meio consensual de solucionar um impasse). E se não chegarem a um consenso? Aí a 
solução será obtida por meio judicial (heterocomposição).
Então, qual seria um exemplo real de autodefesa, que solucione para valer um conflito 
trabalhista?
Não temos. Embora a doutrina adore colocar a autodefesa como forma de solução de 
conflitos, não nos dá um exemplo efetivo de sua utilização. O que temos, como dito, são meios 
de autodefesa (ex. greve) sendo utilizados como forma de pressão e não, efetivamente, como 
solucionador do conflito.
Agora, se cair em concurso, diga que os exemplos típicos de autodefesa são a greve e 
o lockout.
O que é lockout?
Lockout seria a greve feita pelo empregador (quando o empregador paralisa as atividades 
da empresa e impede o trabalho dos empregados). E por que o empregador paralisaria suas 
próprias atividades? Como forma de pressionar os trabalhadores a pararem com tantas insur-
gências e reivindicações, frustrando, assim, qualquer tentativa obreira de pressão. O lockout é 
proibido em nosso ordenamento jurídico (a lei da greve veda expressamente esta conduta e diz 
que se a paralisação foi feita pelo empregador, os empregados devem receber normalmente 
os salários).
E este assunto, não raro, aparece em concursos. Vejamos um exemplo:
001. (FCC/PROCURADOR DO ESTADO DO TOCANTINS/2018) O Direito Processual do Tra-
balho brasileiro se apropria de determinados métodos de solução de conflitos interindividuais 
1 LEITE, Carlos Henrique Bezerra. Curso de Direito Processual do Trabalho. 17ª ed. Ed. Saraiva. 2019. P. 217.
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se vivenciada não está expressa em lei, mas necessita de uma solução que garanta a “plenitu-
de do ordenamento jurídico”.
Está previsto no art. 140 do CPC que: “O juiz não se exime de decidir sob a alegação de 
lacuna ou obscuridade do ordenamento jurídico”. Portanto, na omissão da lei, o juiz que dê 
seus pulos e encontre uma fonte subsidiária que lhe sirva como caminho para condução do 
processo do trabalho.
A CLT trata expressamente das fontes subsidiárias no art. 8º:
Art. 8º - As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou 
contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros 
princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com 
os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe 
ou particular prevaleça sobre o interesse público.
As principais fontes subsidiárias do Processo do Trabalho são: os costumes, os princípios 
gerais de direito, a equidade, a jurisprudência e a doutrina. Podemos citar como fonte subsidiá-
ria também o regimento interno dos tribunais, uma vez que atuam nas lacunas da lei. Lembran-
do que tanto a lei quanto as fontes subsidiárias são FONTES FORMAIS do direito processual do 
trabalho (e podemos dividir estas fontes formais em diretas (leis) e subsidiárias (as demais)).
b) Regimentos internos dos tribunais: o regimento interno é uma norma editada pelo Tri-
bunal Regional do Trabalho, dispondo sobre o funcionamento da Justiça do Trabalho naquela 
região (ou seja, no âmbito daquele Tribunal), estabelecendo a competência funcional de cada 
órgão da Justiça do Trabalho e, também, suprindo lacunas das leis e resoluções (ou seja, na-
quilo que a lei ou resolução for omissa ou contiver apenas preceitos vagos, o regimento interno 
complementará a norma).
Por que estou falando dos regimentos internos separadamente da lei? Porque os regimen-
tos internos são hierarquicamente inferiores à lei infraconstitucional e não podem contrariá-la 
(e, obviamente, também não podem contrariar a Constituição Federal).
c) Costume: grandes doutrinadores citam o costume como fonte formal do direito proces-
sual do trabalho. No entanto, não há unanimidade em torno do assunto.
O que é o costume?
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Formas de Solução de Conflitos Trabalhistas
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
É uma regra de conduta nascida pela repetição de comportamento, numa determinada so-
ciedade, com a convicção de sua obrigatoriedade. Tiramos daí, então, dois requisitos: objetivo 
(repetição do comportamento) e subjetivo (ideia de que a conduta é obrigatória). O costume 
jamais pode contrariar a lei.
Embora não haja consenso, pode-se dizer, sim, que o costume é fonte subsidiária no pro-
cesso trabalho.
Exemplo de utilização do costume no processo do trabalho: apresentação de contestação 
escrita em audiência. O processo do trabalho é regido pelo princípio da oralidade (como vere-
mos na aula sobre princípios), mas a praxe forense acabou estabelecendo o costume de apre-
sentação da contestação escrita. Isso não significa que não seja mais aceita a contestação 
oral (ela ainda é válida e será transcrita na ata de audiência pelo secretário de audiências). 
Trata-se, portanto, de evidente caso em que o costume criou nova regra processual no âmbito 
trabalhista.
d) Princípios: Os princípios atuam como direcionamento para atividade do intérprete, bem 
como no preenchimento de lacunas.
Os princípios, como instrumento de supressão de lacunas, estão previstos no art. 8º da CLT:
Art. 8º - As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou 
contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros 
princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com 
os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe 
ou particular prevaleça sobre o interesse público.
e) Jurisprudência: É um conjunto de decisões num mesmo sentido (decisões de juiz do 
trabalho de 1ª instância, Tribunais Regionais do Trabalho e Tribunal Superior do Trabalho). As 
decisões judiciais interpretam e dão o alcance da lei.
Embora haja certa divergência na doutrina, há de se reconhecer a jurisprudência como fon-
te do processo do trabalho, uma vez que o já citado art. 8º da CLT reconhece a jurisprudência 
como fonte tanto do Direito do Trabalho como do Direito Processual do Trabalho.
Como ensina Mauro Schiavi: “A jurisprudência uniforme dos Tribunais dá ensejo à edição 
de Súmulas, que constituem o resumo da interpretação pacífica de determinado Tribunal sobre 
uma matéria jurídica”3.
No processo do trabalho, são inúmeras as Súmulas do Tribunal Superior do Trabalho que 
norteiam a atuação dos operadores do direito, suprindo lacunas legislativas. Podemos citar 
como exemplo a questão da ação rescisória. A matéria é quase integralmente tratada, no âm-
bito do processo do trabalho, por meio de Súmulas do TST.
3 SCHIAVI, Mauro. Manual de Direito Processual do Trabalho. Ed. LTR. 11ª ed.
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Formas de Solução de Conflitos Trabalhistas
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Existem, também, as súmulas vinculantes, criadas pela Emeda Constitucional n. 45/04. O 
único Tribunal que pode editar súmulas vinculantes é o Supremo Tribunal Federal, seguindo 
procedimento específico (art. 103-A da CF).
A súmula vinculante, como o próprio nome sugere, é de observância obrigatória por todos 
os outros tribunais. Essa é uma característica exclusiva das súmulas vinculantes, pois a juris-
prudência, em geral, não gera obrigatoriedade, sendo o julgador livre para formar o seu conven-
cimento, desde que motivado.
As súmulas vinculantes são, sem dúvida, fonte do direito. Além disso, a jurisprudência, ma-
joritariamente, também é considerada fonte do direito processual do trabalho.
007. (CONSULPLAN/PREFEITURA DE SUZANO - SP/ASSISTENTE JURÍDICO/ 2021) Na vi-
são pós-positivista, a normatividade dos princípios e a centralidade da argumentação jurídica 
e dos direitos fundamentais são determinantes para que direito e moral sejam pensados não 
como esferas autônomas, mas complementares. Na seara processual trabalhista, são consi-
deradas fontes formais, EXCETO:
a) Fatos sociais.
b) Tratados Internacionais.
c) Regimentos Internos dos Tribunais.
d) Condutas praticadas reiteradamente em juízos e tribunais.
A primeira parte do enunciado serve apenas para tornar a questão mais complexa. O importan-
te era ler do ponto final para frente e apontar qual das alternativas NÃO contempla hipótese de 
fonte formal do processo do trabalho.
a) Fatos sociais são acontecimentos humanos, são “coisas” que acontecem no mundo. Não 
servem como normas de processo do trabalho, portanto, não são considerados fontes for-
mais. Os fatos sociais podem ser considerados fonte em sentido apenas material, uma vez 
que servem como inspiração para criação de regras.
b) Certa. Os Tratados Internacionais têm hierarquia de lei e, como visto, lei é fonte formal do 
direito processual do trabalho.
c) Certa.
d) Certa. Isso é, na verdade, a jurisprudência.
Letra a.
f) Equidade: equidade é um termo que muitas vezesgera confusão. É preciso ter em mente 
que a equidade pode ser encarada sob dois prismas: julgamento POR equidade e julgamento 
COM equidade.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
• Julgamento POR equidade: julgar por equidade é utilizar a equidade para resolver o pro-
blema. Funciona da seguinte forma: se não há lei expressa para resolver o assunto, o 
juiz cria uma norma para o caso concreto. Cria da cabeça dele, sem nenhum parâmetro? 
Não, pois se fosse assim, não haveria segurança jurídica nenhuma. O juiz deve se basear 
em critérios de justiça e razoabilidade.
Mas veja que essa possibilidade cria uma discricionariedade muito grande para o juiz, en-
tão ela só poderá ser utilizada quando expressamente autorizada na lei (não estou falando 
aqui da autorização genérica do art. 8º. É preciso uma autorização específica para o caso). 
EXEMPLO: Art. 766 da CLT:
Art. 766 - Nos dissídios sobre estipulação de salários, serão estabelecidas condições que, asseguran-
do justos salários aos trabalhadores, permitam também justa retribuição às empresas interessadas.
O que o referido artigo estabelece é justamente o julgamento POR equidade, uma vez que 
permite ao juiz estipular condições para fixação de salário (não estamos falando do salário-
-mínimo, mas sim de salário devido num determinado caso ou a uma determinada categoria). 
Observe que não há estipulação do salário no caso que está sendo examinado pelo juiz e não 
há lei dizendo como se fixar o salário. Então o juiz, utilizando dos critérios de justiça e razoa-
bilidade, deverá estabelecer condições para que se chegue a um valor (ou seja, ele criará uma 
solução para aquele caso), devidamente autorizado pela CLT.
• Julgamento COM equidade: julgar com equidade é atividade do juiz que deve estar pre-
sente em TODOS os seus julgamentos. Julgar com equidade é interpretar a lei de ma-
neira justa e razoável, aplicando-a da melhor forma possível ao caso concreto, para que 
o fim social da norma seja atendido. Isso implica, algumas vezes, em abrandar o rigor 
excessivo da norma. É a busca do ideal de justiça. O julgamento COM equidade está 
expresso na CLT, no dispositivo que trata sobre a sentença:
Art. 852-I. A sentença mencionará os elementos de convicção do juízo, com resumo dos fatos rele-
vantes ocorridos em audiência, dispensado o relatório.
§ 1º O juízo adotará em cada caso a decisão que reputar mais justa e equânime, atendendo aos fins 
sociais da lei e as exigências do bem comum.
§ 2º (VETADO)
§ 3º As partes serão intimadas da sentença na própria audiência em que prolatada.
g) Doutrina: a doutrina (conhecimento sistematizado pelos estudiosos do direito) serve 
como instrumento de auxílio, apoio, ao operador do direito.
Mas será que a doutrina é uma fonte formal do direito processual do trabalho?
Embora alguns autores digam que a doutrina não se enquadra como fonte, uma vez que 
não é elaborada por um órgão de poder, o entendimento que prevalece e que deve ser adotado 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/Mensagem_Veto/2000/Mv0075-00.htm
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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para concurso é que a doutrina é, sim, fonte formal do direito. Qual a justificativa? A doutrina é 
fonte secundária, pois serve como importante auxílio ao operador do direito na interpretação e 
aplicação das leis, bem como influencia a formação da jurisprudência.
h) Analogia: diante da inexistência lei específica para um determinado caso concreto, o 
operador do direito pode se socorrer da analogia, ou seja, fazer uso de preceito legal utilizado 
para situação análoga/parecida. Trata-se, portanto, de fonte formal (subsidiária, uma vez que 
é utilizada na lacuna da lei).
Lembra quando falamos da estabilidade do representante dos empregados na Comissão de 
Conciliação Prévia? A CLT não diz a partir de quando começa esta estabilidade. Então pode-
mos, por analogia, aplicar a regra existente para os dirigentes sindicais (art. 8º, VIII, da CF) e 
dizer que a estabilidade tem início com o registro da candidatura.
Encerrado o estudo sobre fontes do direito processual do trabalho, te apresento um quadro 
com as classificações, para que fique mais fácil a memorização da matéria:
1ª CLASSIFICAÇÃO (trata apenas das fontes formais, não incluindo as fontes materiais)
2ª CLASSIFICAÇÃO (a mais aceita e utilizada):
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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3ª CLASSIFICAÇÃO (é, na verdade, uma classificação mais detalhada da 2ª):
organização da Justiça do trabalho
De início, vou te alertar sobre uma coisa muito importante: se você for ler a CLT, encontra-
rá várias referências às Juntas de Conciliação e Julgamento. Mas isso está completamente 
desatualizado. O processo do trabalho foi todo construído sob a ótica da atuação dos juízes 
classistas na fase de conhecimento, no entanto, as Juntas foram extintas em 1.999 (Emenda 
Constitucional 24).
E o que eram essas Juntas de Conciliação e Julgamento?
Era o órgão responsável pelo julgamento dos processos na fase de conhecimento, com-
posto por um representante dos empregados e um representante dos empregadores (ambos 
recrutados nos sindicatos), chamados juízes classistas ou vogais, e um juiz com formação 
jurídica. Também nos Tribunais Regionais do Trabalho e no Tribunal Superior do Trabalho havia 
classistas compondo as Turmas.
A ideia era que os juízes classistas conheciam a realidade das categorias que representa-
vam (categoria profissional – ou seja, categoria dos empregados; e categoria econômica – que 
é categoria dos empregadores) e tinham mais condições de buscar a conciliação entre as par-
tes e, na impossibilidade do acordo, de fazer um julgamento justo.
Contudo, com o aumento dos conflitos trabalhistas e o fato de a Justiça do Trabalho ter 
se tornado cada dia mais técnica, houve o desprestígio da atuação dos classistas, que já não 
conheciam tão bem o funcionamento de todas as atividades trabalhistas e, muito menos, o 
sistema processual cada vez mais técnico e complexo (dependendo muito mais da atuação 
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
técnica do juiz que dos conhecimentospráticos dos classistas). Até que a EC/99 extinguiu as 
Juntas de Conciliação e Julgamento, que passaram a ser Varas do Trabalho (denominação 
que utilizamos hoje). Na Vara do Trabalho atua apenas juiz do trabalho aprovado em concurso 
público. Também deixou de haver atuação de classistas nos TRTs e TST.
Portanto, onde a CLT se refere às Juntas de Conciliação e Julgamento, leia “Vara do Tra-
balho”, ok?
O art. 651 da CLT trata da questão da competência territorial e é utilizado até hoje. Nele 
consta o seguinte:
Art. 651 - A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade 
onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido 
contratado noutro local ou no estrangeiro.
Embora fale em Juntas de Conciliação e Julgamento, devemos entender que está estabe-
lecida ali a competência territorial das Varas do Trabalho.
Anotado isso, veja agora a atual organização da Justiça do Trabalho:
Quais são os órgãos da Justiça do Trabalho?
Dispõe o art. 111 da CF o seguinte:
Art. 111. São órgãos da Justiça do Trabalho:
I – o Tribunal Superior do Trabalho;
II – os Tribunais Regionais do Trabalho;
III – os Juízes do Trabalho.
Cada um dos órgãos citados se refere a um grau da jurisdição:
• 1º grau de jurisdição  Juízes do Trabalho (atuam em Varas do Trabalho).
• 2º grau de jurisdição  Tribunais Regionais do Trabalho (compostos pelos desembar-
gadores)
• 3º grau de jurisdição  Tribunal Superior do Trabalho (composto pelos Ministros do 
TST).
A Justiça do Trabalho é um órgão federal, ou seja, integra o Poder Judiciário da União. Em 
razão disso, os juízes e desembargadores do trabalho ocupam cargos federais.
O acesso ao cargo de juiz do trabalho ocorre por meio de concurso público de provas e 
títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil.
Dispõe o artigo 93 da CF/88:
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da 
Magistratura, observados os seguintes princípios:
I – ingresso na carreira, cujo cargo inicial será o de juiz substituto, mediante concurso público de pro-
vas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases, exigindo-se 
do bacharel em direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica e obedecendo-se, nas nomeações, 
à ordem de classificação; (...)
• Juiz do Trabalho e Varas do Trabalho: De acordo com o art. 116 da CF: “Nas Varas do 
Trabalho, a jurisdição será exercida por um juiz singular”. O juiz ingressa na carreira 
como juiz do trabalho substituto e depois é promovido a juiz do trabalho titular. 
O juiz substituto, como o nome sugere, substitui o titular em sua ausência ou o auxilia, ten-
do os mesmos deveres e mesmas prerrogativas do juiz titular. Já o juiz titular é aquele que fica 
fixo e responsável por uma determinada Vara do Trabalho.
A promoção do juiz substituto a juiz titular se dá pelos critérios de antiguidade ou mereci-
mento, a serem aplicados alternativamente (ou seja, uma vaga é destinada à antiguidade e a 
vaga seguinte ao merecimento, e assim sucessivamente). Os mesmos critérios são utilizados 
para promoção de juiz titular ao cargo de desembargador.
Nas comarcas não abrangidas pela jurisdição da Justiça do Trabalho (ou seja, localidades não 
vinculadas a nenhuma Vara do Trabalho), quem julga as causas trabalhistas é o Juiz de Direito, 
sendo eventual recurso interposto para o respectivo Tribunal Regional do Trabalho (arts. 668 e 
669 da CLT).
Você ouvirá muitas vezes que o juiz do trabalho exerce relevante papel social. E por que se 
diz isso? Porque além de resolver o conflito trabalhista que lhe é submetido, o juiz acaba por 
julgar a situação de fundo, que é um conflito social (capital X trabalho). O juiz deve agir com 
razoabilidade e justiça, equilibrando, quando possível, os conflitos sociais, mas agindo sempre 
de forma imparcial.
O art. 139 do CPC, de aplicação subsidiária ao processo do trabalho, aponta os principais 
deveres do juiz:
O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste Código, incumbindo-lhe:
I – assegurar às partes igualdade de tratamento;
II – velar pela duração razoável do processo;
III – prevenir ou reprimir qualquer ato contrário à dignidade da justiça e indeferir postulações mera-
mente protelatórias;
IV – determinar todas as medidas indutivas, coercitivas, mandamentais ou sub-rogatórias neces-
sárias para assegurar o cumprimento de ordem judicial, inclusive nas ações que tenham por objeto 
prestação pecuniária;
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
V – promover, a qualquer tempo, a autocomposição, preferencialmente com auxílio de conciliadores 
e mediadores judiciais
VI – dilatar os prazos processuais e alterar a ordem de produção dos meios de prova, adequando-os 
às necessidades do conflito de modo a conferir maior efetividade à tutela do direito;
VII – exercer o poder de polícia, requisitando, quando necessário, força policial, além da segurança 
interna dos fóruns e tribunais;
VIII – determinar, a qualquer tempo, o comparecimento pessoal das partes, para inquiri-las sobre os 
fatos da causa, hipótese em que não incidirá a pena de confesso;
IX – determinar o suprimento de pressupostos processuais e o saneamento de outros vícios pro-
cessuais;
X – quando se deparar com diversas demandas individuais repetitivas, oficiar o Ministério Público, 
a Defensoria Pública e, na medida do possível, outros legitimados a que se referem o art. 5º da Lei 
n. 7.347, de 24 de julho de 1985, e o art. 82 da Lei n. 8.078, de 11 de setembro de 1990, para, se for 
o caso, promover a propositura da ação coletiva respectiva.
Parágrafo único. A dilação de prazos prevista no inciso VI somente pode ser determinada antes de 
encerrado o prazo regular.
• Tribunais Regionais do Trabalho: é o segundo grau da jurisdição trabalhista, compos-
tos pelos desembargadores (os quais chegam ao cargo por promoção, feita de forma 
alternada entre os critérios de antiguidade e de merecimento). Cada TRT é composto 
de, no mínimo, 7 desembargadores. Um quinto dos cargos no Tribunal será ocupado por 
representantes da advocacia e do Ministério Público do Trabalho (é o chamado quinto 
constitucional).
Acerca da composição dos TRTs, dispõe o art. 115 da CF:
Art. 115. Os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de, no mínimo, sete desembargadores 
federais do trabalho, recrutados, quando possível, na respectiva região, e nomeados pelo Presidente 
da República dentre brasileiros com mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos, sendo:
I – um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros 
do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, observado o disposto 
no art. 94;
II – os demais, mediante promoção de Juízes do Trabalho por antiguidade e merecimento, alterna-
damente.
§ 1º – Os Tribunais Regionais do Trabalho instalarão a justiça itinerante, com a realização de audi-
ências e demais funções de atividade jurisdicional, nos limites territoriais da respectiva jurisdição, 
servindo-se de equipamentos públicos e comunitários.
§ 2º – Os TribunaisRegionais do Trabalho poderão funcionar descentralizadamente, constituindo 
Câmaras regionais, a fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à Justiça em todas as fases 
do processo.”
Os desembargadores que compõem o TRT podem ser divididos ou não em Turmas, estas 
com, no mínimo, três integrantes.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
O que faz o TRT? Julga os recursos ordinários interpostos em face das decisões das Va-
ras (ou seja, do juiz de 1º grau). Além disso, julga, de forma originária (o que quer dizer que 
a ação é interposta diretamente no TRT, que funciona como o 1º órgão julgador da matéria) 
as seguintes ações: ações rescisórias, dissídios coletivos, dissídios de greve e mandados de 
segurança impetrados em face de ato de juiz do trabalho, entre outras ações previstas na lei e 
no seu Regimento Interno.
Na CLT, a competência dos TRTs vem disciplinada especialmente nos artigos 678 e 680:
Art. 678 - Aos Tribunais Regionais, quando divididos em Turmas, compete:
I – ao Tribunal Pleno, especialmente:
a) processar, conciliar e julgar originariamente os dissídios coletivos;
b) processar e julgar originariamente:
1) as revisões de sentenças normativas;
2) a extensão das decisões proferidas em dissídios coletivos;
3) os mandados de segurança;
4) as impugnações à investidura de vogais e seus suplentes nas Juntas de Conciliação e Julgamen-
to (DESATUALIZADO. NÃO EXISTEM MAIS JUNTAS);
c) processar e julgar em última instância:
1) os recursos das multas impostas pelas Turmas;
2) as ações rescisórias das decisões das Juntas de Conciliação e Julgamento (LEIA-SE: DO JUIZ DO 
TRABALHO), dos juízes de direito investidos na jurisdição trabalhista, das Turmas e de seus próprios 
acórdãos;
3) os conflitos de jurisdição entre as suas Turmas, os juízes de direito investidos na jurisdição tra-
balhista, as Juntas de Conciliação e Julgamento (LEIA-SE: OS JUÍZES DO TRABALHO), ou entre 
aqueles e estas (LEIA-SE: ENTRE O JUIZ DE DIREITO INVESTIDO NA JURISDIÇÃO TRABALHISTA E 
O JUIZ DO TRABALHO);
d) julgar em única ou última instâncias:
1) os processos e os recursos de natureza administrativa atinentes aos seus serviços auxiliares e 
respectivos servidores;
2) as reclamações contra atos administrativos de seu presidente ou de qualquer de seus membros, 
assim como dos juízes de primeira instância e de seus funcionários.
II – às Turmas:
a) julgar os recursos ordinários previstos no art. 895, alínea a ;
b) julgar os agravos de petição e de instrumento, estes de decisões denegatórias de recursos de 
sua alçada;
c) impor multas e demais penalidades relativas e atos de sua competência jurisdicional, e julgar os 
recursos interpostos das decisões das Juntas dos juízes de direito que as impuserem.
Parágrafo único. Das decisões das Turmas não caberá recurso para o Tribunal Pleno, exceto no caso 
do item I, alínea “c”, inciso 1, deste artigo.
Art. 680. Compete, ainda, aos Tribunais Regionais, ou suas Turmas:
a) determinar às Juntas (JUIZ DO TRABALHO) e aos juízes de direito a realização dos atos proces-
suais e diligências necessárias ao julgamento dos feitos sob sua apreciação;
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b) fiscalizar o comprimento de suas próprias decisões;
c) declarar a nulidade dos atos praticados com infração de suas decisões;
d) julgar as suspeições arguidas contra seus membros;
e) julgar as exceções de incompetência que lhes forem opostas;
f) requisitar às autoridades competentes as diligências necessárias ao esclarecimento dos feitos 
sob apreciação, representando contra aquelas que não atenderem a tais requisições;
g) exercer, em geral, no interesse da Justiça do Trabalho, as demais atribuições que decorram de 
sua Jurisdição.
No Brasil, existem 24 TRTs, sendo praticamente um por Estado. Mas há exceções: o Estado 
de São Paulo, em razão da enorme demanda, possui dois Tribunais Regionais do Trabalho (TRT 
da 2ª Região, que abrange a capital de São Paulo, o ABC paulista, Diadema e a Baixada Santis-
ta; e o TRT da 15ª Região, que abrange a cidade de Campinas – onde fica localizada a sede do 
Tribunal - e as cidades do interior do Estado de São Paulo). Há um outro tipo de exceção: Tri-
bunais que abrangem mais de um Estado. São eles: TRT da 8ª Região (abrange Pará e Amapá, 
tendo sede em Belém; TRT da 10ª Região (compreende o Tocantins e o Distrito Federal, tendo 
sede em Brasília); TRT da 11ª Região (abrange Amazonas e Roraima, com sede em Manaus) e 
TRT da 14ª Região (Rondônia e Acre, com sede em Porto Velho).
• Tribunal Superior do Trabalho: é o órgão de cúpula da Justiça do Trabalho, com jurisdi-
ção em todo território nacional.
A composição do TST está disciplinada no art. 111-A da CF:
Art. 111-A. O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de vinte e sete Ministros, escolhidos dentre 
brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos, nomeados pelo Presidente 
da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal, sendo:
I – um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros 
do Ministério Público do Trabalho, observado o disposto no art. 94;
II – os demais dentre Juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, oriundos da magistratura da car-
reira, indicados em lista tríplice elaborada pelo próprio Tribunal Superior.
§ 1º – A lei disporá sobre a competência do Tribunal Superior do Trabalho.
§ 2º – Funcionarão junto ao Tribunal Superior do Trabalho:
I – a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho, cabendo-lhe, 
dentre outras funções, regulamentar os cursos oficiais para o ingresso e promoção na carreira;
II – o Conselho Superior da Justiça do Trabalho, cabendo-lhe exercer, na forma da lei, a supervisão 
administrativa, orçamentária, financeira e patrimonial da Justiça do Trabalho de primeiro e segun-
do graus, como órgão central do sistema, cujas decisões terão efeito vinculante.
008. (CETREDE/EMATERCE/AGENTE DE ATER/2018). Marque a alternativa CORRETA. O Tribu-
nal Superior do Trabalho é composto por:
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a) 27 (vinte e sete) ministros com mais de 35 (trinta e cinco) anos e menos de 65 (sessenta 
e cinco) anos, nomeados pelo Presidente da República após aprovação de 1/3 (um terço) do 
Senado Federal.
b) 27 (vinte e sete) ministros com idade entre 35 (trinta e cinco) e 65 (sessenta e cinco) anos 
de idade, nomeados pelo Presidente da República após aprovação da maioria absoluta do 
Congresso Nacional.
c) 27 (vinte e sete) ministro com mais de 35 (trinta e cinco) anos e menos de 65 (sessenta 
e cinco) anos de idade, nomeados pelo Presidente da República após aprovaçãoda maioria 
absoluta do Senado Federal.
d) 27 (vinte e sete) ministros com idade entre 35 (trinta e cinco) e 65 (sessenta e cinco) anos 
de idade, todos indicados pelo Tribunal Superior do Trabalho e nomeados pelo Presidente da 
República.
e) 27 (vinte e sete) ministros com idade entre 35 (trinta e cinco) e 65 (sessenta e cinco) anos de 
idade, indicados pelo Tribunal Superior do Trabalho, nomeados pelo Presidente da República 
após aprovação em sabatina no Congresso Nacional.
A resposta era exatamente o texto do art. 111-A da CF. Esta matéria é extremamente comum 
em provas de concursos.
Letra c.
O que faz o TST?
O TST, nas palavras de Mauro Schiavi, tem a atribuição de “uniformizar a interpretação da 
legislação trabalhista no âmbito da competência da Justiça do Trabalho, cumprindo ainda dar 
a última palavra nas questões de ordem administrativa da Justiça do Trabalho”. Traduzindo: 
o TST organiza a Justiça do Trabalho em todo o território nacional. Além disso, dá a última 
palavra em relação a qual deve ser a interpretação de determinado comando legal trabalhista. 
O TST não é um simples analisador de recursos interportos por partes inconformadas com a 
decisão. Em regra, não analisa fatos e provas, tampouco decide se, no mérito, o juiz agiu com 
acerto ou não. O TST apenas analisa a interpretação da lei (sem entrar na matéria fática).
O TST é dividido internamente em: Turmas (8); Seção Especializada em Dissídios Coletivos; 
Seções Especializadas em Dissídios Individuais I e II; Órgão Especial. Em determinadas maté-
rias a atuação se dá por meio do Pleno.
Dispõe o art. 702 da CLT:
Art. 702 - Ao Tribunal Pleno compete:
I – em única instância: 
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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a) decidir sobre matéria constitucional, quando arguido, para invalidar lei ou ato do poder público;
b) conciliar e julgar os dissídios coletivos que excedam a jurisdição dos Tribunais Regionais do Tra-
balho, bem como estender ou rever suas próprias decisões normativas, nos casos previstos em lei; 
c) homologar os acordos celebrados em dissídios de que trata a alínea anterior;
d) julgar os agravos dos despachos do presidente, nos casos previstos em lei; 
e) julgar as suspeições arguidas contra o presidente e demais juízes do Tribunal, nos feitos penden-
tes de sua decisão; 
f) estabelecer ou alterar súmulas e outros enunciados de jurisprudência uniforme, pelo voto de 
pelo menos dois terços de seus membros, caso a mesma matéria já tenha sido decidida de forma 
idêntica por unanimidade em, no mínimo, dois terços das turmas em pelo menos dez sessões dife-
rentes em cada uma delas, podendo, ainda, por maioria de dois terços de seus membros, restringir 
os efeitos daquela declaração ou decidir que ela só tenha eficácia a partir de sua publicação no 
Diário Oficial; (Redação dada pela Lei n. 13.467, de 2017) (ESTA É A PARTE DO ARTIGO 702 QUE 
MAIS TEM CAÍDO EM CONCURSOS)
g) aprovar tabelas de custas emolumentos, nos termos da lei;
h) elaborar o Regimento Interno do Tribunal e exercer as atribuições administrativas previstas em lei, 
ou decorrentes da Constituição Federal.
II – em última instância:
a) julgar os recursos ordinários das decisões proferidas pelos Tribunais Regionais em processos de 
sua competência originária;
b) julgar os embargos opostos às decisões de que tratam as alíneas “b” e “c” do inciso I deste artigo;
c) julgar embargos das decisões das Turmas, quando esta divirjam entre si ou de decisão proferida 
pelo próprio Tribunal Pleno, ou que forem contrárias à letra de lei federal;
d) julgar os agravos de despachos denegatórios dos presidentes de turmas, em matéria de embar-
gos na forma estabelecida no regimento interno;
e) julgar os embargos de declaração opostos aos seus acórdãos.
§ 1º Quando adotada pela maioria de dois terços dos juízes do Tribunal Pleno, a decisão proferida 
nos embargos de que trata o inciso II, alínea “c”, deste artigo, terá força de prejulgado, nos termos 
dos §§ 2º e 3º, do art. 902.
§ 2º É da competência de cada uma das turmas do Tribunal:
a) julgar, em única instância, os conflitos de jurisdição entre Tribunais Regionais do Trabalho e os 
que se suscitarem entre juízes de direito ou juntas de conciliação e julgamento de regiões diferentes;
b) julgar, em última instância, os recursos de revista interpostos de decisões dos Tribunais Regio-
nais e das Juntas de Conciliação e julgamento ou juízes de direito, nos casos previstos em lei;
c) julgar os agravos de instrumento dos despachos que denegarem a interposição de recursos ordi-
nários ou de revista;
d) julgar os embargos de declaração opostos aos seus acórdãos;
e) julgar as habilitações incidentes e arguições de falsidade, suspeição e outras nos casos penden-
tes de sua decisão.
§ 3º As sessões de julgamento sobre estabelecimento ou alteração de súmulas e outros enunciados 
de jurisprudência deverão ser públicas, divulgadas com, no mínimo, trinta dias de antecedência, e 
deverão possibilitar a sustentação oral pelo Procurador-Geral do Trabalho, pelo Conselho Federal da 
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Ordem dos Advogados do Brasil, pelo Advogado-Geral da União e por confederações sindicais ou 
entidades de classe de âmbito nacional.
§ 4º O estabelecimento ou a alteração de súmulas e outros enunciados de jurisprudência pelos 
Tribunais Regionais do Trabalho deverão observar o disposto na alínea f do inciso I e no § 3º deste 
artigo, com rol equivalente de legitimados para sustentação oral, observada a abrangência de sua 
circunscrição judiciária.
O art. 67 do Regimento Interno do TST dispõe sobre sua competência, de forma geral, nos 
seguintes termos:
“Compete ao Tribunal Superior do Trabalho processar, conciliar e julgar, na forma da lei, em grau ori-
ginário ou recursal ordinário ou extraordinário, as demandas individuais e os dissídios coletivos entre 
trabalhadores e empregadores que excedam a jurisdição dos Tribunais Regionais, os conflitos de di-
reito sindical, bem assim outras controvérsias decorrentes de relação de trabalho e os litígios relativos 
ao cumprimento de suas próprias decisões, de laudos arbitrais e de convenções e acordos coletivos.”
O art. 68 do referido Regimento Interno especifica a competência do Tribunal Pleno:
Compete ao Tribunal Pleno:
I – eleger, por escrutínio secreto, o Presidente e o Vice-Presidente do Tribunal Superior do Trabalho, o 
Corregedor-Geral da Justiça do Trabalho, os sete Ministros para integrar o Órgão Especial, o Diretor, 
o Vice-Diretor e os membros do Conselho Consultivo da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoa-
mento de Magistrados do Trabalho — ENAMAT, os Ministros membros do Conselho Superior da Jus-
tiça do Trabalho — CSJT e respectivos suplentes e os membros do Conselho Nacional de Justiça;
II – dar posse aos membros eleitos para os cargos de direção do Tribunal Superior do Trabalho, aos 
Ministros nomeados para o Tribunal, aos membros da direção e do Conselho Consultivo da Escola 
Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho — ENAMAT;
III – escolher os integrantes das listas para preenchimento das vagas de Ministro do Tribunal;
IV – deliberar sobre prorrogação do prazo para a posse no cargo de Ministrodo Tribunal Superior do 
Trabalho e o início do exercício;
V – determinar a disponibilidade ou a aposentadoria de Ministro do Tribunal;
VI – opinar sobre propostas de alterações da legislação trabalhista, inclusive processual, quando 
entender que deve manifestar-se oficialmente;
VII – aprovar, modificar ou revogar, em caráter de urgência e com preferência na pauta, Súmula da 
Jurisprudência predominante em Dissídios Individuais e os Precedentes Normativos da Seção Es-
pecializada em Dissídios Coletivos;
VIII – julgar os Incidentes de Uniformização de Jurisprudência;
IX – decidir sobre a declaração de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público, 
quando aprovada a arguição pelas Seções Especializadas ou Turmas; e
X – aprovar e emendar o Regimento Interno do Tribunal Superior do Trabalho.
A competência da Seção Especializada em Dissídios Coletivos vem disciplinada no art. 70 
do Regimento Interno do TST:
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À Seção Especializada em Dissídios Coletivos compete:
I – originariamente:
a) julgar os dissídios coletivos de natureza econômica e jurídica, de sua competência, ou rever suas 
próprias sentenças normativas, nos casos previstos em lei;
b) homologar as conciliações firmadas nos dissídios coletivos;
c) julgar as ações anulatórias de acordos e convenções coletivas;
d) julgar as ações rescisórias propostas contra suas sentenças normativas;
e) julgar os agravos regimentais contra despachos ou decisões não definitivas, proferidos pelo Pre-
sidente do Tribunal, ou por qualquer dos Ministros integrantes da Seção Especializada em Dissídios 
Coletivos;
f) julgar os conflitos de competência entre Tribunais Regionais do Trabalho em processos de dissí-
dio coletivo;
g) processar e julgar as medidas cautelares incidentais nos processos de dissídio coletivo; e
h) processar e julgar as ações em matéria de greve, quando o conflito exceder a jurisdição de Tribu-
nal Regional do Trabalho.
II – em última instância, julgar:
a) os recursos ordinários interpostos contra as decisões proferidas pelos Tribunais Regionais do 
Trabalho em dissídios coletivos de natureza econômica ou jurídica;
b) os recursos ordinários interpostos contra decisões proferidas pelos Tribunais Regionais do Tra-
balho em ações rescisórias e mandados de segurança pertinentes a dissídios coletivos e a direito 
sindical e em ações anulatórias de acordos e convenções coletivas;
c) os embargos infringentes interpostos contra decisão não unânime proferida em processo de dis-
sídio coletivo de sua competência originária, salvo se a decisão embargada estiver em consonância 
com precedente normativo do Tribunal Superior do Trabalho, ou com Súmula de sua jurisprudência 
predominante; e
d) os agravos de instrumento interpostos contra despacho denegatório de recurso ordinário nos 
processos de sua competência.
Eu sei que é muita coisa para decorar. Mas dá para acertar 
questões por “intuição”. Se a questão estiver tratando sobre 
“dissídio coletivo”, “greve”, você já pode intuir que quem irá 
analisar a matéria no âmbito do TST será a Seção Especializa-
da em Dissídios Coletivos.
Em relação às Seções Especializadas em Dissídios Individuais (SDI-I e SDI-II), a competên-
cia está no art. 71 do Regimento Interno:
À Seção Especializada em Dissídios Individuais, em composição plena ou dividida em 
duas Subseções, compete:
I – em composição plena, julgar, em caráter de urgência e com preferência na pauta, os 
processos nos quais tenha sido estabelecida, na votação, divergência entre as Subse-
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ções I e II da Seção Especializada em Dissídios Individuais, quanto à aplicação de dispo-
sitivo de lei federal ou da Constituição da República;
II – à Subseção I:
a) julgar os embargos interpostos contra decisões divergentes das Turmas, ou destas 
que divirjam de decisão da Seção de Dissídios Individuais, de Orientação Jurisprudencial 
ou de Súmula; e
b) julgar os agravos e os agravos regimentais interpostos contra despacho exarado em 
processos de sua competência.
III – à Subseção II:
a) originariamente:
1. julgar as ações rescisórias propostas contra suas decisões, as da Subseção I e as das 
Turmas do Tribunal;
2. julgar os mandados de segurança contra os atos praticados pelo Presidente do Tribu-
nal, ou por qualquer dos Ministros integrantes da Seção Especializada em Dissídios Indi-
viduais, nos processos de sua competência;
3. julgar as ações cautelares; e
4. julgar os habeas corpus.
b) em única instância:
1. julgar os agravos e os agravos regimentais interpostos contra despacho exarado em 
processos de sua competência; e
2. julgar os conflitos de competência entre Tribunais Regionais e os que envolvam Juízes 
de Direito investidos da jurisdição trabalhista e Varas do Trabalho em processos de dis-
sídios individuais.
c) em última instância:
1. julgar os recursos ordinários interpostos contra decisões dos Tribunais Regionais em 
processos de dissídio individual de sua competência originária; e
2. julgar os agravos de instrumento interpostos contra despacho denegatório de recurso 
ordinário em processos de sua competência.
Dispõe o art. 72 do Regimento Interno do TST:
Compete a cada uma das Turmas julgar:
I – os recursos de revista interpostos contra decisão dos Tribunais Regionais do Trabalho, 
nos casos previstos em lei;
II – os agravos de instrumento dos despachos de Presidente de Tribunal Regional que 
denegarem seguimento a recurso de revista;
III – os agravos e os agravos regimentais interpostos contra despacho exarado em pro-
cessos de sua competência; e
IV – os recursos ordinários em ação cautelar, quando a competência para julgamento do 
recurso do processo principal for atribuída à Turma.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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O art. 65, parágrafo único, do Regimento Interno do TST, dispõe que funcionam junto ao 
TST os seguintes órgãos (não judicantes): Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamen-
to de Magistrados do Trabalho (ENAMAT); Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT); 
Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Assessores e Servidores do Tribunal Superior do 
Trabalho (CEFAST); Ouvidoria.
Tendo e vista a frequência com que aparecem questões sobre a composição do CSJT em 
concursos públicos, vamos estudá-la:
Como disposto no art. 111-A da CF, funcionará junto ao TST o Conselho Superior da Justiça 
do Trabalho (CSJT). O CSJT é composto pelo:
• Presidente do TST;
• Vice-Presidente do TST;
• Corregedor-Geral da Justiça do Trabalho;
• três ministros (do TST) eleitos pelo Pleno do TST;
• cinco presidentes de Tribunais Regionais do Trabalho, cada um representando uma re-
gião geográfica do país (Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste).
Os membros do CJST exercem mandato de 2 anos.
Para queserve o CSJT?
A função está descrita na CF: é responsável pela supervisão administrativa, financeira, orça-
mentária e patrimonial dos órgãos da Justiça do Trabalho. As decisões têm efeito vinculante.
4
4 Extraído de http://www.guiatrabalhista.com.br/tematicas/processo_trabalho.htm, em 25/6/2021.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
RESUMO
Antes de passarmos aos exercícios, vamos a um breve resumo dos três temas de hoje: 
formas de solução do conflito trabalhista, fontes do processo do trabalho e organização da 
Justiça do Trabalho.
1. As três formas de solução de conflitos trabalhistas são: a autodefesa, a autocomposi-
ção e a heterocomposição.
Autodefesa: imposição da vontade do mais forte sobre o mais fraco. Únicos exemplos que 
encontramos em provas: greve e lockout.
Autocomposição: Os próprios interessados chegam à uma solução, sem emprego de for-
ça, fazendo concessões recíprocas (o que é chamado de transação – ato bilateral). A auto-
composição também pode advir da renúncia (ato unilateral). Casos de autocomposição: con-
ciliação; convenção coletiva do trabalho ou acordo coletivo do trabalho; mediação; comissão 
de conciliação prévia.
A passagem pela comissão de conciliação prévia não é mais requisito obrigatório para 
ingresso na Justiça do Trabalho. Eventual acordo firmado na CCP tem força de título executivo 
extrajudicial.
Quanto aos efeitos da quitação dada na CCP, houve recente alteração de entendimento, 
tendo o STF fixado que não há quitação ampla e irrestrita, mas sim quitação das parcelas 
constantes do termo.
Heterocomposição: a solução é imposta por um terceiro, que decide o conflito com força 
obrigatória. São casos de heterocomposição: a arbitragem e a jurisdição (que pode ser volun-
tária ou contenciosa).
A arbitragem sempre foi admitida no direito coletivo do trabalho e, após a reforma traba-
lhista, passou a ser possível também no âmbito do direito individual do trabalho, nos termos 
do art. 507-A da CLT:
Art. 507-A. Nos contratos individuais de trabalho cuja remuneração seja superior a duas vezes o limite 
máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social, poderá ser pactuada 
cláusula compromissória de arbitragem, desde que por iniciativa do empregado ou mediante a sua 
concordância expressa, nos termos previstos na Lei no 9.307, de 23 de setembro de 1996.
2. Alguns autores classificam as fontes em primárias (que seriam as leis) e secundárias 
(costume, jurisprudência, princípios gerais do direito, analogia, equidade e doutrina).
Outros autores classificam as fontes em: fontes materiais (fato social) e formais (lei, cos-
tume, jurisprudência, analogia, equidade, princípios gerais de direito e doutrina. As fontes for-
mais ainda podem ser divididas em fontes formais diretas (leis em sentido amplo), indiretas 
(servem para interpretação da lei doutrina e jurisprudência) e de explicitação (suprem lacuna 
da lei: costumes, princípios gerais do direito, analogia, equidade.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Em caso de omissão da CLT, no processo de conhecimento, serão utilizadas as normas do 
CPC. Em se tratando de processo de execução, será utilizada em primeiro lugar a Lei de Execu-
ção Fiscal e, posteriormente, o CPC.
3. Os órgãos da Justiça do Trabalho estão dispostos no art. 111 da CF:
Art. 111. São órgãos da Justiça do Trabalho:
I – o Tribunal Superior do Trabalho;
II – os Tribunais Regionais do Trabalho;
III – os Juízes do Trabalho.
Nas comarcas não abrangidas pela jurisdição da Justiça do Trabalho (ou seja, localidades 
não vinculadas a nenhuma Vara do Trabalho), quem julga as causas trabalhistas é o Juiz de Di-
reito, sendo eventual recurso interposto para o respectivo Tribunal Regional do Trabalho (arts. 
668 e 669 da CLT).
Cada TRT é composto de, no mínimo, 7 desembargadores. Um quinto dos cargos no Tri-
bunal será ocupado por representantes da advocacia e do Ministério Público do Trabalho (é o 
chamado quinto constitucional).
No Brasil existem 24 TRTs, sendo praticamente um por Estado. Mas há exceções: o Estado 
de São Paulo, em razão da enorme demanda, possui dois Tribunais Regionais do Trabalho (TRT 
2 e TRT 15). Também há um outro tipo de exceção: Tribunais que abrangem mais de um Estado.
O Tribunal Superior do Trabalho é o órgão de cúpula da Justiça do Trabalho, com jurisdição 
em todo território nacional.
A composição do TST está disciplinada no art. 111-A da CF:
Art. 111-A. O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de vinte e sete Ministros, escolhidos dentre 
brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos, nomeados pelo Presidente 
da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal, sendo:
I – um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros 
do Ministério Público do Trabalho, observado o disposto no art. 94;
II – os demais dentre Juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, oriundos da magistratura da car-
reira, indicados em lista tríplice elaborada pelo próprio Tribunal Superior.
§ 1º – A lei disporá sobre a competência do Tribunal Superior do Trabalho.
§ 2º – Funcionarão junto ao Tribunal Superior do Trabalho:
I – a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho, cabendo-lhe, 
dentre outras funções, regulamentar os cursos oficiais para o ingresso e promoção na carreira;
II – o Conselho Superior da Justiça do Trabalho, cabendo-lhe exercer, na forma da lei, a supervisão 
administrativa, orçamentária, financeira e patrimonial da Justiça do Trabalho de primeiro e segun-
do graus, como órgão central do sistema, cujas decisões terão efeito vinculante.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
EXERCÍCIOS
009. (FCC/PGE-MT/PROCURADOR DO ESTADO/2016) No estudo da Teoria Geral do Direito 
Processual do Trabalho com enfoque nos princípios, fontes, hermenêutica e nos métodos de 
solução dos conflitos trabalhistas,
a) a autocomposição é uma técnica de solução dos conflitos que consiste na solução direta 
entre os litigantes diante da imposição de interesses de um sobre o outro, sendo exemplos 
desta modalidade permitida pela legislação que regula a ordem trabalhista a greve, o locaute, 
o poder disciplinar do empregador e a autotutela sindical.
b) por força do princípio da subsidiariedade previsto expressamente no texto consolidado, o 
direito processual comum será aplicado na Justiça do Trabalho exclusivamente pelo critério da 
omissão da lei processual trabalhista.
c) os dissídios individuais ou coletivos submetidos à apreciação da Justiça do Trabalho serão 
sempre sujeitos à conciliação e, não havendo acordo, o juízo conciliatórioconverter-se-á, obri-
gatoriamente, em arbitral; sendo lícito às partes celebrar acordo que ponha termo ao processo, 
mesmo depois de encerrado o juízo conciliatório.
d) os costumes, a jurisprudência, a analogia e a autonomia privada coletiva são consideradas 
fontes materiais do direito processual do trabalho, conforme previsão expressa contida na 
Consolidação das Leis do Trabalho.
e) os princípios da irrecorribilidade das decisões interlocutórias e da execução ex officio das 
sentenças se restringem aos processos que tramitam pelo rito sumaríssimo na Justiça do 
Trabalho.
a) O que está descrito na alternativa “a” é, na verdade, a autodefesa (os exemplos dados na 
alternativa também são todos casos de autodefesa). Na autocomposição não há imposição de 
interesses de um sobre o outro.
b) Para se aplicar o CPC, não basta a omissão da lei processual trabalhista; é preciso que haja 
a compatibilidade entre os institutos (OBS: vamos repetir isso muitas vezes, pois é uma das 
questões preferidas dos examinadores).
c) Certa. A resposta está no art. 764 da CLT. Olhe ele aqui:
Art. 764 - Os dissídios individuais ou coletivos submetidos à apreciação da Justiça do Trabalho 
serão sempre sujeitos à conciliação.
§ 1º - Para os efeitos deste artigo, os juízes e Tribunais do Trabalho empregarão sempre os seus 
bons ofícios e persuasão no sentido de uma solução conciliatória dos conflitos.
§ 2º - Não havendo acordo, o juízo conciliatório converter-se-á obrigatoriamente em arbitral, profe-
rindo decisão na forma prescrita neste Título.
§ 3º - É lícito às partes celebrar acordo que ponha termo ao processo, ainda mesmo depois de en-
cerrado o juízo conciliatório.
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A Justiça do Trabalho tem como um dos seus pilares, a busca do acordo. Não tendo acordo, o 
juiz julga a lide, sedo sua decisão de caráter impositivo.
A frase “o juízo conciliatório converter-se-á, obrigatoriamente, em arbitral”, dá a entender que 
o caso será julgado por um árbitro, caso não seja feito acordo. Mas não é assim que deve ser 
entendido. O que acontece é o seguinte: se não houver acordo, aquele juiz que até então estava 
aproximando as partes para buscar uma conciliação, irá passar a proferir decisão com caráter 
vinculante.
d) Todos os exemplos citados são fontes formais do direito processual do trabalho.
e) Errada. 1º) o princípio da irrecorribilidade das decisões interlocutórias (como será estu-
dado mais para frente) é aplicado a todos os processos trabalhistas, e não somente aos que 
tramitam pelo rito sumaríssimo. 2º) Execução ex officio das sentenças – não existe mais. Foi 
retirada pela Reforma Trabalhista.
Letra c.
010. (VUNESP/EBSERH/ VUNESP/ADVOGADO/2020). Nos termos da Consolidação das Leis 
do Trabalho, a arbitragem é forma de solução de conflitos individuais de trabalho, desde que
a) a cláusula compromissória seja pactuada após o término do contrato de trabalho, indepen-
dentemente de qualquer outra circunstância.
b) haja cláusula em convenção ou acordo coletivo de trabalho prevendo a hipótese.
c) o empregado perceba remuneração superior a duas vezes o teto de benefícios da Previdên-
cia Social e a sentença arbitral seja homologada pela Justiça do Trabalho.
d) pactuada a cláusula compromissória por iniciativa do empregado ou mediante sua anuên-
cia expressa, e satisfeitos os demais requisitos legais.
e) a cláusula compromissória seja firmada com fiscalização do sindicato da categoria profis-
sional.
A resposta está no art. 507-A, da CLT:
Art. 507-A. Nos contratos individuais de trabalho cuja remuneração seja superior a duas vezes 
o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social, poderá 
ser pactuada cláusula compromissória de arbitragem, desde que por iniciativa do empregado ou 
mediante a sua concordância expressa, nos termos previstos na Lei no 9.307, de 23 de setembro 
de 1996.
a) Se as partes pactuarem após o término do contrato de trabalho (ou seja, quando o conflito 
já existe), será convenção de arbitragem e não cláusula compromissória. Além disso, não se 
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pode dizer que será pactuado independentemente de qualquer outra circunstância, uma vez que 
depende do valor do salário recebido pelo empregado para que seja válida.
b) Não há exigência de convenção ou acordo coletivo de trabalho prevendo a hipótese.
c) Quanto à remuneração, ok. Mas não há exigência de que a sentença arbitral seja homologa-
da pela Justiça do Trabalho.
d) Certa.
e) Não há tal exigência no dispositivo legal.
Letra d.
011. (VUNESP/EBSERH/ADVOGADO/2020). Nos termos da Consolidação das Leis do Traba-
lho, os membros da comissão de representantes dos trabalhadores
a) são designados pelo sindicato da categoria profissional.
b) precisam estar filiados ao sindicato da categoria profissional.
c) gozam de estabilidade no emprego desde o registro da candidatura.
d) estão incumbidos de solucionar os conflitos individuais de trabalho por meio da arbitra-
gem.
e) acumulam a condição de membros da comissão interna de prevenção de acidentes.
a) São eleitos pelos seus pares.
b) A lei (CLT) não exige que o empregado esteja filiado ao sindicato da categoria profissional.
c) Certa.
d) Errada. Não tem nada a ver com arbitragem.
Não necessariamente quem for membro da comissão de conciliação prévia será membro da 
comissão interna de prevenção de acidentes.
Letra c.
012. (VUNESP/SAAE DE BARRETOS-SP/ADVOGADO/2018). Sobre as Comissões de Concilia-
ção Prévia, assinale a alternativa correta.
a) Têm prazo de 5 (cinco) dias para a realização da sessão de tentativa de conciliação a partir 
da provocação do interessado.
b) O termo de conciliação é título executivo extrajudicial e terá eficácia liberatória geral, exceto 
quanto às parcelas expressamente ressalvadas.
c) Têm prazo de 15 (quinze) dias para a realização da sessão de tentativa de conciliação a 
partir da provocação do interessado.
d) O termo de conciliação é título executivo judicial e terá eficácia liberatória geral, exceto quan-
to às parcelas expressamente ressalvadas.
e) O prazo prescricional será interrompido a partir da provocação da Comissão de Concilia-
ção Prévia.
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a) O prazo é de 10 (dez) dias para a realização da sessão de tentativa de conciliação.
b) correto. Art. 625-E da CLT.
c) 10 (dez) dias.
d) O termo de conciliação é título executivo extrajudicial.
e) O prazo prescricional será suspenso.
E tem diferença entre prazo suspenso e prazo interrompido? Sim!! A suspensão faz com que o 
prazo pare de ser contado, fiquei suspenso e depois volte a contar pelo que restava. A interrup-
ção faz com que o prazo volte a contar do zero.
Letra b.
013. (FCC/TRT-2ª REGIÃO(SP)/2018), Camila e Soraya são estudantes, trabalham em sindica-
tos e são muito interessadas na legislação trabalhista. Vizinhas, frequentemente se reúnem 
para tomar um café e colocar a conversa em dia. No último encontro, as amigas começaram a 
discutir sobre as recentes mudanças ocorridas na Consolidação das Leis do Trabalho e sobre 
as Comissões de Conciliação Prévia. Camila afirmou corretamente para Soraya que as recen-
tes mudanças ocorridas na Consolidação da Leis do Trabalho
a) não alteraram as disposições legais referentes à Comissão de Conciliação Prévia e o man-
dato dos seus membros, titulares e suplentes continua sendo de dois anos, vedada a recondu-
ção.
b) não alteraram as disposições legais referentes à Comissão de Conciliação Prévia, que é 
instituída no âmbito da empresa sendo composta de, no mínimo, dois e, no máximo, dez mem-
bros.
c) alteraram as disposições legais referentes à Comissão de Conciliação Prévia e o mandato 
dos seus membros, titulares e suplentes passou a ser de dois anos, permitida uma única re-
condução.
d) alteraram as disposições legais referentes à Comissão de Conciliação Prévia, sendo veda-
da a dispensa dos representantes dos empregados membros da Comissão, titulares e suplen-
tes, até três meses após o final do mandato, salvo se cometerem falta grave.
e) não alteraram as disposições legais referentes à Comissão de Conciliação Prévia sendo 
que haverá na Comissão dois suplentes para cada representante titular.
a) As recentes alterações (ou seja, reforma trabalhista de 2017) não alteraram mesmo a ques-
tão da CCP. Mas o mandato é de 1 ano e não de 2, permitida uma recondução (ou seja, uma 
reeleição. Uma só.). Art. 625-B, III, CLT.
b) Certa.
c) Não houve alteração e o mandato é de 1 ano, permitida uma recondução.
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d) Não alteraram e a estabilidade não é de 3 meses e sim de 1 ano após o final do mandato. Art. 
625-B, §1º. (durante o período de estabilidade só pode haver dispensa se houver falta grave).
e) O inciso III do art. 625-B da CLT diz o seguinte: “II - haverá na Comissão tantos suplentes 
quantos forem os representantes titulares”. Isso significa que para cada titular, há um suplente.
Letra b.
014. (IBFC/DOCAS-PB/ADVOGADO/2015) Assinale a alternativa correta conforme as dispo-
sições da Consolidação das Leis do Trabalho sobre a comissão prévia de conciliação nos 
dissídios individuais.
a) As empresas e os sindicatos podem instituir Comissões de Conciliação Prévia, de compo-
sição paritária, com representante dos empregados e dos empregadores, com a atribuição de 
processar e julgar os conflitos individuais do trabalho.
b) A Comissão instituída no âmbito da empresa será composta de, no mínimo, dois e, no má-
ximo, dez membros.
c) É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros da Comissão de Con-
ciliação Prévia, titulares e suplentes, até dois anos após o final do mandato, salvo se comete-
rem falta grave, nos termos da lei.
d) Qualquer demanda de natureza trabalhista será submetida à Comissão de Conciliação Pré-
via, ainda que, na localidade da prestação de serviços, não houver sido instituída a Comissão 
no âmbito da empresa ou do sindicato da categoria.
a) A Comissão de Conciliação Prévia não processa e nem julga os conflitos individuais do tra-
balho; quem faz isso é somente o Poder Judiciário. A CCP apenas tenta buscar que as partes 
entrem num acordo.
b) Certa.
c) Até 1 ano após o final do mandato (art. 625-B, § 1º).
d) A passagem pela Comissão de Conciliação Prévia não é obrigatória, depende da vontade 
da parte. E se não houver CCP instituída, não há como passar por ela, não é? Aí o que resta é 
ir direto ao Judiciário.
Letra b.
015. (FCC/ TRT-2ª REGIÃO(SP)ANALISTA JUDICIÁRIO-CONTABILIDADE/2018) A respeito 
das Comissões de Conciliação Prévia, de acordo com a legislação vigente,
a) a Comissão instituída no âmbito da empresa será composta de, no mínimo, 2 e, no máximo, 
12 membros, sendo que a metade de seus membros será indicada pelo empregador e outra 
metade eleita pelos empregados, em escrutínio secreto, fiscalizado pelo sindicato de categoria 
profissional.
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b) é vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros da Comissão de Con-
ciliação Prévia, titulares e suplentes, até um ano após o final do mandato, salvo se cometerem 
falta grave, nos termos da lei.
c) somente as empresas e nunca os sindicatos podem instituir Comissões de Conciliação 
Prévia, de composição paritária, com representante dos empregados e dos empregadores, 
com a atribuição de tentar conciliar os conflitos individuais do trabalho.
d) o representante dos empregados permanecerá afastado do seu trabalho normal na empre-
sa durante todo o período em que perdurar o seu mandato, sendo, no entanto, esse período, 
computado como tempo de trabalho efetivo.
e) as Comissões de Conciliação Prévia têm prazo de 15 dias para a realização da sessão de 
tentativa de conciliação a partir da provocação do interessado.
a) No mínimo 2 e, no máximo, 10 membros (art. 625-B).
b) Certa.
c) Podem ser instituídas Comissões de Conciliação Prévia também nos sindicatos. Diz o art. 
625-A da CLT:
As empresas e os sindicatos podem instituir Comissões de Conciliação Prévia, de composição pari-
tária, com representante dos empregados e dos empregadores, com a atribuição de tentar conciliar 
os conflitos individuais do trabalho. Parágrafo único. As Comissões referidas no caput deste artigo 
poderão ser constituídas por grupos de empresas ou ter caráter intersindical.
d) O representante dos empregados permanece trabalhando normalmente, até porque não é 
toda hora que há demanda de trabalho na CCP. Quando houver necessidade de atuar na CCP, 
ele se afasta do trabalho pelo período necessário, e aí este tempo é computado como tempo 
de trabalho efetivo (ou seja, ele recebe o salário normalmente no período em que está afasta-
do, o período é contado para fins de aquisição de férias etc.). Art. 625-B, § 2º.
e) O prazo para a realização da sessão de tentativa de conciliação, a partir da provocaçãodo 
interessado, é de 10 dias.
Letra b.
016. (FCC/TST/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2017) As Comissões de Conciliação Prévia 
têm como atribuição tentar conciliar os conflitos individuais de trabalho, podendo ser consti-
tuídas por grupos de empresas ou ter caráter intersindical. Quanto à Comissão instituída no 
âmbito da empresa,
a) será composta de, no mínimo, 4 e, no máximo, 12 membros.
b) haverá na Comissão tantos suplentes quantos forem os representantes titulares.
c) todos os membros da Comissão serão eleitos pelos trabalhadores da empresa, sendo a 
eleição fiscalizada pelo sindicato da categoria profissional.
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d) o mandato dos membros da Comissão, titulares e suplentes, é de dois anos, permitida uma 
recondução.
e) o representante dos empregados ficará afastado de suas atividades normais para poder 
exercer as atribuições na Comissão.
a) Será composta de no mínimo 2 e, no máximo, 10 membros.
b) Certa.
c) Metade dos membros da Comissão serão eleitos pelos trabalhadores da empresa e a outra 
metade será indicada pelo empregador. É a isso que se chama de composição paritária.
d) O mandato dos membros da Comissão, titulares e suplentes, é de um ano, permitida uma 
recondução.
e) Não há afastamento contínuo, mas apenas nos momentos em que o empregado precisa 
efetivamente atuar na Comissão (não há demanda de trabalho o tempo todo na CCP).
Letra b.
017. (CESPE/TRT-8ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2016) Acerca das comissões de conciliação 
prévia, assinale a opção correta.
a) Membro suplente dos empregados de comissão de conciliação prévia não possui es-
tabilidade.
b) Qualquer demanda trabalhista pode ser objeto de discussão em comissão de concilia-
ção prévia.
c) Será descontado da sua folha de pagamento o valor equivalente ao período em que empre-
gado designado a atuar como conciliador em data de expediente esteve ausente do trabalho.
d) As comissões de conciliação prévia são necessariamente compostas pelo sindicato dos 
empregados e pelo sindicato dos empregadores.
e) O mandato dos membros das comissões de conciliação prévia é de dois anos, vedada a 
recondução.
a) O suplente também possui estabilidade (Veja que o § 1º do art. 625-B diz que
é vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros da Comissão de Conciliação 
Prévia, titulares e suplentes, até um ano após o final do mandato, salvo se cometerem falta grave, 
nos termos da lei).
b) Certa.
c) Se o empregado estava ausente do trabalho por estar atuando na comissão de conciliação 
previa, não pode haver qualquer desconto em seu salário.
d) As comissões de conciliação prévia são necessariamente compostas por representantes 
dos empregados e representantes dos empregadores, e não por sindicato de um e outro. Re-
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presentante, aqui, quer dizer: empregado que esteja atuando em nome dos outros empregados 
e empregado que esteja atuando em nome do empregador. Não tem nada a ver com sindicato.
e) O mandato é de um ano, permitida uma recondução.
Letra b.
018. (FCC/TRT-4ª/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015) A Comissão de Conciliação Prévia instituí-
da no âmbito de empresa
a) terá 2/3 de seus membros eleitos pelos empregados, em escrutínio, secreto, fiscalizado pelo 
sindicato de categoria profissional.
b) terá 2/3 de seus membros indicados pelo empregador.
c) será composta de, no mínimo, 2 e, no máximo, 10 membros.
d) haverá 2 suplentes para cada representante titular.
e) será composta de, no mínimo, 3 e, no máximo, 7 membros.
a) terá metade de seus membros eleitos pelos empregados, em escrutínio, secreto, fiscalizado 
pelo sindicato de categoria profissional.
b) terá metade de seus membros indicados pelo empregador.
c) certa.
d) haverá 1 suplente para cada representante titular.
e) será composta de, no mínimo, 2 e, no máximo, 10 membros.
Letra c.
019. (CESPE/AGU/2015) Julgue os itens a seguir
A comissão de conciliação prévia é órgão extrajudicial cuja atribuição legal é conciliar os con-
flitos individuais de trabalho, não podendo ela exercer a função de órgão de assistência e ho-
mologação de rescisão de contrato de trabalho.
A comissão de conciliação prévia é composta de representantes dos empregados e emprega-
dores (ou seja, não tem nada a ver com o Poder Judiciário, e por isso é chamada de órgão ex-
trajudicial (fora do Judiciário)). E o único objetivo é tentar conseguir um acordo entre as partes.
Aqui tem um ponto que, embora não seja cobrado com frequência em concursos, pode ser que 
caia, então é melhor que você saiba: A CCP também não pode ser utilizada apenas para homo-
logar a rescisão contratual. O objetivo dela é mais amplo: é levar as partes a fazerem acordo 
sobre tudo que ficou pendente, tudo que é objeto de controvérsia... Não pode ser utilizada ape-
nas para homologar verbas rescisórias, porque isso desvirtua sua finalidade.
Certo.
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020. (CESPE/TRT-8ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2013) Assinale a opção correta com referência 
às comissões de conciliação prévia.
a) Na mesma localidade e para a mesma categoria, podem existir comissão de empresa e 
comissão sindical.
b) Somente poderá existir comissão de conciliação prévia no âmbito do sindicato.
c) O prazo prescricional será interrompido a partir da provocação da comissão de concilia-
ção prévia.
d) O termo de conciliação é título executivo judicial e terá eficácia liberatória geral, exceto quan-
to às parcelas ressalvadas.
e) As comissões de conciliação prévia têm prazo de vinte dias para a realização da sessão de 
tentativa de conciliação a partir da provocação do interessado.
a) Certa.
b) Errada, porque também pode existir CCP no âmbito da empresa.
c) O prazo prescricional será suspenso a partir da provocação da comissão de concilia-
ção prévia.
d) O termo de conciliação é título executivo extrajudicial (ele é formado fora do Poder Judiciário).
e) O prazo é de 10 dias.
Letra a.
021. FCC/METRÔ-SP/ADVOGADO JÚNIOR/2012) A Comissão de Conciliação Prévia instituída 
no âmbito da empresa X é composta de dez representantes titulares. Neste caso, a Comissão
a) possui formação regular e seus dez representantes titulares terão mandato de um ano, ve-
dada qualquer recondução.
b) possui formação irregular tendo em vista que o número máximo de representantes titula-
res é sete.Formas de Solução de Conflitos Trabalhistas
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e sociais, como a autodefesa, a autocomposição e a heterocomposição, podendo ser identifi-
cados como exemplos práticos destas, respectivamente:
a) greve − transação − jurisdição.
b) renúncia − jurisdição − convenção coletiva de trabalho.
c) greve − renúncia − transação extrajudicial.
d) jurisdição − lockout − arbitragem.
e) lockout − greve − transação.
a) Certa. Veja que a greve é trazida como exemplo de autodefesa.
A transação é a concessão recíproca, quando as duas partes abrem mão de algum interesse e 
chegam à uma composição (trata-se de autocomposição).
A jurisdição é o exemplo mais típico da heterocomposição.
Veja que, sabendo que os únicos exemplos de autodefesa que 
caem em prova são greve e lockout, você já consegue eliminar 
algumas alternativas da questão.
b) renúncia (AUTOCOMPOSIÇÃO) – jurisdição (HETEROCOMPOSIÇÃO) − convenção coletiva 
de trabalho (AUTOCOMPOSIÇÃO).
c) Greve (AUTODEFESA) – renúncia (AUTOCOMPOSIÇÃO) − transação extrajudicial (AUTO-
COMPOSIÇÃO).
d) Jurisdição (HETEROCOMPOSIÇÃO) – lockout (AUTODEFESA) – arbitragem (HETERO-
COMPOSIÇÃO).
e) lockout (AUTODEFESA) – greve (AUTODEFESA) – transação (AUTOCOMPOSIÇÃO).
Letra a.
2) Autocomposição: Os próprios interessados chegam à uma solução, sem emprego de 
força, fazendo concessões recíprocas (o que é chamado de transação – ato bilateral). Aqui, 
cada umas das partes (empregado e empregador) abre mão de alguma pretensão, em benefí-
cio de alguma outra vantagem, colocando fim ao impasse.
A autocomposição também pode advir da renúncia (ato unilateral), que é quando apenas 
um dos litigantes faz concessões e sacrifica seus interesses.
De que forma ocorre a autocomposição? Pode ocorrer tanto fora de um processo judicial 
(extraprocessual), ou no próprio processo (intraprocessual).
Exemplo de autocomposição ocorrida fora do processo: convenção coletiva de trabalho (é 
uma composição, um acordo, entre sindicatos dos empregados e sindicatos dos empregado-
res, colocando fim ao impasse e estabelecendo regras que devem ser aplicadas à categoria 
que celebrou a convenção).
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Exemplo de autocomposição ocorrida dentro do processo: conciliação (embora tenha sido 
ajuizada uma ação, as partes chegam a um acordo, por exemplo, durante a audiência de con-
ciliação, colocando fim ao processo).
Alguns doutrinadores entendem que a composição ocorrida dentro do processo é, na verdade, 
uma forma de heterocomposição, uma vez que há a participação de um terceiro, qual seja, 
o Estado-juiz. No entanto, a doutrina majoritária entende que se trata de uma forma de auto-
composição, pois ainda que ocorra dentro do processo, a conciliação não foi imposta por um 
terceiro, mas sim, buscada, de comum acordo, pelas partes envolvidas.
Dentro da autocomposição extraprocessual, podemos citar, ainda, a mediação. Mas, tam-
bém aqui, é importante que você saiba que para alguns doutrinadores, a mediação é uma 
forma de heterocomposição, uma vez que há um terceiro envolvido (o mediador). Agora que 
você já sabe desta divergência, vamos ao que realmente importa: o entendimento majoritário 
é de que a mediação é uma forma de autocomposição, uma vez que o mediador não impõe 
solução, sequer dá palpite. Ele apenas conduz as partes para que elas próprias encontrem uma 
solução. Gravou isso? Então, vamos ao estudo da mediação:
mediação
De acordo com o parágrafo único do art. 1º, da Lei n. 13.140/15, a mediação é a “atividade 
técnica exercida por terceiro imparcial sem poder decisório, que, escolhido ou aceito pelas par-
tes, as auxilia e estimula a identificar ou desenvolver soluções consensuais para a controvérsia”.
Ou seja, na mediação, o terceiro, chamado mediador, não julga, tampouco dá conselhos. 
O mediador apenas utiliza técnicas para que as próprias partes sejam estimuladas a buscar 
solução para o conflito. Ele instiga as partes a descobrirem o que é melhor para resolver o 
problema delas.
Aqui também há importante inovação trazida pela Reforma Trabalhista. Agora, o acordo obtido 
na mediação pode ser levado à Vara do Trabalho para homologação. Antes, o acordo precisa-
ria ser feito em audiência, dentro de um processo judicial trabalhista. A partir da reforma, as 
partes podem se conciliar extrajudicialmente e levar o acordo para ser homologado pelo Juiz 
do Trabalho.
Veja como ficou a nova redação dos artigos 652 e 855-B da CLT:
Art. 652. Compete às Varas do Trabalho: (…)
f) decidir quanto à homologação de acordo extrajudicial em matéria de competência da Justiça do 
Trabalho
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Art. 855-B. O processo de homologação de acordo Extrajudicial terá início por petição conjunta, 
sendo obrigatória a representação das partes por advogado.
§ 1º As partes não poderão ser representadas por advogado comum.
§ 2º Faculta-se ao trabalhador ser assistido pelo advogado do sindicato de sua categoria.
Com esses artigos introduzidos pela reforma trabalhista, se tornou possível a mediação 
para solução de conflitos individuais trabalhistas, sendo que a participação do Poder Judiciá-
rio Trabalhista será apenas para homologação do acordo extrajudicial.
Para que o juiz homologue o acordo, os advogados das partes devem elaborar uma petição 
conjunta. Mas deve ser um advogado para cada parte. A CLT proíbe que as partes sejam repre-
sentadas pelo mesmo advogado.
É importante saber que o juiz do trabalho não é obrigado a homologar o acordo extrajudi-
cial. Desde que fundamente sua decisão, ele pode, por algum motivo (ex. nulidade), decidir não 
homologar o acordo.
Súmula n. 418 do TST
MANDADO DE SEGURANÇA VISANDO À HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO
A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo 
tutelável pela via do mandado de segurança.
No campo do direito coletivo do trabalho, a utilização da mediação é amplamente aceita (e 
já o era mesmo antes da reforma trabalhista).
Há uma outra forma de composição extrajudicial, também enquadrada como autocompo-
sição, que já teve seus dias de glória, mas que hoje tem pouca aplicação prática (no entanto, 
continua caindo em concursos). Trata-se da COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA (CCP).
O que é esta comissão?
É um comitê, um grupo de representantes dos empregados e dos empregadores (em igual 
número), instituído na base da empresa, do sindicato, ou por um conglomerado de empresas 
ou sindicatos, com a atribuição de tentar conciliar os conflitos individuais do trabalho (art. 625-
A, da CLT).
Os dias de glória da comissão de conciliação prévia decorreram da redação do art. 625-D, 
da CLT, que previa a obrigatoriedade de se passar pela comissão de conciliação prévia (desde 
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DIREITOc) terá na sua composição cinco representantes suplentes.
d) possui formação irregular tendo em vista que o número máximo de representantes titula-
res é nove.
e) terá na sua composição dez representantes suplentes.
a) Errada. É permitida uma recondução.
b) Errada. O número máximo é 10.
c) Se são 10 titulares, serão 10 suplentes.
d) Idem letra b.
e) Certa.
Letra e.
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022. (CESPE/MPU/ANALISTA PROCESSUAL/2010) O direito coletivo do trabalho regula a 
atuação das entidades que defendem as diferentes categorias profissionais. Acerca desse 
tema, julgue os itens subsequentes.
É facultado ao empregador dispensar empregado membro da comissão de conciliação prévia.
O empregador só pode dispensar empregado membro da comissão de conciliação prévia se 
ele cometer falta grave, ou seja, só poderá ser dispensa por justa causa (e nunca dispensa sem 
justa causa). E isso vale até 1 ano após o final do mandato.
Errado.
023. (CESPE/SEAD-SE/PROCURADOR/2009) A respeito do direito processual do trabalho, 
julgue os itens seguintes.
As comissões de conciliação prévia compõem a estrutura da justiça do trabalho.
As CCPs são formadas no âmbito da empresa ou do sindicato, ou seja, completamente fora do 
Poder Judiciário. Trata-se de forma extrajudicial de solução do problema.
Errado.
024. (CESPE/TRT-1ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2008) Submetida uma demanda trabalhista à 
comissão de conciliação prévia, celebrou-se acordo. Entretanto, a reclamada não o cumpriu. 
Nessa situação,
a) o acordo celebrado é um título executivo, como o são os termos de ajuste de conduta firma-
dos perante o Ministério Público do Trabalho.
b) em face do não-cumprimento de acordo, o trabalhador está de posse de um título executi-
vo judicial.
c) como foi celebrado em comissão de conciliação prévia, o acordo não é considerado título 
executivo.
d) deverá ser fornecida ao trabalhador declaração de conciliação frustrada.
e) somente o acordo realizado perante a justiça do trabalho é considerado um título executivo.
a) Certa.
b) Não tem como ser um título executivo judicial se ele foi formado fora do Poder Judiciário 
(lembrando que a CCP é formada na empresa ou no sindicato).
c) É título executivo. Título executivo extrajudicial.
d) Não haverá “declaração de conciliação frustrada”, uma vez que a conciliação não foi frus-
trada. As partes chegaram, sim, a um acordo. Ocorre que ele não foi cumprido. E aí é caso de 
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buscar o cumprimento forçado na Justiça do Trabalho. Como? Levando esse termo de acordo 
para ser executado (ele é um título executivo extrajudicial).
e) Errada. O acordo realizado perante a justiça do trabalho é considerado título executivo judi-
cial. O acordo saído de uma comissão de conciliação prévia é título executivo extrajudicial. Mas 
são todos títulos executivos.
Letra a.
025. (CESPE/TRT-9ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO/2007) As comissões de conciliação prévia es-
tão reguladas pela Lei n. 9.958/2000, que inseriu artigos à CLT. Com relação a esse assunto, 
julgue os itens que se seguem.
O prazo prescricional será interrompido a partir da provocação da comissão de conciliação 
prévia pelo trabalhador interessado, recomeçando a fluir, pelo que sobejar, a partir da tentativa 
frustrada de conciliação ou do esgotamento do prazo de dez dias para a realização da sessão 
de tentativa de conciliação.
O prazo será suspenso. A questão até descreve corretamente como funciona a suspensão, ao 
dizer que o prazo voltará a correr pelo que faltava. Contudo, chama de interrupção o que, na 
verdade, é suspensão.
Errado.
026. (FCC/TRT-6/TÉCNICO JUDICIÁRIO-ÁREA ADMINISTRATIVA/2018). O advogado Hermes 
pretende utilizar uma medida processual que não está prevista na Consolidação das Leis do 
Trabalho para defender os interesses da empresa reclamada em uma reclamação trabalhista. 
Nessa situação,
a) não poderá utilizar desta medida porque a Consolidação das Leis do Trabalho apresenta 
todas as regras do processo do trabalho.
b) somente poderia se valer de medida processual estranha à Consolidação das Leis do Tra-
balho se estivesse na defesa dos interesses do empregado, em face do princípio da proteção 
ao trabalhador.
c) poderia utilizar de medida processual prevista no Código de Processo Civil apenas na fase 
de execução da sentença, porque na fase de conhecimento deve se valer apenas das regras 
contidas na lei processual trabalhista.
d) nos casos omissos, o direito processual comum será fonte subsidiária do direito processual 
do trabalho, exceto naquilo em que for incompatível com as normas do processo judiciário 
do trabalho.
e) poderá utilizar de qualquer regra do direito processual comum, porque este tem preferência em 
sua aplicação sobre as normas processuais trabalhistas, por serem normas de maior amplitude.
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a) A CLT não esgota todas as regras de processo do trabalho, tanto que o art. 8º permite a uti-
lização da analogia, equidade etc.
b) Errada. O processo do trabalho, como qualquer processo, deve tratar as partes com isono-
mia (embora vigore no direito material do trabalho o princípio da proteção ao trabalhador, no 
direito processual entende-se que as partes devem ter os mesmos meios e oportunidades, 
sendo que a presença do Estado-juiz já é suficiente para garantir que não haja uma “opressão” 
do trabalhador).
c) Na fase de conhecimento, se houver lacuna da CLT, deverá ser utilizado o CPC (art. 769 da 
CLT). Já na fase de execução, a lacuna deverá ser suprida pela utilização da Lei de Execução 
Fiscal (Lei n. 6.830/1980) e, posteriormente, do Código de Processo Civil (art. 889 da CLT).
d) Certa.
e) O processo do trabalho deve seguir, em primeiro lugar, a CLT e as demais leis trabalhistas. 
As demais normas são utilizadas de forma subsidiária.Letra d.
027. (TRT3/JUIZ DO TRABALHO DO TRT-3/2013) Em relação ao processo do trabalho, leia as 
afirmações abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta: 
I – A autocomposição, como expressão do poder reconhecido à vontade dos interessados 
para a tutela dos seus interesses, encontra limites no caráter autárquico do direito do 
trabalho.
II – A aplicação do direito processual comum como fonte subsidiária do direito processual 
do trabalho pressupõe a omissão do direito processual do trabalho e a compatibilidade 
da norma a ser importada do direito processual comum com as suas regras e princípios.
III – Ao Poder Judiciário é vedado, ao julgar dissídios coletivos de natureza econômica, pro-
mover retrocesso na condição social dos trabalhadores.
IV – Na solução de questões surgidas na execução, o juiz deverá se valer das normas de 
direito processual do trabalho e, constatada a sua omissão, recorrer, para supri-la, ao 
direito processual comum e à Lei de Execução Fiscal, nesta ordem, necessariamente.
a) Somente as afirmativas I e II estão corretas.
b) Somente as afirmativas II, III e IV estão corretas.
c) Somente as afirmativas I, II e III estão corretas.
d) Somente as afirmativas II e III estão corretas.
e) Todas as afirmativas estão corretas.
I – Certa. A autonomia das partes, para celebrarem a autocomposição, não é ilimitada, irrestrita.
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II – Certa.
III – Ainda não chegamos nesta parte, mas a afirmação está corretíssima.
IV – O artigo 889 da CLT estabelece que primeiro deve ser aplicada a Lei de Execução Fiscal e 
apenas posteriormente o CPC. Confira:
Art. 889 - Aos trâmites e incidentes do processo da execução são aplicáveis, naquilo em que não 
contravierem ao presente Título, os preceitos que regem o processo dos executivos fiscais para a 
cobrança judicial da dívida ativa da Fazenda Pública Federal.
Letra c.
028. (FCC/TRT-9/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL/ 2015). O advogado da empresa 
reclamada Ostes Produções Ltda, em defesa de seu constituinte, pretende utilizar determinada 
medida processual prevista apenas no Código de Processo Civil − CPC e não contemplada na 
Consolidação das Leis do Trabalho − CLT. Na situação,
a) a pretensão deve ser rejeitada por absoluta falta de previsão legal, tanto da CLT quanto do CPC.
b) a medida não deve ser aceita, pois a CLT contém regramento próprio e exauriente para todas 
as situações processuais do Processo Judiciário Trabalhista.
c) na fase de conhecimento do processo não poderá ser utilizada norma processual supletiva, 
possibilidade cabível apenas em fase de execução e tão somente com aplicação da Lei de 
Execuções Fiscais.
d) o direito processual comum será fonte subsidiária do direito processual do trabalho nos ca-
sos omissos, exceto naquilo em que for incompatível com as normas do Processo Judiciário 
do Trabalho.
e) havendo qualquer omissão da CLT, em seu Título do Processo Judiciário Trabalhista, poderá 
a parte subsidiariamente aplicar normas do CPC, não havendo o que se questionar sobre com-
patibilidade de normas.
(Veja que o examinador não é muito criativo e as questões de concurso acabam sendo 
parecidas).
a) Não há razão para se falar em falta de previsão no CPC, uma vez que o enunciado da ques-
tão deixa claro que a medida processual está prevista expressamente no CPC.
b) As regras da CLT não são exaurientes (ou seja, não esgotam a matéria), sendo necessário 
se recorrer a fontes subsidiárias.
c) Cabe aplicação de fontes subsidiárias tanto na fase de conhecimento quanto na fase de 
execução. O que muda é a lei que será aplicada de forma principal: na fase de conhecimento 
será aplicado o CPC e na fase de execução será aplicada a Lei de Execução Fiscal (persistindo 
a omissão, aí sim o operador do direito irá se socorrer do CPC).
d) exato.
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e) é necessário que exista a compatibilidade de normas.
Letra d.
029. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/2014). Em relação aos 
princípios e às fontes do direito processual do trabalho, julgue o item a seguir.
Considerando que o juiz não se pode eximir de sentenciar sob a alegação de lacuna na lei, nos 
casos omissos, o direito processual comum será fonte subsidiária do direito processual do tra-
balho, independentemente da existência de incompatibilidades entre esses ramos do direito.
De acordo com o art. 769 da CLT deve haver compatibilidade entre o ordenamento jurídico tra-
balhista e a norma do CPC a ser aplicada.
Errado.
030. (FCC/TRT-9/TÉCNICO JUDICIÁRIO-ÁREA ADMINISTRATIVA/2013). Quanto ao processo 
judiciário do trabalho, é correto afirmar:
a) Nos casos omissos, o direito processual comum será fonte subsidiária do direito processual 
do trabalho, exceto naquilo em que for incompatível com as regras da CLT.
b) O direito processual comum é fonte primária, sendo aplicadas as normas processuais con-
tidas na CLT de forma subsidiária.
c) Havendo omissão da CLT sempre serão aplicadas as regras do direito processual comum 
como fonte subsidiária.
d) Aplicam-se apenas as regras contidas na CLT, não podendo ser aplicada norma prevista no 
direito processual comum.
e) A CLT não possui regras processuais próprias, razão pela qual são aplicadas normas do 
direito processual comum.
a) Certa.
b) Ao contrário: as normas processuais contidas na CLT são fonte primária, sendo o direito 
processual comum (CPC) aplicado de forma subsidiária.
O PULO DO GATO
Veja a importância de se estudar todas as diferentes classificações das fontes. Aqui foi adota-
da denominação diversa daquela normalmente cobrada em concursos pela própria FCC.
c) Nem sempre serão aplicadas as regras do direito processual comum como fonte subsidiá-
ria. Na execução, por exemplo, deve ser aplicada, inicialmente, a Lei de Execução Fiscal. Além 
disso, pode ser que o CPC também seja omisso, sendo necessária a busca de outras fontes 
subsidiárias (ex. princípios gerais do direito).
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
d) Errada. Em caso de omissão da CLT, aplicam-se as normas previstas no direito proces-
sual comum.
e) É claro que a CLT possui regras processuais próprias. No entanto, elas não são exaustivas 
(ou seja, existem hipóteses de omissão da CLT).
Letra a.
031. (FCC/TRT-4(RS)/ANALISTA JUDICIÁRIO/2015). A empresa Sinais dos Tempos, na quali-
dade de reclamada em dissídio individual trabalhista, pretende utilizar em sua defesa um insti-
tuto jurídico previsto apenas na legislação processual civil. Tal situação
a)será sempre possível tão somente diante da lacuna da legislação processual trabalhista.
b) não será possível em nenhuma hipótese diante da inflexibilidade das normas processuais 
trabalhistas.
c) será possível apenas em caso de expressa concordância da parte contrária.
d) será possível somente se fosse utilizada pelo empregado em razão do princípio da norma 
mais favorável ao trabalhador.
e) será possível nos casos omissos, em que o direito processual comum será fonte subsidiária 
do direito processual do trabalho, exceto naquilo em que for incompatível com as normas do 
sistema trabalhista.
a) Não basta a lacuna da legislação processual trabalhista. É preciso que seja obedecido o 
requisito da compatibilidade.
b) Será possível, sim. Já vimos várias vezes que a CLT não é exaustiva e, na omissão, cabe 
aplicação subsidiária do CPC.
c) Não há necessidade de concordância da parte contrária. O que precisa existir é omissão 
da CLT e compatibilidade entre o ordenamento jurídico trabalhista e a norma do CPC que se 
pretende utilizar.
d) Não há essa distinção entre empregado e empregador. O processo do trabalho deve buscar 
a equivalência das partes.
e) Certa.
Letra e.
032. (FCC/MANAUSPREV/PROCURADOR AUTÁRQUICO/2015). Sobre a aplicação das normas 
processuais conforme previsão contida na Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, é corre-
to afirmar:
a) Em fase executória, a CLT permite a aplicação supletiva do processo civil nos casos de omis-
são da CLT porque não há nenhuma incompatibilidade de normas nessa fase.
b) A CLT faculta ao Juiz a decisão sobre aplicação originária ou supletiva das normas do pro-
cesso comum ao processo judiciário do trabalho, utilizando-se da analogia e sendo desneces-
sária a análise de compatibilidade entre os sistemas.
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c) Havendo omissão o direito processual comum será fonte subsidiária do processo do traba-
lho, salvo naquilo que for incompatível com as regras do processo judiciário do trabalho.
d) Não há norma processual civil que possa ser aplicada ao processo judiciário do trabalho 
porque todas são incompatíveis com o sistema previsto na CLT.
e) Somente nas fases de conhecimento e recursal é que poderá haver aplicação subsidiária do 
processo comum ao processo judiciário do trabalho.
a) Até é possível a aplicação do CPC na fase de execução, mas, em primeiro lugar, deve ser 
buscada a aplicação da Lei de Execução Fiscal. Além disso, não se pode dizer que “não há 
nenhuma incompatibilidade de normas nessa fase”. A análise de compatibilidade ou não deve 
ser feita casuisticamente (ou seja, em cada caso concreto).
b) Errada. Não cabe ao juiz optar por usar de forma originária ou supletiva o CPC. O que deve 
ser utilizado de forma originária é a CLT. Se ela for omissa, o juiz deverá utilizar, de forma su-
pletiva, o CPC. E é deverá e não poderá. Além disso, ao contrário do que consta na alternativa, 
é necessária a análise de compatibilidade entre os sistemas.
c) Certa.
d) Errada. O CPC é fonte subsidiária principal do processo do trabalho.
e) Errada. Também na fase de execução poderá haver aplicação subsidiária do processo co-
mum ao processo judiciário do trabalho. O que acontece é que antes de utilizar o CPC, deve-se 
buscar a aplicação da Lei de Execução Fiscal. Mas isso não significa que o CPC não possa 
ser aplicado.
Letra c.
033. (FCC/TRT5(BA)/ANALISTA JUDICIÁRIO/2013). O direito processual comum
a) não se aplica ao processo do trabalho.
b) tem aplicação naquilo que favoreça ao trabalhador reclamante.
c) é fonte subsidiária do direito processual do trabalho nas hipóteses expressamente autoriza-
das por lei.
d) se aplica, de forma irrestrita, ao processo do trabalho.
e) é fonte subsidiária do direito processual do trabalho, em caso de omissão e naquilo que não 
for incompatível.
a) Já vimos várias vezes que aplica sim, né?
b) Não importa a quem vá favorecer. Não é este o critério.
c) Não precisa de autorização expressa em lei. Precisa de compatibilidade.
d) A aplicação não se dá de forma irrestrita. É preciso que haja omissão da CLT e compatibili-
dade entre os sistemas.
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e) Certa.
Letra e.
034. (FCC/TRT-18(GO)/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR/2013). Para analisar e julgar os lití-
gios individuais de natureza trabalhista, o Juiz do Trabalho e os Tribunais do Trabalho devem 
valer-se de normas processuais
a) contidas na Consolidação das Leis do Trabalho, na fase de conhecimento do processo, e do 
Código de Processo Civil na fase de execução.
b) do Código de Processo Civil e, de forma subsidiária, das regras contidas na Consolidação 
das Leis do Trabalho.
c) do Código de Processo Civil, na fase de conhecimento do processo, e das regras contidas 
na Lei de Execuções Fiscais na fase de execução da sentença.
d) previstas na Consolidação das Leis do Trabalho e, nos casos omissos, o direito processual 
comum será aplicado de forma subsidiária, exceto naquilo em que houver incompatibilidade.
e) previstas na Consolidação das Leis do Trabalho até a sentença, utilizando toda a matéria re-
cursal prevista no Código de Processo Civil e, por fim, das regras contidas na Lei de Execuções 
Fiscais na fase de execução da sentença.
a) Tanto na fase de conhecimento quanto de execução a norma principal a ser buscada é a CLT. 
Se ela for omissa, busca-se o CPC na fase de conhecimento e a Lei de Execução Fiscal na fase 
de execução (lembrando: busca-se a Lei de Execução Fiscal em primeiro lugar, mas isso não 
significa que não se possa usar o CPC).
b) Ao contrário: 1º - CLT. Se for omissa - CPC.
c) Primeiro deve buscar a CLT (só para que não haja dúvida, é importante registrar que quando 
se fala que a aplicação principal é da CLT, está englobada aqui qualquer lei trabalhista, mesmo 
que ela não esteja dentro da CLT, ok?). Se a CLT for omissa, aí sim se aplicará o CPC na fase 
de conhecimento do processo, e a Lei de Execuções Fiscais na fase de execução da sentença.
d) Certa.
e) Não existe isso de utilizar as normas previstas na CLT só até a sentença. Tudo que estiver 
na CLT será aplicado com prioridade sobre qualquer fonte subsidiária.
Letra d.
035. (FCC/TRT-18(GO)/ANALISTA JUDICIÁRIO/2013). Para processar e julgar uma ação recla-
matória trabalhista ou um dissídio coletivo, tanto o magistrado do trabalho como o desembar-
gador do Tribunal Regional deverão reger-se pelas normas estabelecidas
a) na Consolidação das Leis do Trabalho e, nos casos omissos, o direito processual comum 
será fonte subsidiária do direito processual do trabalho, exceto naquilo em que for incompatí-
vel com essas normas.
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b) no Código de Processo Civil e, de forma subsidiária, por normas gerais previstas na Conso-
lidação das Leis do Trabalho.
c) na Constituição Federal e no direito processual comum, diante da ausência de regras espe-
cíficas na Consolidação das Leis do Trabalho.
d) somente no Código Processual Civil, conforme o poder de direção geral do processo deter-
minado aos Juízos e Tribunais do Trabalho.
e) na Consolidação das Leis do Trabalho ou na Lei de Execuções Fiscais, ou ainda, no Código 
Processual Civil, cabendo a escolha às partes, conforme a situação, e de acordo com a fase 
processual.
a) Certa.
b) Ao contrário! 1º - CLT. Se for omissa - CPC.
c) A aplicação da Constituição Federal não depende de omissão da CLT. A CF é a norma central 
do nosso sistema jurídico.
d) Se for usar somente o CPC, a CLT serve para quê? Rsrs.
e) Não se trata de escolha das partes.
Letra a.
036. (CESPE/CEBRASPE/SERPRO/CESPE/ANALISTA/PERÍCIA EM CÁLCULO JUDICIAL/2013). 
Com base na CLT e na jurisprudência do TST, julgue os próximos itens, referentes a direito ma-
terial e processual do trabalho.
Em caso de conflito entre as regras processuais previstas na CLT e as previstas no CPC, preva-
lecerá, de forma soberana, a segunda, dado se tratar de norma mais específica.
No processo do trabalho, as normas soberanas são aquelas previstas na CLT (ou em outras 
leis trabalhistas), haja vista serem mais específicas (diretamente voltadas ao processo do tra-
balho). Aplica-se em primeiro lugar a CLT (ou outra lei trabalhista), e apenas de forma subsidi-
ária o CPC.
Errado.
037. (FAFIPA/PREFEITURA DE FOZ DO IGUAÇU-PR/PROCURADOR DO MUNICÍPIO JÚ-
NIOR/2019) Acerca das determinações constitucionais atinentes à organização da Justiça do 
Trabalho, assinale a alternativa INCORRETA:
a) Os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de, no mínimo, sete juízes, recrutados, 
quando possível, na respectiva região, e nomeados pelo Presidente da República após aprova-
ção pela maioria absoluta do Senado Federal dentre brasileiros com mais de trinta e menos de 
sessenta e cinco anos, sendo um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva 
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atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de 
efetivo exercício, observado o chamado quinto constitucional (art. 94, da CF/88), e os demais, 
mediante promoção de juízes do trabalho por antiguidade e merecimento, alternadamente.
b) O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de vinte e sete Ministros, escolhidos dentre 
brasileiros com mais de trinta e cinco anos e menos de sessenta e cinco anos, de notável 
saber jurídico e reputação ilibada, nomeados pelo Presidente da República após aprovação 
pela maioria absoluta do Senado Federal, sendo um quinto dentre advogados com mais de 
dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com 
mais de dez anos de efetivo exercício, observado o chamado quinto constitucional (art. 94, da 
CF/88), e os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, oriundos da magistra-
tura da carreira, indicados pelo próprio Tribunal Superior.
c) A lei criará varas da Justiça do Trabalho, cuja jurisdição será exercida por juiz singular, po-
dendo, nas comarcas não abrangidas por sua jurisdição, atribuí-la aos juízes de direito, com 
recurso para o respectivo Tribunal Regional do Trabalho.
d) Os Tribunais Regionais do Trabalho instalarão a justiça itinerante, com a realização de audi-
ências e demais funções de atividade jurisdicional, nos limites territoriais da respectiva jurisdi-
ção, servindo-se de equipamentos públicos e comunitários.
e) Os Tribunais Regionais do Trabalho poderão funcionar descentralizadamente, constituindo 
Câmaras regionais, a fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as 
fases do processo.
a) Errada, pois não há necessidade de aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal 
(essa aprovação somente é exigida para nomeação de Ministros do TST).
Letra a.
038. (CIEE/TRT-10ª(DF E TO)ESTAGIÁRIO-DIREITO/2019) No que tange à organização da 
justiça do trabalho, assinale a alternativa correta.
a) Há dois órgãos na Justiça do Trabalho: Tribunal Superior do Trabalho e Tribunais Regionais 
do Trabalho.
b) O Tribunal Superior do Trabalho é composto de 23 ministros.
c) A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho funcionará 
junto ao Tribunal Regional do Trabalho.
d) Os ministros do Tribunal Superior do Trabalho deverão ter mais de 35 anos e menos de 65 
anos, notável saber jurídico e reputação ilibada.
a) São três órgãos: Tribunal Superior do Trabalho, Tribunais Regionais do Trabalho e Juízes do 
Trabalho (art. 111 da CF).
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b) São 27.
c) A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho funcionará 
junto ao Tribunal Superior do Trabalho. OBS.: se é escola nacional, o seu funcionamento so-
mente pode ser junto ao órgão que tem abrangência nacional.
d) Certa.
Letra d.
039. (CESPE/CEBRASPE/TRT-17ª(ES)2013) No que se refere ao direito processual do traba-
lho, julgue o item a seguir.
Compete ao juiz titular da vara do trabalho a indicação do diretor de secretaria da vara, prefe-
rencialmente entre bacharéis em direito, salvo impossibilidade de atendimento a esse requisi-
to, cabendo ao presidente do respectivo tribunal regional do trabalho nomeá-lo e empossá-lo.
O Presidente do TRT nomeia, mas quem dá posse é o juiz titular que escolheu aquela pessoa 
como diretor de secretaria.
Trata-se de questão incomum nos concursos. Mas caiu, né... E caiu em prova da CESPE (que 
é uma banca examinadora responsável pela elaboração de inúmeras provas de concursos). 
Então, é preciso conhecer a matéria.
A resposta está na Resolução n. 147/2012 do CNJ:
O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, no uso de suas atribuições cons-
titucionais e regimentais,
CONSIDERANDO competir ao Conselho Nacional de Justiça,como órgão de controle da 
atuação administrativa financeira dos tribunais, a atribuição de coordenar o planejamento 
e a gestão estratégica do Poder Judiciário;
CONSIDERANDO que o Conselho Nacional de Justiça pode regulamentar a atuação admi-
nistrativa do Judiciário, nos termos do artigo 103-B, § 4º, I, da Constituição Federal;
CONSIDERANDO a necessidade de uniformização do procedimento de escolha e nomea-
ção dos diretores das secretarias das Varas do Trabalho;
RESOLVE:
Art. 1º Determinar aos Tribunais Regionais do Trabalho que a indicação do diretor de 
secretaria das Varas do Trabalho, na forma do art. 710 da Consolidação das Leis do Tra-
balho, compete, de forma discricionária, ao juiz titular, preferencialmente entre bacharéis 
em Direito, salvo impossibilidade de atender ao requisito.
Parágrafo único. Pelo menos 50% dos diretores de secretaria em cada Tribunal Regional 
do Trabalho devem ser servidores efetivos integrantes do quadro de pessoal do próprio 
Tribunal (art. 5º, § 7º, da Lei n. 11.416, de 15 de dezembro de 2006).
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11416.htm
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Art. 2º Cabe ao Presidente do Tribunal Regional do Trabalho, após indicação do diretor 
de secretaria pelo juiz titular, verificar o cumprimento dos requisitos do art. 1º e realizar 
a nomeação.
Art. 3º O Presidente do Tribunal Regional do Trabalho somente pode deixar de realizar a 
nomeação em face da falta dos elementos objetivos ou desatendimento dos requisitos 
legais.
Parágrafo único. Da decisão a que se refere o caput caberá recurso, nos termos do regi-
mento interno do Tribunal.
Art. 4º Caso o diretor de secretaria nomeado seja servidor de outra unidade jurisdicional, 
poderá o Tribunal Regional do Trabalho realizar as adequações necessárias, inclusive a 
transferência de outro servidor da vara do trabalho em que ocorrer a nomeação, se for o 
caso.
Art. 5º O diretor de secretaria tomará posse perante o juiz titular da vara do trabalho (art. 
659, III, da Consolidação das Leis do Trabalho).
Art. 6º Esta resolução entra vigor na data de sua publicação.
Errado.
040. (TRT - 8ª REGIÃO (PA E AP)JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2012) Analise as propo-
sições abaixo e assinale a alternativa CORRETA:
I – Cabe ao Conselho Superior da Justiça do Trabalho a supervisão administrativa, orça-
mentária, financeira e patrimonial dos órgãos de primeiro e de segundo graus, além do 
Tribunal Superior do Trabalho, tendo suas decisões, enquanto órgão central do sistema, 
efeito vinculante.
II – A estrutura federalizada da Justiça do Trabalho integra o Poder Judiciário da União, sen-
do composta pelos órgãos de primeiro e de segundo graus de jurisdição, como também 
pelo Tribunal Superior do Trabalho. Seus membros têm como garantia a vitaliciedade, 
a irredutibilidade de vencimentos e a inamovibilidade, garantias estas extensivas aos 
próprios cidadãos na medida em que sua causa seja julgada por um juiz imparcial e 
independente.
III – Dentre os seus juízes togados, os Tribunais Regionais elegerão os respectivos Presi-
dente e Vice-Presidente, assim como os Presidentes de Turmas, onde as houver, obser-
vados os critérios de antiguidade e de merecimento.
IV – A Emenda Constitucional n. 45/2004 acrescentou o art. 103-B à Constituição Federal, 
criando o Conselho Nacional de Justiça, que possui, como uma de suas atribuições, 
zelar pela observância do art. 37 da Constituição Federal e apreciar, de ofício ou me-
diante provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou 
órgãos do Poder Judiciário, podendo desconstituí-los, revê-los ou fixar prazo para que 
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se adotem as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, sem prejuízo da 
competência do Tribunal de Contas da União.
a) As alternativas I e II estão incorretas.
b) As alternativas I e III estão incorretas.
c) As alternativas III e IV estão incorretas.
d) As alternativas I e IV estão incorretas.
e) As alternativas II e III estão incorretas.
I – O CSJT faz a supervisão administrativa, orçamentária, financeira e patrimonial dos órgãos 
de primeiro e de segundo graus. Não há inclusão do Tribunal Superior do Trabalho.
II – Certo.
III – Não há imposição dos critérios de antiguidade e merecimento.
IV – Certa.
Letra b.
041. (CESPE/CEBRASPE/PREFEITURA DE ARACAJU-SE/2007) Acerca de jurisdição e com-
petência, organização, composição e funcionamento da justiça do trabalho, julgue o item abaixo.
São órgãos da justiça do trabalho, além do TST, dos tribunais regionais do trabalho (TRTs) e 
dos juízes do trabalho, também os juízes de direito nas comarcas onde não houver instalada 
vara do trabalho, caso em que os recursos interponíveis serão para os respectivos tribunais 
de justiça.
Perceba que há 2 erros na questão:
1) os juízes de direito não passam a ser órgãos da Justiça do Trabalho nas comarcas onde 
não houver instalada vara do trabalho. Os órgãos da JT são apenas aqueles relacionados no 
art. 111 da CF (TST, TRTs e juízes do trabalho). Nas comarcas não abrangidas por jurisdição de 
vara do trabalho, a atribuição passa a ser do juiz de direito da localidade. Mas isso não o trans-
forma em órgão da JT. O juiz de direito continua integrando o Tribunal de Justiça respectivo. O 
que ocorre é apenas uma atuação específica.
2) eventual recurso será dirigido ao Tribunal Regional do Trabalho e não ao Tribunal de Justiça 
(a ação continua sendo da competência da JT e apenas contou com a colaboração de um juiz 
de direito, quando tramitou no primeiro grau).
Errado.
042. (IPEFAE/PREFEITURA DE ANDRADAS-MG/ADVOGADO/2020) Sobre a composição e 
estrutura da justiça do trabalho, é correto afirmar que:
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a) Os tribunais regionais do trabalho terão no mínimo 7 desembargadores, todos eles juízes 
de carreira, galgando o cargo através de promoção por merecimento e antiguidade, em lista 
alternada.
b) Se em uma determinada cidade não houver justiça do trabalho e a competência paraapre-
ciar demandas trabalhistas não estiver atrelada a justiça do trabalho de cidades adjacentes, 
ante a competência residual, restará a justiça cível federal a atribuição de apreciar a ação tra-
balhista. Atribuir a competência residual a justiça federal se justifica por que a justiça especial 
do trabalho também é federal. A sentença proferida pela justiça cível federal, nesse caso, será 
passível de apelação no prazo de 15 dias. O recurso, por sua vez, será recebido pela justiça 
cível federal e remetido ao tribunal regional federal e não ao tribunal regional do trabalho.
c) Os Tribunais Regionais do Trabalho, desde que composto por no mínimo 2 turmas e por uma 
seção especial, poderão funcionar descentralizadamente, constituindo Câmaras regionais, a 
fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo.
d) Os juízes do trabalho são órgãos que compõem a justiça do trabalho.
a) Nem todos são juízes de carreira. Há também os que entram pela regra do quinto constitu-
cional (1/5 das vagas é destinado a advogado e 1/5 destinado a membro do Ministério Público 
do Trabalho).
b) Pense numa resposta que está errada! Tudo errado! Veja: No caso, quem julgará a demanda 
será um juiz de direito (ou seja, juiz estadual) e não um juiz federal. E da sentença caberá recur-
so ordinário ao TRT, no prazo de 8 dias.
c) O § 2º do artigo 115 da CF dispõe apenas que “Os Tribunais Regionais do Trabalho poderão 
funcionar descentralizadamente, constituindo Câmaras regionais, a fim de assegurar o pleno 
acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo”, não havendo qualquer 
exigência de que o tribunal seja composto por no mínimo 2 turmas e por uma seção especial.
d) Certa.
Letra d.
043. (CESPE/CEBRASPE/TST/2007) Acerca da Justiça do Trabalho, julgue o item que se segue.
São órgãos da Justiça do Trabalho: o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e os tribunais regio-
nais do trabalho (TRTs), que detêm competências originárias ou recursais, e os juízes do traba-
lho, integrantes do primeiro grau de jurisdição trabalhista, que processam e julgam as causas 
não-previstas na competência originária dos referidos tribunais.
Descrição prefeita dos órgãos da JT.
Certo.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
044. (CESPE/CEBRASPE/TRT-17ª REGIÃO(ES)/2013) No que se refere ao direito processual 
do trabalho, julgue o item a seguir.
Ainda que a CF disponha que a constituição, investidura, jurisdição, competência, garantias 
e condições de exercício dos órgãos da justiça do trabalho deva ser realizada por lei, cada 
tribunal regional do trabalho, no âmbito de sua jurisdição e mediante ato próprio, pode alterar 
e estabelecer a competência territorial de suas varas do trabalho, inclusive transferindo-lhe a 
sede de um município para outro, com o objetivo de agilizar a prestação jurisdicional.
É exatamente isso.
Vou colocar aqui uma decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que descreve o assunto 
de uma forma muito simples e fácil de gravar:
EMENTA: PEDIDO DE PROVIDÊNCIA. TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3ª REGIÃO. 
ALTERAÇÃO DA JURISDIÇÃO DE VARA TRABALHISTA, EM RAZÃO DA DISTÂNCIA ENTRE 
A SEDE E OS MUNICÍPIOS POR ELA ABRANGIDOS. INCOMPETÊNCIA DO CONSELHO 
NACIONAL DE JUSTIÇA PARA CONHECER DO PEDIDO.
1. O exame do art. 28, da Lei 10.770/2003 revela que os Tribunais Regionais do Traba-
lho detêm autonomia administrativa para fixar a jurisdição das suas Varas do Trabalho 
da maneira que melhor lhes aprouver. Decorrência lógica disso é que os TRT’S dispõem 
de competência para agregar à sede da Vara do Trabalho o número de municípios que 
julgar convenientes para melhor atender ao jurisdicionado. À vista disso, o órgão legí-
timo para definir a distância máxima entre um determinado município e a sede da Vara do 
Trabalho é a Administração dos Tribunais do Trabalho.
2. Os Tribunais Regionais do Trabalho podem deslocar a sede de uma Vara do Trabalho 
para outro município, bem como alterar e estabelecer a jurisdição dos referidos órgãos 
julgadores, com a finalidade de obter maior celeridade na prestação jurisdicional. Prece-
dentes do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (Processo n. 297/2006-000-90-00.6, 
rel. Cons. Roberto Pessoa; Processo n. 186576/2007-000-00-00.8, rel. Cons. Flávia Simões 
Falcão; PCA n. 72980-71.2010.5.00.0000, rel. Cons. Márcia Andrea Farias da Silva).
3. O art. 21, inciso XXXIII, do Regimento Interno do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª 
Região dispõe que compete ao seu Tribunal Pleno apreciar as propostas de criação, 
ampliação, adequação e alteração de jurisdição e sede dos órgãos judicantes no âmbito 
do Tribunal.
4. O Conselho Nacional de Justiça não dispõe de atribuição para apreciar proposta que 
visa alterar a jurisdição de Vara do Trabalho.
5. Pedido de Providência não conhecido. (Autos: PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS – 0003857-
30.2013.2.00.0000. Conselheiro: Allemand. Julgamento: 27/4/2016) (grifo nosso)
Certo.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
045. (NC-UFPR/ITAIPU BINACIONAL/PROFISSIONAL DE NÍVEL UNIVERSITÁRIO JR - DI-
REITO/2019) Sobre a Justiça do Trabalho, assinale a alternativa correta.
a) São órgãos da Justiça do Trabalho, o Tribunal Superior do Trabalho, as Juntas de Concilia-
ção, os Tribunais Regionais do Trabalho e os Juízes do Trabalho.
b) A lei criará varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas comarcas não abrangidas por sua 
jurisdição, atribuí-la aos juízes de direito, com recurso para o respectivo Tribunal de Justiça.
c) O Tribunal Superior do Trabalho será composto de, no mínimo, trinta e três ministros.
d) Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar as ações de indenização por dano moral 
ou patrimonial decorrentes da relação de trabalho.
e) Os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de, no mínimo, nove juízes.
a) Não existem mais as Juntas de Conciliação.
b) o recuso é para o Tribunal Regional do Trabalho.
c) O Tribunal Superior do Trabalho será composto de, no mínimo, 27 ministros.
d) Certa.
e) Os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de, no mínimo, 7 juízes.
Letra d.
046. (INSTITUTO AOCP/TRT-1ª(RJ)/TÉCNICO JUDICIÁRIO-ÁREA ADMINISTRATIVA/2018) 
Tendo como base a estrutura, a organização e a competência (EC 45/2004) da Justiça do Tra-
balho, assinale a alternativa correta.
a) Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar ações que envolvam crimes contra a 
organização do trabalho, como o trabalho escravo.
b) O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de vinte e sete Ministros, escolhidos dentre 
brasileiros com mais de trinta e cinco anos e menos de sessenta e cinco anos, de notável saber 
jurídico e reputação ilibada, nomeados pelo Presidente da República após aprovação de 2/3 
(dois terços) do Senado Federal.
c) O Tribunal Superior do Trabalho é composto por um quinto dentre advogados com mais 
de quinze anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalhocom mais de quinze anos de efetivo exercício, indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de 
representação das respectivas classes.
d) A lei criará Varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas comarcas não abrangidas por sua 
jurisdição, atribuí-la aos juízes de direito, com recurso para o respectivo Tribunal Regional do 
Trabalho.
e) Os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de, no mínimo, nove juízes, recrutados, 
quando possível, na respectiva região, e nomeados pelo Presidente da República dentre brasi-
leiros com mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
a) A competência é da Justiça Federal. Art. 109, VI, da CF.
b) A aprovação deve ser por maioria absoluta do Senado Federal.
c) São exigidos 10 anos de efetiva atuação, e não 15.
d) Certa.
e) Os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de, no mínimo, 7 juízes.
Letra d.
047. (FCC/TRT-6ª(PE)TÉCNICO JUDICIÁRIO-ÁREA ADMINISTRATIVA/2018) Conforme pre-
visão constitucional, o Tribunal Superior do Trabalho será composto por,
a) 17 ministros, com mais de 35 anos e menos de 65 anos, sendo 1/5 dentre advogados com 
mais de 10 anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho 
com mais de 10 anos de efetivo exercício.
b) 27 ministros, com mais de 35 anos e menos de 65 anos, sendo 1/5 dentre advogados com 
mais de 10 anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho 
com mais de 10 anos de efetivo exercício.
c) 11 ministros, com mais de 30 anos e menos de 70 anos, sendo 1/3 dentre advogados com 
mais de 5 anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho 
com mais de 5 anos de efetivo exercício.
d) 27 ministros, com mais de 30 anos e menos de 65 anos, sendo 1/5 dentre advogados com 
mais de 5 anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho 
com mais de 5 anos de efetivo exercício.
e) 27 ministros, com mais de 35 anos e menos de 70 anos, sendo 1/3 dentre advogados com 
mais de 10 anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho 
com mais de 10 anos de efetivo exercício.
a) São 27 ministros.
b) Certa.
c), d), e) 27 ministros, com mais de 35 anos e menos de 65 anos, sendo 1/5 dentre advogados 
com mais de 10 anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do 
Trabalho com mais de 10 anos de efetivo exercício.
Letra b.
048. (FCC/TRT-20ª(SE)/ANALISTA JUDICIÁRIO- ÁREA JUDICIÁRIA/2016) A Constituição 
Federal expressamente prevê regras que organizam a estrutura da Justiça do Trabalho, e tra-
tam da sua competência. Conforme tal regramento,
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Priscila Margarido
a) os juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, oriundos da magistratura da carreira, que 
comporão o Tribunal Superior do Trabalho serão indicados pelos próprios Regionais, alternati-
vamente, e escolhidos pelo Congresso Nacional.
b) os Tribunais Regionais do Trabalho instalarão a justiça itinerante, com a realização de au-
diência e demais funções de atividade jurisdicional, nos limites territoriais da respectiva juris-
dição, servindo-se de equipamentos públicos e comunitários.
c) haverá pelo menos um Tribunal Regional do Trabalho em cada Estado e no Distrito Federal, 
e a lei instituirá as Varas do Trabalho, podendo, nas comarcas onde não forem instituídas, atri-
buir sua jurisdição a Vara do Trabalho mais próxima.
d) os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data, quando o ato questionado en-
volver matéria sujeita à jurisdição da Justiça do Trabalho serão julgados e processados na 
Justiça Federal, por se tratar de remédios jurídicos de natureza constitucional.
e) os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de, no mínimo, nove juízes, que serão 
recrutados na respectiva região, e nomeados pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho 
dentre brasileiros com mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos.
a) Os juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, oriundos da magistratura da carreira, que 
comporão o Tribunal Superior do Trabalho, serão indicados pelo próprio TST. E não são esco-
lhidos pelo Congresso Nacional. A escolha é feita pelo TST e deve ser aprovada pela maioria 
absoluta do Senado Federal.
b) Certa. Art. 115, § 1º, CF.
c) Não há pelo menos um Tribunal Regional do Trabalho em cada Estado e no Distrito Federal. 
Você lembra que tem TRT que abrange mais de um estado? Ex. TRT da 11ª Região abrange 
Amazonas e Roraima.
d) Serão julgados na própria Justiça do Trabalho.
e) Os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de, no mínimo, sete juízes, que serão recru-
tados na respectiva região, e nomeados pelo Presidente da República dentre brasileiros com 
mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos.
Letra b.
049. (FCC/TRT-23ª(MT)ANALISTA JUDICIÁRIO - OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDE-
RAL/2016) Conforme previsão constitucional, a Justiça do Trabalho é um órgão do Poder Ju-
diciário. A respeito da sua organização, da jurisdição e da competência,
a) a maior corte é o Tribunal Superior do Trabalho, com sede em Brasília e jurisdição nacional, 
composto por trinta e três ministros, sendo 2/3 dentre desembargadores dos Tribunais Regio-
nais e 1/3 dentre advogados e Ministério Público do Trabalho.
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b) cada estado membro deverá ter, pelo menos, um Tribunal Regional do Trabalho, composto 
de, no mínimo, 08 desembargadores da própria região que formarão 3/5 da corte, além de 1/5 
da advocacia e 1/5 do Ministério Público do Trabalho.
c) os Tribunais Regionais do Trabalho poderão funcionar de forma descentralizada, constituin-
do Câmaras regionais, a fim de assegurar pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas 
as fases do processo.
d) nas Varas do Trabalho a jurisdição será exercida por um juiz singular togado, auxiliado por 
dois representantes dos sindicatos das categorias profissional e econômica, coma participa-
ção de um membro do Ministério Público do Trabalho.
e) o Conselho Superior da Justiça do Trabalho é o órgão máximo do sistema, mas não funciona 
junto ao Tribunal Superior do Trabalho, cabendo-lhe exercer apenas a supervisão administrati-
va da Justiça do Trabalho, com decisões de caráter consultivo e não vinculante.
a) O Tribunal Superior do Trabalho é o órgão de cúpula, o grau máximo dentro da estrutura da 
JT. Contudo, não é a maior corte no sentido numérico (O TRT da 2ª Região (SP), por exemplo, 
tem 94 desembargadores). O TST é composto por 27 Ministros, e não 33. E 3/5 das vagas se 
destina a desembargadores, 1/5 das vagas é ocupado por advogados e 1/5 por membros do 
Ministério Público do Trabalho (e não 1/3).
b) Nem todo estado membro tem um Tribunal Regional do Trabalho (existem aqueles TRTs que 
aglutinam mais de um estado). O TRT é composto de, no mínimo, sete desembargadores.
c) Certa.
d) Quem exerce a jurisdição na Vara do Trabalho é o juiz do trabalho. E só. Ele passou a seguir 
carreira solo desde que foram extintas as Juntas de Conciliação e Julgamento.
e) O Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) não é mesmo o órgão máximo do siste-
ma (é o órgão central). Mas funciona, sim, junto ao Tribunal Superior do Trabalho, cabendo-lhe 
exercer além da supervisão administrativa da Justiça do Trabalho, também as supervisões or-
çamentária, financeira e patrimonial. Suas decisões têm caráter vinculante. Art. 111-A, § 2º, CF.
Letra c.
050. (FCC/TRT-23ª(MT)ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA/2016) Em consonância 
com os ditames constitucionais quanto à organização e competência da Justiça do Trabalho,
a) o Tribunal Superior do Trabalho será composto por juízes dos Tribunais Regionais, oriundos 
da magistratura, indicados pelo colégio de Presidentes e Corregedores dos Tribunais Regio-
nais, além de 1/5 oriundo da advocacia e Ministério Público do Trabalho e 1/5 indicados pelas 
confederações sindicais.
b) a lei criará varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas comarcas não abrangidas por sua ju-
risdição, atribuí-la aos Juízes Federais, com recurso para o respectivo Tribunal Regional Federal.
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c) são órgãos da Justiça do Trabalho as Comissões de Conciliação Prévia, as Varas do Traba-
lho, os Tribunais Regionais do Trabalho e o Tribunal Superior do Trabalho.
d) o Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de 27 Ministros, escolhidos dentre brasileiros 
com mais de 35 e menos de 65 anos, nomeados pelo Presidente da República após aprovação 
pela maioria absoluta do Senado Federal.
e) a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho e o Conse-
lho Superior da Justiça do Trabalho funcionarão junto ao Conselho Nacional de Justiça, vincu-
lado ao Supremo Tribunal Federal.
a) o Tribunal Superior do Trabalho será composto por juízes dos Tribunais Regionais, oriundos 
da magistratura, indicados pelo próprio Tribunal Superior do Trabalho, além de 1/5 oriundo da 
advocacia e Ministério Público do Trabalho e 1/5 dentre advogados.
b) Nas comarcas não abrangidas pela jurisdição de Vara do Trabalho, ela será atribuída aos 
Juízes de Direito (ou seja, Juízes Estaduais), com recurso para o respectivo Tribunal Regional 
do Trabalho.
c) As Comissões de Conciliação Prévia não são órgãos da Justiça do Trabalho. Elas funcionam 
fora da estrutura do Poder Judiciário Trabalhista.
d) Certa.
e) a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (ENAMAT) 
e o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) funcionarão junto ao Tribunal Superior 
do Trabalho.
Letra d.
051. (FCC/TRT-9ª REGIÃO(PR)ANALISTA JUDICIÁRIO-ÁREA JUDICIÁRIA/2015) Sobre or-
ganização e competência da Justiça do Trabalho, conforme ditames insculpidos na Constitui-
ção Federal do Brasil é correto afirmar:
a) Os Juizados Especiais Acidentários Trabalhistas, as Varas do Trabalho, os Tribunais Regio-
nais do Trabalho, os Tribunais Arbitrais Coletivos do Trabalho e o Tribunal Superior do Trabalho 
são órgãos da Justiça do Trabalho.
b) O Tribunal Superior do Trabalho será composto de dezessete Ministros, togados e vitalícios, 
dos quais treze escolhidos dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, dois dentre ad-
vogados e dois dentre membros do Ministério Público do Trabalho.
c) O Conselho Superior da Justiça do Trabalho funcionará junto ao Tribunal Superior do Traba-
lho, cabendo-lhe exercer, na forma da lei, a supervisão administrativa, orçamentária, financeira 
e patrimonial da Justiça do Trabalho de primeiro e segundo graus, como órgão central do sis-
tema, cujas decisões terão efeito vinculante.
d) A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho, não funcio-
nará junto ao Tribunal Superior do Trabalho por se tratar de órgão administrativo e consultivo, 
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sem funções jurisdicionais, cabendo-lhe apenas regulamentar os cursos oficiais para o ingres-
so e promoção na carreira.
e) A competência da Justiça do Trabalho não abrange nenhum dos entes ou organismos de 
direito público externo, ainda que se trate de relação de emprego, visto que em razão da pessoa 
litigante a competência será da Justiça Federal Comum.
a) Está sobrando coisa aí: os órgãos da Justiça do Trabalho são apenas as Varas do Trabalho, 
os Tribunais Regionais do Trabalho e o Tribunal Superior do Trabalho.
b) O Tribunal Superior do Trabalho será composto de vinte e sete Ministros, na forma do art.
111-A da CF, como vimos inúmeras vezes aqui (Você percebeu a quantidade de vezes que esta 
matéria foi cobrada em concursos? Então, é preciso sabê-la na ponta da língua.)
c) Certa.
d) A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (ENAMAT), 
funcionará, sim, junto ao Tribunal Superior do Trabalho, cabendo-lhe, dentre outras funções, 
regulamentar os cursos oficiais para o ingresso e promoção na carreira.
e) A Justiça do Trabalho pode, sim, em determinados casos, julgar ação em que figure em al-
guns dos polos entesou organismo de direito público externo. Trataremos do assunto quando 
estudarmos competência.
Letra c.
052. (FCC/TRT-3ª REGIÃO(MG)ANALISTA JUDICIÁRIO-ÁREA JUDICIÁRIA/2015) Em rela-
ção às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho,
a) a lei criará Varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas comarcas não abrangidas por sua 
jurisdição, atribuí-la aos Juízes de Direito, com Recurso para o respectivo Tribunal Regional 
do Trabalho.
b) a lei criará Varas da Justiça do Trabalho, não podendo, nas comarcas não abrangidas por 
sua jurisdição, atribuí-la aos Juízes de Direito, com Recurso para o respectivo Tribunal Regional 
do Trabalho.
c) a lei criará Varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas comarcas não abrangidas por sua 
jurisdição, atribuí-la aos Juízes de Direito, com Recurso para o respectivo Tribunal de Justiça.
d) há, atualmente, no Brasil, 22 Tribunais Regionais do Trabalho, sendo um em cada Estado, 
exceto no Estado de São Paulo que possui dois Tribunais Regionais do Trabalho.
e) compete aos Tribunais Regionais do Trabalho, julgar os recursos ordinários interpostos 
em face das decisões das Varas e também, originariamente, as ações envolvendo relação 
de trabalho.
a) Certa.
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Não confunda com o que estudamos lá na questão 50.
Para criar uma Vara do Trabalho, é preciso lei (principalmente porque isso traz um impacto or-
çamentário: aumenta a despesa com estrutura, há a necessidade de mais um juiz, servidores 
etc.). Agora, para simplesmente transferir uma Vara do Trabalho já existente para outra locali-
dade, não é preciso lei. Trata-se de mera decisão administrativa, de conveniência, do TRT.
b) Onde não houver Vara do Trabalho, a jurisdição será, sim, atribuída aos Juízes de Direito, 
com Recurso para o respectivo Tribunal Regional do Trabalho.
c) Idem letra b.
d) Há, atualmente, no Brasil, 24 Tribunais Regionais do Trabalho. Não há um TRT e cada estado, 
pois alguns TRTs aglutinam mais de um estado. O Estado de São Paulo realmente é o único 
que possui dois Tribunais Regionais do Trabalho (2ª e 15ª Região).
e) Os Tribunais Regionais do Trabalho não julgam, originariamente, as ações envolvendo re-
lação de trabalho. OBS.: O que quer dizer julgar originariamente? Quer dizer ser o primeiro a 
julgar; seria o órgão onde se inicia a ação.
Letra a.
053. (FCC/TRT-12ª REGIÃO (SC)/ANALISTA JUDICIÁRIO-ÁREA JUDICIÁRIA/2013) No to-
cante à organização da Justiça do Trabalho, considere:
I – No Brasil, atualmente, existem 24 Tribunais Regionais do Trabalho, sendo que o Estado 
de São Paulo possui dois Tribunais.
II – Em 1946, quando a Justiça do Trabalho foi integrada ao Poder Judiciário, surgiram os 
Tribunais Regionais do Trabalho, em substituição aos Conselhos Regionais do Trabalho.
III – O Tribunal Superior do Trabalho foi criado pela Constituição Federal de 1964, com sede 
em Brasília e jurisdição em todo o território Nacional.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I.
b) II e III.
c) I e III.
d) I e II.
e) II.
I – Certo.
II – Certo.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
III – O Tribunal Superior do Trabalho foi criado pela Constituição Federal de 1946, com sede em 
Brasília e jurisdição em todo o território Nacional.
Letra d.
054. (VUNESP/CÂMARA DE CAMPO LIMPO PAULISTA-SP/PROCURADOR JURÍDICO/2018) 
No Tribunal Superior do Trabalho (TST), ao tribunal pleno compete estabelecer ou alterar sú-
mulas e outros enunciados de jurisprudência uniforme, pelo voto de pelo menos dois terços de 
seus membros,
a) caso a mesma matéria já tenha sido decidida de forma idêntica por unanimidade em, no 
mínimo, dois terços das turmas em pelo menos dez sessões diferentes em cada uma delas, 
podendo, ainda, por maioria de dois terços de seus membros, restringir os efeitos daquela de-
claração ou decidir que ela só tenha eficácia a partir de sua publicação no Diário Oficial.
b) independentemente da mesma matéria já ter sido decidida de forma idêntica por unanimi-
dade, podendo, ainda, por maioria de seus membros, restringir os efeitos daquela declaração 
ou decidir que ela só tenha eficácia a partir de sua publicação no Diário Oficial.
c) caso a mesma matéria já tenha sido decidida de forma idêntica por maioria, em, no míni-
mo, um terço das turmas em pelo menos cinco sessões diferentes em cada uma delas, poden-
do, ainda, por maioria de seus membros, restringir os efeitos daquela declaração ou decidir que 
ela só tenha eficácia a partir de sua publicação no Diário Oficial.
d) independentemente da mesma matéria já tenha sido decidida de forma idêntica por maio-
ria em, no mínimo, um terço das turmas em pelo menos dez sessões diferentes em cada uma 
delas, podendo, ainda, por maioria de um terço de seus membros, restringir os efeitos daquela 
declaração ou decidir que ela só tenha eficácia a partir de sua publicação no Diário Oficial.
e) caso a mesma matéria já tenha sido decidida de forma idêntica por unanimidade em, no 
mínimo, dois quintos das turmas em pelo menos cinco sessões diferentes em cada uma delas, 
podendo, ainda, por maioria de seus membros, restringir os efeitos daquela declaração ou de-
cidir que ela só tenha eficácia a partir de sua publicação no Diário Oficial.
A resposta está na alínea “f” do artigo 702 da CLT: a matéria deve ter sido decidida de forma 
idêntica, POR UNANIMIDADE em, no mínimo, 2/3 das turmas em pelo menos 10 sessões di-
ferentes em cada uma delas, podendo, ainda, por maioria de dois terços de seus membros, 
restringir os efeitos daquela declaração ou decidir que ela só tenha eficácia a partir de sua 
publicação no Diário Oficial.
Letra a.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
GABARITO
1. a
2. e
3. e
4. b
5. b
6. d
7. a
8. c
9. c
10. d
11. c
12. b
13. b
14. b
15. b
16. b
17. b
18. c
19. C
20. a
21. e
22. E
23. E
24. a
25. E
26. d
27. c
28. d
29. E
30. a
31. e
32. c
33. e
34. d
35. a
36. E
37. a
38. d
39. E
40. b
41. E
42. d
43. C
44. C
45. d
46. d
47. b
48. b
49. c
50. d
51. c
52. a
53. d
54. a
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
REFERÊNCIAS
_____Consolidação das Leis Trabalhistas. Brasília: Senado Federal, 1943.
_____Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Senado Federal, 1988.
_____Tribunal Superior do Trabalho. Brasília: acesso em junho/2021. Site oficial: www.tst.jus.br
_____LEITE, Carlos Henrique Bezerra. Curso de Direito Processual do Trabalho. 17ª edição. Edi-
tora Saraiva. 2019.
______SCHIAVI, Mauro. Manual de Direito Processual do Trabalho. 17ª edição. Editora Jus Po-
divm. 2021.
______FERNANDES, João Renda Leal. A arbitragem em conflitos individuais trabalhistas: uma 
interpretação constitucional e lógico-sistemática do art. 507-A da CLT. Disponível em: https://
juslaboris.tst.jus.br/bitstream/handle/20.500.12178/147813/2018_fernandes_joao_arbitra-
gem_conflitos.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 26/6/2021.
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Priscila Margarido
Formada em Direito pela Universidade Católica Dom Bosco (2005). Pós-graduação em Direito do Trabalho 
e Processo do Trabalho pela Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal 
(Uniderp). Juíza do Trabalho – Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região –, ocupando o cargo de 
Presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho da 24ª Região. Professora universitária da 
Faculdade Unigran Capital. Autora do livro A Vaga é Sua, sobre como se preparar para concursos.
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	art625d
	art625ep
	art625bi
	art625bii
	art625biii
	art625b§1
	art625b§2
	art625fp
	c625g
	art625g
	art852i§1
	art852i§2
	art852i§3
	art678ia
	art678ib
	art678ib1
	art678ib2
	art678ib3
	art678ib4
	art678ic
	art678ic1
	art678ic2
	art678ic3
	art678id
	art678id1
	art678id2
	art678iia
	art678iib
	art678iic
	art680a
	art680b
	art680c
	art680d
	art680e
	art680f
	art680g
	art702i.
	art702ia.
	art702ib.
	art702ic.
	art702id.
	art702ie.
	art702if..
	art702if...
	art702ig.
	art702ih.
	art702iia.
	art702iib.
	art702iic
	art702iid
	art702iie
	art702§2a
	art702§2b
	art702§2c
	art702§2d
	art702§2e
	art764§1
	art764§2
	art764§3
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	Mediação
	Arbitragem
	Jurisdição
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	Fontes Materiais
	Fontes Formais
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	Resumo
	Exercícios
	Gabarito
	Referências
	AVALIAR 5: 
	Página 79:PROCESSUAL DO TRABALHO
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que houvesse essa comissão devidamente constituída na base da empresa ou do sindicato), 
antes do ajuizamento da reclamação trabalhista. Dizia o referido dispositivo:
Art. 625-D. Qualquer demanda de natureza trabalhista será submetida à Comissão de Conciliação 
Prévia se, na localidade da prestação de serviços, houver sido instituída a Comissão no âmbito da 
empresa ou do sindicato da categoria.
Contudo, o Supremo Tribunal Federal, em maio de 2009, entendeu ser inconstitucional a 
exigência de submissão à CCP como requisito necessário para posterior ajuizamento de recla-
mação trabalhista. O STF reconheceu que a CCP é um meio alternativo importante de resolu-
ção de conflitos, “devendo ser estimulada, não consubstanciando, todavia, requisito essencial 
para o ajuizamento de reclamações trabalhistas” (ADIN 2.139. Relatora: Min. Cármen Lúcia). 
Em síntese, o STF disse: legal que exista a CCP e quem quiser, que use. Mas para entrar na 
justiça, não precisa ter buscado a CCP antes.
Depois disso, a CCP, obviamente, deixou de ser usada e os empregados passaram a procu-
rar diretamente a Justiça do Trabalho para resolverem suas pendências.
E se existir a CCP na base da empresa ou do sindicato e o empregado optar por se sub-
meter a ela para tentar resolver o impasse? Como fica? Bom, neste caso, a solução a que se 
chegar na CCP terá força de título executivo extrajudicial.
Dispõe o art. 625-E da CLT:
Art. 625-E. Aceita a conciliação, será lavrado termo assinado pelo empregado, pelo empregador ou 
seu proposto e pelos membros da Comissão, fornecendo-se cópia às partes.
Parágrafo único. O termo de conciliação é título executivo extrajudicial e terá eficácia liberatória 
geral, exceto quanto às parcelas expressamente ressalvadas.
O que quer dizer “eficácia liberatória geral, exceto quanto às parcelas expressamente res-
salvadas” contida no final do parágrafo único do art. 625-E?
Quer dizer que quando o empregado assina o termo de conciliação, ele está abrindo mão 
de reclamar sobre qualquer coisa referente ao extinto contrato de trabalho, EXCETO aquilo que 
ele colocar expressamente no termo de conciliação como ressalvado.
O empregado faz constar no termo que aquela conciliação não abrange horas extras e adicio-
nal noturno. Bom, todo o resto terá tido quitação. O empregado, no caso, não ressalvou férias, 
então, quanto às férias presume-se que já foram abarcadas pela conciliação e ele não poderá 
pedir isso em uma ação futura. Ele só poderá entrar com reclamação trabalhista para pedir 
horas extras e adicional noturno – que são as matérias expressamente ressalvadas no termo 
de conciliação. Somente em relação a estas matérias ressalvadas é que não houve quitação).
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Isso é o que diz o dispositivo e, também, a forma como o TST tradicionalmente entendeu 
a matéria (quitação geral, exceto em relação ao que for ressalvado no termo de conciliação 
como não quitado). Veja o seguinte julgado neste sentido:
RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DA LEI N. 13.015/2014 - A CORDO 
CELEBRADO PERANTE A COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA - EFICÁCIA LIBERATÓRIA 
O artigo 625-E, parágrafo único, da CLT é expresso ao dispor que o termo de conciliação 
é título executivo extrajudicial, tem eficácia liberatória geral e abrange todas as parce-
las oriundas do vínculo de emprego, exceto as expressamente ressalvadas. Julgados. 
Recurso de Revista conhecido e provido (RR-10287-63.2017.5.15.0105, 8ª Turma, Rela-
tora Ministra Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, DEJT 19/10/2018). (grifo nosso).
Mas, como o direito é dinâmico e o que se entende num dia não é, necessariamente, o que 
se entenderá no dia seguinte, houve mudança de entendimento e o que era pacífico, deixou de 
ser. Acompanhe aqui:
Importantes doutrinadores sempre interpretaram da seguinte forma: que a quitação abran-
ge somente aquilo que estiver expressamente escrito no termo de conciliação. Para esses 
autores, aquilo que não está expresso no termo de conciliação, não recebe quitação.
Se estiver escrito, por exemplo, que as partes se conciliam sobre verbas rescisórias e horas 
extras, somente estas parcelas (verbas rescisórias e horas extras) é que são consideradas qui-
tadas, sendo que todo o restante poderá ser discutido em reclamação trabalhista).
Esse entendimento sempre existiu, mas não era o que colava lá no TST, até porque, literal-
mente, não é isso o que diz o texto da CLT. Entretanto, o STF julgou uma ação direta de inconsti-
tucionalidade (ADI n. 2237) em que analisou o alcance do parágrafo único do art. 625-E da CLT. 
E aí, por maioria, entendeu que a eficácia liberatória geral do termo do termo de conciliação 
diz respeito apenas ao que foi objeto da conciliação (aquilo que foi expressamente discutido). 
As matérias que não foram discutidas e, portanto, não constam no termo de conciliação, não 
foram abarcadas pela conciliação e, portanto, em relação a elas não foi dada a quitação. O STF 
disse que não há “quitação geral e indiscriminada de verbas trabalhistas”.
Com essa decisão do STF, em 2019, mudou-se o entendimento lá no TST, passando a ser 
adotada a corrente que, até então, era minoritária. Analise um julgado do TST, proferido após o 
julgamento da ADI pelo STF:
(...) B) RECURSO DE REVISTA. PROCESSO SOB A ÉGIDE DA LEI 13.015/2014 E ANTE-
RIOR À LEI 13.467/2017. ACORDO FIRMADO PERANTE A COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO 
PRÉVIA - CCP. AUSÊNCIA DE RESSALVAS. EFICÁCIA. NOVA INTERPRETAÇÃO DADA À 
MATÉRIA PELO STF. A interpretação dada ao art. 625-E, parágrafo único, da CLT, pelo Ple-
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nário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento das ADIs 2139/DF, 2160/DF e 2237/DF, 
é no sentido de que “ a eficácia liberatória geral do termo neles contido está relacionada 
ao que foi objeto da conciliação. Diz respeito aos valores discutidos e não se transmuta 
em quitação geral e indiscriminada de verbas trabalhistas “ (DJE 20/02/2019 - ATA N. 
14/2019. DJE n. 34, divulgado em 19/02/2019). Essa nova e adequada interpretação do 
Plenário do STF sobre o tema, portanto, afasta a leitura restritiva e de quitação geral do 
termo de conciliação lavrado pela CCP, adotada até então pela SBDI-1/TST - decisão que 
era seguida por esta 3ª Turma por estrito respeito ao Órgão Colegiado de uniformiza-
ção de jurisprudência das oito Turmas do TST. Com efeito, o acordo firmado perante a 
Comissão de Conciliação Prévia (CCP) NÃO possui eficácia para produzir quitação plena 
e irrestrita em relação a todos os créditos decorrentes do contrato de trabalho, abran-
gendo parcelas nem sequer mencionadas no termo de quitação firmado perante a CCP. 
Não se trata de negar validade ao termo de conciliação. Mas a transação capaz de autori-
zar a extinção do processo pressupõe acordo homologado em Juízo (art. 831, parágrafo 
único, da CLT), entendimento já pacificado nesta Corte Superior Trabalhista pela Súmula 
100, V, e pela OJ 132 da SBDI-2, ambas do TST. Releva destacar que os princípios da irre-
nunciabilidade e da indisponibilidade, inatos aos direitos laborais, constituem, talvez, o 
veículo principal utilizado pelo Direito do Trabalhopara tentar igualar, no plano jurídico, a 
assincronia clássica existente entre os sujeitos da relação socioeconômica de emprego. 
Para a ordem justrabalhista, não serão válidas quer a renúncia quer a transação que impli-
quem, objetivamente, prejuízos ao trabalhador (art. 468, caput, CLT). A indisponibilidade 
de direitos trabalhistas pelo empregado constitui regra geral no Direito Individual do Tra-
balho do País, estando subjacente a, pelo menos, três relevantes dispositivos celetistas: 
art. 9º, art. 444, caput, e art. 468, caput. Isso significa que o trabalhador, quer por ato indi-
vidual (renúncia), quer por ato bilateral negociado com o empregador (transação), não 
pode dispor de seus direitos laborais, sendo nulo o ato dirigido a esse despojamento. Em 
suma: os ajustes feitos no sentido de preconizar o despojamento de direitos assegurados 
por lei não podem produzir quaisquer efeitos, considerando também destituída de vali-
dade e eficácia a aquiescência manifestada pelo empregado nesse sentido, ainda que, 
objetivamente, não tenha havido vícios na manifestação volitiva. Reitere-se que a deci-
são vinculante do Supremo Tribunal Federal é nesse sentido: “ a eficácia liberatória geral 
do termo neles contido está relacionada ao que foi objeto da conciliação. Diz respeito 
aos valores discutidos e não se transmuta em quitação geral e indiscriminada de verbas 
trabalhistas “ (DJE 20/02/2019 - ATA N. 14/2019. DJE n. 34, divulgado em 19/02/2019). 
Nesse panorama, a quitação dada pelo empregado perante a Comissão de Conciliação 
Prévia não tem o alcance de quitação plena e irrestrita, tendo em vista os princípios da 
irrenunciabilidade e indisponibilidade dos direitos trabalhistas. Efeitos absolutos e irres-
tritos ao documento rescisório extrajudicial atentam não só contra a regra e princípio 
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da indisponibilidade de direitos como também do amplo acesso à jurisdição. Na hipó-
tese, a Corte de origem reformou a sentença para extinguir o processo sem resolução de 
mérito, reconhecendo a eficácia liberatória geral do termo de conciliação firmado perante 
a Comissão de Conciliação Prévia. Assim, por estar a decisão regional em dissonância 
com o entendimento acima exposto, deve o recurso ser conhecido e provido para, afas-
tada a eficácia liberatória do acordo firmado perante a Comissão de Conciliação Prévia, 
determinar o retorno dos autos ao Tribunal Regional de origem a fim de que prossiga no 
julgamento do feito, como entender de direito. Recurso de revista conhecido e provido” 
(RR-13241-69.2017.5.15.0077, 3ª Turma, Relator Ministro Mauricio Godinho Delgado, 
DEJT 27/11/2020) (grifo nosso).
Observe que dado importante foi trazido nesse julgado: a decisão do STF tem caráter vincu-
lante! Isso quer dizer que o Poder Judiciário Trabalhista não pode decidir de forma diferente 
do que foi interpretado pelo STF. Na prática, a partir de agora, todo juiz do trabalho, desembar-
gador de TRT ou ministro do TST, ao se deparar com a matéria, deve julgar no sentido de que 
o termo de conciliação obtido na CCP não tem eficácia liberatória ampla e geral, abrangendo 
apenas o que estiver expressamente previsto no termo.
O PULO DO GATO
Preste atenção numa coisa muito importante para as provas: o que mudou não foi a redação 
da CLT, o que mudou foi a interpretação que se faz dela. Então, se cair em prova a literalidade 
do dispositivo, ou seja, se cair mais ou menos assim “A CLT prevê que o termo de conciliação 
é título executivo extrajudicial e terá eficácia liberatória geral, exceto quanto às parcelas ex-
pressamente ressalvadas”, a alternativa está correta. Isso porque o que está escrito na CLT 
(art. 625-E, parágrafo único) é isso mesmo. Entretanto, se a pergunta estiver falando sobre a 
interpretação dada pelo STF, aí a resposta deverá ser no sentido de que a quitação abrange 
somente aquilo que estiver expressamente escrito no termo de conciliação, não havendo qui-
tação geral e irrestrita. Registrado isso? Então vamos em frente.
Quanto à organização da comissão de conciliação prévia, dispõe o art. 625-B da CLT
Art. 625-B. A Comissão instituída no âmbito da empresa será composta de, no mínimo, dois e, no 
máximo, dez membros, e observará as seguintes normas:
I – a metade de seus membros será indicada pelo empregador e outra metade eleita pelos emprega-
dos (É ISSO QUE SE CHAMA DE COMPOSIÇÃO PARITÁRIA), em escrutínio secreto, fiscalizado pelo 
sindicato de categoria profissional;
II – haverá na Comissão tantos suplentes quantos forem os representantes títulares;
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III – o mandato dos seus membros, titulares e suplentes, é de um ano, permitida uma recondução.
§ 1º É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros da Comissão de Conci-
liação Prévia, titulares e suplentes, até um ano após o final do mandato, salvo se cometerem falta 
grave, nos termos da lei (OU SEJA, SÃO ESTÁVEIS ATÉ 1 ANO APÓS O FINAL DO MANDATO).
§ 2º O representante dos empregados desenvolverá seu trabalho normal na empresa afastando-se 
de suas atividades apenas quando convocado para atuar como conciliador, sendo computado como 
tempo de trabalho efetivo o despendido nessa atividade.
Art. 625-C. A Comissão instituída no âmbito do sindicato terá sua constituição e normas 
de funcionamento definidas em convenção ou acordo coletivo.
O PULO DO GATO
É muito comum cair em prova a seguinte questão: Todos os integrantes da comissão de con-
ciliação prévia são estáveis? E a resposta é NÃO. Apenas os representantes dos empregados 
são estáveis. Os representantes do empregador não têm estabilidade. A justificativa para isso 
é que os representantes do empregador atuam em nome do próprio empregador, ou seja, re-
presentam os interesses do patrão, de forma que não precisam ter uma garantia (que seria a 
estabilidade no emprego) para poderem ter uma atuação efetiva na comissão. De outro lado, 
os representantes dos empregados precisam de uma garantia, uma vez que, em regra, vão atu-
ar de forma que não interessa ao empregador e precisam ter a liberdade de agir sem o medo 
de serem mandados embora.
Há mais uma questão polêmica, também cobrada em provas, embora com menos frequ-
ência. Trata-se do seguinte: O § 1º do art. 625-B fala apenas que “É vedada a dispensa dos 
representantes dos empregados membros da Comissão de Conciliação Prévia, titulares e su-
plentes, até um ano após o final do mandato, salvo se cometerem falta grave, nos termos da 
lei”. O artigo estabelece o prazo final da estabilidade, mas não fala nada do início. E aí surge a 
dúvida: a partir de quando está estável? Existem 2 correntes:
1) minoritária: a estabilidade começa na data da eleição. De acordo com esta corrente, não 
haveria estabilidade no período entre o registro da candidatura e a eleição. Isso prejudica muito 
o empregado, uma vez que após os registros das candidaturas, o empregador poderia demitir 
os potenciais vencedores, justamente para impedir que assumissem o cargo na CCP.
2) majoritária: a estabilidade começa no dia do registro da candidatura. Para esta corrente 
deve ser aplicado, de forma analógica, aquilo que a Constituição Federalestabelece em rela-
ção ao dirigente sindical. Consta no art. 8º, VIII da CF:
VIII – é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo 
de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do 
mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei.
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O PULO DO GATO
Vou te confessar uma coisa: nunca vi cair questão em concurso sobre o início da estabilidade 
de integrante de CCP e não ter complicação depois. Já existiu todo tipo de resposta em gaba-
rito. Hoje, acredito que seja difícil cair este tipo de questão, seja pela polêmica que já gerou, 
seja porque a CCP não vive mais seus dias de glória. Mas, como o seguro morreu de velho, é 
bom que você conheça o assunto. E vai aqui a minha sugestão: siga a corrente majoritária. Se 
o gabarito for diferente disso, você terá fortes argumentos para ser vitorioso em um eventu-
al recurso.
Não é a lei quem assegura a estabilidade desde o registro da candidatura. Isso é uma constru-
ção da doutrina e da jurisprudência. Então, se constar na questão que “a lei prevê a estabilida-
de desde o registro da candidatura até 1 ano após o final do mandato”, considere a alternativa 
como errada.
Para encerrar o tema comissão de conciliação prévia, é importante conhecer o teor do § 
4º do art. 625-D e artigos 625-F e 625-G, da CLT, uma vez que não raramente aparecem em 
questões de concursos:
Art. 625-D. (...)
§ 4º Caso exista, na mesma localidade e para a mesma categoria, Comissão de empresa e Comis-
são sindical, o interessado optará por uma delas para submeter a sua demanda, sendo competente 
aquela que primeiro conhecer do pedido.
------------
Art. 625-F. As Comissões de Conciliação Prévia têm prazo de dez dias para a realização da sessão 
de tentativa de conciliação a partir da provocação do interessado.
Parágrafo único. Esgotado o prazo sem a realização da sessão, será fornecida, no último dia do pra-
zo, a declaração a que se refere o § 2º do art. 625-D. (COMENTÁRIO: ISSO ERA IMPORTANTE QUAN-
DO A PASSAGEM PELA CCP ERA OBRIGATÓRIA. SE NÃO MARCASSE A REUNIÃO EM 10 DIAS, O 
EMPREGADO PEGAVA UMA CERTIDÃO E IA DIRETO PARA A JUSTIÇA DO TRABALHO. HOJE, COMO 
VIMOS, NÃO PRECISA MAIS PASSAR PELA CCP PARA AJUIZAR RECLAMAÇÃO TRABALHISTA).
------------
Art. 625-G. O prazo prescricional será suspenso a partir da provocação da Comissão de Conciliação 
Prévia, recomeçando a fluir, pelo que lhe resta, a partir da tentativa frustrada de conciliação ou do 
esgotamento do prazo previsto no art. 625-F.
A rescisão do contrato ocorreu em 20/2/2018. O empregado teria até 20/2/2020 para ajuizar 
reclamação trabalhista, uma vez que o prazo prescricional para ajuizar ação na Justiça do 
Trabalho é de 2 anos (art. 7º, XXIX, CF/88). Se em 20/5/2019 o empregado provocou a CCP, 
o prazo prescricional ficou suspenso a partir daí. Não houve composição na CCP e as tratati-
vas se encerraram em 20/6/2019 (data da reunião frustrada). A partir daí recomeça o prazo 
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prescricional. No caso, o empregado terá mais 1 ano para ajuizar a reclamação, uma vez que 
a prescrição foi suspensa quando já havia decorrido 1 ano (e ficou suspensa por um mês). 
Então, pode-se dizer que o trabalhador terá até 20/6/2020 para ajuizar a reclamação na Justiça 
do Trabalho.
002. (VUNESP/ PROCURADOR JURÍDICO DA CÂMARA MUNICIPAL DE PINDORAMA - 
SP/2020) As comissões de conciliação prévia
a) podem solucionar conflitos individuais e coletivos de trabalho por meio da arbitragem.
b) podem solucionar conflitos individuais de trabalho por meio da arbitragem.
c) podem solucionar conflitos coletivos de trabalho por meio da arbitragem.
d) podem solucionar conflitos individuais de trabalho por meio da arbitragem, desde que em-
pregado e empregador estejam de acordo.
e) não podem solucionar conflitos de trabalho por meio da arbitragem.
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. CCP e arbitragem não se confundem. A CCP 
é apenas para buscar uma conciliação, como o próprio nome sugere. Diferente da arbitragem, 
em que um árbitro, escolhido pelas partes, decide o conflito e impõe a solução aos litigantes.
Letra e.
3) Heterocomposição: a solução é imposta por um terceiro, que decide o conflito com força 
obrigatória. Os litigantes não possuem discricionariedade para decidir se cumprem ou não a 
decisão (ou seja, não escolhem se vão cumprir ou não. A decisão deve ser cumprida).
Os principais exemplos de heterocomposição são a arbitragem e a jurisdição.
arbitragem
Embora a Lei da Arbitragem (Lei n. 9.307/96) seja aplicável à esfera trabalhista, são raros 
os conflitos trabalhistas submetidos à tal forma de solução de conflitos. O que vemos, na prá-
tica, é a aplicação da arbitragem apenas em casos de greve, e cuja aplicação encontra assento 
na Lei de Greve (Lei n. 7.783/88, art. 3º).
No campo do direito individual do trabalho, era tranquilo o entendimento de que não era 
cabível a utilização da via arbitral. E por quê? Porque o art. 1º da Lei n. 9.307/96 prevê que a 
arbitragem é destinada à solução de conflitos que envolvam direitos patrimoniais disponíveis. 
E, como estudado em direito do trabalho, os direitos individuais trabalhistas são considerados, 
em sua maioria, indisponíveis, dada a natureza alimentícia da parcela e o princípio proteti-
vo que informa todo o direito material do trabalho. Além disso, o evidente desequilíbrio entre 
empregado e empregador não permitiria a utilização da via arbitral como forma adequada de 
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solução de conflitos (quem garante que as partes litiguem em juízo, de igual para igual, é o Es-
tado-juiz e todo o conjunto de princípios e regras que protegem o trabalhador hipossuficiente. 
E, na arbitragem, não haveria essas condições que permitissem o litígio “em pé de igualdade”).
Assim, podia-se afirmar que a arbitragem somente seria utilizada em casos de conflitos 
coletivos de trabalho (sendo vedada para solução de conflitos individuais do trabalho).
Nesse sentido, era a jurisprudência uniforme do TST:
ARBITRAGEM. APLICABILIDADE AO DIREITO INDIVIDUAL DE TRABALHO. QUITAÇÃO DO 
CONTRATO DE TRABALHO. 1. A Lei 9.307/96, ao fixar o juízo arbitral como medida extra-
judicial de solução de conflitos, restringiu, no art. 1º, o campo de atuação do instituto 
apenas para os litígios relativos a direitos patrimoniais disponíveis. Ocorre que, em razão 
do princípio protetivo que informa o direito individual do trabalho, bem como em razão 
da ausência de equilíbrioentre as partes, são os direitos trabalhistas indisponíveis e 
irrenunciáveis. Por outro lado, quis o legislador constituinte possibilitar a adoção da 
arbitragem apenas para os conflitos coletivos, consoante se observa do art. 114, §§ 1º e 
2º, da Constituição da República. Portanto, não se compatibiliza com o direito individual 
do trabalho a arbitragem. 2. Há que se ressaltar, no caso, que a arbitragem é questionada 
como meio de quitação geral do contrato de trabalho. Nesse aspecto, a jurisprudência 
desta Corte assenta ser inválida a utilização do instituto da arbitragem como supedâneo 
da homologação da rescisão do contrato de trabalho. Com efeito, a homologação da res-
cisão do contrato de trabalho somente pode ser feita pelo sindicato da categoria ou pelo 
órgão do Ministério do Trabalho, não havendo previsão legal de que seja feito por laudo 
arbitral. Recurso de Embargos de que se conhece e a que se nega provimento.”(TST-E-E-
D-RR-79500-61.2006.5.05.0028, Relator: Ministro João Batista Brito Pereira, SBDI-1, DEJT 
30/3/2010.)(grifo nosso)
“RECURSO DE REVISTA DO RECLAMANTE. ARBITRAGEM. TRANSAÇÃO. ALCANCE NO 
DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO. Esta Corte vem firmando posicionamento no sen-
tido de que a solução de conflitos oriundos da relação de trabalho efetivada perante o 
juízo arbitral não é compatível com o Direito Individual do Trabalho, considerando-se a 
significativa gama de direitos indisponíveis e irrenunciáveis e o desequilíbrio entre as 
partes decorrente da hipossuficiência típica da relação de emprego. Recurso de revista 
conhecido e provido. (TST-RR-106500-58.2008.5.15.0005, Relatora: Ministra Dora Maria 
da Costa, 8.ª Turma, DEJT 9/9/2011.) (grifo nosso)
Contudo, a Reforma Trabalhista trouxe importante alteração em relação ao assunto.
As alterações de entendimento são ótimas pedidas para concurso.
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https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/103445/lei-de-arbitragem-lei-9307-96
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/11292024/artigo-1-da-lei-n-9307-de-23-de-setembro-de-1996
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10681606/par%C3%A1grafo-1-artigo-114-da-constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-de-1988
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10681529/par%C3%A1grafo-2-artigo-114-da-constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-de-1988
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/124459/estatuto-do-desarmamento-lei-10826-03
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/124459/estatuto-do-desarmamento-lei-10826-03
https://www.jusbrasil.com.br/consulta-processual/goto/79500-61.2006.5.05.0028
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A Lei n. 13.467/2017 (lei da reforma), introduziu à CLT o art. 507-A, segundo o qual:
Art. 507-A. Nos contratos individuais de trabalho cuja remuneração seja superior a duas vezes o 
limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social, poderá ser 
pactuada cláusula compromissória de arbitragem, desde que por iniciativa do empregado ou me-
diante a sua concordância expressa, nos termos previstos na Lei no 9.307, de 23 de setembro de 
1996. (Incluído pela Lei n. 13.467, de 2017)
Portanto, aquela ideia de que nos conflitos individuais trabalhistas não se aplica a arbitra-
gem, já não pode ser tida como verdadeira.
Nossa regra, hoje, é a seguinte: não se aplica a arbitragem aos conflitos individuais traba-
lhistas, exceto se a remuneração do empregado for superior a R$ 12.867,14 (que corresponde 
a duas vezes o limite máximo pago pelo INSS, que atualmente é de R$ 6.433,57).
Qual a lógica disso?
É que o empregado que ganha acima de R$ 12.867,14 não é considerado hipossuficien-
te e, desse modo, não precisaria da proteção especial da Justiça do Trabalho, tendo plenas 
condições de decidir, de maneira isenta – que não seja fruto da coação do empregador – pela 
utilização da via arbitral.
Existe mais um detalhe importante: para que a utilização da arbitragem seja válida, é preciso 
que as partes tenham estabelecido a cláusula compromissória de arbitragem, por iniciativa do 
empregado ou mediante a sua concordância expressa.
Explica-se: para que um determinado conflito seja submetido à arbitragem, é preciso que 
exista uma convenção de arbitragem (ou seja, que as duas partes estejam de pleno acordo 
e tenham manifestado que a solução do conflito ocorrerá pela via arbitral). A convenção de 
arbitragem pode se materializar de duas formas: cláusula compromissória ou compromisso 
arbitral. A cláusula compromissória é o negócio jurídico por meio do qual as partes, antes de 
existir um conflito, fazem uma cláusula no contrato estabelecendo que eventual conflito futuro 
será resolvido por meio da arbitragem. Já no compromisso arbitral, as partes, diante de um 
conflito existente, estipulam que levarão o litígio à via arbitral para solução.
DICA para gravar a diferença entre as 2 formas:
CLÁUSULA COMPROMISSÓRIA DE ARBITRAGEM – se é cláu-
sula, é porque está inserida num contrato. Assim que assina o 
contrato, já coloca lá uma cláusula dizendo que eventual con-
flito futuro será resolvido por arbitragem.
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9307.htm
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COMPROMISSO ARBITRAL - depois que o conflito já existe, 
as partes se comprometem a tentar resolver por meio da arbi-
tragem. Não havia nada estabelecido antes, mas assim que o 
negócio começa a desandar, elas se comprometem a buscar 
um árbitro.
A CLT, como visto, fala especificadamente em cláusula arbitral, ou seja, a possibilidade 
deve ter sido fixada antes de surgir o conflito.
Você deve estar se perguntando: por que o empregado optaria ou concordaria com a ar-
bitragem? Para responder a esta pergunta, transcrevo trecho de um excelente artigo sobre o 
tema, apenas para que a matéria fique mais clara na sua cabeça:
A arbitragem, tal como já ocorre em inúmeros outros países, poderá trazer importantes contribui-
ções à resolução de lides individuais trabalhistas, especialmente em casos que versem sobre ma-
térias altamente especializadas, quando as partes poderão eleger árbitros que possuam elevado 
conhecimento técnico sobre determinada área do saber. O instituto pode, ainda, garantir confiden-
cialidade ao procedimento, o que beneficiará a preservação da intimidade e privacidade dos envolvi-
dos, bem como evitará prejuízos a empregados que desejem se recolocar no mercado de trabalho. 
A celeridade e a irrecorribilidade das decisões também são aspectos que, em muitos casos, poderão 
significar vantagens do procedimento arbitral como um meio eficaz e eficiente para a resolução de 
conflitos individuais trabalhistas2.
Veja que essa alteração da CLT já foi objeto de inúmeras questões de concursos:
003. (FCC/SANASA/SP/ANALISTA JUDICIÁRIO/2019) De acordo com a Consolidação 
das Leis do Trabalho, a cláusula compromissória de arbitragem para contratos individuais 
de trabalho:
a) não é considerada válida, na medida em que a Consolidação das Leis do Trabalho tem nor-
ma que veda expressamentea arbitragem como forma de solução de conflitos decorrentes da 
relação de emprego.
b) em nenhuma hipótese é considerada válida, tendo em vista que a arbitragem não pode ser 
usada para solução de controvérsias envolvendo direitos indisponíveis, como são em regra os 
decorrentes da relação de emprego.
2 FERNANDES, João Renda Leal. A arbitragem em conflitos individuais trabalhistas: uma interpretação constitucional e lógi-
co-sistemática do art. 507-A da CLT. https://juslaboris.tst.jus.br/bitstream/handle/20.500.12178/147813/2018_fernandes_
joao_arbitragem_conflitos.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em 21/6/2021.
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c) é considerada válida, desde que a remuneração do empregado seja superior ao limite máxi-
mo de benefício do Regime Geral da Previdência Social, e conte com a concordância expressa 
do empregado, valendo apenas para direitos disponíveis.
d) é considerada válida apenas na hipótese de haver concordância expressa do empregado, 
previsão em norma coletiva, independente do salário do trabalhador, mas sempre terá que ter 
assistência pelo Sindicato.
e) é considerada válida, desde que a remuneração do empregado seja superior a duas vezes 
o limite máximo de benefício do Regime Geral da Previdência Social, e conte com a concordân-
cia expressa do empregado.
a) A CLT não veda expressamente a arbitragem. Não há nenhum artigo dizendo que a arbitra-
gem é proibida para contratos individuais do trabalho. O único dispositivo que trata do tema é 
o art. 507-A, autorizando a arbitragem quando o empregado ganha, por mês, mais de 2 vezes o 
teto dos benefícios pagos pelo INSS, e desde que tenha fixado a cláusula compromissória de 
arbitragem por iniciativa própria ou com sua concordância expressa.
b) Esse já foi o entendimento na Justiça do Trabalho. Mas, como visto, foi superado com a 
reforma trabalhista. Agora existe previsão expressa de que é possível a arbitragem em conflito 
individual, desde que o empregado tenha uma remuneração expressiva (hoje, R$ 12.867,14).
c) É considerada válida, desde que a remuneração do empregado seja superior AO DOBRO DO 
limite máximo de benefício do Regime Geral da Previdência Social.
Tem mais uma coisa errada aí: “valendo apenas para direitos disponíveis”. A CLT não diz isso. 
E essa ideia de os direitos trabalhistas serem, em regra, indisponíveis, é majoritária, mas existe 
aí um ponto que precisa ser esclarecido. Guarde uma informação importante para todo o nos-
so estudo daqui para frente  o entendimento majoritário é de que os direitos até podem ser 
indisponíveis, mas o crédito não. E o que isso quer dizer? Quer dizer que depois que acabou o 
contrato de trabalho, o empregado passa a ter um crédito, algo que ele deve receber pelo período 
que trabalhou e não recebeu adequadamente. E o crédito é disponível, tanto que o empregado 
pode, em juízo, fazer conciliação (abrindo mão de alguns direitos, por exemplo). Em síntese: po-
de-se até dizer que os direitos trabalhistas são, em regra, indisponíveis. Mas depois que acabou a 
relação de trabalho e o empregado está em busca dos créditos aos quais ele julga ter direito, es-
tamos diante de parcela disponível (e aí o empregado pode abrir mão quando entender devido).
d) Errada. A CLT não exige previsão em norma coletiva e nem assistência pelo Sindicato. Além 
disso, está errado dizer que é válida a arbitragem independente do salário do trabalhador. Su-
per depende da remuneração do empregado! Só será possível a arbitragem se o empregado 
receber mensalmente mais que R$ 12.867,14.
e) Exatamente.
Letra e.
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Priscila Margarido
004. (FGV/OAB/XXXI EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2020) Gervásia é empregada na Lan-
chonete Pará desde fevereiro de 2018, exercendo a função de atendente e recebendo o valor 
correspondente a um salário mínimo por mês. Acerca da cláusula compromissória de arbi-
tragem que o empregador pretende inserir no contrato da empregada, de acordo com a CLT, 
assinale a afirmativa correta.
a) A inserção não é possível, porque, no Direito do Trabalho, não cabe arbitragem em lides 
individuais.
b) A cláusula compromissória de arbitragem não poderá ser inserida no contrato citado, em 
razão do salário recebido pela empregada.
c) Não há mais óbice à inserção de cláusula compromissória de arbitragem nos contratos de 
trabalho, inclusive no de Gervásia.
d) A cláusula de arbitragem pode ser inserida em todos os contratos de trabalho, sendo admi-
tida de forma expressa ou tácita.
a) Errada. Cabe arbitragem em lides individuais, na hipótese do art. 507-A da CLT.
b) Certa. Ela recebia um salário mínimo, ou seja, muito abaixo do que exige o art. 507-A (R$ 
12.867,14)
c) Errada. No contrato de trabalho de Gervásia não poderia ser incluída a cláusula, porque a re-
muneração dela estava muito abaixo do valor previsto na CLT para que seja possível a inserção 
da cláusula compromissória de arbitragem.
d) Errada. A cláusula de arbitragem NÃO pode ser inserida em todos os contratos de trabalho 
(só pode ser inserida naqueles cuja remuneração prevista seja superior ao dobro do valor máxi-
mo pago pelo INSS. Hoje, R$ 12.867,14). Além disso, NÃO é admitida de forma tácita, havendo 
necessidade de que seja expressa.
Letra b.
Jurisdição
A jurisdição é a atividade do Estado (exercida pelos juízes e tribunais) de resolver os confli-
tos de interesses que lhe são submetidos.
Aqui não há dificuldade. A decisão é imposta pelo Estado-juiz, com força obrigatória, como 
resultado de um processo judicial. Diz-se que a jurisdição é a aplicação do direito ao caso con-
creto (ou seja, aplicação da lei a um conflito que é levado ao Poder Judiciário, por meio de uma 
ação), com a finalidade de pacificação social.
A jurisdição pode ser contenciosa ou administrativa.
Contenciosa é a jurisdição tradicional, que foi descrita acima. Repetindo: é a aplicação do 
direito a um caso concreto, com força obrigatória. O Estado-juiz impõe uma solução que deve 
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Priscila Margarido
ser cumprida pelas partes, resolvendo o conflito que foi submetido à apreciação do Poder Ju-
diciário por meio de um processo.
Voluntária é descrita pela doutrina como “administração pública de interesses privados”. É 
como se o Estado-juiz fosse provocado a fazer uma atividade administrativa em prol de uma 
das partes. Mas não há lide/conflito a ser resolvido, as partes estão de comum acordo com 
a providência a ser adotada (por isso, a rigor, não se deve nem falar em partes, e simem in-
teressados).
Há pouquíssimos exemplos de jurisdição voluntária na Justiça do Trabalho. Mas, se cair 
em concurso algo nesse sentido, certamente o exemplo utilizado como caso de jurisdição vo-
luntária será o seguinte: requerimento de alvará judicial para saque do FGTS (Explicando: para 
sacar o FGTS, não é preciso de uma ação judicial, tampouco de uma determinação do juiz. Bas-
ta que o empegado apresente os documentos necessários à Caixa Econômica Federal. Ocorre 
que muitas vezes o empregador não disponibiliza corretamente os documentos ao empregado 
no momento da dispensa (muitas vezes nem o empregador possui os documentos).
Exemplo prático que eu julguei muitas vezes: o empregador faliu e não foi encontrado nenhum 
representante da empresa para fazer a baixa na CTPS e assinar o Termo de Rescisão de Con-
trato, que são documentos exigidos pela CEF. O empregado pode se socorrer do Poder Judici-
ário, pedindo que o juiz expeça um alvará judicial para saque do FGTS (esse alvará suprirá os 
documentos faltantes e o empregado conseguirá fazer o levantamento do valor depositado).
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Como vimos, a conciliação e a mediação não são enquadradas como meios de autocom-
posição de forma unânime, pois há quem defenda que a existência do juiz (conciliação) ou do 
mediador (mediação) faz com que a solução não seja exclusiva das partes, mas incentivada 
por um terceiro. No entanto, pode-se, sim, dizer que são meios de autocomposição, uma vez 
que o terceiro não impõe solução. As próprias partes é que decidem se compor e colocar fim 
ao litígio.
Fontes do direito ProCessual do trabalho
Vamos ao nosso segundo assunto de hoje: as fontes do direito processual do trabalho. 
Fontes são a origem, o manancial de onde correm as águas que irão regular o caminhar do 
processo do trabalho (bonito isso, não? Rsrs). Fonte é aquilo que dá origem ao direito.
Há certa divergência quanto à classificação das fontes na doutrina. Alguns autores clas-
sificam as fontes em primárias (que seriam as leis) e secundárias (costume, jurisprudência, 
princípios gerais do direito, equidade e doutrina).
Outros autores fazem um outro tipo de divisão, classificando as fontes da seguinte forma: 
fontes materiais (fato social) e formais (lei, costume, jurisprudência, analogia, equidade, princí-
pios gerais de direito e doutrina. Veja que entram nas fontes formais tanto as fontes primárias 
quanto as fontes secundárias). As fontes formais são divididas em fontes formais diretas, indi-
retas e de explicitação.
É importante saber as nomenclaturas porque, a depender da banca do concurso, poderá 
ser adotada uma ou outra. Contudo, a utilização mais comum em provas é da classificação em 
fontes materiais e fontes formais, razão pela qual será adotada no nosso estudo.
Fontes materiais
São os fatos que ocorrem na sociedade (fatos sociais) e demonstram a necessidade de 
regulação da conduta para o alcance do bem social. São os acontecimentos que levam o ope-
rador do direito a se debruçar sobre o assunto na intenção de regulá-lo, interpretá-lo.
No direito processual do trabalho, podemos dizer que os fatos que levam o operador do 
direito a se deparar com a necessidade de regulação e organização é o próprio direito material 
do trabalho. Isso porque diante de uma conduta, de um caso materializado entre empregado 
e empregador, o operador do direito pode perceber a necessidade de regulamentar a forma 
de solução do conflito para operacionalização, efetivação, do direito material. Assim, o direito 
material terá atuado como verdadeira fonte material que induziu o intérprete à elaboração de 
uma fonte formal. O direito processual não é um fim em si mesmo (o processo não existe em 
razão do próprio processo), ele existe para dar efetividade ao direito material.
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Formas de Solução de Conflitos Trabalhistas
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Fontes Formais
São os meios, a forma pela qual as normas chegam ao mundo jurídico. Segundo Carlos 
Henrique Bezerra Leite, as fontes formais são aquelas que estão positivadas em nosso orde-
namento jurídico.
Elas podem ser divididas da seguinte forma: fontes formais diretas, fontes formais indire-
tas e fontes formais de explicitação.
Em concursos, o mais comum a ser cobrado é a divisão em fontes materiais e fontes formais, 
sendo menos comum a exigência de conhecimento acerca da divisão das fontes formais em 
diretas, indiretas e de explicitação. O que você precisa realmente saber? Você precisa saber 
que as fontes se dividem em materiais e formais, sendo os materiais os fatos sociais, e as 
formais: lei, costume, jurisprudência, analogia, equidade, princípios gerais de direito e doutrina.
No entanto, apenas para não correr o risco de cair no concurso e você errar a questão, vou 
te passar rapidamente o que há de mais importante nessa divisão aí de cima e depois vamos 
estudar cada uma das fontes formais, combinado?
• fontes formais diretas: são as leis em sentido amplo (CF, leis, regimento interno dos Tri-
bunais etc.). São aquelas fontes onde o direito está realmente positivado, com caráter 
de generalidade e abstração. Aqui podem ser incluídas também as súmulas vinculantes.
• fontes formais indiretas: atuam na interpretação do direito processual do trabalho (dou-
trina e jurisprudência)
• fontes formais de explicitação (ou integração): utilizadas no caso de lacuna da lei, para 
integrar, suprir a regulamentação faltante (analogia, princípios gerais de direito, costu-
mes e equidade).
Anotado isso, vamos ao estudo das fontes formais do direito processual do trabalho:
a) Lei: Primeira informação importante: a competência para legislar sobre Direito Proces-
sual do Trabalho é exclusiva da União (art. 22, I, da CF). Assim, veremos apenas leis federais 
tratando do assunto.
As leis que tratam sobre processo do trabalho são cogentes, o que quer dizer que elas não 
podem ser afastadas ou modificadas pela vontade das partes.
As partes não podem pactuar que terão 15 dias para interpor recurso ordinário. A CLT dispõe 
que o prazo é de 8 dias e isso é uma regra cogente.
Veja que lei, aqui, deve ser entendida no sentido genérico  todo comando impessoal, ge-
ral, abstrato, pro futuro, relativas ao processo do trabalho e que tratem da ação, da defesa e da 
jurisdição trabalhistas. Aqui se enquadram:
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
• Constituição Federal: norma fundamental do Processo do Trabalho. É nela que está pre-
vista toda a estrutura da Justiça do Trabalho (art. 111 a 116). Além disso, prevê os prin-
cípios fundamentais do processo geral, enquadrado aí o processo do trabalho (art. 5º).
Nenhuma lei sobre processo trabalhista poderá dispor de maneira diversa do quanto esta-
belecido na CF.
• Leis infraconstitucionais trabalhistas: a norma infraconstitucionalprincipal do processo 
trabalhista é a CLT (art. 643 e seguintes). Veja que, ao contrário dos processos civil e 
penal, no âmbito trabalhista não há um código para leis materiais (como, por exemplo, o 
Código Civil e o Código Penal) e outro código para leis processuais (como o Código de 
Processo Civil e o Código de Processo Penal). Tanto as normas materiais trabalhistas 
quanto as normas processuais, estão inseridas na CLT.
Há, ainda, outras leis esparsas que tratam de matéria processual trabalhista como, por 
exemplo, a Lei n. 5.584/70, que trata do Processo do Trabalho e a Lei n. 7.701/88, que dispõe 
sobre a competência do TST.
Os tratados internacionais que versem sobre normas de processo do trabalho também se 
enquadram como fonte do direito processual do trabalho. Tais tratados, quando ratificados 
pelo Brasil, passam a ostentar status de lei ordinária (salvo se tratarem sobre direitos humanos 
e forem aprovados por quórum específico, quando passam a ter natureza de emenda cons-
titucional).
• Código de Processo Civil e Leis esparsas sobre processo civil: como falaremos muitas 
vezes aqui (até você enjoar! rsrs), o CPC (também outras leis que regulem o processo 
civil, como, por exemplo, a Lei da Ação Civil Pública – Lei n. 7.347/85) é fonte subsidiária 
do direito processual do trabalho. Vou repetir, porque o assunto é dos mais importantes 
e será utilizado em diversos momentos: o CPC é fonte subsidiária do direito processual 
do trabalho.
O que isso quer dizer? Isso significa que sempre que não houver norma na legislação pro-
cessual trabalhista (em regra, CLT), deveremos nos socorrer do processo civil.
É isso que extraímos do art. 769 da CLT, segundo o qual:
Art. 769 - Nos casos omissos, o direito processual comum será fonte subsidiária do direito 
processual do trabalho, exceto naquilo em que for incompatível com as normas deste Título.
O art. 769 não fala em “processo civil”, mas em “direito processual comum”, então podemos 
dizer que alguns artigos do Código de Processo Penal também podem ser aplicados ao pro-
cesso do trabalho. É possível citar, como exemplo, a possibilidade de prisão em flagrante da 
testemunha que presta declaração falsa em audiência trabalhista, cometendo o crime de falso 
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
testemunho (Curiosidade: na prática, isso acontece? Muito pouco. É raro um juiz se utilizar 
deste recurso. Mas é bom a testemunha saber que ele existe e ficar inibida de mentir em 
audiência).
Mas preste atenção em uma coisa muito importante para concursos: embora boa parte da 
doutrina diga que alguns dispositivos do Código de Processo Penal são aplicáveis ao processo 
do trabalho (e são mesmo, como vimos no exemplo acima), a grande fonte subsidiária que uti-
lizamos (aquela que utilizamos com frequência; utilizando inúmeros dispositivos) é o Código 
de Processo Civil.
O PULO DO GATO
Portanto, se cair em concurso, em prova de marcar “X”, qual a fonte subsidiária do processo 
do trabalho, pense na GRANDE fonte subsidiária e marque “código de processo civil”. E isso já 
caiu em concurso.
Veja:
005. (FCC/TRT-6(PE)/ANALISTA JUDICIÁRIO/2006) É fonte subsidiária do processo 
do trabalho:
a) Código de Processo Penal.
b) o Código de Processo Civil.
c) a Lei de Recuperação de Créditos.
d) o Estatuto dos Servidores Públicos.
e) o Código Comercial.
Observe que a letra a não está incorreta, mas seria um despropósito marcá-la e não marcar a 
alternativa b. Utilizamos muito pouco o CPP no processo do trabalho. E usamos muito o CPC. 
Então, o mais lógico seria marcar o CPC. É aí que entra a manha e a esperteza do concurseiro... 
Não dá para perder uma questão dessas. Caberia recurso? Sim, mas vamos evitar a fadiga e já 
garantir logo a questão. Rsrs.
Letra b.
006. (FCC/TRT-14/TÉCNICO JUDICIÁRIO-ÁREA ADMINISTRATIVA/2016). O advogado em de-
fesa da empresa reclamada, no curso de uma ação trabalhista, pretende utilizar uma medida 
do direito processual comum que não está prevista na Consolidação das Leis do Trabalho. 
Tal situação:
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
a) É possível em qualquer hipótese simplesmente pela omissão da Consolidação das Leis 
do Trabalho.
b) Não é possível utilizar medida processual que não esteja prevista em lei trabalhista.
c) Ficará condicionada a verificação judicial e restrita a fase de execução da sentença.
d) É possível diante da omissão da Consolidação das Leis do Trabalho, exceto naquilo em que 
for incompatível com o processo judiciário do trabalho.
e) É possível em face da ausência de norma processual da Consolidação das Leis do Trabalho, 
restringindo-se a fase de conhecimento.
A resposta poderia ser extraída do art. 769 da CLT. Dada sua imensa importância, vou repeti-lo 
aqui, para que você o grave (a repetição é a chave da assimilação da matéria e, consequente-
mente, do bom resultado):
Art. 769 - Nos casos omissos, o direito processual comum será fonte subsidiária do direito proces-
sual do trabalho, exceto naquilo em que for incompatível com as normas deste Título.
a) Está errado dizer que é possível em qualquer hipótese, pois deve haver a compatibilidade 
com as normas da CLT.
Exemplo de incompatibilidade: a CLT diz que as decisões interlocutórias são irrecorríveis de 
imediato. Não há omissão. Estamos diante de uma norma expressa da CLT; de uma opção do 
legislador. Portanto, os dispositivos do CPC que tratam da interposição do agravo de instru-
mento para atacar decisão interlocutória não são aplicáveis ao processo do trabalho.
b) Claro que é possível. E o maior exemplo é a aplicação subsidiaria do CPC.
c) O art. 769 da CLT não diz nada disso.
d) Exatamente. É isso o que diz o artigo 769.
e) O art. 769 não faz qualquer restrição à fase do processo, seja fase de conhecimento, seja 
fase de execução.
Letra d.
Na fase de conhecimento, se houver lacuna da CLT, deverá ser utilizado o CPC (art. 769 da 
CLT). Já na fase de execução, a lacuna deverá ser suprida, em primeiro lugar, pela utilização 
da Lei de Execução Fiscal (Lei n. 6.830/1980) e, posteriormente, pelo Código de Processo Civil 
(art. 889 da CLT).
Dispõe o artigo 889 da CLT:
Art. 889 - Aos trâmites e incidentes do processo da execução são aplicáveis, naquilo em que não 
contravierem ao presente Título, os preceitos que regem o processo dos executivos fiscais para a 
cobrança judicial da dívida ativa da Fazenda Pública Federal.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
As leis são a principal fonte formal do direito processual do trabalho. Contudo, onde houver 
omissão da lei, devemos nos socorrer das fontes subsidiárias.
E o que são fontes subsidiárias?
São os instrumentos que conduzem o operador do direito naqueles casos

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