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manual de andrologia em equinos

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com plastia local almejando evitar alterações no óstio prepucial, se o tempo de 
evolução for maior que 24hs ferida já contaminada tratamento tópico (limpeza, agentes 
desinfetantes, ducha e repelentes), cicatrização por segunda intenção. 
 
 
 
3.2 TESTÍCULOS 
 
Degeneração testicular 
 
Condição adquirida decorrente de fatores que afetam a homeostase testicular. 
Muitos deles envolvendo alterações da termorregulação testicular como piques febris , o 
processo de degeneração é classificado em graus I, II e III, quanto maior o grau maior a 
severidade da patologia. Podem também ser de origem medicamentosa ( Anabolizantes e 
corticoesteróides ). O prognóstico é bom a não ser nos casos onde já houve perda de massa 
testicular e formação de tecido conjuntivo. Tratamento: retirada da causa e tempo mínimo 
de 60 dias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Hipoplasia e aplasia testicular 
 
 A aplasia testicular é a ausência de um ou dos dois testículos é de rara incidência. 
Já a hipoplasia (diminuição do tamanho testicular) uni ou bilateral é mais comumente 
encontrada, ambas patologias são de origem genética causadas por um gene recessivo de 
penetrância incompleta. Tratamento: por se tratar de uma patologia de origem genética 
deve-se afastar o animal da reprodução. 
Para se diferenciar um quadro de hipoplasia testicular de uma degeneração 
necessita-se de uma anamnese bem detalhada. Nos casos de degeneração os testículos 
tinham tamanho normais, nas hipoplasias sempre foram pequenos e as alterações do 
ejaculado não se alteram como no caso da Degeneração Testicular, 
 
Orquite 
 
Freqüentemente causada por uma infecção ou traumatismo e associada a 
epididimite. 
Aguda: aparecimento súbito, presença de aumento de temperatura local, dor, 
aumento de volume, perda da função, animal se locomove pouco. Causas infecciosas mais 
comuns nos equinos são: P. aeroginosa, Klebsiella pneumoniae, Streptococcus spp, 
Staphilococcus spp., B. abortus, E. coli, Mycoplasma , Ureaplasma , Chlamydia, 
Protozoa, Virus. Tratamento: Ducha, antiinflamatório sistêmico (Sulfa +Trimetropin, 
Enrofloxacina). 
Crônica: aumento de volume, alteração da consistência e perda da sensibilidade 
dolorosa acentuada. 
 
 
Neoplasias testiculares 
 
Os tumores testiculares são raros, os mais comumente diagnosticados em 
garanhões são os seminomas (de células germinativas), sendo encontrados também os 
tumores das células intersticiais (células de Leydig) e os tumores das células de Sertoli. 
Diagnóstico: Acomete idosos, superfície dura e irregular, lesões circulares a Ultra-
sonografia. Tratamento: retirada cirúrgica do testículo afetado. 
 
Hérnia inguino-escrotal 
 
Presença de conteúdo abdominal na bolsa escrotal, pode haver presença de alças 
sem prejuízo do trânsito intestinal, entretanto pode ocorrer o encarceramento das alças com 
parada do trânsito intestinal. Testículo aumentado e frio dor aguda e intensa, Tratamento: 
cirúrgico com retirada do testículo do lado acometido e fechamento do anel. 
 
Rotação testicular 
 
O testículo afetado mantém seu posicionamento horizontal em relação ao eixo 
cranio-caudal do animal, porém com giro de 180o observado pela alteração de localização 
 
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da cauda do epidídimo em relação à parede abdominal. Tratamento: depende do grau de 
rotação, podendo dispensar intervenção desde que não haja interferência na qualidade 
seminal do garanhão ou exigir o reposicionamento do testículo com utilização de sedação 
ou até procedimento cirúrgico. 
 
Torção Testicular 
 
No testículo afetado, observa-se um giro no eixo longitudinal de modo que nos 
casos de torção de 90° a cauda do epidídimo estará em posição lateral ou medial e nos 
casos de torção de 180° a cauda do epidídimo estará em posição cranial. Dependendo do 
grau de torção pode haver comprometimento circulatório e, nesses casos, o tratamento é 
cirúrgico com a retirada do testículo afetado. 
 
3.3. EPIDÍDIMO, GLÂNDULAS ANEXAS E CONDUTOS 
ESPERMÁTICOS 
 
EPIDÍDIMO: 
 
a)Defeitos congênitos: 
• Aplasia Segmentar: todo ou parte do epidídimo, vasos deferentes ou vesículas 
seminais podem estar ausentes. 
• Hipoplasia : geralmente acompanha a hipoplasia testicular. 
 
b)Granuloma Espermático: obstruções congênitas dos ductos e se encontram na 
cabeça do epidídimo. Os granulomas podem alcançar tamanho suficiente para obstruir 
outros tubos eferentes. 
 
c)Espermatocele: Dilatação cística do condutodo epidídimo, com acúmulo de 
espermatozóides. Oclusão congênita ou adquirida. As espermatoceles progridem para 
granulomas. O esperma condensado na espermatocele ou no granuloma tem uma cor 
amarela e de consistência caseosa como pus na infecção por Corinebacterium spp. 
 
d)Epididimite: Esta afecção às vezes coexiste com a orquite .A fibrose inflamatória 
produz na fase crônica endurecimento e aumento de volume do epidídimo, sobretudo do 
corpo. Pode haver aderência entre as capas parietal e visceral da túnica vaginal com 
obliteração parcial ou total. Epididimites: mais freqüente na cauda . 
Infecções do epidídimo pelos agentes=> Strep Beta Hemolítico,P. aeroginosa, Klebsiella 
pneumoniae, Streptococcus spp, Staphilococcus spp., B. abortus, Mycoplasma , 
Ureaplasma , Chlamydia, Protozoa , Virus. 
Sintomas: podem ser agudos ou crônicos como dor, temperatura elevada, sensibilidade, 
tumefação da cauda do epidídimo. Nódulos no conduto deferente facilmente perceptíveis à 
palpação=>obliteração=>azoospermia, 
quando os dois condutos estiverem afetados. 
 
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Geralmente a infecção atinge=>testículos e as vesículas seminais. Diminui a libido pelo 
componente Dor ,podendo haver piospermia. 
Diagnóstico: exame bacteriológico, Ultra-sonografia alterações a palpação. 
Prognóstico: grave por agentes específicos , reservado devido obliteração dos condutos e 
aspermia. 
Tratamento: Específicos: sulfa+ trimetropin , Cloranfenicol . 
 
CONDUTOS ESPERMÁTICOS: 
 
a) Espermiostasia: Azoospermia de origem excretora devido obliteração total ou 
parcial da vias espermáticas, cuja etiologia pode ser: 
traumática, infecciosa e hereditária. 
Lesões: cabeça epidídimo bastante espessa e saliente , corpo é duro e com 
superfície irregular, cauda distendida e saliente na base do testículo. Ao corte estas 
estruturas apresentam material caseoso, seco, branco, aglomerado celular denso: numerosos 
espermatozóides alterados e ou anormais, restos células epiteliais e grandes células 
macrófagas. 
Patogenia: Com o estreitamento das vias , congênito ou adquirida, o sêmen não pode ser 
expulso e se acumula nos segmentos do epidídimo e depois nos tubos seminíferos inclusive 
provocando alteração na espermatogenese. Geralmente ocorre espermofagia . 
Sintomas: fertilidade baixa em 1 ou 2 anos , instalando-se a seguir a esterilidade. A libido é 
mantido , a ejaculação é mínima e constituida por secreções vesico uretrais 
Prognóstico: negativo. Os de origem hereditária devem ser descartados. Unilaterais de 
outras origens devem sofrer castração do testículo afetado. 
 
b) Fístula Uretral: Traumas na porção do pênis=>hemospermia grave. 
Diagnóstico: Exame de sêmen e Endoscopia. 
Tratamento: Cauterização, Cirurgia e Tratamento com antibióticos e sulfas. 
 
 
 
GLÂNDULAS ANEXAS: 
 
a) Vesiculite: Inflamação aguda e crônica. 
Causa de perda econômica prematura em touros: redução da qualidade do sêmen e da 
motilidade pós-descongelação. 
Idade pode ser fator predisponente . 
Causa: Bactérias, Vírus, Chlamydia, Fungos e Protozoários., Staphilococcus spp., 
Streptococcus spp., Escherichia coli, Leptospira interrogans , Proteus mirabilis , Clamydia 
psittaci, Candida guilliermondii ,Pseudomonas aeroginosa, Klebsiella pneumoniae,