A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
5 pág.
Aula 9   manejo de ordenha e qualidade do leite

Pré-visualização | Página 1 de 2

Aula 9: Manejo de ordenha e qualidade do leite
Produção Animal 2
Professor: Joaquim esquerdo 
O controle das metrites requer boas práticas de manejo, hoje em dia há existem vacinas contra as mastites específicas para dados patógenos. 
Higienização na pré e pós ordenha. Pré e pós dipping 
A presença do bezerro com a vaca diminui os índices de mastites
A ordenha quando bem conduzida vai proporcionar a maior produtividade do leite, caso contrátio, aumento o risco de doenças e prejudicará a produção.
A secreção do leite começa 3 dias após o parto, antes disso é secretado o colostro (devemos fornecer o colostro aos bezerros). O colostro começa a ser secretado 3 dias antes do parto, e ainda 3 dias depois. 
Composição do leite: caseína, Ca e P
Glóbulos de gordura e vitamina lipossolúveis
Água e minerais
As altas contagens de microorganismos (bactérias), deficiência na higiene e produção (má qualidade)
Falta de higiene no processo da ordenha, contaminação a partir do ar, além de pelos, silagem ou fezes do animal.
Agentes: salmonela, Listeria, Campylobacter, Escherichia coli;
CBT: contagem bacteriana total, está diretamente ligada a má qualidade do leite.
Mastites:
Infecção da glândula mamária (clínica ou subclínica).
Sintomas: febre, apatia, vermelhidão, e inchaço do úbere com diminuição da produção e qualidade do leite.
Clínica: presença de alterações facilmente detectáveis
Subclínica: não há alterações.
Infecção: reação inflamatóiria tecido fibroso atrofia. 
As realizações de testes como o da caneca telada, caneca de fundo escuro, CCS, CMT, bacteriologia e antibiograma, descarte de animais errantes, respeitar o período de carência dos medicamentos e manter o calendário de vacinação em dia.
Ordenha (manual X mecânica)
Ambiente tranquilo e higienizado, deve ser uma ordenha completa e rápida, obedecer sempre o mesmo horário e intervalo de ordenhas. A sala de ordenha deve ser sempre limpa e lavada antes e após a ordenha. Os recipientes de manuseio e armazenamento do leite devem ser lavados após a ordenha. 
Ordenhadores: higiene, vestuário e responsabilidade, adoção de uma linha de ordenha de acordo com o CMT, realização de um bom controle leiteiro. 
1º fazer o teste da caneca depois realizar o pré dipping – caneca preta ou telada. 
Teste da caneca
Consiste no exame dos 3 primeiros jatos de leite antes da ordenha. No exame se busca a presença de resíduos com grumos, filamentos, coágulos, pus e sangue.
É um teste limitado, pois detecta animais com mastite clínica (sinais observáveis a olho nu)
Teste de CCS
Contagem de células somáticas do leite que fazem parte da resposta inflamatória (aumento na quantidade de mastites), as concentrações de células somáticas do leite podem variar de melhores a milhões
As glândulas mamárias que nunca foram infectadas tem menos de 50 mil células somáticas por ml
Pode ser realizado pelo veterinário ou me laboratórios (teste por kits comerciais)
Teste de CMT
Muito empregado para identificar vacas com mastites subclínicas (não se vê a olho nu)
Um jato de leite de cada teto é aplicado em cada uma das quatro cavidades da raquete
Mistura-se o leite com o reagente, homogeneizando bem, fazendo a leitura após 10 segudos
De acordo com a quantidade de células somáticas do leite, forma-se um gel, de espessura variada. O resultado é dado em escores 
	Resultados
	Avaliação
	Nº de cel. somáticas/ml
	negativo
	Mistura sem modificação
	Até 200.00
	traços
	Pouca viscosidade, desaparece quando movimenta
	150.000 – 500.000
	+
	Viscosidade leve
	400.00 – 1.500.000
	++
	Viscosidade intermediária
	800.00 – 5.000.000
	+++
	Viscosidade intensa
	Mais de 5.000.000
Bacteriologia e antibiograma (CBT):
Identificação dos tipos de bactéria causadoras de mastites (UFC/ml)
Origem da contaminação (falta na higiene ambiental ou falta de limpeza e organização da ordenha)
Ponto de manejo do rebanho a ser melhorado, e medicamento que precisam ser aplicados.
Agentes infecciosos: Staphyloccocus e Streptococcus
Agentes ambientais: Streptococcus, Escherichia coli, Klebsiella. 
Separação das vacas com mastite e organização da linha de ordenha:
Deixar as vacas sadias entrarem primeiro para serem ordenhadas, e por último as vacas com mastite
Descartar o leite dos animais com mastite clínica e em tratamento.
Estabelecer a ordem de entrada na sala de ordenha, de acordo com o CMT e CBT
1º lote: animais com CMT negativo e CBT traços
2º Animais com CMT baixo e com infecções por agente ambientais (vacas recém paridas que ainda não tem bacteriologia podem ficar nesse segundo lote)
3º lote animais com CMT alto e positivos para infecções por agentes infecciosos. 
Preparo do úbere:
Deve ser realizada a preparação (higienização e limpeza) antes e após a ordenha
Pré dipping: soluções de iodo ou clorexidine
Os úberes devem ser secos com papeis toalha descartável (individual para cada vaca)
Pós dipping: manter a vaca em pé por aproximadamente 30 minutos para promover o fechamento dos esficteres do teto. 
Tratamentos e cuidados durante o período seco:
Durante de 60 dias
Observação diárias (maior risco de infecção)
Manter a qualidade do ambiente (limpo e seco) e 
Após última ordenha, todos os tetos de todas as vacas devem tratados com antibióticos de longa ação, durante 20 dias. 
Limpeza de sala de ordenha:
Uso de água potável (isenta de coliformes) 
O local de ordenha deve ser mantido limpo antes, durante e após a permanência dos animais
Ao término de seu uso deve ser realizada a completa remoção de resíduos e limpeza do ambiente
Higiene do ordenhador:
Deve usar roupas claras e limpas, de preferência um uniforme específico
Deve conservar aos mãos sempre limpas
Os cabelos devem estar presos e cobertos
Após a ordenha, é necessário lavar a roupa e guardar em local limpo e seguro. 
Evitar a presença de pessoas doentes. 
A ordenhadeira e os demais utensílios devem ser limpos e desinfetados após cada ordenha
Trocar a borracha e mangueiras do equipamento de ordenha na frequência recomendada pelo fabricante ou quando ocorrerem rachaduras.
Limpeza do resfriador após uso
O tanque resfriador deve ser imediatamente higienizado e limpo após a retirada do leite
O tanque precisa estar bem seco antes do próximo uso. 
Resfriamento do Leite:
Temperatura de 4ºC quando estocado em tanques refrigeradores por expansão direta
Temperatura de 7ºC quando mantido em tanques refrigeradores por imersão em água gelada, deve chegar a essa temperatura em no máximo, 3 horas após a ordenha. 
Transporte do Leite:
Deve ser transportado em tanques resfriadores (comunitários ou não) e os procedimentos de limpeza, secagem e higienização devem ser seguidos. 
Procedimentos na ordenha
Prevenção da contaminação do leite com o uso de medicamentos veterinários:
Leite com resíduos de antibióticos não deve ser consumido (problema de saúde ao ser humano)
Observar o período de carência do medicamento até o leite ser permitido para o consumo humano e não usar produtos de vacas secas para tratamento de vacas em lactação
Porque avaliar a qualidade do leite?
Exigência do mercado de nada adianta produzir um ótimo alimento, mas que não atenda às necessidades do mercado
Segurança do Alimento nos dias de hoje, não se pode imaginar a produção de alimentos sem um padrão de qualidade e garantia de segurança alimentar. 
Viabilidade Técnica e econômica. 
Envio de amostras para laboratórios credenciados
Eficiências das práticas higiênicas do manejo
CBT – Leite com baixo, CBT indica que o leite foi obtido com higiene e bem conservado, o que evita perdas por acidificação do leite. 
CCS – Leite com baixo CCS indica que as vacas não têm mastite, o que evita quedas na produção e melhora o rendimento industrial do leite. 
Sólidos Totais – Leite com altos teores de sólidos indica que as vacas estão sendo bem alimentadas, o que eleva a produção individual e total do rebanho.
Resíduos de Antibióticos – Leite sem resíduos