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Aula 9   Laringotraqueíte Infecciosa

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Aula 1: Laringotraqueíte Infecciosa das Galinhas
Sanidade Avícola
Professor: 
Doença infecto contagiosa que só acomete galinhas adultas e principalmente de postura. É de caráter respiratório. Vírus tem tropismo pela laringe e traqueia, levando a um quadro de dificuldade respiratória.
Virose que até hoje é difícil de ser enquadrada epidemiologicamente. 
No Brasil só foi relatada 6 anos atrás. Em 1982 ocorreu o primeiro surto por acidente, em um distrito de Petrópolis, trouxeram vacinas de laringotraqueíte, e pelo v - mortalidade 6%
Ocorrência mundial.
ETIOLOGIA
Etiologia: Herpesvírus 
 - CIIN: epitélio traqueal
 - CIIN: MCA
 - Efeitos Citopático: CRP
 Resistência a agentes físicos e químicos
 Hospedeiros: Galinhas, faisões e perdiz
Provocada por herpesvírus, que possui característica importante, pois causa corpúsculo de inclusão intranuclear no epitélio traqueal, importante na histopatologia para fechar diagnóstico. O corpúsculo é chamado de corpúsculo fugaz.
	Dependendo do momento, se está no início da lesão, se consegue visualizar o corpúsculo; se a lesão já está avançada, não se consegue visualizar o corpúsculo, pois com o epitélio degenerado não existe corpúsculo. (CIIN no epitélio traqueal – patognomônico)
CIIN: membrana corioalantoide – utiliza-se ovo embrionado (até 5-7 dias de idade) no qual inocula-se material macerado para chegar ao corpúsculo de inclusão na membrana coriooalantoide.
Efeio citopático: cultivo celular em Células Renais de Pinto.
Possui resistência a agentes químicos e ao frio. Pouco resistente ao calor e poucos desinfetantes já conseguem controlar o ambiente.
Hospedeiros – principalmente galinhas, mas há relatos em faisões e perdizes.
Transmissão unicamente horizontal, e pode acontecer de várias maneiras, mas principalmente via nasal, vacinação em água de bebida e aerossóis. Só vacina-se para laringotraqueíte depois do primeiro surto, antes disso, aposta-se na biosseguridade para controle.
Período de incubação – natural de 6 a 12 dias e experimental de 2 a 4 dias.
Doença altamente contagiosa com morbidade de 100%, normalmente todo o plantel fica doente, porém a mortalidade em sua maioria chega de 10 a 20%; apenas um trabalho citou uma mortalidade de 70%. As aves que se recuperam apresentam uma queda de postura em 10% (se a infecção ocorre no pique máximo de postura, 10% é significativo).
Se a doença aparecer por volta da 35ª semana de idade, onde as aves estão naturalmente no pico de produção, esse percentual de perda de postura refletirá uma perda muito maior.
SINAIS CLÍNICOS
	Não existem pintinhos com laringotraqueíte, mas possuem sintomatologia respiratória.
Às vezes se podem ter sinais bem leves de sintomatologia respiratória, onde acaba nem suspeitando da doença. Quadro geral de dificuldade respiratória – asas caídas, olhos fechados, penas ouriçadas e bico aberto.
Numa fase aguda com lesão bem avançada a dificuldade nasal chega a ser tão grande, que acaba ficando sempre com o bico muito aberto.
Exsudato nasal e ocular. Exsudato sanguinolento, na gaiola ou no solo observam-se sujidades de sangue; observa-se também cianose, estreitamento do pescoço, animal “senta”.
Hemorragia grande na laringe e traqueia, podendo formar coágulos sanguíneos que criam um tampão na traqueia, levando a óbito por asfixia. 
LESÕES MACRO
Coágulos tamponados na traqueia; traqueia hemorrágica.
LESÕES MICRO
Células epiteliais da traqueia tem as membranas rompidas, apresentando os corpúsculos de inclusão intranuclear.
DIAGNÓSTICO
•	Sintomas
•	Lesões – forma bem avançada (coágulos)
•	Histopatologia – corpúsculos de inclusão intranuclear
•	Sorologia (ELISA, SN, AGID, IF)
•	Métodos moleculares (PCR)
•	Bioensaio
PREVENÇÃO E CONTROLE
• Histórico – na região há surtos de laringotraqueíte?
• Evitar aglomeração de aves; tentar fazer quarentena com aves que estão chegando
• Desinfecção
• Material ao laboratório – traqueia refrigerada, parte pode ser usada ao chegar no laboratório para histopatologia e a outra parte para bioensaios
• Tratamento – não existe tratamento.
 
VACINAÇÃO
Vacinação apenas em áreas endêmicas
• Vacinas vivas
 Cepas de baixa patogenicidade
 Cepas atenuadas
 Engenharia genética – só contar aquilo que interessa para estimular imunidade (Bouba aviária)
•	Vias de Vacinação
Intraocular, Água/Spray, Intra nasal, Membrana da asa, Folículo da pena, Mucosa Cloacal.