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PONTÍFICIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL
FACULDADE DE PSICOLOGIA
ANÁLISE EXPERIMENTAL DO COMPORTAMENTO
ALICE LOPES C. FAGUNDES, ALICE ADAMS BOHRER E CARMELA B. RUBIN
RELATÓRIO DAS ATIVIDADES NO
LABORATÓRIO VIRTUAL 
DE AEC
PORTO ALEGRE
2016
ALICE LOPES C. FAGUNDES, ALICE ADAMS BOHRER E CARMELA B. RUBIN
RELATÓRIO DAS ATIVIDADES NO 
LABORATÓRIO VIRTUAL 
DE AEC
Relatório apresentado como requisito para a aprovação na disciplina de Análise Experimental do Comportamento da Faculdade de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
Professores: Ricardo Wainer e Tárcio Soares
 
 
 
  
  PORTO ALEGRE
2016
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO…………………………………………………………………………1
MÉTODO……………………………………………………………………………….3
RESULTADOS…………………………………………………………………………5
DISCUSSÃO…………………………………………………………………………..
REFERÊNCIAS………………………………………………………………………
1 INTRODUÇÃO
	Este estudo foi realizado com o intuito de aplicar-se empiricamente os conceitos teóricos aprendidos na disciplina de Análise Experimental do Comportamento. Afinal, colocando-os em prática, tornou-se possível verificar a devida aplicação de algumas noções behavoristas. Segundo Moreira e Medeiros*, “só há uma maneira de comprovar a "veracidade" de uma teoria: submetendo-a a teste empírico, ou seja, verificando na prática e, de preferência, no laboratório, onde podemos controlar melhor as situações que criamos para avaliar as teorias.” (Moreira e Medeiros, 2008).
	Este trabalho objetiva uma plena compreensão das possíveis utilizações de conceitos behavoristas quando aplicados em animais. Neste caso específico, o rato do software Sniffy, disponibilizado no Laboratório Virtual da disciplina. Através de conceitos de linha de base, treino à barra, modelagem, esquema de reforçamento contínuo, extinção operante e reaprendizagem.
	
O estabelecimento da linha de base caracteriza-se pela “meta a ser alcançada, ou seja, obter dados sobre como o sujeito se comporta antes da intervenção que será realizada para comparar esses dados com os que serão coletados após a intervenção.” Esse procedimento é essencial para que possamos adquirir uma noção do comportamento apresentado pelo rato antes das manipulações, para ao fim das analyses, compará-los com os demais.
 Espera-se que a freqüência dos comportamentos de tocar a barra e, principalmente, de pressionar a barra (que será ensinado posteriormente) seja baixa em relação aos demais comportamentos observados (farejar, levantar e limpar-se), comportamentos que já pertencem ao repertório do sujeito”
“é importante, portanto, saber como o sujeito experimental se comporta antes da intervenção para sabermos se ela alterou seu comportamento. Por esse motivo, antes de uma intervenção (ou experimento), fazemos sempre o registro do nível operante. Nível Operante é a forma com que o sujeito opera (age) sobre o ambiente antes de qualquer intervenção experimental, ou seja, é como os organismos comportam- se em um determinado ambiente antes que qualquer manipulação deliberada seja feita para modificar seu comportamento. Para determinar o efeito de uma variável sobre o comportamento de um organismo, é necessário saber como ele já se comporta antes da introdução da nova variável.”
Treino a barra:
Modelagem:
Esquema de Reforço contrínuo (CRF): Quando um novo comportamento é aprendido, ele deve ser fortalecido, ou seja,
deve ser reforçado continuamente para que sua aprendizagem seja consolidada.
Isto é feito reforçando-se todas as respostas-alvo emitidas. Nesse caso, a respostaalvo
é a de pressão à barra e o reforço é a apresentação de água. Você notará que,
ao final da sessão, o animal estará pressionando a barra com uma freqüência
maior do que a do seu início, bem como as formas com que o rato pressiona a
barra ficarão cada vez mais parecidas umas com as outras.
Objetivo da atividade de laboratorio
Fortalecer o comportamento de pressionar a barra (fortalecer um comportamento
significa aumentar sua freqüência até que ela se estabilize). CRF significa refor çamento contínuo (do inglês continuos reinforcement). CRF é um esquema de
reforcamento (forma como o comportamento é reforçado) em que todas as
respostas-alvo (no caso, pressionar a barra) são reforçadas, ou seja, para cada
comportamento de pressionar a barra há a apresentação do reforço.
Extinção Operante:
Da mesma forma que comportamentos seguidos de conseqüências reforçadoras
aumentam de freqüência e continuam sendo emitidos, se os comportamentos
não forem mais reforçados, ou seja, não produzirem mais a conseqüência
reforçadora, eles diminuem de freqüência, voltando a ocorrer, quando ocorrerem,
em uma freqüência próxima à que ocorriam antes de serem fortalecidos
(reforçados).
Objetivo da atividade de laboratorio
Na sessão de reforçamento contínuo (CRF), foi verificado um aumento na probabilidade
da resposta de pressão à barra. Atribui-se o aumento na freqüência à
consequencia programada: a apresentacao de agua. O objetivo da prática
é confirmar se a resposta de pressão à barra é realmente mantida por suas conseqüências
(nesse caso, a apresentação de água). Se a apresentação da água é a
variável responsável pelo aumento da freqüência da resposta de pressão à barra,
retirar a apresentação da água deve produzir um efeito contrário, ou seja, diminuição
na freqüência da resposta. O procedimento (suspender a apresentação
do reforço) é chamado de extincao.
Com a quebra da contingência "Pressão à Barra (R) -*■ Receber Água (C)"
espera-se que a freqüência da resposta de pressão à barra retorne ao seu nível
operante. Espera-se também que, antes de a freqüência retornar ao seu nível
operante, ela, inicialmente, aumente de forma abrupta, aumentando também a
variabilidade da forma da resposta. Além disso, é provável que o sujeito apresente
algumas "respostas emocionais", como morder a barra e pressioná-la com mais
força. Após o período inicial, é esperado que o animal pare de pressionar a barra em poucos minutos.
Reaprendizagem:
MÉTODO
O estudo baseou-se em três encontros no Laboratório Virtual, para a realização da análise de comportamento do sujeito experimental (organismo não-vivo), o rato virtual Sniffy. Os procedimentos usados foram a observação sistemática das ações do organismo antes, depois e durante a aplicação dos condicionamentos e as consequentes anotações dos comportamentos apresentados por ele como resposta. Os registros foram feitos a lápis nas tabelas presentes no relatório, sendo esse composto pelas tabelas de Frequência Simples e Acumulada de Resposta de Pressão à barra para cada etapa de procedimento.	Comment by Carmela Bopp Rubin: 
 	Em nosso caso, o trabalho foi realizado como um trio, portanto, dividimos as tarefas para facilitar e otimizar nossa análise. Uma das alunas ficou encarregada de cronometrar os quinze minutos (Alice Adams) referentes às atividades, enquanto outra observava e comunicava os comportamentos à serem registrados (Carmela Rubin), e uma terceira os anotava (Alice Fagundes).
	O software utilizado para a observação do rato em questão foi o Sniffy Pro. O principal equipamento utilizado no experimento foi a Caixa de Condicionamento Operante, também chamada de Caixa de Skinner, projetada por B. F. Skinner, para o estudo do comportamento operante. A caixa é composta por uma luz, um bebedouro e uma barra, que ao ser pressionada emite um som e libera comida – sendo esse, nosso principal estimulo para reforçar, motivar e condicionar o sujeito. A cada novo encontro, diferentes atividades complementares às anteriores eram colocadas em prática, para que por fim, chegassemos na conclusão do ciclo de condicionamento operante.
 A primeira parte da atividade caracterizou-se por mera observação e anotação, minuto a minuto, das ações do Sniffy, que mantinha um comportamento em linha-de-base, realizando ações emnível operante, como andar, levanter, cheirar, lamber, beber, virar e coçar, não pressionando nenhuma vez a barra. Após essa primeira observação, iniciamos o processo de treino à barra. Quando o sujeito aproximava-se da alavanca, localizada ao fundo da caixa,o observador fazia a liberação de uma porção de comida. A partir desse estímulo foi sendo feita a associação som-comida pelo Sniffy, que ao ouvir o som emitido pela barra quando pressionada, retornava ao local.
 Na segunda parte da atividade realizamos o processo de modelagem, onde o rato, sempre que levantasse em qualquer lugar da caixa, era reforçado ganhando comida. Quando o ato de levantar se tornou mais frequente, o observador passou a reforça-lo apenas quando tal ato acontecia ao fundo da caixa, próximo a alavanca, esperando-se que a partir do reforçamento contínuo, o rato fizesse-o sozinho.
Após isso, foi observado e registrado pelo trio o “novo” nível operante, da mesma forma de anteriormente, de minuto a minuto, durante quinze minutos. Em seguida iniciamos o processo de extinção, que consiste na suspenção dos reforços, registrando novamente os comportamentos exibidos por Sniffy. Para encerrar a atividade, é realizado o processo de reaprendizagem, onde o observador retorna a reforçar o sujeito para que ele aprenda a modelagem anteriormente ensinada.
3 RESULTADOS
Folhas de registro dos comportamentos de cada etapa, as tabelas de freqüência de resposta de pressão à barra (RPB) e os gráficos derivados dessas tabelas. 
Treino à barra:
Modelagem:
Discussão
	Os resultados encontrados devem ser discutidos, bem como sua relação com a teoria (apresentada na introdução). Quais as limitações do estudo? O sujeito se comportou como esperado? Caso contrário, por quê? Também é importante fazer relações do trabalho realizado com outros conteúdos e questões da vida real.
Este é o momento mágico da ciência. Nele todas as teorias se calam, e os dados obtidos através da experimentação, da prática, falam mais alto. É por este motivo que a ciência deve recorrer ao teste empírico e, sempre que possível, a uma situação controlada: o laboratório. É nesse sentido que dizemos que a psicologia deve ser científica. (Moreira e Medeiros, 2008).
“Se não conseguimos entender o comportamento de um rato em uma situação controlada de laboratório, devemos, no mínimo, suspeitar daquilo que achamos que entendemos do comportamento humano. ”
Referências
MEDEIROS, Carlos Augusto de. MOREIRA, Márcio Borges. (2008). Princípios Básicos de Análise do Comportamento. Porto Alegre: Artmed.

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