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DENSITOMETRIA ÓSSEA Jéssica Kimberlin Márjorie Benedetti Samara Queiroz Thalita Cabral Interpretação de Exames EPIDEMIOLOGIA Problema social e econômico; 1/3 mulheres e 1/5 homens > 50 anos tem osteoporose; População propensa a desenvolver osteoporose: 1980 = 7,5 milhões 2000 = 15 milhões Depressão Deformidades Mortalidade METABOLISMO DO OSSO Matéria Orgânica: Células especializadas e colágeno; Matéria Mineral: Cálcio, fosforo, magnésio, flúor e zinco; Constituído por: Osso Cortical: Resistência óssea; Osso Trabecular: Aspecto poroso Osteoblastos, Osteócitos, Osteoclastos OSTEOPENIA Não é doença; Condição pré-clínica; Perda gradual de massa óssea; Pode ser corrigida; Se não tratada, leva a Osteoporose. OSTEOPOROSE Doença metabólica do tecido ósseo; Danificar a microarquitetura tecidual; Perda progressiva de massa óssea; Ossos frágeis e suscetíveis às fraturas; Formas clássicas de Osteoporose: Primária e secundária OSTEOPOROSE Forma Primaria: Tipo I - Osteoporose pós menopausa; Insuficiência estrogênica do climatério; Tipo II - Osteoporose senil ou de involução; Acomete ambos os tipos de ossos; Forma Secundária: Associada a outras doenças primárias; Enfermidades do sistema endócrino; Metástases ósseas; Síndrome de má absorção; Hipoestrogenismo; Ingestão de alguns medicamentos FATORES DE RISCO De acordo com o Ministério da Saúde (2002): Tabela 1: Fatores associados a osteoporose Sexo Etnia Idade avançada Histórico familiar Sedentarismo Fatores ambientais Estado Nutricional Influências Hormonais DIAGNÓSTICO Densitometria Óssea: Avaliação da densidade mineral óssea – DMO; Diagnostico precoce da Osteoporose; Duração do exame: Aproximadamente 15 minutos; Indolor e Seguro Não há sedação Não usa contraste INDICAÇÕES PARA O EXAME A Sociedade Brasileira de Densitometria recomenda: Tabela 2: Indicações para as medidas de Densidade Mineral Óssea conforme o consenso Brasileiro de Osteoporose 2012 - Mulheres de 65 anos ou maise homens a partir dos 70 anos; - Mulheres em deficiência estrogênica e mulheres na pós-menopausa; -Adultos com uma fratura após os 50 anos; -Adultos com artrite reumatoide ou em uso de corticoide em dose alta; -Para monitoramento de mudanças de massa óssea por evolução da doença e dos tratamentos disponíveis CONTRA INDICAÇÕES Mulheres grávidas não devem fazer o exame; Exames que usam contraste devem ser informados ao médico; Impossibilidade de se manter em decúbito dorsal durante o exame; Evitar levar objetos metálicos para a sala EQUIPAMENTO Emite doses baixas de radiação ionizante; Interação com o tecido mole e com o tecido ósseo; Cálculos por mecanismos eletrônicos - Valor da DMO e CMO; Estudo quantitativo do esqueleto: DEXA (Densitometria por Raios-X de energia dupla); Emite menor dose de radiação e oferece melhor resolução de imagens; Critério de diagnóstico válido definido pela OMS COMO É FEITO O EXAME São estabelecidas três regiões de interesse: 1. Coluna Lombar; 2. Antebraço; 3. Quadril ou Fêmur proximal Anallisar os tipos de estruturas ósseas; Dois tipos de escaneamento: DXA central DXA Periférica PREPARO E ORIENTAÇÕES Pré procedimento: Checar o pedido médico; Verificar se a altura e peso estão dentro dos limites do equipamento; Suspenção de cálcio 24h antes do exame; Levantamento histórico do paciente por meio de questionário; Posicionar corretamente o paciente. Tabela 3 - QUESTIONÁRIO Idade, Peso e Altura 6. Há alguma chance de estar grávida? Já fez algum exame de D.O antes? 7. Está na menopausa? 3. Tem hiperparatireoidismo? 8. Tem hábito de fumar? Tem prótese? Se sim, qual local? 9.Tem o hábito de ingerir bebida alcoólica? Informe as medicações em uso atualmente 10.Tem artrite reumatoide? POSICIONAMENTO Coluna lombar em AP: Paciente em decúbito dorsal; Parte inferior das pernas apoiadas em um suporte; Reduzir a lordose e alinhar os espaços entre os discos vertebrais; Melhora da visualização das vértebras na imagem; Uma das partes mais acometidas por fraturas “Corcunda de viúva” POSICIONAMENTO Quadril - Fêmur Proximal: Paciente em decúbito dorsal - membros inferiores esticados; Pé preso a um suporte específico; Garantir a reprodutibilidade do posicionamento em exames futuros. Exame relativamente comum - alta mortalidade associada à fratura; POSICIONAMENTO Antebraço: Posicionado em cima da mesa; Laser centralizado entre os ossos radio e ulna; Suportes especiais para o posicionamento; Punho relaxado e com a mão fechada “Área de apoio” POSICIONAMENTO Corpo Total: Avaliação da composição corporal; DMO total avaliada não é usada para o diagnostico; Analise do percentual de massa de gordura e de massa magra; Paciente em decúbito dorsal; Todas as partes do corpo dentro do campo de varredura; Pés ligeiramente virados para dentro; CRITÉRIOS PARA DIAGNÓSTICO Boa anamnese e um bom exame clínico; Organização mundial da saúde define osteoporose a partir dos valores obtidos na densitometria óssea; Parâmetros medidos para análise quantitativa da massa óssea: Conteúdo Mineral Ósseo – BMC Densidade Mineral Óssea – BMD Medida isolada - Não oferece diagnóstico específico Valores de DMO expressos como porcentagem ou desvio padrão; São usados os índices: T-score Z-score Descreve a diferença entre a DMO do indivíduo e a DMO da população jovem normal. Compara a DMO do individuo com a DMO média da população de mesma idade, sexo e etnia. CRITÉRIOS PARA DIAGNÓSTICO Segundo a Organização Mundial da Saúde: Tabela 4 – Classificação da Densidade Mineral Óssea Classificação T-score Normal Maior ou igual a -1,0 Osteopenia Entre -1 e -2,5 Osteoporose Menor ou igual a -2,5 EXAMES DENSITOMETRIA ÓSSEA EXAMES RELACIONADOS Ultrassons quantitativos (QUS): Utiliza a velocidade do som para analisar propriedades quantitativas e qualitativas do material ósseo, usado como alternativa de baixo custo e que evita a radiação ionizante; Tomografia computadorizada quantitativa (QCT): Mede a densidade e a resistência óssea além de ter uma visão metabólica, tem como o principal diagnóstico a osteoporose, porém apresenta custo elevado. EXAMES RELACIONADOS Radiografia Convencional: Apresenta pouca sensibilidade para o diagnóstico de osteoporose; Método de escolha para a verificação de fraturas; Simples e acessível. Dosagem de Calcio: No sangue: Triagem, diagnóstico e monitoramento de várias condições. Não informam quanto cálcio há nos ossos, mas quanto cálcio está circulando no sangue. Na urina: Mede a quantidade de cálcio eliminado pelo organismo. Indicado para detectar problemas que causam a perda de cálcio dos ossos. EXAMES RELACIONADOS Dosagem de metabolitos da vitamina D: Calcifediol – Constitui o melhor marcador da deficiência de vitamina D; Dosagem de Paratormônio (PTH): O aumento desse hormônio leva a uma maior degradação óssea. MARACADORES ÓSSEOS Acompanhamento da osteoporose: Fosfatase Alcalina: Marcador da formação óssea. Dosagem para avaliar a atividade osteoblástica, e, para investigação do efeito da terapêutica; Osteocalcina: Marcador da formação óssea. Produzida pelos osteoblastos durante a síntese da matriz óssea. É a principal proteína não colágena presente no osso; MARACADORES ÓSSEOS P1NP: O colágeno tipo 1 é principal constituinte da matriz óssea. Observam-se concentrações elevadas de P1NP em pessoas com a renovação óssea aumentada, como na osteoporose pós-menopausa; CTx: Marcador de remodelação óssea. O CTx demonstra a degradação do colágeno tipo 1. Em pessoas com reabsorção aumentada há concentrações elevadas desse peptídeo. TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO Parte essencial no mecanismo de prevenção de fraturas; Desde a infância até a senilidade; Mudança no estilo de vida; Nutricional Prevenção de quedas Afastar os fatores de risco Atividade física Necessidades diárias de cálcio e vitamina D Melhora equilíbrio, força muscular e qualidade de vida Evitar os fatores que são modificáveis, como, o tabagismo Orientações simples, como cuidado com tapetes devem ser seguidas TRATAMENTO FARMACOLÓGICO Medicamentos atualmente disponíveis: Agentes antirreabsortivos Agentes anabólicos Retardam a taxa de perda óssea mas não induzem a formação óssea Estimulam a formação óssea e não apenas impedem a perda REFERÊNCIAS GIROTRA, Monica; RUBIN, Mishaela R.; BILEZIKIAN, John P. SCIELO: Tratamento anabólico ósseo para osteoporose.. 2006. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-27302006000400019&script=sci_abstract&tlng=pt>. Acesso em: 14 jun. 2017; PROTOCOLO clínico e diretrizes terapêuticas : Osteoporose. 2014. Disponível em:<http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/dezembro/Osteoporose.pdf>. Acesso em: 13 jun. 2017. OSTEOPOROSE: Cartilha para pacientes . 2011. Disponível em: <http://www.reumatologia.com.br/PDFs/Cartilha%20osteoporose.pdf>. Acesso em: 12 jun. 2017. GRUPO Editorial Moreira Jr.: Como Diagnosticar e Tratar Osteoporose. 2011. Disponível em: <http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=4945>. Acesso em: 14 jun. 2017; LAUDO Densitometria: Diagnóstico por imagem. 2015. Disponível em: <http://www.laudodensitometria.com.br/indicacoes-da-densitometria-ossea/>. Acesso em: 16 jun. 2017. KRANS, Brian. HEALTHLINE: Exame de Densitometria Óssea. 2012. Disponível em: <http://pt.healthline.com/health/exame-de-densitometria-ossea#Overview1>. Acesso em: 16 jun. 2017. FENELON, Sandro. IMAGINOLOGIA: Densitometria Óssea - Osteoporose. 2008. Disponível em:<http://www.imaginologia.com.br/extra/upload%20publico%20geral/Densitometria-Ossea.pdf>. Acesso em: 12 jun. 2017.