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MICROBIOLOGIA  REsumo

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afinidade pelo antibacteriano e permitir o funcionamento normal do metabolismo da bactéria.
* Alteração no acesso ao sítio-alvo.
-Permeabilidade celular: aumentado a impermeabilidade da parede celular
-Mecanismo de Efluxo (bomba de efluxo): eliminação da droga do interior da célula
* Produção de enzimas que modificam ou inativam a droga:
-Beta-lactamases
-Enzimas modificadoras dos aminoglicosídios
-Acetil transferases do Cloranfenicol
TESTES DE SUSCETIBILIDADE (antibiograma)
* Após o isolamento do patógeno é possível investigar a interação entre os agentes antimicrobianos e as bactérias isoladas.
* Os testes de suscetibilidade enquadram-se em duas categorias principais:
-Testes de difusão (difisão de disco)
-Testes de diluição (MIC)
Teste de difusão:
* Princípio: observar a resistência ou sensibilidade que uma determinada cepa bacteriana possui frente a antimicrobianos, através de zonas de inibição “in vitro”.
INTERFERENTES:
A execução técnica deste exame está sujeita a várias interferências, por isso deve ser rigorosamente controlada. Entre as causas mais freqüentes de erros podemos citar:
* A análise de mais de uma cepa concomitantemente
* Inóculo muito denso
* Espessura do ágar fora dos padrões ( não deve ser <4> 6 mm)
* Discos de antibióticos muito próximos
* Discos contendo antibióticos hidrolisados
* Concentração inadequada de íons Ca e Mg no meio MH.
Teste de diluição: (Teste de MIC = concentração mínima inibitória)
* Fornece uma estimativa quantitativa da suscetibilidade ao antibiótico.
* Este teste determina as menores concentrações que inibem o crescimento visível in vitro.
* Em placas de microdiluição, tubos ou placas, diluições seriadas do antibiótico-teste são preparadas em caldo (ou em meio ágar) e inoculadas com uma suspensão previamente padronizada com o microrganismo a ser testado.
* Após 24 h, a MIC é registrada como a maior diluição em que não há crescimento macroscópico.
* Os testes MIC são mais onerosos em tempo e material, e não são comumente solicitados de rotina.
* São úteis no controle de infecções difíceis como endocardite bacteriana ou para aqueles que não respondem adequadamente a uma terapia aparentemente adequada.
* Teste E: é um método alternativo, no qual uma tira de papel filtro é impregnada com um gradiente de antibióticos, e é depositada em uma placa com ágar semeada com o isolado teste. A concentração da tira que inibe o crescimento é o MIC.
* Uma das vantagens do MIC é que este pode ser ampliado para determinar a CONCENTRAÇÃO BACTERICIDA MÍNIMA (MBC) = menor concentração de antibiótico para destruir o microrganismo. Para tal, os testes diluídos (MIC) são subcultivados em meio fresco, livre de antibióticos e incubados por mais 24 h.
* O agente antibacteriano será considerado BACTERICIDA se o MBC for igual ou não superior a 4 vezes o MIC.
SISTEMAS AUTOMATIZADOS:
* O princípio de diluição do MIC é a base de alguns sistemas de testes de suscetibilidade automatizados, que utilizam uma medida da viabilidade bacteriana (turbidez, impedância elétrica, etc) na presença de antibacterianos como sistema indicador.
* Esses sistemas podem produzir resultados mais rapidamente (5 horas) que os testes convencionais (24 h).
AGENTES ANTIFÚNGICOS:
* As drogas antifúngicas são relativamente limitadas devido à semelhança da célula fúngica e da célula humana (ambos eucariotos). Essas drogas podem ser tóxicas ao hospedeiro.
As drogas antifúngicas podem ser divididas em duas categorias:
* -as que alteram a membrana celular
* -as que atuam intracelularmente (interrompendo processos celulares vitais como a síntese de RNA, DNA e Proteínas)
Classes de antifúngicos
Célula: Humana= colesterol; Fúngica= ergosterol
* Polienos anfotericina B, nistatina (atuam diretamente sobre o ergosterol da membrana)
* Azóis (14-lanosterol dimetilase biossíntese do ergosterol)
* Análogos da Pirimidina flucitosina (5FC) (inibe a síntese de proteína e replicação do DNA)
* Caspofungina inibe a síntese do polissacarídio -glucano da parede celular
TESTES DE SENSIBILIDADE ÀS DROGAS ANTIFÚNGICAS:
* Os protocolos M27-A2 e M38 da NCCLS (Comittee for Clinical Laboratory Standards) são os métodos de referência, e padronizam instrumentos de trabalho, inóculo, meios de cultivo, tempo e temperatura de incubação.
* O método de escolha é a da Microdiluição para determinação do MIC ou CIM (concentração mínima inibitória).
* Métodos comerciais como o E-test também são utilizados. É um sistema que também determina a CIM, está bem adaptado a várias drogas antifúngicas e apresenta uma boa correlação com os métodos de referência.