Relatório de PBMF I - prótese ocular (1) Pronto.docx

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DisciplinaPrótese Buco-maxilo-facial9 materiais119 seguidores
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UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PERNAMBUCO
PRÓTESE BUCOMAXILOFACIAL
	
RELATÓRIO PRÓTESE OCULAR
CAMARAGIBE- PE
2017
CAROLINE BRíGIDA SÁ ROCHA (095.644.964-62)
JÉSSIKA BARBOSA DE SOUZA (091.206.264-95)
JORLÂNDIA COSTA DOS SANTOS (107.201.394-06)
LARYSSA ALYCE CARLOS VIRGINIO BARBOSA (111.460.944- 77)
PAULA JORDANA GOMES DE BRITO VIEIRA (064.669.614-94)
MYLENA RAFHAELE GOMES DE OLIVEIRA (089.853.844-06)
RELATÓRIO PRÓTESE OCULAR
Relatório apresentado como requisito para obtenção parcial de nota ao componente curricular de Prótese Bucomaxilofacial I, sob orientação do Prof. Dr. Nelson Rubens Mendes Loretto, ao curso de Odontologia da Universidade de Pernambuco (UPE- FOP).
CAMARAGIBE- PE
2017
SUMÁRIO
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
INTRODUÇÃO
Prótese (do grego antigoprósthesis, "adição, aplicação, acessório") é todo meio artificial de substituir a perda de substâncias quer congênita, quer adquirida. Segundo Rezende (1997), prótese ocular é uma modalidade da prótese facial que visa reparar aloplasicamente ou artificialmente as perdas ou deformidades do bulbo ocular, sejam elas totais ou parciais.
Os olhos são a primeira característica do rosto a ser notado sendo a principal região de identificação do indivíduo e o foco principal das relações interpessoais, e sua perda não só causa dano a função sensorial, mas também leva a um olhar antiestético com efeito psicológico sobre o paciente portador de uma deformidade facial (REIS, 2013). A partir disso, a prótese bucomaxilofacial, através dos anos, vem tentando minimizar tais perturbações através da reabilitação protética ocular.
A função da prótese ocular é diversa. Tal modalidade da prótese facial visa à proteção e reparação aloplásica das perdas ou deformidades do bulbo ocular, possuindo como objetivos, segundo Kramer de Oliveira (1960), recuperar a estética facial, prevenir o colapso e deformidade das pálpebras, restaurar a direção da secreção lacrimal e prevenir o acúmulo deste fluido na cavidade remanescente, evitando a epífora (lacrimejo incontido), proteger a sensível cavidade anoftálmica contra agressões por corpos estranhos e agentes externos e manter o tônus muscular, prevenindo as alterações assimétricas que progressivamente se instalam.
A prótese bucomaxilofacial talvez seja um grande desafio para a Odontologia a qual buscará se ocupar em restaurar partes ou regiões da face, levando em conta não só aspectos anatômicos e funcionais, mas também o de reproduzi- los o mais natural possível. Portanto, a partir do que foi exposto o objetivo do presente trabalho é descrever a técnica de confecção da prótese ocular em resina acrílica realizada em aula prática por acadêmicos da Faculdade de Odontologia de Pernambuco (FOP), no componente curricular de Prótese Bucomaxilofacial I (PBMF I).
2. IMPORTÂNCIA DO ASSUNTO NO CONTEXTO DA PBMF
 
 	O tratamento reabilitador protético Bucomaxilofacial tem um importante papel na Odontologia. Os profissionais envolvidos na reabilitação do paciente devem possuir um conhecimento amplo para diagnosticar, planejar e executar o tratamento. Para tanto devem observar as novas tendências baseadas em evidências científicas. A utilização de recursos digitais na confecção da íris protética é uma descrição recente. Antes, usava-se a fotografia apenas como um meio para guiar a pintura da íris, utilizando a imagem digital do olho contralateral impressa para minimizar tempo de permanência do paciente em ambulatório (DIAS et al., 2015).
 	Segundo Beumer et al. (2011), entrosamento e esforços combinados do oftalmologista e o protesiológo Bucomaxilofacial podem oferecer ao paciente uma prótese ocular satisfatória, restaurando a aparência, volume e estética normais, fatores essenciais para a melhor qualidade de vida do paciente. As novas técnicas e tecnologias devem respeitar as diretrizes éticas seguindo todos os padrões e exigências necessárias para que possam ser utilizadas no paciente (KATHURIA e col., 2012).
 	RIBEIRO (2013) fala que, a reabilitação de pacientes com deformidades craniofaciais congênitas ou adquiridas tem sido um grande desafio para as equipes multidisciplinares. A cirurgia plástica reparadora é o método de escolha quando as condições são favoráveis. Há, todavia, situações que podem contra indicar ou limitar a reparação cirúrgica, principalmente devido à grande extensão da perda, condições desfavoráveis dos tecidos vizinhos, muitas vezes fibróticos e pobres em vascularização. Também há relutância do paciente em se submeter às várias cirurgias de retoque que são muitas vezes necessárias e no caso dos olhos ainda não há cirurgia plástica que os substitua.
 	Mutilações, como a perda do globo ocular, comprometem normalidade, harmonia, equilíbrio e beleza facial, levando, geralmente, a um trauma psicológico e provocando no indivíduo um grau de desestruturação temporário ou permanente. Por isso, faz-se necessário reabilitar a face através de cirurgias e/ou próteses (REZENDE, 1998; CYRILLO, 1998; CARDOSO et al., 2006).
 	Esses pacientes apresentam significativas alterações comportamentais, tais como: depressão, vergonha, ansiedade, timidez, passividade, revolta e baixa autoestima. Se essas alterações não forem trabalhadas psicologicamente, a reabilitação protética não atingirá seus objetivos que são: recuperação estética e funcional e reintegração do mutilado ao seu meio social e familiar (LANGE, 2004; FIGUEIREDO, 2006).
 	Para esses casos, a reparação facial por meio de próteses é o método possível de ser realizado. Em outros países há profissionais chamados de Anaplastologistas ou Ocularistas, mas no Brasil, é o cirurgião dentista especialista em Prótese Bucomaxilofacial, ou que se dedique ao assunto, que atua nessa área (RIBEIRO, 2013).
Sendo assim, a reabilitação facial é de extrema importância, pois a face é nosso cartão de visitas, onde convergem as atenções e refletem as emoções humanas, além de ser o mais importante estímulo visual no contato entre as pessoas. As mutilações na região facial causam graves alterações estéticas e funcionais, levando a sérios problemas psicológicos, familiares e de convívio social (RIBEIRO, 2013).
3. REVISÃO DE LITERATURA
3.1 Histórico
Curiosas são as informações que a história fornece em relação aos recursos usados pelas diversas civilizações, no intuito de dissimular as lesões do globo ocular. A exigência na reprodução dos olhos cresceu paralelamente com os conhecimentos dos materiais e psíquicos-somáticos.
As primeiras manifestações artísticas do homem, por meio das pinturas rudimentares, demonstram total desprezo pela representação dos olhos. Segundo Coulomb, os olhos artificiais foram usados primeiramente como adorno de estátuas, mais tarde como recurso estético nas mumificações, para finalmente serem empregados no indivíduo vivo (REZENDE,1997).
FONSECA et al. (1973) relataram o interesse das civilizações babilônia e suméria em intervenções cirúrgicas do globo ocular e, na história dos Incas, Maias e Astecas encontram-se referências à confecção de olhos artificiais para ornar suas esculturas.
KELLEY (1971) diz que egípcios removiam os olhos dos mortos, e incluíam nas cavidades anoftálmicas pedras preciosas para simular a íris. Olhos artificiais fabricados para pacientes vivos teriam sido elaborados por egípcios e romanos a partir do século V a.C., de modo a recobrir as cavidades anoftálmicas. Segundo FONSECA (1968) e FONSECA & ROSÉ (1987), no ano 500 a.C. peças em cerâmica pintada, representando olhos e pálpebras, eram coladas nos pacientes por sacerdotes egípcios. Além disso, pedras semelhantes a olhos humanos foram encontradas em múmias egípcias e, também, em múmias Astecas e Incas.
Murphey (1949) diz que os olhos artificiais vêm da China, onde o jade era aplicado sobre os olhos deprimidos por doenças, há mais de 2000 anos. Prince (1949)