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Resumo área 1   QUANTI II

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Área 1 – Química Analítica II (Resumo de provas antigas) 
Eletrodo padrão de hidrogênio: Pt, H2 (P=1atm) | H+ (a = 1)
Eletrodo de segunda classe: São metais que respondem a atividades de ânions a que seus cátions se ligam, formando precipitado ou complexo estável
 Ex: AgCl (s) + e -> Ag (s) + Cl- (aq)
Eletrodo de referência: São eletrodos cujo E é totalmente constante e conhecido. São importantes pois ao se realizar a medida do potencial de um eletrodo medimos a diferenças de potenciais e não um potencial absoluto daquele eletrodo. Se faz a medida da diferença de potencial entre o eletrodo que queremos saber e o eletrodo de referência que se sabe o potencial. Deve ser estável e não muito caro, fácil de montar e ter uma boa reprodutibilidade.
 Os eletrodos de referência tem a característica fundamental de manterem o potencial constante durante a medição. Cada vez que o potencial da membrana variar, nesse ponto eu vou ter um potencial diferente. O eletrodo de referencia é constante e só varia quando ocorrer variação na ddp
Fundamentos teóricos da potenciometria direta: Os métodos potenciométricos de análises baseiam-se na medida do potencial de células eletroquímicas, sem o consumo apreciável de corrente. As concentrações de espécieis iônicas são medidas diretamente a partir do potencial de eletrodos de membrana seletivas a íons. O equipamento empregado nos métodos potenciométricos é simples e barato e inclui um eletrodo de referência, um eletrodo indicador e um dispositivo de medida do potencial.
Potencial de Junção liquida e o que ele minimiza: Um potencial de junção liquida se desenvolve nas interfaces das soluções. O potencial de função resulta da diferença nas velocidades nos quais os íons presentes nos compartimentos da célula e da ponte salina migram através das interfaces. Esse potencial de junção pode alcançar valores desprezíveis se o eletrólito da ponte salina tiver um ânion e um cátion que migrem aproximadamente na mesma velocidade. Quanto mais concentrada a ponte salina, menos o potencial de junção
A grandeza do potencial de junção liquida pode ser MINIMIZADA pela colocação de uma ponte salina entre as duas soluções. Quando a [KCl] for igual nos dois líquidos vai passar K+ e Cl- da esquerda para a direita e vice-versa formando um equilíbrio, ou seja, o E junção será praticamente zero (nunca será zero pois o K+ tem uma vantagem sobre o Cl-).
É importante minimizar o Ej porque ele interfere no potencial final da célula e portanto na medida que o eletrodo realiza
	KCl (xM)
	0
	0,1
	0.2
	0.5
	1.0
	2.5
	3.5
	Ej (mv)
	27
	26,8
	20
	12.6
	8.4
	3.4
	1.3
Na tabela podemos ver que quanto maior a concentração da ponte salina (KCl), maior será a eficiência, logo menor o Ej
Potencial do eletrodo de vidro
- O Potencial do eletrodo de vidro se estabelece entre duas interfaces gel/solução
- Para medir o potencial da membrana de vidro é necessário um eletrodo de referência interno
O potencial da membrana de vidro se estabelece entre as duas interfaces da membrana devido a diferença de pH entre a solução e a superfície. 
Calibração no eletrodo de vidro com 2 soluções tampões: 
O potencial assimétrico varia conforme o uso de eltrodo de vidro. 
As duas soluções tampão tem pH fixo e conhecido e o processo de calibração consiste em medir o pH destas duas soluções. É necessário usar duas soluções tampões pois o E assimétrico e o Ej variam, logo varia a inclinação da reta. Se variam, os pH mudam para um mesmo E, por isso deve-se calibrar o aparelho na faixa desejada para trabalho
Potencial assimétrico: É uma pequena diferença de potencial que se desenvolve devido a diferenças nas duas faces da membrana
Condutância:
- A condutância molar é definida para uma área de eletrodos paralelos suficiente para conter 1 mol do eletrólito
- A condutância molar permite determinar a condutividade do volume de solução contendo 1 mol para qualquer eletrólito e qualquer concentração
 
No gráfico a) a espécie presente na amostra está neutralizada e possui sua condutância constante até o ponto em que os íons que estão sendo titulados na amostra (que não irão mais reagir com a amostra) começam a aumentar a condutância da amostra.
Na região do platô, temos um ácido fraco: porque a condutância se manteve constante porque tem-se pouco H+ dissociado na solução.
Na região que do gráfico que ocorre um aumento, temos uma base forte, porque a condutância aumenta devido a diluição e ao aumento da [OH-]
Quando protanamos amina a inclinação sobe, quando termina o ácido e só fica a amina a reta fica constante.
Considerando a seguinte reação genérica A+B+ + C+D+ → AD + C+B+ (sendo ionizado) a curva representada demonstra que a condutância dos cátions do titulante e do titulado são muito próximas (λA- = λC+) por isso verifica-se uma reta ao gráfico antes do ponto de equivalência. O aumento da condutância após o ponto de equivalência se deve ao excesso de titulante, o ânion do titulante possuí condutância iônica maior que o ânion do titulado (λAnion- > λCation+).
No gráfico b) ocorre o contrario, a amostra tem sua condutância diminuída ao ser titulada pois os íons do titulante vão neutralizando tal amostra até o ponto em que ela está neutralizada e assim possui condutância constante.
Determinação Ponto final: O ponto final é dado no ponto de intersecção do prolongamento das tangentes das retas traçadas a partir dos pontos mais distantes do ponto final
Condutividade Especifica: Depende do raio iônico, diluição, carga, temperatura e mobilidade
Porque motivo as espécies de pequeno raio iônico apresentam valores de condutividade molar em diluições infinita individuais menores do que os de raio iônico maior: 
Íons com menor raio cristalino forma um campo eletrostático mais forte do que qualquer outro, atraindo um numero maior de moléculas dipolares da água, tornando-o menos móvel. Menos raio iônico, maior campo eletrostático, aumenta atração da água e diminuição móvel
Variação da condutividade com a concentração: O deslocamento de cátions e ânions sob a ação de uma ddp elétrica é denominada MIGRAÇÃO, e todos os íons presentes contribuem para o valor da condutividade elétrica (K).
A magnitude de K DIMINUI tanto com a diluição como com a formação de pares de íon e/ou aumento da viscosidade do meio, a concentrações elevadas. A variação da condutividade de eletrólitos com a concentração depende ainda da sua natureza
PARA SOLUÇÕES MUITO DILUÍDAS: ↑ condutividade linearidade com a concentração 
PARA SOLUÇÕES CONCENTRADAS: ↑ viscosidade ↓ condutividade 
K = ΔC/1000
E cel = E ind – E ref + Ej
- Eind: informa a concentração do analito; depende da atividade do analito
- E ref: é um potencial exatamente conhecido constante e completamente insensível a composição da solução do analito
- Ej: se desenvolve através da interface entre duas soluções eletrolíticas que tenham composições diferentes
Como é possível determinar a concentração de uma espécie em solução a partir dessa expressão: Para determinação potenciométrica de um analito, então devemos medir o potencial da célula, corrigi-lo em virtude dos potenciais de referência e junção liquida e calcular a concentração do analito a partir do potencial do eletrodo indicador.
Exemplo de eletrodo indicador de oxidação/redução e a reação: 
 Ag+/Ag Ag+ + e -> Ag
Erro alcalino: Em soluções alcalinas, os eletrodos de vidro respondem as concentrações tanto de íons hidrogênio quanto dos íons de metais alcalinos. Logo os valores de pH medidos são menores que os valores verdadeiros.
Erro ácido: pH medido é maior que o pH verdadeiro. Causa saturação que ocorre quando todos os .. da superfície de vidro são ocupados com íons H+. Sob essas condições o eletrodo não responde mais a incrementos adicionais na concentração de H+ e as leituras de pH são mais altas
Porque razão na determinação da concentração de um eletrólito na condutometria direta, a solução em estudo