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1 2 APRESENTAÇÃO 7 EMENTAS 8 AULA 1: LIDERANÇA 8 AULA 2: ESTILOS DE LIDERANÇA 8 AULA 3: LIDERANÇA SITUACIONAL 8 AULA 4: TRABALHO EM EQUIPE 8 AULA 5: LÍDER-COACH 9 AULA 6: MOTIVAÇÃO 9 AULA 7: PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO 9 AULA 8: INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NA NEGOCIAÇÃO 9 AULA 1: LIDERANÇA 10 INTRODUÇÃO 10 CONTEÚDO 11 CONCEITOS DE LIDERANÇA 11 LIDERANÇA E PODER 12 LÍDER IDEAL 12 FASES DO AMADURECIMENTO DO GRUPO 13 CINCO PRINCÍPIOS DA LIDERANÇA PARTICIPATIVA 15 LIDERANÇAS FORMAIS E INFORMAIS 16 LIDERANÇA E PROCESSO NO TRABALHO 19 O LÍDER E A DELEGAÇÃO 21 ATIVIDADE PROPOSTA 22 APRENDA MAIS 23 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 24 REFERÊNCIAS 31 AULA 2: ESTILOS DE LIDERANÇA 32 INTRODUÇÃO 32 CONTEÚDO 33 ESTILOS GERENCIAIS 33 3 ALGUMAS DIFERENÇAS ENTRE CHEFIA E LIDERANÇA 36 O QUE OS LÍDERES PRECISAM APRENDER 36 FUNÇÕES DA LIDERANÇA 37 OS SETE HÁBITOS – UMA FERRAMENTA PARA A LIDERANÇA EFICIENTE 38 ATIVIDADE PROPOSTA 40 APRENDA MAIS 40 REFERÊNCIAS 48 AULA 3: LIDERANÇA SITUACIONAL 49 INTRODUÇÃO 49 CONTEÚDO 50 LIDERANÇA SITUACIONAL 50 LIDERANÇA SERVIDORA 54 O PAPEL DO LÍDER SERVIDOR ENQUANTO GERENTE NO PROCESSO DE MUDANÇA NA ORGANIZAÇÃO 56 ATIVIDADE PROPOSTA 57 APRENDA MAIS 57 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 58 REFERÊNCIAS 67 AULA 04: TRABALHO EM EQUIPE 68 INTRODUÇÃO 68 CONTEÚDO 69 AS RELAÇÕES PESSOAIS 69 COMO SE DÃO AS RELAÇÕES PESSOAIS? 70 EQUIPE E GRUPO: CONCEITUAÇÃO 71 COMO UMA EQUIPE EVOLUI PARA UMA EQUIPE DE ALTA PERFORMANCE 72 QUAIS SÃO AS VANTAGENS DAS EQUIPES DE ALTA PERFORMANCE? 73 VALE A PENA TRABALHAR EM EQUIPE? 74 PILARES PARA UM TRABALHO EM EQUIPE 74 CONFLITOS E RELACIONAMENTOS PESSOAIS NA ORGANIZAÇÃO 76 AÇÕES DO GESTOR NA EQUIPE 77 ATIVIDADE PROPOSTA 81 APRENDA MAIS 81 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 82 4 REFERÊNCIAS 88 AULA 5: LÍDER - COACH 89 INTRODUÇÃO 89 CONTEÚDO 90 LÍDER-COACH 90 TIPOS DE COACHING 94 O QUE É MENTORING? 94 O LÍDER-COACH 95 ATIVIDADE PROPOSTA 99 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 99 REFERÊNCIAS 106 AULA 6: MOTIVAÇÃO 107 INTRODUÇÃO 107 CONTEÚDO 110 O STRESS ORGANIZACIONAL 110 LIDERANÇA E TEORIAS MOTIVACIONAIS 111 OUTRAS CONTRIBUIÇÕES 115 ATIVIDADE PROPOSTA 117 APRENDA MAIS 117 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 118 REFERÊNCIAS 125 AULA 7: PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO 127 INTRODUÇÃO 127 CONTEÚDO 128 MODELOS E PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO 128 A COMUNICAÇÃO E A CULTURA ORGANIZACIONAL 130 A COMUNICAÇÃO E O CLIMA ORGANIZACIONAL 132 PESQUISA DE CULTURA E CLIMA 134 ATIVIDADE PROPOSTA 135 APRENDA MAIS 136 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 136 REFERÊNCIAS 143 5 AULA 8: INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NA NEGOCIAÇÃO 144 INTRODUÇÃO 144 CONTEÚDO 145 VISÃO POSITIVA DO CONFLITO 145 CAUSAS POSSÍVEIS DOS CONFLITOS 146 OS NÍVEIS DOS CONFLITOS 146 TIPOS DE CONFLITOS 147 ORGANIZAÇÕES E CONFLITOS INTERPESSOAIS 148 CONSEQUÊNCIAS DOS CONFLITOS 149 HABILIDADES REQUERIDAS PARA O NEGOCIAR 152 NEGOCIAÇÃO E DIFICULDADES 154 ATIVIDADE PROPOSTA 156 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 158 REFERÊNCIAS 165 CHAVES DE RESPOSTA 166 AULA 1 166 ATIVIDADE PROPOSTA 166 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 166 AULA 2 168 ATIVIDADE PROPOSTA 168 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 168 AULA 3 170 ATIVIDADE PROPOSTA 170 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 171171171170 AULA 4 173 ATIVIDADE PROPOSTA 173 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 173 AULA 5 176176176175 ATIVIDADE PROPOSTA 176176176175 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 176 AULA 6 178 ATIVIDADE PROPOSTA 178 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 178 AULA 7 181181181180 6 ATIVIDADE PROPOSTA 181181181180 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 181 AULA 8 183 ATIVIDADE PROPOSTA 183 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 183 BIBLIOGRAFIA 186 BIBLIOGRAFIA BÁSICA 186 BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR 186 APRESENTAÇÃO DO CONTEUDISTA 187 7 A possibilidade de desenvolvimento profissional tem se transformado em grande estratégia de retenção de talentos nas empresas contemporâneas. Dentre as diversas formas para esse desenvolvimento o coaching praticado pelo respectivo gestor tem se destacado por oferecer feedbacks imediatos e acompanhamento constante da performance do subordinado. Para tal é necessário que o gestor moderno domine as abordagens de liderança, saiba incentivar para motivar, e se comunique com efetividade. Com isso assumirá o papel de protagonista na condução do seu pessoal em direção à uma equipe de alta performance. Objetivos da Disciplina: Ao final desta disciplina, você será capaz de: 1. Utilizar os estilos de liderança adequadamente; 2. Dominar as ferramentas do líder-coach; 3. Incentivar o subordinado para atingir a motivação; 4. Identificar estratégias para se comunicar nas empresas; 5. Gerenciar equipes de alta performance. 8 Ementas Aula 1: Liderança Nesta aula abordaremos o estabelecimento da liderança. Conceitos de liderança e seus tipos. Liderança e Poder. Definiremos um perfil considerado ideal e as qualidades para a liderança participativa. Trataremos da liderança formal e informal, suas diferenças e utilização prática. Aula 2: Estilos de liderança Nesta aula abordaremos os estilos de liderança focando a primeira classificação dessa prática: autocrático, democrático, burocrático e liberal eo seu desdobramento para os dez estilos gerenciais. Vamos aprofundar cada um desses estilos mostrando seus pontos fortes e fracos, assim como, o momento adequado de utilizá-los. Também trabalharemos as diferenças entre os conceitos de chefia e liderança. Aula 3: Liderança Situacional Trabalharemos a abordagem da Liderança Situacional e seus estilos gerenciais: Direção, Orientação, Apoio e Delegação. Características de eficácia e ineficácia de cada estilo. Também discutiremos a Liderança Servidora. Aula 4: Trabalho em equipe Nesta aula, trataremos da gestão de equipes. Vamos aprender a diagnosticar o seu nível através da análise do seu desempenho técnico e da sua integração interpessoal. Também vamos discutir os conceitos de grupo, equipe e time, entendendo quando podemos perceber uma equipe de alta performance. Relacionaremos a noção de capacitação técnica conjugada à qualidade do aspecto emocional do grupo. 9 Aula 5: Líder-coach Nesta aula trataremos do estilo de liderança mais atual: líder-coach. Apresentaremos as diferenças do modelo coaching para o modelo mentoring, demonstrando as suas práticas. Trabalharemos as competências necessárias para o líder-coach e a sequência desse estilo na relação com seus liderados. Aula 6: Motivação Nesta aula vamos discutir a motivação humana dentro do ambiente organizacional e como o gestor deve se utilizar dos estímulos adequados para conseguir atingi-la com sua equipe. Veremos as principais teorias sobre motivação e o impacto que ela tem no desempenho da equipe. Também vamos conversar sobre o stress organizacional e como preveni-lo. Aula 7: Processos de comunicação Nesta aula trataremos da cultura organizacional e de como ela influencia a rotina empresarial. Abordaremos seus elementos e a sua produção (subjetiva e objetiva). Dentro da cultura também veremos o clima organizacional e a sua importância para fidelizar talentos e promover a qualidade de vida no trabalho. Vamos discutir a importância da pesquisa para identificar as caraterísticas da cultura e do clima. Finalizaremos com a apresentação dos modelos e processos de comunicação destacando a comunicação vertical e horizontal.Aula 8: Inteligência emocional na negociação Nesta aula, veremos como a negociação compõe a rotina dentro de uma organização e como podemos utilizá-la para potencializar o atingimento de metas. Focaremos as estratégias de negociação para minimizar possíveis desavenças para atingir a integração das partes. Aprenderemos a gerenciar conflitos entendendo seus tipos e especificidades. 10 Introdução Sabemos que a função liderança é um dos principais determinantes de uma equipe eficaz, produtiva e de alto score relacional no ambiente de trabalho. Nesta aula abordaremos o estabelecimento da liderança. Conceitos de liderança e seus tipos. Liderança e Poder. Definiremos um perfil considerado ideal e as qualidades para a liderança participativa. Trataremos da liderança formal e informal, suas diferenças e utilização prática. Falar de liderança é enveredar por caminhos prazerosos e, ao mesmo tempo, tortuosos. Todos nós já fomos liderados por gestores que nos marcaram positivamente e negativamente e fizeram toda a diferença por isso. Um líder com competência para desenvolver seus subordinados e que consiga estimulá-los o suficiente para que desejem a mesma meta passa a ser considerado como perfeito no imaginário social e ganha status diferenciado dentro das organizações. Sendo assim, são objetivos desta aula: 1. Reconhecer as formação da liderança e sua diferença do poder; 2. Entender o perfil do líder e como utilizá-lo na gestão de pessoas; 3. Entender a liderança formal e informal na prática organizacional. 11 Conteúdo Conceitos De Liderança Os conceitos de liderança são inúmeros desde longa data, assim como os autores que escrevem sobre o tema. Vamos ver algumas definições? “Liderança é um Processo de influência pelo qual os indivíduos, com suas ações, facilitam o movimento de um grupo de pessoas rumo a metas comuns ou compartilhadas”. (HOUSE & PODSKOFF, 1946). “Liderança é a realização de uma meta por meio da direção de colaboradores humanos. O homem que comanda com sucesso seus colaboradores para alcançar finalidades especificas é um líder. Um grande líder é aquele que tem a capacidade dia após dia, ano após ano, numa grande variedade de situações”. (PRENTICE, 1961). “Liderança é o processo de conduzir as ações ou influenciar o comportamento e a mentalidade de outras pessoas. Proximidade física ou atemporal ano é importante nessa definição. Um cientista pode ser influenciado por um colega de profissão que nunca viu ou mesmo que viveu em outra época. Da mesma forma, líderes religiosos são capazes de influenciar adeptos que estão muito longe e que têm pouquíssima chance de vê-los pessoalmente”. (MAXIMIANO, 2000). “Liderança é o uso da influência não coercitiva para dirigir as atividades dos membros de um grupo e levá-los à realização dos objetivos do grupo”. (JAGO, 1982). Ao analisarmos os conceitos de liderança, vamos nos deparar com a descrição, comum a todos os autores, que líder é a pessoa que “conduz grupos”, “organiza tarefas”, “resolve problemas”, “orienta e motiva no trabalho”, e tantas outras. 12 Liderança e Poder Liderança e poder costumam caminhar juntas. No ambiente organizacional competitivo e, ao mesmo tempo, que busca harmonia das relações, ser líder não é tarefa nada fácil. É preciso uma boa dose de equilíbrio, isenção de julgamentos, paciência e vontade de conhecer e aprender sobre o indivíduo e suas relações. O conceito de poder, no sentido burocrático, está associado ao cargo de chefia, o que não implica que esta chefia saiba exercer a liderança como uma de suas atribuições. Podemos dizer que chefia é cargo, ao passo que liderança é perfil. Podemos considerar o ato de gerenciar como o colocar em prática seu próprio comportamento, conhecimento e técnicas para que sirvam de fatores motivacionais para as equipes de trabalho. Deve-se, com estes comportamentos, estimular as pessoas a superarem desafios, alcançar metas e promover resultados satisfatórios. A antiga crença de que o comportamento de liderança é inato, foi substituída pelos atuais conceitos administrativos, que sugerem este comportamento passível de desenvolvimento e, que o ideal, seria aliar o fator inato com comportamentos aprendidos e desenvolvidos na prática do trabalho. Líder ideal Apresentar o perfil ideal sobre qualquer função sempre é arriscado, pois esse perfil deve estar contextualizado no tempo e no espaço. Como já vimos que esses fatores vêm se modificando com muita rapidez, a sua definição corre grande risco de ficar obsoleta em pouco tempo. Entretanto, nos parece que algumas macro-áreas vêm se mantendo constantes quando se investiga o perfil de um líder que é identificado como de alta performance. Essas áreas se dividem em competências mais focadas na razão e as mais focadas na emoção. Também podemos dividi-las em focadas no trabalho e focadas nas pessoas. 13 Quais competências podemos enfatizar para as lideranças atuais? Técnicas e operacionais: Conhecimentos, habilidades e conhecimentos técnicos para a realização dos processos do trabalho. Cognitivas: Produzem a necessidade de aprender cada vez mais, pensar estrategicamente e buscar soluções criativas para os problemas apresentados. Institucionais ou Organizacionais: Proporcionam aos profissionais a capacidade de organizar o trabalho, estabelecer métodos próprios, gerenciar seu próprio tempo e espaço de trabalho. Relacionais: São as competências que usamos para nossos relacionamentos interpessoais. Na organização podem ser traduzidas por habilidades de negociação, solução de conflitos, busca de diálogo, questionamentos e argumentação. Sociais: São as competências para usar conhecimentos da vida cotidiana no ambiente de trabalho e vice-versa, tornando uma prática social desta maneira, as atividades da vida profissional. Comportamentais: Estão ligadas às atitudes de motivação, curiosidade, busca do aprendizado, disposição para mudanças, iniciativa e outras. Fases do Amadurecimento do Grupo Toda liderança está associada a determinados grupos que passam por fases até seu amadurecimento e funcionamento autônomo. É importante que o líder tenha familiaridade com estas fases, para que possa transitar com eficácia nos momentos de conflito e transições comuns aos grupos, Vamos 14 utilizar aqui os conceitos de inclusão, controle, afeição e despedida de Willian Schutz (1966) no que se refere ao desenvolvimento de equipes. Na fase de inclusão devemos agir de forma ativa no sentido de estimular o treinando a participar dos momentos iniciais assim como ficarmos receptivos a todas às dúvidas e inseguranças pessoais que aparecem neste momento com relação ao líder, aos colegas e ao grupo como um todo. Na fase de controle, quando o grupo está seguro de seu ritmo e seu próprio potencial de trabalho, devemos estimular o debate e maiores participações para que os treinandos não se cristalizem em seus modelos de participação e pontos de vista e fiquem abertos às trocas que sempre estão acontecendo. Na fase de afeição o líder deve incentivar, reconhecer e elogiar cada vez mais as participações para que o círculo de trabalho do grupo crie uma identidade maior. É o momento mais delicado, pois é agora que a confiança no líder se solidifica e deve ser correspondida. Na fase de despedida o líder deve deixar um canal aberto para a comunicação após o término do treinamento, assim como auxiliar quem tem dificuldadesem suas participações, e, estimular muito o espírito empreendedor de cada um para utilizar em seus trabalhos e em suas próprias vidas. Se o líder agir de forma centralizada e autoritária vai impedir as manifestações espontâneas de insegurança, afeto e dúvidas que sempre aparecem em sua equipe. Vai também provocar a união de muitos membros do grupo no sentido de desmotivar os outros. Isto se dá. pois vão mandar mensagens de crítica ao líder nas avaliações, o que iria provavelmente contaminar todos os outros futuros participantes. O resultado seria possivelmente muitas falhas em processos e uma péssima imagem da empresa para seu time de colaboradores. Quando o líder age colaborativamente já conhecemos os resultados: o grupo fica muito participativo, aberto a participações, sem medo de se expor, tranquilo que suas inseguranças serão bem recebidas e trabalhadas e, 15 finalmente, cria-se um clima de amizade e respeito que é fundamental para o bom resultado de participação, conhecimento e mudanças para todos, líder e equipe. Na fase de "contra-dependência", o grupo está buscando sua identidade e, nesta etapa, o líder deve estimular o conhecimento dos participantes entre si. A este respeito, exercícios de "proximidade" são de muita importância para o estabelecimento de relações subgrupais dentro do próprio grupo maior. Esta busca de identidade do grupo é inerente a qualquer tipo de grupo. Cabe ao líder observá-la e participar quando conveniente. O líder deve estimular sempre os comportamentos da autonomia e ao mesmo tempo "construções em conjunto" para solidificar as participações no ambiente do treinamento e possibilitar um resultado mais satisfatório para todos. Cinco Princípios da Liderança Participativa Para um bom gerenciamento, o foco em partilhar a liderança, pode ser mais eficaz que um isolamento não participativo. Vejamos abaixo cinco princípios que podem facilitar esta missão. Vamos chamá-las de “Princípios da Liderança Participativa” I. Conhecimento de todo o funcionamento da equipe II. Disciplina para agir com segurança, dentro do planejamento das rotinas e metas III. Relacionamento eficiente com colegas, superiores, subordinados e clientes. IV. Senso de observação para agir com equilíbrio, imparcialidade e certeza nas ações V. Interesse em aprimorar sistematicamente seus conhecimentos e práticas no trabalho 16 Também temos Outros três aliados importantes para nosso alcance de metas são: normas da empresa, administração do tempo, colaboração e como estilo de chefiar. Normalmente a equipe se molda ao estilo das lideranças. As lideranças, como procedimentos eficazes geram equipes mais afiadas com o trabalho e suas tarefas, do que lideranças que utilizam apenas o discurso verbal como forma de comunicação. A liderança participativa deve-se estimular a integração, comunicação, valorização de pessoas e equipes, desenvolvimento da sinergia, o que se reverte maiores qualidade e produtividade nos diversos segmentos da organização. A liderança participativa promove melhorias nos resultados financeiros, diminui o índice de doenças e absenteísmo, reduz falhas nos processos, facilita a adaptação às mudanças e, principalmente, acelera a solução de problemas nas equipes, levando os processos a serem mais ágeis e com menos falhas em seus passos. Lideranças Formais e Informais “Quando o trabalho está feito e a tarefa cumprida, espera-se que um bom líder diga: – nossa equipe foi quem fez." Lao-Tsé, há mais de mil anos. Lideranças podem funcionar de maneira formal e informal. Podemos definir como liderança formal aquela exercida por um chefe constituído pelo poder organizacional (uma promoção, por exemplo). A liderança informal surge de forma diferente daquela definida por outros. 17 Ela surgida espontaneamente e, normalmente a decorre de indivíduos com temperamento expansivo, com talento para agregar os demais. Eles influenciam decisões e, muitas vezes, podem se tornar fonte de conflito quando entram em rota de colisão com a liderança formalmente constituída. Segundo Marilsa S. R. Tadeucci, em seu livro Motivação e Liderança (2009), as diferenças entre autoridade formal e liderança podem ser assim apresentadas: 18 Autoridade Formal Liderança Fundamenta-se em leis de comum acordo que criam figuras de autoridade dotadas do poder de comando. Fundamenta-se na crença dos seguidores a respeito das qualidades do líder e do seu interesse em segui-lo. O seguidor obedece à lei incorporada na figura de autoridade, não à pessoa que ocupa o cargo. O seguidor obedece ao líder e à missão que ele representa. A lei é o instrumento para possibilitar a convivência social. O líder é o instrumento para resolver problemas da comunidade. A autoridade formal é limitada no tempo e no espaço geográfico, social ou organizacional. Os limites definem a jurisdição da autoridade. A autoridade é limitada pelo grupo que acredita no líder ou precisa dele. Os limites da liderança definem a área de influência do líder. A autoridade formal é temporária para a pessoa que desempenha o papel de autoridade. A liderança tem a duração da utilidade do líder para o grupo de seguidores. A autoridade formal inclui o poder de forçar a obediência às regras aceitas para a convivência. Os líderes têm o poder representado pela massa que o segue. A autoridade formal é atributo singular. A liderança é produto de inúmeros fatores. Não é qualidade pessoal singular. 19 Liderança e Processo no Trabalho Sabemos que os aspectos comportamentais determinam em muito o estilo de liderança utilizado na condução das equipes. Não podemos colocar em segundo plano, além dos aspectos comportamentais e das rotinas diárias, atribuições de gestão que o líder deve dispensar especial atenção. O estilo de liderança adotado, seja qual for, deve ser motivador, atuante, esclarecedor, comprometido, participativo e determinado. Por exemplo: será que o líder seria capaz de subir em uma escada e trocar uma lâmpada na frente de seus funcionários? O que acha de tirar (que vergonha, não?) uma teia de aranha que nem a faxineira viu, ou ainda, pegar um pano para limpar a roupa de alguém que derramou água ou café por distração! “As palavras motivam, mas o exemplo arrasta”, já dizia o sábio ditado. E quais seriam estas atribuições de gestão que o líder deve dispensar especial atenção? Metas - As metas da empresa e na equipe, para serem viáveis poderiam seguir os seguintes tópicos: serem realistas, compartilhadas, específicas, flexíveis e despertarem um sentido pessoal de realização em quem está envolvido com elas. Independente do tipo de liderança adotada, persuasiva, bem humorada, analítica ou outro estilo, o mais importante é que encontremos a maneira mais funcional de gerenciarmos nossas equipes para que sejam conectadas e eficientes. Recrutamento - como é feito o recrutamento dos novos talentos necessários? Na própria empresa ou fora? Qual a maneira de atraí-los? Seleção - Como é feita? Quem seleciona e quais são os critérios? Os perfis já estão definidos? Você já formatou a “cara” que sua equipe terá? A seleção e os instrumentos nela utilizados devem gerar resultados que fortaleçam a marca da empresaassim como a agilidade dos processos internos e o diferencial no atendimento ao cliente. 20 Treinamento - quem treina quem? O treinamento é só burocrático ou também motivacional? As necessidades de treinamento são metodicamente pesquisadas tanto na equipe quanto a partir dos resultados e imagem que a empresa passa para o mercado? Normas - as normas estão bem definidas e são respeitadas por todos? Hierarquia, disciplina, horários, linguagem, processos, etc. Funções - todos conhecem as rotinas e processos de suas funções? Elas são bem definidas para que não haja “jogo de empurra”? Todos sabem o quê fazer, quem fazer, quando fazer? A quem recorrer quando há um problema? Comunicação - estas pequenas dicas são muito importantes para uma comunicação eficiente e sem confusões desagradáveis: informações documentadas, claras e visíveis, comunicação objetiva e esclarecedora, aspectos da voz e muita atenção na forma como as mensagens são emitidas e entendidas. Gerenciamento de conflitos - administrar interesses, ouvir e se fazer ouvir observar estados emocionais, respeitar espaço pessoal e profissional, evitar “picuinhas” são posturas éticas e participativas que ajudam a manter o bom astral na equipe. Gerenciamento do tempo - atas de reunião claras, tempo estabelecido para reuniões, delegação funcional, "voos rápidos”, planejamentos detalhados, responsabilidades definidas, cobrança de resultados. Reconhecimento profissional - o reconhecimento profissional é uma necessidade humana e um forte elemento de motivação que aumenta o 21 comprometimento, aumenta a qualidade da equipe e impulsiona os resultados. O líder e a Delegação Além do exposto, a função gerencial tem na delegação uma de suas mais importantes ferramentas. Seu objetivo é promover a descentralização das decisões, aproximando-se de onde acontecem as ações. Significa transferir poder e responsabilidade para o subordinado, cabendo a quem delega a adoção de um enfoque em resultados. Isto significa dizer que, com a delegação, a preocupação do Gerente tem que ser com o que precisa ser feito, ficando a cargo do executante o como. A forma como a execução é conduzida para se chegar aos resultados desejados, se levada dentro de princípios éticos, é da competência de quem executa. O deslocamento real do poder só acontece quando existe respaldo para as ações delegadas, ou seja, quem delega respeita a decisão tomada por quem recebeu a delegação. Portanto, delegar é distribuir ações a partir das decisões previamente tomadas. das ações, com enfoque em resultados. Naturalmente o foco é sempre em resultados. Deve-se avaliar a pessoa para quem a delegação será dirigida. Não apenas o fator confiança, mas também, com o mesmo peso, o fator competência. A pessoa que receberá a delegação tomará decisões e, durante suas ações, estará representando a própria organização em que trabalha. Neste ponto podemos afirmas que a capacitação prévia é o pilar mais eficaz de segurança para que operacionalize suas novas atividades ou tarefas da melhor maneira possível. Para que a delegação seja eficiente, devemos observar as recomendações que se seguem: 22 1) Só podemos delegar a quem seja capacitado para tal 2) Durante o processo de delegação devemos sanar dúvidas dos que receberam a capacitação 3) Delegação não é atribuir tarefas 4) Só devemos delegar o que podemos controlar. Devemos informar aos subordinados a maneira como faremos este controle. 5) Erros podem servir de fontes para treinamentos dos funcionários. 6) A escala de autoridade na delegação deve ser pequena, inicialmente. 7) Motive os funcionários, promova a iniciativa e treine constantemente. Atividade Proposta Analise o texto abaixo e reflita sobre como o líder deve gerenciar sua equipe: centralizando ou delegando? O líder dos Búfalos e a Manada Durante muito tempo, acreditei no velho paradigma da liderança, segundo o qual o meu trabalho é planejar, organizar, dirigir e controlar. O modelo de funcionamento de minha empresa era parecido com o de uma manada de búfalos. Os búfalos são seguidores absolutamente fiéis de um líder. Eles fazem tudo que o líder quer que façam, vão para todos os lugares que o líder quer. Em minha empresa, eu era o líder dos búfalos. No começo, gostava que minha empresa tivesse esse tipo de organização. Afinal, eu a criara com meu brilho. Eu queria que as pessoas fizessem exatamente o que lhes dissesse, fossem leais e submissas. Adorava ser o centro do poder, pois acreditava que isso era o trabalho do líder. Acabei percebendo que a empresa não funcionava tão bem quanto eu gostaria, já que, leais, os búfalos só agiam quando o líder lhes mostrava o 23 que fazer. Quando ele não estava por perto, zanzavam à espera que aparecesse. Foi por esse motivo que os primeiros colonizadores puderam dizimar manadas de búfalos com tanta facilidade, bastava matar o líder deles. O restante da manada era massacrado enquanto esperava que o líder se levantasse para conduzi-la. Encontrei um bando de gente “vagueando” na minha empresa, cuja estrutura era parecida com a organização dos búfalos. O pior é que as pessoas se restringiam a fazer tão só o que lhes ordenava, e em seguida “vagueavam” à espera de minhas próximas instruções. Não pensem que era fácil conduzir a manada. Precisava trabalhar de 12 a 14 horas por dia para passar todas as ordens, fazendo todas as tarefas “importantes”. Enquanto isso, a empresa era chacinada pelo mercado, pois eu não podia responder com a necessária rapidez. Todo esse trabalho frustrante envelheceu o líder da manada precocemente. Aprenda mais Leia o artigo Como desenvolver lideranças formais e informais, disponível em nossa biblioteca virtual. 24 Exercícios de Fixação Questão 1 A compreensão das competências necessárias ao líder colabora para que o gestor exerça bem a sua função. Considerando as competência descritas na aula, aquela de “contribuir para a excelência profissional, à medida que proporcionam a habilidade de aprender a aprender, pensar estrategicamente e introduzir melhorias no processo de trabalho” é denominada de competência: a) Cognitiva. b) Técnico-operacionais. c) Organizacionais. d) Relacionais. e) Sociais. Questão 2 A delegação é uma das “ferramentas” de gestão que mais impacto tem na motivação dos subordinados. Ser indicado para assumir determinada função reforça a ideia de que está sendo valorizado. Dessa forma, para delegar o gestor deve priorizar: a) A competência. b) A amizade. c) A confiança. d) O comprometimento. e) A honestidade. 25 Questão 3 Liderança e poder costumam caminhar juntas. No ambiente organizacional competitivo e, ao mesmo tempo, que busca harmonia das relações, ser líder não é tarefa nada fácil. Dessa forma, o conceito de poder, no sentido burocrático, está associado ao _______________, o que não implica que este profissional saiba exercer a liderança como uma de suas atribuições. A opção que completa essa frase é: a) Cargo de Chefia b) Líder nato c) Líder autocrático d) Gestor polivalente e) Diretor geral Questão 4 Considerando o comportamento de um líder como fundamental para servir como exemplo aos membros de sua equipe, NÃO podemos dizer que esse comportamento é: a) Inato b) Aprendido c) Embasadona experiência d) Embasado no conhecimento adquirido e) Desenvolvido 26 Questão 5 Eduardo, analista de RH tem visitado a Loja 07 da rede de sapatarias com frequência e, a cada visita, percebe que o gerente (Aurélio) sabe responder às perguntas sobre as rotinas administrativas, mas é o André, vendedor sênior, que vem sendo considerado pelos colegas como o grande responsável pelo clima agradável da loja. Ele sabe conversar, faz elogios e críticas de forma adequada e, muitas vezes, até orienta sobre problemas pessoais. Considerando Aurélio e André, podemos dizer que eles estão assumindo, respectivamente, o papel de: a) Chefe e líder b) Líder e chefe c) Ambos são chefes d) Ambos são líderes e) Mentor e amigo Questão 6 A definição de um perfil ideal para a liderança vem sendo buscada há muito tempo. Apesar de ainda não existir um consenso, nos parece que algumas macro-áreas vêm se mantendo constantes quando se investiga o perfil de um líder que é identificado como de alta performance. Analise as opções abaixo e assinale aquela que NÃO representa uma dessas áreas: a) Espirituais b) Cognitivas c) Institucionais ou Organizacionais d) Relacionais e) Sociais 27 Questão 7 O perfil de um líder é composto por diversas competências. Considerando o seu potencial para “atitudes de motivação, curiosidade, busca do aprendizado, disposição para mudanças, iniciativa e outras”, podemos dizer que está relacionado à competência: a) Comportamental b) Cognitivas c) Relacionais d) Espirituais e) Sociais Questão 8 O perfil de um líder é composto por diversas competências. Considerando o seu potencial para “a capacidade de organizar o trabalho, estabelecer métodos próprios, gerenciar seu próprio tempo e espaço de trabalho”, podemos dizer que está relacionado à competência: a) Institucionais ou Organizacionais b) Cognitivas c) Relacionais d) Espirituais e) Sociais 28 Questão 9 Gerenciar pessoas fica mais fácil quando o gestor entende que deve partilhar essa gestão com os seus subordinados. Dessa forma o comprometimento aumenta e cada um se sente responsável pelos resultados. Segundo os princípios da liderança participativa é importante que esse gestor aja com segurança e dentro do que estava planejado para as metas e as rotinas previstas. Nesse caso ele estará utilizando o princípio de: a) Disciplina b) Conhecimento c) Relacionamento d) Senso de observação e) Interesse Questão 10 Os princípios da liderança participativa propõem que o gestor estimule a contribuição de todos nos processos decisórios. Segundo esses princípios, para que ele possa tomar a decisão correta e dentro de um equilíbrio imparcial é importante que ele tenha: a) Senso de observação b) Conhecimento c) Relacionamento d) Disciplina e) Interesse 29 Questão 11 Segundo Willian Schutz, um grupo passa por fases de amadurecimento. Estando num momento de disputa de poder onde os seus membros estão encontrando o “seu lugar” dentro da hierarquia grupal, podemos dizer que o grupos está na fase de: a) Controle b) Afeição c) Inclusão d) Finalização e) Despedida Questão 12 Segundo Willian Schutz, um grupo possui diversas fases na sua construção. Quando um membro está procurando ser aceito e se posiciona de forma a não questionar o que já existe de normas e regras a fim de evitar possíveis resistências está demonstrando que está na fase de: a) Inclusão b) Controle c) Afeição d) Encerramento e) Aprendizagem 30 Questão 13 A construção de um grupo, segundo Willian Schutz, segue uma sequência que ele denominou de fases. Quando o líder passa a reconhecer os méritos dos membros elogiando-os ele está em qual fase? a) Afeição b) Encerramento c) Controle d) Amizade e) Inclusão. Questão 14 A liderança nem sempre está associada ao cargo que a pessoa exerce. Em algumas situações encontramos profissionais que assumem a liderança de um grupo mesmo sem o status de chefia definido pela organização. Eles, geralmente, se apresentam de forma expansiva e conseguem agregar o grupo em prol de um objetivo comum. Considerando esse exemplo, estamos diante de uma liderança denominada de: a) Informal b) Constituída c) Formal d) Oficial e) Descontraída 31 Questão 15 Um gestor que diante de uma lâmpada queimada ou uma lixeira cheia toma a iniciativa para trocá-la ou esvaziá-la está possibilitando que seus subordinados aprendam sem precisar falar diretamente. Nesse caso, a frase que mais representa esse comportamento é: a) As palavras motivam, mas o exemplo arrasta b) Água mole em pedra dura tanto bate até que fura c) Um dia da caça, o outro do caçador d) O homem prevenido vale por dois e) Tal pai, tal filho Referências CAVALCANTI, Vera Lucia (org.). Liderança e motivação. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2007. 32 Introdução Nesta aula, abordaremos os estilos de liderança focando a primeira classificação dessa prática: autocrático, democrático, burocrático e liberal. Vamos aprofundar cada um deles mostrando os dez estilos de gerenciamento que deles derivaram. Abordaremos, também as diferenças entre chefia e liderança e as funções atuais de um gestor de alta performance. Aos gestores é indicado que analise cada estilo para que possa desenvolver o seu próprio. Isso significa dizer que, via de regra, o estilo pode ser construído com características combinadas de vários modelos. Não se deve esquecer, também, que nenhum gerente permanece o tempo todo dentro de um estilo apenas. Ele sofrerá interferências ambientais, tais como, a própria cultura da organização e também deverá se adequar ao nível de maturidade das pessoas que gerencia. Cada funcionário desse gerente poderá exigir um determinado estilo de liderança, e consequentemente, o bom senso, aliado à sensibilidade no trato com pessoas e mais o conhecimento de técnicas de gerenciamento, irão norteá-lo quanto a forma mais adequada de exercer sua liderança. Sendo assim, são objetivos desta aula: 1. Entender as características dos estilos gerenciais; 2. Compreender as diferenças entre chefia e liderança; 3. Entender as funções da liderança como instrumentos para o gerenciamento de equipes. 33 Conteúdo A liderança vem sendo estudada e classificada em estilos há muito tempo. Os estilos considerados clássicos se cristalizaram no imaginário social e serviram de parâmetros na identificação dos gestores. São eles: autocrático, democrático, burocrático e liberal. Com base nesses estilos vamos discutir suas variações que se expandiram para dez modelos. Esses modelos são encontrados muito frequentemente nas organizações e ficaram conhecidos como “Os Dez Estilos Gerenciais”. Através de sua análise podemos identificar suas características mais marcantes, além das vantagens e desvantagens de sua adoção. Estilos Gerenciais 1. Autocrático Frase Chave: “A liderança sou eu”. Vantagens: Afirma a autoridade através do mando. Desvantagens: Gera desmotivação, porque tolhe a criatividade, cerceia liberdade e lideraatravés do desrespeito e da manipulação. 2. Democrático Frase Chave: “Eu respeito a maioria”. Vantagens: Todos os funcionários são consultados, informados A decisão é pela maioria. Desvantagens: Se presta à manipulação de líderes e parte de dois falsos. Conceitos: a) A maioria tem razão. b) As minorias não tem vez. 34 3. Aristocrático Frase Chave: “Só a cúpula pode liderar”. Vantagens: Visto que quem manda sabe mais, há uma certa parcela de segurança nas decisões. Desvantagens: Possibilidade de manipulação dos funcionários por parte dos mais bem informados e com mais poder. 4. Situacional Frase Chave: “A cada situação uma solução”. Vantagens: Decidir o que convém, segundo o que a ocasião exige. Desvantagens: Só anda a metade do caminho: decide o que convém a cada situação, mas o líder não participa e não compartilha suas decisões com os funcionários e seus representantes. É uma forma mais sutil do estilo aristocrático ou autocrático. 5. Deixar fazer Frase Chave: “Homens livres não criam problemas”. Vantagens: Permite a liberdade criativa e dá responsabilidade própria ao funcionário. Desvantagens: Sem comando nem direção. Permite a anarquia na empresa com graves conflitos internos. 6. Diplomático Frase Chave: “Entender-se bem com todos a qualquer preço”. Vantagens: Todos estão à vontade, não há tensões nem conflitos internos, durante um tempo, e existe um bom entendimento com outras empresas. Desvantagens: Falta comando e os problemas ficam sem solução, pois o interesse da liderança está centrado no relacionamento. Há esquecimento do comando e da administração. 7. Omisso Frase Chave: “Prefiro não dar opinião”. 35 Vantagens: Não há tensões na empresa que tenham sido provocadas pelas decisões das lideranças. Desvantagens:Não há acompanhamento de objetivos. As soluções são sempre adiadas. Gera, geralmente, a lei do mais forte. 8. Robô Frase Chave: “Liderar é só razão. Sentimentos à parte” Vantagens: Mecanismo de defesa utilizado para que o líder só faça o que quer. Rigidez total. Desvantagens: Faltam Comando e Liderança autênticos. Gera desconhecimento e vingança. 9. Protetor Frase Chave: “A bondade está acima da justiça” Vantagens: Em certos aspectos a boa vontade dos funcionários é motivada com respeito às lideranças. Desvantagens: Permite que pessoas incorretas se aproveitem da proteção que recebem ou dão. Não deixa o funcionário crescer. Falta comando nas horas difíceis. 10. Democrático participativo Frase Chave: “Nós administramos junto com vocês, na base da lealdade, respeito e honestidade.” Vantagens: Tem todas as vantagens dos outros estilos gerenciais. Desvantagens:Existe o perigo da fraqueza humana. No entanto, Discute, escuta dos funcionários os reais problemas, aceita críticas em termos de realidade. Faz concessões úteis, sem abandonar suas próprias responsabilidades. Ocupa seu próprio espaço sem fechá-lo e sem invadir o espaço dos outros. 36 Algumas Diferenças Entre Chefia e Liderança Chefia é cargo e liderança é perfil. Esta é uma das maiores diferenças entre as duas posições na gestão. É perfeitamente possível e, à cada dia, encontramos mais gestores (chefes), com o perfil de liderança muito desenvolvido. Também encontramos líderes sem vinculação alguma com cargos de chefia; são pessoas naturalmente com este perfil e que podem influenciar de diversas maneiras o funcionamento das equipes. Ambos devem possuir conhecimento e visão da organização, seu negócio, seu relacionamento com o mercado, seus processos seletivos. Devem ter postura, aparência, hábitos adequados e vontade de vencer. Como se fosse possível separar completamente uma posição de outra, vamos enumerar as diferenças mais comentadas na literatura sobre o tema. LÍDERANÇA CHEFIA Suporte e aconselhamento Ordem e determinação Inspiração Imposição Espírito de equipe Foco individualista Foco nos indivíduos Foco nos processos e tarefas Visão de futuro Apego ao passado Valores, pessoas e missão Resultados e estatísticas O Que os Líderes Precisam Aprender Devem aprender que a verticalidade ainda existe, mas os atuais modelos de gestão prezam pela horizontalidade no relacionamento com as equipes. Isto é visível inclusive fisicamente nas grandes organizações, onde a disposição das salas de trabalho e das mesas dos funcionários são baixas, todos podem se olhar e falar com facilidade. Embora o e-mail seja uma das formas mais de comum de comunicação hoje nas empresas, o canal para a aproximação é muito valorizado. 37 Devem aprender, também, que pessoas e processos organizacionais são processos diferentes e, cada um, funciona à sua maneira. Máquinas não precisam de diálogo, de reconhecimento e nem de aprendizado. Devem aprender que as organizações estão evoluindo com uma velocidade impressionante nos tempos atuais e que a seleção de suas equipes, deve levar em conta, a elaboração prévia de perfis funcionais. Este perfil funcional deve contemplar aspectos de conhecimento técnico, teórico e, principalmente, a dimensão do capital intelectual e emocional de cada um dos candidatos a membro das equipes. Devem aprender que cargos de poder, como chefias, foram feitos para disseminar o conhecimento e facilitar o entrosamento e a fluidez das equipes. Posições de poder devem potencializar o crescimento das equipes, assim como trazer resultados mais que satisfatórios para as organizações, se assim, o momento do mercado o permitir. Finalmente, devem aprender que o conhecimento não é estático, ao contrário, é muito dinâmico e permeia várias áreas teóricas e da vida. Neste sentido a busca de atualização e aprimoramento com treinamentos e estudos, é de suma importância para se manter na organização um capital intelectual de alto nível, responsável por sua competitividade, imagem e seriedade no mercado. Funções da Liderança Muito se tem escrito e falado sobre as funções da liderança. Autores descrevem roteiros para o líder, mas todos concordam em alguns pontos, são eles: 38 Direção: O líder através de suas ações faz com que as pessoas saibam para onde estão indo, torna a missão e os objetivos claros e focam seu tempo e energia na consecução destes objetivos. Motivação: É função do líder criar um ambiente motivador no trabalho. Suas ações devem apontar para o comprometimento de todos e a formação de um time eficiente, focado na otimização de processos e resultados. As ações de motivação podem variar do reconhecimento profissional e propostas de aperfeiçoamento, até o aumento de benefícios e recompensas por etapas atingidas. Neste ponto cada organização tem sua própria filosofia de trabalho. Orientação: O líder deve dar feedback às ações da equipe, encorajando-a a, sempre mais, superar desafios que se apresentam. Deve deixar clara a direção tomada e acompanhar a jornada de todos, auxiliando, mediando e motivando em todas as fases dos processos. A visão pragmática define liderança como a relação entre líder e equipe, de maneira que o comportamento da liderança influencia a todos. Nesta visão também é postulado que só existe liderança se existirem equipes e/ou indivíduos dispostos a aceitar esta liderança. Os Sete Hábitos – Uma Ferramenta Para a Liderança Eficiente Os sete hábitos são conceitos desenvolvidos por Stephen Covey (1990) e atualmente usados como referência por líderes para o desenvolvimento eaprimoramento de seu potencial, criatividade e organização profissional. Hábito 1: proatividade - autonomia e visão pessoal. Aqui o foco está em assumir uma postura preventiva diante da vida e da decisões profissionais. Para efetivar esse hábito pode ser que o profissional se depare com a necessidade de questionar alguns modelos sociais que 39 modelam as pessoas para ações reativas, o que provoca retrabalho, além um custo maior. Hábito 2: determinar objetivos - autodomínio. A definição de objetivos, com seus respectivos prazos, facilita em muito a formação na mente da imagem do que se deseja atingir. Nesse aspecto, quanto mais detalhes utilizarmos para formar essa imagem mais a meta estará definida o que facilita a concentração de energia para esse fim. Hábito 3: começar com o mais importante: definir prioridades. Um bom planejamento se reflete num bom plano de ação. Dessa forma, quanto mais claro estiver para o profissional o que é importante e o que é urgente, mais facilmente ele poderá definir o que fazer primeiro. Hábito 4: pensamento nos resultados: a busca de realização. Esse hábito foca a visão sistêmica do ganha-ganha. As ações devem ser pensadas levando-se em consideração os impactos em si e nos outros. É dessa forma que se consegue potencializar as competências coletivas e efetivar sucessos duradouros. Hábito 5: ouvir e se fazer ouvir: empatia e comunicação esclarecedora. Esse hábito pode ser confundido como uma proposta quase filosófica e distante da realidade. Mas, em sua essência, é bem simples: em primeiro lugar ouça para, só então, fazer com que os outros lhe e ouçam. Em outras palavras, procure diagnosticar primeiro a situação ouvindo o interlocutor (aqui entendido como pessoa física ou jurídica) e, depois, apresente suas ideias que atendam às demandas. Hábito 6 : sinergia - cooperação e espírito de grupo. Esse é o ponto central do trabalho de uma equipe de alto desempenho. No mundo atual ninguém mais trabalho isolado e isso nos coloca em permanente 40 interdependência funcional. Conseguindo fazer sua equipe trabalhar com sinergia ninguém se sentirá sozinho. Hábito 7: planejando o trabalho e a vida - otimização do tempo e capacidade de produção. Para esse hábito acontecer cabe a você gerenciar sua vida com foco na qualidade. É saber cuidar da saúde (física e mental) para que atinja um estado de equilíbrio e renovação de recursos que trabalhem a seu favor e dos seus objetivos. Muitas vezes o líder é comparado ao camaleão. Isto se dá pela sua necessidade de adaptação constante às equipes, que podem assumir identidades diferentes em função de rotatividade, faltas, aposentadorias, afastamentos do trabalho, novos desafios sugeridos pela administração maior e muito mais. O desenvolvimento de hábitos saudáveis e funcionais como sugere Covey, é um caminho testado e aprovado por vários gestores ao redor do mundo com resultados surpreendentes para quem ainda acha que amadorismo na gestão e liderança pode funcionar. Atividade Proposta Assista ao filme disponível neste link (http://www.youtube.com/watch?v=IzGUBKrFRXw) e identifique em quais momentos os estilos de liderança podem ser utilizados. Aprenda mais Conheça alguns estilos de liderança lendo o artigo: Conhecer os diferentes estilos de liderança – disponível em nossa biblioteca virtual. 41 Exercícios de Fixação Questão 1 O exercício da liderança deve ser fundamentado na flexibilidade que a situação exige. Quando um líder “cristaliza” uma única forma de agir pode ser tornar improdutivo. Um setor onde todos ficam à vontade e sem conflitos ou tensões; onde parece que falta comando e os problemas vão se avolumando por falta de decisão, onde o gestor está mais preocupado com o bom relacionamento do setor do que produzir bons resultados, está apresentando o estilo: a) Diplomático b) Aristocrático c) Democrático d) Autocrático e) Robô Questão 2 Considerando que numa determinada empresa o gestor de uma área afirmar que a sua autoridade é a única aceitável e que a liberdade para criar no Setor está limitada ao permitido pelo “chefe”, o estilo de liderança utilizado é: a) Autocrático b) Diplomático c) Aristocrático d) Democrático e) Robô 42 Questão 3 Ao fornecer feedbacks constantes à sua equipe, deixando bem claro para os funcionários qual a direção a ser tomada para se atingir as metas, acompanhando-os durante a realização do planejado, o gestor está utilizando qual função da liderança: a) Orientação. b) Direção. c) Participação. d) Direção. e) Motivação. Questão 4 O gestor contemporâneo vem sendo estimulado a dominar diversos estilos de liderança como forma de gerenciamento de seus liderados. Analisando as características abaixo, assinale a opção que corresponda ao estilo utilizado. “O líder faz tudo para que todos se sintam bem, pois a sua missão é ficar bem com todos. Todos ficam à vontade e tranquilos. Entretanto, como há falta de comando e as decisões não podem incomodar ninguém as metas do setor ficam em segundo plano.” a) Diplomático b) Autocrático c) Omisso d) Robô e) Democrático 43 Questão 5 O gestor contemporâneo vem sendo estimulado a dominar diversos estilos de liderança como forma de gerenciamento de seus liderados. Analisando as características abaixo, assinale a opção que corresponda ao estilo utilizado. “A liderança é para quem manda. Portanto, deve ser centrada na figura do gestor. As coisas acontecem, pois não há questionamento, mas limita a criatividade e o comprometimento com a solução proposta.” a) Autocrático b) Omisso c) Robô d) Democrático e) Aristocrático Questão 6 Ao se analisar a prática dos gestores nas organizações é possível perceber muita confusão entre os termos “chefia” e “liderança”. Considerando que encontramos diversos líderes que não estão em postos oficiais de comando, mas, mesmo assim, exercem grande influência em seus liderados, podemos dizer que: a) Chefia é cargo e liderança é perfil b) Cargo e liderança são a mesma coisa c) A diferença entre as duas é desprezível d) Chefia é perfil e liderança e cargo e) Ao ser promovido passo a ter as duas 44 Questão 7 Um gestor pode ter muito de chefe e pouco de líder, ou vice-versa. Considerando as características de “possuir conhecimento e visão da organização, seu negócio, seu relacionamento com o mercado, seus processos seletivos”, podemos dizer que estamos falando: a) De ambos b) Do chefe c) Do líder d) Dos subordinados e) Do nível tático Questão 8 Estudos sobre o perfil do gestor procuram mapear as competências que possam diferenciar um chefe de um líder. Ao analisar um gestor encontramos um foco mais individualista e centrado nos processos e tarefas; também percebemos que seu interesse está mais nos resultados, estatísticas, ordem e determinação. Nesse caso estamos diante de um: a) Chefe b) Supervisor c) Gerente d) Líder e) Coordenador 45 Questão 9 Estudos sobre o perfil do gestor procuram mapear as competências que possam diferenciar um chefe de um líder. Ao analisar um gestor encontramos um perfil mais focado nos indivíduos, oferecendo-lhes suporte e aconselhamento. Também possui forte espírito de equipee visão de futuro. Nesse caso estamos diante de um: a) Líder b) Supervisor c) d) Gerente e) Chefe f) Coordenador Questão 10 Gerenciar um setor envolve diversas tarefas que devem ser muito bem entendidas pelo respectivo gestor. Estar focado muito mais em processos e tarefas, reservando todo o seu tempo para analisar resultados e estatísticas demonstra que esse gestor está se dedicando mais ao papel de: a) Chefe b) Líder c) Especialista d) Técnico e) Guru 46 Questão 11 A forma de se gerir uma equipe vem evoluindo com o passar do tempo e tem forçado um aperfeiçoamento constante daqueles que desejam assumir a gestão de um setor. Quando um gestor mantém a hierarquia dentro de sua área definindo níveis de responsabilidade e comando ao mesmo tempo em que preza pelo excelente nível de relacionamento entre todos os funcionários está utilizando, respectivamente, os conceitos de: a) Verticalidade e horizontalidade b) Respeito e coleguismo c) Ordem e amizade d) Respeitabilidade e união e) Profissionalismo e sentimento de pertença Questão 12 Algumas funções de quem lidera são identificadas por vários autores como “obrigatórias” para aqueles que dirigem pessoas. Estimular o comprometimento de todos para a formação de um time eficiente, reconhecer o profissional que se destaca, oferecer recompensas por etapas atingidas e desenhar ações de aperfeiçoamento, são funções relacionadas à/ao: a) Motivação b) Direção c) Orientação d) Controle e) Planejamento 47 Questão 13 Stephen Covey (1990) desenvolveu sete hábitos que são considerados como referência para quem exerce a função de líder contemporâneo. Quando um gestor ajuda sua equipe na definição do que se deseja atingir com bastante riqueza de detalhes, ele está facilitando a concentração da energia do time nesse foco. Ao agir dessa forma, esse gestor está colocando em prática o hábito: a) Determinar objetivos: autodomínio b) Proatividade: autonomia e visão pessoal c) Começar com o mais importante: definir prioridades d) Pensamento nos resultados: a busca de realização e) Ouvir e se fazer ouvir: empatia e comunicação esclarecedora Questão 14 Por mais que as empresas contemporâneas se aproveitem de diversas tecnologias para incrementar seus negócios, é o fator humano que continua sendo o seu principal capital. Assim, um gestor que se valoriza o seu time e reconhece competências específicas em seus subordinados pode fazer dessa relação uma grande chance de crescimento de todos. Ao agir assim com sua equipe ele está se pautando na: a) Horizontalidade b) Verticalidade c) Hierarquia formal d) Escola tradicional de gestão e) Amizade com o próximo 48 Questão 15 Quando um gestor se empenha pessoalmente no desenvolvimento de seus subordinados e estimula um aperfeiçoamento constante do seu pessoal está demonstrando maturidade, pois reconhece que: a) Uma organização com capital intelectual de alto nível aumenta sua competitividade. b) O RH exige que diversos cursos sejam feitos e o gestor deve organizá- los. c) O conhecimento está cada vez mais sólido e não se modifica com facilidade. d) As pessoas já estão prontas e dominando as competências que precisam. e) O orçamento com desenvolvimento deve ser cumprido para garantir o planejado. Referências CAVALCANTI, Vera Lucia (org.). Liderança e motivação. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2007. 49 Introdução Nesta aula vamos trabalhar a abordagem da liderança denominada de Liderança Situacional e seus estilos gerenciais: Direção, Orientação, Apoio e Delegação. Também vamos discutir as características de eficácia e ineficácia de cada um dos estilos. Finalmente, vamos apresentar o modelo da Liderança Servidora como uma das estratégias do gestor para estimular o comprometimento de sua equipe. A liderança situacional é uma teoria da liderança empresarial que combina uma variedade de estilos gerenciais com a finalidade de atender a pessoas diferentes dentro da mesma organização. É oposta a visão tradicional do líder, que pode empregar as mesmas táticas de liderança em toda a organização. Nesta perspectiva, o líder será livre para dar mais ou menos ênfase em uma determinada tarefa. Sendo assim, são objetivos desta aula: 1. Entender a liderança situacional como instrumento para o gestor singularizar a relação com seu subordinado; 2. Entender as características de cada um dos estilos utilizados pela Liderança Situacional; 3. Compreender as formas adequadas do gestor utilizar a liderança servidora. 50 Conteúdo Liderança Situacional Os quatro estilos de liderança situacional Embora seja destinada a proporcionar adaptabilidade, podemos enumerar quatro estilos da liderança situacional, cada um customizado para obter a maior produtividade de cada funcionário ou equipes. O líder situacional é adaptável e contorna os problemas rapidamente. Em momentos de crise, este tipo de liderança do gestor, é de fundamental importância para a manutenção do bom funcionamento dos processos da organização. De acordo com Hersey e Blanchard (1986), podemos dividir a liderança situacional em quatro estilos distintos: I. Direção: Ocorre quando o funcionário precisa aprender alguma tarefa. Neste momento o líder supervisiona a atividade, dirige para as ações corretas e desenvolve a confiança do aprendiz para, posteriormente, executá-la sozinho. II. Orientação: Neste estilo o líder contribui com ideias e sugestões, de maneira que o funcionário se sinta motivado para conhecer e executar tarefas de sua alçada, ou novas. III. Apoio: Aqui o líder estimula o funcionário a buscar conhecimentos e segurança para execução das tarefas. Ele não supervisiona nem dirige, mas fica disponível para apoiar quando necessário. IV. Delegação: Ocorre quando o líder conhece o potencial e habilidades do funcionário. Estes normalmente são pessoas com muita experiência e autonomia, o que lhes permite ter liberdade para escolher qual o melhor caminho para a execução das tarefas. O líder mantém um contato pequeno, mas está à disposição para o que for necessário. 51 De acordo com o perfil do funcionário e o tipo de situação que se apresenta, o líder age da maneira que achar mais apropriada. Seguindo o mesmo padrão de compreensão, os autores Hersey e Blanchard (1986) propuseram que podemos identificar a necessidade do líder se adequar ao momento (situação) vivenciado pelo subordinado. Trata-se, portanto, de pautar as ações e o estilo do líder conforme a situação vivenciada pelo profissional a ser liderado. A tabela abaixo nos mostra os aspectos de eficácia e ineficácia da liderança, de acordo com o postulado dos autores. Podemos perceber em diversas organizações que sucessos ou falhas podem advir do diagnóstico adequado ou inadequado relativo à combinação do binômio tarefa-relacionamento. 52 E s ti lo Eficácia Ineficácia T a re fa A lt a R e la c io n a m e n to B a ix o Visto como tendo métodos bem- definidos para atingir os objetivos que são úteis aos subordinados. Visto como alguém que impõe métodos aos outros; àsvezes visto como desagradável e interessado só em resultados de curto prazo. T a re fa A lt a R e la c io n a m e n to A lt o Visto como alguém que satisfaz às necessidades do grupo estabelecendo objetivos e organizando o trabalho, mas também oferecendo um alto nível de apoio sócio-emocional. Visto como alguém que usa mais estruturação do que o necessário para o grupo e que muitas vezes não parece ser sincero nas relações interpessoais. T a re fa B a ix a R e la c io n a m e n to A lt o Visto como alguém que tem confiança implícita nas pessoas e que está interessado principalmente em facilitar a consecução dos objetivos delas. Visto como interessado principalmente em harmonia; às vezes visto como não disposto a cumprir uma tarefa se esta implicar no risco de romper um relacionamento ou perder a imagem de uma pessoa boa. T a re fa B a ix a R e la c io n a m e n to B a ix o Visto como alguém que delega adequadamente aos subordinados as decisões sobre como fazer o trabalho e oferece pouco apoio sócio-emocional quando o grupo não precisa muito disso. Visto como alguém que oferece pouca estruturação ou apoio sócio-emocional quando isso é necessário aos membros do grupo. HERSEY, Paul; BLANCHARD, Kenneth H. Psicologia para administradores: a teoria e as técnicas da liderança situacional. São Paulo: EPU, 1986. • Tarefa Alta - Relacionamento Baixo: É o estilo de liderança cujo foco maior é na tarefa a ser realizada. A integração e o relacionamento com o funcionário é pequena é apenas cordial. 53 Tarefa Alta - Relacionamento Alto: Há um foco no gerenciamento por objetivos e, simultaneamente, são usadas ferramentas de orientação, cobrança e comunicação eficiente com o funcionário. Tarefa Baixa - Relacionamento Alto: Há uma maior preocupação com o relacionamento com a equipe do que com a rotina dos processos. Tarefa Baixa - Relacionamento Baixo: Há o entendimento que a equipe é autônoma e conhece bem os processos da organização. Não há comprometimento real com os resultados nem com o funcionamento da dinâmica da equipe. “Para um liderado considerado como imaturo o líder deverá adotar um comportamento mais diretivo (orientação para a tarefa) para que os liderados sejam produtivos. Todavia, o fato de um líder possuir um comportamento de tarefa alto e um baixo relacionamento não significa que sua relação com o liderado será pautada por um clima de animosidade. Mas sim, que o líder dedicará mais tempo direcionando o liderado do que oferecendo um apoio sócio-emocional”. (HERSEY; BLANCHARD, 1986). A liderança sempre exerceu grande interesse nos estudos do relacionamento humano, principalmente ao se comandar pessoas. Esses estudos se iniciaram no ambiente militar, mas, rapidamente, se alastrou para o mundo corporativo. A próxima teoria apresenta uma forma completamente oposta do que estamos acostumados a ver. Durante todos esses anos o subordinado foi visto como alguém que ver servir ao seu senhor e a ele prestar obediência. O que veremos a seguir inverte essa posição e propõe que o gestor passe a se perguntar o que deve fazer para facilitar o trabalho de seus subordinados. Isso fez toda a diferença. 54 Liderança Servidora “Quase nada acontece sem um sonho. E para que algo grande aconteça, deve existir um grande sonho. Por trás de um grande êxito, encontra-se um sonhador com grandes sonhos. É preciso muito mais que um sonhador para que se converta em realidade. Mas o sonho deve existir em primeiro lugar” (Greenleaf, 1970). “Liderar é servir”. (James Hunter) Robert K. Greenleaf, um norte-americano responsável por treinamentos na AT&T, começou sua segunda carreira como consultor de grandes empresas. Autor na área de gestão, com foco em artigos e ensaios, além de ser também palestrante, ele escreveu um texto relacionando as características da essência de uma gestão saudável com o verdadeiro comprometimento do líder com sua equipe. A partir da observação da insatisfação de estudantes americanos com suas universidades, pôde perceber a falta de comprometimento social destas com a massa de alunos e, com a sociedade, em geral. Parecia que as empresas só tinham olhos para si próprias sem a preocupação de construir pontes com a sociedade. A esta “ponte”, Greenleaf deu o nome de “servir”. Seu conceito era de que as organizações dispõem de um capital intelectual e social muito grande, os quais devem ser utilizados na formação mais humana e solidária de seus gestores. Greenleaf chegou a ser ironizado e chamado de “romântico e sonhador”. Anos mais tarde seu conceito se desenvolveu e, atualmente, é tema de estudos e práticas organizacionais de gestão em todo o mundo. Seu artigo inicial, “Liderança do Servidor”, influenciou algumas gerações de gestores, mas somente nos últimos dez anos, foi incorporado aos temas de estudos na américa latina. Isto se deu principalmente através de James Hunter, com a 55 publicação de seus livros o “Monge e o executivo (1998)” e o “Como se tornar um líder servidor(2004)”. O líder servidor não está preso a formalidades burocráticas, ele se envolve profundamente com o trabalho da equipe, sendo um elemento norteador de ações, ao mesmo em que potencializa a independência e autonomia da equipe e seus membros. Com suas ações consegue promover um grande impacto na vida dos indivíduos e se pergunta constantemente como o “servir” pode contribuir para o desenvolvimento de todos. Sua visão comunitária supera em muito as posições individualistas, torna a competição saudável e a transforma num elemento motivador para o crescimento da organização. Sabemos que em um grupo onde haja sentimentos positivos de inclusão e compartilhamentos os resultados tendem a ser mais rápidos e maiores onde haja sentimentos de rejeição, competitividade agressiva e clima de desconfianças e insatisfações em geral. James Hunter, ao desenvolver seu postulado da liderança servidora através de seus livros, propõe a transformação dos gestores e gerentes, ainda que informalmente, em mentores e treinadores de equipes. Torna-os exemplos a serem seguidos e lembrados no futuro. Esta lembrança deve decorrer de seu caráter firme, solidário e crente no potencial de construção de resultados que todos têm. Conceitos filosófico-administrativos como missão, visão, valores e estratégia, devem ser pensados, levando-se em conta os padrões do “servir”, do ser sempre um ponto de apoio onde a equipe encontre motivação, confiança e reconhecimento profissional. Com esta vertente de pensamento, consegue-se um grande engajamento de todos, do mais baixo ao mais alto escalão. Os meios estão á disposição para quem quiser e precisar desenvolver aspectos técnicos e inter-relacionais como ferramentas para otimizar seus trabalhos e, por consequência, seus objetivos na vida. 56 A liderança servidora e seus princípios envolvem a todos que a conhecem. Seu aprendizado é claro, coerente e objetivo. Destoa em algum grau do conhecimento de gestão ensinado nas universidades, mas sua eficácia é indiscutível. Para que não pensemos que só existe o lado solidário e de apoio no conceito, devemos dizer que nenhuma gestão funciona “de verdade”, sem o gerenciamento de processos, elaboração e realização de rotinas, admissões, demissões, advertências e suspensões. A liderança servidoraalém de manter os processos organizacionais em funcionamento pleno, se propõe a deixar constantemente ao alcance de todos um canal de comunicação, relacionamento e aprendizado. As tradicionais listas de “as melhores empresas para trabalhar”, da revista Fortune, costumam classificá-las por seu faturamento e outras avaliações subjetivas. As empresas que trabalham com a liderança servidora crescem a cada ano e são dia a dia mais admiradas. Elas não perdem o faturamento em função de uma gestão mais humanizada. Dentre elas podemos citar a South West Airlines, Wallmart, Nestlé, Marriot e outras do mesmo porte. O Papel do Líder Servidor Enquanto Gerente no Processo de Mudança na Organização As necessidades de mudanças nas organizações em função de novos comportamentos do mercado, dos indivíduos e da tecnologia, fazem com que tenham seu funcionamento impulsionado diariamente por grande pressão. Os líderes devem se adaptar às mudanças e cobranças exigidas e passar as novas visões para suas equipes. As próprias organizações, de acordo com esta assertiva, devem se tornar impulsionadores de mudanças no presente para fundamentar um futuro que acontece a cada novo dia. 57 Os aliados do líder servidor, além de sua própria filosofia do “servir”, são os processos comuns a todas as organizações, assim como suas ferramentas de análise, avaliação e monitoramento. O líder servidor não deixará de usar o fluxograma, deixará de respeitar o organograma, continuará se atualizando em conhecimentos teóricos e técnicos, continuará lutando por melhorias das mais variadas naturezas na organização, enfim, o líder servidor tem as mesmas características de um bom profissional com o aspecto diferenciado de sua filosofia de conduta pessoal e conduta de equipes. Atividade Proposta http://www.youtube.com/watch?v=1CC6u5ABbG4 e assista ao filme abaixo e identifique como a confiança na equipe possibilita uma empresa existir sem coordenadores ou supervisores. Aprenda mais Leia o livro: O monge e o executivo de James C. Hunter e aprenda mais sobre o tema estudado. 58 Exercícios De Fixação Questão 1 Alice, estagiária admitida há três meses no departamento de compras da empresa, foi designada por seu gestor para assumir, de imediato, as funções do seu colega que entrou de férias. Ela está se sentindo incapaz e com a sua autoconfiança abalada. Como não conseguiu entregar o relatório correto e dentro do prazo foi repreendida por seu chefe. Apesar de inadequado para essa situação, qual o estilo de liderança o gestor utilizou? a) Delegação. b) Direção. c) Apoio. d) Orientação. e) Servidor. 59 Questão 2 Liderança é um conceito estudado desde há muito tempo nas universidades e organizações. Podemos dizer que a liderança servidora sempre existiu, embora não tivesse sido categorizada então nos meios acadêmicos. Sobre esta afirmação assinale a alternativa ERRADA: a) Todo chefe companheiro, mesmo não conhecendo teorias gerenciais, é um líder servidor. b) Independente do perfil, quase todos os chefes podem se tornar líderes servidores em maior ou menor escala. Para isto, devem fazer cursos sobre o tema, estudar muito e treinar o novo comportamento em suas equipes. c) A liderança servidora torna o clima organizacional menos submetido à pressões, faz com que o ambiente fique mais leve e ajuda a tornar as relações das equipes mais saudáveis e produtivas. d) A vontade de ajudar e participar da dinâmica das equipes é uma das características da liderança servidora. e) A gestão participativa é uma filosofia administrativa em muitas empresas. Isto não quer dizer, necessariamente, que haja a liderança servidora nestas organizações. 60 Questão 3 Um gestor que analisa a sua equipe e as tarefas a serem realizadas pode se definir por um estilo que mais se adeque à situação diagnosticada. Quando um gestor opta por focar pouco nas orientações da tarefa e pouco nos aspectos relacionais da equipe ele está diante de uma equipe que: a) É autônoma e conhece bem os processos da organização. Não há comprometimento real com os resultados nem com o funcionamento da dinâmica da equipe. b) Precisa de uma maior preocupação com o relacionamento do que com a rotina dos processos. c) Necessita de foco no gerenciamento por objetivos e, simultaneamente, precisa de ferramentas de orientação, cobrança e comunicação eficiente com o funcionário. d) É focada, principalmente, na tarefa a ser realizada. A integração e o relacionamento com o funcionário é pequena é apenas cordial. e) É identificada como frágil e despreparada tanto para o trabalho quanto para se relacionar de forma autônoma. Questão 4 O gestor contemporâneo deve focar na tarefa a ser realizada por sua equipe equilibrando-a com a busca constante de em excelente clima organizacional que favoreça o relacionamento amigável. Caso esse equilíbrio não se efetive é possível que ele passe a ser visto como interessado no bem do grupo em detrimento às metas do setor. Nesse caso estaria focando: a) Pouco a tarefa e muito o relacionamento b) A tarefa e o relacionamento estariam equilibrados c) Pouco a tarefa e pouco o relacionamento d) Muito a tarefa e muito o relacionamento e) Muito a tarefa e pouco o relacionamento 61 Questão 5 Atentar par a entrega de resultados ao mesmo tempo em que estimula um excelente clima organizacional deve ser a grande preocupação dos gestores modernos. Quando um gestor dedica-se mais à tarefa a ser realizada, mas sendo apenas cordial com seus subordinados está focando: a) Muito o trabalho e pouco o relacionamento b) Muito o trabalho e muito o relacionamento c) Muito o relacionamento e pouco o trabalho d) Pouco o trabalho e pouco o relacionamento e) Tanto o trabalho quanto o relacionamento na dosagem adequada Questão 6 Segundo Hersey e Blanchard, os gestores têm disponíveis quatro estilos de liderança que devem ser aplicados dependendo da situação vivenciada pelo profissional e pela tarefa a ser realizada. Quando um liderado está muito motivado para realizá-la, mas nada conhece sobre ela é indicado que o gestor utilize o estilo __________. Qual das opções abaixo completa a lacuna? a) Direção b) Delegação c) Apoio d) Aprendizagem e) Orientação 62 Questão 7 A liderança situacional, modelo desenvolvido por Hersey e Blanchard, considera que o gestor possui quatro opções de estilos de liderança para utilizar conforme sua análise da tarefa e do funcionário. Quando um liderado está dominando plenamente a tarefa e se motivado para fazê-la o gestor deve utilizar o estilo __________. Qual das opções abaixo completa a lacuna? a) Delegação b) Apoio c) Aprendizagem d) Orientação e) Parceria Questão 8 Carlos, recém-contratado na empresa está muito motivado para realizar seu trabalho, mas, como foi selecionado sem experiência, não domina suas tarefas e está se sentindo perdido. Considerando o modelo da Liderança Situacional, proposto por Hersey e Blanchard, qual deve ser o estilo a ser utilizado pelo gestor de Carlos? a) Direção b) Nenhum, pois Carlos deve ser reciclado pelo RH c) Apoio d) Delegação e) Orientação 63 Questão 9Fernanda, funcionária com cinco anos de experiência em sua função sente-se desmotivada por não enxergar mais desafios no seu trabalho. Como domina todas as tarefas consegue se antecipar aos problemas e resolve tudo rapidamente. Considerando o modelo da Liderança Situacional, proposto por Hersey e Blanchard, qual deve ser o estilo a ser utilizado pelo gestor de Fernanda? a) Apoio b) Delegação c) Rodízio de cargos d) Direção e) Democrático Questão 10 Mateus, engenheiro mais antigo da empresa, realiza seus projetos com perfeição. Tanto assim, que vive sendo elogiado e já ganhou vários prêmios por qualidade e cumprimento dos prazos. Esse reconhecimento por parte da empresa o deixa com a motivação sempre alta. Considerando o modelo da Liderança Situacional, proposto por Hersey e Blanchard, qual deve ser o estilo a ser utilizado pelo gestor de Mateus? a) Delegação b) Apoio c) Direção d) Orientação e) Liberal 64 Questão 11 Tradicionalmente, as organizações são desenhadas por uma pirâmide onde aqueles que estão nos níveis mais baixos devem se preocupar em atender ao que está definido pelos profissionais acima na hierarquia. No entanto, um modelo de liderança onde essa pirâmide se “inverte” e o gestor passa a se preocupar em como colaborar com o trabalho de seus liderados é denominada de liderança: a) Servidora b) Situacional c) Democrática d) Moderna e) Invertida Questão 12 O modelo de liderança servidora vem crescendo dentro do universo corporativo, pois se mostrou eficiente e eficaz. Nesse modelo, o líder é reconhecido pela equipe como um grande parceiro no desenvolvimento de competências e se diferencia, na prática, pela: a) Capacidade de manter os processos organizacionais em funcionamento pleno, deixando constantemente ao alcance de todos um canal de comunicação e aprendizado. b) Forma como mantém o foco no estado emocional de sua equipe, fazendo com que todos se sintam felizes. c) Expectativa que cria na equipe nas oportunidades de promoção que surgem nesse modelo, pois o desenvolvimento é garantido. d) Redução de erros e acidentes de trabalho pela união estabelecida dentro da equipe. e) Inércia que se forma no crescimento do trabalho já que a prontidão de decisão é comprometida drasticamente. 65 Questão 13 Daniel, gestor do departamento de marketing de uma empresa de varejo, sempre refletiu sobre sua prática como líder. Com o passar dos anos percebeu que deveria aperfeiçoar seu estilo de liderança e, ao acordar, passou a fazer o seguinte questionamento: “O que eu posso fazer hoje para facilitar as tarefas dos meus subordinados?” Ao se questionar dessa forma, Daniel está utilizando os princípios da liderança: a) Servidora b) Burocrática c) Situacional d) Cooperativa e) Democrática 66 Questão 14 A liderança servidora é fundamentada nos princípios da solidariedade, conhecimento das necessidades das equipes e desenvolvimento da motivação para resultados mais produtivos pelas equipes. Sobre isto é correto afirmar que: a) Não importa o número de funcionários, liderar servindo é uma habilidade que pode ser aplicada a quantas pessoas forem necessárias. b) A liderança servidora funciona melhor em organizações com grande número de funcionários. c) Determinados tipos de organizações, como as que envolvem atividades de risco para as equipes, não respondem adequadamente aos princípios da liderança servidora. d) Liderança servidora e liderança situacional são antagônicas e não devem conviver juntas na mesma organização. e) A mediação, como uma das características da liderança situacional, deve ser entendida como a capacidade de gerenciar interesses opostos. Questão 15 O gestor contemporâneo deve focar na tarefa a ser realizada por sua equipe equilibrando-a com a busca constante de um excelente clima organizacional que favoreça o relacionamento amigável. Caso esse equilíbrio não se efetive é possível que ele passe a ser visto como alguém que impõe métodos aos outros ou como desagradável e interessado apenas em resultados de curto prazo. Nesse caso estaria focando: a) Muito a tarefa e pouco o relacionamento b) Pouco a tarefa e muito o relacionamento c) A tarefa e o relacionamento estariam equilibrados d) Pouco a tarefa e pouco o relacionamento e) Muito a tarefa e muito o relacionamento 67 Referências CAVALCANTI, Vera Lucia (org.). Liderança e motivação. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2007. 68 Introdução Nesta aula, trataremos da gestão de equipes. Vamos aprender a diagnosticar o seu nível através da análise do seu desempenho técnico e da sua integração interpessoal. Também vamos discutir os conceitos de grupo, equipe e time, entendendo quando podemos perceber uma equipe de alta performance. Relacionaremos a noção de capacitação técnica conjugada à qualidade do aspecto emocional do grupo. Sendo assim, são objetivos desta aula: 1. Entender os aspectos do relacionamento humano nas empresas; 2. Compreender as características dos grupos e equipes; 3. Entender como funciona uma equipe de alta performance; 69 Conteúdo As Relações Pessoais A constante competição nas organizações pode gerar por muitas vezes, disputas desnecessárias que tornam seu clima pesado, individualista ao extremo e favorável para o desenvolvimento de comunicações equivocadas, mal elaboradas e fora de contexto. As pessoas podem ser classificadas erroneamente como incompetentes, uma vez que por falta de treinamentos e informações, podem não corresponder às metas almejadas pela organização. Ao mesmo tempo, outras, podem ser ditas competentes, ainda que não o sejam tanto assim, mas por suas “boas relações” e/ou indicações, possam assim parecer. Esta ambiguidade gera um péssimo clima organizacional e disputas entre as equipes, tornando o trabalho desagradável e, até mesmo, insuportável. Empresas são formadas por pessoas que se relacionam de uma forma ou outra, participantes de grupos distintos e gerenciadas por chefes em cada um de seus setores. O estilo da gerência vai determinar, neste cargo, o tipo de liderança em exercício naqueles grupos. A palavra em questão é o comprometimento, mas não podemos falar de comprometimento sem falar de consciência. Não existe comprometimento certo ou errado, o que existe é consciência. Podemos classificar em dois grupos os indivíduos que formam os times das empresas: Grupo I. Foco na qualidade de vida e sonhos de futuro. Grupo II. Foco maior na ambição materialista e pressa de “vencer na vida”. 70 Não há certo ou errado nesta classificação. Importante frisarmos a maneira como cada um deles busca seus objetivos. Pode ser através do esforço desmedido, da ética, do comprometimento, de caminhos tortuosos, do egoísmo ou da solidariedade. Não nos cabe aqui fazer uma análise detalhada sobre cada um destes grupos, mas sim, inseri-los num contexto maior, as Relações Pessoais no Trabalho. Como se Dão as Relações Pessoais? A raiz para o estudo das relações pessoais são os próprios participantes destas relações, em última instância, o indivíduo.Indivíduo este que carrega sua história, seus sonhos, necessidades, forças e fraquezas. Dessa forma, quais seriam os pontos importantes de estudo para compreendermos o desenvolvimento das equipes? Podemos citar três pilares como a base para esta compreensão: Valores: São que o que acreditamos na vida. A partir de nossa formação de valores escolhemos nossa carreira, nossas companhias, moldamos nossos sonhos, definimos nossos preconceitos e “liberalidades”, elegemos tal indivíduo como importante para nosso trabalho, religião, filosofia de vida e muito mais. Modelos Mentais: São os formadores de nossas crenças. Enraízam-se em nós desde a mais tenra infância e reforçam-se muitas vezes na adolescência. Com eles criamos nossos modelos de liderança, de relacionamentos, trabalho, diversão, entendimento político e cultural, etc. Necessidades: São nossa “mola impulsionadora” visceral. Vão desde as necessidades fisiológicas até as de autorealização, como desenvolvidas por Maslow (1943) em sua “Pirâmide das Necessidades Humanas”. 71 Equipe e Grupo: conceituação Grupo: pode ser considerado um conjunto de pessoas objetivando um mesmo fim, porém, sem interdependência evidente de seus participantes. Por exemplo, um grupo de pessoas esperando atendimento na fila do banco. Vários teóricos, Rivière, Kurt Lewin, Bion, Shutz, dentre outros, conceituaram “grupo” à sua maneira, embora com similaridades entre suas conceituações. Para Shutz (1994), por exemplo, todos os grupos passam por quatro fases a saber: o inclusão, o controle, o abertura, o separação. Estes estágios não são rígidos e muitas vezes se permeiam em circunstâncias específicas. Jones (1959) nos sugere também quatro fases grupais: o formação do grupo, o conflito, o coesão, o interdependência. Equipe: Ao contrário do grupo, a equipe, além de ter um mesmo objetivo, possui interdependência de seus membros e, muitas vezes, conta com uma liderança outorgada ou imposta. Segundo Sylvia Vergara (2005), "para que um conjunto de pessoas se torne uma equipe é preciso que haja um elemento de identidade, elemento de natureza simbólica, que una as pessoas, estando elas fisicamente próximas, ou não". 72 De acordo com esta assertiva, uma equipe é mais que uma junção de pessoas meramente no aspecto físico. Existe uma identidade grupal emocional, simbólica ou outra, que os faz agirem em “harmonia” em direção ao objetivo proposto. Assim, podemos resumir as diferenças entre grupo e equipe traçando um paralelo: Grupo Equipe Foco na ação individual Foco na ação coletiva Satisfação própria em 1º lugar Satisfação com a realização dos colegas da equipe Valorizam problemas Valorizam os desafios Duram por apenas um “compromisso” Desejos de continuidade Preferem o conforto Trabalham para superar desafios e conflitos Informações e comunicações fundamentadas em dados, fatos e análises muitas vezes não conectadas Comunicação na equipe também utiliza do afeto como ferramenta Como Uma Equipe Evolui Para Uma Equipe de Alta Performance Dois fatores são importantes para o bom funcionamento das equipes: Empatia: Capacidade de observar os fatos com o olhar do outro e, assim, entender como este outro percebe o mundo. Este “mundo” pode ser o momentâneo de uma situação ou, ainda, uma visão de futuro ou interpretação do passado. Simpatia: A capacidade de respeitar e aceitar o outro, mesmo com diferenças evidentes. Para que isto aconteça, a palavra “respeito” deve ser a tônica das relações. 73 Seja numa organização empresarial ou organização informal, a constituição das equipes passa necessariamente pelo recrutamento e seleção, especialmente seleção. Tendo em mãos os objetivos, os desafios e as metas a serem alcançadas devemos analisar o perfil de virtuais candidatos a comporem a equipe. Observamos o perfil intelectual, emocional, social e, em alguns casos, a disposição física. Equipes sem liderança são fadadas ao fracasso. São como um grupo de pessoas desorientadas tentando alcançar um objetivo sem as ferramentas e regras necessárias. Quais São as Vantagens Das Equipes de Alta Performance? Equipes convivem com tarefas e desafios, o que torna menos pesado para cada um, individualmente, arcar com todos os desafios propostos. Há muitas vezes um senso de parceria e divisão das responsabilidades, diminuindo assim a competição interna. Ao mesmo tempo, uma otimização do tempo é observada, o que torna a empresa mais competitiva “lá fora”, no mercado. Dessa forma, equipes produtivas são identificadas por algumas características: São proativas; São criativas e ousadas nas tomadas de decisões; Aceitam as diferenças individuais como fontes de conhecimento e aprendizado para o desenvolvimento de atividades e processos; São regidas por disciplina, mas ao mesmo tempo, são flexíveis e estão constantemente reavaliando seus métodos de trabalho. 74 Vale a Pena Trabalhar Em Equipe? Equipes de alto desempenho certamente responderão a esta pergunta com um sonoro “SIM!”. Fundamentam sua resposta nos seguintes argumentos: A equipe agrega valores aos meus próprios valores; As decisões são mais ricas de resultados pelo pensamento e ação em conjunto; A competitividade é maior frente aos concorrentes com práticas cristalizadas de gestão; Equipes conseguem tornar o ambiente de trabalho prazeroso, leve e motivador para o trabalho. Pilares Para Um Trabalho Em Equipe Compromisso: Deve haver um senso de responsabilidade e foco na interdependência entre os membros realizadores dos trabalhos. Confiança: Estímulo ao desenvolvimento de cada um, sentimento de reciprocidade, abandono do medo ao se cometer erros. Comunicação: Deve ser aberta e clara, sem duplo sentido, documentada, sempre que possível compreensível para quem recebe e objetiva. Envolvimento: Uma “roda” de conhecimentos deve ser acionada, assim como seu compartilhamento, respeito mútuo, análises em conjunto e comemorações quando pertinente. Todas as equipes têm seu próprio ciclo e podem durar mais ou menos tempo em função dos objetivos propostos. Podemos dividir o ciclo de vida de uma equipe em três fases, a saber: 75 Anomia: É o início de quase todas as equipes. Caracteriza-se por uma falta de identidade como equipe, sem os pilares antes citados que a tornam “uma equipe”. Papéis ainda não definidos, metas não tão claras, afetos recolhidos e sentimento de dúvida quanto à sua estruturação. Heteronomia: Começam as diferenciações e a necessidade da formação de uma liderança para a solidificação da identidade da equipe. Afloram as simpatias pessoais e desenvolve-se o “perigo” da formação de panelinhas com filosofias diferentes de trabalho e compreensão dos fatos. Autonomia: Há a maturidade comum às equipes eficientes. Os papéis não são tão rígidos e o conhecimento transita abertamente por entre todos os membros. A falha de uma ação ou processo não é culpa exclusiva de um indivíduo, em muitos casos pode ser compartilhada e colocada no rol dos aprendizados para o futuro. No entanto, mesmo em equipes de alto desempenho acontecem problemas. Cada autor classifica os problemas encontrados pelas equipes à sua própria maneira, ainda assim, podemos apontar três principais problemas redutores de sucesso. São eles: 1. Excesso de individualismo Resultados “ótimos” costumamnascer de esforços conjuntos no mundo do trabalho. Indivíduos com um “ego muito grande” tem a tendência a não ouvir. Este comportamento, altamente prejudicial, é baseado na falta de experiência com trabalhos em grupos e deve ser desestimulado. Resistência às decisões da equipe, por parte de alguns membros, também prejudicam seu bom funcionamento. 2. Antipatia A “cara amarrada”, o ar de superioridade e desdém, favorecem o afastamento de quem assim se comporta. Nenhuma equipe tem seu 76 funcionamento eficaz com interrupções na cadeia dos relacionamentos do grupo. Devem ser estimulados os comportamentos de ajuda, solidariedade, paciência, amizade, respeito e bom humor. 3. Morar numa caverna A palavra de ordem no mundo do trabalho atualmente é network, relacionamentos. Deve-se incentivar o diálogo, as conversas informais quando possível e o conhecimento inter-membros das equipes. Aquele que fica sozinho, com pouco ou nenhuma comunicação, pode estar deixando de contribuir para a otimização do trabalho, inclusive em seu próprio benefício. Conflitos e Relacionamentos Pessoais na Organização Os conflitos mais comuns que podemos identificar e transportar para as organizações são os seguintes: Intrapessoais: conflitos internos, desafios emocionais de cada um. Interpessoais: conflitos com outras pessoas. Intragrupais: conflitos dentro de um mesmo grupo de trabalho ou outros grupos. Intergrupais: conflitos entre grupos de trabalho ou outros grupos. As causas dos conflitos podem ser as mais variadas possíveis. No caso do conflito intrapessoal, a causa pode ser a família, o próprio trabalho, decisões existenciais, relacionamentos afetivos e outras. No conflito interpessoal predominam as diferenças de opinião entre duas ou mais pessoas. O conflito intragrupal tem como origem as diferenças de pensamento entre membros da equipe, sentimentos negativos com a liderança, não aceitação de normas e outras. O conflito intergrupal caracteriza-se por posturas antagônicas entre suas filosofias de trabalho, metas, valores estabelecidos e tantas outras. 77 Ações do Gestor na Equipe A comunicação é a principal ferramenta para o gestor atuar diante dos possíveis conflitos. É através dela que cada membro pode se expressar e o gestor pode equalizar informações de modo eficaz. As palavras, gestos, ideias, posturas etc., são sinais que expressam sentimentos e percepções que podem ser de grande riqueza quando traduzidas adequadamente. Portanto, a comunicação permite a criação de redes formais e informais pelas quais as informações e conhecimentos são passados e as decisões tomadas. A comunicação influencia diretamente a qualidade do relacionamento interpessoal, contribuindo para um maior ou menor grau de interação entre os membros da equipe e de troca com o ambiente externo. Refere-se também à maneira como os membros lidam com os conflitos que surgem no seu cotidiano. O conhecimento dos membros da equipe é, também, uma das principais ferramentas ao alcance do gestor para administrar seus desafios, rotinas e resultados. Esse conhecimento tem proporcionado que o gestor consiga atingir a motivação do seu pessoal através dos incentivos certos. Sendo a motivação intrínseca, cabe ao gestor saber incentivar cada profissional da sua equipe da maneira que o estimule corretamente. Dizer que acredita, acenar com perspectiva de bons resultados no trabalho do funcionário, elogios e, em alguns casos, prêmios específicos, são exemplos de incentivos que provocam motivação. Dessa forma, para que o incentivo seja eficaz é importante que o gestor conheça individualmente cada um de sua equipe: traços de personalidade, vontades, gostos etc. Importante não só incentivar os que “acertam” com mais frequência, como também, fazer aos demais, acreditar em seus potenciais, vivê-los no dia a dia e, contemplarem com satisfação os resultados alcançados. 78 Não é muito fácil manter a motivação nas equipes, principalmente com a pressão e as cobranças, muitas vezes exageradas, que vivemos no trabalho cotidianamente. Pessoas com perfis adequados às funções, remuneração justa e com normas estabelecidas, reconhecimento profissional, perspectiva de crescimento profissional e canais de comunicação abertos e eficientes, também são agentes motivadores de qualquer equipe. Mesmo sem existir uma fórmula perfeita, alguns pontos são consenso quando o assunto e motivação de equipes: Incentivar o compartilhamento do trabalho e acompanhá-lo em todas as suas etapas; Avaliar se a satisfação ao fim de um trabalho se deve ao “se livrar” deste trabalho, ou, ao alcance da meta proposta; Reconhecer, elogiar, dizer palavras que fortaleçam a crença no próprio potencial; Ouvir com atenção sem interromper, mesmo que você “ache” que sabe onde a conversa vai chegar; Delegar, como forma de mostrar confiança na capacidade da equipe; Comemorar sempre que possível, os resultados alcançados. Portanto, os funcionários esperam que os líderes sejam capazes de promover a confiança entre os membros da equipe, que seja orientador, ouvinte, motivador, disciplinado e flexível, adaptável às mudanças e, em especial, que 79 mostre com exemplos, o caminho para a realização dos objetivos. Podemos visualizar algumas dicas para que isto ocorra, abaixo: Valorizar a inovação em detrimento da rotina; Investir na confiança e determinação, não valorizando o medo; Fazer do tempo um aliado produtivo no trabalho; Investir também em seu próprio potencial, para que melhore continuamente e sirva de exemplo para a equipe; Usar a comunicação de forma eficaz, clara, objetiva e esclarecedora; Ser verdadeiro nas proposições, respeitando os limites individuais, Assim, o líder motivador consegue fazer com que a equipe enxergue potenciais adormecidos. Consegue despertar o gosto por atividades não tão atraentes para muitos. Suas alegria, olhar de certeza e determinação cativam, contagiam e servem de exemplo incentivador para a equipe. O líder motivador desenvolve talentos sabendo que, enquanto faz isto, desenvolve o seu mais e mais ao mesmo tempo. Terá uma equipe de alto nível onde os papéis, em boa parte das vezes, serão apenas “burocráticos”. Outra ferramenta de gestão é a avaliação de desempenho. Ela é uma ferramenta que “mede” a relação entre potencial pré-avaliado e a realização concreta e os resultados no trabalho. Pode ser feita também através da utilização de outros métodos, como a observação direta, avaliação 360º, dinâmicas, etc. 80 Ela serve, dentre outras coisas, para auxiliar no autoconhecimento, incrementar as relações pessoais no trabalho, subsidiar planos de treinamentos, avaliar processos de remuneração, promoções e transferências, e fornecer dados para programação e realização de benchmarking. Em última instância podemos dizer que o rendimento de uma organização está diretamente vinculado ao desempenho das suas equipes. A competência organizacional é resultado das competências das equipes que a compõem. Outra ferramenta utilizada para auxiliar as equipes de alta performance é a administração do tempo. Administrar tempo é dirigir o comportamento para a execução de prioridades. Na instituição, além da organização das rotinas individuais, temos ferramentas que auxiliam a otimização do tempo. Uma delas é o fluxograma, ferramenta essencial para a resolução de problemas encontrados em processos industriais,gerenciais e outros. Outra ferramenta utilizada para a administração do tempo é a Matriz G.U.T, que significa: Gravidade, Urgência, Tendência. Um dos grandes problemas que as pessoas percebem na administração do tempo é não saber diferenciar estes três elementos, que são totalmente diferentes entre si. Gravidade - vai definir o grau de importância para a solução dos problemas que se apresentam Na escala comumente utilizada, usamos uma medida que vai de 0 a 5. Quanto maior a avaliação, maior a urgência em reparar a falha ocorrida. Urgência - determina o tempo para a solução do problema apresentado. Urgência 5, significa que o problema deve ser corrigido imediatamente, caso contrário, pode gerar resultados catastróficos. Urgência 1 significa importância pequena sem maiores consequências. 81 Tendência – determina a consequência da solução ou não, a tempo, do problema apresentado. Um problema com urgência 2, não tem a gravidade tão evidente, o que faz com que sua solução possa ser adiada. Portanto, ao líder cabe conhecer as ferramentas de administração do tempo e gerenciá-las da melhor forma possível. Importante também que toda a equipe conheça as gravidades de situações que podem acontecer em seus próprios setores. Desta forma poderão, de forma autônoma, avaliar as necessidades de intervenção, promovendo o fluxo de trabalho eficaz e com menos atropelos que em setores administrados de forma amadora. Atividade Proposta Assista ao filme (http://www.youtube.com/watch?v=N5O-xW3XtQM) e analise a combinação de técnica com prazer em trabalhar como fatores para uma equipe de alta performance. Será que eles trabalham só pelo pagamento no final do mês? Aprenda mais Leia o artigo: Equipe de alto desempenho tem paixão no trabalho – disponível em nossa biblioteca virtual. 82 Exercícios de Fixação Questão 1 Quais seriam os pontos importantes para a compreensão do funcionamento de uma equipe de trabalho? a) Análise de seus valores, crenças e necessidades b) Análise histórico-política das organizações. c) Estilo de liderança, tipo de remuneração e comunicação interpessoal. d) Posição na hierarquia da empresa. e) Verificação do histórico da produtividade anual. Questão 2 Anomia, heteronomia e autonomia são conceitos que descrevem: a) Os ciclos pelos quais passam as equipes. b) Os tipos de comportamentos assumidos por um líder. c) Tipos de conflitos comuns a grupos. d) Ciclos de autoridade das lideranças. e) Falhas comuns das lideranças. Questão 3 As relações interpessoais são, cada vez mais, fatores que influenciam o desempenho organizacional e comprometem todo o clima organizacional. A utilização das relações interpessoais para conseguir vantagens quando suas competências são avaliadas pode provocar diversos problemas dentro da empresa. Assinale a opção que exemplifica esses problemas: a) Péssimo clima organizacional e disputas entre as equipes. b) Seleção mal como candidatos sendo aprovados sem experiência. c) Promoções escalonadas dentro do previsto. d) Erro de tendência central na Avaliação de Desempenho. e) Necessidade de programa motivacional. 83 Questão 4 Podemos encontrar diversas classificações para os tipos de pessoas que estão nas organizações. Uma delas divide essas pessoas nas que focam a sua qualidade de vida e seus sonhos de futuro (Grupo I), e o segundo grupo (Grupo II) que possui mais pressa para “vencer na vida” e desejos materialistas. Quando um empregado diz que o seu motivador está em conseguir juntar dinheiro para comprar um carro e, para isso, deseja ser promovido em breve, está representando: a) O Grupo II b) O Grupo I c) Nenhum dos dois grupos d) Os dois grupos e) Uma parcela do Grupo II Questão 5 Ao gerenciar uma equipe devemos ter consciência de como o comportamento das pessoas é influenciado por três fatores: valores, modelos mentais e necessidades. Quando estamos lidando com a forma dos nossos subordinados entenderem os conceitos de relacionamento, liderança, política, cultura, trabalho e diversão, estamos observando o fator: a) Modelo mental b) Necessidade c) Valores d) Crenças e) Raízes sociais 84 Questão 6 Uma equipe deve ser considerada como uma célula vital para o sucesso de uma organização. Para que o seu sucesso seja possível quatro pilares devem fornecer a sustentação necessária. Quando falamos que deve haver um senso de responsabilidade e foco na interdependência entre os membros realizadores dos trabalhos, estamos falando do pilar: a) Compromisso b) Confiança c) Envolvimento d) Comunicação e) Relacionamento Questão 7 Uma equipe deve ser entendida e analisada segundo três pontos que nos dão a sustentação do seu desenvolvimento. Um desses pontos analisa os formadores de crenças e os padrões de liderança, de relacionamentos, trabalho, diversão, entendimento político e cultural, etc. Nesse caso, estamos nos referindo ao pondo denominado de: a) Modelos mentais b) Valores c) Necessidades d) Intelecto e) Emoções 85 Questão 8 As definições que são apresentadas para grupos e equipes podem ser idênticas em muitas áreas. No entanto, quando falamos de organização as diferenças são ressaltadas. Dessa forma, quando dizemos que um grupo de pessoas possui interdependência de seus membros, além de ter um mesmo objetivo, estamos falando de: a) Equipe b) Grupo. c) Dos dois. d) De nenhum. e) Às vezes de um e às vezes de outro. Questão 9 Para Sylvia Vergara “para que um conjunto de pessoas se torne uma equipe é preciso que haja um elemento de natureza simbólica, que una as pessoas, estando elas fisicamente próximas, ou não". Esse diferencial que une as pessoas pode ser entendido como: a) Identidade emocional grupal b) Trabalho dividido em tarefas c) O relacionamento amigável entre as pessoas d) Todos os traços da cultura organizacional e) A clientela única para todos 86 Questão 10 Uma equipe de alta performance, denominada de time em algumas organizações, se caracteriza por conjugar fatores racionais com os emocionais. Para que assim seja considerado um grupo de pessoas deve apresentar: a) Alta performance técnica com relacionamento colaborativo b) Alta performance técnica com relacionamento competitivo c) Bom relacionamento com média performance técnica d) Médio relacionamento com média performance técnica e) Baixa performance técnica, mas excelente relacionamento Questão 11 Mesmo em equipes de alta performance podemos encontrar situações que resultam em problemas. Classificados em três tipos, esses problemas devem ser detectados imediatamente pelo gestor a fim de evitar efeitos maiores dentro da equipe. Numa situação onde se encontre profissionais tratando os colegas com superioridade ou desdém que provoquem problemas de relacionamento dentro do grupo, podemos dizer que se trata de um problema de: a) Antipatia b) Excesso de individualismo c) “Morar numa caverna” d) Falta de hierarquia e) Comportamento predatório 87 Questão 12 O tema motivação de pessoas permeia a preocupação de vários gestores que se perguntam como manter o nível de interesse do seu pessoal. A motivação deve ser baseada em princípios decomportamentos que o gestor pode e deve assumir como uma de suas principais funções. Analisando as opções abaixo, assinale aquela que NÃO é uma ação que estimule a motivação: a) Pagar o salário corretamente b) Reconhecer e elogiar c) Ouvir com atenção d) Delegar e) Comemorar as conquistas Questão 13 O papel de um líder deve ser extrair o máximo do potencial de sua equipe de modo a fazer com que cada funcionário se sinta motivado e disposto a fazer o seu trabalho de forma melhor. Para isso, diversos comportamentos podem ser utilizados. Assinale, nas opções abaixo, qual o comportamento NÃO estimula essa melhora: a) Estabelecer uma rotina de trabalho baseada nas regras burocráticas. b) Valorizar a inovação em detrimento da rotina. c) Fazer do tempo um aliado produtivo no trabalho. d) Usar a comunicação de forma eficaz, clara, objetiva e esclarecedora. e) Ser verdadeiro nas proposições, respeitando os limites individuais. 88 Questão 14 Os conflitos intragrupais, tão comuns nas organizações, são fruto de diversas diferenças. Às vezes encontramos diferenças de crenças, filosofia de vida, valores, formas de trabalhar, dentre outros. Considerando um grupo que esteja vivenciando esse tipo de conflito atualmente, como seus participantes devem agir? a) Tentar negociar as diferenças dentro do mesmo grupo. b) Procurar os gerentes de outros grupos e relatar sua situação. c) Solicitar a intervenção do RH em todos os grupos para promover o esvaziamento dos conflitos. d) Evitar discutir sobre o problema, pois ele se resolve com o tempo. e) Focar no trabalho, pois é para isso que todos foram contratados. Questão 15 Quando várias pessoas estão juntas existe uma possibilidade real de haver conflitos. Numa equipe isso não é diferente. Uma grande chance desses conflitos acontecerem se dá quando não há preocupação com a forma do outro entender as mensagens ou ausência do hábito de se documentar o que foi acordado. Esses problemas são definidos como problemas de: a) Comunicação b) Gerenciamento c) Hierarquia d) Autoridade e) Bom senso Referências CAVALCANTI, Vera Lucia (org.). Liderança e motivação. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2007. 89 Introdução Nesta aula, trataremos do estilo de liderança mais atual: líder-coach. Apresentaremos as diferenças do modelo coaching para o modelo mentoring, demonstrando as suas ações em situações específicas e gerais dentro do ambiente organizacional. Trabalharemos as competências necessárias para o líder-coach desenvolver seu trabalho de gestor e coordenador de pessoas, e a sequência prática de como esse estilo é aplicado na relação com seus liderados visando o desenvolvimento de potencial e aumento da autonomia. Sendo assim, são objetivos desta aula: 1. Compreender o estilo de liderança denominado de líder-coach; 2. Compreender os modelos de coaching e mentoring; 3. Entender as competências do líder-coach. 90 Conteúdo Líder-Coach Liderança é um conceito muito debatido e, possivelmente, pouco compreendido ainda nos dias de hoje. Líderes são feitos, ou nascem? Por que as pessoas escolhem seguir certos líderes, mesmo quando ele pode ser muito prejudicial? Competências de gestão e liderança são sinônimos? São todos os gerentes, líderes e vice-versa? E por que esses líderes têm estilos tão radicalmente diferentes? Ghandi (líder na Índia) e Patton (general americano) foram grandes líderes, mas seus estilos não poderiam ter sido mais diferentes. Ghandi utilizava o conceito da não-violência, enquanto Patton liderou um exército empenhado na destruição física do inimigo. Uma assertiva que todos concordam é a que diz: líderes precisam de seguidores. Assim sendo, o Coaching e o Mentoring aparecem como instrumentos que transitam pelas práticas organizadas na área de Recursos Humanos para desenvolver líderes de equipes. Consideradas como ferramentas inovadoras de gestão, muitas vezes “mexem” com os modelos de gestão dos líderes mais tradicionais. Portanto, podemos dizer que o Coaching e o Mentoring são aliados importantes quando os gestores necessitam oferecer suporte às melhorias de performance de suas equipes. O Que é o Coaching? Coaching é um processo de colaboração e relacionamento que ajuda as pessoas a fazer mudanças positivas e desejadas em suas vidas, ao longo de um período relativamente curto de tempo, por meio de acompanhamento pessoal, conversas poderosas e significativas. É uma parceria que incentiva os indivíduos a produzir resultados, em suas vidas pessoais e profissionais. No Brasil começou a se destacar como técnica de mudanças nos anos 2000. Hoje 91 muitos cursos livres e cursos de especialização adotam o coaching como disciplina de destaque em suas grades de ensino. O coaching possui fundamentação teórica baseada em quatro pilares. São eles, a Psicologia Positiva, a Metodologia Socrática, a Teoria Sistêmica e a Psicologia Sociocultural. A psicologia positiva tem como foco o olhar para a saúde visando, prioritariamente, a resolução do problema em direção ao futur. A metodologia socrática (maiêutica – parto em grego), tinha como base o estímulo da produção de resposta pelo interlocutor, ou seja, fazer com que o outro construa sua resposta em vez de recebê-la pronta. Da teoria sistêmica se retira a premissa da interligação dos elementos. Isso faz com que o processo de coaching seja visto pela interação com todos os aspectos da vida de quem passa por ele. Finalmente, a psicologia sociocultural que, dentre seus postulados, considera que a plenitude do potencial de uma pessoa só atingida pela interação com outra pessoas, no caso o gestor, que tem um papel de estimulador e “provocador”. Em sua essência, o coaching é uma técnica para ajudar as pessoas a descobrir como podem atingir suas metas, sejam metas organizacionais ou pessoais. Ajuda, também, na descoberta do que realmente querem na vida e como podem percorrer o caminho para alcançá-lo da forma mais autêntica e pessoal. Podemos dizer que coaching é um processo de descoberta pessoal e/ou profissional, que para acontecer, é necessária a presença de dois personagens, o coach e o coachee. Coachee é a pessoa que se submete ao processo de coaching. Via de regra, o coachee tem uma ou mais questões a tratar e juntamente com o coach, promove estratégias e prazos para atingir as metas no tempo determinado. Ao contrário da psicoterapia, por exemplo, ao coach não foca nos problemas ou obstáculos que se apresentam no caminho do coachee, 92 mas como ele fará para superá-los. Importante ressaltar que a solução sempre vem do coachee e não cabe ao coach emitir opinião ou sugerir alternativas. O coaching se utiliza mais da experiência do diálogo socrático, da maiêutica, do que outros métodos de investigação. Isto significa que seu foco, ou melhor, o foco do coach, é provocar no coachee a investigação do seu mundo interno para buscar as referências ou para a criação de estratégias para as mudanças desejadas. Cabe ao coachee formular suas próprias respostas a partir dos horizontes que vislumbra nas sessões. Sua construção é constantemente adicionada de informações, vivências e soluções que incorpora nos encontros, nas tarefas e nas reflexões que faz. Ele deve tentar “arrancar” de dentro de si estas respostas, como propõe a maiêutica socrática. Seu novo cabedal de referências vai se descortinandoà medida que mergulha na experiência do coaching. O coach por sua vez deve ter muito cuidado para não se investir de um papel de terapeuta, especialmente se tiver formações e prática na área. Ele deve esquecer as ferramentas de sua formação original ao máximo e, só utilizá-las, caso sejam de valor e adequadas para o processo. Importante também ao coach que fique atento aos próprios sentimentos durante os encontros. Não é difícil se sensibilizar com situações dolorosas e deixar a técnica em segundo plano, em detrimento da criação de um companheirismo, ou amizade desnecessárias e improdutivas para o coachee. A confusão de papéis e sentimentos descaracteriza todo o processo e pode destruir o trabalho começado com capricho e disciplina. Cabe ao coach pesquisar e valorizar com o coachee os recursos que este dispõe para as mudanças que pretende. O coach usa as ferramentas e referenciais teóricos que julga necessários e satisfatórios para seu trabalho, 93 desde que não descaracterize o processo de coaching e se torne qualquer outra coisa. Ele não ensina ou dá explicações como nos treinamentos tradicionais; tampouco dá uma resposta caso haja dificuldades por parte do coachee. Cabe ao coachee por sua vez aprender a desenvolver seu potencial para atingir suas metas. Podemos dizer que ao passar pelo processo de coaching, o indivíduo terá ferramentas para fazer um “autocoaching” sempre que necessário. Sua capacidade de perceber e pensar os próprios recursos ficou mais aguçada após a experiência. Quando se vir numa situação em que seja necessário atravessar sozinha uma ponte desconhecida, saberá fazê-lo sem grandes dificuldades. A prática nos mostra que o processo de coaching ultrapassa o período contratado e se insere na vida do indivíduo como uma poderosa ferramenta para reflexão e pesquisa de soluções. Ele pode inclusive adaptar e ensinar o método aos filhos, parentes e amigos em geral, como nos contam informalmente depois do processo terminado. A ferramenta num contexto não “oficial” pode ser utilizada de maneira superficial, porém funcional, para a exploração e busca de resposta para situações familiares, afetivas e de qualquer outra natureza. Esta talvez seja uma das benesses que o coachee leva de “brinde” do processo. Por se tratar de uma prática recente de relação profissional o coachee deve buscar previamente informações sobre este tipo de trabalho. Deve também buscar informações sobre o profissional que pretende contratar para o processo. Para tanto pode solicitar uma entrevista inicial para que se conheçam e investiguem mutuamente o conteúdo a ser explorado. Em resumo podemos dizer que os treinamentos se utilizam de técnicas e ferramentas que têm a função de instruir o treinando em alguma habilidade específica. O coaching por sua vez se utiliza de técnicas e ferramentas que tem a função de induzir o indivíduo a pensar de forma mais ampla, conhecer 94 e utilizar mais seu arsenal de recursos e obter a resposta para o que deseja por si próprio. Tipos de Coaching Os bons resultados produzidos pelo processo de coaching fizeram emergir uma série de publicações e cursos voltados para o assunto. De maneira geral temos duas áreas onde o processo de coaching atua com mais intensidade: Coaching Pessoal: lida com questões pessoais como relacionamentos, carreira, projetos e sonhos, vida financeira, etc. Coaching Organizacional: promove o potencial da organização com o objetivo de aumentar o desempenho das equipes, otimização de processos e autonomia dos indivíduos. Para que possamos realizar o trabalho de coach é necessária a formação prévia e, para que este trabalho seja ainda mais eficiente, que passemos pelo processo como coachee, aquele que se submete ao processo de coach. O Que é Mentoring? Todos nós temos a necessidade de uma visão ampliada, que está fora da nossa vida normal e experiência profissional. O poder do mentoring é criar uma oportunidade de colaboração entre duas pessoas, para a realização de metas e resolução de problemas, em outras palavras, proporcionar a visão ampliada da realidade. Em português, mentor pode ser definido como um conselheiro de alguém inexperiente, e mentoring como supervisão ou monitoria, ou seja, um orientador que aconselha e aponta direções. 95 Importante frisar que o coach não aconselha nem orienta; este sim é papel do mentor, que age como alguém inspirador para as mudanças pretendidas. Muita confusão ainda se faz com práticas que visam desenvolver pessoas. As ações de coaching e mentoring são confundidas com programas de terapia e consultoria. Veja, abaixo, essas diferenças. Coaching Mentoring Terapia Consultoria Foco no futuro e no desenvolvimento do potencial Profissional com muita vivência organizacional Foco nas disfunções do cliente (conscientes ou não) Alta formação técnica em sua área profissional Provoca a evolução do estado atual para o estado futuro (melhoria) Atua na mesma área de mentorado Sua base de ação está no passado ou no presente Foco no desenvolvimento organizacional Construção do Plano de Ação Orienta e aconselha sobre carreira e evolução profissional Identifica sintomas para chegar às causas Fornece ferramentas para a organização Curto prazo (três meses) Indica caminhos para se desenvolver Prazo mais longo Faz intervenções quando necessário O Líder-coach Cada vez mais o coaching vem sendo utilizado para subsidiar as ações de líderes que desejam estimular o potencial de suas equipes. Esse estímulo requer que o líder possua habilidades específicas e que as utilize nos momentos corretos. Ou seja, devem ser aplicadas nos momentos onde o líder deseja provocar a autonomia e o empowerment (empoderamento) de seus subordinados e os mesmos já dominem as informações básicas para elaborar respostas e construir algumas estratégias. Caso contrário, o indicado seria utilizar o mentoring de forma a garantir que alguns caminhos fossem 96 apresentados pelo líder e servissem de início para que os liderados construíssem um plano de ação. Vamos ver algumas habilidades necessárias ao líder-coach: 1 - Criar um clima aberto e de apoio para a conversa Procurar desenvolver a confiança, incentivando comunicações abertas e de duas vias; Respeitar a individualidade do coachee. Ele pode ou não ter um estilo similar; Ser paciente se o coachee parece desfocado. Importante auxiliá-lo a se concentrar apresentando e discutindo opções. 2 - Demonstrar Boa Capacidade De Ouvir A maioria de nós precisa melhorar nossa habilidade de escuta, já que temos a tendência a falar mais do que ouvir e interromper as pessoas mais do que deveríamos. Fazer perguntas abertas para obter do coachee respostas descritivas e explicativas; Confirmar o entendimento do que foi falado pelo coachee e continuar o diálogo 3 - fornecer feedback construtivo Fazer elogios e críticas construtivas sobre como melhorar. Sempre se concentrar em comportamentos que podem ser alterados (não traços de personalidade!), e comportamentos que são apropriados dentro da organização / área / ambiente. 97 Deixar o coachee definir as metas iniciais e, em seguida, dar feedback. Ajudar o coachee a fazer metas específicas e realistas com prazos; acompanhar as pequenas vitórias e fornecer incentivos constantes. Aceitar a possibilidade deeventualmente não superar barreiras com o coachee e pensar em novas estratégias. Considerar e discutir formas adicionais para o coachee para obter conselhos e informações que ele ou ela precisa. Sugerir mentores/colegas quando for o caso e tentar ajudá-lo a aumentar sua rede de contatos. Como consequência do estímulo provocado pelo processo, alguns resultados são verificados nos subordinados. Dentre eles, podemos destacar: Autoconhecimento. Desenvolvimento de técnicas para o auxílio na superação de dificuldades, melhorias de competências profissionais e qualidade de vida. Possibilidade de melhorar a qualidade das parcerias. Desenvolver competência para melhor performance. Ter mais habilidade para usar tipos diferentes alternativas. Motivar com mais foco nos resultados. Planejar com maior nitidez. 98 Vamos ver um caso prático do líder-coach: Adaptado de: http://www.blogsgradual.com.br/espacodela/2010/03/17/coaching- %E2%80%93-estudo-de-caso-1/ Este caso é de uma jovem executiva que tinha um objetivo bem definido: melhorar sua postura profissional na questão comunicação para gerar melhores resultados. Ela será identificada por Senhora A. Esse objetivo foi levantado durante as primeiras conversas com seu gestor que utilizou o modelo líder-coach. Aplicando técnicas e ferramentas, como por exemplo, a metodologia socrática, a Senhora A chegou à conclusão que melhorar sua comunicação traria muitos benefícios em sua carreira e, por consequência, para sua vida de forma geral. Falta definir o prazo para se estabelecer uma meta completa. Ela definiu que queria atingir seu objetivo em seis meses. A meta estava completa. Depois disso, A passou a pensar em como atingir essa meta. Criou muitas oportunidades para se expor a situações que a fizessem experimentar, aprender e evoluir em sua habilidade de comunicação. Como tarefa, ela passou a fazer apresentações para a sua equipe, trazendo para as conversas com o líder-coach o seu aprendizado em cada tarefa. Melhorava em alguns pontos e fazia algumas simulações com seu gestor de forma a estar cada vez mais preparada para os momentos cruciais. A técnica de ensaiar com alguém orientando é muito poderosa e antecipa o momento onde será colocada à prova. Ao final de seis encontros, a Senhora A se sentia segura em fazer apresentações e deu por concluído o processo. Cabe ressaltar que a Senhora A foi uma excelente coachee, pois assumiu que a responsabilidade de buscar um melhor desempenho também era tarefa dela. Isso é uma condição fundamental para o êxito do processo. 99 Atividade Proposta Considerando o filme ‘O Papel do Coach’, identifique os seguintes pontos: a) o foco na solução e não no problema (parte do filme onde o coach faz o cliente mostrar onde deseja chegar após contar seu problema); b) provocar a autonomia do liderado (oferece a ferramenta – lápis – para que o cliente trabalhe e construa sua trajetória). Exercícios de Fixação Questão 1 O que é coaching? a) Processo de mudança através do planejamento estratégico pessoal para o atingimento de metas. b) Processo de liderança que incentiva comportamentos adequados nas organizações. c) Ferramenta gerencial que motiva a autodescoberta. d) Reunião motivacional entre líder e funcionário. e) Processo de mudança utilizando a relação interpessoal com um mentoring. Questão 2 100 O trabalho do líder-coach é: a) Planejar em conjunto as metas pretendidas e acompanhar o trabalho para sua realização. b) Ensinar caminhos para as mudanças pretendidas. c) Ouvir com atenção os relatos do coachee. d) Diagnosticar as necessidades do coachee e apontar soluções. e) Acompanhar o coachee em suas realizações profissionais. Questão 3 Um líder-coach deve apresentar diversas habilidades. Considerando as alternativas abaixo, assinale aquela que NÃO seja uma habilidade desse gestor. a) Fazer com que o coachee aprenda com seus erros. b) Criar um clima aberto e de apoio para a conversa. c) Demonstrar boa capacidade de ouvir. d) Fornecer feedback construtivo. e) Estabelecer uma relação de confiança desde o começo do trabalho. Questão 4 101 A ferramenta do coaching vem sendo muito utilizada pelas organizações. No entanto, para que o trabalho seja de qualidade é necessário que esteja bem fundamentado teoricamente. Considerando as teorias que fundamentam o trabalho de coaching assinale a opção abaixo que NÃO seja assim considerada: a) Matriz SWOT b) Psicologia Positiva c) Metodologia Socrática d) Teoria Sistêmica e) Psicologia Sociocultural Questão 5 Sendo o processo de coaching fundamentado em teorias, quando o coach estimula o coachee a olhar para o futuro e a focar na solução do problema está utilizando a teoria: a) Psicologia Positiva b) Teoria Sistêmica c) Psicologia do Desenvolvimento d) Teoria Holística e) Psicologia Transcendental Questão 6 102 Quando o coach leva o coachee a questionar suas certezas e o faz produzir suas próprias ideias e opiniões ele está utilizando a: a) Maiêutica socrática b) Associação livre c) Reflexão crítica d) Identificação de valores e) Metáfora da carruagem Questão 7 Com o aumento da procura pelo trabalho de coaching, muitas ofertas e variações desse processo surgiram no mercado. Quando estamos promovendo o potencial de um profissional da organização com o objetivo de aumentar o seu desempenho ou o desempenho de uma equipe, estamos realizando o coaching: a) Corporativo b) Pessoal c) Financeiro d) de Vida e) Positivo Questão 8 103 Um profissional que apresente as características de muita vivência empresarial, que atue na mesma área do “cliente”, que oriente e aconselhe, e indique caminhos para o desenvolvimento profissional, estaria atuando como: a) Mentor b) Consultor c) Terapeuta d) Coach e) Professor Questão 9 O mundo corporativo vem se utilizando de diversos modelos para subsidiar o desenvolvimento de suas lideranças e, dessa forma, garantir o incremento dos resultados. Quando o líder percebe que seus subordinados já dominam as informações básicas para elaborar respostas e construir algumas estratégias e deseja estimular a autonomia e o empowerment (empoderamento) entre os mesmos, pode se utilizar a ferramenta: a) Coaching b) Mentoring c) Balanced Scorecard d) Matriz SWOT e) Oceano Azul Questão 10 104 Um gestor que se ocupe do desenvolvimento da carreira de seus subordinados oferecendo-lhes sugestões de leitura, de cursos e orientando sobre o que fazer em determinadas situações na trajetória profissional está no papel de: a) Mentor b) Consultor c) Conselheiro d) Analista de RH e) Apoiador Questão 11 O líder-coach vem se destacando como estilo focado na resolução se situações e promovedor de profissionais mais seguros e independentes. Ao analisar as opções abaixo, assinale aquela que NÃO seja uma das habilidades necessárias para esse estilo de liderança: a) Apresentar respostas consistentes b) Criar um clima aberto para a conversa c) Capacidade para ouvir d) Oferecer feedbackconstrutivo e) Estimular a autonomia do funcionário Questão 12 105 Ao ser liderado pelo estilo líder-coach o subordinado apresenta uma séria de características desenvolvidas através dos estímulos que o seu gestor emprega na sua prática diária. Analise as opções abaixo e assinale aquela que NÃO seja uma dessas características: a) Agir sob constante supervisão b) Ter mais habilidade para usar tipos diferentes alternativas c) Autoconhecimento d) Desenvolver competência para melhor performance e) Planejar com maior nitidez Questão 13 Coaching ainda hoje é confundido com treinamento, mentoring, consultoria e até terapia. Considerando coaching e terapia, podemos assinalar que sua principal diferença está: a) No foco, pois a terapia foco nas disfunções do cliente (conscientes ou não). b) No prazo, pois no coaching o prazo é maior. c) Na postura do profissional, pois na terapia se dá conselhos ao cliente. d) Na formação do terapeuta, que deve ser a mesma do cliente. e) Na experiência, pois para ser coaching deve-se ter idade avançada. Questão 14 106 O líder-coach se diferencia dos demais por focar o futuro e a solução dos problemas. Para isso, deve possuir algumas habilidades. Fazer o subordinado (coachee) responder através de perguntas abertas está incluída na habilidade de: a) Demonstrar boa capacidade de ouvir b) Fornecer feedback construtivo c) Saber fazer rapport d) Solicitar um resumo ao final da conversa e) Criar um clima aberto de apoio para a conversa Questão 15 Ser gerenciado por um gestor que utilize o modelo líder-coach faz com que o subordinado desenvolva diversas competências. Considerando as opções abaixo, assinale aquela que represente uma dessas competências: a) Ter mais habilidade para usar tipos diferentes alternativas b) Focado mais nos processos do que nos resultados c) Muito interesse em analisar as causas dos problemas d) Atento aos pontos fracos das pessoas e) Antes de tomar uma decisão sempre procura perguntar ao gestor Referências BEHNKEN, S. P. Coaching e educação corporativa. In: Starec, C.(Org.). Gestão da Informação, Inovação e Inteligência Competitiva. Rio de Janeiro, Ed. Saraiva, 2012. 107 Introdução As organizações, a cada dia, valorizam a categoria motivação como determinante do bom funcionamento das complexas teias de relacionamento intra e interempresarial. Trata-se, a motivação, de um diferencial capaz de sobrepujar as vitrines de atrativos oferecidas pelas organizações, de maneira geral. Salário, benefícios e bônus são “lugares comuns” oferecidos pela maioria das instituições e, nem desta maneira, muitas delas conseguem a competitividade necessária para sua solidificação no mercado. Podemos perceber através de leituras diversas, especializadas ou não, que o desejo de realizar, de antever um futuro satisfatório e, do reconhecimento profissional, são, dentre outros, agentes motivacionais muitas vezes mais eficazes que as tradicionais vantagens burocráticas oferecidas aos empregados. A motivação é intrínseca às pessoas. Ela se põe em ação quando encontra um ambiente propício para tal, e este, é o diferencial de instituições que percebem o empregado como agente e sujeito de seu crescimento, a própria instituição. As definições e teorias da motivação são muitas. A seguir podemos observar algumas definições de estudiosos clássicos do tema: Um motivo é uma necessidade ou desejo acoplado com a intenção de atingir um objetivo apropriado. (Krench & Crutchfield, 1959, p. 272). Uma busca dos determinantes (todos os determinantes) da atividade humana e animal. (Young, 1961, p. 24). O energizador do comportamento (Lewis, 1963, p. 560). Um exame cuidadoso da palavra (motivo) e de seu uso revela que, em sua definição, deverá haver referência a três componentes: o comportamento de 108 um sujeito; a condição biológica interna relacionada; e a circunstância externa relacionada. (Ray, 1964, p. 101). Motivação: o termo geral que descreve o comportamento regulado por necessidade e instinto com respeito a objetivos. (Deese, 1964, p. 404). O estudo da motivação é a investigação das influências sobre a ativação, força e direção do comportamento. (Arkes & Garske, 1977, p. 3). Mudanças na significância de estímulos são a preocupação básica do estudo da motivação. (Catania, 1979, p. 61). Sempre que sentimos um desejo ou necessidade de algo, estamos em um estado de motivação. Motivação é um sentimento interno é um impulso que alguém tem de fazer alguma coisa. (Rogers, Ludington & Graham, 1997, p. 2) Os motivos são concebidos... como forças que são moldadas pela experiência. (Dweck, 1999, p. 134). Para Stoner e Freeman, Motivação é: “Estudo dos fatores que provocam, canalizam e sustentam o comportamento de um indivíduo.” Para a Profª Syilvia Vergara, “A motivação possui caráter intrínseco, tendo em vista nascer de necessidades interiores. Assim, o que os líderes podem fazer é estimular, incentivar, provocar a motivação de seus funcionários. Dito de outra maneira, a diferença entre motivação e estímulo é que a primeira está dentro de nós e o segundo, fora.” Sendo assim, são objetivos desta aula: 1. Apresentar as principais teorias motivacionais que fundamentam o comportamento “liderança”. 2. Categorizar os comportamentos e sentimentos envolvidos nas teorias motivacionais e desenvolvimento organizacional, tais como: integração, 109 comunicação, flow, estima e afeto, reconhecimento profissional e outros. 3. Apresentar as falhas decorrentes de uma liderança ineficaz e seus resultados; em especial, o stress organizacional. 110 Conteúdo O Stress Organizacional Os problemas de lesão física nos empregados dentro de organizações há tempos são estudados. Para combater suas incidência e repetição, especialistas de diversas áreas criaram a ciência da ergonomia, estudo do conforto e qualidade da saúde no trabalho. Não basta, entretanto, o foco exclusivo nos acidentes de natureza física ser valorizado num ambiente tão exigente e competitivo como o das organizações do século XXI. A melhoria das condições físicas de trabalho pode proporcionar o aumento da produtividade, uma vez que a categoria “segurança” vem sendo imensamente valorizadas nas boas empresas. As pressões, contudo, pelas quais passam os trabalhadores, não se resumem a pressões unicamente físicas, mas principalmente, à pressões de natureza emocional, de valores e de relacionamentos. Esta pressão traduzida para uma única palavra pode ser definida como stress. A “correria”, o trânsito nas grandes cidades, as exigências familiares, os compromissos financeiros, a expectativa do “futuro melhor”, as cobranças no trabalho, a necessidade de perfeição exigida pelas organizações, enfim, são fatores que desencadeiam processos de angústia nos indivíduos, tornando-os muitas vezes robôs que se multiplicam em uma cadeia sem fim. Cresce o número de licenças médicas por problemas cardíacos e respiratórios, a falta de diálogo nas empresas e a dependência de medicamentos e bebida. Cresce a falta de sentido na vida e o sentido do trabalho, além do foco financeiro... A liderança e a filosofia de trabalho da organização podem acentuar ou atenuaresta “doença do século”. Uma gestão fundamentada em parâmetros 111 de qualidade de vida e, não apenas em segurança no trabalho, pode ser um fator determinante para um ambiente organizacional saudável e produtivo, aliados à possibilidade do trabalhador manter sua vida pessoal equilibrada, o que por refração torna a equação vida X trabalho, fácil de resolver. Liderança e Teorias Motivacionais O comportamento liderança vem há tempos sendo pesquisado nas universidades e instituições empresariais. Por quê o interesse no tema? A necessidade de organizar equipes, montar engrenagens humanas que propiciem produtividade, formar indivíduos influentes e gerar resultados são comuns, não somente à estas duas categorias de instituição, mas também, à igrejas, escolas, postos variados de trabalho, forças policiais e militares. A disciplina liderança estendeu-se para a educação, psicologia, direito, economia, administração e muitas outras que fundamentam os estudos sociais. A característica principal da liderança, sem dúvida, é a capacidade de motivação e suas implicações, foco de nossa aula. Podemos classificar as teorias motivacionais em: I. Teorias de Conteúdo – (Aquelas com foco nas necessidades dos indivíduos). São as seguintes: Hierarquia de Necessidades de Maslow Teoria das Necessidades Socialmente Adquiridas de McClelland Teoria da Motivação-Higiene de Herzberg Hierarquia de Necessidades de Maslow Também conhecida como pirâmide de Maslow (1943), é uma hierarquia de necessidades existenciais. Nela, as necessidades mais básicas situam-se na base da pirâmide, e as mais altas, no topo. Maslow utilizou a figura da 112 pirâmide para facilitar o entendimento de sua teoria. As cinco necessidades descritas por Maslow, e seus significados, são: Necessidades fisiológicas (necessidades básicas): satisfação da fome, sede, sono, sexualidade, abrigo, excreção; Necessidades de segurança: necessidade de possuir, um emprego, seguro, saúde equilibrada, seguros de vida e de bens; Necessidades sociais: aquelas relativas ao sentimento de pertencer a grupos, ideologias, ambientes específicos; Necessidades de estima: necessidade de reconhecimento, de afeto, amor, companheirismo e amizade; Necessidades de autorealização: Maslow descreve esta necessidade como a última a ser atingida; significa o exercício do potencial completo percebido por cada indivíduo. É a entrega completa à um objetivo, um projeto de vida, por exemplo: mudar-se para um sítio no interior, dedicar-se a leitura em tempo integral, retomar um projeto da juventude e realizá-lo plenamente. Em geral ocorre na maturidade. Teoria das Necessidades Socialmente Adquiridas de McClelland Também difundida como Teoria de R.A.P. (realização, associação e poder) foi criada por David McClelland (1987). Segundo ele, a motivação dos indivíduos é resultante de três necessidades à saber: realização, associação e poder. Para Clelland, cada indivíduo tem uma vocação, uma tendência dominante que a impulsiona para a satisfação de uma necessidade específica. Realização: pessoas com forte dominância de “realização” dão ênfase ao trabalho com equipes de alta eficiência, cobram e cumprem ordens 113 rapidamente, buscam desafios e o mínimo de falhas em seus trabalhos. Associação: valorizam o trabalho em equipes, prezam o reconhecimento profissional e os elogios e não são naturalmente “desenhadas” para atividades solitárias. Poder: a busca de mudanças que impressionam e o gosto pelo correr riscos em nome de resultados são características das pessoas com a característica “poder” evidente. Teoria da Motivação-Higiene de Herzberg Para o psicólogo americano Frederick Herzberg (1987), os fatores importantes para a satisfação dos empregados são: Higiene Motivação Herzberg sustenta que a higiene embora não seja um fator motivador, pode ser desmotivador caso não exista no ambiente de trabalho. A motivação, por sua vez, é determinante para o bom clima organizacional. Também se incluem na motivação, fator intrínseco, os seguintes tópicos: Reconhecimento profissional Tarefas e responsabilidades Realizações pessoais a partir do trabalho Progressão na carreira A Higiene, fator extrínseco, aponta para aspectos do trabalho que impedem a insatisfação, mas não influenciam o crescimento e desenvolvimento. Não estão diretamente envolvidos com a realização do trabalho e dentre eles estão: Política da empresa Supervisão 114 Condições de trabalho Salário Segurança. II. Teorias de Processo – Aquelas que valorizam os processos cognitivos que influenciam decisões quanto ao comportamento no trabalho Teoria do Estabelecimento de Metas Teoria das Expectativas Teoria da Equidade Teoria do Estabelecimento de Metas Desenvolvida por Locke e Lathan (1976), tem como fundamento a regra de que as metas não são fixas em conteúdo e intensidade, isto é, as metas variam. Os conteúdos das metas podem ser classificados como específicos e gerais, difíceis ou fáceis, complexas ou simples. A intensidade das metas, outra característica, relaciona-se ao grau de comprometimento dos indivíduos, de acordo com a percepção de importância que atribuem às metas em questão. As metas nesta teoria coordenam as ações da seguinte maneira: Dirigem o foco e a atenção Motivam esforços para as ações Desenvolvem a persistência e as estratégias para a realização da ação. Nesta teoria, as metas específicas são fatores de motivação no trabalho. As metas também devem ser quantificáveis e desafiadoras, além de sugerirem um significado pessoal para os indivíduos em sua realização. Teoria das Expectativas A Teoria da Expectativa de Vroom (1997) sugere a motivação como derivada de uma força emocional que ocorre no momento de escolhas conscientes para o desenvolvimento de um plano de ação. Esta escolha se baseia na expectativa individual com o trabalho e, os possíveis resultados advindos de 115 sua materialização. As decisões são tomadas na tentativa de equilibrar a equação prazer recebido com o trabalho, menos o dispêndio de tempo, perdas e desprazer. De maneira geral sua aplicação se dá entre: Relação esforço-desempenho – É a relação entre os esforços realizados e o alcance dos resultados previamente planejados Relação desempenho-recompensa - Pode ser vivenciada pelo indivíduo na execução de tarefas ou ser recebida como “bônus”, “promoção”, “elogios”, enfim, pode vir de um fator externo também. Valência - É a percepção de valor dos resultados alcançados com os esforços de trabalho desenvolvidos. III. Teoria da Equidade Em 1963, John Stacy Adams propõe a Teoria da Equidade. Nesta visão o esforço utilizado no trabalho tem por característica, a comparação com os esforços dos colegas e outros profissionais da mesma atividade. A motivação, nesta teoria, está relacionada intrinsecamente ao fator social, ou seja, o quanto o indivíduo se percebe ou não comparando-se com os outros. Ele também compara suas recompensas com as recompensas dos demais profissionais de mesma atividade. Outras Contribuições Gestão do Sentido (Burns, 1976) Nessa teoria da liderança e motivação, a liderança baseia-se nas transações e transformações. Na transação ou negociação, interesses em troca de favores são trocados entre líderes e liderados. A finalidade é a realização dos objetivos organizacionais. No aspecto transacionalas recompensas são estudadas individualmente e, viabilizadas, de acordo com as necessidades individuais. O papel do líder é muito importante, pois valoriza em muito as melhoras de cada um e seus resultados alcançados. Com este comportamento consegue desenvolver um 116 clima organizacional de confiança e competição saudável, o que gera melhores comunicação, visão empresarial, desempenho e atividades mais valorizadas. Envolvimento com a Tarefa (Maximiano, 2000) São os comportamentos observáveis e o nível de interesse na realização das tarefas. Estes podem ser traduzidos como motivação, atenção e empenho motivação e empenho, além de perseverança, crença na própria capacidade de execução das atividades. Profecia auto-realizadora (Rosenthal e Jacobson, 1968) Quanto mais os indivíduos acreditam em algo, mais tendência apresentam de comportamento para que este algo se realize. Funcionários que preveem um ano ruim de trabalho, executam suas atividades sem motivação, sem vibração. Seu foco maior é a manutenção do emprego, o que acaba “contaminando” boa parte ou, toda a equipe. Neste caso o efeito dominó da desmotivação traz resultados desastrosos para as instituições. Diversidade e subjetividade (Cliford & Geertz, 2008) A proposta da teoria da Diversidade e Subjetividade é compreender os indivíduos como únicos em suas personalidades. Isto significa relacionar-se com cada um, no ambiente de trabalho, com seus comportamentos aparentes e seus sinais de subjetividade, tais como, linguagem corporal, gestos, tons de voz. Estas diversidades entre as pessoas deve ser observada como fator de riqueza de comportamentos e trabalhada para o desenvolvimento dos relacionamentos e das organizações. Uma vez conhecidas as diferenças, podemos adequar os cargos aos perfis, entendendo que, cada um, tem sua própria maneira de gerenciar situações das mais simples às mais complexas. 117 Experiência de fluxo (Csikszentmihalyi, 1998) A teoria do fluxo, ou flow, foi desenvolvida pelo psicólogo italiano Mihaly Csikszentmihalyi. Ela estuda o envolvimento dos indivíduos com suas atividades pessoais e profissionais. Um sentimento de atenção e imersão total em determinada atividade, como escrever, por exemplo, significa uma entrega total ao ato de escrever, uma concentração inabalável. Os gestores devem estar em “flow”, isto é, estarem sempre atentos aos movimentos de suas equipes, ao andamento de seu trabalho. Esta imersão aponta para um estado emocional de comunhão com as atividades, onde desaparece o sentido das horas e outras preocupações. O flow dá clareza às metas e valoriza o trabalho em si. Empowerment (Mills, 1996) No empowerment o poder das chefias é compartilhado com a equipe através da delegação, desta forma, liberando-a para ações estratégicas de mercado e competitividade. As iniciativas individuais são valorizadas, o que gera reconhecimento profissional, satisfação e mais produtividade, uma vez que os resultados organizacionais são fruto destas iniciativas de cada um. Atividade Proposta Assista ao vídeo Discurso de Steve Jobs e reflita sobre o que motivava as ações dele. Está disponível em nossa galeria de vídeos. Aprenda mais http://www.escolapsicologia.com/como-potenciar-a- motivacao-na-vida-e-no-trabalho/ 118 Exercícios de Fixação Questão 1 Direito à pensão, planos de saúde, segurança no trabalho e indenização por demissão podem ser associadas a qual das necessidades postuladas por Maslow? a) Necessidades de segurança b) Necessidades sociais c) Necessidades de estima d) Necessidade de fisiológicas e) Necessidade de poder Questão 2 A tradicional teoria da motivação de Maslow utiliza uma pirâmide para explicar como a motivação humana funciona. Por ser focada num escalonamento consegue mostrar que devemos satisfazer a mais elementar para alcançarmos a mais elevada. Essa teoria é denominada de: a) Hierarquia das Necessidades b) Necessidades Socialmente Adquiridas c) Motivação-Higiene d) Estabelecimento de Metas e) Teoria da Equidade 119 Questão 3 Um dos teóricos mais conhecidos sobre estudos da motivação é David McClelland. Segundo ele, a motivação dos indivíduos é resultante de três necessidades, a saber: realização, associação e poder. Dessa forma, cada indivíduo tem uma tendência dominante que a impulsiona-o para a satisfação de uma necessidade específica. Essa teoria recebeu o nome de: a) Necessidades Socialmente Adquiridas b) Teoria das Expectativas c) Estabelecimento de Metas d) Teoria da Equidade e) Hierarquia das Necessidades Questão 4 A palavra motivação pode ser entendida como a contração de “motivo” com “ação”. Ou seja, o aquilo que me faz agir de determinada forma. Quando encontramos a motivação sendo analisada pela equação: “Prazer recebido com o trabalho” menos o “dispêndio de tempo, perdas e desprazer”, podemos afirmar que está fundamentada na teoria: a) Teoria das Expectativas b) Estabelecimento de Metas c) Teoria da Equidade d) Hierarquia das Necessidades e) Necessidades Socialmente Adquiridas 120 Questão 5 John Stacy Adams, ao estudar a motivação, identificou que o esforço de trabalho realizado pelo profissional era comparado com o realizado por outros profissionais, assim como, também se comparavam as recompensas recebidas. Isso fazia com que houvesse mais ou menos motivação. Esse estudo fundamentou a teoria denominada: a) Equidade b) Necessidades Socialmente Adquiridas c) Comparação d) Esforço – Recompensa e) Estabelecimento de Metas Questão 6 O incremento do poder de decisão também ocorre através do empowerment, que deve ter os seguintes requisitos para seu funcionamento: a) Experiência e competência dos participantes, comunicação eficaz de informações, recompensas de acordo com os perfis e cargos, familiaridade com a missão organizacional. b) Experiência e competência dos participantes, comunicação eficaz de informações, recompensas de acordo com os perfis e cargos, supervisão e delegação. c) Competência para delegação e supervisão, comunicação eficaz de informações, recompensas de acordo com os perfis e cargos, familiaridade com a missão organizacional. d) Experiência e competência dos participantes, comunicação eficaz de informações, capacidade de delegação e supervisão, conhecimento da missão organizacional. e) Sensibilidade pessoal para identificar o que deve ser feito para agregar valor à carreira e à empresa. 121 Questão 7 Vários são os fatores que propiciam a insatisfação no trabalho. Considerando as opções abaixo, assinale aquela onde TODOS os fatores provocam essa insatisfação. a) Falhas na comunicação, ambiente monótono, liderança ineficaz e dúvidas quanto a promoções. b) Baixo salário, muitos benefícios, reconhecimento profissional e ambiente com pouca iluminação. c) Liderança ineficaz, planejamento de carreira, férias mal planejadas pela organização e atrasos nos salários. d) Treinamentos constantes, viagens a trabalho, liderança eficaz e baixos salários. e) Promoções sem prévio aviso, relacionamento inadequado, foco no lucro e valorização dos antigos. Questão 8 A questão da motivação humana sempre despertou interesse nos profissionais da área psicológica e fez com que diversas teoriassurgissem. Em alguns casos essas teorias focam as necessidades dos indivíduos trabalhadores e, em outros, focam as reflexões que influenciam os comportamentos no trabalho. Quando estamos nos referindo às necessidades dos trabalhadores, as teorias são chamadas de: a) Conteúdo b) Processo c) Motivacionais d) Complementares e) Pessoais 122 Questão 9 A liderança exercida pelos gestores onde se compartilha o poder faz com que exista um empowerment (empoderamento) dos subordinados, já que as iniciativas são valorizadas e reconhecidas. A estratégia utilizada para que isso aconteça é: a) Delegação b) Reuniões permanentes c) Promoções d) Premiação e) Bônus anuais Questão 10 Em algumas situações um profissional pode estar tão envolvido com sua tarefa que nem percebe as horas passando ou um estado fisiológico (por exemplo, a fome). Quando isso acontece significa que ele está realizando uma atividade que lhe dá prazer e ele tem as competências necessárias para dar conta do desafio. A esse momento podemos dizer que ele está no estado de: a) Flow b) Nirvana c) Graça d) Letárgico e) Eufórico 123 Questão 11 Um gestor que foca a especificidade de cada subordinado identificando sua linguagem corporal, gestos, tons de voz, além de perceber a quais funções ele desempenhará com mais eficácia, está utilizando o modelo de liderança: a) Diversidade e subjetividade b) Experiência de fluxo c) Profecia auto-realizadora d) Gestão do Sentido e) Crenças e Valores Questão 12 Um gestor que se reúne com sua equipe para dizer que prevê um ano muito fraco e com grandes perdas de produtividade pode acabar “contaminando” boa parte ou, toda a equipe. Isso provoca, provavelmente, um efeito “dominó” e traz resultados desastrosos para as instituições. Assim, ao se acreditar que algo vai acontecer a tendência é apresentar comportamentos nessa direção para que esse algo aconteça. Esse modelo é denominado de: a) Profecia auto-realizadora b) Necessidades Socialmente Adquiridas c) Comparação d) Esforço – Recompensa e) Estabelecimento de Metas 124 Questão 13 Uma questão que vem ocupando a agenda dos gestores modernos é o cuidado com a saúde do trabalhador. Atentar para diversos detalhes do dia a dia pode reduzir muito o risco de problemas que afastem o profissional das suas atividades. A ciência que estuda a adaptação do mobiliário ao corpo do profissional é denominada de: a) Ergonomia b) Doença ocupacional c) Saúde do trabalhador d) Administração científica e) Fisioterapia Questão 14 Eduardo é analista de TI de uma empresa de computadores. Ele trabalha corretamente, mas nada disso adiante, pois vem recebendo broncas constantes de seu gestor para que seja mais rápido. Eduardo passou a sentir- se mal, angustiado e foi diagnosticado com stress. Nesse caso, seu problema tem origem nos aspectos: a) Psicológicos e relacionamento b) Físicos do mobiliário c) Equipamentos inadequados d) Material insuficiente para trabalhar e) Processos desconhecidos 125 Questão 15 Considerada como a doença do século, o stress vem provocando diversas perdas para as empresas. Com esse cenário bem desenhado, cabe, em parte, ao gestor tomar medidas preventivas para reduzir possíveis impactos negativos na sua equipe. Quando, além dos cuidados básicos, o gestor estimula que seus subordinados tenham consciência da importância da saúde dentro e fora da empresa ele está estimulando a: a) Qualidade de vida b) Atenção primária em saúde c) Atenção secundária em saúde d) Atenção terciária em saúde e) Segurança do trabalho Referências ARKES, H. R. & GARSKE, J. P. (1977). Psychological theories of motivation. Monterey. CATANIA, A. C. (1979). Learning. Englewood Cliffs: Prentice-Hall. DEESE, J. (1964). Principles of psychology. Boston: Allyn & Bacon. DWECK, A. S. (1999). Self-theories: their role in motivation, personality, and development. Lillington: Edwards Brothers. CAVALCANTI, Vera Lucia (org.). Liderança e motivação. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2007. KRENCH, D. & Crutchfield, R. S. (1959). Elements of psychology. New York: Alfred A. Knopf. 126 LEWIS, D. J. (1963). Scientific Principles of psychology. Englewood Cliffs: Prentice-Hall. RAY, W. S. (1964). The Science of psychology: an introduction. New York: MacMillan. ROGERS, S., Ludington, J. & Graham, S. (1997). Motivation & learning: A teacher's guide to building excitement for learning & igniting the drive for quality. 3Th Ed. Evergreen: Peak Learning Systems. YOUNG, P. T. (1961). Motivation and emotion: a survey of the determinants of human and animal activity. New York: Wiley. 127 Introdução Nesta aula trataremos de uma das principais ferramentas do gestor: a comunicação. Faremos a apresentação dos modelos e processos de comunicação destacando a comunicação vertical e horizontal dentro da empresa. Também vamos ver como a comunicação está contextualizada dentro das práticas organizacionais ao relacioná-la aos conceitos de cultura e clima. Estudaremos a produção (subjetiva e objetiva) dessa cultura e a sua influência na comunicação. Analisaremos, finalmente, como uma boa comunicação interfere na gestão do clima organizacional que se reflete no prazer de se trabalhar naquele lugar e potencializa a retenção de talentos na empresa. Sendo assim, são objetivos desta aula: 1. Identificar os processos de comunicação e seus elementos. 2. Demonstrar como a comunicação está relacionada com a cultura organizacional; 3. Destacar a importância do clima organizacional como agente de retenção dos colaboradores. 128 Conteúdo Modelos e Processos de Comunicação Os processos de comunicação são bem conhecidos e utilizados há muito tempo dentro das empresas. Entretanto, apesar de toda tecnologia de ponta e muita literatura a respeito, ainda encontramos muitos problemas de comunicação em todos os diagnósticos realizados sobre esse tema. O processo de comunicação está constituído pela dinâmica produzida por elementos bem definidos dentro um sistema que, na sua essência, faz a informação chegar para outras pessoas. Inclusive, a palavra comunicação vem do grego “communis” que significa comum. Em outras palavras, seria o fazer comum, ou seja, fazer conhecido por meio de intercâmbios de informações. Seus elementos básicos são definidos pelo emissor (quem emite) e pelo receptor (quem recebe). O conteúdo transmitido é denominado de mensagem e o meio utilizado para essa transmissão é o canal de comunicação. Seus elementos mais específicos são: codificadores (põe a mensagem no código adequado para ser enviada), decodificadores (ao receber a mensagem, traduz o conteúdo do código) e feedback (sinais que retroalimentam quem emitiu a mensagem “informando” se ela foi entendida). Logicamente, esse processo nem sempre acontece de forma linear e eficaz. Em grande parte o que percebemos está “filtrado” por distorções do conteúdo que nos foi comunicado. Essas distorções acontecem pelos “ruídos” de comunicação que são interferências no processo oriundos de fatores externos (outrasinformações chegando ao mesmo tempo, falhas no canal de comunicação etc.), ou de fatores internos (estados emocionais do receptor, bloqueios por preconceitos, cansaço etc.). 129 Considerando que a percepção do que enviamos nas comunicações está mais concentrada em fatores subjetivos e não-verbais (55% estão na percepção do nosso corpo e 38% no tom da nossa voz), apenas 7% estão na palavras ditas. Ou seja, a complexidade da comunicação expõe o cuidado que a empresa e gestores devem ter ao enviar mensagens aos seus colaboradores, pois a chance de ruídos é elevada. Os modelos de comunicação utilizados dentro das empresas devem ser analisados considerando-se suas direções: vertical (ascendente e descendente) e horizontal (comunicação lateral). A vertical se configura para comunicação hierárquica, ou seja, quando ela acontece de cima para baixo (gestor – subordinado / diretoria – operacional) e de vale da autoridade para enviar ordens e determinações. Sabendo-se que a mensagem pode ser enviada de várias formas (escrita, oral, não-verbal), o que importa nesse caso é como essa mensagem está sendo entendida pelos receptores. A mensagem de baixo para cima caracteriza o quanto de possibilidade tem um colaborador de se fazer ouvir por seus gestores ou pela alta gestão. Nesse caso, cabe ao gestor analisar quais canais são disponibilizados para esse fim e a sua real eficácia. Afinal, quantas mensagens importantes são enviadas pelos trabalhadores, mas não chegam aos níveis mais elevados da empresa ou são distorcidas por profissionais de níveis intermediários. As mensagens horizontais (laterais) são aquelas que acontecem entre pessoas ou equipes do mesmo nível e estão mais livres das comunicações hierarquizadas. Elas podem facilitar o trabalho, mas, também, podem atrapalhar. Ao gestor, nesse caso, cabe atentar para qualquer indício de distorção, estimulando que a comunicação seja instrumento para favorecer a troca de feedback. Ou seja, que se utilize, prioritariamente, canais que permitam a percepção quase imediata das reações do interlocutor. 130 A Comunicação e a Cultura Organizacional Como temos visto, o ser humano tem sido o grande agente de mudança para a sociedade e para as empresas. Portanto, podemos concluir sem receio que o sucesso de um empreendimento está vinculado ao diferencial feito pelas pessoas que o conduzem. São essas pessoas que darão “alma” ao negócio e colocarão em prática aquilo que foi planejado. Ou seja, de nada adianta ter um excelente desenho para os processos organizacionais se o fator humano não estiver comprometido com ele. Para que possamos entender esse fenômeno devemos analisar em que contexto tudo isso acontece. Uma das formas de se fazer essa análise está no estudo da cultura organizacional. Olhando para sociedades podemos entender a cultura de um povo por sua produção subjetiva e produção objetiva das pessoas que a compõem. Como subjetiva entendemos a produção mental do pensamento humano, tais como crenças, lendas, histórias, leis, ideias, valores, padrões de comportamento etc., que representam a cultura de um povo. Como exemplos da produção objetiva podemos citar a arte, o vestuário, a alimentação, o mobiliário, o artesanato, as instituições, as máquinas, as construções etc. Ao considerarmos a cultura de uma empresa devemos levar em conta que a mesma está inserida numa sociedade e que por ela é influenciada. Portanto, para analisarmos a cultura de uma empresa é comum iniciarmos verificando a sua origem. No caso das multinacionais, vamos considerar qual é o seu país de origem; no caso das nacionais, em qual estado está localizada a sua matriz, pois é de lá que partem as orientações gerais. Isso ajuda a entender a 131 forma de como as coisas funcionam e como deve ser a melhor forma de se fazer uma intervenção, quando necessário. O modelo empresarial nos permite olhar para a cultura organizacional e identificar também as duas formas de produção: a subjetiva e a objetiva. A primeira diz respeito às normas e valores que regem a rotina administrativa e possibilita a organização da hierarquia com sua rede de relações. São esses pontos que definem o que é certo e errado, o normal e anormal, quem será digno de promoção – por ter agido dentro dessas normas - ou de punição, quando burlá-la. Esses traços da cultura e devem ser bem entendidos por todos que dela fazem parte da empresa, sob pena de haver grande chance de ruído de comunicação ou frustração pelo não entendimento das normas vigentes. A segunda está relacionada aos instrumentos e processos utilizados para se trabalhar na empresa. Nesse grupo estão incluídas todas as máquinas, equipamentos, o layout (disposição do mobiliário), a forma como se divide o trabalho, os recursos materiais, a linguagem específica (termos técnicos), cronogramas etc. Esse nível também expressa muito de uma cultura e deve ser observado quando queremos entender como a empresa funciona. Isso pode ser percebido pela decoração dos diversos ambientes, modelos de cadeiras para níveis hierárquicos diferentes ou pelas vagas exclusivas no estacionamento da empresa, por exemplo. A cultura organizacional também “importou” os termos dos estudos sobre cultura e passou a utilizá-los na análise da dinâmica empresarial. Assim, os conceitos de ritos, tabus, mitos e crenças podem ser vistos como elementos organizacionais e considerados quando há necessidade de se preparar um diagnóstico. 132 Além da cultura interna das empresas, também devemos atentar para a importância das modificações na cultura geral que acontecem nas sociedades e podem influenciar os negócios da corporação. São tendências e modificações de hábitos que devem ser identificados antes que a empresa fique defasada em seus produtos e serviços. O nome do profissional que vem assumindo esse segmento chama-se coolhunter (caçador de tendências) ou de CCO (Chief Culture Officers). Focados nas rápidas modificações de traços na cultura, esses profissionais têm a função de decodificar as tendências na moda, música, cinema e comportamentos de maneira geral para atualizar os traços culturais da empresa: valores e imagem. Tudo isso tem importância tanto para fidelizar clientes quanto para se transformar numa empresa atraente que capte e consiga reter seus talentos. A Comunicação e o Clima Organizacional Se a cultura pode ser comparada com a personalidade de uma empresa, o seu clima é a sua emoção. Podemos dizer se uma empresa está feliz ou infeliz pelo seu clima organizacional, pois é através dele as emoções dos trabalhadores aparecem. Uma das formas de monitorarmos essa condição está na análise da comunicação estabelecida dentro da empresa. Comunicação essa que considera suas duas direções, a saber: Vertical, com níveis hierárquicos diferentes, conhecida como top-donw ou donw-up; e a Horizontal onde o foco está na comunicação entre pessoas do mesmo nível hierárquico. Quando o clima é bem diagnosticado podemos verificar o nível de integração dos colaboradores (percebido pela comunicação), assim como, o prazer de se 133 fazer parte daquela empresa. Ele fornece um retrato das emoções de cada profissional, mas também de cada segmento que interesse ser investigado. Para uma empresa que esteja preocupada com seu pessoal, identificar se uma determinada filial está com problemas de relacionamento afetando a produtividade ou se um grupo de empregados de uma determinada faixa de etária está insatisfeitacom os benefícios oferecidos, pode ser a matéria-prima para elaboração de estratégias que evite a perda de talentos ou que a baixa produtividade. A gestão contemporânea conseguiu evoluir do modelo econômico de entendimento do ser humano, onde a recompensa monetária bastava para motivar o profissional para uma visão mais humanista onde o empregado passa a ser visto como sociável e suscetível ao nível de satisfação que encontrava no ambiente de trabalho. Ou seja, a relação da satisfação com a produtividade passou a ser percebida e constatada, fazendo parte, logicamente, do interesse de estudo dos gestores. A identificação do clima (nível de prazer, satisfação) do funcionário deixou de ser um aspecto incompatível com a seriedade do ambiente empresarial e passou a ser estimulada como forma de agir sobre a performance desse trabalhador. A antiga ideia da empresa como o “império” da racionalidade, onde apenas a razão deve ser valorizada e o trabalhador devia se anular emocionalmente ao cruzar o portão de entrada, respaldou muitas campanhas motivacionais fundamentadas na individualidade que estimulavam a luta pelo poder. Essas campanhas também provocaram conflitos e desunião entre pessoas e setores. Os ruídos de comunicação eram frequentes e o clima organizacional se deteriorou rapidamente. Obviamente, um clima desses provoca insatisfação e saturação no trabalhador que passou a adoecer com mais frequência. 134 A preocupação com a saúde do seu cliente interno (colaboradores) fez com que a empresa começasse a desmontar esse cenário onde todos se viam numa selva e o sucesso era definido pela lei da sobrevivência. Se numa relação bem simples podemos dizer que toda a empresa visa a melhoria do seu desempenho, a melhoria dos seus lucros e a melhoria de sua imagem no mercado, e que tudo isso está relacionado ao bem-estar do trabalhador, como pensar em desenvolvimento sem considerar o clima organizacional como indicador da “felicidade” da empresa? Pesquisa de Cultura e Clima A identificação dos traços de uma cultura ou do clima organizacional deve ter como objetivo a produção de material estratégico para a tomada de decisão. Portanto, qualquer erro nesse diagnóstico pode levar a empresa para uma direção equivocada. A forma de se reduzir esse risco é se valer de uma pesquisa. Com a aplicação de instrumentos bem desenhados e com perguntas bem elaboradas é possível extrair a percepção que os colaboradores possuem da empresa, em todos os níveis. Com esses dados tabulados e interpretados é hora de se montar o plano de ação que ofereça respostas aos empregados. Um dos pontos mais delicados de uma pesquisa desse nível está na prontidão da resposta da empresa ao que foi assinalado pelos colaboradores como ponto de insatisfação. A demora em se por em prática ações que atuem sobre esses pontos pode provocar a perda de credibilidade no processo e aumentar a insatisfação diagnosticada. Nessas pesquisas diversos temas são investigados. Os mais comuns são: ambiente físico, modelos de recompensa e reconhecimento, ambiente psicológico, relação com chefia, satisfação com benefícios, orgulho em fazer 135 parte da empresa, comunicação, divisão de responsabilidade, participação na tomada de decisão, delegação, autonomia no trabalho, exercício da criatividade, entre outros. Atividade Proposta Considerando o caso abaixo, analise a comunicação estabelecida entre os macacos influenciada pela ação dos cientistas (representando a cultura de uma organização). Caso dos Macacos: Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula. No meio uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia na escada para pegar as bananas, os cientistas jogavam um jato de água fria nos que estavam no chão. Depois de algum tempo, quando um macaco fazia menção de subir a escada, os outros o enchiam de pancadas. Após mais algum tempo, nenhum macaco queria subir a escada, apesar da tentação das bananas. Um dia, substituíram um dos macacos por um novo. A primeira coisa que o calouro fez foi tentar subir a escada, mas foi impedido pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo desistiu de subir a escada. Um segundo macaco foi substituído e o mesmo ocorreu, sendo que o primeiro substituto participou com entusiasmo da surra ao novato. Um terceiro foi trocado e o mesmo ocorreu. Um quarto, e afinal o último dos veteranos foi substituído. Os cientistas então ficaram com um grupo de cinco macacos que, mesmo sem nunca ter tomado um banho frio, continuava batendo naquele que tentasse pegar as bananas. 136 Se fosse possível perguntar aos macacos porque batiam em quem tentasse subir a escada, a resposta provavelmente seria: “Não sei, mas as coisas por aqui sempre funcionaram assim.” Aprenda mais Leia o artigo: Cultura Organizacional – disponível em nossa biblioteca virtual. Exercícios de Fixação Questão 1 Analisando o processo de comunicação, qual das opções abaixo possui um item que NÃO corresponde a um dos seus elementos? a) Ruído e Receptor. b) Emissor e Receptor. c) Receptor e Mensagem. d) Canal de comunicação e Emissor. e) Mensagem e Feedback. 137 Questão 2 A forma equivocada de se comunicar pode fazer com que gestores não atinjam os objetivos previstos com suas equipes. Para obter sucesso nesse processo o líder deve ter conhecimento de como utilizar cada um dos elementos dessa comunicação, sejam eles básicos ou específicos. Considerando apenas os básicos, assinale a opção que NÃO se enquadra nessa categoria: a) Codificador b) Emissor c) Receptor d) Mensagem e) Canal de comunicação Questão 3 Tendo em vista que a comunicação é percebida em 93% pelos aspectos não verbais e apenas 7% na mensagem verbal. Considerando uma comunicação onde apenas se utilize a não verbal, a chance de ruído deve: a) Aumentar b) Reduzir c) Neutralizar d) Estabilizar e) Oscilar 138 Questão 4 Tereza é uma gestora que vem se queixando que há muitas falhas nos trabalhos entregues por sua equipe. Ao pesquisarmos seus subordinados foi constatado que eles não conseguem entender o que ela expressa, pois “fala uma linguagem” que ninguém entende. Dessa forma, sendo ela a emissora da mensagem, deveria se adequar ao: a) Receptor b) Facilitador c) Codificador d) Organizador e) Canal utilizado Questão 5 Um gerente decidiu informar a todos da sua equipe como seriam as regras para se tirar férias esse ano. Assim, enviou uma mensagem email a todos. Como os funcionários operacionais não trabalham com computadores e muitos nem têm email, vários ficaram sem saber das regras o que provocou um grande caos na fábrica. Considerando esse caso, o erro desse gerente está: a) No canal de comunicação escolhido b) No conteúdo da mensagem c) No fato de alguns profissionais não terem email d) Na escolha do decodificador e) No ruído que se formou com a mensagem 139 Questão 6 A produção de cultura organizacional segue o mesmo modelo da cultura geral, ou seja, por produção subjetiva e objetiva. Considerando a produção subjetiva, assinale a opção que apresenta exemplos dessa produção? a) Regras e normas. b) Mobiliário e decoração. c) Layout e logo. d) Maquinário e ferramentas. e) Formulários e processos.Questão 7 Dentro de uma organização, considerando a distribuição de cargos e funções a comunicação tende a ser dividida em duas direções. Quando um gestor se vale da autoridade para enviar ordens e determinações aos seus subordinados está utilizando a comunicação: a) Vertical b) Horizontal c) Diagonal d) Transversal e) Circular 140 Questão 8 Quando um funcionário se utiliza dos canais existentes na empresa (Fale com o presidente, Caixa de Sugestões etc.) para enviar mensagem para a alta gestão e conseguir se fazer ouvir em suas reivindicações está utilizando a comunicação: a) Vertical b) Horizontal c) Diagonal d) Transversal e) Circular Questão 9 Uma organização está permeada por sua cultura que lhe concede identidade e imagem diante do mercado e, para entendê-la, devemos analisar como ela é produzida. Quando consideramos o layout de suas salas, o uniforme de seus funcionários, o mobiliário e a decoração utilizada estamos analisando a sua produção: a) Objetiva b) Subjetiva c) Estilizada d) Publicitária e) Visual 141 Questão 10 Cada vez mais as empresas contemporâneas necessitam entender seus clientes e identificar tendências que podem afetar seus negócios. O profissional que hoje vem sendo requisitado a investigar essas tendências (moda, música, comportamentos de maneira geral) ganhou destaque nas corporações comprometidas em oferecer o que a cultura social demanda. Esse profissional é denominado de: a) Coolhunter b) Headhunter c) Consultor Social d) Counseling e) Pesquisador de Tendências Questão 11 Ao se aplicar uma pesquisa de clima a empresa deve ter em mente que o principal fator de sucesso está na aplicação de ações correspondentes ao que foi identificado. A demora em se por em prática ações que atuem sobre esses pontos pode provocar diversos problemas. Assinale a opção que descreve esses problemas. a) A perda de credibilidade no processo e aumento da insatisfação diagnosticada. b) Necessidade de se preparar um orçamento detalhado. c) Assumir a impossibilidade para executar ações. d) Reconhecer que o colaborador está certo. e) Dificuldade para analisar os resultados. 142 Questão 12 Uma gestão que tenha evoluído da visão econômica do ser humano, onde só a recompensa monetária era suficiente, para uma visão humanista passou a considerar com importante a satisfação encontrada no ambiente de trabalho. Essa “emoção” da empresa é denominada de: a) Clima organizacional b) Condição emocional c) Qualidade emocional d) Satisfação primária e) Felicidade organizacional Questão 13 O cuidado com o clima organizacional passou a fazer parte das principais estratégias de uma empresa para atingir suas metas. Essa postura tem se tornado frequente porque as empresas contataram que: a) Existe uma relação clara entre satisfação e produtividade b) A alta gestão tem se sensibilizado mais com questões sociais c) A responsabilidade social está em alta d) Os sindicatos pressionaram por mudanças e) O governo criou uma lei sobre o tema 143 Questão 14 Conhecer as “emoções” dos empregados tem sido uma preocupação das empresas de sucesso. A satisfação pode ser identificada no dia a dia, entretanto, para se considerá-la científica devemos utilizar a: a) Pesquisa de clima b) Caixa de sugestões c) Conversas livres d) Reuniões formais e) Observação de campo Questão 15 Ao se realizar uma pesquisa de clima diversos pontos são investigados e refletidos pelos profissionais da empresa. Essa estimulação produz uma expectativa de que ações serão tomadas em relação aos problemas diagnosticados. Quando essa resposta da empresa demora a ser efetivada ou não ocorre a tendência é que os funcionários demonstrem um sentimento de: a) Descrédito com a pesquisa b) Ansiedade pelos resultados c) Indiferença com a chefia d) Revolta com a equipe e) Decepção com os subordinados Referências CARUSO, David & SALOVEY, Peter – Liderança com Inteligência Emocional. Ed. MBooks SP 2009. 144 Introdução Saber dirigir situações de conflito é uma qualidade muito importante essencial para gestores e utilizar a inteligência emocional para isso estimula uma capacidade propulsora de inovações. Considerar os conflitos como o nascimento de soluções e oportunidades antes não vislumbradas, desenvolve o potencial criador da equipe e reestabelece a motivação que foi perdida no tempo. Nessa aula vamos discutir como utilizar a comunicação para negociar e gerenciar conflitos entendendo as caraterísticas da negociação e dos negociadores. Sendo assim, são objetivos desta aula: 1. Identificar a negociação e o conflito nas rotinas das empresariais; 2. Perceber como utilizar a negociação e a gestão de conflitos para potencializar o atingimento de metas; 3. Aprender a gerenciar conflitos entendendo seus tipos e especificidades. 145 Conteúdo “Um processo de negociação bem conduzido não faz somente um vencedor, mas gera condições de satisfazer todas as pessoas envolvidas com os resultados atingidos.” Kassem Sayed Desde um tempo em que não podemos nos lembrar, os conflitos permeiam a existência humana. O interesse nos gêneros do vizinho, suas armas, sua caverna mais privilegiada, sempre foram motivos de ataques, invasões, saques e muito mais. Com o advento da linguagem e dos processos da civilização, a diferença de interesses passou então a ser negociada, levando- se em conta as vantagens para um e outro lado. Não necessariamente, como muitos pensam, o conflito é ruim, negativo ou improdutivo. Conflitos são oportunidades para repensarmos situações, reavaliarmos possibilidades e refazermos planos. O diferencial está em como utilizamos da comunicação nesse processo. Visão Positiva do Conflito Embora visto como desagradável em muitas circunstâncias, o conflito pode também, apontar para direções positivas. Ele pode ser o responsável por “energizar” uma situação estagnada impeditiva de melhorias, pode ajudar a romper paradigmas, a melhorar rotinas “viciadas” e não producentes, enfim, o conflito é o momento de alçar novos voos em direção à melhorias organizacionais tão sonhadas. A negociação de conflitos é uma ciência, um estudo aprofundado para a busca do equilíbrio entre as partes que o formam. Autores descrevem as técnicas mais variadas de acordo com a natureza e a intensidade do conflito que se apresenta. 146 Causas Possíveis dos Conflitos Uma boa administração dos conflitos deve levar em conta sua origem e desdobramentos. Em relação às causas dos conflitos, podemos citar: Frustração pessoal com pessoas que compartilham os mesmos ideais e, que em determinado momento, tomam direções diferentes. Temperamentos e personalidades que, se não trabalhadas em seu cotidiano, são fontes de agressões, descontentamentos e competições desnecessárias. Metas diferentes: Num mesmo setor organizacional, por exemplo, pode gerar insatisfação com colegas, superiores e clientes. Percepções diferentes: podem gerar conflitos uma vez que percebemos e analisamos o mundo de acordo com nossos modelos mentais que, muitas vezes, são totalmente diferentes dos deoutras pessoas. No ambiente de trabalho é fonte de desentendimentos e inimizades. Os Níveis dos Conflitos Podemos classificar os conflitos em vários níveis: Discussão: É o início de qualquer conflito, onde as partes lançam ideias diferentes e tentam fundamentá-las. Debate: Há a participação do lado emocional das pessoas e as tentativas de convencer a outra parte tornam-se mais evidentes. Façanhas: As partes começam a desvalorizar os argumentos uma da outra, valorizando em excesso suas posições. 147 Imagens fixas: Argumentos baseados na imagem pré-concebida que as partes tem uma da outra. A emocionalidade neste momento não permite a clara percepção do outro. Loss of face (ficar com a cara no chão): A teimosia domina as partes, fazendo que não aceitem os argumentos uma da outra e, determinando- as a se manter no conflito a qualquer custo em nome do orgulho na maioria das vezes. Estratégias: Há uma clara distorção no processo de comunicação e ameaças e punições aparecem desveladamente. Frieza: Aparecem sentimentos de destruição e nenhuma solidariedade com o outro. Perda do controle: O foco é a autopreservação e a preparação instintiva para a “luta”. Agressões declaradas: neste nível materializa-se a agressão, podendo causar sérios danos às partes envolvidas. Podemos aplicar a descrição acima a qualquer tipo de conflito. Uma vez que rapidamente sejam reconhecidas as motivações para as desavenças, pode-se transformá-las em conhecimento mútuo e “sublimar” a agressividade em pactos de civilidade. Tipos de Conflitos O conflito é muitas vezes importante e inevitável. Faz parte da “humanidade” e devemos aprender a conhecer como manipulá-lo em benefício de todos. A identificação do tipo de conflito pode nos ajudar a administrá-lo e otimizar as relações organizacionais. 148 Latente: muitas vezes nem é percebido. Também não costuma ser declarado; aparece como um pequeno incômodo com o outro, mas facilmente descartado. Percebido: há a percepção do conflito, mas ainda não é falado. As partes o conhecem mas ainda usam ferramentas racionais para lidar com ele. Sentido: a emocionalidade se torna manifesta e é o momento de “parar e conversar”. Manifesto: é o conflito aberto e percebido por terceiros, inclusive. É grave e deve ser trabalhado com a máxima urgência em benefício das partes e da organização. Organizações e Conflitos Interpessoais Ocorrem entre dois ou mais membros da equipe. Suas causas são variadas: valores, sexualidade, papéis não aceitos, condição financeira, etc. Hierárquicos: conflitos com a autoridade participante da equipe ou outra pertencente a organização. Dão-se em função da discordância de normas, estilos de liderança, avaliações não reconhecidas, etc. Pessoais: conflitos decorrentes de crenças diferentes, valores, expectativas, apadrinhamentos, competições com colegas de equipe, etc. 149 Consequências dos Conflitos Como dissemos anteriormente, os conflitos podem gerar diversas consequências, não necessariamente apenas consequências negativas. Vamos conhecê-las? Podem desviar a atenção das metas reais estabelecidas questionando grupos de trabalhos e mobilizando-os para novas mudanças desejadas. Podem tornar a vida das partes sem valor, especialmente os que costumeiramente perdem nas negociações, o que interfere em suas relações pessoais e profissionais. Podem favorecer a percepção cristalizada dos envolvidos, como é comum nas instituições. Se por um lado existem os estereótipos genéricos referentes às categorias profissionais, dentro de cada organização, além dos tipos que fazem parte de sua cultura individual, como seus heróis, mitos, tipos ideais, começam a surgir seus “perdedores”, “ganhadores”, “culpados” e “inimigos”. Esses aspectos citados muitas vezes são considerados negativos, o que realmente são, mas, ao mesmo tempo, podemos enumerar outras consequências dos conflitos, apontando para direções diferentes, vamos vê- las? Podem ser fatores de socialização, quando colocam os novos participantes da equipe envolvidos em causas que nunca participaram antes. Desenvolvem o equilíbrio das relações de poder, uma vez que na resolução de conflitos, ganhadores diferentes se evidenciam. 150 A formação de alianças é facilitada para uma determinada negociação, mas também fomentam a formação de alianças para proporcionar mais poder em conflitos específicos. Os conflitos sempre são úteis, positivos ou negativos que sejam, pois desempenham um papel importante para a evolução e transformação das organizações e das pessoas. Para se lidar com conflitos é necessário o conhecimento de trabalho com grupos, gerir preconceitos e tentar alinhar as expectativas e desejos das partes. A Comunicação para Negociar Conflitos Podemos tratar a negociação como uma arte, que, como tal, deve ser entendida como um aprendizado e aperfeiçoamento. Tal como a arte tem três pilares, criatividade, intuição e sensibilidade, além, naturalmente dos detalhes técnicos também não menos importantes. Um fator que faz toda a diferença está na inteligência emocional. Considerada como a capacidade para reconhecer seus próprios sentimentos e os sentimentos dos outros, o gestor com essa competência, além de perceber rapidamente os sentimentos envolvidos na negociação consegue gerenciá-los de forma positiva. Segundo Daniel Goleman essa é a inteligência com maior responsabilidade pelo nosso sucesso ou insucesso. Os bons negociadores se utilizam da perspicácia no ouvir, no ponderar, no equilibrar vantagens e desvantagens para as partes. O processo de comunicação, está profundamente inserido no contexto de qualquer negociação. Para que ela seja eficiente é importante que os pontos a serem negociados estejam definidos e bem fundamentados em suas reivindicações. Para isto, em todas as negociações, devemos levar em conta: Identificação dos pontos em comum; Quais os interesses envolvidos; 151 Foco centrado na busca de soluções; Identificação dos benefícios das partes envolvidas. Etapas de um Processo de Negociação Toda negociação passa por etapas importantes a serem observadas. Entretanto, não devemos entendê-las como rígidas e imutáveis. 1. Definição dos objetivos O primeiro passo no planejamento de cada negociação é determinar os objetivos. O que queremos e o que o outro quer? ● Resultados ótimos; ● Resultados reais ● Prioridades inegociáveis. 2. Preparação A boa preparação é fundamental para a negociação de sucesso. Definição de metas, conhecimento das exigências da outra parte, técnicas de negociação e relação pós-negociação. 3. Início Um ambiente favorável reduz tensões desnecessárias, o que facilita a busca do consenso. 4. Desenvolvimento Deve sempre se basear num planejamento pré-existente, para que os argumentos sejam baseados em fatos reais e não em suposições ou emocionalidades. 5. Selo ou acordo É o momento de “repassar” toda a negociação e listar as exigências de uma e outra parte. Paciência é muito importante neste momento. 152 ● Resumir o acordo; ● Benefícios devem ser revistos; ● Checar mal-entendidos; ● Documentar os resultados e os compromissos assumidos; ● Montar o cronograma para próximas etapas, se necessário. 6. Avaliação Verificar pontos favoráveis e desfavoráveis,avaliar técnicas utilizadas, comemorar resultados se pertinente. Habilidades Requeridas para o Negociar Quais são, dentre muitas descrições de autores, as habilidades requeridas para o negociador? Foco no lado racional; Ouvir com paciência e análise; Comunicação direta e eficaz, podendo usar de metáforas se necessário; Persuasão com uso da linguagem corporal e gestual; Justiça, responsabilidade, integridade, autodisciplina e confiança; Entender e ter habilidade com as diferenças; Ter interesse no aperfeiçoamento constante; E quais são os erros passíveis de acontecer nas negociações? Negociar com pessoas despreparadas; Não ser flexível nas posições; Descontrolar-se; Não ter argumentos para as proposições da outra parte Não respeitar limites e metas; 153 Não estar suficientemente preparado e se arrepender depois; Assumir erros de outros; Valorizar minúcias em detrimento do todo; Não administrar o conflito e fugir dele; Descumprir prazos ou combinações; Desrespeitar diferenças; Falar muito e ouvir pouco; Não usar da empatia; Utilizar linguagem não compreensível facilmente; Desvalorizar os resultados obtidos. Dicas para a negociação Ouvir com atenção; Ter argumentos de manobras para as propostas oferecidas; Recusar compromissos caso não concorde com seus termos. Antes de começar uma negociação Com quem vou negociar? Qual sua escolaridade? Qual é o nível intelectual? O que vou falar? Como falar? Qual postura é a mais eficaz? Como entenderão minha comunicação? Como poderei ser interessante para a outra parte? Quais serão e como lidar com as resistências? E ao que devemos prestar muita atenção? Cuidado com concessões em demasia no começo; Nunca fechar todas as portas; As propostas devem ter reciprocidade de condições; Trabalhar com agenda para otimizar o tempo da reunião; 154 Não responder impulsivamente às perguntas; devem ser pensadas e “sentidas”; Nunca desvalorizar a outra parte; Não interromper o interlocutor; Não passar de duas horas sem pausas para um café... Negociação e Dificuldades Negociações são permeadas por dificuldades muitas das vezes. Estas dificuldades atendem pelo nome de “objeções”, e, são as resistências impostas pela outra parte. Devem ser encaradas como oportunidades para o crescimento profissional do negociador. Objeções mais comuns: Objeções ao Produto/Serviço – Quando a outra parte acha que seu produto ou serviço não está de acordo com suas necessidades. Ele fica indeciso em marcar entrevistas. Ex: “Nesse momento não estamos interessados.” Objeções de Adiamento – É a maneira de a outra parte evitar discussão naquele momento. É a objeção mais comum. É necessário superar a objeção, porque, se ele colocar o assunto de lado, é muito provável que ele nunca mais venha a concordar com o que você quer. Ex: “Envie-me mais informações que eu vou pensar sobre o assunto.” Objeções de Preço – A outra parte, neste caso, acha que seu preço é muito alto, embora não encontre nada de errado no seu produto ou serviço.Ex: “Não estamos em condições de arcar com estas despesas.” Objeções Pessoais – A outra parte pode ter passado anteriormente por alguma experiência desagradável com tipo de negócio semelhante 155 ao seu. Ex: “Da última vez que marquei com alguém para este serviço, o indivíduo chegou com um atraso de duas horas.” Quais são os estilos mais difundidos de negociação? Todas as teorias e modelos de negociação são fundamentadas no estudo do comportamento humano, especialmente em situações de conflitos. Desde negociar uma ida ao cinema ao negociador que dialoga o fim de uma guerra, a base da proposição é a mesma; a solução de um conflito e a adequação das necessidades de ambas as partes. As diversas teorias não tentam classificar o ser humano, mas, sim, entender como seus comportamentos podem potencializar os processos de negociação com vistas à resultados satisfatórios. Vamos ver agora algumas características de negociadores Catalisador - é o negociador criativo, cheio de ideias, flexível e empreendedor. Tem o perfil dinâmico e inovador, quase um visionário em determinadas situações. Pode ser considerado por outros como pouco preparado e sonhador, mas tem uma capacidade enorme de persuasão. Apoiador – valoriza muito o ser humano e tenta entender a fundo as necessidades do outro, o que o torna digno de muita confiança para a outra parte. Sua desvantagem é a falta de assertividade e de posicionamento firme. Controlador – rápido nas decisões, assertivo e controlador. Tenta trazer o jogo para seu lado e valoriza em excesso suas condições. Pode ser visto como insensível e desinteressado nos pontos de vista do outro. 156 Analítico – explora ao máximo o interesse e as condições do outro. Analisa em detalhes as proposições, é “matemático” na fala e pode ser visto como excessivamente minucioso e sem visão global do tema tratado. Nenhum das características é melhor ou pior que outra. Importante é que o bom negociador as conheça e saiba aplicá-las quando a situação exige comportamentos X ou Y. Desta forma poderá transitar com facilidade em grupos diferentes, com comportamentos e filosofias diferentes das suas, mantendo o foco na busca de resultados e benefícios para ambas as partes. Atividade Proposta Considerando o caso abaixo, analise o tipo de conflito existente e como pode ser solucionado. Um Antigo Colega: (Adaptado do IBGE) Você é um diretor de uma Empresa e lhe chega o seguinte caso: Pedro é um antigo funcionário da Empresa, com 10 anos de casa. Durante os quatro primeiros anos, trabalhou exclusivamente num setor e seu desempenho era satisfatório, quando, então, este setor foi totalmente reformulado. Seus serviços foram informatizados e realizados pela internet, gerando extinção de cargos e redução de pessoal. Pedro, a partir de então, tem estado trabalhando em vários setores da Empresa, porém não consegue firmar-se em nenhuma posição. Seus supervisores pedem seu remanejamento ou sua dispensa, alegando não apresentar bom desempenho. Ele não consegue aprender o serviço e não tem motivação. 157 A situação tornou-se mais grave, pois se alastrou pela Empresa e não há mais nenhum setor que queira recebê-lo. Sentindo a gravidade do problema, Pedro lhe procurou, um velho amigo e também antigo na Empresa, para tentar manter-se no emprego. Você lhe deve um favor, pois ele lhe ajudou num problema há muitos anos que poderia ter comprometido a sua imagem diante de todos os funcionários. Em sua conversa, Pedro informou que, após sua primeira transferência, jamais foi treinado ou orientado quando assumia um novo cargo. Ninguém lhe dava atenção. Entregavam-lhe o serviço e ele tinha que aprender sozinho. Embora se esforçasse muito, não era capaz de superar sozinho suas dificuldades. Além disso, cada vez que era remanejado, nunca lhe perguntavam se ele aceitava aquele trabalho, ou se tinha condições para desempenhá-lo. Também nunca lhe disseram porque mudaria de função ou setor. Queixou-se que só foi elogiado uma vez por todos esses anos. 158 Exercícios de Fixação Questão 1 As negociações são uma parte crítica da dinâmica do varejo— fazemos um número cada vez maior delas todos os dias, numa velocidade crescente. Cada negociação mexe com os estoques, com a logística e com as margens. Nós nos relacionamos com cerca de 5.000 fornecedores. Por essas razões, nossas negociações precisam ser padronizadas tanto quanto possível. Não podemos deixar que cada comprador tenha uma abordagem ou um objetivo diferente, ou que meu estilo pessoal dite o do grupo. Também não podemos abrir mão da ética e da transparência — todas as condições envolvidas precisam ser absolutamente claras. Surgiu daí a decisão de criar um estilo corporativo de negociação, com base no qual estamos treinando nossos profissionais. No treinamento, mostramos que eles devem orientar-se não pelo emocional ou pela força, mas pelo planejamento. Sem planejamento, você não tem tempo para conhecer melhor quem está do outro lado e não consegue partir para a negociação munido de todas as informações necessárias. Mas treinar não significa criar comportamentos mecânicos. Os contextos mudam, e o negociador precisa saber escolher as ferramentas adequadas a cada caso, como se fosse um jogador de golfe selecionando o taco certo para aquela jogada. Considerando as orientações descritas no texto, avalie as afirmações seguintes. I. A criação de um estilo corporativo de negociação, na empresa descrita, pauta-se em estabelecer convicções éticas e promover treinamentos com o objetivo de fazer com que os negociadores optem por decisões racionais baseadas na identificação das questões em pauta na negociação e da priorização delas, na construção de um leque de acordos alternativos e no desenvolvimento de estratégias e táticas. II. A analogia entre o jogador de golfe e o negociador aponta para a ideia de que não existe um padrão ideal para se aplicar ao comportamento do negociador. No entanto, é possível estabelecer estilos que, de certo 159 modo, resultam em encaminhamento da negociação em consonância com os valores e objetivos organizacionais. III. De acordo com o texto, a questão ética, priorizada pela organização descrita, foi um motivo importante para a implementação do treinamento em negociações na referida empresa. No entanto, sabe-se que é impossível promover um treinamento em ética, pois a ética de um negociador corresponde à sua ética pessoal. É correto o que se afirma em: a) I e II, apenas. b) I, apenas. c) III, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. Questão 2 Qual é o papel de uma negociação conduzida nos princípios éticos? a) Obter as vantagens desejadas, sabendo que a outra parte também obteve o que quis. b) Ceder para conquistar a outra parte e tornar a negociação mais fácil de uma próxima vez. c) Focar seu interesse ao máximo, desqualificando o outro, para obter ganhos para a empresa em que trabalha. d) Desistir da negociação quando o outro sugere ganhos não pensados antes, que beneficiam a ambos, mas por vias duvidosas. e) Utilizar seu poder de persuasão para fazer com que o outro concorde contigo e faça o que você deseja. 160 Questão 3 Característica que NÃO faz parte de um processo de negociação: a) Uma das habilidades de negociação é a utilização de critérios subjetivos para a negociação. b) Existir, pelo menos, duas partes envolvidas. c) As partes envolvidas apresentam conflito de interesses a respeito de um ou mais tópicos. d) Em alguns casos é interessante fazer um intervalo na negociação. e) Toda busca de acordo e de consenso requer alguma forma de negociação. Questão 4 A negociação entre povos e indivíduos nem sempre foi pacífica ou focada em bons resultados para ambos os lados. Para que exista grande possibilidade de sucesso no processo devemos considerar a negociação como fonte de oportunidades para repensarmos situações, reavaliarmos possibilidades e refazermos planos. O diferencial para que isso aconteça está: a) Na estratégia de comunicação utilizada b) No foco de interesse de uma das partes c) No que a sociedade define como norma legal d) Na presença de um mediador experiente e) Nos recursos tecnológicos disponíveis na empresa 161 Questão 5 A gestão de conflitos pode assumir diversas facetas que estão diretamente relacionadas com as habilidades do negociador na sua condução. Quando o conflito proporciona a possibilidade de “energizar” uma situação estagnada ou melhorar rotinas “viciadas”, podemos chamá-lo de conflito com visão: a) Positiva b) Natural c) Esporádica d) Negociável e) Amigável Questão 7 Para a gestão adequada de um conflito é vital que se conheça suas possíveis causas. Considerando as causas possíveis de um conflito, assinale a opção que NÃO esteja nessa condição. a) Ações complementares b) Frustração pessoal c) Temperamentos e personalidades d) Metas diferentes e) Percepções diferentes 162 Questão 8 A complexidade de um conflito pode ser identificada por níveis. Quando uma das partes começa a desvalorizar os argumentos da outra, passando a valorizar excessivamente o seu ponto de vista está caracterizado o nível: a) Façanha b) Loss of face c) Debate d) Imagens fixas e) Frieza Questão 9 Sendo inevitável nas relações humanas, o conflito deve ser bem gerido para produzir um efeito positivo nos envolvidos. Para isso, a identificação do tipo de conflito facilita a análise do seu momento e ajuda na tomada de decisão para solucioná-lo. Estando o conflito de forma não declarado e, em muitos casos, nem sendo percebido pelos envolvidos, devemos considerá-lo do tipo: a) Latente b) Sentido c) Final d) Escondido e) Declarado 163 Questão 10 Considerando os tipos de conflitos, quando o mesmo chega a ser percebido por terceiros e necessita de intervenção urgente para ser trabalhado é denominado de: a) Manifesto b) Complexo c) Último nível d) Pulsante e) Perigoso Questão 11 Um conflito para ser bem gerenciado deve ser conduzido por quem entende de suas etapas e sabe como agir em cada uma delas. Assinale, dentre as opções abaixo, qual NÃO representa uma dessas etapas: a) Manutenção b) Avaliação c) Preparação d) Definição de objetivos e) Selo Questão 12 Como a condução de conflitos é realizada por seres humanos a possibilidade de acontecerem erros durante o processo não deve ser desprezada. Analise as opções abaixo e assinale aquela que NÃO seja um desses erros: a) Ouvir muito e falar pouco b) Não ser flexível nas posições c) Não respeitar limites e metas d) Valorizar minúcias em detrimento do todo e) Descumprir prazos ou combinações 164 Questão 13 Durante uma negociação é comum o surgimento de algumas dificuldades, denominadas de objeções. Quando o interlocutor pede mais informações e diz que vai pensar a respeito do assunto em questão provavelmente está apresentado a objeção de: a) Adiamento b) Produto c) Preço d) Pessoal e) Serviço Questão 14 Negociar deve ser entendido como uma competência que deve ser trabalhada para se atingir altos índices de sucesso. Assim diversas características são necessárias para se efetivar uma negociação. Quando um negociador é criativo, cheio de ideias, flexível e empreendedor. Tem o perfil dinâmico e uma capacidade enorme de persuasão é denominado de: a) Catalisadorb) Apoiador c) Controlador d) Analítico e) Confiante 165 Questão 15 Quando negociamos apresentamos diversas características. Quando esse negociador se apresenta muito rápido nas decisões, sendo assertivo e trazendo “o jogo” para seu lado é denominado de: a) Controlador b) Apoiador c) Estigmatizado d) Manipulador e) Confiante Questão 16 Ao se negociar podemos perceber os diversos estilos e características dos negociadores. Quando um negociador explora ao máximo o interesse e as condições do outro, verifica minuciosamente os detalhes envolvidos chegando a ser “matemáticos” em suas análises podemos considerá-lo como: a) Analítico b) Apoiador c) Controlador d) Eficaz e) Neutro Referências REIS, Ana Maria Viegas (org.). Desenvolvimento de equipes. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2005. 166 Aula 1 Atividade Proposta Cada vez mais o trabalho está ficando complexo e multifacetado. Praticamente é impossível um gestor dominar todos os assuntos de todas as áreas. O centralizador não tem mais espaço nas organizações modernas e se torna um líder que não estimula o desenvolvimento da autonomia de seus liderados. Cria, na verdade, dependentes de suas decisões. Exercícios de Fixação Questão 1 - A Justificativa: A competência cognitiva fundamenta a reflexão e a aprendizagem para planejar estrategicamente. Questão 2 - B Justificativa: A identificação da competência no funcionário para a tarefa recebida deve ser o fator principal para haver delegação. Questão 3 - E Justificativa: Justificativa: A chefia é definida pela organização (por exemplo, uma promoção) e não garante a competência da liderança. Questão 4 - C Justificativa: A competência da liderança não é um gene que se herda, portanto não é considerada como inato. 167 Questão 5 - D A Justificativa: Aurélio se porta como chefe (mais focado na burocracia do cargo) enquanto André assume o relacionamento com os colegas, focando o desenvolvimento da equipe. Questão 6 - B Justificativa: A área espiritual tem relação com aspectos mais particulares de uma liderança carismática, não sendo obrigatória numa liderança empresarial. Questão 7 - E Justificativa: A competência comportamental se relaciona com as atitudes do líder, diferente, portanto, dos conhecimentos técnicos. Questão 8 - D Justificativa: Esse potencial está vinculado às práticas organizacionais e se relaciona com trabalho administrativo. Questão 9 - A Justificativa: Esse princípio garante que a equipe perceberá estabilidade nas rotinas e metas do que foi planejado. Questão 10 - C Justificativa: A observação de cada detalhe do cenário e análise de cada profissional facilita a tomada de decisão mais centrada. Questão 11- E Justificativa: Na fase do controle acontece a disputa pelo poder e pela liderança. Questão 12 - B Justificativa: Nessa fase o membro procura ser aceito e evita entrar em choque com os membros já existentes. 168 Questão 13 - C Justificativa: É a fase de consolidação da liderança através do elogio para aumentar a sensação de reconhecimento e valorização. Questão 14 - D Justificativa: liderança informal é construída por aspectos psicológicos e subjetivos, sem a necessidade de formalização como, por exemplo, a nomeação ou promoção. Questão 15 - A Justificativa: Liderar pelo exemplo ganha força quando o líder mostra que também age do modo que prega verbalmente. Aula 2 Atividade Proposta Em cada momento um estilo pode ser utilizado. O gestor que possuir sabedoria conseguirá identificar qual estilo se adequa aos objetivos propostos. Exercícios de Fixação Questão 1 - B Justificativa: Muito preocupado com o relacionamento interpessoal, mas com o risco de perder o foco no trabalho a ser entregue. Questão 2 - C Justificativa: O comando está apenas na figura de uma só pessoa – gestor – o que causa limitação da criatividade e desmotivação. 169 Questão 3 - D Justificativa: Informa a equipe sobre o que deseja e a “alimenta” com dados que aixiliem a conscientização da direção a ser tomada) Questão 4 - A Justificativa: Gestor muito preocupado em agradar a todos. Isso é bom para o clima organizacional, mas pode provocar receio de chamar à atenção quando necessário. Questão 5 - E Justificativa: Com a decisão centralizada o autocrático consegue fazer as “coisas acontecerem”. Entretanto, produz liderados sem autonomia e sem criatividade. Questão 6 - A Justificativa: Chefia é um cargo que foi oferecido pela empresa. É nomeado pela autoridade constituída e assume uma posição na hierarquia. Liderança é formada pelo perfil do profissional estando ele em cargo de chefia ou não. Questão 7 - B Justificativa: O gestor, sendo chefe e tendo perfil de liderança, deve conhecer como a empresa funciona e como está em relação ao meio que se insere. Questão 8 - C Justificativa: O chefe expressa um perfil mais administrativo do que focado nas relações humanas e na motivação da equipe. Questão 9 - A Justificativa: O perfil do líder se destaca pela atenção que dedica às pessoas de sua equipe, tanto no suporte do trabalho quanto no apoio psicológico. 170 Questão 10 - B Justificativa: O papel de chefe diz respeito às tarefas administrativas burocráticas com um maior nas tarefas do que nas pessoas. Questão 11 - E Justificativa: Na verticalidade a hierarquia é acionada para “fazer a equipe funcionar” na direção proposta. Na horizontalidade o líder se coloca como um igual aos seus liderados. Questão 12 - A Justificativa: A motivação é intrínseca e, portanto, particular a cada um. Para atingi-la o líder deve saber estimular cada indivíduo focando naquilo que mais “toca” a sua subjetividade. Questão 13 - B Justificativa: A definição de objetivos de forma bem clara produz maior segurança na equipe e potencializa a concentração para atingi-los. Questão 14 - E Justificativa: Ao respeitar sua equipe, reconhecendo competências distintas, esse gestor se posiciona como um igual que também aprende na relação. Questão 15 - A Aula 3 Atividade Proposta A ideia do líder existir para facilitar o trabalho de quem esteja abaixo nos leva a pensar em como devemos inverter o paradigma de que o subordinado existe para atender às expectativas do seu gestor. 171 Exercícios de Fixação Questão 1 - A Justificativa: Delegou sem a profissional estar dominando a tarefa e nem suficientemente motivada. Questão 2 - B Justificativa: Utilizar o estilo da liderança servidora é mais do que apenas ser companheiro dos subordinados. Questão 3 - C Justificativa: Por diagnosticar o pleno domínio da equipe sobre a tarefa esse gestor se coloca distante e ausente, deixando que os liderados trabalhem por conta própria. Questão 4 - D Justificativa: Atentar apenas para o bem estar da equipe pode fazer com que o clima fique muito bom, mas os resultados fiquem comprometidos. Questão 5 - A Tarefa Alta - Relacionamento Baixo: É o estilo de liderança cujo foco maior é na tarefa a ser realizada. A integração e o relacionamento com o funcionário é pequena é apenas cordial. Questão 6 - A Justificativa: O estilo Direção deve ser utilizado quando há motivação (desejo de fazer),mas pouco domínio do conteúdo. Questão 7 - D Justificativa: A Delegação só deve ser utilizada quando há domínio pleno das tarefas e o profissional sente-se motivado para desenvolvê-la. 172 Questão 8 - B Justificativa: Como Carlos está iniciando e motivado, não é necessário focar na motivação. Entretanto, deve receber instruções precisas sobre seu trabalho. Questão 9 - A Justificativa: Como está sem motivação, pois já domina todo o seu trabalho, Fernanda deve ser apoiada para perceber que é valorizada e que sua tarefa é importante para a empresa. Questão 10 - E Justificativa: Mateus tem pleno domínio do seu trabalho e está muito motivado com os reconhecimentos que recebe. Portanto, seu gestor deve deixá-lo “livre” e delegar mais alguma nova tarefa que o desafie. Questão 11 - B Justificativa: Nessa liderança cabe ao gestor se perguntar como fazer para ajudar no trabalho de seus subordinados. Ele é quem serve aos liderados. Questão 12 - A Justificativa: O líder servidor congrega competência gerencial para fazer a equipe funcionar e entregar resultados sem deixar de se posicionar como um parceiro da equipe. Questão 13 - C Justificativa: Na liderança servidora o gestor se questiona, frequentemente, o que deve fazer para facilitar o trabalho de seus subordinados. Questão 14 - E 173 Justificativa: Liderar servindo significa se preocupar em como ajudar para melhorar o trabalho de quem está abaixo na hierarquia. Isso independe do número de liderados). Questão 15 - A Justificativa: Gestores contemporâneos devem equilibrar resultados a serem atingidos com um bom clima organizacional. Portanto, focar apenas no resultado pode indicar desinteresse pelo seu pessoal. Aula 4 Atividade Proposta Fatores técnicos e emocionais são a base de uma equipe de alta performance. O gestor sempre deve atentar para a motivação de seus subordinados e os fatores que realmente fazem a diferença para o sucesso. A segurança na equipe é tanta que os líderes os deixam sozinhos no palco e eles continuam dando o show. Exercícios de Fixação Questão 1 - B Justificativa: Esses pontos são a base para se entender os comportamentos utilizados dentro de uma equipe. Questão 2 - A Justificativa: Considerados com etapas “evolutivas” de um grupo, os ciclos indicam em qual momento essa evolução se encontra. Questão 3 - C Justificativa: Utilizar-se de relacionamento com seu gestor para conseguir vantagens (por exemplo, uma boa avaliação de desempenho), provoca um 174 grande mal estar na equipe e, sendo esse relacionamento com uma equipe inteira (preferida pelo gestor), grande competição com as restantes. Questão 4 - B Justificativa: Esse grupo (II) demonstra que sua motivação está mais nos aspectos materialistas e muito mais imediatista. Questão 5 - E Justificativa: O modelo mental fornece a concepção de mundo que cada funcionário possui e que nesse se baseia para agir. Questão 6 - A Justificativa: Equipe com membros comprometidos apresenta interdependência e um grande senso de responsabilidade no desenvolvimento e entrega de tarefas. Questão 7 - C Justificativa: Ao focarmos as crenças das pessoas que compõe uma equipe, assim como, os relacionamentos, formas de comemorar, lazer etc., estamos analisando os modelos mentais dessa equipe. Questão 8 - A Justificativa: Uma equipe, além do foco no mesmo objetivo, também possui um forte relacionamento interpessoal que garante um senso de união e comprometimento com o desempenho do outro. Questão 9 - B Justificativa: O que liga as pessoas não são tarefas ou objetivos. Isso é mais superficial. Para se tornar equipe essas pessoas devem possuir a mesma identidade que as faz sentirem-se como unidade. 175 Questão 10 - E Questão 11 - A Justificativa: O relacionamento dentro de uma equipe é fator crítico para se obter sucesso. Portanto, agir com superioridade ou desdenhar dos colegas provoca antipática e compromete o clima organizacional. Questão 12 - B Justificativa: O pagamento do salário em dia é considerado com obrigação de qualquer empregador e não deve ser visto como estratégia (estímulo) motivacional. Questão 13 - E Justificativa: Regras são sempre bem-vindas. No entanto, não podem ser limitadoras da criatividade e construídas sobre a burocracia sob pena de serem vistas como “impostas” ao grupo. Questão 14 - A Justificativa: Visando a harmonia da equipe a negociação deve ser sempre a estratégia usada. Questão 15 - C Justificativa: A comunicação deve ser foco da atenção para se reduzir o risco de ruídos. Por isso, devemos checar a compreensão do receptor e, sempre que possível, não contar apenas com a memória para temas importantes. 176 Aula 5 Atividade Proposta a) O foco na solução e não no problema (parte do filme onde o coach faz o cliente mostrar onde deseja chegar após contar seu problema); O líder ao utilizar o modelo coach deve focar a solução e não o problema, por mais que o liderado lhe chame para esse ponto. b) Provocar a autonomia do liderado (oferece a ferramenta – lápis – para que o cliente trabalhe e construa sua trajetória). Também não deve dar respostas, mas fazer com que o liderado pense por si próprio e encontre suas alternativas. Isso estimula a autonomia e reduz a dependência. Exercícios de Fixação Questão 1 - B Justificativa: Estando no gerúndio, coaching indica um movimento. Esse movimento é em direção à meta e, para isso, utilizamos um planejamento. Questão 2 - A Justificativa: Ao utilizar o estilo coaching o líder deve estimular que o subordinado encontre suas próprias respostas aumentando, assim, sua autonomia. Questão 3 - C Justificativa: O foco do coach sempre deve estar no positivo e nas potencialidades. Questão 4 - D Justificativa: Matriz SWOT é uma ferramenta que pode, ou não, ser utilizada no processo de coaching. Portanto, não é uma teoria que a fundamente. Questão 5 - C 177 Justificativa: Questão 6 - E Justificativa: Essa técnica criada por Sócrates permite que o gestor faça perguntas que estimule o seu subordinado a elaborar respostas por si mesmo, “obrigando-o” a refletir sobre suas ações. Questão 7 - A Justificativa: O coaching corporativo é modalidade que utiliza esse processo em profissionais de uma organização. Dessa forma, é diferente do coaching pessoal onde o cliente, por conta própria e às suas expensas, procura um Coach para se desenvolver. Questão 8 - D Justificativa: O mentor se caracteriza por conhecer profundamente o trabalho do cliente e ter autoridade de orientar caminhos mais adequados para o sucesso de suas metas. Questão 9 - C Justificativa: Para a prática do coaching, onde se exige produção de respostas, é necessário que o coachee possua alguma base. No caso do mentoring isso não é exigido. Questão 10 - B Justificativa: o mentor é aquele que possui experiência na área de atuação do subordinado que o gabarita a orientar sobre o que fazer. Questão 11 - E Justificativa: No processo de coaching não há necessidade do coach apresentar respostas ao coacheee, pois é exatamente esse último que deve produzi-las. 178 Questão 12 - C Justificativa: Com o líder-coach o subordinado desenvolve autonomia e capacidade para tomar decisões. Portanto, libera seu gestor e dispensasupervisão constante. Questão 13 -A Justificativa: Justificativa: A terapia, como o nome já diz, tem como objetivo principal tratar alguma disfunção do cliente. Coaching, pelo contrário, foca o potencial (os recursos saudáveis) do cliente. Questão 14 - C Estimular que o subordinado responda por perguntas abertas exige que o gestor esteja bem treinado em ouvir o outro de forma neutra. Questão 15 - B Justificativa: Com os estímulos recebidos fica mais livre para produzir opções de estratégias na resolução de situações. Aula 6 Atividade Proposta Ao colocar o coração nas ações praticadas, você possibilita que a “conexão” dos fatores envolvidos aconteça mesmo que você não entenda como ela será feita. Exercícios de Fixação Questão 1 - A Justificativa: As necessidades básicas são denominadas de Necessidades de Segurança. 179 Questão 2 - C Justificativa: Como propõe que primeiro se atinja a necessidade mais elementar para, só então, atingir a acima, ela recebe o nome de hierarquia das necessidades. Questão 3 - E Justificativa: A sociedade estimula que o indivíduo passe a desejar poder, realização etc., como meta para sua vida. Por isso, socialmente adquiridas. Questão 4 - A Justificativa: Aqui o que motiva é a percepção de ganho que existe quando verifico o que vou “gastar” para conseguir o que desejo e o que vou “ganhar” com isso. Questão 5 - B Justificativa: Quando percebo que há discrepâncias a menor entre o que recebo com o que um colega recebe pelo mesmo trabalho, a consequência é a desmotivação. Questão 6 - A Justificativa: A base desse “empoderamento” se fundamenta na autonomia conquistada pela demonstração de competência. Questão 7 - D Justificativa: Apenas na letra “a” todos os fatores provocam insatisfação. Questão 8 - A Justificativa: As teorias de conteúdo focam o que se passa nas reflexões sobre as necessidades dos indivíduos. 180 Questão 9 - A Justificativa: Com a delegação os subordinados são valorizados e se sentem empoderados por assumirem desafios mais elevados. Questão 10 - C Justificativa: Quando se está em flow (desafio compatível com a competência) a mente se concentra na atividade de tal forma que a percepção de outros fatores fica em segundo plano. Questão 11 - E Justificativa: Um gestor deve saber que em sua equipe existem pessoas diferentes e que necessitam ser reconhecidas em suas necessidades e expectativas. Por isso, eles devem ser percebidos como únicos e de forma particular. Questão 12 - A Justificativa: Nesse modelo o gestor projeta para sua equipe um cenário e faz com que qualquer indício apresentado confirme que “tudo” e “todos” estão colaborando para esse fim. Questão 13 - B Justificativa: Questão 14 - B Justificativa: Questão 15 - A Justificativa: O estímulo à qualidade de vida também objetiva uma vida pessoal saudável. 181 Aula 7 Atividade Proposta A comunicação aconteceu de modo sutil onde os cientistas não mais necessitavam punir os que faziam algo de “errado”. Os próprios “funcionários” tomavam conta dos seus colegas. Reparem que isso continuou acontecendo mesmo quando se demitia alguém e se contratava um novado. Exercícios de Fixação Questão 1 - A Justificativa: O ruído interfere na comunicação, mas não é considerado como um de seus elementos. Questão 2 - C Justificativa: Os elementos básicos de uma comunicação são: Emissor, Receptor, Mensagem, Canal de comunicação. Questão 3 - A Justificativa: Interpretar gestos, expressões faciais, olhares e postura corporal é muito difícil e tende a provocar muitos ruídos. Questão 4 - E Justificativa: Questão 5 - B Justificativa: O canal não foi escolhido considerando-se qual seria mais adequado ao receptor (operacionais). Questão 6 - A 182 Justificativa: Dizemos que é subjetivo quando a produção está basicamente na mente das pessoas. Ou seja, não está materializada em objetos ou processos. Questão 7 - B Justificativa: Nessa comunicação a mensagem é vertical e no sentido de cima para baixo. Questão 8 - C Justificativa: Nessa comunicação a mensagem é vertical e no sentido de baixo para cima. Questão 9 - A Justificativa: Os aspectos objetivos de uma cultura são expressos por sua produção material e concreta. Questão 10 - D Justificativa: Esse profissional deve estar “antenado” com as mais recentes tendências para antecipar o que os clientes de uma empresa desejam e esperam. Questão 11 - A Justificativa: Sem ações reais após a pesquisa os profissionais perdem a confiança na empresa e potencializam a insatisfação. Questão 12 - E Justificativa: O clima representa o estado mental da empresa. Pode ser entendido como o grau de satisfação dos empregados com diversos aspectos da empresa: desde benefícios, passando pelo clima, salários, chances de carreira etc. Questão 13 - E 183 Justificativa: O profissional feliz rende mais. Essa premissa pode parecer muito óbvia, mas vem sendo demonstrada com frequência nas empresas que se destacam no mercado nacional e intencional. Questão 14 - C Justificativa: O “feeling” pode ser utilizado pelos profissionais mais experientes para identificar quando algo “não vai bem” na empresa. Inclusive, chegam a perceber com certo grau de acerto quando se trata de pessoas mais atentas e focadas em seres humanos. Entretanto, para se garantir cientificidade é necessário contar com uma pesquisa que garanta o anonimato e se utilize de instrumentos neutros. Questão 15 Justificativa: Aula 8 Atividade proposta O conflito faz parte do processo de crescimento e não devemos vê-lo apenas pelo lado negativo. Entretanto, no caso de Pedro as mudanças foram sendo implementadas sem que houvesse a comunicação adequada por parte do seu gestor. As ações preventivas devem ser priorizadas sempre. Exercícios de Fixação Questão 1 - E Justificativa: O item III está incorreto, pois o tema sobre ética pode ser conteúdo dos treinamentos dados aos negociadores. Questão 2 - A Justificativa: Uma negociação ética se baseia no princípio ganha-ganha. 184 Questão 3 – B Justificativa: Quanto mais critérios objetivos forem utilizados mais o foco permanece no tema e não nas pessoas. Questão 4 - E Justificativa: A comunicação (e seus elementos) deve ser considerada com vital para o sucesso de uma negociação. Saber utilizá-la de forma adequada a cada interlocutor pode fazer a diferença entre sucesso ou fracasso de uma negociação. Questão 5 - D Justificativa: Um conflito definido como positivo deve ser encarado como uma chance de oxigenar um pensamento ou uma situação. Assim, novas possibilidades surgem e se apresentam como opção. Questão 6 - A Justificativa: Pessoas que produzam ações complementares dificilmente, para não dizer que é impossível, vão entrar em conflito. Sendo complementares Questão 7 - C Justificativa: Nesse nível um dos lados se sente superior e tenta mostrar suas façanhas expondo seus sucessos em detrimento das conquistas do outro. Questão 8 - E Justificativa: O latente quer dizer “adormecido”. Ou seja, o conflito existe, mas não é percebido e pode provocar situações de tensão quando não gerenciado. Questão 9 - D Justificativa: Um conflito manifesto é caracterizado por suaexposição pública, onde as pessoas não envolvidas diretamente no conflito passam a percebê-la. 185 Questão 10 - C Justificativa: Não existe etapa de manutenção de conflitos, pois a proposta está em exatamente resolvê-lo e não mantê-lo. Questão 11 - E Justificativa: Esse não seria um erro, pois deve ser uma das sestratégia de quem está na condição de mediador de conflitos. Questão 12 - B Justificativa: Essa objeção demonstra uma estratégia para se ganhar tempo e, provavelmente, se fundamentar para uma nova rodada de negociação. Questão 13 - C Justificativa: O catalisador estimula uma negociação envolvente e criativa. Possui alta capacidade persuasiva. Questão 14 - A Justificativa: O controlador é envolvente e valoriza excessivamente sua posição. Pode chegar a ser visto como um pouco frio. Questão 15 - B Justificativa: Analítico, como o nome já diz, é focado nos detalhes, focando-se muito nos aspectos racionais. 186 Bibliografia básica CARUSO, David & SALOVEY, Peter – Liderança com Inteligência Emocional. Ed. MBooks SP 2009 GOLD SMITH, Marshall & Lyons, Laurence – Coaching : O Exercício da Liderança. Ed Campus RJ 2010 Bibliografia complementar BEHNKEN, S. P. Gestão estratégica de RH. In: Starec, C.; Bezerra, J. (Org.). Gestão da informação e inteligência competitiva. Rio de Janeiro, Ed. Saraiva, 2005. p. 231-250. BEHNKEN, S. P. Coaching e educação corporativa. In: Starec, C.(Org.). Gestão da Informação, Inovação e Inteligência Competitiva. Rio de Janeiro, Ed. Saraiva, 2012. CAVALCANTI, Vera Lucia (org.). Liderança e motivação. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2007. PFLAEGIN, Niels – Liderando com Metas Flexíveis. Ed Bookman RS 2009 187 PONDER, Randall D – Liderança Passo-a-Passo. Ed. MBooks SP 2010 Minicurrículo: Sergio Paulo Behnken é Mestre em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho e em Psicologia Clínica pela Federação das Faculdades Celso Lisboa (FFCL), formado em Coaching pelo Instituto Internacional de Coaching e em Líder-Coach – Coaching Clinic – pela Pro- Fit/Corporate Coach University, e graduado em Psicologia pela FFCL. Atua na área de Psicologia, com ênfase em Recursos Humanos, trabalhando, principalmente, com os seguintes temas: educação corporativa e aprendizagem organizacional, coaching, treinamentos comportamentais, motivação, indicadores de performance em Recursos Humanos (RH), qualidade de vida no trabalho e desenvolvimento de potencial. Possui experiência em Gestão de Unidades de Negócios (UEN) em três campi da Universidade Estácio de Sá (UNESA) e na Coordenação do curso de Psicologia da mesma instituição. Além disso, foi Gerente do setor de RH da Fundação João Goulart, na Prefeitura do Rio de Janeiro, e Diretor da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RJ). Atualmente, é psicólogo, coach e consultor organizacional, sócio-diretor da Potencial PSI – Desenvolvimento do Potencial de Pessoas e Organizações – e membro da Associação Brasileira de Psicologia Organizacional e do Trabalho (SBPOT). Atua, também, como professor de Liderança e Gestão de Pessoas na Fundação Getulio Vargas (FGV) e de Psicologia e Gestão de Recursos Humanos nos cursos de 188 Graduação e Pós-Graduação da UNESA. Exerce, ainda, a função de avaliador do Ministério da Educação e Cultura (MEC), além de ser coautor de livros na área de Gestão Estratégica da Informação. Curriculo lates: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar& id=K4721185P0