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37  Candidíase

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ultra-sonografia ou tomografia computadorizada dos
rins e vias urinárias.
PROFILAXIA
Paciente Neutropênico
O objetivo da profilaxia com antifúngico no paciente
neutropênico é reduzir o risco de infecção fúngica sistêmi-
ca. Os estudos randomizados prospectivos e estudos de
casos controles têm mostrado que o uso profilático de an-
tifúngicos pode reduzir a ocorrência de candidemia. O es-
quema recomendado durante o período de neutropenia é
feito com fluconazol 400 mg/dia pela via oral. Estão incluí-
dos nesse grupo os pacientes em quimioterapia para leu-
cemia aguda e para transplante de medula óssea.
Paciente Transplantado de Órgão Sólido
Os pacientes transplantados de fígado que possuem ris-
co aumentado de infecção fúngica sistêmica incluem os
pacientes com retransplante, elevação da creatinina sérica,
coledocojejunostomia e colonização fúngica dentro dos
três primeiros dias pós-transplante. Portanto, o uso de pro-
filaxia com antifúngicos deve ser realizado durante o pe-
Capítulo 37 365
ríodo pós-operatório precoce, podendo ser utilizado o
fluconazol na dose de 400 mg/dia endovenoso ou anfote-
ricina B 10 a 20 mg/dia.
Paciente Gravemente Enfermo
Não existe consenso de profilaxia com antifúngicos em
pacientes graves internados em unidades de terapia intensiva.
CONCLUSÕES
A emergência de novas espécies de Candida como res-
ponsáveis por infecção sistêmica e as diferenças no perfil
de resistência aos antifúngicos demandam uma vigilância
crescente e constante das infecções fúngicas nosocomiais.
Os estudos sobre o mecanismo de transmissão das infec-
ções sistêmicas por leveduras do gênero Candida o consi-
deravam, por muitos anos, como de fonte endógena. Mais
recentemente, novos reservatórios, como as mãos dos pro-
fissionais da saúde, o próprio ambiente hospitalar e as so-
luções de nutrição parenteral, passaram a ter um papel
importante na transmissão exógena dessas infecções. A
mudança dinâmica do perfil dos pacientes internados nos
hospitais terciários e a constante introdução de novas te-
rapêuticas, novas modalidades de transplantes e procedi-
mentos invasivos vêm trazer um novo panorama nas in-
fecções fúngicas nosocomiais envolvendo patógenos
emergentes com apresentações clínicas diversas e desafi-
os para a terapêutica.
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