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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ GRAFOLOGIA Curso de Psicologia Disciplina: Psicologia Organizacional do Trabalho Aluna: Cícera Ellieny de Lima Barbosa Matrícula: 2016.02.77241-1 Aluna: Jessica Costela da Silva Cherenguini de Paula Matrícula: 2015.01.51981-6 Aluno: Johnny Robert de Castro Machado Matrícula: 2016.02.09432-2 Aluna: Nadja Magalippy de Medeiros Matrícula: 2015.04.12952-1 Aluno: Sérgio Alves Chaves Matrícula: 2015.01.06040-6 Aluna: Simone Pereira Rodrigues – Matrícula: 2015.02.52157-1 Rio de Janeiro, 2018 UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ GRAFOLOGIA Trabalho apresentado como requisito parcial a obtenção da nota de AV1 da disciplina Psicologia Organizacional do Trabalho do curso de Psicologia da Universidade Estácio de Sá, campus Santa Cruz. Professora: Nara da Silva Machado Rio de Janeiro, 2018 História da Grafologia A grafologia, entendida atualmente como uma técnica que compreende modelos de personalidade através da projeção na escrita, desde antes dessa formalidade quanto a sua definição, em meados de 350a.c., já havia uma inclinação quanto a este entendimento. Mesmo antes de se conhecer métodos hierarquizados na modernidade e do acolhimento da psicologia como uma possível ferramenta em testes psicológicos, Aristóteles, Demétrio de Faléreo, Dionísio, Confúcio, entre outros filósofos que compuseram a Grécia antiga, já relacionavam a escrita com o humor e a personalidade da pessoa. E a rigor dessa interpretação, outros autores e romancistas, durante a história, postularam a mesma ideia, como Shakespeare ao recitar “Dê-me a escrita de uma mulher e falarei sobre seu caráter”. Contudo, o primeiro registro oficial da grafia como um estudo da personalidade, permeia o séc. XI, na China, sendo os chineses os pioneiros a traçarem perfis através da escrita, onde pelo arquétipo do Mandarim, entendiam que os traços leves, fortes, precisos, obtusos, etc., representavam o grau de humor e disciplina de uma pessoa e como ela poderia agir em um determinado grupo. O primeiro livro a ser lançado sobre o tema foi do médico italiano, Camilo Baldi, com o título de Trattado come de una lettera missiva se conosco na natura e qualitá dello scrittore (Tratado sobre como, através de uma carta, chega-se ao conhecimento da natureza e das qualidades do autor). E Ainda na própria Itália, Marco Aurélio SEVERIANO (1580-1656), professor de anatomia e de cirurgia da Universidade de Nápoles, escreveu Adivinhador ou Tratado de adivinhação epistolar, livro em que procurava associar escrita e personalidade do indivíduo. Porém, só em meados de 1860 que a grafologia recebe um corpo mais robusto de embasamento teórico, com o Jean Hyppolyte Michon, da Escola Francesa, estudioso de teologia, foi desenvolver tão amplo trabalho sobre análise de escrita que se lhe atribui unanimemente o título de precursor da grafologia atual. Após publicar seu livro Les mystères de l’écriture. Art de juger les hommes sur leurs autographes (Os mistérios da escrita. Arte de julgar os homens com base em seus autógrafos), com pequena colaboração de A. Desbarolles, o Système da grafologie (Sistema de grafologia), fundou em 1871, a revista La Graphologie (A Grafologia), ainda editada até os tempos atuais. E graças a Michon, começou a existir, na França, a chamada escola dos sinais isolados, onde partindo de ideias de Baldi, procurou relacionar elementos específicos da escrita a elementos psíquicos também específicos e a traços de personalidade. E, assim, muito a quem se interessava pelo tema e se formava era dado como o título de grafologista e não grafólogo, como é reconhecido atualmente. Ainda no mesmo período, Crépieux-Jamin fez alterações na teoria de Michon, de certa, ultrapassando-o. Ao definir o sinal como uma manifestação gráfica, um traço grafológico, consequência de um movimento fisiológico, deu-o, pois, como relacionado, constantemente com a energia de um movimento psicológico, que lhe seria correspondente, fazendo uma síntese de que o traço não corresponde sempre a um único traço de caráter. Ele postulou uma máxima: “Todo sinal gráfico sofre nuanças por influência de um outro sinal”. Isto vem justificar o fato de os traços de caráter não apenas se modificarem segundo a inteligência dos indivíduos, mas também exercerem influência uns sobre os outros, podendo, assim, acentuarem-se ou tornarem-se menos intensos. Hoje, os grafólogos em geral, não seguem fielmente a Crépieux-Jamin, não fazem mais a análise toda a partir dos sinais; ao contrário, estudam os sinais explícita e basicamente em correspondência ao todo da grafia, à qualidade deste. Grafologia na Atualidade. Permeando os modelos grafológicos mais antigo, pode-se entender como havia a inclinação de se entender a personalidade por traços, até o período que esse conceito evolui para uma ideia mais ampla de movimento gráfico. A partir daí, o gesto passou a ser considerado em si, enquanto nasce e enquanto se faz. Essa posição sobre o movimento gráfico vai ganhar força com o pensamento do filósofo e caracterologista, Ludwig Klages - visto como o pai da grafologia nos tempos atuais -, que estabelece, além do gesto como expressão íntima do indivíduo, o conceito de nível de forma da escrita, nível que está em função do aspecto do conjunto da grafia e, de outro, a noção dos sentidos positivo e negativo dos diversos tipos de movimento gráfico. Com isso, o estudo dos sinais e o estudo do todo se unem. Klages vem mostrar como o nível de forma está intimamente unido ao ritmo da escrita. Para o autor, o indivíduo sadio sempre se exprime ritmicamente nos movimentos expressivos que executa e, assim, também ao produzir seus movimentos gráficos. Esse tipo de pensamento integrado à questões qualitativas da personalidade vem pra se tornar a base para o percurso da grafologia atual, onde não existe escrita bonita ou feia, mas sim o nível de forma positivo ou negativo que expressa o equilíbrio e a harmonia do ser humano. Usada, assim, como forma de autoconhecimento, em tratamentos psicoterapêuticos, na área criminalista (embora não possa apontar um criminoso) e bem aplicada em questões corporativas, como recrutamento de pessoas e RH, a grafologia vem acusar tendências agressivas, traços de falta de sinceridade ou possíveis distúrbios emocionais em testes psicológicos que o acervo teórico se dispõe, entendendo como as pessoas estão em constante mudança e o estado de espírito sofre alterações. Os traços de escrita podem variar durante a vida, o ano, um dia ou até mesmo em naquele único documento que se escreve, demonstrando como que nossa estrutura psíquica e linguística pode se expressar em diversas formas; bastou-se emergir na história quem pudesse entender a dinâmica de como essas inúmeras interpretações vêm à luz. O QUE É A GRAFOLOGIA? A grafologia é definida como a técnica que estuda as características psicológicas das pessoas através da forma e dos traços da escrita. São analisados trechos da escrita espontânea e/ou a assinatura dos indivíduos. Isto pode dar informação aos especialistas sobre os traços de personalidade ou seu estado emocional no momento em que escreveu. Também é usada para autenticar a autoria de um texto. Escrevemos de uma forma diferente. A letra de cada pessoa se distingue das outras e existem características que são únicas. É um tipo de “impressão digital”, já que é quase impossível que de forma natural sejam repetidas as mesmas características entre dois indivíduos. Inclusive quando queremos modificar propositadamente uma assinatura ou escrita, é muito difícil ocultar os traços que saem de forma natural. Isto faz com que a grafologia seja uma ferramenta muito útil em alguns julgamentos para determinar a autoria de diferentes crimes. Além disso, a escrita revela traços da nossa personalidade que podem ser analisados pelosespecialistas. Quando falamos em grafologia, nos referimos ao estudo pseudocientífico da escrita de modo a analisar como a escrita pode interferir nos traços da personalidade. É importante deixar claro que não existe um estudo científico sobre a grafologia e este não é um instrumento de avaliação psicológica. Segundo Ilse Calen da Escola Alemã de Psicanálise a Grafologia é; – “Uma ciência experimental utilizando um sistema hermenêutico de regras interpretativas para decifrar os conteúdos conscientes e inconscientes expressos no traço gráfico, cujos significados são interpretados como auxílio do referencial teórico principalmente da Psicanálise, da Neurociência e da Linguística.” (por Ilse Calen,2001) Fonte:http://www.ebah.com.br/content/ABAAABkN0AA/grafologia-interpretando-personalidades-atravs-escrita-slides-pdf – acessado em 18/03/2018. • Zona Superior (SUPEREGO): poder de autocontrole dos instintos, superioridade moral e intelectual, aspirações altruístas, idealismo, religiosidade, crescimento interior. • Zona Média (EGO): relacionamento social, tendência para introversão ou extroversão, expressividade, equilibração. • Zona Inferior (ID): impulsos, instintos, sexualidade, interesses materiais, agressividade pessoal, atividade físicas. Na análise dos traços da escrita existem características precisas nas quais os grafólogos se baseiam. em 8 principais traços que eles observam: Tamanho: autoconceito e autoestima. Inclinação das letras: a afetividade, a iniciativa, capacidade de reflexão e a tendência a usar a intuição ou a lógica. Forma: nível cultural, nível intelectual, o sentido estético de uma pessoa. Pressão: vitalidade e saúde. Velocidade: agilidade mental, quociente intelectual. Sentido das linhas: estado emocional. Ligar ou desconectar as letras: comunicação, afetividade, forma de se relacionar com os outros. Ponto sobre a letra i: atenção e precisão. Ao analisar minuciosamente todas estas características da escrita, os grafólogos são capazes de elaborar um perfil, sendo considerado outros aspectos como o uso das maiúsculas, as margens e a assinatura. A Grafologia é um estudo que vem crescendo com o passar do tempo como tantos outros, e hoje é aplicada nas mais diversas situações como policiais, forenses, terapêuticas e até pessoais. Esse estudo sobre o tipo de caligrafias é acessível a todas as situações e exige um aperfeiçoamento com muito estudo, investigação e dedicação. A QUEM A GRAFOLOGIA AUXILIA: MÉDICOS: a grafologia pode ser utilizada em diagnósticos médicos. A técnica auxilia na definição de doenças como hipocondria, paranoia, esquizofrenia, alcoolismo, males de Alzheimer e de Parkinson, entre outras. Porém, a técnica pode ser mais uma ferramenta nesse diagnóstico. "A grafopatologia deve ser encarada com extrema cautela. O grafólogo não realiza diagnósticos, exceto se for médico qualificado para isso. Mesmo assim, deve recorrer a outros instrumentos para confirmar a patologia." JURISTAS: no exame de escritas, para se averiguar as falsificações e dissimulações realizado por um grafotécnico que é uma pessoa tecnicamente abalizada na realização de perícia com finalidade de determinar a autenticidade e autoria de escritas de fidedignidade e legitimidade controvertidas. e nos tribunais, para se estudar a personalidade dos acusados e testemunhas. pode ser de grande utilidade para analisar cartas suicidas, determinar a autoria de um crime ou observar se existem traços como a violência nos suspeitos. Os juízes demandam mais perícias de especialistas para observar características da personalidade ou tendências agressivas e violentas. PROFESSORES: É usada como ferramenta para recolher informações do aluno e conhecer melhor sua personalidade e detectar desafios de aprendizagem e socialização, através da análise da escrita, é possível observar transtornos da aprendizagem como a disgrafia. Segundo os grafólogos, tanto a conduta, quanto as emoções, ações, pensamentos, aptidões, modos de adaptação, assim como os sentimentos e a maturidade das crianças, podem estar refletidos em suas grafias. O professor não deve sentir que pode diagnosticar, porque na verdade ele não pode. Mas diante da suspeita de uma criança ter apanhado ou sofrido abuso, por exemplo, dará o alerta a quem poderá intervir. Ou seja, a grafologia é um caminho para prestar atenção e para ajudar.Além disso, é indicado considerar vários trabalhos realizados em dias diferentes para poder avaliar se existem variações evidentes nas grafias utilizadas.O frio, o calor e as emoções também deixam suas marcas nas expressões gráficas; não escrevemos igual quando estamos com raivas e quando estamos alegres, se estamos com febre ou sob o efeito de drogas. Por isso, reforço que não podemos nos prender a um só trabalho. PSICÓLOGOS: pode ser utilizada como um recurso complementar na seleção de pessoal e orientação vocacional, com o objetivo de saber o cargo mais apropriado, suas aptidões, suas competências, suas atitudes atingindo suas metas e alcançando o sucesso profissional. a grafologia não pode ser utilizada por Psicólogos como instrumento de avaliação psicológica até que seja obtido o 'parecer favorável' do Conselho Federal de Psicologia. Esta não é uma prática reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia e não pode ser utilizado por psicólogos durante psicodiagnósticos ou avaliações psicológicas. Adicionalmente, recomendamos que antes de fazer um curso sobre algum instrumento de avaliação psicológica, o Psicólogo verifique se este consta na lista de testes com 'parecer favorável' do Conselho Federal de Psicologia. Caso não conste, o instrumento somente poderá ser utilizado para fins de pesquisa. Quando falamos em grafologia, nos referimos ao estudo pseudocientífico da escrita de modo a analisar como a escrita pode interferir nos traços da personalidade. É importante deixar claro que não existe um estudo científico sobre a grafologia e este não é um instrumento de avaliação psicológica. O PRÓPRIO INDIVÍDUO: no caso de autoconhecimento. conhecer suas vocações, habilidades,aptidões,interesses,personalidade,traços emocionais,nível de inteligência, postura profissional, temperamento, entre outros. COMO A PSICOLOGIA VÊ A GRAFOLOGIA Quando falamos em grafologia, nos referimos ao estudo pseudocientífico da escrita de modo a analisar como a escrita pode interferir nos traços da personalidade. É importante deixar claro que não existe um estudo científico sobre a grafologia e este não é um instrumento de avaliação psicológica. O CRPRJ (Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro), a Grafologia ainda não é reconhecida pela ciência e pela profissão de psicólogo e portanto esta prática não pode estar associada ao nosso título. O CRP/SP tem sido frequentemente consultado sobre o uso da grafologia por psicólogos. Temos a esclarecer que a grafologia não pode ser utilizada por Psicólogos como instrumento de avaliação psicológica até que seja obtido o 'parecer favorável' do Conselho Federal de Psicologia. Esta não é uma prática reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia e não pode ser utilizado por psicólogos durante psicodiagnósticos ou avaliações psicológicas. O Conselho Regional de Psicologia – 11ª Região (Ceará) vem orientar aos Psicólogos de nossa Jurisdição sobre o uso da grafologia: A grafologia é uma prática técnico-científica que está sob análise de viabilidade como recurso complementar no trabalho do Psicólogo. Como tal, só pode ser utilizada no exercício profissional conforme as determinações da Resolução CFP nº10/97, quais sejam: Art. 2º - As técnicas e práticas ainda não reconhecidas pela Psicologia poderão ser utilizadas no exercício profissional, enquanto recursos complementares, desde que: I – estejam em processo de pesquisa, conforme critérios dispostos na Resolução nº 196/96, do Conselho Nacional de Saúde do Ministério da Saúde; II – respeitem os princípios éticos fundamentais do Código de Ética Profissional do Psicólogo; III – o profissional possa comprovar junto ao CRP a habilitaçãoadequada para desenvolver a técnica; e IV – o cliente declare expressamente ter conhecimento do caráter experimental da técnica e da prática utilizadas. A não-observância dessas determinações constituir-se-á em infração ao Código de Ética Profissional do Psicólogo. O referido Código determina que o Psicólogo deverá prestar serviços, utilizando princípios, conhecimentos e técnicas reconhecidamente fundamentados na ciência psicológica, na ética e na legislação da Psicologia; e a Resolução CFP nº 02/2003 determina que o Psicólogo só pode utilizar profissionalmente testes psicológicos com parecer favorável do CFP. A lista de testes com parecer favorável, que consta no Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos - SATEPSI, conta com 95 testes aprovados, o que facilita a criação das baterias para processos seletivos. O Conselho Regional de Psicologia da 16ª região em relação ao uso do teste grafológico em processos de seleção (RH); Considerando o Código de Ética Profissional do Psicólogo, que orienta que os serviços de psicologia devem ser realizados com base em princípios, conhecimentos e técnicas reconhecidamente fundamentados na ciência psicológica, na ética e na legislação profissional (Art. 1º, alínea c), o Conselho Regional de Psicologia do Espírito Santo (CRP-16), informa e é responsabilidade única e exclusivamente do(a) psicólogo(a), a escolha de instrumentos, métodos e técnicas psicológicas durante seu exercício profissional. No entanto, observam-se alguns questionamentos e representações éticas decorrentes da utilização de técnicas não regulamentadas ou sem respaldo científico, além de má utilização de instrumentos que acarretam em possíveis danos à sociedade. Para tanto, o Art. 1º da Lei n.º 5.766/71, estabelece que é da competência do Conselho Federal de Psicologia (CFP) orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão de psicólogo, bem como zelar pela fiel observância dos princípios de ética e disciplina da classe. O cumprimento de tal competência mantém a imagem da psicologia como sendo uma profissão fundamentada pela ciência e de grandes contribuições para o desenvolvimento social. Dessa forma, o CFP detém legitimidade para exigir do(a)s psicólogo(a)s que utilizem, no exercício da profissão, instrumentos eficazes, sob pena de responderem a processos disciplinares. A grafologia constitui o ramo de estudo que se propõe a decifrar o perfil psicológico de uma pessoa com base na escrita. Trata-se, até o presente momento, de uma técnica desprovida de regulamentação e reconhecimento científico, o que desautoriza sua utilização por psicólogo(a)s em sua prática profissional, independente da área de atuação. Informamos que existe um Projeto de Lei tramitando na Câmara dos Deputados (PL nº 184/2010) para a regulamentação do exercício profissional de grafologia, porém esse ainda não foi aprovado, o que torna sua prática irregular. Ademais, a grafologia não é reconhecida como técnica psicológica cientificamente respaldada pelo Conselho Federal de Psicologia, o que torna seu uso contrário aos princípios da profissão. Finalizamos este posicionamento declarando que são atribuições dos Conselhos Regionais: orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão em sua área de competência e zelar pela observância do código de ética profissional, impondo sanções pela sua violação (Art. 9º, alíneas b e c, da Lei nº 5.766/71). Assim sendo, reafirmamos a orientação de que os princípios e conceitos que sustentam a prática do exercício da grafologia não estão regulamentados como atribuições da Psicologia enquanto ciência e profissão. Adicionalmente, recomendamos que antes de fazer um curso sobre algum instrumento de avaliação psicológica, o Psicólogo verifique se este consta na lista de testes com ‘parecer favorável’ do Conselho Federal de Psicologia. Caso não conste, o instrumento somente poderá ser utilizado para fins de pesquisa. A GRAFOLOGIA COMO TECNICA DE SELEÇÃO DE PESSOAL A Grafologia na atividade de Recursos Humanos segundo especialistas possui 95% de acertos e pode apontar se o candidato a determinada vaga poderá adequar-se perfeitamente a mesma. Além disso, a grafoanálise (como é chamada a avaliação da grafia) pode ajudar o Gestor de RH a planejar uma equipe produtiva, associando pessoas tímidas àquelas com desenvoltura, quietas às extrovertidas. Não somente isso. A Grafologia auxilia na descoberta de uso de entorpecentes e tendências a comportamentos violentos. Pode não parecer, contudo, a letra de qualquer individuo diz muito sobre ele. A maneira como a pessoa escreve é capaz de evidenciar traços de personalidade, perfil psicológico e até mesmo habilidades para exercer determinados cargos. Por conta disso, as empresas têm recorrido cada vez mais à grafologia, que é o estudo da escrita, não só em seus processos seletivos, mas também em procedimentos internos como avaliações de desempenho e mapeamento de competência que levem a promoções. Isso faz com que a cada dia o mercado abra mais espaço para um novo tipo de profissional: o grafólogo. Hoje em dia estima-se que 95% das empresas de grande porte já utilizam a grafologia como ferramenta nos processos de recrutamento e seleção de candidatos. Isso também se dá nas pequenas e médias empresas. Basta que para isso tenham o profissional habilitado, que é o grafólogo. Logo, esse é um mercado que se faz crescente impreterivelmente nesse tempo, porque cada vez mais tem a necessidade de as empresas fazerem uma boa avaliação para filtrarem os bons profissionais. Como a grafologia faz uma avaliação não só da personalidade, mas também do perfil psicológico, num primeiro momento essa ferramenta já ajuda nos processos seletivos e evita problemas futuros como alta rotatividade de funcionários. Ao analisar, por exemplo, pressão, movimento e velocidade e outras, o grafólogo pode avaliar comportamento e personalidade, saber se a pessoa é ou não resistente à pressão e se tem possibilidade de se relacionar bem com colegas e respeitar hierarquia. E possível pela analise da escrita, que seja capaz de captarmos a qualidade do pensamento do individuo, dando-nos informação sobre sua forma de raciocinar, sua agilidade de pensar, sobre como encandeia suas idéias, sua precisão, sua memória, sua capacidade para analisar um problema, sua visão sobre os assuntos e sua capacidade de observar. A grafologia não faz teste de medição de Q.I. Ela pode dizer apenas se um funcionário saberá lidar melhor com um raciocínio intuitivo ou com o lógico dedutivo (matemático), além de revelar os temperamentos. Essa técnica analítica pode mostra o estado emocional presente da pessoa, o que se faz extremamente necessário para que a seleção de pessoal seja assertiva. Contudo, muitas vezes, distúrbios emocionais também transparecem na grafia, quando isso é apresentado o psicólogo pode iniciar um tratamento através da grafoterapia, a fim, de que o sujeito melhore seus rendimentos profissionais. A utilização da grafologia nas organizações é vantajosa, pois a ferramenta pode ser utilizada mesmo a grandes distancias, pois não se faz necessário a presença do candidato. Conhecer a personalidade através da letra nos fornece maiores subsídios para identificação dos talentos, e avaliação a adequação do candidato a cultura e ao perfil do cargo desejado pela empresa. COMO É APLICADO O TESTE GRAFOLÓGICO Para uma análise grafológica geralmente é solicitado um texto de 20 linhas, que deve ser feito em papel branco não pautado. Nesse pequeno texto é possível estudar aproximadamente 200 sinais, e o cruzamento dessas informações é que reflete a personalidade do autor. Quanto ao tema, alguns grafólogos preferem o tema livre, enquanto outros acreditam que um tema dirigido — como “Quem sou eu?” — é capaz de manifestar palavras reflexas. O QUE É, E COMO FUNCIONA O TESTE GRAFOLÓGICO Analisa a personalidade a partir do estudo dos traços da escrita . Considera que a forma de escrever é produzida por movimentos que refletem características psicológicas . Surgiu no séc. 17 a partirde experiências do médico italiano Camilo Baldi .CARACTERISTICAS ANALISADAS: 1. Distribuição do texto 2. Alinhamento 3. Espaçamento 4. Inclinação 5. Tamanho da letra 6. Pressão da caneta sobre o papel 7. Velocidade 8. Continuidade (ligação entre as letras) 9. Forma da letra 10. Comportamento de certas letras, como 'a', 'b', 'd', 'e', 'o', 'r' e 't' O QUE INDICAM 1. Organização mental 2. Descendente: pessimismo; ascendente: otimismo 3. Constante: bom contato interpessoal; oscilante: instabilidade 4. Para a esquerda: introversão; para a direita: extroversão; vertical: racionalidade 5. Grande: expansividade; pequena: timidez, detalhismo 6. Muita pressão: energia, dinamismo, firmeza; pouca pressão: desânimo, facilidade de ser influenciado pelo meio; 7. Rápida (letra pequena ou média e inclinada para a direita, pingo à frente do "i"): bom nível intelectual, habilidade de associar idéias 8. Sem tirar caneta do papel: boa memória, boa associação de idéias; letras separadas: intuição 9. Angulosa (com pontas): vitalidade, decisão; redonda: amabilidade, paciência: ornada (com laços, enfeites): vaidade, narcisismo, habilidade para representar 10. Cerca de 25 características são observadas em cada letra para complementar ou confirmar as análises anteriores REFERÊNCIAS https://pt.wikipedia.org/wiki/Grafologia https://www.portalsaofrancisco.com.br/esoterismo/grafologia http://grafologosonline.blogspot.com.br/2015/09/conheca-historia-da-grafologia-analise.html https://super.abril.com.br/historia/cuidado-com-a-caligrafia/ file:///C:/Users/user/Desktop/FACULDADE/Nota-de-esclarecimento-grafologia.pdf http://grafologosonline.blogspot.com.br/2017/06/psicologo-x-grafologo-principais-mitos.html file:///C:/Users/user/Desktop/FACULDADE/Nota-de-esclarecimento-grafologia.pdf http://www.crpsp.org.br/portal/conselho/comissoes/ver_noticias.aspx?id=16 http://observatoriorh.blogspot.com.br/2016/10/a-grafologia-nao-e-um-instrumento-de.html Acesso dia 19/03/2018 CAMARGO, P. S. A Grafologia no Recrutamento e Seleção de Pessoal. São Paulo: Ágora, 1991. www.sbie.com.br http://www1.folha.uol.com.br tudosobregrafologia.blogspot.com/p/testes-grafologicos.html