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INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA CONTROLE DE QUALIDADE FÍSICO-QUÍMICO Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso Aluno: _________________________ ASSIS-SP – 2018 SUMÁRIO PLANO DE ENSINO Rotinas inerentes ao departamento de controle de qualidade ................................................. 1 Atividades do departamento da garantia de qualidade e de controle físico-químico ................ 6 Análise Farmacopeica .............................................................................................................. 11 Especificações de Qualidade .................................................................................................... 13 Controle de Qualidade de matérias-primas ............................................................................ 15 Doseamento Titulométrico ...................................................................................................... 18 Espectroscopia na região do infravermelho (IV) ...................................................................... 21 Espectrofotometria na região do ultravioleta-visível UV-VIS .................................................... 25 Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE) ....................................................................... 28 Cromatografia Gasosa (CG) ....................................................................................................... 29 Aula prática 1 ............................................................................................................................ 30 Aula prática 2 ............................................................................................................................ 32 PLANO DE ENSINO CURSO: Farmácia SÉRIE: 7º Semestre TURNO: Noturno DISCIPLINA: Controle de Qualidade Físico-Químico CARGA HORÁRIA SEMANAL: 03 horas I - EMENTA Estudo dos critérios de controle de qualidade de matéria-prima de medicamentos e cosméticos, do processamento do produto e do produto acabado, assim como, do acondicionamento e embalagem dos mesmos. II - OBJETIVOS GERAIS Apresentar os conceitos de qualidade total, garantia de qualidade, controle de qualidade e as “Boas Práticas de Laboratório” para a fabricação de produtos farmacêuticos e cosméticos. Proporcionar conhecimentos básicos sobre processos produtivos e as metodologias utilizadas no controle de produtos farmacêuticos e cosméticos. III - OBJETIVOS ESPECÍFICOS Avaliar, implantar e discutir garantia de qualidade no processamento de produtos farmacêuticos e cosméticos. Aplicar métodos físicos, e/ou químicos, e/ou físico-químicos de matérias-primas e do produto acabado. Desenvolver metodologias para o controle de produtos farmacêuticos e cosméticos. IV - CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DATA CONTEÚDO 19/02 Apresentação da disciplina 26/02 Rotinas inerentes ao departamento de controle de qualidade A indústria Farmacêutica: atividades dos laboratórios de controle de qualidade físico-químico Atividades do departamento da garantia de qualidade e de controle físico-químico 05/03 Análise Farmacopeica Padrões e substâncias químicas de referência 12/03 Grau de pureza de matérias-primas e reagentes Especificações de Qualidade 19/03 Controle de Qualidade de matérias-primas 26/03 Aula Prática: Identificação de lactose (excipiente) e ácido acetilsalicílico (princípio ativo) em comprimidos de AAS 02/04 NP1 09/04 Correção da avaliação Doseamento Titulométrico. Monografias Farmacopeicas com produtos acabados 16/04 Aula Prática: Identificação de cloretos no cloridrato de ranitidina em comprimidos através de reação de precipitação (Titulometria) 23/04 Técnicas instrumentais aplicadas em análises de medicamentos e cosméticos (I) Karl Fischer e Infravermelho (IV) 07/05 Técnicas instrumentais aplicadas em análises de medicamentos e cosméticos (II) Espectrofotometria na região do UV-VIS 14/05 Técnicas instrumentais aplicadas em análises de medicamentos e cosméticos (III) Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE) 21/05 Técnicas instrumentais aplicadas em análises de medicamentos e cosméticos (IV) Cromatografia Gasosa (CG) 28/05 NP2 04/06 Correção da avaliação 11/06 SUB 18/06 Exame 25/06 Revisão de notas e faltas V - ESTRATÉGIA DE TRABALHO Aulas expositivas, aulas práticas, exercícios na sala de aula. VI – AVALIAÇÃO A apuração do rendimento escolar é realizada por meio de verificações parciais e exames, conforme previsto no Regimento Institucional. VII – BIBLIOGRAFIA Básica GIL, E.S. Controle físico-químico de qualidade de medicamentos. São Paulo: Pharmabooks, 3ª ed., 2010. COLLINS, C.H., BRAGA, G.L. Introdução a métodos cromatográficos, Campinas: Editora da UNICAMP, 5ª. Ed, 1995. PINTO, T.J.A., KANEKO, T.M., OHARA, M.T. Controle Biológico de Qualidade de produtos farmacêuticos, correlatos e Cosméticos. São Paulo: Atheneu, 3ª ed., 2010. Complementar FARMACOPÉIA BRASILEIRA. 5ª. ed., Brasília, ANVISA/FIOCRUZ, 2010. BRITISH PHARMACOPOEIA. London: Her Majesty’s Stationery Office, 2012. EWING, G.W. Métodos instrumentais de análise química. São Paulo: Blucher, 8ª ed., 2006. SNYDER, L.R., KIRKLAND, J.J., GLAJCH, J.L. Practical HPLC Method Development. New York: Wiley. 2nd ed., 1997. UNITED STATES PHARMACOPEIA. 35 ed. Rockville: United States Pharmacopoeia Convention, 2012. Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 1 ROTINAS INERENTES AO DEPARTAMENTO DE CONTROLE DE QUALIDADE DEFINIÇÃO Controle de qualidade de medicamentos abrange todos os princípios que devem ser seguidos pelos fabricantes e autoridades governamentais para garantir que o medicamento seja inócuo e eficaz. Visa fabricar produtos de determinada qualidade de forma sistemática e uniforme que satisfaçam as normas de identidade, atividade, pureza, etc. Controlar a qualidade Comparar com padrões Área industrial Engloba todas as etapas de produção do produto CONTROLE INTEGRAL DE QUALIDADE DE MEDICAMENTO Projetar - Produzir - Manter - Assegurar Conjunto de normas obrigatórias que surgiram primeiramente nos EUA, e instituem as boas práticas de fabricação: • GMP: Good Manufacturing Practices • BPF: Boas Práticas de Fabricação • BMP: Boas Práticas de Manipulação - Resolução; - Consulta Pública; - Portaria; - RDC. CONCEITOS GERAIS • Fabricação: todas as operações que intervêm na produção de um medicamento (elaboração, mistura, formulação, enchimento, embalagem e rotulação). • Matérias-primas: todas as substâncias ativas ou inativas que se empregam para a fabricação de medicamentos. Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 2 • Lote: quantidade de um medicamento que se produz em um ciclo de fabricação. Sua característica essencial é a homogeneidade. • Número do Lote: designação impressa no rótulo do medicamento que permite identificar o lote a que este pertence. • Registro de Lotes: todos os documentos associados à fabricação de determinadolote de produto. Fornecem a “história” de cada lote de produto. • Quarentena: retenção temporária de um produto com proibição de empregá-lo até que se autorize sua utilização. • Produto semi-elaborado: toda substância ou mistura de substâncias que ainda se encontram em processo de fabricação. • Qualidade: conjunto de propriedades, características ou atributos que o produto deve assegurar. • Validação: ato documentado que ateste que qualquer procedimento, processo, equipamento, material, atividade ou sistema esteja realmente conduzindo aos resultados esperados. • Aspecto legal: é resultado do confronto das características declaradas oficialmente pelo fabricante com aquelas que o medicamento realmente possui. • Especificações: requerimentos que um produto ou serviço deve satisfazer. GERENCIAMENTO DE QUALIDADE Determina e implementa a política de qualidade, ou seja, as intenções e direções globais de determinado órgão relativo à qualidade, formalmente expressa e autorizada pela administração superior da empresa (alta direção). Os elementos básicos do gerenciamento de qualidade são: • infra-estrutura • ações sistemáticas precisas – “garantia de qualidade” • GQ (Garantia de Qualidade) • BPF (Boas Práticas de Fabricação) • CQ (Controle de Qualidade) GQ – GARANTIA DE QUALIDADE É a totalidade de providências tomadas com o objetivo de garantir que os produtos farmacêuticos estejam dentro dos padrões de qualidade exigidos. Portanto, a garantia de qualidade incorpora as BPF e outros fatores, tais como o desenvolvimento e o projeto de um produto. Um sistema apropriado de garantia de qualidade deve assegurar que: 1. produtos farmacêuticos projetados e desenvolvidos; Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 3 2. as operações de produção e controle sejam especificadas por escrito; 3. as responsabilidades gerenciais estejam claramente especificadas na descrição dos serviços; 4. todos os controles necessários a serem realizados sejam realizados; 5. o produto acabado seja corretamente processado e conferido; 6. os produtos farmacêuticos não sejam vendidos ou fornecidos antes que o a Garantia da Qualidade autorize e ateste que cada lote tenha sido conferido; 7. sejam tomadas as providências necessárias para garantir, que os produtos farmacêuticos sejam armazenados, distribuídos e subsequentemente manuseados de forma que a qualidade seja mantida por todo prazo de validade; 8. haja procedimento de auto-inspeção de qualidade, que avaliem regularmente a efetividade e a aplicação do sistema de garantia de qualidade. O fabricante deverá se responsabilizar pela qualidade dos produtos farmacêuticos, assegurando a ação terapêutica dos mesmos com relação aos fins para os quais tenham sido produzidos, e cumprir com as exigências relativas ao registro, não colocando o paciente em risco. BPF – BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO É a parte da Garantia da Qualidade que assegura que os produtos sejam consistentemente produzidos e controlados, com padrões de qualidade apropriados para o uso pretendido e requerido pelo registro. As regras das BPF voltam-se para a diminuição de riscos inerentes, que são essencialmente de dois tipos: o de contaminação cruzada e o de mistura causada por rótulos falsos. Segundo a BPF: 1. todos os processos de fabricação deverão ser claramente definidos; 2. os passos críticos do processo de fabricação e quaisquer modificações deverão ser validados; 3. deverão ser providenciados todos os equipamentos necessários, dentre os quais se incluem: • pessoal qualificado e devidamente treinado • espaço e instalações adequados • equipamento e serviços adequados • materiais, recipientes e rótulos corretos • armazenamento e transporte adequados 4. deverão ser feitos registros durante a fabricação. E os registros relativos à fabricação e à distribuição deverão ser retidos de forma compreensível e acessível; 5. O armazenamento adequado e distribuição dos produtos deverão minimizar qualquer risco à qualidade dos mesmos; Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 4 6. As reclamações sobre produtos comercializados deverão ser examinadas e as causas dos desvios de qualidade investigadas. CQ – CONTROLE DE QUALIDADE É a parte das BPF relacionadas à amostragem, as especificações e aos testes, e ligada a organização, a documentação e aos procedimentos de liberação, que garantirão que os produtos sejam liberados para uso com qualidade satisfatória. Os detentores de Registros e Autorização de Funcionamento deverão ter um departamento de controle de qualidade. As exigências básicas para o controle de qualidade são as seguintes: 1. instalações adequadas, pessoal treinado e procedimentos; 2. todas as amostragens deverão ser feitas através de métodos aprovados e por pessoal qualificado; 3. as metodologias dos testes deverão ser validadas; 4. os registros deverão ser feitos, de modo a demonstrarem que todos os procedimentos e testes requeridos tenham sido realmente executados; 5. os produtos acabados deverão a todas as normas exigidas; 6. deverá ser feito registros dos resultados obtidos da inspeção e dos demais testes realizados; 7. nenhum lote de produto poderá ser liberado para venda ou fornecimento antes de ser aprovado pela pessoa autorizada; 8. deverão ser retiradas amostras suficientes das matérias – primas e dos produtos, a fim de que possam ser feitos exames futuros do produto (reanálise); O departamento de controle de qualidade tem outras atribuições como: • estabelecer, validar e implementar procedimentos para o controle; • avaliar, manter e implementar procedimentos para o controle; • avaliar, manter e armazenar os padrões de referência das substâncias; • assegurar a correta rotulagem de recipientes e produtos; • garantir a estabilidade dos princípios ativos; • participar da investigação de reclamações relacionadas com a qualidade do produto e participar do monitoramento ambiental. A avaliação dos produtos deverá englobar todos os fatores relevantes, com o pessoal do controle de qualidade tendo acesso as áreas de produção quando necessário. Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 5 FUNÇÕES DO CONTROLE DE QUALIDADE Função Preventiva • fiscalização através de processos analíticos químicos, físicos e estatísticos dos materiais que chegam a empresa para dar origem ao produto final • comparação com padrões estabelecidos • análise sistemática das causas dos defeitos nos processos • elaboração de projetos para obtenção de novos métodos • mentalidade de qualidade na empresa Função policiadora • emite e estabelece especificações • fiscalização do trabalho nos setores envolvidos na fabricação, embalagem e estocagem Função de segurança • amostras de retenção – análise periódica • controle de condições de higiene • análisesbacteriológicas sistemáticas da água • checagem constante dos equipamentos, ambiente e produtos • verificação das reclamações de clientes e devoluções • reinspeção de materiais considerados rejeitados • avaliação do nível de qualidade dos produtos concorrentes Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 6 ATIVIDADES DO DEPARTAMENTO DE GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE CONCEITO Controle de Qualidade (CQ) é um conjunto de operações (programação, coordenação e execução) com o objetivo de verificar e assegurar que os produtos estejam dentro dos padrões de qualidade exigidos, sempre através de algum tipo de análise e medição e suas vantagens principais são: • otimização de processos • redução de tempos e desperdícios • padronização de procedimentos • aumento do grau de certeza da qualidade do ambiente, dos insumos utilizados e dos produtos finais Na Indústria Farmacêutica o Controle de Qualidade Inclui os Laboratórios Físico-Químico e Microbiológico. Materiais de embalagem, controle em processo e laboratório de análises requerem áreas apropriadas, pessoal qualificado e recursos materiais. ATRIBUIÇÕES DO CONTROLE DE QUALIDADE 1. Desenvolver, estabelecer, modificar e treinar metodologias analíticas e operações de laboratório baseadas em referências farmacopeicas, Códex ou outras fontes de consultas, oficialmente reconhecidas, bem como em estudos internos de validação de métodos. 2. Monitorar cuidados especiais de todos os aparelhos do estabelecimento (calibrações, aferições, históricos de manutenção, métodos de operação). 3. Determinar especificações escritas para matérias-primas, materiais de embalagem, produtos intermediários (semi-acabados) e produtos acabados. 4. Autorizar/rejeitar o uso dos materiais do item 3 pela avaliação de todos os aspectos relativos às suas qualidades intrínsecas, manipulação, limpeza, higiene e sanitização, bem como a conservação, identificação e armazenamento das formulações. 5. Emitir Certificados de Análise e Laudos Analíticos, bem como conferir os provenientes de fornecedores, observando sua clareza, conjunto de dados, assinatura e identificação do responsável técnico com o respectivo número de inscrição no Conselho Profissional correspondente. Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 7 6. Desenvolver e aplicar programas internos de auditoria, documentação e organizacionais. ROTEIRO PARA MONTAGEM DE LABORATÓRIO DO CONTROLE DE QUALIDADE Para desenvolvimento, estruturação e implantação dos laboratórios, bem como dos métodos analíticos, suas aplicações, validações, monitorações e sistemas documentais existe a necessidade de profissionais habilitados, bibliografia (Farmacopeias, Index, Legislação, livros e periódicos). Também é necessário: • Estudar métodos analíticos contidos nas monografias farmacopeicas, ou outras; • Implantar os métodos analíticos de forma gradual e contínua; • Codificar os métodos Lay-out • Operação em condições higiênicas, compatíveis com os trabalhos executados; • Deve permitir adequados: limpeza, manutenção, fluxo e espaço Localização • Preferencialmente próximo das áreas de produção e almoxarifado • Isolamento físico que permita independência e autonomia • Fluxo controlado de pessoal e materiais • Local organizado racionalmente Indumentária adequada • Área física: Ideal: 12 m² • Prever instalação de: bancadas, pias, armários, prateleiras, capelas • Prever futuros crescimentos de: pessoal, equipamentos, análises • Pisos, paredes e teto: Revestimentos lisos, impermeáveis, sem rachaduras ou frisos, resistentes aos agentes sanitizantes, a ácidos e bases e facilmente laváveis – Cerâmicas – Massa e tinta epóxi – Pintura eletrostática ou acrílica – Forro de PVC • Bancadas: Altura mínima: 75 cm (sentado) e 90 cm (em pé) • Revestimentos: – epóxi / fórmica / vidro Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 8 – alvenaria com borracha siliconada • Armários: – na parte inferior – madeira formicada ou alvenaria • Prateleiras: – parte superior – revestimento anticorrosivo – observar possibilidade de vibrações • Bancadas separadas para balanças e aparelhos sensíveis: – Niveladas – Saídas de energia (110 e 220 V) • Iluminação: – Luz natural e luz artificial do tipo “luz do dia”, brancas. – Ideal fazer teste de intensidade luminosa. – Embutida no forro, para facilitar limpeza. • Sistemas de insuflação/exaustão: – Área bem ventilada – Capela de exaustão - Imprescindível devido a desprendimento de vapores, gases e para reações a quente - Deve possuir saídas para água, gás, vácuo, ar comprimido - Iluminação protegida - Monitoração regular • Climatização: – Temperatura/umidade controladas: 20-22 ºC e UR 40-65% • Utilidades: – Água para destilador / deionizador e água potável para pia de lavagem – Energia – Ar comprimido • Segurança: – Rotas de fuga identificadas – Dispositivos de segurança obrigatórios: - Extintor - Óculos - Máscara Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 9 - Chuveiro de emergência - Lava-olhos – Identificação da área – Ralos sifonados e fechados – Ambientes protegidos contra a entrada de insetos, roedores, outros animais e poeira – Sistema de lixos e rejeitos apropriados – Permitem maior sensibilidade – Precisão e exatidão (calibração certificada) – Maior produtividade (número de análises) – Otimização dos recursos humanos implantação sequencial dos métodos analíticos depende de: – custo da matéria-prima – custo do método analítico – pessoal qualificado – aparelhamento – validade dos materiais – vulnerabilidade de processos e produtos – grau de ocupação da área Equipamentos, aparelhos e acessórios importantes no laboratório: – Aparelho para determinação de ponto e faixa de fusão – Balanças de precisão e analítica – Balanças com dessecador para determinação de umidade – Banho-maria – Bico de Bunsen – Centrífuga (desejável com velocidade de, no mínimo, 3.000 rpm) – Cromatoplacas – Cubas para cromatografia em camada delgada – Dessecador à vácuo – Densímetros (tipos picnômetro e alcoômetros) – Espectrofotômetros (bandas visível, UV e infravermelho – Estufas para secagem de material ou para perda por dessecação – Karl-Fischer Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 10 – Lâmpada UV para leituras cromatográficas – Mantas aquecedores com agitação – Microscópio – Mufla – Pesos padrões para aferição de balanças (certificado) – pHmetros – Prateleira para secagem de vidraria – Refrigerador – Viscosímetros: Brookfield ou copos de Ford – Vidrarias e acessórios: - balões, buretas, Erlenmeyers, funis de separação, fios de platina, frascos para reagentes, cápsulas de porcelana, condensadores, pipetas graduadas e volumétricas, provetas, pesa-filtros, tubos de Nessler e de ensaio, etc. Porem isso não é tudo, mas dá uma boa ideia de um Laboratório. Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 11 ANÁLISE FARMACOPÉICA PADRÕES E SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS DE REFERÊNCIA GRAU DE PUREZA DE MATÉRIAS PRIMAS E REAGENTES INTRODUÇÃO A análise farmacopeica consiste em verificar se uma determinada substância segue rigorosamente todos os padrões exigidos pela Farmacopeia Brasileira com relação às suas características. Esta análise envolve: • Descrição Neste item são abordados todas as características físicas (substâncias químicas), macroscópicas e microscópicas (no caso de plantas). Ex.: Amido (F. Bras. IV) Caracteres físicos: Pó fino, branco, inodoro e insípido. Quando examinado em camada fina, não deve apresentar impurezas visíveis ou sujidades. Solubilidade: Praticamente insolúvel na água fria, etanol e demais solventes orgânicos. Descrição Microscópica: Mistura de grãos de duas formas: quando provenientes da periferia do albúmem são poliédricos... Ex.: Camomila (Matricaria flos) (F. Bras. IV) Caracteres organolépticos: As inflorescências apresentam odor aromático e agradável e sabor levemente amargo Descrição Macroscópica: Capítulos, quando maduros, de 10 a 17 mm de diâmetro, constituídos de receptáculo coberto de flores tubulosas amarelas... Descrição Microscópica: As células da epiderme do receptáculo, quando vistas frontalmente, são poligonais ou retangulares... • Identificação Aqui são descritos métodos para verificar a autenticidade do material, principalmente relacionados às reações orgânicas para identificação, ensaios físico-químicos tais como cromatografia, por exemplo, etc. Ex.: Empregar Cromatografia em Camada Delgada (V.2.17.1), utilizando silica-gel GF254, com espessura de 250 mm, como suporte, e mistura de tolueno-acetato de etila (93:7), como fase móvel... Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 12 • Ensaios de Pureza Como relata o nome do ensaio, verifica-se o teor de pureza da amostra. Existem substâncias que são toleradas (ou não) quando analisadas as amostras por meio deste item. Ex.: Cinzas totais (V.4.2.4). No máximo 14% Materiais estranhos (V.4.2.2). No máximo 5% de pedúnculos de capítulos ou de corpos estranhos. • Doseamento Neste ensaio são verificados os teores das substâncias (no caso de plantas) ou da substância pura em análise por meio de testes físico-químicos. Ex.: Determinar o teor de óleo essencial das inflorescências mediante Destilação por arraste a vapor (V.4.2.6). Usar balão de fundo redondo... • Embalagem e Armazenamento Ilustra as formas corretas de acondicionamento da amostra a fim de reduzir os efeitos de degradação por ação do calor, luz, umidade, etc. Ex.: Armazenar em recipientes fechados, protegidos da luz e dos insetos, por período não superior a um ano. Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 13 ESPECIFICAÇÕES DE QUALIDADE INTRODUÇÃO O “check list” de conformidades e não conformidades adotadas pela fiscalização sanitária é bastante criterioso, abordando a existência ou não de sistemas de garantia de qualidade e, consequentemente, do laboratório de Controle de Qualidade. Dentre as diversas funções do laboratório de Controle de Qualidade destaca-se: qualificação dos fornecedores e funcionários, Controle de Qualidade das matérias-primas, embalagens e produtos acabados, controle dos processos de produção, armazenamento de matérias-primas e das não conformidades. ESPECIFICAÇÕES DE QUALIDADE DE MATÉRIAS-PRIMAS RECEPÇÃO DE MATÉRIAS-PRIMAS • Exame visual da embalagem - Integridade física da embalagem - Conformidade com a Nota Fiscal e Laudo de Análise - Quantidade, peso, volume, validade • Identificação - Manter na área de quarentena até a aceitabilidade pelo CQ - Utilização de etiquetas - Quarentena: etiqueta amarela com identificação completa; - Aprovação: etiqueta verde com identificação completa; - Reprovação: etiqueta vermelha com identificação completa. • Amostragem - Representatividade de cada lote ANÁLISE DAS MATÉRIAS-PRIMAS • Testes qualitativos e quantitativos • Fichas de identificação para cada matéria-prima • Propriedades organolépticas - Cor, odor e sabor • Ensaios de Identidade Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 14 - Solubilidade, ponto de fusão, granulometria, pH, densidade, viscosidade, etc. • Ensaios de Pureza Quantitativos - Teor de umidade (aquametria) - Métodos gravimétricos (precipitação e volatilização) - Método volumétrico (método de Karl Fischer) - Destilação azeotrópica - Teor de substâncias voláteis e não voláteis - Teor de substâncias solúveis e insolúveis totais - Teor de cinzas - Teor de cinzas sulfatadas - Teor de cinzas insolúveis em ácido clorídrico • Ensaios de Pureza Semi Quantitativos - Cloretos - Sulfatos - Amônia - Ferro - Metais pesados - Arsênio • Ensaios de Pureza Qualitativos - Impurezas orgânicas intrínsecas - Decorrentes do processo de decomposição da amostra - Impurezas orgânicas extrínsecas - Contaminação ambiental - Falhas no processo de purificação durante a obtenção do produto Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 15 CONTROLE DE QUALIDADE DE MATÉRIAS PRIMAS RECEPÇÃO, IDENTIFICAÇÃO E AMOSTRAGEM DE MATÉRIAS PRIMAS RECEPÇÃO Quando a matéria prima chegar ao almoxarifado, sua embalagem deve ser examinada visualmente, observada sua integridade, sua conformidade com o declarado na Nota Fiscal e Laudo analítico, confirmação do peso ou volume ainda na presença da transportadora, necessidade de estocagem especial e validade.IDENTIFICAÇÃO Todas as matérias primas recém-chegadas devem ser conservadas em uma área isolada considerada quarentena até que o Laboratório de Controle de Qualidade determine a sua aceitabilidade. A área de quarentena deve ter acesso restrito para evitar a utilização de maneira inadvertida de matéria prima não analisada. O resultado do Controle de Qualidade ou o tempo de quarentena devem ser identificados nas embalagens das matérias primas através de etiquetas: • Quarentena: etiqueta amarela com a identificação completa da matéria prima; • Aprovação: etiqueta verde com a identificação completa da matéria prima; • Reprovação: etiqueta vermelha com a identificação completa da matéria prima. AMOSTRAGEM Devem ser recolhidas amostras representativas de cada embalagem de cada lote. Caso a matéria prima pertença a lotes diferentes, devem ser amostrados cada lote. A amostragem deverá ser tomada em local limpo e apropriado, para que não haja possibilidade de contaminação cruzada. A amostra deverá ser homogeneizada antes de se retirar uma alíquota para análise e para armazenamento na amostrateca. ANÁLISE DAS MATÉRIAS PRIMAS Testes qualitativos ou quantitativos são de grande valia para detectar alterações, adulterações ou erros grosseiros dos fornecedores na separação da matéria prima. Deve-se preparar fichas de identificação com os dados e procedimentos analíticos da matéria prima. Critérios analíticos empregados para determinação da qualidade dos medicamentos: • Propriedades organolépticas e sensoriais: aspectos gerais, cor, odor, sabor. • Normas e ensaios de identidade: solubilidade, ponto de fusão, espectrofotometria UV e IV, cromatografia, reações de coloração, reações de precipitação, etc. Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 16 • Normas e provas de pureza: métodos quantitativos como perda por dessecação, grau de umidade, cromatografia líquida e gasosa, espectrometria de massa (para determinação da concentração de impureza tóxica), ensaios de metais tóxicos, provas de esterilidade e pirogenicidade. • Normas e ensaios de atividade: métodos quantitativos como espectrofotometria, titulação, gravimetria e os métodos baseados em reações elétricas, térmicas e biológicas. Propriedades organolépticas Aspecto e estado físico Descreve as características físicas da substância, este ensaio é aplicável à todas as matérias primas. Classificam-se em: • Sólidos cristalinos: são pós que apresentam estrutura cristalina definida. Muitas das substâncias passam por processos de refino, por isso é recomendado o uso de lupas para uma melhor visualização das estruturas cristalinas do composto. Ex: cloreto de sódio, ácido acetilsalicílico, iodeto de potássio, hidróxido de ferro, etc. • Sólidos amorfos: são pós que não apresentam estrutura cristalina definida e ao serem analisadas percebe-se o agrupamento desordenado das moléculas do composto. Os líquidos, gases e substâncias semissólidas também possuem estrutura amorfa. Ex: amido, talco, etc. • Substâncias pastosas: são substâncias em estado intermediário em ter o sólido e o líquido. Ex: lanolina, vaselina, etc. • Líquidos transparentes: são compostos líquidos que permitem a passagem da luz por eles sem atrapalhar a visão de um objeto através de um frasco de vidro incolor com ele contido. Ex. água, álcool, acetona, etc. • Líquidos translúcidos: são compostos líquidos que permitem a passagem de luz por eles, impedindo, porém, a perfeita visualização de objetos através de um frasco de vidro incolor com ele contido. Ex: solução comercial de elastina e colágeno • Líquidos opacos: são compostos líquidos que não permitem a passagem de luz através deles e nem a visualização de objetos através deles. Ex: emulsões, suspensões, lipossomas, etc. Cor e brilho Descreve a coloração e brilho dos compostos, este ensaio é aplicável à todas as matérias primas. Quanto à cor classificam-se em: • Incolores – são compostos que não possuem coloração. Ex: água, álcool, peróxido de carbamida, etc; • Coloridos – são compostos que possuem uma coloração específica. A alteração da cor específica de um produto pode identificar a degradação ou adulteração do mesmo. Ex: enxofre (amarelo claro à Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 17 amarelo escuro), coenzima B12 (vermelho escuro), sulfato de cobre II (azul claro à azul escuro), peróxido de benzoíla (branco à branco-amarelado), etc. • Quanto ao brilho são classificados em: • Vítreo – são compostos que possuem brilho semelhante ao do vidro. Ex: sílica, água, etc; • Metálico – são compostos que possuem o mesmo brilho dos metais puros. Ex: iodo sólido, selênio, limalha de ferro, raspas de magnésio, etc. • Opaco – são compostos que não possuem brilho. Ex: talco, amido, óxido de zinco, etc. ODOR Descreve o dor característico dos compostos. A alteração de odor pode identificar degradação ou adulteração de um produto e por isso deve ser analisado em todos os produtos colocando o produto próximo às narinas e levando o odor com as mãos para as mesmas. No caso de essências, mergulhar papel filtro nas mesmas, deixar secar e analisar o odor desprendido. Quanto ao odor, os compostos classificam-se em: Inodoros – são compostos que não possuem odor. Ex: água. Odor característico – são compostos que apresentam odor próprio. Ex: hipoclorito de sódio (odor sufocante de cloro), acetona (odor sufocante característico), acetato de amila (odor característico que lembra à banana), etc. SABOR Descreve a sensação captada pelas papilas gustativas da língua. Uma alteração do sabor pode identificar degradação ou adulteração do composto. Para analisá-lo dissolve-se pequena quantidade da amostra em água ou xarope e promove-se a experimentação, geralmente realiza-se esta análise para essências e extratos vegetais. É um ensaio aplicado em aromatizantes, diluindo-os em xarope na concentração padrão de uso e experimentando-os após a lavagem bucal. Quanto ao sabor, os compostos podem ser classificados em: Insípidas – são compostos que não possuem sabor. Ex: água. Ácidos – provêm de substâncias ácidas e são azedos. Ex: ác.cítrico, vinagre,etc; Salgados – provêm da presença simultânea de cátions e ânions formando sais. Ex: cloreto de sódio, iodeto de potássio. Amargos – provêm de sais de alto peso molecular. Ex: café, chocolate, etc. Doces – provêm de compostos orgânicos polihidroxilados, polihidrogenados, alfa-aminoácidos. Ex: sacarose, aspartame, fenilalanina, glicerina, etc. Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 18 DOSEAMENTO TITULOMÉTRICO INTRODUÇÃO A titulação é um método volumétrico empregado para a determinação da concentração de uma grande quantidade de substâncias químicas. Baseia-se em fenômenos que ocorrem entre diversos reagentes, tais como neutralização, precipitação, complexação, oxidação/redução, entre outros.Por exemplo, em uma titulação de neutralização, pode-se determinar a concentração de uma base (titulado) por meio da adição de quantidades crescentes de um ácido (titulante) de concentração conhecida e exata. A medida que o ácido é adicionado à solução da base (de volume conhecido), uma reação de neutralização ocorre até que toda a base seja neutralizada pelo ácido. Neste momento, tem-se o ponto final da titulação. O volume gasto do titulante pode ser empregado para o cálculo da concentração do titulado. Esquema de uma titulação Padrão Primário Um padrão primário é uma substância empregada como titulante em uma análise volumétrica. Deve possuir uma concentração exata para que seja possível a determinação fidedigna da concentração de outras substâncias ou ainda para padronização de outras soluções titulantes, denominadas padrões secundários. Para uma substância ser considerada um padrão primário ele deve possuir algumas características, tais como: (a) ser de fácil obtenção, purificação e secagem; (b) ser fácil de se testar e de eliminar eventuais impurezas; (c) ser estável ao ar sob condições normais de manuseio (pesagem, diluição, etc.); (d) possuir massa molar elevada para se evitar erros associados à pesagem. Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 19 O número de padrões primários é relativamente limitado. São exemplos: carbonato de cálcio, tetraborato de sódio, ácido benzóico, cloreto de sódio, nitrato de prata, tiocianato de potássio, ácido oxálico, oxalato de sódio e dicromato de potássio. Quando o reagente não é padrão primário (por exemplo, ácido clorídrico, hidróxidos alcalinos e de amônio, permanganato de potássio) a preparação direta da solução não é possível. Recorre-se, então, à técnica indireta, que consiste em preparar, inicialmente, uma solução com concentração aproximada à desejada e, depois, padronizá-la, isto é, determinar com exatidão o seu título em relação a um padrão primário adequado ou com referência a uma outra solução padrão. Por exemplo, o ácido clorídrico não é padrão primário e a sua solução pode ser padronizada através de um padrão primário, como é o caso do carbonato de sódio. A seguir esta solução (já padronizada) pode ser usada para titular hidróxidos alcalinos (como por exemplo o hidróxido de sódio). Na padronização devem ser obedecidas as seguintes condições: • é preciso dispor de um padrão primário adequado ou solução padronizada; • peso do padrão primário não pode ser demasiadamente pequeno, em virtude do erro inerente ao aparelho de pesagem; • volume de solução gasto na padronização não deve ser pequeno demais, pois cada leitura na bureta está sujeita a um erro de 0,01 mL e um erro de escoamento de 0,02 mL, podendo o erro total chegar a 0,04 mL e, portanto, para garantir uma exatidão de 0,1% é preciso que o volume de solução gasto na titulação não seja inferior a 20 mL. Indicador Substância que graças à mudança de cor nos dá o ponto de equivalência. Geralmente são ácidos ou bases orgânicas fracas, que apresentam diferença de cor entre as formas presentes em seu equilíbrio de dissociação. Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 20 Os principais indicadores de ácido e base e seus respectivos pH de viragem são: Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 21 ESPECTROSCOPIA NA REGIÃO DO INFRAVERMELHO (IV) DEFINIÇÃO A espectroscopia na região do infravermelho (espectroscopia IV) é um tipo de espectroscopia de absorção, em que a energia absorvida se encontra na região do infravermelho do espectro eletromagnético. Há interação entre a radiação IV e as moléculas, onde a radiação eletromagnética pode interagir com a matéria, sendo assim absorvida. A radiação infravermelha quando absorvida, fornece energia suficiente apenas para alterar as vibrações entre os átomos em uma molécula. USOS Determinar informações estruturais sobre uma molécula. Escala de comprimento de onda (λλλλ) A região de absorção do IV ocorre entre 4.000 e 400 nm. Tipos de vibrações Existem um grande número de vibrações possíveis. As mais comuns são: Estiramentos axiais: Estiramento simétrico Estiramento assimétrico Deformação angular: Angular simétrica no plano (tesoura) Angular simétrica fora do plano (torção) Angular assimétrica no plano (balanço) Angular assimétrica fora do plano (abano) RESULTADO DA ABSORÇÃO Quando uma molécula absorve a radiação Infravermelha, passa para um estado de energia excitado. A absorção se dá quando a energia da radiação IV tem a mesma frequência que a vibração da ligação. Após a absorção, verifica-se que a vibração passa ter uma maior amplitude. Requisitos para ocorrer absorção no Infravermelho • Nem toda molécula absorve no IV. Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 22 • É necessário que o momento de dipolo da ligação varie em função do tempo. Moléculas simétricas Verifica-se também que moléculas simétricas, ou praticamente simétricas também se mostrarão inativas no IV. EQUIPAMENTO O esquema de funcionamento do aparelho está ilustrado na Figura 1. Figura 1. Esquema de funcionamento do espectrofotômetro na região do IV. Uma vez que cada tipo de ligação covalente apresenta uma diferente frequência de vibração natural, então duas moléculas diferentes não deverão apresentar um idêntico comportamento de absorção no IV, ou espectro de IV. FREQUÊNCIA DE ABSORÇÃO DOS DIFERENTES GRUPOS QUÍMICOS Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 23 Resumindo, temos a Figura 2. Figura 2. Escala de comprimento de onda dos diferentes grupos químicos. EFEITO DA FORÇA DE LIGAÇÃO • Em geral ligações triplas são mais fortes que ligações duplas que é mais forte que ligação simples EFEITO DAS MASSAS • À medida que o átomo ligado, por exemplo, a um átomo de carbono, aumenta em massa, a frequência de vibração diminui. • Assim, quanto maior a massa, menor a frequência. RESULTADO DA ANÁLISE • O equipamento produz um gráfico entre a intensidade de absorção versus o número de onda. Este gráfico corresponde ao Espectro de Infravermelho. • Num espectro devem ser observadas algumas características das bandas (picos) de absorção. • Caracteriza-se pela Intensidade e forma. Exemplos: EstiramentoC-H sp 3 Estiramento C=O Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 24 C 8 H 18 CH 2 C-H sp3 CH 3 Octano Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 25 ESPECTROFOTOMETRIA NA REGIÃO DO ULTRAVIOLETA-VISÍVEL (UV-VIS) DEFINIÇÃO O UV-visível talvez seja uma das técnicas mais utilizadas em todo o mundo, em especial em análises quantitativas em laboratórios químicos, clínicos e farmacêuticos. Esta técnica ainda permanecerá durante muito tempo como um dos mais úteis instrumentos de medida. As amostras analisadas podem estar em qualquer estado físico. Suas principais vantagens consistem em: • Facilidade no manuseio da operação; • Boa sensibilidade; • Boa exatidão; • Seletividade moderada; • Ampla aplicabilidade. É um método comumente aplicado na determinação de compostos inorgânicos e orgânicos, como por exemplo, na identificação de princípios de fármacos e também na determinação da concentração dos mesmos. A região do espectro do ultravioleta é na faixa de 200 a 400 nm e a da luz visível é entre 400 e 800 nm. O ESPECTROFOTÔMETRO O espectrofotômetro é o instrumento que registra dados de absorbância em função do comprimento de onda. A característica mais importante do espectrofotômetro é a seleção de radiações monocromáticas. O espectro de absorção é característico para cada espécie química, sendo possível a identificação de uma espécie química através do seu espectro de absorção. Existem dois tipos de equipamentos, o mono-feixe, que emite apenas um único feixe de luz e o duplo- feixe, o qual emite um feixe de luz para a leitura do padrão e outro para a leitura da amostra, ambos com comprimento de onda selecionado pelo operador. As Figuras 1 e 2, a seguir, ilustram respectivamente os esquemas de funcionamento dos aparelhos. Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 26 Figura 1. Espectrofotômetro de UV-visível mono-feixe. Figura 2. Espectrofotômetro de UV-visível duplo-feixe. Partes do aparelho • Fonte de radiação As fontes mais comuns baseiam-se na incandescência, mas devem atuar em temperaturas elevadas para ter uma cobertura apreciável no ultravioleta. São constituídas por filamentos de materiais que são excitados por descargas elétricas com elevada voltagem ou aquecimento elétrico. Condições para uma fonte ser de boa qualidade para atuar nessa faixa: • Gerar radiação contínua; • Ter intensidade de potência radiante suficiente para permitir a sua detecção pelo sistema detector; • Ser estável; • Tempo de vida longo e preço baixo. Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 27 • Monocromador A função do monocromador é a seleção do comprimento de onda em que se tem interesse para a análise. Um monocromador é constituído por uma fenda de entrada de um elemento de dispersão de radiação e uma fenda de saída. Existem dois tipos de monocromadores, o prismático e o reticulador. No monocromador prismático a radiação policromática vinda da fonte de radiação passa pela fenda de entrada e incide sobre a face de um prisma, sofrendo um desvio. Os vários comprimentos de onda terão diferentes direções após a incidência no prisma. Se for realizado um ajuste rigorosamente controlado da fenda de saída, pode-se selecionar o comprimento de onda desejado. No monocromador reticular o principal elemento dispersante é a rede de difração. Essa rede consiste em uma placa transparente ou refletora com muitas ranhuras paralelas e equidistantes. A dispersão resultante desta rede é linear e os vários comprimentos de onda dispersos são igualmente espaçados, por isso a fenda de saída isolará uma banda de radiação de largura constante. A resolução é muito mais elevado que os prismas. • Célula de referência (ou cubeta) Podem ser de quartzo, de vidro ou plástico. A amostra deve estar em uma cubeta de quartzo quando a radiação for na região espectral do ultravioleta. Quando a leitura for realizada na região da luz visível usa- se cubeta de vidro, por ter uma melhor dispersão. As cubetas de plástico apresentam várias interferências devido não serem extremamente transparentes. • Detector Os detectores devem ser altamente sensíveis. Os dados obtidos pelo detector são enviados para um dispositivo de processamento de dados. PROCEDIMENTOS ANALÍTICOS • Análise Qualitativa Dependendo de quanto de luz que a amostra absorver vai determinar qual é a espécie, pois o espectro é característico daquela determinada espécie química. • Análise Quantitativa Dependendo da absorbância, é possível determinar a concentração da amostra. A condição especial para qualquer determinação quantitativa é a observação à Lei de Lambert-Beer, mas o controle do pH, as técnicas de extração por solventes, o ajuste do estado de oxidação, entre outras também são muito importantes. Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 28 CROMATOGRAFIA LÍQUIDA DE ALTA EFICIÊNCIA (CLAE) INTRODUÇÃO A cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) é um importante membro de toda uma família de técnicas de separação, uma vez que consegue separar misturas que contêm um grande número de compostos similares. A CLAE utiliza instrumentos que podem ser totalmente automatizados. É um tipo de cromatografia líquida que emprega colunas recheadas com materiais especialmente preparados e uma fase móvel, eluída sob altas pressões, conseguida através de bombas. A – Reservatório de solventes F – Válvula injetora G – Coluna H – Bomba de alta pressão I – Detector J – Controlador K – Registrador Figura 1. Esquema de um aparelho de CLAE Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 29 CROMATOGRAFIA GASOSA (CG) INTRODUÇÃO Gases ou substâncias volatilizáveis podem ser separados utilizando-se a técnica denominada cromatografia gasosa (CG). A separação baseia-se na diferente distribuição das substâncias da amostra entre uma fase estacionária (sólida ou líquida) e uma fase móvel (gasosa). Figura 1. Esquema do cromatógrafo gasosoCampus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 30 AULA 1 26/06/2018 IDENTIFICAÇÃO DE LACTOSE E ÁCIDO ACETIL SALICÍLICO EM MATÉRIA- PRIMA OBJETIVOS Ilustrar a importância da identificação de insumos utilizados no preparo de medicamentos por meio de métodos apropriados. MATERIAL E MÉTODOS MATERIAL MATERIAL QUANTIDADE (por bancada) Béquer de 100 mL 3 Bico de Bunsen 1 Tripé de ferro com tela de amianto 1 Pipeta graduada de 10 mL 3 Pipeta graduada de 5 mL 3 Pêra de segurança 2 Pisseta com água destilada 1 Vidro de relógio 1 Funil simples 1 Suporte universal e anel de ferro 1 Papel de filtro 2 MATERIAL QUANTIDADE (para a turma) Papel para pesagem QS Espátula para pesagem 2 Etanol PA 1 L Balança analítica 2 Manta elétrica em capela de exaustão 3 Solução de ácido sulfúrico (10%) 100 mL Solução saturada de lactose em água 50 mL Solução de hidróxido de sódio (6,5%) 50 mL Solução de sulfato cúprico (12,5%) 50 mL Ácido sulfúrico concentrado 1 L Ácido acetil salicílico PA 100 g Solução de cloreto férrico (9%) 10 mL PROCEDIMENTO Identificação de lactose em matéria-prima 1. Em um béquer, adicionar 5 mL da solução de hidróxido de sódio (6,5%) e 5 mL de solução saturada lactose e aquecer ligeiramente*. O líquido torna-se amarelo e depois marrom-avermelhado. *OBS: Cuidado na condução do aquecimento, pois podem ocorrer projeções. 2. Adicionar 3 gotas da solução de sulfato cúprico (12,5%). A formação de um precipitado vermelho indica a presença de lactose na solução. Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 31 Identificação de ácido acetilsalicílico em matéria-prima MÉTODO A 1. Em um béquer tampado com vidro de relógio, aquecer em chama 0,1 g de ácido acetilsalicílico com 5 mL de água destilada por 5 minutos. 2. Esperar esfriar e adicionar 2 gotas de cloreto férrico (9%). Uma cor violeta é produzida (devido à formação de Ácido Salicílico). MÉTODO B 1. Em um béquer, aquecer em chama do bico de Bunsen 0,5 g de ácido acetil salicílico com 10 mL da solução de hidróxido de sódio (6,5%) durante 5 minutos. 2. Adicionar 10 mL da solução de ácido sulfúrico (10%). A formação de um odor de ácido acético e de um precipitado (ácido salicílico) são perceptíveis. 3. Deixar esfriar e filtrar o precipitado para outro béquer. 4. Adicionar ao filtrado 3 mL de etanol e 3 mL de ácido sulfúrico concentrado (escorrendo pela parede do béquer e com extremo cuidado, em capela, pois pode espirrar). 5. Aquecer em manta elétrica e em capela de exaustão. A formação um odor de acetato de etila é perceptível. Campus – Assis-SP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso _______________________________________________________________________________________________________ Controle de Qualidade Físico-Químico – Prof. Dr. Luciano da Silva Momesso 32 AULA 2 16/04/2018 IDENTIFICAÇÃO DE CLORETOS NO CLORIDRATO DE RANITIDINA EM COMPRIMIDOS ATRAVÉS DE REAÇÃO DE PRECIPITAÇÃO OBJETIVOS Ilustrar a importância da identificação de insumos utilizados no preparo de medicamentos por meio de métodos apropriados. MATERIAL E MÉTODOS MATERIAL MATERIAL QUANTIDADE (por bancada) Comprimidos de Cloridrato de Ranitidina 20 unidades Gral com pistilo de porcelana 1 Béquer de 50 mL 2 Bastão de vidro 1 Tubos de ensaio 2 Suporte para tubo de ensaio 1 Papel de filtro 1 Funil simples de vidro com suporte universal e anel de ferro 1 MATERIAL QUANTIDADE (para a turma) Balança analítica 2 Papel para pesagem QS Espátula para pesagem 2 Solução de ácido nítrico (12%) 50 mL Solução de ácido nítrico (70%) 50 mL Solução de nitrato de prata (4%) 50 mL Solução de hidróxido de amônio (10%) 50 mL PROCEDIMENTO Preparo da solução-teste: 1. Determinar o peso médio de 20 unidades de comprimidos de Cloridrato de Ranitidina. 2. Triturar os 20 comprimidos em gral de massa até obtenção de pó fino e homogêneo. 3. Pesar quantidade do pó dos comprimidos equivalente a 112 mg de Cloridrato de Ranitidina e agitar com cerca de 5 mL de água destilada, em béquer. 4. Filtrar e separar o filtrado em 2 tubos de ensaio (Tubo A e tubo B). Teste: 1. Acidificar os 2 tubos com 3 gotas de ácido nítrico (12%) cada. 2. Adicionar 3 gotas de nitrato de prata (4%) em ambos os tubos (haverá aparecimento de precipitado branco caseoso). 3. No tubo A adicionar, gota a gota, solução de hidróxido de amônio (10%) até solubilização do precipitado (a solubilização indica presença de cloretos na amostra). 4. No tubo B, adicionar cerca de 2 mL da solução de ácido nítrico (70%). O precipitado não deve se solubilizar (isso reforça a presença de cloretos na amostra)