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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA DEPARTAMENTO DE SAÚDE CURSO: ODONTOLOGIA DANIEL LUAN DA SILA EWELLYN CARVALHO DOS SANTOS KAROLINA PEREIA LOBO THAMIRES PASSOS RIOS POSICIONAMENTO E OCLUSÃO DENTAL Feira de Santana-BA 2018 DANIEL LUAN DA SILA EWELLYN CARVALHO DOS SANTOS KAROLINA PEREIA LOBO THAMIRES PASSOS RIOS POSICIONAMENTO E OCLUSÃO DENTAL Parte escrita do seminário “Posicionamento e oclusão dental”, solicitado pelos professores Carlos Rodrigues, Heron Matos e José Boaventura Zumaêta, apresentado a Universidade Estadual de Feira de Santana, como requisito de avaliação parcial da disciplina Estudos Integrados XXIV. Feira de Santana – BA 2018 FATORES E FORÇAS QUE DETERMINAM A POSIÇÃO DO DENTE O alinhamento da dentição nos arcos dentários ocorre como resultado de forças multidirecionais complexas atuando nos dentes durante e após a erupção. Quando os dentes erupcionam eles são direcionados para uma posição onde forças opostas estão em equilíbrio. As principais forças opostas que influenciam a posição dentária originam-se da musculatura circundante. Na face vestibular aos dentes atuam os lábios e a bochecha, na face oposta, a língua. Essas forças são leves, no entanto constantes. Estes tipos de forças podem mover os dentes no arco dentário a qualquer momento. Se durante a erupção um dente é posicionado exageradamente para lingual ou vestibular, a força dominante levará aquele dente para a posição neutra, no entanto isso geralmente ocorre quando há espaço adequando, se o espaço não for adequado, as forças musculares circundantes geralmente não serão sufi cientes para posicionar o dente em seu alinhamento correto na arcada. O dente, então, permanece fora da posição normal na arcada e o apinhamento é observado. Mesmo após a erupção dos dentes qualquer mudança nas forças musculares tende a mover os dentes para uma posição onde as forças musculares se encontrem novamente em equilíbrio. Ex: quando a língua é extraordinariamente ativa ou grande ocorre uma aplicação de forças mais fortes na face lingual dos dentes do que na face vestibular pelos lábios o espaço neutro é deslocado para vestibular, isto geralmente faz com que os dentes anteriores se abram na direção vestibular até que eles cheguem a uma posição onde as forças labiais e linguais estejam de novo em equilíbrio. Clinicamente isto se apresenta como uma mordida aberta anterior, pacientes com esse problema, costumam, durante a deglutição preencher o espaço anterior com a língua, na tentativa de selar a boca. Forças que não se originam diretamente da musculatura oral, mas associadas a hábitos orais, podem também influenciar a posição dos dentes. O contato proximal ajuda a manter os dentes no alinhamento normal, como resposta do osso alveolar e das fibras gengivais que envolvem os dentes há um deslocamento mesial, que ajuda a manter o contato entre os dentes adjacentes, estabilizando a arcada. O deslocamento mesial torna-se mais evidente quando a superfície de um dente posterior é destruída por cáries ou quando um dente é extraído. Com a perda do contato proximal, o dente distal ao local da extração deslocarse-á mesialmente para o espaço. Alguns fatores podem alterar o equilíbrio dentário, dentre eles a ausência do ponto de contato proximal a falta de contato oclusal e perda de elemento dentário. ALINHAMENTO DENTAL INTRA-ARCO O alinhamento dentário intra-arco refere-se ao relacionamento dos dentes entre si dentro do arco dentário O plano de oclusão é o plano que seria estabelecido se uma linha fosse traçada em todas as pontas das cúspides vestibulares e bordas incisais dos dentes inferiores. Quando o plano de oclusão é examinado, fica claro que ele não é plano. A curvatura do plano oclusal é basicamente um resultado do fato de que os dentes estão posicionados nos arcos com variados graus de inclinação. Quando se examina os arcos sob uma vista lateral, o relacionamento axial mesiodistal pode ser visto a angulação dos dentes em relação ao osso alveolar pode ser observada. Na arcada inferior, tanto os dentes anteriores como os posteriores estão mesialmente inclinados. O segundo e o terceiro molares são mais inclinados do que os pré-molares. Na arcada superior os dentes anteriores geralmente se direcionam mesialmente, com os molares direcionados para a distal. A curva de Spee mostra a curvatura de compensação, e é obtida trançando se uma linha imaginária que une o vértice da cúspide do canino e as cúspides vestibulares de pré-molares e molares inferiores é, portanto, uma curva ântero-posterior, sua manutenção é importante nos movimentos ântero-posteriores da mandíbula a fim de permitir um adequado relacionamento entre os arcos. Quando observamos os arcos dentários por meio de uma visão frontal, é possível ver o relacionamento axial buco-lingual. Geralmente os dentes posteriores do arco superior têm uma inclinação ligeiramente vestibular. Na arcada inferior os dentes posteriores têm uma inclinação levemente lingual Curva de Wilson é a curva resultante da inclinação lingual das coroas dos dentes inferiores, posteriores. Estende se bilateralmente tocando as cúspides vestibulares e linguais, é, portanto uma curva transversal, também conhecida como curva de compensação, sua manutenção é importante nos movimentos de lateralidade da mandíbula a fim de permitir um adequado relacionamento entre os arcos. As superfícies oclusais dos dentes são compostas por numerosas cúspides, reentrâncias e sulcos. A área do dente entre as pontas de cúspides vestibular e lingual dos dentes posteriores é chamada de mesa oclusal é nessa área que a maioria das forças de mastigação é aplicada. É considerada como o aspecto interno do dente porque ela se situa entre as pontas de cúspides. De modo parecido, a área oclusal fora das pontas das cúspides é chamada de aspecto externo. Os aspectos internos e externos do dente são compostos de vertentes que se estendem desde a ponta da cúspide até a fossa central (FC), ou até a altura do contorno das superfícies vestibular e lingual dos dentes. Dessa forma essas vertentes são chamadas vertentes internas ou externas ALINHAMENTO DENTAL INTERARCO O alinhamento dentário interarco refere-se à relação dos dentes de um arco com aqueles do outro arco. Quando as duas arcadas se encontram, como no fechamento mandibular, a relação oclusal dos dentes é estabelecida. Os dentes maxilares e mandibulares ocluem de uma maneira precisa e exata. A distância de uma linha que se inicia na superfície distal do terceiro molar se estende mesialmente sobre todas as áreas de contato proximais por todo o arco, e termina na superfície distal do terceiro molar oposto, representa o comprimento do arco. As duas arcadas têm, aproximadamente, o mesmo comprimento, sendo a arcada mandibular ligeiramente menor (arcada maxilar, 128mm; arcada mandibular, 126 mm). Esta ligeira diferença é resultado da distância mesiodistal mais estreita dos incisivos inferiores quando comparados aos incisivos superiores. A largura do arco é a distância através da arcada. A largura do arco mandibular é ligeiramente menor do que a do arco maxilar; assim sendo, quando as arcadas se ocluem cada dente superior está posicionado mais vestibularmente do que os dentes inferiores correspondentes. Como os dentes superiores estão posicionados mais vestibularmente (ou pelo menos têm maior inclinação vestibular), a relação oclusal normal dos dentes posteriores é que as cúspides vestibulares inferiores ocluam nas áreas da FC dos dentes superiores. Da mesma forma, as cúspides palatinas superiores ocluem nas áreas da FC dos dentes inferiores. Esta relação oclusal protege os tecidos moles circundantes. O papel da língua, bochechas e lábios é logicamente importante durante a função porque eles continuamente recolocam o alimento nas superfícies oclusais dos dentes para uma divisão mais eficiente. A relação buco-lingual normal ajuda a maximizar a eficiência da musculatura enquanto minimizaqualquer trauma ao tecido mole (mordida na bochecha ou na língua). Ocasionalmente, devido às discrepâncias no tamanho esquelético da arcada ou do padrão de erupção, os dentes ocluem de tal forma que as cúspides vestibulares superiores contatam a FC dos dentes inferiores. Esta relação é chamada de mordida cruzada. As cúspides vestibulares dos dentes inferiores posteriores e as cúspides linguais dos dentes superiores posteriores ocluem com as áreas da FC antagônica. Estas cúspides são chamadas de cúspides de suporte, ou cúspides cêntricas, e são responsáveis, principalmente, por manterem a distância entre a maxila e a mandíbula. Esta distância sustenta a altura vertical da face e é chamada de dimensão vertical de oclusão. Estas cúspides também desempenham um importante papel na mastigação, pois o contato ocorre tanto no aspecto interno como no aspecto externo das cúspides. As cúspides cêntricas são amplas e arredondadas. As cúspides vestibulares dos dentes superiores posteriores e as cúspides linguais dos dentes inferiores posteriores são chamadas de cúspides-guia ou cúspides não cêntricas. Elas são relativamente pontiagudas, com pontas bem definidas, que se localizam a aproximadamente um sexto da distância da largura total buco-lingual do dente (Fig. 3-14). Uma pequena área das cúspides não cêntricas pode ter significado funcional. Esta área está localizada na vertente interna das cúspides não cêntricas, perto da FC do dente e/ou encostada em ou próxima a uma pequena parte do aspecto externo da cúspide cêntrica antagônica. A pequena área da cúspide cêntrica (cerca de 1 mm) é a única área na qual um aspecto externo tem algum significado funcional. Esta área foi assim chamada de aspecto funcional externo. Um pequeno aspecto externo em cada cúspide cêntrica pode funcionar contra a vertente interna da cúspide não cêntrica. Como essa área ajuda na divisão do alimento durante a mastigação, as cúspides não cêntricas também têm sido chamadas de cúspides de cisalhamento. A função principal das cúspides não cêntricas é minimizar o impacto tecidual, como já foi mencionado, e manter o bolo alimentar na mesa oclusal para mastigação. As cúspides não cêntricas também dão estabilidade mandibular, de maneira que quando os dentes estão totalmente ocluí dos haja uma relação oclusal exata e definida. Este relacionamento dos dentes na sua máxima intercuspidação é chamado de posição de máxima intercuspidação habitual (MIH). Se a mandíbula se mover lateralmente em relação a esta posição, o contato não cêntrico irá contatar e guiar a mandíbula. Da mesma forma, se a boca for aberta e depois fechada, as cúspides não cêntricas ajudarão a guiar a mandíbula de volta à MIH. Além disso, durante a mastigação estas cúspides terminam os contatos de guia que enviam informações ao sistema neuromuscular, que controla o movimento da mastigação. Assim sendo, é apropriado que as cúspides não cêntricas sejam também chamadas de cúspides-guia. RELAÇÃO DE CONTATO OCLUSAL BUCO-LINGUAL Quando os arcos dentários são vistos pela oclusal, alguns aspectos característicos podem ser visualizados, tornandoos úteis para compreender o relacionamento interoclusal dos dentes. Se uma linha imaginária for estendida sobre todas as pontas das cúspides vestibulares dos dentes inferiores posteriores, a linha buco-oclusal (BO) é estabelecida. Num arco normal esta linha flui suave e continuamente, revelando a forma geral do arco. Ela também representa a demarcação entre os aspectos internos e externos das cúspides vestibulares. Da mesma maneira, se uma linha imaginária for estendida através das cúspides linguais dos dentes superiores posteriores, a linha linguo-oclusal (LO) é observada. Esta linha revela a forma geral do arco e representa a demarcação entre os aspectos externos e internos destas cúspides cêntricas. Se uma terceira linha imaginária for estendida através dos sulcos centrais de desenvolvimento dos dentes posteriores, superiores e inferiores, a linha da FC será estabelecida. Num arco normal bem alinhado, esta linha é contínua e revela a forma do arco. Uma vez que a linha FC é estabelecida, é necessário observar uma relação importante das áreas de contato proximal. Estas áreas geralmente estão ligeiramente localizadas para vestibular em relação à linha FC, o que proporciona um nicho lingual maior e um nicho vestibular menor. Durante a função, o nicho lingual maior atuará como principal área de escape para o alimento que está sendo mastigado. Quando ocluímos os dentes, a maior parte do alimento é levada para a língua, que é mais eficiente em retomar a comida até a mesa oclusal do que o bucinador e a musculatura perioral. Para visualizar as relações buco-linguais dos dentes posteriores em oclusão, deve-se simplesmente combinar as linhas imaginárias apropriadas. A linha BO dos dentes inferiores oclui com a linha FC dos dentes superiores. Simultaneamente, a linha LO dos dentes superiores oclui com a linha FC dos dentes inferiores. RELAÇÃO DE CONTATO OCLUSAL MESIODISTAL O contato oclusal ocorre quando as cúspides cêntricas contatam a linha central da fossa oposta. A oclusão cúspide-fossa direciona as forças para o longo eixo dos dentes e é fisiológica. Apresenta como vantagem o fato das forças oclusais estarem no eixo médio longitudinal do dente e como desvantagem o fato de raramente ser encontrada em dentes naturais, a relação que é mais comum é a da crista marginal coma ponta da cúspide. Essa relação é aplicada em reabilitações orais completas. Pela vista vestibular encontra-se a área da fossa central e a área da crista marginal e pontas de cúspide. Na área da fossa central, o contato entre as pontas de cúspides e as áreas de fossa central se compara a trituração do pistilo no gral. Duas superfícies curvas desiguais se encontram, somente algumas partes se contatam, deixando outras partes livres do contato para atuarem como áreas de escape. O movimento da mandíbula durante à mastigação cria diferentes áreas de escape para a substância que está sendo esmagada aumentando a eficiência da mastigação O contato da área da crista marginal e pontas de cúspide é descrito como a ponta da cúspide contatando uma área plana. Nesta localização a ponta da cúspide pode penetrar facilmente no alimento, sendo formadas áreas de escape em todas as direções. As cristas marginais são ligeiramente elevadas e convexas nas bordas mesiais e distais das superfícies oclusais, onde se ligam à superfície interproximais dos dentes. A parte mais elevada da crista é um pouco mais convexa. Conforme a mandíbula se move lateralmente; a área verdadeira de contato muda, aumentando a eficiência da mastigação. Na vista lateral, cada dente oclui com dois dentes do lado oposto o que ajuda a distribuir as forças oclusais a muitos dentes e, em geral, a toda arcada e a manter alguma integridade a arcada, mesmo quando se perde um dente. São exceções à regra o incisivo central inferior e o terceiro molar superior, esses dentes ocluem somente com um dente antagônico. Em uma relação normal os dentes inferiores estão ligeiramente posicionados para lingual e mesial em relação aos seus opostos. RELAÇÃO OCLUSAL COMUM DOS DENTES POSTERIORES Ao examinar essa oclusão, a atenção deve estar voltada para o 1º molar. Geralmente o 1º molar inferior está ligeiramente para mesial do 1º molar superior. Na classe I de Angle a cúspide mésio-vestibular do primeiro molar inferior oclui na área de ameia entre o 2º pré-molar e o 1º molar superior, a cúspide mésio-vestibular do 1º molar superior alinha-se diretamente sobre o sulco vestibular do 1º molar inferior e a cúspide mésio-lingual do primeiro molar superior vai ocluir na fóssula central do primeiro molar inferior( pontas de cúspide e crista marginal). Na classe II de Angle a arcada superior maior ou projetada mais para anterior, ou arcada inferior é pequena ou projetada para trás, como resultado o 1º molar inferior está na distal ao relacionamentomolar da classe I. A cúspide mésio-vestibular do1º molar inferior, oclui na fóssula central do 1º molar superior, a cúspide mésio-vestibular do 1º molar inferior, oclui no sulco vestibular do primeiro molar superior e a cúspide disto-lingual do 1º molar superior, oclui na fóssula central do 1º molar inferior. Na classe III de Angle há o crescimento maior da mandíbula. Os molares inferiores se posicionam mesialmente em relação aos molares superiores como vistos na classe I. A cúspide disto-vestibular do 1º molar inferior vai ocluir entre o 2º pré e o 1º molar superior, a cúspide mesio-vestibular do 1º molar superior vai ocluir entre o 1º e o 2º molar e a cúspide mesio-lingual do 1º molar superior, vai ocluir na fossa mesial do 2º molar inferior. CONTATOS OCLUSAIS COMUNS DOS DENTES ANTERIORES Os dentes anteriores superiores normalmente assumem um posicionamento labial em relação aos dentes anteriores inferiores. Diferentemente dos dentes posteriores, no entanto, ambos os dentes anteriores, superiores e inferiores, se inclinam para vestibular, variando 12 a 28 graus de uma linha vertical de referência. A relação normal encontrará as bordas incisais dos incisivos inferiores contatando as superfícies palatinas dos incisivos superiores. Estes contatos comumente ocorrem na fossa lingual dos incisivos superiores a aproximadamente 4 mm das bordas incisais. A principal função dos dentes posteriores é auxiliar efetivamente na quebra do alimento durante a mastigação, enquanto mantém a dimensão vertical de oclusão. A finalidade dos dentes anteriores não é manter a dimensão vertical de oclusão, mas guiar a mandíbula durante os vários movimentos laterais. Os contatos dentários anteriores que fornecem guia para a mandíbula são chamados de guia anterior. Suas características são ditadas pela exata posição e relação dos dentes anteriores, o que pode ser examinado tanto horizontal como verticalmente. A distância horizontal pela qual os dentes anteriores superiores sobrepõem os anteriores inferiores, conhecida como a sobreposição horizontal. A guia anterior também pode ser examinada no plano vertical, conhecida como sobreposição vertical. Outra função importante dos dentes anteriores é iniciar o ato da mastigação. Os dentes anteriores incisam o alimento assim que ele é introduzido na cavidade oral. Uma vez incisado, ele é rapidamente levado aos dentes posteriores para uma divisão mais completa. Os dentes anteriores também desempenham um importante papel na fala, no suporte labial e na estética. Em algumas pessoas esta relação normal dos dentes anteriores não existe. As variações podem resultar de diferentes padrões de desenvolvimento e de crescimento. Algumas dessas relações têm sido identificadas através da utilização de termos específicos: São eles: Classe I Normal: Bordas incisais dos incisivos inferiores contatam com a face palatina dos incisivos superiores; Classe ll Divisão 1 (Mordida profunda): Quando a mandíbula é subdesenvolvida, os dentes anteriores superiores contatam o terço gengival da superfície palatina dos dentes superiores. Classe ll Divisão 2: Quando os incisivos superiores estão inclinados para a lingual. Classe lll Topo a Topo: Os dentes anteriores inferiores geralmente estão posicionados para frente e contatam com as bordas incisais dos dentes anteriores superiores. Classe lll: Os dentes ântero-inferiores podem se posicionar tão para frente que não há contato na posição de oclusão cêntrica; Mordida aberta anterior: Não há contato dental anterior durante o movimento mandibular. CONTATOS OCLUSAIS DURANTE O MOVIMENTO MANDIBULAR As articulações temporomandibulares e a musculatura associada permitem que a mandíbula se movimente em todos os três planos (sagitaI, horizontal e frontal). Juntamente com esses movimentos aparecem os contatos dentais em potencial. É importante compreender os tipos e locais dos contatos que ocorrem durante os movimentos mandibulares básicos. Um movimento mandibular protrusivo ocorre quando a mandíbula se move para frente a partir da posição de MIH. Os contatos protrusivos posteriores ocorrem entre as vertentes distais das cúspides palatinas superiores com as vertentes mesiais das fossas e cristas marginais opostas. O contato protrusivo posterior também pode ocorrer entre as vertentes mesiais das cúspides vestibulares inferiores e as vertentes distais das fossas e cristas marginais opostas. Durante um movimento mandibular lateral os dentes posteriores inferiores direito e esquerdo cruzam com seus antagonistas em diferentes direções. os dentes posteriores inferiores esquerdos irão se movimentar lateralmente sob seus dentes opostos. No entanto, os dentes posteriores inferiores direitos irão se movimentar medialmente em relação aos seus dentes opostos. Observa-se que os contatos podem ocorrer em duas áreas de vertente. Uma é entre a vertente interna das cúspides vestibulares superiores e a vertente externa das cúspides vestibulares inferiores. A outra é entre as vertentes externas das cúspides palatinas e as vertentes internas das cúspides linguais inferiores. Ambos os contatos são chamados de laterotrusivos. Durante o mesmo movimento lateral esquerdo os dentes posteriores inferiores direitos cruzam os dentes opostos numa direção medial. Os locais potenciais de contato oclusal estão entre as vertentes internas das cúspides palatinas e as vertentes internas das cúspides vestibulares inferiores. Estes contatos são chamados contatos mediotrusivos. Durante um movimento lateral esquerdo a maior parte das funções ocorre no lado esquerdo e, assim sendo, o lado direito é chamado de lado de não trabalho. Portanto, estes contatos mediotrusivos são também chamados de contatos de não trabalho. Um movimento retrusivo ocorre quando a mandíbula se desloca posteriormente a partir da MIH. Comparado com outros movimentos, o movimento retrusivo é bem pequeno (1 a 2 mm). As áreas de potencial contato ocorrem entre as vertentes distais das cúspides vestibulares inferiores (cêntricas), e as vertentes mesiais da fossas e cristas marginais opostas. Na arcada superior, os contatos retrusivos ocorrem entre as vertentes mesiais da fossa central e cristas marginais opostas. Contatos retrusivos ocorrem nas vertentes opostas dos contatos protrusivos porque o movimento é exatamente o contrário. Referencia: Okeson, Jeffrey P. Tratamento das desordens temporomandibulares e oclusão / Jeffrey P. Okeson ; [tradução Roberta Loyola Del Caro... et al.]. - Rio de Janeiro : Elsevier, 2008