Princípio da congruência - Resumo
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Princípio da congruência - Resumo


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Processo Civil - Resumo
PRINCÍPIO DA CONGRUÊNCIA
Esse princípio dispõe qu e o magistrado deve dec idir a causa nos limites em qu e
foi proposta , não podendo d ar provimento aqu ém (citra petita), além (extra petita) ou
de forma di versa (ultra petita) ao p edido e sua causa de p edir. É uma consequên cia
do princípio do contrad itório.
Está dispost o nos arts. 141 e 492, do CPC:
“Art. 141. O juiz decidirá o mérito nos limites propostos pelas partes, sendo-lhe
vedado conhe cer de questões n ão suscitada s a cujo resp eito a lei exi ge iniciativ a
da parte.”
“Art. 492. É vedado ao ju iz proferir decisão de nature za diversa d a pedida, bem
como condenar a parte em quant idade superior ou em objeto diverso d o que lhe
foi demandado.
Parágrafo ún ico. A decisão dev e ser certa, ain da que resolv a relação jurídi ca
condicional.”
Dessa forma, se o autor formu lar um ped ido de indeniz ação por dano s morais,
o magistrad o não pode c ondenar o réu ao p agamento d e indeniza ção por da nos
materiais, s ob pena de violar o exe rcício do con traditório e o princípi o da congru ência.
Em razão da pu blicização d o process o, esse princíp io tem s ido relativiz ado,
tendo em v ista as p rovidências liminares q ue o jui z pode tom ar, de ofíc io, para e vitar
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o pereciment o do direi to de uma part e que seja causado pela outra. Um ex emplo
disso, é o a rt. 536 do C PC:
“Art. 536. No cumprimento de sentença que reconheça a exigibilidade de
obrigação de fazer ou d e não fazer, o juiz po derá, de of ício ou a requerimento,
para a efetivação da tutela específica ou a obtenção de tutela pelo resultado
prático equiv alente, determ inar as medid as necessári as à satisfa ção do
exequente.”
No caso de inobs ervância de sse princípio pelo magist rado, a sentenç a será ser
nula. Há exceções p revistas em lei:
a) Pedidos implícitos: o m agistrado p ode conced er o que não foi d emandado pelo
autor, desde que est eja implícito n a ação.
b) Nas dem andas de o brigação d e fazer ou não fazer o mag istrado pode conceder
tutela diver sa.
c) Nas açõe s possessór ias e caut elares, o juiz pode dar t utela difere nte da requer ida
(fungibilidade).
d) No STF, ao declarar a inconstitucionalidade de uma nor ma usando fu ndamentos
diferentes d os suscitad os, em atenção ao pedido fo rmulado pel o autor. Port anto, o
STF pode dec larar a inco nstitucionalid ade de uma n orma, desde que seja c om
fundamentos distintos do suscitad o pelo autor.