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Araceli Thomaz – Ginecologia – 7º período 
INCONTINÊNCIA URINÁRIA 
Perda involuntária de urina, podendo ser: 
 Esforço – perdas associadas a ações que aumentem a pressão 
intra-abdominal, além de fatores que condicionam o 
enfraquecimento dos músculos que suportam bexiga e urina: 
tossir, expirar, correr... 
 Urgência - muita vontade de urinar, “não consegue segurar o 
xixi” 
 Mista 
 Bexiga hiperativa - Está associada frequentemente a doenças 
neurológicas, diabetes, infecções, cálculos da bexiga, tumores 
da bexiga, tratamentos de radioterapia, doenças da próstata, 
entre outras situações. 
 
ANATOMIA 
 Bexiga: 
 Mucosa: constituida de celulas transisionais 
 Muscular: Mm. Detrusor - liso, involutário, totalmente 
mediado pelo sn autônomo 
o Simpatico - noradrenalina - Enchimento vesical 
o alfa - esfincter uretral: CONTRAÇÃO 
o beta-adrenérgicos - Mm. dertrusor: RELAXAMENTO 
o parassimpático - acelticolina 
o receptores muscarínicos M1 e M2 - Contração do mm. 
Dertrusor - Esvaziamento vesicaal 
 Serosa: camada externa 
 
FISIOLOGIA 
 Mecanismo da continência: 
Hidrostática - pressão do líquido (urina) - pressão vesical, o esfincter 
tem que ter uma pressao de fechamento que precisa ser maior do que 
a pressao do liquido. 
Pressão do esfincter uretral > Pressão vesical 
Na incontinencia de esforço há um problema esfincteriano, a pressão 
de fechamento fica diminuida (lesao, deficiencia de colageno, etc) e 
assim a pressão hidrostática fica maior. 
 Causas: 
 Enfraquecimento do assoalho pélvico 
1) Fator genético 
2) Gestação - frouxidão 
3) Obesidade - aumento da pressão abdominal 
Araceli Thomaz – Ginecologia – 7º período 
4) Constipação - aumenta pressão abdominal 
Clínica: perdas aos esforços 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Incontinência de urgência 
 Causas: 
Hiperatividade detrusora - contração involuntária 
Clínica: perda urinária após o desejo 
Hiperatividade dertusora 
 
Mista 
Enfraquecimento do assoalho pélvico 
+ 
Contrações involuntários 
Clínica: Perda por esforço e sintomas de urgência 
 
 
Avaliação inicial 
Anamnese detalhada, histórico gineco-obstetrica; 
Revisão dos sistemas 
Importante perguntar coisas que estimulam a diurese: 
 Cafeína 
 Diuréticos 
 Hábitos miccionais - quantas vezes vai ao banheiro fazer xixi 
 Obesidade 
 
Exame físico 
Exame abdominal * 
Reflexos avaliados: anal e bulbocavernoso 
 
Avaliação do prolapso genital – parâmetro o hímen 
Manobra de Valsava, pode ser necessária para verificar a perda 
urinária 
Pacientes tabagistas - afastar NEO de bexiga 
Hematúria ** 
 
 
 
 
Araceli Thomaz – Ginecologia – 7º período 
 
 
 
 
Investigação 
1º passo: 
Urina tipo 1 + urocultura 
ITU 
2ª passo: 
Método invasivo 
AVALIAÇÃO URODINÂMICA 
Cateter dentro da bexiga e outro na vagina ou no reto 
Avalia pressão vesical e pressão abdominal 
 
UROFLUXOMETRIA LIVRE 
Fluxo urinário durante micção espontânea – medida: volume\tempo 
Mulher – fluxo máximo a 15mL\s e pós-miccional <= 50ml 
Curva em sino - normal 
Fluxo intermitente - cheio de ondas 
Fator obstrutivo, mais comum em homem, hiperplasia prostáticas. 
 
CISTOMETRIA 
Estudo do Enchimento vesical 
Injeta soro dentro da bexiga e mede a pressão dentro da bexiga e outra 
sonda no reto, medindo a pressão abdominal, a subtração (Plv –Pabd: 
pressão do detrusor), sensibilidade: 
1º desejo: 20-30% da capacidade – normal entre 150 a 200ml 
Forte desejo: preciso urinar 
Capacidade cistométrica: capacidade máxima, normal entre 400 a 
600ml 
Complacência 
Distensibilidade - capacidade que a bexiga tem de distender 
Mudança de volume: mudança pressão 
Normal: 10-100mL\cm H20 - 
 
CONTRAÇÕES INVOLUTÁRIAS 
Pressão detrursora: Pvesical - Pabdominal 
Você so diz que a paciente tem hiperatividade se for diagnosticada no 
exame 
 
Avaliação urodinâmica - Cistometria 
Manobras de esforço – tossir, espirro, ect. 
Valsava leak point pressure - VLPP - Pressão do ponto de perdas 
urinárias 
> 90 com H2O - hipermobilidade uretral - o esfincter ainda íntegro, 
ela perde urina com uma pressão alta 
60 - 90 cm H20 - HU - duvidoso 
< 60 cm H20 - deficiência esfincteriana intrínseca - cai muito em 
prova, o esfincter esta problemático 
DIÁRIO MICCIONAL 
Depende para ser solicitado; de 3 a 7 dias para ser realizado; 
Estuda a relação entre volume urinado, pressão necessária para urinar, 
tempo e contração vesical. 
 
Araceli Thomaz – Ginecologia – 7º período 
DIAGNÓSTICOS 
IU de Esforço: perda involuntária quando a pressão vesical excede a 
pressão uretral, sem contrações do mm. Detrusor 
IU por urgência: conjunto de sinais e sintomas com sensação de urgência, 
que pode ou não estar relacionados com a hiperatividade detrusora 
IU por hiperatividade do detrusor: contração involuntária do mm. Detrusor; 
 Idiopática: mais frenquente de beixa hiperativa 
 Neurogência: ocorrem pós lesão neurológica 
IU mista 
IU por transbordamento: bexiga completamente cheia, porem o mm. Não 
consegue contrair e a micção ocorre por espasticidade (atonia vesical, 
alcoolismo, deficiência de B12, neuropatias, etc). 
Defeito intriseco do esfíncter uretral ou IUE tipo III: quando a menor 
pressão exercida com manobras provocativas é inferior a 60 cmH²O 
Hipermobilidade uretral: quando a menor pressão exercida com manobras 
provocativas é igual\superior a 90cmH²O – altas pressões 
Miscelânea: pólipos, divertículos, cistite intertiscial crônica, tumores, etc. 
TRATAMENTO 
Esforço 
Tratamento Clínico: 
 Comportamental 
 Cinesioterapia\Exercícios de esforço do assoalho pélvio 
Kegel + RV - retreinamento vesical (micção horária durante o dia) 
 
 Eletroterapia 
 Pressários – cones vaginais 
 Medicamentos 
 Estrogênicos tópicos 
 Cremes vaginais - plexo venoso submocoso 
 
Tratamento cirúrgico: 
COAPTAÇÃO DO ESFINCTER URETRAL 
Indicados na deficiência esfincteriana, com injeções intramurais 
na uretra ou dispositivos atuando como esfíncter artificial. 
 
VLPP > 90 CM H2O 
Pode ser feito Sling transobturador 
 Cirurgia de Burch: suspensão da parede vaginal - ainda é 
feita em alguns serviços, pacientes obesas apresentam 
maior risco, pega a fascia uretral e une aos ligamentos 
pectíneos, fixando o terço médio nos ligamentos, pode ser 
feito por vídeo ou aberta 
 
VLPP < 60 CM H2O 
 Cirurgia de Sling - cirurgia de tela, como passa-se uma cinta 
em volta da uretra 
 TVT – técnica minimamente invasiva de Sling 
o Retropubicos ou transobturatorios 
 
Araceli Thomaz – Ginecologia – 7º período 
 
 
 
Hiperatividade detrusora 
O problema nao é no esfincter, é na bexiga, que está contraindo toda 
hora. 
 
Contração da bexiga - parassimpático (acetilcolina) 
 
ANTICOLINÉRGICO \ ANTIMUSCARÍNICO \ PARASSIMPATICOLÍTICO 
 
 Oxibutinina - mais conhecida, muito boa, tem no sus, porém 
não é específico, podendo dar muitos efeitos colaterais, como 
xerostomia 
 Tolterodina - mais seletiva, porém é mais cara 
 Solidenacina 
 Darifenacina 
 
 Imipramina\ Duloxetina - antidepressivo, mas funciona bem 
 Creme vaginal de estrogênio – IUE e IU Mista 
o Estriol: Ovestrion e Stele 
o Promestriene: Colpotrofine 
 
 
Araceli Thomaz – Ginecologia – 7º período 
 
 Eletroestimulação 
Vias: 
o Vaginal 
o Sacral 
o Tibial 
Estimulação dos nervos que tem a mesma origem que os 
nervos da bexiga, corrigindo a hiperatividade detrursora, 
porém é como segundo plano 
 
 Botox intravesical: ciscoscopia, paralisao mm., parando a 
contração, porém é um tto por pouco tempo, mas funciona. 
Injeção de 200 a 300ui no mm. Detrusor em 20 a 30 pontos 
 
Problema Clínico: 
Sintomas de urgência miccional - 
Aumento da frequencia ou noctúria 
Urodinâmica - sem contrações do detrusor 
Diagnóstico 
DX CLÍNICO - se ela tem queixa, tem sintoma 
Condição clínica, porém urodinâmica normal, mais comum em 
mulheres jovens = Bexiga hiperativa 
Tratamento 
Anticolinérgicos 
Anticolinérgicos 
 
 
 
Araceli Thomaz – Ginecologia – 7º período 
MISTA 
Começar com tto clínico: Anticolinérgicos 
Avaliação em 3 meses 
Sem melhora: Sling