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PIELONEFRITE Universidade do Grande Rio -Unigranrio Campus I- Duque de Caxias Curso: Nutrição Disciplina: Patologia em Nutrição e Dietoterapia II Período: Sexto Turno: Manhã Docente Luiz Claudio Gagliardo Discentes Geisa Gabriela 4902897 Geisa Souza 4902322 Glaziene Oliveira 4902672 Graciele Santana 4902898 Igor Henrique 4902904 Copyright ©2017. Este é um material para fins acadêmicos. É proibida sua venda e\ou reprodução sem a sua devida autorização. Introdução------------------------------------- página 3 Epidemiologia----------------------------------página 4 Etiopatogenia----------------------------------página 6 Fisiopatologia----------------------------------página 6 Sintomas e Manifestações Clínicas-----------página 8 Diagnóstico-------------------------------------página 9 Tratamento e Prevenção----------------------página 11 Complicações---------------------------------- página 13 Relação com a Nutrição---------------------- página 15 Referências Bibliográficas--------------------página 17 SUMÁRIO As infecções do trato urinário (ITU) são caracterizadas pela presença de microrganismos patogênicos em qualquer parte das vias urinárias e são umas das que mais acometem a população em geral, sendo as mulheres mais afetadas que os homens, devido sua estrutura anatômica. Estas infecções podem ser classificadas, quanto à sua localização, a Infecção do Trato Urinário Baixa é denominada Cistite (na qual acomete a bexiga e uretra), enquanto a Infecção do Trato Urinário Alta é denominada Pielonefrite (acomete os rins). Além disso, essas infecções também são classificadas quanto à complicação, a ITU Complicada, ocorre quando surge em indivíduos com alterações estruturais ou funcionais das vias urinárias e o espectro de bactérias envolvidas é mais amplo; nos casos de gravidez; infecções hospitalares e outras patologias associadas, como doença renal crônica e diabetes mellitus. E a ITU não complicada, na qual acomete indivíduos saudáveis, sem alterações no trato urinário e sem patologias associadas, e tem como principal agente a bactéria Escherichia coli. Como já dito, a pielonefrite é um processo inflamatório nos rins, que acomete especificamente o parênquima e a pelve renal, e apresenta – se sob duas formas: Pielonefrite Aguda e Pielonefrite Crônica. 3 Silva, André Gonçalves. Avaliação de infecção urinária no primeiro trimestre de gestação em pacientes atendidas no centro de saúde da mulher e da criança, na cidade de Paracatu-MG. Trabalho de conclusão de curso em Biomedicina,2012. Betsy Foxman, Occurrence, Recurrence, Bacteriology, Risk Factors and Disease Burden. Urinary Tract Infection Syndromes. Infect Dis Clin N Am 28 (2014) 1–13. Thomas M Hooton, MD, Kalpana Gupta, MD, MPH. Acute uncomplicated cystitis and pyelonephritis in women. Disponível em : < www.uptodate.com> Acesso em: 25 out.2017 Ferreira, João Pedro. Infecção do Tracto Urinário. Universidade do Porto. 2014. 1-138. BERDICHEVSKI, Eduardo Herz; MATTOS, Silvia Gelpi; BEZERRA, Sofia; VILAS, Eduardo Rosito; BALDISSEROTTO, Matteo. Prevalência de pielonefrite aguda e incidência de cicatriz renal em crianças menores de dois anos de idade com infecção do trato urinário avaliadas por cintilografia renal com 99mTc-DMSA: a experiência de um hospital universitário. Radiol Bras. 2013 Jan/Fev;46(1):30–34. 1. Introdução O trato urinário é dividido em porção superior, constituído pelos rins, pelve renal e ureteres, e porção inferior, constituída pela bexiga urinária e uretra “A infecção do trato urinário é a terceira infecção mais comum nos humanos ficando atrás somente das infecções respiratórias e gastrointestinais, sendo as infecções bacterianas mais frequentes nos cuidados primários.”(FERREIRA,2014,p.14) ‘’A pielonefrite é encontrada em 20% das necropsias, sendo causa de óbito em número expressivo de casos.’’ (SILVA, 2012, p.17) Ocorrem, no mínimo, 150 milhões de casos de ITU sintomáticas a cada ano em todo o mundo. Considerando que muitos pacientes com ITU apresentam infecções recorrentes, o número o número de novos casos é, relativamente, baixo. Em geral, 90% dos pacientes com ITU manifestam cistite, enquanto 10% desenvolvem pielonefrite. As infecções são esporádicas em aproximadamente 75% dos pacientes e recorrentes em 25%. Cerca de 2% dos pacientes apresentam infecções complicadas relacionadas com fatores que aumentam o risco de estabelecimento e manutenção da bacteriúria. Esses geralmente têm a infecção com recorrências frequentes. Se fatores que aumentam a gravidade de uma infecção renal forem incluídos, a frequência de infecções complicadas é aproximadamente 8% . A maioria dos autores consideram às ITUs como as infecções bacterianas mais comuns, as quais são responsáveis por 80 em cada 1.000 consultas clínicas. 2. Epidemiologia 4 • A incidência mais elevada nas mulheres: a uretra feminina é muito mais curta que a masculina e mais propensa à colonização por bactérias fecais, devido a sua proximidade com o ânus e de sua terminação por debaixo dos grandes lábios, a mulher também possui a bexiga maior, podendo armazenar a urina por mais tempo e ausência de propriedades antimicrobianas, como as encontradas no líquido prostático. Além disso, uma vida sexual ativa pode ser responsável pela introdução de bactérias na uretra, gerando um quadro de cistite, que se não tratada, as bactérias podem subir pelos ureteres, levando à pielonefrite; uso de diafragmas com espermicida, levando á alteração do pH vaginal que pode ocorrer com a alteração da microbiota pelo uso de antibióticos e também pela baixa de estrogênio, que normalmente ocorre na menopausa; • Diabetes Mellitus - Devido a uma grande concentração de glicose na bexiga, predispondo a introdução e multiplicação de bactérias no trato urinário. O risco é cerca de 4 a 5 vezes maior em pacientes diabéticas. • Outros fatores prevalentes - A obstrução urinária por cálculos, corpos estranhos como sondas e catéteres, imunossupressão, os hábitos de higiene inadequados, as doenças neurológicas e as doenças sexualmente transmissíveis e homens com hiperplasia benigna de próstata, pois fazem retenção urinária. • Em neonatos e lactentes, as infecções são mais comuns no sexo masculino e estão relacionadas a anomalias congênitas e apresentam uma elevada prevalência, devido ao refluxo vesico ureteral ( retorno da urina); • Gravidez – predisposição associada ao menor tônus da musculatura da uretra, peristalse reduzida e da incompetência temporária das valvas vesico ureterais; FATORES DE RISCO Silva, André Gonçalves. Avaliação de infecção urinária no primeiro trimestre de gestação em pacientes atendidas no centro de saúde da mulher e da criança, na cidade de Paracatu-MG. Trabalho de conclusão de curso em Biomedicina,2012. Ferreira, João Pedro. Infecção do Tracto Urinário. Universidade do Porto. 2014. 1-138. LEWI, Davi Salomão. Infecções no paciente Diabético. Sociedade Brasileira de Diabetes. Disponível em: <http://www.diabetes.org.br/ebook/component/k2/item/47-infeccoes-no-paciente-diabetico>. Acesso em: 28 out. 2017 MAIA, Bruna Tupinambá; GONÇALVES, Eduardo; VERSIANI, Camila Matos; VELOSO, Gilson Gabriel Viana; DIAS,Giselle Mayara Messias. Aspectos Epidemiológicos dos portadores de infecção do trato urinário: uma revisão. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires - Año 18 - Nº 180 - Maio de 2013. 5 3. Etiopatogenia Os principais agentes etiológicos da ITU são bactérias Gram- negativas localizadas na flora entérica normal (infecção endógena). A Escherichia coli é responsável por 85 a 90% das ITU, seguida porEnterobacter, Klebsiella, Proteus, Pseudmonas e outras bactérias com 10 a 15%, sendo que a frequência dessas últimas evidenciam ITUs complicadas (em caso de instrumentação urológica e obstrução urinária) e nas reinfecções. A bactéria E. coli é a mais frequente nos casos de Pielonefrite. Os microrganismos podem chegar ao aparelho urinário por via hematogênica ou linfática, mas a via habitual é a ascendente, com origem no reservatório intestinal. 4. Fisiopatologia A pielonefrite comumente se inicia com um quadro de cistite, quando a E. coli coloniza a mucosa genital penetra no sistema urinário. Uma vez nele, ela pode aderir e colonizar a mucosa urogenital, fazendo com que a bactéria seja capaz de resistir à eliminação pelo fluxo urinário, causando bacteriúria significativa (crescimento ≥105 bactérias por mililitro).Este processo inflamatório tem como consequência imediata, o aumento de tamanho do rim , a região lombar se torna muito sensível a qualquer toque ou batida e a dor lombar ou no flanco torna-se constante. As infecções graves podem resultar em perda da função renal e em sequelas permanentes. Uma vez dentro da célula hospedeira, as bactérias multiplicam-se rapidamente formando grupos bacterianos que avançam por várias etapas de desenvolvimento e terminam formando os biofilmes bacterianos, que são grupos de bactérias unidas à superfície do epitélio urinário ou entre si. No biofilme, as bactérias desenvolvem um comportamento comunitário que permite a evasão da resposta imune do hospedeiro e da ação dos antibióticos. 6 Assim, as bactérias podem permanecer meses no trato urinário caracterizando os casos de infecções crônicas ou recorrentes. Existem essencialmente três vias de infecção: a ascendente, a hematogênica e a linfática. A infecção ascendente é, claramente, a via mais comum pela qual as bactérias têm acesso ao rim. As vias hematogênica ou linfática constitui uma minoria dos casos. A hematogênica é a principal via de ITU nos recém-nascidos (RN), condicionando, na maioria das vezes, um quadro infeccioso sistêmico – urosepse, e pode causar abscessos únicos ou múltiplos no parênquima renal. A infecção por via linfática é rara e pode ocorrer em contexto de infecção intestinal grave ou de abscesso retroperitoneal. Pielonefrite aguda É causada por uma infecção bacteriana aguda, A infecção bacteriana acontece a nível da uretra, bexiga e/ou ureteres. Desta forma, é comum designar-se como uma infecção ascendente. A obstrução de um ureter também pode conduzir a uma pielonefrite. Esta obstrução pode ser devida a litíase renal (pedras nos rins) ou a uma hiperplasia benigna da próstata (presente nas pessoas do sexo masculino e muito frequente a partir dos 70 anos). Nestas situações de obstrução, a estase da urina acima da obstrução permite o crescimento bacteriano. Pielonefrite crônica A pielonefrite crônica deriva de infecções bacterianas constantes (pielonefrites agudas de repetição) que podem ser mais ou menos graves, e que ocorrem, frequentemente, durante um longo período. Existe uma destruição generalizada de nefróns, que são substituídos por tecido de cicatrização. Isto pode levar a uma insuficiência renal crônica terminal (IRCT). As causas mais relatadas são a insuficiência dos mecanismos anti-refluxo e a litíase renal. 7 8 5. Sintomas e Manifestações Clínicas A ITU alta (pielonefrite) inicia-se, habitualmente, com quadro de cistite, sendo acompanhada de febre geralmente superior a 38°C, associada a calafrios e dor lombar uni ou bilateral. Febre, calafrios e dor lombar formam a tríade de sintomas da pielonefrite, estando presentes na maioria dos casos. A dor lombar pode se propagar para o abdômen, os flancos ou ainda, para a virilha, sugerindo a presença de litíase renal associada. Os sintomas gerais de um processo infeccioso agudo podem também estar presentes, e sua intensidade é proporcional à gravidade da pielonefrite. Além disso, os pacientes com ITU alta podem apresentar: Sudorese Náuseas, Vômitos Mal-estar Dor no abdômen e nas costas Urgência e dor para urinar (disúria) Sinal de pus (piúria) e de sangue (hematúria) na urina, que fica turva e com odor desagradável. Os sinais e sintomas da pielonefrite são semelhantes nas formas aguda e crônica da doença, porém, na forma crônica, essas manifestações clínicas se alternam com fases assintomáticas. Por causa dessa característica da doença, a infecção bacteriana crônica pode provocar lesões irreversíveis nos rins. Caso a Pielonefrite não seja tratada precocemente e/ou tenha um diagnóstico tardio, somada a fatores de risco como idade abaixo de um ano, presenças de refluxo vesicoureteral (RVU), anormalidade anatômica, obstrução, gravidez, imunossupressão etc. pode resultar em cicatriz renal permanente (lesão parenquimatosa) com sequela de hipertensão e insuficiência renal crônica, sendo essas as complicações mais sérias a longo prazo. Exame Clínico A história e o exame clínico são os instrumentos mais importantes para se fazer o diagnóstico de pielonefrite. Deve-se considerar os sintomas de vias urinárias inferiores como, disúria, urgência miccional e polaquiúria, os sintomas das vias superiores (dor lombar), os sintomas constitucionais (febre, calafrios) e os sintomas gastrointestinais (náuseas, vômitos, dor abdominal). A dor lombar é o sintoma mais característico da pielonefrite. É despertada a pela percussão do ângulo costovertebral e sua ausência pode indicar diagnósticos alternativos - pacientes com nefrolitíase ou uretrolitíase, que também são causa de dor lombar, geralmente, não se apresentam com dor pela percussão do ângulo costovertebral. A febre acima de 38º é um sintoma constitucional característico da pielonefrite aguda, mas pode não existir em pessoas com pielonefrite em fase inicial. Pacientes com outros tipos de infecção ou imunodeprimidos podem apresentar esse sintoma. Exame laboratorial 1- Urinálise É a análise química e microbiológica que avalia a função renal e espelha o estado de saúde do paciente. Examina características físicas (cor, aspecto e gravidade específica), químicas (pH, proteínas, glicose, cetonas, sangue, bilirrubina, nitrito, este rase leucocitária e urobiliogênio) e estruturas microscópicas no sedimento urinário. Na ITU alta, sedimento urinário pode revelar, através da análise da urina, positividade do teste da esterase leucocitária, piúria microscópica ou hematúria ou cilindros de leucócitos. 2- Urocultura Amostras de urina podem ser submetidas à cultura quando existe suspeita de ITU para controle de tratamento ou em pacientes assintomáticos com maior risco de infecção. 6.Diagnóstico 9 Na pielonefrite, a urocultura revela crescimento de 105 colônias/ml. O esfregaço do sangue periférico revelando leucocitose, com ou sem desvio esquerdo e aumento da proteína C reativa. 3- Antibiograma O método antibiograma tem como base o padrão de sensibilidade dos microrganismos a uma série de antibióticos. É importante pois a escolha correta do antibiótico possibilitará um melhor tratamento da ITU. 4- Outros exames Os exames de imagens são sempre recomendados, principalmente para os que requerem internação hospitalar, para diagnosticar anormalidades do trato urinário e acompanhar o possível desenvolvimento de complicações. É necessária, inicialmente, a realização da Ultrassonografia renal (US), que indicará outros exames como, tomografia computadorizada, ressonância magnética, uretrocistografia miccional. É importante estabelecer o diagnóstico diferencial com doenças que podem apresentar sintomas semelhantes aos da pielonefrite. Entre elas, merecem destaque a doença inflamatória pélvica, a colecistite (inflamação da vesícula biliar), a apendicite (inflamação do apêndice vermiforme)e a pancreatite aguda (inflamação do pâncreas). Lesões pós-pielonefrite Em lesões irreversíveis, segundo BERDICHEVSK e colaboradores (2013): O método conhecido como o mais sensível para a detecção de lesõesparenquimatosas renais, tanto por PNA quanto por cicatrizes, é a cintilografia cortical renal com ácido dimercaptossuccínico marcado com tecnécio-99m (99mTc-DMSA). É um método não invasivo e altamente sensível eespecífico ara detectar inflamação renal e formação de cicatriz, permitindo acessar a progressão do dano renal e perdafuncional desde o episódio de insulto inicial (PNA). Identifica lesões renais infecciosas inclusive em pacientes com urocultura negativa. Deste modo, nota-se a importância da análise detalhada dos sinais físicos e químicos que serão apresentados para,assim, proporcionar ao paciente a melhor forma de tratamento. 10 11 7. Tratamento e Prevenção Começa através de cuidados de suporte com hidratação e analgesia e início de terapia com antibióticos. A internação deve ser considerada em casos como: • Suspeita de complicação • Gravidez • Estado geral debilitado • Aderência ao tratamento • Impossibilidade de hidratação oral O tratamento deve iniciar o mais cedo possível, após o recolhimento de urina para urocultura. A antibioticoterapia é inicialmente instituída de forma empírica, ou seja, o uso de antibióticos deve ser baseado na sintomatologia do paciente onde deve ser orientada pelo conhecimento epidemiológico da susceptibilidade antimicrobiana local e, logo deve ser ajustada em conformidade com o resultado do teste de sensibilidade aos antibióticos (TSA). Em relação ao uso de fármacos, deve ser utilizado um antibiótico bactericida, com boa concentração urinária, com efeitos secundários reduzidos e com baixa capacidade de possibilitar o aparecimento de cepas resistentes. Os antibióticos com eliminação renal, tal como a nitrofurantoína, não devem ser utilizados para o tratamento da infecção urinária com a presença de febre, pois a sua concentração a nível do parênquima renal pode ser insuficiente para tratar uma pielonefrite. Com o objetivo de diminuir custos, favorecer o cumprimento terapêutico e diminuir o aparecimento de resistências aos antibióticos é recomendado que a duração do tratamento seja de 3 -4 dias na ITU não febril e de 7 a 14 dias na ITU febril. A maioria dos casos de pielonefrite aguda não complicada pode ser tratada em ambulatório. No entanto, há casos onde o individuo doente pode ter pielonefrite grave ou uma complicação da pielonefrite aguda. Neste indivíduo deve ser considerada a possibilidade de obstrução das vias urinárias ou um diagnóstico alternativo. Silva, André Gonçalves. Avaliação de infecção urinária no primeiro trimestre de gestação em pacientes atendidas no centro de saúde da mulher e da criança, na cidade de Paracatu-MG. Trabalho de conclusão de curso em Biomedicina,2012. Ferreira, João Pedro. Infecção do Trato Urinário. Universidade do Porto. 2014. 1-138. O prognóstico da pielonefrite aguda quando não tratada pode haver riscos de evolução para sepse ,observados em pacientes com patologias associadas. Além do tratamento medicamentoso, algumas medidas de prevenção são necessárias para manter um bom estado do trato urinário como: Ingerir bastante líquido, de preferência água, de acordo com o estado renal do paciente, que dependendo do débito urinário, facilita a excreção da bactéria Atender prontamente a necessidade de esvaziar a bexiga, pois, urina armazenada na bexiga pode transformar-se num foco de infecção; Urinar logo após a relação sexual, como forma de eliminar as bactérias que por acaso tenham penetrado pela uretra; Redobrar a atenção com mulheres grávidas, pois ocorrem alterações naturais em seu organismo – mudanças nas característicasda urina, crescimento acelerado do útero e consequentemente a compressão da bexiga aumentando a predisposição para as infecções do trato urinário; Limpar bem as zonas genitais e anais depois de ir ao banheiro; e Higienizar-se antes e depois das relações sexuais. 12 8.Complicações Silva, André Gonçalves. Avaliação de infecção urinária no primeiro trimestre de gestação em pacientes atendidas no centro de saúde da mulher e da criança, na cidade de Paracatu-MG. Trabalho de conclusão de curso em Biomedicina,2012. Ferreira, João Pedro. Infecção do Trato Urinário. Universidade do Porto. 2014. 1-138. LEWI, Davi Salomão. Infecções no paciente Diabético. Sociedade Brasileira de Diabetes. Disponível em: <http://www.diabetes.org.br/ebook/component/k2/item/47-infeccoes-no-paciente-diabetico>. Acesso em: 28 out. 2017 Fase Aguda: Algumas complicações graves, como a formação de abscesso perirrenal, ou seja, a formação de uma cavidade cheia de pus no tecido que rodeia o rim afetado. Outra complicação possível é a septicemia, ou seja, a infecção maciça do sangue. Como em ambos os casos os sintomas têm tendência para piorar, o paciente necessita de um tratamento eficaz imediato. Fase Crônica: Na maioria dos casos, os primeiros sintomas da doença são provocados pelas transformações irreversíveis que afetam o tecido renal, que ao alterarem o seu funcionamento dão origem a uma insuficiência renal progressiva e crônica – com lesões. Outra complicação frequente da pielonefrite crônica é a litíase urinária, provocada pela urina muito concentrada, saturada com excesso de sal. Esse sal,transforma-se em cristais e formam microcálculos. Estes, com o passar do tempo, aumentam de volume dando origem a cálculos macroscópicos (litíase renal). Estes cálculos podem encravar-se num dos segmentos das vias urinárias e obstruí-lo, provocando cólica renal ou um episódio de retenção urinária, exigindo o tratamento de diálise. Pielonefrite enfisematosa: É uma complicação praticamente vista somente em diabéticos (90% dos casos). Resulta de uma pielonefrite multifocal aguda, sendo a Escherichia coli o agente mais comum. As mulheres têm, pelo menos, o dobro da probabilidade de desenvolver a manifestação, sendo a obstrução do trato urinário por cálculos um fator predisponente. 13 Além do quadro de dor, febre e toxemia, observa-se massa palpável no flanco, podendo ser demonstrado gás na loja renal, mesmo à radiografia simples do abdome. A tomografia leva ao diagnóstico de certeza, contribuindo para a localização do processo no parênquima renal, no espaço perirrenal ou no sistema coletor renal (pielite enfisematosa). Além da antibioticoterapia, é necessária a nefrectomia quando há comprometimento renal ou perinefrético. Nos casos de pielite, a resolução da obstrução através de cateterismo pode ser suficiente para melhora do prognóstico. Em gestantes; Aumentam a ocorrência de baixo peso ao nascer, parto prematuro e morte neonatal. A infecção do trato urinário durante a gravidez pode proporcionar uma série de complicações, como o trabalho de parto prematuro, recém-nascidos de baixo peso, rotura prematura de membranas, restrição de crescimento intrauterino, paralisia cerebral ou retardo mental na infância, além do óbito perinatal. Silva, André Gonçalves. Avaliação de infecção urinária no primeiro trimestre de gestação em pacientes atendidas no centro de saúde da mulher e da criança, na cidade de Paracatu-MG. Trabalho de conclusão de curso em Biomedicina,2012. Ferreira, João Pedro. Infecção do Trato Urinário. Universidade do Porto. 2014. 1-138. LEWI, Davi Salomão. Infecções no paciente Diabético. Sociedade Brasileira de Diabetes. Disponível em:<http://www.diabetes.org.br/ebook/component/k2/item/47-infeccoes-no- paciente-diabetico>. Acesso em: 28 out. 14 15 9. Pielonefrite x Nutrição A Lesão Renal Aguda (LRA) é descrita como uma síndrome clínica associadaà deteriorização rápida da função renal, tendo como desfecho desequilíbrio hidroeletrolítico e ácido-básico com consequente retenção sérica de produtos do catabolismo nitrogenado tais como uréia e creatinina, havendo a melhora após o combate do fator desencadeante - no caso da pielonefrite, a bactéria. Estudos mostram que o elevado número de mortes por esta síndrome não está relacionada à uremia, mas sim às complicações decorrentes das alterações dos sistemas imunológico e metabólico destes pacientes, ainda mais graves na presença da terapia dialítica. O método de diálise está diretamente ligado ao risco nutricional, por conta do hipercatabolismo, tendo resultado em muitas mortes em métodos dialíticos contínuos, e para a desnutrição energético protéica (DEP), o que agrava o quadro desses pacientes. Além do hipercatabolismo, também é frequente a indução ao meio pró-inflamatório e pró-oxidativo com formação de mediadores inflamatórios, tais como as interleucinas e o fator de necrose tumoral (que ativam o metabolismo protéico), a uremia (que está associada ao aumento da gliconeogênese e do catabolismo protéico e à redução da síntese protéica) que contribuem de forma importante para o consumo de proteína esquelética destes acientes. Fatores como proteólise, gliconeogênese e lipólise consomem as reservas teciduais e promovem complicações metabólicas, como hipercatabolismo, hiperglicemia e hipertrigliceridemia completando a TRÍADE das alterações nutricionais mais importantes na LRA. Estas condições metabólicas são consequentes a diversos mecanismos relacionados à ativação do catabolismo protéico, resistência à ação da insulina e inibição da lipólise, os quais também estão envolvidos na patogênese da desnutrição. Em 2008 a Sociedade Internacional de Nutrição e Metabolismo Renal (SINMR), chamou essa depleção de PROTEIN ENERGY WASTING (PEW) pelo fato do paciente com LRA apresentar redução das reservas de tecido muscular e adiposo, consequente principalmente a fatores relacionados à própria doença renal, tais como aumento de citocinas inflamatórias, acidose metabólica, perdas de nutrientes no dialisato e resistência insulínica. Vale destacar que o anabolismo proteico pode estar prejudicado mesmo com uma ingestão alimentar adequada. Seguindo o curso da doença descompensada temos a Doença Renal Crônica (DRC), o desequilíbrio na regulação do balanço ácido básico, em evolução na DRC, tem na dieta uma importante variável para a ocorrência de acidose metabólica, que na elevada excreção de bicarbonato, está associada a caquexia (perda de peso por diminuição da massa magra) e estando diretamente interligada ao desequilíbrio no metabolismo proteico. Alguns estudos demonstraram o efeito benéfico da suplementação com bicarbonato de sódio e cloreto de sódio, levando à diminuição da ureia sanguínea, diminuição na degradação proteica muscular. A dietoterapia é importante em pacientes dialíticos por conta da perda de nutrientes, um exemplo importante é a deficiência do Selênio, um importante componente da enzima antioxidante glutationa peroxidase (GPx), é amplamente prevalente nos pacientes com DRC, podendo agravar ainda mais o estresse oxidativo ao curso da doença, sendo muito importante a avaliação nutricional destes pacientes. Neste cenário, a dietoterapia vem mostrando sua extrema importância no que tange o controle nutricional e o uso de alimentos antioxidantes e antinflamatórios. A ingestão de compostos fenólicos vem sendo estudada em relação a sua capacidade antioxidante retardando os inúmeros efeitos indesejáveis que o estresse oxidativo causa nestes pacientes. 16 10. Referências Bibliográficas 17