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Edema: Retenção de Líquidos

Resumo sobre edema: define retenção de líquidos, descreve localização (localizado e generalizado), tipos (comum, linfedema, mixedema), causas, fisiopatologia, sinais clínicos, diagnóstico, tratamentos e evolução/complicações.

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EDEMA 
O que é :
Edema é o termo médico usado para referir-se à retenção de fluidos no corpo, isto é, acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo, tornando-os inchados. Ocorre devido a um desequilíbrio entre a pressão hidrostática e osmótica e é formado por solução aquosa de sais e proteínas plasmáticas e sua exata composição varia de acordo com a causa do edema.
Esse inchaço pode ocorrer em uma parte determinada do corpo, denominado edema localizado, como resultado de uma lesão, por exemplo, ou pode ser mais geral denominado de edema generalizado, como ocorre em certas condições de saúde.
Localização:
Edema localizado
Geralmente um dos MMII ou dos MMSS
 Restrito a território vascular – obstrução de fluxo venoso e linfático
Edema generalizado
O fluido deixa o espaço vascular
 Sistêmico
Tipos de edema:
Existem 3 tipos de edema:
Edema comum: quase sempre é generalizado, possuindo em sua composição água e sal.
Linfedema: é um edema localizado formado pelo acúmulo de linfa. Ocorre quando há obstrução dos canais linfáticos, ou então, estes foram destruídos, como nos casos de retirada de linfonodos na cirurgia de neoplasias mamárias. O esvaziamento ganglionar torna mais fácil o aparecimento deste tipo de edema no braço. Outro exemplo é a elenfantíase, gerando linfedema nos membros inferiores.
Mixedema: é um edema localizado que ocorre em casos de hipotireoidismo, havendo um acúmulo de água, sais e proteínas produzidas nestapatologia. Caracteriza-se por ser duro e com um aspecto de pele opaca.
Principais causas do edema:
O edema muitas vezes é uma reação fisiológica e outras vezes é um sintoma de uma doença subjacente. É normal que se tenha algum inchaço nas pernas ao final do dia, durante a gravidez, em que o crescimento do volume abdominal dificulta o retorno venoso das pernas e nos períodos pré-menstruais, em que as variações hormonais causam maiores retenções hídricas.
Outras condições médicas e doenças que podem causar edema são comer comida muito salgada, o uso da pílula contraceptiva, um coágulo de sangue que obstrua a circulação venosa, varizes graves, lesão ou cirurgia nas pernas, queimaduras, medicamentos, doença renal, insuficiência cardíaca, doença pulmonar crônica, doenças da tireoide, doenças hepáticas e subnutrição.
Fisiopatologia do edema:
Muitas vezes o edema ocorre quando os pequenos vasos sanguíneos do corpo extravasam líquido e o fluido acumula-se nos tecidos circundantes, conduzindo ao inchamento. Outras vezes o edema se deve a uma obstrução mecânica da circulação venosa e/ou linfática.
Características clinicas:
Além do inchaço, o edema também pode causar descoloração da pele, deixar temporariamente a marca de um dedo quando pressionado, deixar a área afetada dolorida, causar rigidez articular, aumento ou perda de peso, aumento da pressão arterial e da pulsação. Um tipo especial de inchaço nas pernas é o edema linfático (linfedema), causado por um bloqueio no sistema circulatório linfático ou por uma condição hereditária de anormalidade dos vasos linfáticos.
Diagnostico:
Em geral, o edema pode ser reconhecido pela simples observação, mas para entender o que pode estar causando esta condição deve ser realizado um exame físico, apurar o histórico médico do paciente e solicitar alguns exames, como radiografias, ultrassonografias, tomografia computadorizada, ressonância magnética e exames de sangue e urina.
Tratamentos:
Muitas vezes os edemas fisiológicos desaparecem por si sós. No entanto, algumas medidas ajudam a reduzir a retenção de líquidos, tais como perda de peso, fazer exercícios regularmente, levantar as pernas de três a quatro vezes por dia para melhorar a circulação venosa, evitar estar de pé por longos períodos de tempo, drenagem linfática, etc. No entanto, se houver uma condição mórbida subjacente que esteja causando o desequilíbrio de fluidos, o edema só desaparecerá depois que ela for diagnosticada e tratada.
Sintomaticamente, os edemas podem ser tratados com medicamentos diuréticos. Se o edema tiver como causa o uso de medicamentos, o paciente e o médico devem considerar a possibilidade de ajustar suas doses, substituí-los ou suspendê-los.
Evolução do edema:
Ao contrário do edema, que pode ser transitório, o linfedema é uma condição duradoura que causa desconforto, dor e perda de mobilidade. O linfedema não pode ser curado, mas pode ser controlado utilizando uma série de tratamentos, incluindo meias de compressão, cuidados da pele, drenagem linfática e elevação. O edema consequente a uma doença tende a ter uma evolução paralela a ela.
Complicações:
Se não for adequadamente tratado, o edema pode causar um inchaço cada vez mais doloroso, rigidez muscular ou articular, estiramento da pele, que pode tornar-se pruriginosa e desconfortável, aumento do risco de infecção na área inchada, diminuição da circulação sanguínea e da elasticidade das artérias, veias, músculos e articulações e aumento do risco de úlceras de pele.
 
Figura 1 Linfedema
https://pt.scribd.com/document/347344616/Edemas-pdf
https://www.estudaetal.com/thebox/theboxficheiros/7697ca1b705d452130e79da3c2c9d4072923
http://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/799754/voce+ja+ouviu+falar+em+linfedema+ou+elefantiase.htm
https://biosom.com.br/blog/saude/edema/

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