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CENTRO DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA ESTADUAL PAULA SOUZA ESCOLA TÉCNICA JÚLIO DE MESQUITA CURSO TÉCNICO EM COZINHA FABIO HENRIQUE DE SOUZA BRAGA MARILAINE PATRÍCIA DA COSTA MAURÍCIO ABE REGINALDO CARDOSO CIVILIZAÇÃO MAIA SANTO ANDRÉ, DEZEMBRO 2017 FABIO HENRIQUE DE SOUZA BRAGA MARILAINE PATRÍCIA DA COSTA MAURÍCIO ABE REGINALDO CARDOSO CIVILIZAÇÃO MAIA Trabalho sobre a Civilização Maia, como entendimento parte cultural, para as aulas da disciplina de Cozinha Internacional Clássica, sob responsabilidade da Profa. Carolina Deganut. SANTO ANDRÉ, DEZEMBRO 2017 INTRODUÇÃO Os maias vivem na América Central por cerca de 3000 anos. Vivem, pois os espanhóis não conseguiram exterminar por completo este povo. Eles começaram a habitar a região sul do México por volta do ano 1000 a.C. e muitos de seus descendentes vivem próximos aos locais onde hoje temos vários sítios arqueológicos. Estima-se uma população de 2 milhões de maias espalhados pela região, compreendendo os territórios do México, Guatemala, São Salvador e Honduras. 1 HISTÓRIA A civilização maia desenvolveu-se em 3 períodos históricos: • Pré-maia (aproximadamente 3000 a.C. até 317 d.C.) Época que permanece um tanto quanto obscura para os historiadores e arqueólogos até o ano 1000 a.C., quando começou na América Central um grande crescimento populacional, em parte pelo aumento significativo da produção de milho, base da alimentação do povo e a formação de grandes aglomerados populacionais, originando as primeiras cidades maias. É neste período que foram construídas as cidades de Tikal, Palenque, Copán e Uaxactún, entre outras. Nesta época ainda não existia uma unidade imperial, estas cidades funcionavam como cidades-estados independentes. Algumas em algum momento formaram ligas que, para comparação, eram bem parecidas com as ligas criadas pelas cidades gregas lá na chamada “Antiguidade Clássica”. • Antigo Império (317 a 987) Neste período as cidades maias formaram um estado centralizado, e governado por um monarca semidivino, que era o proprietário nominal de todas as terras que eram cultivadas e que também determinava o trabalho obrigatório, durante uma época do ano, para toda a população. Mesmo com esta unidade regida por um poder teocrático, as cidades ainda tinham relativa liberdade, o que vai motivar o estabelecimento do novo Império. • Novo Império (987 a 1697) No Novo Império as cidades reconquistaram a independência e voltaram a formar as cidades-estados. Mas esta independência das cidades não modificou a cultura comum do povo maia. As diferenças culturais quando existiam, eram imperceptíveis. No entanto, essa desagregação facilitou o domínio espanhol. 2 GEOGRAFIA A civilização maia habitou a região das florestas tropicais das atuais Guatemala, Honduras e Península de Yucatán (sul do atual México). Esta foi provavelmente a mais antiga das civilizações pré-colombianas, porém perdeu em desenvolvimento se comparada aos Incas e aos Astecas. Este povo habitou nestas regiões entre os séculos IV a.C e IX a.C. Entre os séculos IX e X, os toltecas invadiram essas regiões e dominaram a civilização maia. 3 ORGANIZAÇÃO E SOCIEDADE Nunca chegaram a formar um império unificado, fato que favoreceu a invasão e domínio de outros povos vizinhos. As cidades formavam o núcleo de decisões e práticas políticas e religiosas da civilização e eram governadas por um estado teocrático. A sociedade dividia-se em três grupos principais: A zona urbana era habitada apenas pelos componentes da classe mais alta: nobres da família real, sacerdotes e chefes militares; e pelos da segunda classe: dirigentes de cerimônias e cobradores de impostos. A base da pirâmide era formada pelos camponeses, artesãos e trabalhadores urbanos, os quais não possuíam privilégios e eram obrigados a pagar impostos, esta era a terceira classe. 4 ECONOMIA E AGRICULTURA Possuíam avançadas técnicas de irrigação, de modo que sua economia era baseada na agricultura, principalmente de milho, feijão e tubérculos. Suas técnicas de irrigação do solo eram muito avançadas para a época. Praticavam o comércio de mercadorias com povos vizinhos e no interior do império. Cultivavam também o algodão, o tomate, o cacau, a batata e algumas frutas. Além disso tinham criação de Peru e abelhas. Atividades como caça e pesca complementavam as atividades realizadas para a sobrevivência do povo. Eram praticadas queimadas em busca de limpar o terreno, deixando-o pronto para o plantio. Essa prática, porém, destruía os componentes naturais do solo fazendo-o se tornar infértil após uns três anos de uso. A consequência disso é que o agricultor era obrigado a deixar o terreno e sair em busca de outro, fazendo com que aquele solo fique sem utilidade. Podemos destacar o artesanato, com a confecção de tecidos e a utilização das tintas em roupas e a arquitetura com a construção de grandes palácios, templos e pirâmides. Trabalhavam uma cerâmica variada e de ótima qualidade na arquitetura. Ergueram pirâmides, templos e palácios, demonstrando um grande avanço arquitetônico. 5 RELIGIÃO A religião deste povo era politeísta, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza. Chichén-Itzá. As pirâmides maias eram o centro religioso das cidades. O império maia era considerado um representante dos deuses no Planeta Terra. 6 ASTROLOGIA A astrologia maia era avançadíssima para os recursos da época, e o topo das pirâmides serviam também como observatório astronômico, além das construções específicas para este fim. Elaboraram um eficiente e complexo calendário que estabelecia com exatidão os 365 dias do ano. Construíram o templo de Kukulkan, no México, que foi usado como observatório astronômico. As quatro faces do templo estão voltadas para os pontos cardeais e representam as estações do ano. Segundo os maias, este mundo teria sido precedido por outros mundos, e existiram três Eras neste mundo que terminaram em destruição. A quarta era, a Era dos Maias, terminaria com o estabelecimento da fraternidade universal. Coincidentemente, esta Era acabava em 2012, e isto foi motivo para várias especulações sobre o fim do mundo. 7 ESCRITA Assim como os egípcios, usaram uma escrita baseada em símbolos e desenhos (hieróglifos). Registravam acontecimentos, datas, contagem de impostos e colheitas, guerras e outros dados importantes. Existem vários dialetos falados no local. A língua maia falada no Yucatãn, por exemplo, sofreu diversas alterações devido às invasões dos povos toltecas e à influência da língua nahuati, dos astecas. Porém esta não pôde ser decifrada até os dias atuais. Deixaram várias inscrições, mas somente três livros alcançaram a nossa época. São eles o Códice de Dresde, o Códice de Madri e o Códice de Paris. Estes livros foram confeccionados em uma folha em forma de sanfona, feita de uma fibra vegetal coberta com uma camada de cal. Desenvolveram também a escrita hieroglífica. 8 MATEMÁTICA Desenvolveram muito a matemática, com destaque para a invenção das casas decimais e o valor zero. Com a aritmética que desenvolveram conseguiam fazer cálculos e conhecer o movimento do sol, da lua, de planetas, entre outros astros.9 GASTRONOMIA Historicamente, temos conhecimento que o povo Maia criou gado bovino, tanto para fornecer força de trabalho, puxando carros e alfaias, quanto para a produção de leite, ou ainda para o aproveitamento da sua carne. O porco, proporcionava os enchidos e os fumados, e permitia conservar a carne salgada, era consumido, ao longo do ano, apenas em épocas especiais. Nos cereais, o milho e o trigo eram os mais consumidos, embora o centeio e as leguminosas como o feijão, a fava e a ervilha tivessem também uma importância nada negligenciável. E, obviamente, a batata. Também se produzia azeite, embora não em grande quantidade. A carne de vaca era, em muitos lares, só utilizada para dieta. O carneiro era consumido e bastante apreciado nestas redondezas. A alimentação também se fazia à base de galináceos, e dos peixes, como a sardinha, o chicharro e outros que tais. Muitas vezes o prato principal era sopa, engrossada com unto e farinha, onde boiavam algumas couves, acompanhada por um naco de broa. Atualmente, a gastronomia maia remete aos tempos em que essa civilização mesoamericana estendeu seus domínios por territórios hoje ocupados por México, Guatemala, Belize, El Salvador e Honduras. “O mais interessante é que as receitas continuam sendo seguidas à risca desde sempre”, constata Ermilo Parrao, chef e especialista em cultura maia. “A culinária maia zela pelo conceito do “slow food” e se baseia em ingredientes e produtos regionais, de temporada. Somos um povo feito de milho”. Destaca Margarita Carrillo de Salinas, renomada chef mexicana. Essa é, na verdade, uma visão ancestral maia. Segundo o “Popol Vuh”, obra da literatura mesoamericana que descreve a origem do mundo segundo o ponto de vista maia, o homem foi criado a partir do milho. A gastronomia mexicana foi reconhecida pela Unesco, em novembro de 2010, como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. 9.1 O que os Maias plantavam e comiam? A civilização Maia habitou onde atualmente se localiza o México, a Guatemala e Honduras. Seus antepassados eram caçadores, mas em torno de 2500 aC, incluíram a agricultura no seu modo de vida. Eles cultivavam e comiam uma variedade de alimentos, muitos dos quais ainda são comuns no México. Hoje em dia, muitos deles são plantados e consumidos em outras partes do mundo. 9.1.1. Milho O milho foi domesticado há milhares de anos e foi o cereal básico do império Maia. Ele era transformado em farinha e usado para fazer tamales, tortilhas e tacos. Esse cereal também era usado para produzir bebidas. Muitas espécies dele eram plantadas, incluindo o milho azul. 9.1.2. Hortaliças, folhas e ervas A dieta maia era constituída por vários tipos de hortaliças bem conhecidas hoje em dia, incluindo moranga, pimenta, pimentão, abóbora, inhame, mandioca, batata e batata-doce. Diversas folhas de plantas também eram utilizadas na culinária maia. Geralmente, a comida era agrupada e cozida nas folhas de agave para criar um prato chamado Mixiote. No México, ainda se come essa receita. Os Maias também cultivavam coentro e uma planta medicinal conhecida como erva-de-santa-maria. Plantação de Agave Mixiote 9.1.3. Frutas, nozes e feijão A dieta Maia incluía também vários tipos de frutas, como abacate, melancia, mamão, goiaba, tomate e limão. Eles também cultivavam castanha de caju, assim como amendoim e outras leguminosas. 9.1.4. Cacau O cacau tinha tanto valor no império asteca que também era usado como moeda. O cacau é endêmico nas terras do povo maia, os primeiros a remover as sementes da fruta e assá-las para fazer chocolate quente. Os antigos maias não faziam barras de chocolate, nem adicionavam açúcar e leite ao cacau. Em vez disso, tomavam chocolate como um elixir cerimonial e um regulador de humor. Para os maias, o cacau era um dom sagrado dos deuses, cujos grãos eram usados como moeda. Ek Chuah, o deus maia dos comerciantes e do comércio, era também o patrono da cultura do cacau. Quando os espanhóis invadiram terras maias no século 16, adotaram a bebida, adicionando açúcar e leite para torná-la doce e cremosa. Para saber mais sobre cacau e degustar chocolate, visite o Ecomuseo del Cacao no estado mexicano de Yucatán. A palavra “chocolate” vem da palavra maia/asteca “chocolatl”, mas o chocolate maia era diferente do chocolate quente de hoje porque eles não usavam açúcar. Em vez disso, acrescentavam especiarias no seu chocolate espesso, como farinha de milho e pimentão. 9.1.5. Outros alimentos Os Maias coletavam algas – conhecidas como tecuitlatl – da água do lago devido ao seu teor de proteínas. Eles também criavam abelhas para obter mel, bem como pescavam e caçavam. A caça disponibilizava uma variedade de animais para a alimentação, como perus, porcos selvagens, coelhos, iguanas, patos, veados, cachorros e um roedor conhecido como cutia. Também consumiam insetos, como minhocas e gafanhotos. 9.2 Métodos de Cultivo O povo Maia praticava um método de cultivo conhecido como agricultura de “corte e queima”. As árvores eram cortadas em uma área da floresta e, em seguida, queimadas. As lavouras eram plantadas em maio e colhidas em novembro. Em poucos anos, esse método de cultivo tornava o solo infértil. Então, os agricultores cortavam e queimavam outra parte da floresta para deixar a área infértil se recuperar – o que normalmente levava de dois a três anos. As cinzas das plantas e árvores forneciam um fertilizante para o solo. Os agricultores também drenavam pântanos para a agricultura. Além dos campos comunitários, cada família tinha um quintal para cultivar um pouco de comida. 9.3 Alimentação Maia 9.3.1. Café da manhã tradicional Alimentos simples são muitas vezes os melhores. O café da manhã tipicamente maia inclui ovos mexidos, feijão preto, plátanos fritos (semelhante a bananas, mas maiores, com sabor mais complexo), um pouco de queijo branco e uma xícara de café rico feito com grãos locais. Sempre acompanhados por uma cesta com tortilhas de milho amarelas e quentinhas. 9.3.2. Abacate e Guacamole O abacate, originário do sul do México e da Guatemala, é amado por seu rico sabor e textura cremosa e foi uma cultura preciosa dos antigos maias. Ainda hoje, quem nasce em Antígua Guatemala é chamado de panza verde, ou barriga verde, por causa da dependência da região nos abacates. Combinado com pimenta seca, alho, coentro, cebola e limão, o abacate vira guacamole, um suntuoso aperitivo. Não espere encontrar muitos abacates Hass no mundo Maia há muitas outras variedades, a maioria de maior tamanho. Em 1917, Wilson Popenoe, um explorador da Associação dos Abacates da Califórnia, relatou porque os abacates guatemaltecos são os melhores: "A carne é de uma cor amarela mais profunda, mais suave, mais amanteigada e mais rica do que qualquer variedade ainda conhecida nos Estados Unidos." 9.3.3. Poc Chuc Este prato distintamente Yucateca data dos dias antes da refrigeração, quando a carne era preservada com sal. A carne de porco cozida lentamente é combinada com suco de laranja azeda e vinagre para temperar a salinidade da carne. O suco de laranja refresca a carne de porco salgada e dá um sabor picante – "laranja azeda" é uma variedade de laranja; o suco dela na verdade é doce. O prato é coberto com cebolas salteadas com coentro e um pouco de açúcar. 9.3.4. Michelada Osmexicanos do sul gostam de adicionar temperos à comida e à cerveja. Uma michelada (ou chelada em algumas partes) mistura cerveja com limão, sal grosso, pimenta, doses de molho inglês e/ou molho de Tabasco – servidos em um vidro refrigerado de vidro com sal nas bordas. Algumas versões também incluem molho de soja ou caldo de carne. Parece estranho, mas é refrescante e cai bem em dias quentes – ou numa manhã difícil. Se as especiarias soam um pouco demais, tente uma versão simples, que combina apenas suco de limão e sal com uma cerveja leve, como Corona ou Tecate. É tão popular que as fábricas de cerveja Miller e Budweiser criaram suas próprias versões de michelada, mas claro, são muito diferentes da versão verdadeira. 9.3.5. Tortilhas de milho Tortilhas guatemaltecas feitas à mão nos dão uma satisfação elementar. Nos mercados ao ar livre, você pode ouvir um ritmo de palmas quando as mulheres dão a elas forma e, em seguida, as cozinham em um comal, uma grande panela de ferro ou de barro que se parece com um tambor de carvão de aço. Estas tortilhas têm apenas três ou quatro centímetros de diâmetro, mas são espessas. O mito da criação maia diz que as pessoas eram feitas de massa de milho, elemento que continua a ser essencial na dieta indígena maia. Aquecidas fora do comal, as tortilhas são imensamente gratificantes, um acompanhamento ideal para feijão preto da Guatemala, a base perfeita para uma camada de guacamole. 9.3.6. Dois refrescos: jamaica e horchata Em cantinas maias de todo o mundo você verá grandes jarros de vidro com água fresca. A bebida vermelha brilhante é água de jamaica, feita de cálices de hibiscus em flor, água e açúcar. É rica em vitamina C e uma maneira ideal de amenizar o verão sufocante. Outro refresco popular na Península de Yucatán é a horchata, uma mistura de leite de arroz, amêndoas moídas, canela e açúcar. Algumas variedades têm chufa (junça), baunilha ou cevada. O resultado é quase como um Milkshake, mas não tão espesso. A horchata complementa os alimentos apimentados. 9.3.7. Tamales Autênticos Nenhuma exploração culinária da vida maia seria completa sem tamales. Feitos de farinha de milho e recheados com frango, porco, legumes e/ou queijo, os tamales são envoltos em casca de milho – ou banana ou folha de bananeira e cozidos no vapor. Em seguida, eles são desembrulhados e cobertos com salsa. Alguns tamales são feitos com frutas, outros com recheios doces. Os tamales estão representados até nas mais antigas inscrições maias em artefatos escavados. Em grande parte do mundo maia, as mulheres indígenas caminham de porta em porta vendendo cestas de tamales. Apreciado muito antes da invasão espanhola, os tamales são um gancho para as celebrações e festivais do feriado maia. 9.3.8. Molho "focinho de cão" Essa salsa ardente, feita com pimenta habanero, não é para os fracos de paladar. É muito picante e deve vir com um rótulo de advertência que pode fazer você chorar. É chamado de "salsa de focinho de cão" porque o calor intenso pode fazer seu nariz ficar úmido. Em grande parte da Península de Yucatán, essa salsa, também conhecida como xni-pec, inclui não apenas os tradicionais tomates, cebola, coentro e limão, mas também suco de laranja ou toranja. Na Guatemala, salsas frescas menos picantes são servidas ao lado de molhos quentes engarrafados. Para uma explosão de fogo, pegue a garrafa de Maya-Ik, um molho quente com um templo de Tikal no rótulo. 9.3.9. Pibil Uma derivação de tamal, um tipo de pamonha salgada, assado debaixo da terra. Depois de temperado, a carne (frango ou porco) desfiada é envolta em folhas de bananeira e enterrada sob pedras extremamente quentes. Três horas depois é retirada e servida. Trata-se de um prato ritualístico dos maias, que o saboreavam em ocasiões especiais, como o Dia dos Mortos. Em épocas de longa estiagem, o pibil era ofertado a Chaac, o deus da chuva na mitologia maia. Quatro crianças se postavam em volta do forno subterrâneo, cada uma na direção de um ponto cardeal. Acocoradas, imitavam o coachar dos sapos, uma forma de oração para clamar a Chaac que lhes mandasse chuva. 9.3.10. Papadzul O nome desse prato reverencia uma das dinastias maias mais importantes. Por isso, é considerada a comida dos nobres, um manjar dos deuses. Apesar da pompa, sua receita é relativamente simples. Assemelha-se aos tacos recheados com ovo cozido e recobertos com tempero à base de sementes de abóbora. Sucesso em Campeche e Quintana Roo. 9.3.11. Dzik de pescado Peixe é feito na brasa, desfiado e marinado com laranja, cebola e coentro. É um prato representativo do comércio em toda Península de Yucatán. 9.3.12. Pipián rojo (colorado) Prato bastante popular na região maia, podemos compará-lo ao nosso picadinho (foto acima). Pedaços de frango no molho de tomate temperado com salsa de sementes de abóbora. Sabor levemente adocicado com alguma ardência. 9.3.13. Dzotobichay Prato feito à base de chaya, uma árvore típica de Yucatán também conhecida como “árvore espinafre”. As folhas da chaya são picadas e misturadas à massa de milho. O resultado é muito parecido ao tamal, uma espécie de pamonha salgada clássica da culinária centro-americana e caribenha. 10 REFERÊNCIAS www.ecomuseodelcacao.com. https://www.infoescola.com/historia/maias/ https://historiazine.com/os-maias-75dc6c08d147 https://www.todamateria.com.br/maias/ http://cultura.maiadigital.pt/estorias-e-memorias/estorias/a-maia-e-a-gastronomia