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NOTA TÉCNICA DT 15/2007 
 
 
 
 
 
 
REMUNERAÇÃO DO CAPITAL 
 
 
AGLOMERAÇÃO URBANA DO SUL 
 
 
 
 
DIRETORIA DE TARIFAS E ESTUDOS 
ECONÔMICOS E FINANCEIROS 
 
 
 
 
 Julho/2007 
 2 
 
SUMÁRIO 
 
INTRODUÇÃO........................................................................................................ 3 
1 CONCEITOS: ....................................................................................................... 3 
1.1 RENTABILIDADE SIMPLES:........................................................................ 4 
1.2 TEMPO DE RETORNO (PAYBACK) ........................................................... 6 
1.3 VALOR PRESENTE LÍQUIDO...................................................................... 6 
1.4 TAXA INTERNA DE RETORNO................................................................... 7 
1.5 MÉTODO DA SOMA DOS DÍGITOS DECRESCENTES – MÉTODO DE 
COLE...................................................................................................................... 8 
1.6 METODOLOGIA DO CUSTO MÉDIO PONDERADO DE CAPITAL 
(CMEPC)................................................................................................................ 8 
2 EVOLUÇÃO HISTÓRICA ................................................................................. 9 
3 ANÁLISE COMPARADA:................................................................................ 10 
4 ANÁLISE E RECOMENDAÇÕES ................................................................. 14 
REFERÊNCIAS..................................................................................................... 24 
 3 
NOTA TÉCNICA N° 15/2007 – DT/AGERGS 
 
 
ASSUNTO: Metodologia e critérios gerais 
para definição e cálculo da Remuneração do 
Capital (frota de veículos e outros ativos) 
empregada na planilha tarifária do transporte 
intermunicipal de passageiros por ônibus da 
Aglomeração Urbana do Sul do Estado do 
Rio Grande do Sul – Região de Pelotas 
(AUSUL). 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
A Nota Técnica N° 15/2007 – DT/AGERGS cumpre determinação do 
Conselho Superior da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos 
Delegados do Rio Grande do Sul conforme a Portaria nº. 08/06 no sentido de 
fornecer conhecimento técnico especializado para promoção da primeira revisão 
geral de parâmetros e variáveis da estrutura tarifária do sistema de transporte 
intermunicipal coletivo de passageiros da Aglomeração Urbana do Sul do Estado 
do Rio Grande do Sul Alegre (AUSUL), região metropolitana do Município de 
Pelotas. 
Trata em específico dos conceitos atrelados à metodologia de cálculo da 
Remuneração do Capital: Frota e Outros Ativos e análise dos dados 
disponibilizados para os cálculos. 
 
1 CONCEITOS: 
 
Entende-se por Remuneração do Capital o valor em percentual que se 
aplica sobre o capital investido na concessão do serviço. A taxa de remuneração é 
o que torna um empreendimento atrativo ou não a um determinado nível de risco e 
dimensão do negócio. 
 4 
Segundo Buarque, (1984) os dois melhores instrumentos para determinar o 
mérito privado de um projeto de investimento é a taxa interna de retorno e o valor 
atual líquido, ambos baseado no conceito de atualização. A recomendação é que 
os avaliadores de projetos devem comparar a Taxa Interna de Retorno (TIR) com 
o Custo de Oportunidade do Capital. 
O Custo de Oportunidade do Capital pode ser definido como a maior 
rentabilidade que poderá ter o capital, caso não seja investido no projeto em 
questão; se o projeto tem uma TIR aceitável, maior que o Custo de Oportunidade 
do Capital, ele deve ser considerado, em princípio, bom do ponto de vista privado 
e os avaliadores devem passar a estudar o seu mérito ou rentabilidade 
econômica. 
Por meio da rentabilidade privada, o empresário procura conhecer o retorno 
que o projeto gerará sobre o capital que ele vai investir. Já as instituições 
governamentais têm interesse em realizar uma avaliação econômica do projeto, 
em termos de custos e benefícios, que determine os efeitos do projeto sobre o 
conjunto da economia. 
Vários são os métodos e critérios de se avaliar os investimentos: 
 
1.1 RENTABILIDADE SIMPLES: 
Um dos critérios de determinação da rentabilidade em termos correntes 
mais simples (Rentabilidade Simples) é a medição do mérito de um investimento 
por meio da relação do lucro médio provável que ele gerará em cada ano, pelo 
total desse investimento: 
r = L / I 
ONDE: 
r = rentabilidade simples 
L = lucro médio provável 
I = investimento 
A Rentabilidade Simples ( r ) ou Taxa de retorno contábil: 
A taxa de retorno contábil é a relação entre o fluxo de caixa anual esperado 
e o valor do investimento. Tem dois pontos fracos: não considera o valor do 
 5 
dinheiro no tempo e implicitamente admite que a vida útil dos ativos tem duração 
infinita. Esta última premissa torna a taxa de retorno contábil superavaliada em 
comparação com a taxa interna de retorno que é o parâmetro correto. 
 
r = L / I 
 
Exemplo: a taxa de retorno do projeto P quando o Valor do investimento é 
de R$ 100.000,00, com vida útil de 8 anos e sem valor residual; Entradas anuais 
de caixa são de 20.000 e as saídas anuais de caixa: 8.000,00. O resultado seria 
de 12% ao ano. 12.000 / 100.00,00 = 0,12 ou 12,00% ao ano. 
 6 
QUADRO N.º 1 
Anos Investimento Entrada Saída Lucro
0 100.000,00
1 20.000,00 8.000,00 12.000,00
2 20.000,00 8.000,00 12.000,00
3 20.000,00 8.000,00 12.000,00
4 20.000,00 8.000,00 12.000,00
5 20.000,00 8.000,00 12.000,00
6 20.000,00 8.000,00 12.000,00
7 20.000,00 8.000,00 12.000,00
8 20.000,00 8.000,00 12.000,00
9 20.000,00 8.000,00 12.000,00
10 20.000,00 8.000,00 12.000,00
120.000,00
Rentabilidade Simples r = L / I 12%
 
 
1.2 TEMPO DE RETORNO (PAYBACK) 
O tempo de retorno, também conhecido como Payback, é a relação entre o 
valor do investimento e o fluxo de caixa do projeto. O tempo de retorno indica em 
quanto tempo ocorre a recuperação do investimento. Os pontos fracos desse 
método são: 
- Não considera o valor do dinheiro no tempo; 
- Não considera os fluxos de caixa após a recuperação do capital. 
- Não pode ser aplicado quando o fluxo de caixa não é convencional. Um 
fluxo de caixa não convencional é aquele em que existe mais de uma mudança de 
sinal (negativo para positivo ou vice-versa). 
- No exemplo o tempo de retorno é: 100.000,00 ÷ 12.000 = 8,33 anos 
 
1.3 VALOR PRESENTE LÍQUIDO 
O valor presente líquido (VPL) de um projeto de investimento é igual ao 
valor presente de suas entradas de caixa menos o valor presente de suas saídas 
de caixa. Para cálculo do valor presente das entradas e saídas de caixa é utilizada 
a Taxa Mínima de Atratividade (TMA) como taxa de desconto. A TMA 
corresponde ao custo de oportunidade do capital. 
Utilizando uma calculadora financeira e considerando-se uma TMA de 10% 
ao ano, encontramos para o projeto de investimento P um Valor Presente Líquido 
 7 
Negativo de R$ 26.265,19. Se considerarmos uma TMA de 3% ao ano, o Valor 
Presente Líquido do Projeto será Positivo de R$ 2.362,43, enquanto que para uma 
TMA de 3,5% o VPL será zero. 
Quando o Valor Presente Líquido de um projeto de investimento for: 
- Maior do que zero: significa que o investimento é economicamente 
atrativo, pois o valor presente das entradas de caixa é maior do que o valor 
presente das saídas de caixa. 
- Igual a zero: o investimento é indiferente pois o valor presente das 
entradas de caixa é igual ao valor presente das saídas de caixa. 
- Menor do que zero: indica que o investimento não é economicamente 
atrativo porque o valor presente das entradas de caixa é menor do que o valor 
presente das saídas decaixa. 
- Entre vários projetos de investimento, o mais atrativo é aquele que tem 
maior Valor Presente Líquido. 
 
1.4 TAXA INTERNA DE RETORNO 
A Taxa Interna de Retorno é o percentual de retorno obtido sobre o saldo 
investido e ainda não recuperado em um projeto de investimento. 
Matematicamente, a Taxa Interna de Retorno é a taxa de juros que torna o valor 
presente das entradas de caixa igual ao valor ao presente das saídas de caixa do 
projeto de investimento. 
Utilizando uma calculadora financeira, encontramos para o projeto P uma 
Taxa Interna de Retorno de 15% ao ano. Esse projeto será atrativo se a empresa 
tiver uma TMA menor do que 15% ao ano. A Taxa Interna de Retorno de um 
investimento pode ser: 
- Maior do que a Taxa Mínima de Atratividade: significa que o investimento 
é economicamente atrativo. 
- Igual à Taxa Mínima de Atratividade: o investimento está economicamente 
numa situação de indiferença. 
 8 
- Menor do que a Taxa Mínima de Atratividade: o investimento não é 
economicamente atrativo, pois seu retorno é superado pelo retorno de um 
investimento sem risco. 
- Entre vários investimentos, o melhor será aquele que tiver a maior Taxa 
Interna de Retorno. 
 
1.5 MÉTODO DA SOMA DOS DÍGITOS DECRESCENTES – MÉTODO DE COLE 
O Método de Cole é um dos instrumentos de cálculo recomendado pelo 
GEIPOT para se obter a base de remuneração do capital imobilizado em veículos, 
almoxarifado, máquinas, instalações e equipamentos, por representar, segundo 
seus estudos mais fielmente a desvalorização do veículo rodoviário, caracterizada 
por uma perda acentuada de valor no início de sua utilização e que se atenua com 
o passar dos anos. Por esse método, o fator de depreciação anual é obtido 
aplicando-se a seguinte fórmula: 
VU – j + 1
1 + 2 + ... + VUFj = X ( 1 – VR/100) )
 
onde: 
Fj = fator de depreciação anual para o ano j 
J = limite superior da faixa etária (anos) 
VU = vida útil adotada (anos) 
VR = valor residual adotado (%) 
Por este método a taxa de remuneração fixada é aplicada sobre o valor 
investido ainda não depreciado, ou seja, ainda não recuperado. 
 
1.6 METODOLOGIA DO CUSTO MÉDIO PONDERADO DE CAPITAL (CMEPC) 
O custo médio ponderado de capital (CMePC) ou Weighted Average Cost of 
Capital (WACC) reflete, na média, o custo de financiamento de longo prazo da 
empresa. Uma vez determinado o custo das fontes específicas e a proporção de 
cada fonte na estrutura de capital da empresa, pode-se encontrar o CMePC 
através da multiplicação do custo de cada fonte por sua proporção no total. 
Esta metodologia é utilizada pela ANEEL (Agência Nacional de Energia 
Elétrica) para encontrar a taxa de remuneração das concessionárias de energia. A 
taxa decorrente desta metodologia tem se situado em 11,26% ao ano como pode 
 9 
ser observado, por exemplo, pela Nota Técnica nº 047/ 2003 – SRE / ANEEL 
referente à Audiência Pública AP 010 / 2003 que suportou o processo de revisão 
tarifária da AES-Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S/A., ou mesmo em 
pesquisa no sitio da ANEEL na internet realizada no dia 15/03/2007 
(http://www.aneel.gov.br/arquivos/ppt/SRE%20ANEEL%20apresenta%C3%A7%C
3%A3o%20USAID.ppt#449,27,Slide 27). Mais recentemente a ANEEL, através da 
RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 246, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2006, que 
Estabelece a estrutura ótima de capital e o custo de capital a ser utilizado no 
segundo ciclo de revisão tarifária das concessionárias de distribuição de energia 
elétrica, em atendimento ao disposto no art. 6º, § 2º, da Resolução Normativa 
nº 234, de 31 de outubro de 2006, utilizando o método CMePC, fixou a taxa de 
retorno em 9,98%. 
 
2 EVOLUÇÃO HISTÓRICA 
 
Embora a AUSUL tenha sido instituída pela Lei Complementar N º 9.184 de 
1990, somente em 1999 a gestão das tarifas desta Aglomeração passou para a 
METROPLAN. Até então, as linhas que compõem a AUSUL, tinham suas tarifas 
calculadas pelo DAER juntamente com as de Longo Curso, sistema ao qual 
pertenciam antes da criação da AUSUL em 1990. 
No período de 1999 a 2001, já sob a gestão da METROPLAN, não havendo 
ainda uma planilha tarifária própria, foi adotado para a AUSUL o mesmo 
percentual de reajuste do Eixo Norte da RMPA. A partir de 2002, a METROPLAN 
formatou a planilha tarifária para a AUSUL utilizando como taxa de remuneração 
12% ao ano sobre a frota e um coeficiente que representa 1,1445% do valor de 
um veículo padrão da frota do sistema para remuneração dos outros ativos, 
percentual extraído da planilha tarifária do sistema de transporte rodoviário 
coletivo de passageiros do Eixo Norte da Região Metropolitana de Porto Alegre. 
Consideram-se como outros ativos da concessão as máquinas, instalações, 
equipamentos e almoxarifado e para definir a base de remuneração da frota 
utiliza-se o método dos dígitos decrescentes com vida útil de 8 (oito) anos e 20% 
de valor residual. 
 10 
O regulamento do transporte da AUSUL, Decreto nº 39.185/98, em seu Art. 
35 indica que, salvo o cadastro existente, em qualquer caso, a idade de inclusão 
do veículo no cadastro não poderá ser superior a 10 (dez) anos de fabricação do 
chassi. A Idade média da frota da AUSUL no cadastro da METROPLAN, segundo 
o Processo n.º 1189-1364/04-3 é da 7,43 anos e segundo o Processo n.º 1223-
1364/03-6 é de 8,29 anos, ou seja nos últimos processos de reajuste a idade 
média da frota girou em torno de 8 (oito) anos. 
 
3 ANÁLISE COMPARADA: 
 
GEIPOT 
O GEIPOT utiliza como base de remuneração o capital imobilizado em 
veículos, almoxarifado, máquinas, instalações e equipamentos, adotando uma 
taxa de 12% ao ano. 
O capital imobilizado em veículos é remunerado desprezando os custos 
com pneus, câmaras-de-ar e protetores, bem como a parcelas depreciadas. Os 
fatores de remuneração anual são calculados para cada faixa etária e por tipo de 
veículos. 
Para os veículos leves o Fator de remuneração considera o prazo de 7 
anos e valor residual de 20%. Já para os veículos pesados considera-se o prazo 
de 10 anos e o valor residual de 15%. E por fim para os veículos especiais são 
considerados 12 anos e valor residual de 10%. 
Os coeficientes de remuneração anual são obtidos multiplicando-se o fator 
de remuneração anual de cada faixa etária pela quantidade de veículos/tipo 
enquadrados nessa faixa. O coeficiente de remuneração anual da frota, para cada 
tipo de veículo, é obtido somando-se os coeficientes de todas as faixas etárias. 
O GEIPOT, ainda para o cálculo da remuneração de máquinas, instalações 
e equipamentos, utiliza como parâmetro o valor de um veículo leve novo completo. 
Admite-se que o valor anual do capital imobilizado em máquinas, instalações e 
equipamentos corresponde a 4% do preço de um veículo leve novo completo, 
enquanto que para almoxarifado admite-se o percentual de 3% daquele valor. 
 
 11 
ANTT 
A ANTT, pela Resolução nº 18/2002, ratificou a planilha tarifária base para 
os reajustes do transporte interestadual e internacional e os semi-urbanos. A 
planilha adotada considera a taxa de 12% a.a. a título de remuneração do capital 
investido em frota de ônibus e em outros ativos. Como outros ativos inclui as 
instalações e equipamentos, almoxarifado, edificações operacionais e os veículos 
de apoio. 
Veículos 
O coeficiente básico referente à remuneração do veículo é determinado 
pelo produto da depreciação do veículo pela idade da frota multiplicado pela taxa 
de remuneração anual dos veículos. 
Outros Ativos 
O coeficiente básico do item outros ativos, considerados os coeficientes 
individuais de instalações e equipamentos, edificações, outros veículos e 
almoxarifado é 3,691900 % do valor do veículo para o transporte interestadual e 
internacional de passageiros e 0,92058423% para o transporte semi-urbano. 
: 
• Remuneração de Equipamentos e MaquinárioO método utilizado aqui é aquele que calcula a remuneração com base no 
período de vida útil pretendido para o bem, e de acordo com as seguintes 
premissas: 
(a) fator equivalente ao equipamento novo: 1,00 
(b) período pretendido (n) para uso do equipamento: 10 anos 
(c) fator correspondente ao equipamento usado, (a) / (b) = 0,10 
(d) taxa anual de juros: 12,0% a.a. 
O cálculo da remuneração é dado por: 
{[(a - c) x (b + 1)] / 2 x b} x d / 100 + c x (d / 100) = 
= {[(1,00 - 0,10) x (10 + 1)] / 2 x 10} x 0,12 + 0,10 x 0,12 = 0,071400 
 
Para correlacionar esse coeficiente àquele do ônibus, é utilizado o mesmo 
percentual de correspondência entre a depreciação desse item e a do ônibus, 
 12 
igual a 0,172% (o prazo de vida útil tanto na depreciação quanto na remuneração 
é o mesmo – 10 anos); daí: 
0,0714 x 0,00172 = 0,000123/veículo ano ou, 0,0123% do valor do veículo 
novo. 
 
• Remuneração de Edificações 
A remuneração do item utiliza o mesmo método e critérios do item anterior, 
exceto que: 
(b) é 50 anos; e (c) é equivalente 1,00 / 50 = 0,02; então 
{[(1,00 – 0,02) x (50 + 1)] / 100} x 0,12 + 0,02 x 0,12 = 0,062376 a.a. 
Relativamente à remuneração do veículo, tem-se que o coeficiente básico 
desse item será: 
0,062376 x 0,000995 = 0,000062/veículo.ano 
 
• Remuneração de Veículos de Apoio 
 A remuneração de veículos também utiliza o mesmo método e critérios do 
item anterior, exceto que: 
(b) é 5 anos; e (c) equivale a 1,00 / 5 = 0,2; então aquela expressão resulta 
em 0,081600 
Relativamente à remuneração do veículo, tem-se que o coeficiente básico 
desse item será: 
0,0816000 x 0,00103 = 0,000084/veículo.ano 
 
• Remuneração do Almoxarifado 
A remuneração de almoxarifado se dá pelo método de regressão linear 
correlacionando Peças e Acessórios com a frota, para cada trimestre de 1988, de 
modo a representar o custo de reposição do estoque mínimo no ano. 
 
Relativamente à remuneração do almoxarifado, tem-se que o coeficiente 
básico desse item será de 0,03665. 
 
 ANTT - NOTA TÉCNICA N° 034/SUREF/ANTT/2006 
 13 
 
A ANTT através da Nota Técnica N° 034/SUREF/ANTT/2006, onde 
apresentou os estudos a respeito da definição do custo de capital para a 
remuneração dos investimentos no transporte, estimou a taxa de remuneração em 
13,20% ao ano pelo método WACC (custo médio ponderado de capital), como 
apoio da técnica CAPM (Capital Asset Princing Model) para definir o custo do 
capital próprio. 
Assim, aplicando a mesma metodologia já descrita anteriormente para 
encontrar os coeficientes de remuneração com a nova taxa de remuneração de 
13,20% ao ano, a ANTT passou a utilizar como coeficiente básico para remunerar 
outros ativos 3,694581% do valor do veículo novo como demonstra a quadro a 
seguir. 
QUADRO N.º 2 
Coeficiente do Item Outros Ativos 
Bens Taxa - 13,2% Depreciação Coeficiente 
Equipamentos 0,078540 0,001720 0,000135 
Edificações 0,068614 0,000995 0,000068 
Veículos apoio 0,089760 0,001030 0,000092 
Almoxarifado 0,036650 
Coeficiente básico 3,694581 
Fonte: NOTA TÉCNICA N° 034/SUREF/ANTT/2006 GEECO/SUREF 
06/06/2006 
 
A ANTT considera que o setor de transporte rodoviário de passageiros não 
apresenta nível de risco considerável. 
AGR – Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços 
Públicos. 
A remuneração de Capital da AGR segue a metodologia utilizada pela 
ANTT/MT. A taxa de remuneração do capital mobilizado é de 12% a.a. No entanto, 
na hora de incluir o custo de remuneração do capital na planilha de custo, divide o 
PMA por 1,1 para inclusão do custo da Frota Reserva. 
Remuneração do Veículo: 
 14 
O método para o cálculo do coeficiente de remuneração do veículo é dos 
dígitos decrescente – Método de Cole, a vida útil utilizada é de cinco anos, 
deduzindo a parcela já depreciada. 
Coeficiente de Remuneração do Veículo (%) = Fator de Remuneração x 
Taxa Anual. 
Remuneração de outros ativos: 
Os outros ativos considerados são: equipamentos e maquinários, 
edificações, veículos de apoio e almoxarifado, com os mesmos coeficientes da 
ANTT/MT, a uma taxa de 12% a.a. 
 
AGEPAN - Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos do Estado 
de Mato Grosso do Sul. 
A AGEPAN utiliza o método dos Dígitos Decrescentes para a remuneração 
da frota e recomenda o uso da TJLP em face de estudos realizados pelo BACEN 
(Res. BACEN n° 2121/94) que a TJLP contempla o Risco País, considerando as 
particularidades do Brasil, e ainda, a ANTT considera que o setor de Transporte 
de Passageiros não está exposto aos riscos financeiros. 
 
4 ANÁLISE E RECOMENDAÇÕES 
 
Uma empresa tem duas formas de financiar a sua atividade: recorrendo a 
capitais próprios ou a capitais de terceiros. Tipicamente, os capitais próprios são 
aqueles que não tem qualquer contrapartida fixa de remuneração, ou seja: trata-se 
de capital que pode ou não ser remunerado de acordo com a rentabilidade gerada 
pela empresa. Grande parte das operações das empresas (investimento em 
capital de giro) é financiada por capitais não onerosos que surgem com a própria 
operação (fornecedores, tributos, salários, etc.), no entanto há capitais de 
terceiros, por seu lado, que têm uma remuneração mínima fixada (que pode ser 
uma taxa fixa ou variável, de acordo com uma taxa de referência de mercado) e 
que em regra possuem um esquema de reembolso previamente definido. 
 15 
Os investimentos (ativos) efetuados pelas empresas de dividem em 
investimentos permanentes ou de longo prazo (não circulantes) e os investimentos 
em capital de giro ou de curto prazo (circulantes). É justamente os investimentos 
em capital de giro que, via de regra, são financiados por capitais não onerosos 
(pelo menos em parte) que surgem pela própria operação, ou seja, os 
investimentos operacionais em giro como clientes, estoques, impostos a 
recuperar, etc., são financiados por fontes também operacionais como 
fornecedores, salários e tributos que se caracterizam por não apresentar custos 
adicionais, ou seja, são não onerosos. Desta forma, parte dos ativos vinculados ao 
capital de giro não incorrem em custo de capital para as empresas. 
Especificamente no caso do transporte de passageiros, o item do ativo que se 
enquadra nesta modalidade é o almoxarifado. 
Assim, conforme a prática do setor pode-se observar fontes de 
financiamento não onerosas para o capital de giro suficiente para cobrir a 
necessidade de capital de giro da empresa sem que esta se obrigue a captar 
recursos onerosos para tanto. 
Ao iniciar um projeto empresarial busca-se identificar os capitais próprios 
disponíveis para o investimento inicial. Mas, a utilização de capitais de terceiros 
permite a alavancagem do retorno dos capitais próprios, isto é, aumenta o seu 
risco e também o seu retorno potencial. 
A ANEEL, durante o primeiro ciclo de revisão tarifária em 2003, aplicando a 
metodologia do custo médio ponderado de capital (WACC) com apoio da técnica 
de precificação de ativos (CAPM - Capital Asset Princing Model) para definir o 
custo do capital próprio definiu o custo de capital para remunerar os investimentos 
no setor de energia elétrica em 11,26% ao ano e para o segundo ciclo em 2006 
fixou em 9,98% o WACC. Já a ANTT, com a utilização das mesmas técnicas, 
estimou o custo de capital em 13,20%. Por sua vez a AGR adota a taxa 
recomendada pelo GEIPOT de 12%, enquanto que a AGEPAN recomenda o uso 
da TJLP para remunerar o capital. 
 16 
A evolução da TJLP de julho de 2002 a março de 2007 está demonstrada 
no quadro que segue. O quadro apresenta a TJLP integral e a reduzida em 6% 
correspondente a parcela capitalizada ao saldo devedor do contrato: 
 
QUADRO N.º 3 
TJLP TJLP Reduzida (1)
jul/02 a set/02 10,00 3,77
out/02 a dez/02 10,00 3,77
jan/03 a mar/0311,00 4,72
abr/03 a jun/03 12,00 5,66
jul/03 a set/03 12,00 5,66
out/03 a dez/03 11,00 4,72
jan/04 a mar/04 10,00 3,77
abr/04 a jun/04 9,75 3,54
jul/04 a set/04 9,75 3,54
out/04 a dez/04 9,75 3,54
jan/05 a mar/05 9,75 3,54
abr/05 a jun/05 9,75 3,54
jul/05 a set/05 9,75 3,54
out/05 a dez/05 9,75 3,54
jan/06 a mar/06 9,00 2,83
abr/06 a jun/06 8,15 2,03
jul/06 a set/06 7,50 1,42
out/06 a dez/06 6,85 0,80
jan/07 a mar/07 6,50 0,47
(1) Reduzida em 6% ao ano.
Fonte: BNDES
Taxas de Juro de Longo Prazo – TJLP
Série Histórica (%a.a.) – Vigência Trimestral
 
O BNDES apresenta também um estudo comparativo, excluindo a inflação, 
entre a TJLP com outros índices como a TR+6,17% e a SELIC conforme 
demonstra o quadro que segue: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 17 
QUADRO N.º 4 
TJLP TR + 6,17% SELIC
jul/05 3,12 -1,45 10,69
ago/05 3,66 -1,29 11,67
set/05 3,64 -1,71 11,92
out/05 3,32 -2,41 11,79
nov/05 3,46 -2,68 12,09
dez/05 3,98 2,80 12,65
jan/06 3,91 2,83 12,68
fev/06 4,04 2,99 12,80
mar/06 4,17 3,12 12,89
abr/06 4,73 3,68 13,26
mai/06 5,00 4,02 13,45
jun/06 5,07 4,11 13,22
jul/06 4,95 4,08 12,91
ago/06 4,89 4,10 12,59
set/06 4,85 4,13 12,26
out/06 5,05 4,54 12,38
nov/06 5,07 5,24 12,25
dez/06 4,69 5,03 11,57
Fonte: BNDES
Análise comparativa da TJLP
Valores deflacionados pelo IPCA
Acumulada no últimos 12 meses
 
 
As taxas do CDI, Certificado de Depósito Interbancário, que representa a 
taxa média dos empréstimos feitos entre os bancos, considerada também como 
taxa de referência no mercado de juros, originada da média negociada entre 
instituições financeiras, tem se situado na faixa entre 12, 6% ao ano (inclui a 
inflação), conforme demonstra o quadro abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 18 
 
QUADRO N.º 5 
ao ano ao mês no dia acum. mês
2/abr 12,67 1,42 0,05 1,1
3/abr 12,65 1,42 0,05 1,14
4/abr 12,64 1,42 0,05 1,19
5/abr 12,66 1,42 0,05 1,24
9/abr 12,65 1,42 0,05 1,29
10/abr 12,63 1,42 0,05 1,34
11/abr 12,63 1,42 0,05 1,38
12/abr 12,63 1,42 0,05 1,43
13/abr 12,63 1,42 0,05 1,48
16/abr 12,64 1,42 0,05 1,53
17/abr 12,62 1,42 0,05 1,58
CDI - Abril/07
Período
Taxa over em (%) Taxa efetiva em (%)
 
Fonte: http://www.dinheirovivo.com.br/Index.aspx?Id=9 
 
Uma das fontes mais tradicionais de financiamento para veículos de 
transporte de passageiros é o FINAME (financiamento de máquinas e 
equipamentos). Em consulta a página da internet do BNDES observa que o custo 
de financiamento para este tipo de operação é composto pela TJLP acrescida da 
remuneração do BNDES de 1%, da Taxa de Intermediação Financeira de 0,8% 
para as grandes empresas e da Remuneração da Instituição Financeira 
Credenciada Negociada entre a instituição financeira credenciada e o cliente; nas 
operações garantidas pelo Fundo de Garantia para Promoção da Competitividade 
- FGPC (Fundo de Aval) até 4% a.a., podendo totalizar aproximadamente 10% no 
máximo deflacionando a TJLP, com carência de 12 meses e 60 até 96 meses para 
pagar. 
A atual metodologia de remuneração da AUSUL possibilita uma TIR não 
alavancada em torno de 9% e uma TIR alavancada de 15,88%, como demonstram 
os quadros a seguir. Para encontrar-se a TIR alavancada de 15,88% utilizou-se 
como referência a taxa FINAME de 10% ao ano menos inflação de 4% ao ano - 
taxa líquida de 6% ao ano – com prazo total de 96 meses e uma estrutura de 
capital composta por 50% de capital próprio e 50% de capital de terceiros. 
 19 
 
QUADRO N.º 6 
INVESTIMEN
TO
DEPRECIA
ÇÃO 
(TARIFA)
REMUNERA
ÇÃO 
(TARIFA)
RESIDUAL 
(SUBSTITUI
ÇÃO)
ENTRADAS 
DE CAIXA 
DEPRECIAÇ
ÃO FISCAL
VALOR 
TRIBUTÁVEL
IR E CSLL = 
34%
FLUXO DE 
CAIXA 
A B C D E = B+C+D F G = E - F H = G X 34% I = A + E - H
ANO 0 (100.000,00) 0 - (100.000,00) 
ANO 1 17.777,78 12.000,00 29.777,78 25.000,00 4.777,78 1.624,44 28.153,33 
ANO 2 15.555,56 9.866,67 25.422,22 25.000,00 422,22 143,56 25.278,67 
ANO 3 13.333,33 8.000,00 21.333,33 25.000,00 (3.666,67) (1.246,67) 22.580,00 
ANO 4 11.111,11 6.400,00 17.511,11 25.000,00 (7.488,89) (2.546,22) 20.057,33 
ANO 5 8.888,89 5.066,67 13.955,56 - 13.955,56 4.744,89 9.210,67 
ANO 6 6.666,67 4.000,00 10.666,67 - 10.666,67 3.626,67 7.040,00 
ANO 7 4.444,44 3.200,00 7.644,44 - 7.644,44 2.599,11 5.045,33 
ANO 8 2.222,22 2.666,67 20.000,00 24.888,89 - 24.888,89 8.462,22 16.426,67 
Total 80.000,00 51.200,00 20.000,00 151.200,00 100.000,00 51.200,00 17.408,00 
TIR
8,98%
 
QUADRO N.º 7 
ANO 0 ANO 1 ANO 2 ANO 3 ANO 4 ANO 5 ANO 6 ANO 7 ANO 8 Total
INVESTIMENTO A (100.000,00) 
DEPRECIAÇÃO (TARIFA) B 17.777,78 15.555,56 13.333,33 11.111,11 8.888,89 6.666,67 4.444,44 2.222,22 80.000,00 
REMUNERAÇÃO C 12.000,00 9.866,67 8.000,00 6.400,00 5.066,67 4.000,00 3.200,00 2.666,67 51.200,00 
RESIDUAL D 20.000,00 20.000,00 
ENTRADAS DE CAIXA E = B+C+D 0 29.777,78 25.422,22 21.333,33 17.511,11 13.955,56 10.666,67 7.644,44 24.888,89 151.200,00 
DEPRECIAÇÃO FISCAL F - 25.000,00 25.000,00 25.000,00 25.000,00 - - - - 100.000,00 
JUROS S/CAP.TERCEIROS G 3.000,00 2.625,00 2.250,00 1.875,00 1.500,00 1.125,00 750,00 375,00 13.500,00 
VALOR TRIBUTÁVEL H = E - F - G 1.777,78 (2.202,78) (5.916,67) (9.363,89) 12.455,56 9.541,67 6.894,44 24.513,89 37.700,00 
IR E CSLL = 34% I = H X 34% 604,44 (748,94) (2.011,67) (3.183,72) 4.234,89 3.244,17 2.344,11 8.334,72 12.818,00 
FLUXO DE CAIXA J = A + E - I (100.000,00) 26.173,33 23.546,17 21.095,00 18.819,83 8.220,67 6.297,50 4.550,33 16.179,17 
AMORTIZAÇÃO DO EMPRÉSTIMO 6.250,00 6.250,00 6.250,00 6.250,00 6.250,00 6.250,00 6.250,00 6.250,00 
FLUXO DE CAIXA DO ACIONISTA (50.000,00) 19.923,33 17.296,17 14.845,00 12.569,83 1.970,67 47,50 (1.699,67) 9.929,17 
Capital Próprio 50000
Capital de Terceiros 50000
FINAME 10% A.A. MENOS + 4% DE 
INFLAÇÃO 6%
TIR 15,88%
 
 
 20 
 
Frente ao exposto recomendamos a manutenção dos 12% ao ano como 
taxa de remuneração dos investimentos no transporte (frota e outros ativos). 
Considerando que a idade média da frota gira em torno de 8 anos e, que na 
pesquisa de opinião sobre a satisfação com os serviços na AUSUL, realizada pela 
AGERGS no ano de 2006, o índice de satisfeito e muito satisfeito com o serviço 
como um todo gira em torno de 82% e que os índices de satisfação relacionados a 
frota de veículos também situa-se próximo a 85%, recomendamos manter a 
remuneração da frota pelo método dos dígitos decrescentes dos anos com vida 
útil de 8 (oito) anos e residual de 20%. Recomendamos também a manutenção da 
atual metodologia para definir a base de remuneração dos outros ativos, ou seja, 
remunerar os outros ativos com base num percentual sobre o valor do veículo no 
período da revisão com base em levantamento específico para apurar o referido 
percentual limitando-se este valor as melhores práticas apresentadas neste 
estudo, ou seja, 0,3% do valor do veículo novo. Para apuração do valor definitivo 
aguardamos os balanços patrimoniais analíticos com a identificação dos ativos a 
que se refere esta nota técnica. Ressalta-se, no entanto que, o item relativo ao 
almoxarifado não deve compor a base de remuneração de outros ativos, tendo em 
vista que é característico no setor de transporte de passageiros a Necessidade de 
Capital de Girodecorrente do Investimento Operacional em Giro ser negativo, ou 
seja, os financiamentos obtidos junto a fornecedores, salários, encargos sociais e 
tributos (passivos não onerosos) são suficientes para financiar eventual 
investimento em almoxarifado sem custo adicional para as empresas. Para definir 
o custo por quilômetro na planilha tarifária, o parâmetro remuneração de outros 
ativos será multiplicado pelo valor do veículo padrão e dividido pelo PMA 
(Percurso médio Anual). 
Para inclusão do custo da remuneração da Frota Reserva na planilha de 
custo a AGR reduz o PMA quando calcula o custo de remuneração da frota no 
montante equivalente a representação da Frota Reserva em relação a Frota 
Efetiva, ou seja, divide o PMA por 1,10 quando apura o custo de remuneração da 
frota. Considerando que os custos fixos da planilha são divididos pelo PMA e que 
 21 
este leva em conta somente a Frota Efetiva em seu cálculo, recomendamos a 
adição ao custo de remuneração da frota do percentual que a Frota Reserva 
representa na Frota Efetiva, a exemplo do que faz a AGR. Assim, tendo em vista 
que o Regulamento do Transporte para a AUSUL, o Decreto n.º 39.185/98, exige 
uma frota reserva mínima de 10%, deve-se acrescentar 10% ao custo da 
remuneração da frota. 
A remuneração da frota seguirá o parâmetro constante do quadro nº 9 
elaborado a partir das escalas de veículos para linhas da aglomeração informadas 
pelas empresas em conformidade com as taxas de depreciação constante no 
quadro n.º 8: 
QUADRO N.º 8 
Faixa Número de
Etária Veículos Fator Resultado
0-1 ano 0 0,1778 0,0000
1-2 anos 3 0,1556 0,4667
2-3 anos 3 0,1333 0,4000
3-4 anos 3 0,1111 0,3333
4-5 anos 0 0,0889 0,0000
5-6 anos 2 0,0667 0,1333
6-7 anos 3 0,0444 0,1333
7-8 anos 3 0,0222 0,0667
> 8 anos 15 0,0000 0,0000
Total 32 0,0479 1,5333
Depreciação pelo Digitos Decrescentes
exemplo
Depreciação
 
 
QUADRO N.º 9 
Faixa Número de
Etária Veículos Fator Resultado
0-1 ano 0 0,1200 0,0000
1-2 anos 3 0,0987 0,2960
2-3 anos 3 0,0800 0,2400
3-4 anos 3 0,0640 0,1920
4-5 anos 0 0,0507 0,0000
5-6 anos 2 0,0400 0,0800
6-7 anos 3 0,0320 0,0960
7-8 anos 3 0,0267 0,0800
> 8 anos 15 0,0240 0,3600
Total 32 0,0420 1,3440
exemplo
remuneração
Remuneração pelo Digitos Decrescentes
 
 22 
 
Desta forma o parâmetro final da remuneração será 0,0462, resultante do 
fator 0,0420 acrescido de 10% relativo à frota reserva. Este parâmetro será 
multiplicado pelo valor do veículo padrão sem pneus e dividido pelo PMA 
(Percurso Médio Anual) para compor o custo tarifário por quilômetro. 
Os veículos que compuseram a frota para apuração da quantidade em cada 
faixa encontram-se no quadro n.º 10: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 23 
QUADRO N.º 10 
IDADE MÉDIA DA FROTA
Marca Modelo Ano de fabricação Número
Idade em 
anos 
completos
Quantidade 
na Faixa 
41062 IML8162 MERCEDES BENZ OF-1722 2005 9BM3840785B427469 1
41063 IMQ5952 MERCEDES BENZ OF-1722 2005 9BM3840785B440254 1
41064 IMQ5949 MERCEDES BENZ OF-1722 2005 9BM3840785B440393 1 3
41035 ILV 7972 VOLKSWAGEM 17.210 2004 9BWRP82W34R420300 2
41056 ILV 7978 VOLKSWAGEM 17.210 2004 9BWRP82W44R418040 2
41060 ILV 7992 VOLKSWAGEM 17.210 2004 9BWRP82W34R417140 2 3
41036 IGL 6440 MERCEDES BENZ OF-1721-59 2003 9BM3840733B333944 3
41048 IGL 6647 MERCEDES BENZ OF-1721-59 2003 9BM3840733B330597 3
41050 ILG 6437 MERCEDES BENZ OF-1721-59 2003 9BM3840733B330602 3 3
41012 IKE 2688 VOLKSWAGEM 16.210-CO 2001 9BWGFY2W71R108986 5
41014 IKE 2689 VOLKSWAGEM 16.210-CO 2001 9BWGFY2W91R106463 5 2
41000 IJK 4818 MERCEDES BENZ OF-1721 2000 9BM384073YB219320 6
41001 IJK 4794 MERCEDES BENZ OF-1721 2000 9BM384073YB219304 6
41002 IJL 8010 VOLKSWAGEM 16.210-CO 2000 9BWY2TJB0YRY00728 6 3
41005 IIT 4644 VOLKSWAGEM 16.210-CO 1999 9BWY2TJB4XRX00095 7
41006 IIT 4622 VOLKSWAGEM 16.210 CO 1999 9BWY2TJB2XRX00094 7
41007 IJE 2109 VOLKSWAGEM 16.210-CO 1999 9BWY2TJB9XRX04790 7 3
41003 IIA 4076 VOLKSWAGEM 16.210-CO 1998 9BWY2TJBXWRB03793 8
41052 IGJ 9683 PROTÓTIPO 1997 9EZRS08BGV0013922 9
41058 IGA 8922 MERCEDES BENZ OM-352 1997 9B91RMP10VECE6293 9
41041 IEA 9849 VOLKSWAGEM 16.180-CO 1996 9BWYTARB1SDB81750 10
41008 IEO 5459 MERCEDES BENZ OF-1620 1995 9BM384087SB075877 11
41053 ICZ 9063 MERCEDES BENZ OF-1620 1995 8AB384079RA108880 11
41004 LAF 0623 MERCEDES BENZ OF-1620 1994 9BM384087RB010363 12
41009 IDM 9423 MERCEDES BENZ OF-1313 1993 9BZRS08BCN0180003REM 13
41010 IHS 3827 MERCEDES BENZ OF-1313 1992 9BM345310SS090891 14
41015 IHW 2346 MERCEDES BENZ OF-1313 1991 9BM345310SS020191 15
41031 IDM 3250 MERCEDES BENZ OF-1313 1991 9BM345310SS270291 15
41032 IHS 3824 MERCEDES BENZ OF-1313 1991 9BM345310SS070591 15
41011 IIX 6997 MERCEDES BENZ OF-1313 1990 3.453.110.000.000,00 16
41019 IFT 2963 MERCEDES BENZ OF-1315 1990 9BM384098LB874188 16
41028 IIW 3953 MERCEDES BENZ OF-1313 1989 345.311.000.000.000,00 17 15
Prefixo Placa
Chassi
 
 
 
 24 
REFERÊNCIAS 
 
AGERGS – Agência Estadual de Regulação do Serviço Público Delegado do Rio 
Grande do Sul 
AGERGS – Agência Estadual de Regulação do Serviço Público Delegado do Rio 
Grande do Sul: disponível em: 
http://www.agergs.rs.gov.br/destaques/pesquisa2006/relataglomerurb2006.pdf 
Acessadp em 11/04/2007 
AGEPAN - Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos do Estado de 
Mato Grosso do Sul. 
AGR Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços 
Públicos/GT-Tarifas 
ANTT - NOTA TÉCNICA N.º 034/SUREF/ANTT/2006 
ANTT - RESOLUÇÃO nº 18/2002 
ANTT - NOTA TÉCNICA 076//SUREF/ ANTT/2003 
BNDES – Manual da TJLP – Publicado pelo Departamento de Política Financeira 
AF/DEPOL. Disponível em: http://www.bndes.gov.br/produtos/download/tjlp.pdf. 
Acesso em 28/03/2007 
BUARQUE, Cristovam. Avaliação econômica de projetos. Rio de Janeiro: Campus, 
1984. 
http://www.dinheirovivo.com.br/Index.aspx?Id=9, acesso em 19/04/2007 
GEIPOT – Empresa Brasileira de Transporte – Extinta - Estudo tarifário. 
http://www.geipot.gov.br/

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