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Abrangência das Ações de Saúde ( Módulo IV ) Unime 2018.2

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robustas produzidas pela avaliação do CCM são: diretrizes clínicas baseadas 
em evidência; sistema de identificação das pessoas usuárias; estratificação da 
população em subpopulações por riscos; registro das pessoas usuárias por 
condição de saúde e por riscos; prontuários eletrônicos; sistema de lembretes, 
alertas e feedbacks como funcionalidades dos prontuários eletrônicos; sistema 
de acesso regulado à atenção à saúde; continuidade da atenção: oferta de 
cuidados primários, secundários e terciários integrados; atenção integral: oferta 
de cuidados promocionais, preventivos, curativos, cuidadores, reabilitadores e 
paliativos; plano de cuidado individual; autocuidado apoiado; uso de 
ferramentas de gestão da clínica: gestão das condições de saúde e gestão de 
caso; coordenação da RAS pela APS; suporte especializado à APS; educação 
permanente dos profissionais de saúde; educação em saúde das pessoas 
usuárias; presença de profissional de saúde comunitária; e articulação do 
sistema de atenção à saúde com os recursos comunitários. 
Contudo, à semelhança dos outros modelos derivados do CCM, esse modelo 
introduz duas modificações fundamentais. Primeiro,procura ampliar o âmbito 
das intervenções sanitárias em relação à população total, por meio de 
intervenções intersetoriais sobre os determinantes sociais da saúde 
intermediários. Segundo, a partir da pirâmide de risco da Kaiser Permanente e 
das evidências sobre a atenção à saúde baseada na população, articula as 
subpopulações portadoras de riscos com as intervenções de prevenção das 
condições de saúde e as subpopulações com condições de saúde 
estabelecidas, diferenciadas por riscos, com as intervenções sanitárias 
ofertadas pelas tecnologias de gestão da clínica. 
 
 
 
 
 
 O MACC estrutura-se em cinco níveis e em três componentes integrados: a 
população, os focos das intervenções de saúde e os tipos de intervenções de 
saúde . 
 O MACC articula-se com o modelo de determinação social da saúde de 
Dahlgren e Whitehead. 
 No primeiro nível, opera-se com a população total de uma rede de atenção à 
saúde, com o foco nos determinantes sociais da saúde. 
 No segundo nível, opera-se com subpopulações da população total 
estratificadas por fatores de risco, com foco nos determinantes proximais 
ligados aos comportamentos e aos estilos de vida. 
 Até o segundo nível não há uma condição de saúde estabelecida. Somente 
a partir do terceiro nível do modelo é que se vai operar com uma condição de 
saúde cuja gravidade, expressa na complexidade que apresenta a condição de 
saúde estabelecida, definirá as intervenções sanitárias. Os terceiro, quarto e 
quinto níveis do modelo de atenção às condições crônicas estão vinculados 
aos indivíduos com suas características de idade, sexo e fatores hereditários, o 
núcleo central do modelo de Dahlgren e Whitehead. 
 
 DISCORRER SOBRE A DISTRIBUIÇÃO DAS RAS NO ESTADO DA BAHIA 
 
 As Redes de Atenção à Saúde (RAS) são arranjos organizativos de ações e 
serviços de saúde, de diferentes densidades tecnológicas que, integradas por meio de 
sistemas de apoio técnico, logístico e de gestão, buscam garantir a integralidade do 
cuidado (Ministério da Saúde, 2010 – portaria nº 4.279, de 30/12/2010). 
A implementação das RAS aponta para uma maior eficácia na produção de saúde, 
melhoria na eficiência da gestão do sistema de saúde no espaço regional, e contribui 
para o avanço do processo de efetivação do SUS. A transição entre o ideário de um 
sistema integrado de saúde conformado em redes e a sua concretização passam pela 
construção permanente nos territórios, que permita conhecer o real valor de uma 
proposta de inovação na organização e na gestão do sistema de saúde. 
 
 
 REDE CEGONHA 
 REDE DE CUIDADO À PESSOA COM DEFICIÊNCIA 
 Proteger a saúde da pessoa com deficiência; reabilitar a pessoa com deficiência na 
sua capacidade funcional e desempenho humano, contribuindo para a sua inclusão 
em todas as esferas da vida social; e prevenir agravos que determinem o 
aparecimento de deficiências. São esses os propósitos gerais da Política Nacional da 
Pessoa com Deficiência, instituída pela Portaria MS/GM nº 1.060, de 5 de junho de 
2002. 
 A política estabelece as orientações gerais para a elaboração de planos, projetos e 
atividades voltados à saúde das pessoas com deficiência nos estados, Distrito Federal 
e municípios. Seu principal objetivo é propiciar atenção integral à saúde da pessoa 
com deficiência, desde a atenção básica até a sua reabilitação, incluindo a concessão 
de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, quando se fizerem necessários. 
 É importante registrar que a inclusão da pessoa com deficiência se dá, também, por 
ações da comunidade, transformando os ambientes, eliminando barreiras 
arquitetônicas e de atitudes, que impedem a efetiva participação social das pessoas 
com deficiência. 
 
 REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL 
 De acordo com os princípios da Reforma Psiquiátrica Brasileira, consolidados na Lei 
n° 10.216 de 06/04/2001, a atenção a pessoas com transtornos mentais e com 
problemas decorrentes do uso/abuso e/ou dependência álcool e outras drogas deve se 
dar, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental, portanto, busca 
consolidar um modelo de atenção aberto, garantindo a livre circulação das pessoas 
com problemas mentais pelos serviços, pela comunidade e pela cidade. 
 Essa rede é constituída por Centros de Atenção Psicossociais (CAPS) em todas as 
suas modalidades: CAPS I, CAPS II, CAPS III, CAPS i, CAPS ad e CAPS ad III 
 Os CAPS nas suas diferentes modalidades são pontos de atenção estratégicos da 
RAPS: serviços de saúde de caráter aberto e comunitário constituídos por equipe 
multiprofissional que atua sob a ótica interdisciplinar e realiza prioritariamente 
atendimento às pessoas com transtornos mentais graves e persistentes e às pessoas 
com sofrimento ou transtorno mental em geral, incluindo aquelas com necessidades 
decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, em sua área territorial, sejam em 
situações de crise ou nos processos de reabilitação psicossocial (Brasil, 2011) e são 
substitutivos ao modelo asilar. 
 Atualmente, a Bahia dispõe de 263 CAPS no Cadastro Nacional de 
Estabelecimentos de Saúde (CNES), sendo que destes 226 se encontram habilitados 
e financiados pelo MS e 19 em funcionamento sem habilitação, com processo em 
análise, no MS. Quanto aos demais (dezoito municípios), permanecem sendo 
custeados apenas pelo município. 
 Até a presente data, o estado da Bahia tem co-finaciado dois CAPS III, localizados 
nos municípios de Feira de Santana e Salvador 
 
CAPS I 
Atende pessoas de todas as faixas etárias que apresentam prioritariamente intenso 
sofrimento psíquico decorrente de transtornos mentais graves e persistentes, incluindo 
aqueles relacionados ao uso de substâncias psicoativas, e outras situações clínicas 
que impossibilitem estabelecer laços sociais e realizar projetos de vida. Indicado para 
municípios ou regiões de saúde com população acima de 15.000 (quinze mil) 
habitantes. 
 
 
 
CAPS II 
Atende prioritariamente pessoas em intenso sofrimento psíquico decorrente de 
transtornos mentais graves e persistentes, incluindo aqueles relacionados ao uso de 
substâncias psicoativas, e outras situações clínicas que impossibilitem estabelecer 
laços sociais e realizar projetos de vida. Indicado para municípios ou regiões de saúde 
com população acima de 70.000 (setenta mil) habitantes. 
CAPS III 
Atende prioritariamente pessoas em intenso sofrimento psíquico decorrente de 
transtornos mentais graves e persistentes, incluindo aqueles relacionados ao uso de 
substâncias psicoativas, e outras situações clínicas que impossibilitem estabelecer
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