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Abrangência das Ações de Saúde ( Módulo IV ) Unime 2018.2

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laços sociais e realizar projetos de vida. Proporciona serviços de atenção contínua, 
com funcionamento vinte e quatro horas, incluindo feriados e finais de semana, 
ofertando retaguarda clínica e acolhimento noturno a outros serviços de saúde mental, 
inclusive CAPS AD. Indicado para municípios ou regiões de saúde com população 
acima de 150.000 (cento e cinquenta mil) habitantes. 
CAPS i 
Atende crianças e adolescentes que apresentam prioritariamente intenso sofrimento 
psíquico decorrente de transtornos mentais graves e persistentes, incluindo aqueles 
relacionados ao uso de substâncias psicoativas, e outras situações clínicas que 
impossibilitem estabelecer laços sociais e realizar projetos de vida. Indicado para 
municípios ou regiões com população acima de 70.000 (setenta mil) habitantes. 
CAPS AD II 
Serviço de atenção psicossocial para atendimento de pacientes com transtornos 
decorrentes do uso e dependência de substâncias psicoativas, com capacidade 
operacional para atendimento em municípios ou regiões com população superior a 
70.000 (setenta mil) habitantes. 
CAPS AD III 
Atende pessoas de todas as faixas etárias que apresentam intenso sofrimento 
psíquico decorrente do uso de crack, álcool e outras drogas. Proporciona serviços de 
atenção contínua, com funcionamento vinte e quatro horas, incluindo feriados e finais 
de semana, ofertando retaguarda clínica e acolhimento noturno. Indicado para 
municípios ou regiões com população acima de 150.000 (cento e cinquenta mil) 
habitantes. 
 
 
 REDE DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA 
Os pontos de atenção da Rede de Urgência e Emergência são responsáveis, em seu 
âmbito de atuação, pelo acolhimento, classificação de risco e cuidado nas situações 
de urgência e emergência das pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com 
necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas. 
A Rede de Urgências é pensada de forma integrada e coloca à disposição da 
população serviços mais próximos de sua residência. Com as Centrais de Regulação 
do SAMU 192, o Ministério da Saúde trabalha na organização da estrutura disponível. 
Quando uma ambulância do programa é enviada para o atendimento, os profissionais 
de saúde já sabem para onde levarão o paciente. É o fim da peregrinação à procura 
de um leito, com a ambulância buscando onde deixar o paciente. 
 
 
 
 Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) 
 O objetivo é diminuir as filas nos prontos-socorros dos hospitais, evitando 
que casos que possam ser resolvidos nas UPAS, ou unidades básicas de 
saúde, sejam encaminhados para as unidades hospitalares. 
 As UPAs funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana, e podem 
resolver grande parte das urgências e emergências, como pressão e febre alta, 
fraturas, cortes, infarto e derrame. As UPAs inovam ao oferecer estrutura 
simplificada – com Raio X, eletrocardiografia, pediatria, laboratório de exames 
e leitos de observação. Nas localidades que contam com as UPAs, 97% dos 
casos são solucionados na própria unidade. Quando o paciente chega às 
unidades, os médicos prestam socorro, controlam o problema e detalham o 
diagnóstico. Eles analisam se é necessário encaminhar o paciente a um 
hospital ou mantê-lo em observação por 24h. 
 Serviço de Atendimento Móvel às Urgências (SAMU 192) 
 Ao discar o número 192, o cidadão estará ligando para uma central de 
regulação que conta com profissionais de saúde e médicos treinados para dar 
orientações de primeiros socorros por telefone. São estes profissionais que 
definem o tipo de atendimento, ambulância e equipe adequado a cada caso. 
Há situações em que basta uma orientação por telefone. O SAMU/192 atende 
pacientes na residência, no local de trabalho, na via pública, ou seja, através 
do telefone 192 o atendimento chega ao usuário onde este estiver. 
 SAMU 192 e UPA 24h trabalham integrados no atendimento às urgências e 
emergências. 
 
 REDE DE ATENÇÃO À PESSOAS COM DOENÇAS CRÔNICAS 
 
 
http://www.conass.org.br/conassdocumenta/conassdocume
nta_25.pdf 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Problema 3 – Abertura 
 
Financiamento do SUS 
 
 A constituição de 1988 determina que as três esferas do governo – federal, estadual 
e municipal – financiem o SUS, gerando receita necessária para custear despesas 
com ações e serviços públicos de saúde. Planejar esse financiamento , promovendo 
arrecadação e repasse necessários de forma a garantir a universalidade e 
integralidade do sistema, no entanto esta questão é bem delicada. As restrições 
orçamentarias no setor, sobretudo a falta de recursos dos municípios dificultam muito 
todo o trabalho, gerando uma série de discussões. 
 Os percentuais de investimento financeiro dos municípios, estado, União no SUS 
são definidos atualmente pela Lei complementar 141. 
 Os Estados aplicarão, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde, no 
mínimo, 12% (doze por cento) da arrecadação dos impostos 
Os Municípios aplicarão anualmente em ações e serviços públicos de saúde, no 
mínimo, 15% (quinze por cento) da arrecadação dos impostos 
 O Distrito Federal aplicará, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde, no 
mínimo, 12% (doze por cento) do produto da arrecadação direta dos impostos que não 
possam ser segregados em base estadual e em base municipal 
 A referência para o acompanhamento, a fiscalização e o controle da aplicação dos 
recursos vinculados em ações e serviços públicos de saúde é o Sistema de 
Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde do Ministério da Saúde (SIOPS). 
 O SIOPS é um sistema que permite, via internet, organizar e executar a coleta, o 
processamento, o armazenamento e a disseminação de informações relacionadas a 
receitas totais e despesas com ações e serviços de saúde da três esferas de governo. 
 
 
 
 CONSELHO DE SAÚDE 
 
 O Conselho Nacional de Saúde (CNS) instância máxima de deliberação do Sistema 
Único de Saúde – SUS - de caráter permanente e deliberativo, tem como missão a 
deliberação, fiscalização, acompanhamento e monitoramento das políticas públicas de 
saúde. 
 O CNS é um órgão vinculado ao Ministério da Saúde composto por representantes 
de entidades e movimentos representativos de usuários, entidades representativas de 
trabalhadores da área da saúde, governo e prestadores de serviços de saúde, sendo o 
seu Presidente eleito entre os membros do Conselho. 
 É competência do Conselho, dentre outras, aprovar o orçamento da saúde assim 
como, acompanhar a sua execução orçamentária. Também cabe ao pleno do CNS a 
responsabilidade de aprovar a cada quatro anos o Plano Nacional de Saúde. 
Deve funcionar mensalmente, ter ata que registre suas reuniões e infraestrutura que 
dê suporte ao seu funcionamento. 
 - REPRESENTAÇÃO 
Poderão ser contempladas, entre outras, as seguintes representações: • associações 
de portadores de patologias; • associações de portadores de deficiências; • entidades 
indígenas; • movimentos sociais e populares organizados; • movimentos organizados 
de mulheres em saúde; • entidades de aposentados e pensionistas; • entidades 
congregadas de sindicatos, centrais sindicais, confederações e federações de 
trabalhadores urbanos e rurais; • entidades de defesa do consumidor; • organizações 
de moradores; • entidades ambientalistas; • organizações religiosas; • trabalhadores 
da área da Saúde; • associações, sindicatos, federações, confederações e conselhos 
 
 
de classe; • comunidade científica; • entidades públicas, hospitais universitários e 
hospitais no campo de estágio, de pesquisa e desenvolvimento 
 
 
 
 
 CONFERÊNCIA DE SAÚDE 
 
 É o fórum que reúne todos os segmentos
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