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A1) Escolha pelo código de cores dois resistores de valores diferentes R1 e R2. Anote seus valores nominais considerando o código de cores assim como suas incertezas. A2) Configure o multímetro para a função ohmímetro (indicado pela unidade ohm). Meça os valores das respectivas resistências e calcule as incertezas pelas tabelas dos instrumentos dadas no apêndice ou nas paredes do próprio laboratório. Repare nas diferenças dependendo do fundo de escala utilizado. A3) Como visto nos fundamentos teóricos, o aquecimento do resistor é proporcional ao quadrado da corrente elétrica. A partir de um determinado valor de corrente, este resistor pode aquecer até que o mesmo se queime. Por este motivo, é importante conhecer a potência máxima que pode ser empregada em qualquer componente elétrico. Em nosso caso, os resistores utilizados suportam até 1/8 W. Estime a máxima corrente/tensão que pode ser aplicada ao circuito considerando o quanto cada resistor pode suportar. Não ultrapasse este valor. B) CIRCUITO EM SÉRIE B.1) Meça, com o amperímetro, o valor da corrente I no circuito. B.2) Com o amperímetro conectado ao circuito, meça os valores das tensões na fonte (VF), nos resistores R1 e R2 (VR1 e VR2) e nos terminais do amperímetro (VAMP). C) CIRCUITO EM PARALELO C.1) Meça com o amperímetro, os valores das correntes IT, I1 e I2. C.2) Desconecte o amperímetro do circuito. Meça os valores das tensões VR1 e VR2. D) ANÁLISE DOS RESULTADOS D.1) Para o circuito em série, calcule VR1, VR2 e I e suas respectivas incertezas. D.2) Compare estes valores com os valores medidos e discuta as eventuais discrepâncias. D.3) Para o circuito em paralelo, calcule I1, I2 e IT. Não é necessário calcular as incertezas neste caso. D.4) Compare estes valores com os valores medidos e discuta as eventuais discrepâncias. D.5) Verifique a validade da 1ª e da 2ª leis de Kirchhoff no circuito (a). D.6) Verifique a validade da 1ª e da 2ª leis de Kirchhoff no circuito (b). D.7) Com base nos resultados, calcule o valor da resistência interna do amperímetro na escala utilizada. D.8) Utilizando a corrente e tensão medidas no circuito em série, calcule as resistências Ri±u(Ri). D.9) Compare os valores das resistências obtidos com o ohmímetro com os obtidos no item anterior. Qual é o método o preciso para obter as resistências? Explique. D.10) Vamos analisar a obtenção da resistência equivalente do ponto de vista experimental. Utilize os valores das resistências medidos com o ohmímetro para calcular o valor da resistência equivalente do circuito (a). Obtenha também a resistência equivalente usando a expressão: REQ=VF/I. Compare os valores. A diferença é comparável ao valor da resistência interna do amperímetro? D.11) Calcule as potências dissipadas em cada resistor, assim como a potência total no circuito (a). D.12) Compare com os valores obtidos para o circuito (b). Em qual caso há maior consumo de energia? Por quê? EXPERIMENTO 1– ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES TURMA: C DATA: 24/03/2017 NOMES: Guilherme Castro Dela Corte 727382, Matheus Foloni Leite 727408, Vinicius Aranda 725860 RESUMO: Neste experimento, realizamos medições elétricas envolvendo circuitos simples com dois resistores distintos em série e em paralelo. Foram-se comparados os valores de resistência, tensão, corrente e potência calculados direta e indiretamente por diversas formas. Ao fim, concluímos que esses métodos apresentaram resultados semelhantes, apesar de pequenas diferenças de precisão e exatidão dos mesmos. MATERIAL UTILIZADO Multímetro Victor VC9804A+ (usado para voltagem e resistência) Multímetro Politerm VC9802A+ (usado para amperagem) Gerador de tensão Icel PS-4000 Protoboard Resistores Jumpers Cabos A) RESISTORES A1) Valores Nominais R1 ± u(R1): (1500 ± 75) ohm R2 ± u(R2): (330 ± 16) ohm A2) Ohmímetro R1 ± u(R1): (1475 ± 15) ohm (fundo de escala 2k) R2 ± u(R2): (323 ± 6) ohm (fundo de escala 2k) Resolução: 1 ohm Precisão: 0.8% + 3D A3) Corrente/tensão máxima suportável I1max : 9.2057462 mA I2max: 1.9462474 cA U1max: 13.578475614 V U2max: 6.35413251357 V B) CIRCUITO EM SÉRIE – Medidas de corrente e tensão B1) I ± u(I): (2.88 ± 0.06) mA (escala 20 mA) Resolução: 10 uA Precisão: 0.8% + 4D = 0.06304 mA B2) VF ± u(VF): (5.21 ± 0.06) V (escala 20 V) VR1 ± u(VR1): (4.23 ± 0.05) V (escala 20 V) Resolução: 10 mV Precisão: 0.5% + 3D = 0.05605 V (VF) e 0.05115 V (VR1) VR2 ± u(VR2): (0.942 ± 0.008) V (escala 2 V) Resolução: 1 mV Precisão: 0.5% + 3D = 0.00771 V VAMP ± u(VAMP): (41.6 ± 0.5) mV (escala 200 mV) Resolução: 0.1 mV Precisão: 0.5% + 3D = 0.508 mV C) CIRCUITO EM PARALELO – Medidas de corrente e tensão C1) VF ± u(VF): (5.21 ± 0.06) V (escala 20 V) Resolução: 10 mV Precisão: 0.5% + 3D = 0.05605 V IT ± u(IT): (18.51 ± 0.19) mA (escala 20 mA) I1 ± u(I1): (3.52 ± 0.07) mA (escala 20 mA) I2 ± u(I2): (15.36 ± 0.16) mA (escala 20 mA) Resolução: 10 uA Precisão: 0.8% + 4D = 0.18808 mA (IT), 0.06816 mA (I1) e 0.16288 mA (I2) C2) VR1 ± u(VR1): (5.21 ± 0.06) V (escala 20 V) VR2 ± u(VR2): (5.21 ± 0.06) V (escala 20 V) Resolução: 10 mV Precisão: 0.5% + 3D = 0.05605 V D) ANÁLISE DOS RESULTADOS D1) Estimativa teórica VR1 ± u(VR1): (4.27 ± 0.28) V VR2 ± u(VR2): (0.94 ± 0.06) V I ± u(I): (2.85 ± 0.12) mA D2) Comparação Todos os valores teoricamente calculados são praticamente iguais àqueles (concordâncias > 98.9%) observados na prática. As pequenas diferenças ocorrem devido à presença do amperímetro não-ideal ligado ao circuito, que possui uma pequena resistência elétrica e causa assim uma pequena queda de tensão. D3) Estimativa teórica I1: 3.47 mA I2: 15.79 mA IT: 19.26 mA D4) Comparação Todos os valores teoricamente calculados são praticamente iguais àqueles (concordâncias > 96%) observados na prática. As pequenas diferenças ocorrem devido à resistência menor dos resistores quando comparam-se os valores experimentais com os nominais - e como a tensão no circuito em paralelo é constante, a corrente torna-se inversamente proporcional à resistência, aumentando quando comparam-se os valores experimentais com os teóricos. D5) Validade das leis de Kirchhoff para o circuito (a) As leis são válidas para o circuito (a), visto que a concordância dos resultados teóricos e experimentais são superiores a 98,6%, devido a malha simples que o circuito exerce, com isso pode-se dizer que tanto carga, como energia serão conservados. D6) Validade das leis de Kirchhoff para o circuito (b) Assim como o circuito (a), o circuito (b) também conservará carga a energia, porém este circuito possui três malhas e dois nós, com isso a energia que passa pelo primeiro nó é igual a que sai pelo segundo nó, validando as leis de Kirchhoff. D7) Resistência interna do amperímetro Ramp ± u(Ramp): (14.4 ± 0.3) ohm D8) Cálculo das resistências através das medidas de corrente e tensão R1 ± u(R1): (1469 ± 35) ohm R2 ± u(R2): (327 ± 7) ohm D9) Comparação entre D8) e A2): Comparando-se os valores das resistências calculados indiretamente através de dados experimentais e aqueles medidos diretamente com o ohmímetro, verifica-se que os primeiros exibem maior incerteza em relação aos segundos, mas ambos são muito similares entre si. D10) Resistência equivalente Ohmímetro: REQ ± u(REQ): (1798 ± 16) ohm Razão entre medidas (VF/I): REQ ± u(REQ): (1809 ± 43) ohm Comparando-se o valor da resistência equivalente calculada indiretamente através da razão de medidas e aqueles medidos diretamente com o ohmímetro, verifica-se que os primeiros exibem maior incerteza emrelação aos segundos, mas ambos são muito similares entre si. A diferença entre o valor das resistências é comparável àquela do amperímetro. D11) Potências no circuito (a), em série P1 ± u(P1): (12.18 ± 0.29) mW P2 ± u(P2): (2.71 ± 0.06) mW PT ± u(PT): (15.0 ± 0.4) mW D12) Potências no circuito (b), em paralelo P1 ± u(P1): (18.3 ± 0.4) mW P2 ± u(P2): (80.0 ± 1.2) mW PT ± u(PT): (96.4 ± 1.5) mW Em razão do exposto, podemos deduzir que o circuito (b) consumiu mais energia comparado ao circuito (a), tendo em vista a relação entre potência e resistência nos mesmos, visto que no circuito em série temos o valor da potência proporcional aos valores das resistências (sabendo que a amperagem é constante) e no circuito em paralelo temos o valor da potência inversamente proporcional aos valores das resistências (sabendo que a tensão é constante). Além disso, vê-se que a resistência equivalente no circuito em paralelo é menor do que a resistência equivalente no circuito em série. CONCLUSÕES: Concluímos que os métodos utilizados para cálculo de resistência, amperagem e tensão apresentaram resultados semelhantes entre si e muito próximos aos valores teoricamente esperados, apesar de pequenas diferenças de precisão e exatidão dos mesmos. Tais disparidades ocorreram devido à resistência não-nula do amperímetro utilizado, à não-correspondência dos valores nominais das resistências às medições apontada pelo ohmímetro e acúmulo/carregamento de incerteza nos cálculos/medições indiretas. Apêndice: Cálculos referentes ao tópico A1 Marrom verde vermelho ouro = 15* 10^2 ± 5% = 1500 ohm Laranja laranja marrom ouro = 33 * 10^1 ± 5% = 330 ohm A3 P = R * I² ou U² / R Pmax = 1/8 W I1max = 0.00920574617898 A I2max = 0.0196722368841 A U1max = 13.578475614 V U2max = 6.35413251357 V D1 Req = R1 + R2 = 1830 ohm u(Req) = raiz( (dReq/dR1 * u(R1))² + (dReq/dR2 * u(R2))² ) = raiz(u(R1)² + u(R2)²) = 76.793554417 ohm Req ± u(Req) = (1830 ± 77) ohm VR1 = V * R1/Req = 4.27049180328 V VR2 = V * R2/Req = 0.939508196721 V u(VR1) = raiz ( (u(V) * dVR1/dV)² + (u(R1) * dVR1/dR1)² + (u(Req) * dVR1/dReq)² ) = VR1 * raiz ( (u(V)/V)² + (u(R1)/R1)² + (u(Req)/Req)² ) = 0.283065543074 V u(VR2) = raiz ( (u(V) * dVR2/dV)² + (u(R2) * dVR2/dR2)² + (u(Req) * dVR1/dReq)² ) = VR2 * raiz ( (u(V)/V)² + (u(R2)/R2)² + (u(Req)/Req)² ) = 0.0622744194762 V I = V/Req = 0.00284699453552 A u(I) = raiz( (u(V) * dI/dV)² + (u(Req) * dI/dReq)² )= I * raiz( (u(V)/V)² + (u(Req)/Req)² ) = 0.000123887675059 A D2 concordância VR1 = 100% * (1 - |4.23-4.27|/4.27) = 99.0632318501% cVR2 = 100% * (1 - |0.942-0.94|/0.94) = 99.7872340426% cI = 100% * (1 - |2.88-2.85|/2.85) = 98.9473684211% D3 I1 = U/R1 = 0.00347333333333 A I2 = U/R2 = 0.0157878787879 A 1/Req = 1/R1 + 1/R2 Req = 270.491803279 ohm IT = V/Req = 0.0192612121212 A D4 concordância IT = 100% * (1 - |18.51-19.26|/19.26) = 96.1059190031% cI1 = 100% * (1 - |3.52-3.47|/3.47) = 98.5590778098% cI2 = 100% * (1 - |15.36-15.79|/15.79) = 97.2767574414% D7 Ramp = Vamp/I = 14.4444444444 ohm u(Ramp) = raiz( (u(Vamp) * dRamp/dVamp)² +(u(I) * dRamp/dI)² ) = Ramp * raiz( (u(Vamp)/Vamp)² +(u(I)/I)² ) = 0.347415069903 ohm D8 R1 = VR1/I = 1468.75 ohm R2 = VR2/I = 327.083333333 ohm u(R1) = raiz( (u(VR1) * dR1/dVR1)² + (u(I) * dR1/dI)² ) = R1 * raiz( (u(VR1)/VR1)² + (u(I)/I)² ) = 35.1810237216 ohm u(R2) = raiz( (u(VR2) * dR2/dVR2)² + (u(I) * dR2/dI)² ) = R2 * raiz( (u(VR2)/VR2)² + (u(I)/I)² ) = 7.35865905996 ohm D10 Ohmímetro Req = R1 + R2 = 1475 + 323 = 1798 ohm u(Req) = raiz( (dReq/dR1 * u(R1))² + (dReq/dR2 * u(R2))² ) = raiz(u(R1)² + u(R2)²) = 16.1554944214 ohm Razão entre Medidas Req = VF/I = 1809.02777778 ohm u(Req) = raiz( (u(VF) * dReq/dVF)² + (u(I) * dReq/dI)² ) = Req * raiz( (u(VF)/VF)² + (u(I)/I)² ) = 43.062966156 ohm D11 P = i*U, em série temos i constante (i1 = i2 = iT) u(P) = raiz ( (u(i) * dP/di)² + (u(U) * dP/dU)² ) = P * raiz ( (u(i)/i)² + (u(U)/U)² ) P1 = 0.0121824 W P2 = 0.00271296 W PT = 0.0150048 W u(P1) = 0.000291805483156 W u(P2) = 0.0000610356617069 W u(PT) = 0.000357181466484 W D12 Em paralelo temos U constante (U1 = U2 = UT) P1 = 0.0183392 W P2 = 0.0800256 W PT = 0.0964371 W u(P1) = 0.000421439829632 W u(P2) = 0.00124267273246 W u(PT) = 0.00148772792203 W